2816: Os últimos mamutes viveram numa ilha remota (e tiveram uma morte repentina)

CIÊNCIA

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Segundo o mais recente estudo, os últimos mamutes viveram numa ilha do Árctico. As condições climatéricas e o “dedo” humano poderão ter sido a razão da sua extinção.

Num estudo de 2017, um grupo de cientistas norte-americanos sugeriu que a razão para a extinção dos mamutes foi uma “explosão mutacional” — um aumento acentuado do número de mutações negativas no ADN provocado pela diminuição da espécie.

Agora, um novo estudo publicado este mês na revista Quaternary Science Reviews descobriu onde morreram os últimos mamutes do planeta. As conclusões da investigação apontam que os últimos mamutes morreram há 4 mil anos, na ilha Wrangel, no Oceano Árctico.

A equipa de cientistas explica que uma combinação de factores pode ter levado à extinção deste majestoso animal. O habitat isolado, as condições atmosféricas extremas e até a acção do homem pode ter levado ao fim das últimas espécimes de mamutes.

De acordo com o EurekAlert, com o aquecimento global que começou há 15 mil anos, os mamutes foram perdendo área habitável. Até mesmo na ilha Wrangel, a subida dos nível do mar tramou os mamutes que lá viviam, e que aguentaram mais 7 mil anos do que os restantes.

Esta previsão vai contra estudos anteriores, que davam conta de que os mamutes se extinguiram há 15 mil anos. Outro estudo indica que desapareceram há 5.600 anos. Em ambos, os espécimes enfrentaram mudanças na sua composição isotópica, mostrando que houve mudanças no seu ambiente antes de se extinguirem localmente.

No caso dos mamutes da ilha de Wrangel, isto não se verificou, com a sua composição a manter-se intacta. Contudo, verificaram-se mudanças na dieta deste animal na região.

“Achamos que isto reflecte a tendência dos mamutes siberianos em depender das suas reservas de gordura para sobreviver durante os Invernos extremamente duros da era do gelo, enquanto os mamutes de Wrangel, vivendo em condições mais amenas, simplesmente não precisavam disso“, explicou Laura Arppe, que liderou a equipa de investigadores.

(dr) Juha Karhu
Dente de mamute encontrado na ilha Wrangel.

Segundo os cientistas, a sua morte repentina pode ser justificada por extremas condições meteorológicas. Por exemplo, o chão poderia ter ficado coberto por uma espessa camada de gelo, impedindo que estes encontrassem comida suficiente.

“É fácil imaginar que a população, talvez já enfraquecida pela deterioração genética e problemas de qualidade de água potável, poderá ter sucumbido após algo como um evento climático extremo”, disse Hervé Bocherens, co-autor do estudo.

É ainda colocada a possibilidade de os humanos terem culpa na trágica extinção dos mamutes. As primeiras evidências arqueológicas de humanos em Wrangel datam de apenas algumas centenas de anos após o osso de mamute mais recente. É improvável que se encontrem provas de que humanos caçavam mamutes nesta ilha, mas esta hipótese não pode ser descartada.

ZAP //

Por ZAP
11 Outubro, 2019

 

2467: Criança encontra dente gigante de mamute com 12 mil anos

CIÊNCIA

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Jackson Hepner, de 12 anos, encontrou um dente gigante de mamute lanoso enquanto passava férias com a sua família no estado norte-americano de Ohio.

Foi em Junho passado que a criança encontrou o dente, no condado de Holmes. Enquanto passeava pelo canal Honey Run e tirava fotografias com a sua família, Jackson encontrou um objecto que lhe cativou a atenção.

Depois de remover a lama que o cobria parcialmente, encontrou um dente enorme de um mamute. Estima-se que o achado tenha mais de 12 mil anos.

“Encontrei o dente de mamute a cerca de 9 metros da ponte onde tiramos algumas fotografias da família. Foi parcialmente enterrado (…) e estava fora da água no leito do rio”, escreveu a criança, numa carta divulgada pelo hotel onde a família se hospedou.

O achado de Jackson foi avaliado por cientistas do Geological Museum da Ohio State University, que concluíram que se trata de um terceiro molar superior de um mamute lanoso, uma vez que o dente tem sulcos marginais como os mamutes tinham para mastigar ervas e sementes que faziam parte da sua dieta.

O especialista Dale Gnidovec, do mesmo museu, estima que estes animais tenham vivido neste território em Ohio há cerca de 12.000 anos.

Jackson espera voltar a ter o enorme dente em mãos novamente. “Quero mostrá-lo aos meus amigos”, escreveu na mesma carta divulgada pela unidade hoteleira.

ZAP //

Por ZAP
18 Agosto, 2019