1143: Cientistas explicam como surgem os sistemas de magma que nutrem super-erupções

Francis R. Malasig / EPA

Para descobrir onde é que o magma se encontra na crosta terrestre e durante quanto tempo, o vulcanologista da Universidade de Vanderbilt, Guilherme Gualda, e a sua equipa viajaram para a área mais activa: a Zona Vulcânica Taupo, na Nova Zelândia.

Para descobrir onde o magma se acumula na crosta terrestre e durante quanto tempo, o vulcanologista Guilherme Gualda, da Universidade de Vanderbilt, e a sua equipa, viajaram para o aglomerado mais activo: a Zona Vulcânica Taupo na Nova Zelândia, onde ocorreram algumas das maiores erupções dos últimos dois milhões de anos .

Depois de estudar camadas de pedra-pomes visíveis em cortes de estradas e outros afloramentos, medindo a quantidade de cristais nas amostras e usando modelos termodinâmicos, a equipa de cientistas determinou que o magma se aproximava da superfície a cada erupção sucessiva.

Este trabalho integra-se num projecto que tem como objectivo estudar super-erupções – como os sistemas de magma que os alimentam são construídos e como a Terra reage à entrada repetida de magma em curtos períodos de tempo.

“À medida que o sistema é redefinido, os depósitos tornam-se mais rasos”, disse Gualda, professor associado de ciências da terra e do meio ambiente. “A crosta está a ficar cada vez mais quente, então o magma pode alojar-se em níveis mais rasos.”

Além disso, a natureza dinâmica da crosta da Zona Vulcânica de Taupo tornou muito mais provável a erupção do magma em vez de simplesmente ficar armazenado na crosta. As erupções mais frequentes e com menor impacto, que produziam 50 a 150 quilómetros cúbicos de magma, impediram, muito provavelmente, uma super-erupção.

Super-erupções produzem mais de 450 quilómetros cúbicos de magma e afectam o clima da Terra durante vários anos após a erupção, adianta o EurekAlert.

“Há magma estagnado que é pobre em cristal, que se mantém fundido durante algumas décadas, e a certa altura irrompe”, disse Gualda. “Aí, outro corpo de magma é estabelecido, mas não sabemos como se forma esse corpo.  É um período no qual aumenta o derretimento na crosta.”

A questão que permanece no ar tem a ver com o tempo que esses corpos de magma, ricos em cristais, se reúnem entre as erupções. Pode demorar milhares de anos, mas Gualda acredita que o período de tempo é mais curto do que isso.

ZAP //

Por ZAP
14 Outubro, 2018

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186: Há uma bomba de magma gigante debaixo dos EUA

Mitch Battros / Earth Changes Media

No subsolo da Nova Inglaterra, nos EUA, foi descoberta uma bolha gigante de rochas fundidas, que está a subir para a superfície – e poderá causar o aparecimento de novos vulcões.

Geofísicos da Universidade de Rutgers, nos Estados Unidos, usaram a Earthscope, uma rede de milhares de aparelhos que detestam actividade sísmica, para descobrir o que se esconde no subsolo dos estado de Vermont, Massachusetts e New Hampshire – e o que descobriram é assustador: uma “bomba” de magma.

“É como um balão de ar quente, algo que está a subir através da parte mais profunda do nosso planeta”, explica o geofísico Vadim Levin, principal autor do estudo publicado no final de Novembro na revista GeoScienceWorld.

Os cientistas descobriram uma anomalia térmica de centenas de graus, muito mais quente do que as rochas do manto superior ao redor da região afetada. A bolha tem 400 quilómetros de diâmetro e está localizada a 200 quilómetros abaixo do nível do mar.

Uma vez que esta região não possui vulcões activos, esta enorme acumulação é considerada um fenómeno geologicamente recente. Neste caso, isto significa que a bolha poderá crescer lenta e continuamente durante dezenas de milhões de anos.

Eventualmente, a bolha poderá alcançar a superfície e provocar o aparecimento de vulcões. No entanto, os cientistas afirmam que não há motivos para alarme, já que essa eventualidade está ainda longe de acontecer. “Provavelmente levará milhões de anos”, afirma Levin.

O próximo passo da equipa será entender o fenómeno ao pormenor, o que o provoca e como se desencadeia. Embora ainda haja muito por descobrir sobre esta bolha gigante de magma, os geofísicos garantem que estas descobertas desafiam o que pensavam saber sobre condições geológicas.

“Não esperava encontrar mudanças tão abruptas nas propriedades físicas abaixo desta região”, diz Levin. “A provável explicação aponta para um regime muito mais dinâmico por baixo desta área antiga e geologicamente silenciosa”.

Em suma, não vale a pena para já grandes preocupações com esta bomba de magma subterrânea, quando o super-vulcão de Yellowstone está mesmo ali ao lado – ou quase.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
20 Dezembro, 2017

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