5164: Rover Perseverance da NASA pousa em segurança no Planeta Vermelho

CIÊNCIA/PERSEVERANCE/MARTE

Membros do equipa do rover Perseverance da NASA observam, no controle da missão, à chegada das primeiras imagens breves momentos após terem recebido o sinal de pouso bem-sucedido em Marte, dia 18 de Fevereiro de 2021. O rover vai caracterizar a geologia e o clima passado do planeta, pavimentar o caminho para a exploração humana do Planeta Vermelho, e será também a primeira missão a recolher amostras para envio posterior para a Terra.
Crédito: NASA/Bill Ingalls

O maior e mais avançado rover que a NASA enviou a outro mundo pousou em Marte ontem, após uma jornada de 203 dias percorrendo 472 milhões de quilómetros. A confirmação do pouso bem-sucedido foi anunciada no controle da missão no JPL da NASA, no sul do estado norte-americano da Califórnia, às 20:55 (hora portuguesa).

Repleta de tecnologia inovadora, a missão Mars 2020 foi lançada no dia 30 de Julho de 2020, a partir da Estação da Força Aérea em Cabo Canaveral, Florida. A missão do rover Perseverance assinala um primeiro ambicioso passo no esforço de recolher amostras de Marte e enviá-las à Terra.

“Esta aterragem é um daqueles momentos cruciais para a NASA, para os EUA e para a exploração espacial globalmente – quando sabemos que estamos à beira de novas descobertas e a ‘afiar os nossos lápis’, por assim dizer, para reescrever os livros escolares,” disse o administrador interino da NASA Steve Jurczyk. “A missão Perseverance incorpora o espírito da nossa nação de perseverar mesmo nas situações mais desafiadoras, inspirando e fazendo avançar a ciência e a exploração. A própria missão personifica o ideal humano de perseverar em direcção ao futuro e vai ajudar-nos a preparar a exploração humana do Planeta Vermelho na década de 2030.”

Com mais ou menos o tamanho de um carro, o geólogo e astro-biólogo robótico de 1026 kg passará várias semanas em testes antes de começar a sua investigação científica de dois anos na Cratera Jezero de Marte. Embora o rover vá investigar as rochas e sedimentos do antigo leito e delta do rio de Jezero a fim de caracterizar a geologia e o clima passado da região, uma parte fundamental da sua missão é a astrobiologia, incluindo a busca por sinais de vida microbiana antiga. Para o efeito, a campanha MSR (Mars Sample Return), que está a ser planeada pela NASA e pela ESA, permitirá que os cientistas na Terra estudem amostras recolhidas pelo Perseverance para procurar por sinais definitivos de vida passada usando instrumentos demasiado grandes e complexos para enviar para o Planeta Vermelho.

“Graças aos eventos emocionantes de hoje, as primeiras amostras pristinas de locais cuidadosamente documentados noutro planeta estão mais perto de serem enviadas para a Terra,” disse Thomas Zurbuchen, administrador associado para ciência da NASA. “O Perseverance é o primeiro passo para enviar para a Terra rochas e rególito de Marte. Não sabemos o que estas amostras pristinas de Marte nos dirão. Mas o que nos podem dizer é monumental – incluindo que a vida pode ter existido para lá da Terra.”

Com cerca de 45 km em diâmetro, a Cratera Jezero fica na orla oeste de Isidis Planitia, uma bacia de impacto gigante para norte do equador marciano. Os cientistas determinaram que há 3,5 mil milhões de anos a cratera tinha o seu próprio delta de rio e estava cheia de água.

O sistema energético que fornece electricidade e calor ao Perseverance ao longo da sua exploração da Cratera Jezero é um MMRTG (Multi-Mission Radioisotope Thermoelectric Generator). O Departamento de Energia dos EUA forneceu-o à NASA por meio de uma parceria contínua para desenvolver sistemas energéticos para aplicações espaciais civis.

Equipado com sete instrumentos científicos primários, o maior número de câmaras já enviadas a Marte e o seu requintadamente complexo sistema de armazenamento de amostras – o primeiro do seu tipo enviado para o espaço -, o rover Perseverance irá examinar a região de Jezero em busca de restos fossilizados de antiga vida microscópica marciana, recolhendo amostras pelo caminho.

“O Perseverance é o geólogo robótico mais sofisticado alguma vez construído, mas a verificação de vida microscópica passada carrega com ela um enorme ónus da prova,” disse Lori Glaze, directora da Divisão de Ciência Planetária da NASA. “Embora possamos aprender muito com os grandes instrumentos que temos a bordo do rover, poderá muito bem exigir os laboratórios e instrumentos muito mais capazes que temos na Terra para dizer se as nossas amostras contêm evidências de que Marte já abrigou vida.”

Preparando o caminho para as missões humanas

“Aterrar em Marte é sempre uma tarefa incrivelmente difícil e estamos orgulhosos de continuar a construir sobre os nossos sucessos passados,” disse Michael Watkins, Director do JPL. “Mas, enquanto o Perseverance avança esse sucesso, este rover também está a desbravar o seu próprio caminho e a enfrentar novos desafios à superfície. Nós construímos o rover não apenas para pousar, mas para encontrar e recolher as melhores amostras científicas para enviar para a Terra, e o seu incrivelmente complexo sistema de amostragem e autonomia não apenas permitem a realização desta missão, como também preparam o terreno para futuras missões robóticas e tripuladas.”

O conjunto de sensores MEDLI2 (Mars Entry, Descent, and Landing Instrumentation 2) recolheu dados sobre a atmosfera de Marte durante a entrada, e o sistema TRN (Terrain-Relative Navigation) guiou autonomamente a nave durante a sua descida final. Espera-se que os dados de ambos ajudem futuras missões humanas a pousar noutros mundos com mais segurança e cargas úteis maiores.

À superfície de Marte, os instrumentos científicos do Perseverance terão a oportunidade de brilhar cientificamente. O Mastcam-Z é um par de câmaras científicas com zoom no mastro de sensoriamento remoto do Perseverance, ou cabeça, que cria panoramas coloridos 3D de alta resolução da paisagem marciana. Também localizada no mastro, a SuperCam usa um laser pulsado para estudar a química das rochas e sedimentos e tem o seu próprio microfone para ajudar os cientistas a melhor entender as propriedades das rochas, incluindo a sua dureza.

Localizados no final do braço robótico do rover, o PIXL (Planetary Instrument for X-ray Lithochemistry) e o SHERLOC (Scanning Habitable Environments with Raman & Luminescence for Organics & Chemicals) vão trabalhar juntos para recolher dados da geologia de Marte. O PIXL vai usar um feixe de raios-X e uma suite de sensores para “mergulhar” na química elementar das rochas. O laser ultravioleta e o espectrómetro do SHERLOC, juntamente com o seu WATSON (Wide Angle Topographic Sensor for Operations and eNgineering), vão estudar as superfícies das rochas, mapeando a presença de certos minerais e moléculas orgânicas, que são os blocos de construção baseados em carbono da vida na Terra.

O chassis do rover também abriga três instrumentos científicos. O RIMFAX (Radar Imager for Mars’ Subsurface Experiment) é o primeiro radar de penetração do solo à superfície de Marte e será usado para determinar como diferentes camadas da superfície marciana se formaram ao longo do tempo. Os dados podem ajudar a pavimentar o caminho para futuros sensores que procuram depósitos de água gelada subterrânea.

Também de olho nas futuras explorações do Planeta Vermelho, a demonstração tecnológica MOXIE (Mars Oxygen In-Situ Resource Utilization Experiment) vai tentar fabricar oxigénio a partir do fino ar – a atmosfera ténue e principalmente de dióxido de carbono do Planeta Vermelho. O instrumento MEDA (Mars Environmental Dynamics Analyzer) do rover, que tem sensores no mastro e no chassis, fornecerá informações importantes sobre a meteorologia, clima e poeira de Marte nos dias de hoje.

Actualmente preso à barriga do Perseverance, o pequeno helicóptero marciano Ingenuity é uma demonstração de tecnologia que tentará o primeiro voo controlado e motorizado noutro planeta.

Os engenheiros do projecto e os cientistas vão agora colocar o Perseverance à prova, testando todos os instrumentos, subsistemas e sub-rotinas durante o próximo mês ou dois. Só então colocarão o helicóptero à superfície para a fase de teste de voo. Se for bem-sucedido, o Ingenuity pode acrescentar uma dimensão aérea à exploração do Planeta Vermelho, no qual helicópteros servem como batedores ou fazem entregas para futuros astronautas longe da sua base.

Assim que os voos de teste do Ingenuity fiquem concluídos, a busca do rover por evidências de vida microbiana passada começará a sério.

“O Perseverance é mais do que um rover, e mais do que esta colecção incrível de homens e mulheres que o construíram e nos trouxeram até aqui,” disse John McNamee, gerente do projecto Mars 2020 da missão do rover Perseverance no JPL. “É ainda mais do que os 10,9 milhões de pessoas que se inscreveram para fazer parte da nossa missão. Esta missão é sobre o que os humanos podem alcançar quando perseveram. Nós chegámos até aqui. Agora, vejam-nos seguir em frente.”

Mais sobre a missão

Um objectivo principal da missão do Perseverance em Marte é a investigação astrobiológica, incluindo a busca por sinais de vida microbiana antiga. O rover vai caracterizar a geologia do planeta e o clima passado e será a primeira missão a recolher e a armazenar rochas e rególito marciano, abrindo caminho para a exploração humana do Planeta Vermelho.

As missões subsequentes da NASA, em cooperação com a ESA, vão enviar naves a Marte para recolher estas amostras armazenadas à superfície e trazê-las para a Terra para uma análise mais profunda.

A missão Mars 2020 do rover Perseverance faz parte da abordagem da exploração Lua a Marte da NASA, que inclui as missões Artemis à Lua que vão ajudar a preparar a exploração humana do Planeta Vermelho.

Astronomia On-line
19 de Fevereiro de 2021

 

3251: O rover da NASA que vai a Marte em 2020 já tem “carta de condução”

CIÊNCIA

NASA

O rover Mars 2020 da NASA acabou de dar o seu primeiro passeio, navegando por pequenas rampas e rolando para frente e para trás dentro de uma sala no Jet Propulsion Lab (JPL) da NASA na Califórnia. Agora, está pronto para o Planeta Vermelho.

“O Mars 2020 ganhou a sua carta de condução”, afirmou o engenheiro de sistemas de mobilidade do Mars 2020 Rich Rieber, em comunicado, divulgado pelo Phys. “O teste provou inequivocamente que o rover pode operar com o seu próprio peso e demonstrou muitas das funções de navegação autónoma pela primeira vez. Este é um marco importante para Mars 2020”.

“Um veículo espacial precisa de se mover e o Mars 2020 fez isso ontem”, acrescentou John McNamee, gerente de projectos do Mars 2020. “Mal podemos esperar para colocar um pouco de sujidade marciana vermelha sob as suas rodas”.

O Mars 2020 é muito mais rápido do que os rovers anteriores da NASA em termos de tomada de decisão e navegação. As suas câmaras e computador de processamento de imagens também são muito mais sofisticados e de maior resolução.

Graças à actualização tecnológica, o Mars 2020 poderá mover-se, em média, 200 metros por dia marciano. O recorde anterior de um dia, estabelecido pelo rover Opportunity da NASA, era de 214 metros.

As rodas do Mars 2020 também duram mais do que as dos rovers do passado. No início do ano, foram descobertos buracos nas rodas do Curiosity da NASA, depois de bater nas rochas marcianas.

O veículo espacial será lançado no próximo verão para chegar ao Planeta Vermelho em 18 de Fevereiro de 2021. O seu principal objectivo será procurar sinais de vida microbiana passada, bem como colher amostras de rochas para trazer de volta para a Terra.

No início deste mês, a NASA exibiu o seu Sistema de Lançamento Espacial, o foguete que levará o veículo espacial para o Planeta Vermelho no próximo ano. O Mars 2020 não fará a jornada sozinho: levará consigo um pequeno helicóptero autónomo que o ajudará a explorar o ambiente marciano. O drone também pode ajudar a procurar zonas ideais de aterragem futura – e talvez até procurar sinais de vida.

ZAP //

Por ZAP
22 Dezembro, 2019

 

 

2585: NASA vai levar um drone voador autónomo a Marte para fazer história

CIÊNCIA

A NASA está bastante mais à frente de qualquer outra agência espacial no que toca à exploração de Marte. Nesse sentido, esta já percebeu como colocar no solo do planeta vermelho os seus rovers e sondas. Os engenheiros do Jet Propulsion Laboratory, na Califórnia, anexaram um drone voador à barriga do rover Marte 2020. Este será lançado em Julho próximo.

Este veículo, totalmente autónomo, tem uma aparência de mini-helicóptero e terá uma missão de auto adaptação.

Que tipo de drone irá sobrevoar Marte?

O mini-helicóptero para Marte (Helicóptero Marte), será movido a energia solar. Apesar do seu tamanho, cerca de 80 centímetros de altura (quando aberto e pronto a voar), esta será a primeira aeronave a voar noutro planeta. O robô drone irá para o planeta vermelho com a sonda Mars 2020 da NASA.

Conforme foi avançado, a missão Mars 2020 está programada para ser lançada a 17 de Julho de 2020. A partir do Cabo Canaveral, o rover será então transportado pelo foguetão Atlas 5 da United Launch Alliance.

Missão Mars 2020 será um marco na história da exploração de Marte

A instalação do helicóptero para Marte será feita na parte inferior do rover Mars 2020. Actualmente, os engenheiros estão a conceber e a preparar a nave a uma série de verificações antes do voo. Para já, o veículo que aterrará no solo marciano está a ser submetido a um teste de vibração. O processo é assim idêntico ao que foi usado na aterragem que entregou o rover Curiosity em Marte em 2012.

Com esta união de duas grandes naves espaciais, posso dizer definitivamente que todas as peças estão prontas para uma missão histórica de exploração. Juntos, Marte 2020 e o Helicóptero Marte, ajudarão a definir o futuro da ciência e da exploração do Planeta Vermelho nas próximas décadas.

Referiu Thomas Zurbuchen, responsável da NASA em Washington.

Os principais objectivos da missão Mars 2020 incluem a procura de sinais de vida microbiana antiga em Marte. Nesse sentido, o rover irá recolher amostras de rocha para serem recuperadas e trazidas para a Terra numa futura missão. Além disso, será testado um dispositivo para gerar oxigénio a partir do dióxido de carbono na atmosfera marciana.

Helicóptero Marte – Uma inovação na atmosfera marciana

Equipado com um par de lâminas contra-rotativas, o mini-helicóptero é uma experiência de demonstração tecnológica. Depois do rover chegar a Marte em 18 de Fevereiro de 2021, este deixará cair o drone sobre a superfície marciana e afastar-se-á para uma distância segura. Posteriormente, o rover irá continuar com as suas próprias investigações científicas independentes do helicóptero.

O novo dispositivo voador, terá uma cobertura que o protegerá contra detritos durante a entrada, descida e aterragem do rover em Marte.

O nosso trabalho é provar que o voo autónomo e controlado pode ser executado na atmosfera marciana extremamente fina. Como o nosso helicóptero é projectado como um teste de voo de tecnologia experimental, ele não transporta instrumentos científicos. Mas se provarmos que o voo motorizado em Marte pode funcionar, estamos ansiosos pelo dia em que os helicópteros de Marte possam desempenhar um papel importante nas futuras explorações do Planeta Vermelho.

Comentou MiMi Aung, do JPL.

Helicóptero será autónomo e voará à sua vontade

O helicóptero voará autonomamente, sem entrada em tempo real de controladores terrestres que estão a milhões de quilómetros de distância. O drone transporta então duas câmaras e a telemetria do helicóptero será encaminhada através de uma estação base no rover.

A atmosfera na superfície marciana tem cerca de 1% da densidade da Terra. Dessa forma, o desempenho de uma aeronave de asa rotativa como o Helicóptero Marte é mais limitado.

Assim sendo, os rotores do Helicóptero Marte girarão entre 2400 e 2900 rpm. Este valor é cerca de 10 vezes mais rápido que um helicóptero a voar na atmosfera da Terra. O recorde de altitude de um helicóptero na Terra é de cerca de 12000 metros.

Estas máquinas voadoras poderão ser os batedores do futuro

A NASA diz que os futuros helicópteros de Marte poderão transportar instrumentos científicos e actuar como batedores de rovers e, eventualmente, humanos, explorando o Planeta Vermelho. Os drones poderiam examinar penhascos, cavernas e crateras profundas, lugares onde poderia ser muito arriscado enviar uma tripulação ou um rover caro, disse a NASA num comunicado.

Com toda a certeza, estas imagens aéreas também podem ajudar a localizar obstáculos para os rovers atravessarem a superfície marciana.

Lua de Saturno também vai receber um helicóptero da NASA

O Helicóptero Marte não é o único robô voador que a NASA está a desenvolver para enviar para outros mundos. Na verdade, no início deste ano, a NASA aprovou o desenvolvimento de uma missão chamada Dragonfly, que usará uma aeronave a rotor para voar através da atmosfera Titan, a maior lua de Saturno.

Ao contrário do Helicóptero Marte, a Dragonfly é uma missão de investigação completa com o seu próprio conjunto de instrumentos científicos. Titan é coberto por uma atmosfera mais espessa do que a da Terra, tornando-o um ambiente mais favorável para uma aeronave de asa rotativa do que Marte.

Contudo, Saturno está seis vezes mais distante do Sol do que Marte, por isso os projectistas planeiam contar com um gerador nuclear para alimentar a Dragonfly em torno de Titã.


pplware
Imagem: NASA
Fonte: Space Flight Now

 

2385: Veja o Rover da missão Mars 2020 da NASA a elevar 40 kg com o seu braço robótico

O desenvolvimento do Rover da missão Mars 2020 da NASA continua. Com partida marcada para Julho de 2020, começam a ser ultimados os pormenores deste robô que irá explorar a superfície de Marte.

Num vídeo publicado recentemente, a NASA mostra pela primeira vez o Rover Mars 2020 a executar movimentos com o seu braço. Tal experiência foi bem sucedida, tendo sido capaz de movimentar 40 kg usando o seu braço robótico.

Tentar perceber aquilo que se passa fora do nosso sistema solar é tão importante como conhecer o nosso planeta vizinho, Marte. E é isso que ao longo dos últimos anos temos tentado fazer.

A somar ao Rover Curiosity, a NASA irá lançar em breve um novo Rover para a superfície marciana no âmbito da missão Mars 2020. O desenvolvimento deste astromóvel tem sido feito continuamente e a NASA tem partilhado vídeos da sua construção.

Mais recentemente, a agência espacial mostrou o Rover Mars 2020 a movimentar o seu braço robótico. O mais interessante neste vídeo é que, acoplado ao braço, está uma torreta carregada de sensores com 40 kg. Entre estes sensores estão várias câmaras HD, o Scanning Habitable Environments with Raman & Luminescence for Organics & Chemicals (SHERLOC) e o Planetary Instrument for X-ray Lithochemistry (PIXL). O Rover Mars 2020 efetuou o movimento na perfeição, apesar de estar num ambiente controlado do Jet Propulsion Laboratory em Pasadena nos EUA.

O braço robótico contém cinco motores eléctricos e cinco articulações que lhe permitem realizar uma panóplia de movimentos. Em Marte, o braço irá trabalhar juntamente com a torreta para proceder à recolha e análise de amostras de solo e rochas.

This was our first opportunity to watch the arm and turret move in concert with each other, making sure that everything worked as advertised – nothing blocking or otherwise hindering smooth operation of the system. Standing there, watching the arm and turret go through their motions, you can’t help but marvel that the rover will be in space in less than a year from now and performing these exact movements on Mars in less than two.

| Dave Levine, engenheiro da missão Mars 2020

O principal objectivo do Rover Mars 2020 será estudar a geologia e astrobiologia do planeta vermelho. Marte desde sempre suscitou interesse pelas hipóteses de ter albergado vida no passado, e o Rover Mars 2020 irá estudar hipotéticos vestígios de presença biológica na superfície marciana.

A NASA também já deu a informar que em breve irá abrir um concurso para a atribuição de um nome a este robô, sendo actualmente chamado de Rover Mars 2020.

pplware
29 Jul 2019

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2034: O seu nome pode chegar a Marte à boleia da missão Mars 2020 da NASA

NASA

A NASA acaba de lançar uma campanha que permite que qualquer pessoa possa enviar o seu nome até Marte, sob a forma de um cartão de embarque digitalizado num chip que será incorporado na sua próxima missão, a Mars 2020.

“Queres juntar-te a mim em Marte? Envia o teu nome para a superfície do Planeta Vermelho com o próximo rover da NASA”, pode ler-se num tweet esta terça-feira publicado na página do rover Curiosity, que explora Marte de 2016.

Curiosity Rover @MarsCuriosity

Want to join me on Mars? Send your name to the surface of the Red Planet with @NASA‘s next rover, #Mars2020.

Click here to send your name to Mars: http://go.nasa.gov/Mars2020Pass 

A publicação está acompanhada por um endereço a partir do qual é possível chegar a um formulário para a emissão do cartão de embarque personalizado.

Nas primeiras horas, adiantou a NASA, a iniciativa recebeu nomes de mais de 660.000 pessoas de todo o mundo. As candidaturas estão abertas até 30 de Setembro.

“Enquanto nos preparamos para lançar esta histórica missão a Marte, queremos que todos compartilhem desta jornada de exploração”, disse Thomas Zurbuchen, cientistas da NASA, em comunicado. “É um momento emocionante para a NASA (…) embarcamos nesta viagem para responder a questões profundas sobre o nosso planeta vizinho e até mesmo sobre as origens da própria vida”, completou.

A missão Mars 2020 deverá ser lançada em Julho de 2020, estando a sua chegada ao solo marciano prevista para Fevereiro de 2021. A missão visa estudar o planeta e encontrar vestígios de vida Marte, caso esta tenha existido.

ZAP //

Por ZAP
23 Maio, 2019

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1598: Sonda MAVEN vai diminuir a sua órbita em preparação para o rover 2020 da NASA

Impressão de artista da sonda MAVEN e do limbo de Marte.
Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA

A missão MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution) da NASA, já com 4 anos, está a embarcar numa nova campanha para apertar a sua órbita em torno de Marte. A operação vai reduzir o ponto mais alto da órbita elíptica da sonda de 6200 para 4500 km acima da superfície e prepará-la para assumir a responsabilidade adicional de servir como satélite de retransmissão de dados para o rover Mars 2020 da NASA, que será lançado no ano que vem.

“A sonda MAVEN fez um trabalho fenomenal, ensinando-nos como Marte perdeu a sua atmosfera e fornecendo-nos outras informações científicas importantes sobre a evolução do clima marciano,” disse Jim Watzin, director do programa de Exploração de Marte da NASA. “Agora estamos a recrutá-la para ajudar a NASA a comunicar com o nosso próximo rover marciano e com os seus sucessores.”

Embora a nova órbita da MAVEN não seja drasticamente mais pequena do que a sua órbita actual, mesmo esta pequena mudança melhorará significativamente as suas capacidades de comunicação. “É como usar o seu telemóvel,” comentou Bruce Jakosky, investigador principal da MAVEN da Universidade do Colorado, em Boulder, EUA. “Quando mais perto estivermos de uma torre, mais forte é o sinal.”

Um forte sinal de comunicações não será o único benefício de uma órbita mais íntima. Aproximando-se cerca de 1500 km, o orbitador MAVEN também vai completar uma volta em torno do Planeta Vermelho com mais frequência – 6,8 órbitas por dia terrestre vs. as 5,3 anteriores – e assim comunicar com os rovers marcianos mais vezes. Enquanto não está a realizar retransmissões, a MAVEN continuará a estudar a estrutura e a composição da atmosfera superior de Marte. “Estamos a planear uma vigorosa missão científica bem para o futuro,” comentou Jakosky.

A missão MAVEN foi desenhada para durar dois anos no espaço, mas a sonda ainda está a operar normalmente. O seu combustível pode durar até 2030, de modo que a NASA planeia usar as capacidades de relé da MAVEN o maior tempo possível. O orbitador transporta um transceptor rádio de frequência ultra-alta – semelhante aos transportados noutras sondas marcianas – que permite a transmissão de dados entre a Terra e os rovers ou módulos de aterragem em Marte. A sonda MAVEN já serviu, ocasionalmente, como contacto de comunicação da NASA com o rover Curiosity.

Nos próximos meses, os engenheiros da MAVEN irão usar uma técnica de navegação conhecida como aero-travagem – é como aplicar os travões num carro – para aproveitar a fricção da atmosfera superior do Planeta Vermelho e assim diminuir gradualmente a velocidade da nave, órbita a órbita. É o mesmo efeito que sentiria ao colocar a mão de fora da janela de um carro em movimento.

Com base no rastreamento da nave pela equipa de navegação no JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia, e na Lockheed Martin em Littleton, Colorado, os engenheiros começaram a diminuir cuidadosamente a parte mais baixa da órbita da sonda na atmosfera superior marciana activando os propulsores. A nave vai orbitar Marte nesta altitude mais baixa cerca de 360 vezes ao longo dos próximos dois meses e meio, desacelerando levemente a cada passagem pela atmosfera. Embora possa parecer um processo demorado, a aero-travagem é a maneira mais eficiente de mudar a trajectória da sonda, explicou Jakosky: “o efeito é o mesmo como se tivéssemos disparado os nossos motores um pouco a cada órbita, mas, desta forma, usamos muito pouco combustível.”

Felizmente, a equipa tem ampla experiência em operar a sonda nestas altitudes mais baixas. Em nove ocasiões anteriores ao longo da missão, os engenheiros da MAVEN mergulharam o orbitador até à mesma altitude para aero-travagem a fim de obter medições da atmosfera marciana. Como resultado destes “mergulhos profundos” e outras medições, a NASA aprendeu que o vento solar e a radiação despojaram Marte da maior parte da sua atmosfera, mudando o clima inicial do planeta de quente e húmido para o ambiente seco que vemos hoje. A MAVEN também descobriu dois novos tipos de auroras em Marte e a presença de átomos de metal carregados na sua atmosfera superior que nos dizem que inúmeros detritos atingem Marte, o que pode afectar o seu clima.

Astronomia On-line
15 de Fevereiro de 2019

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