4618: Os Incas usaram dois sistemas de medição para construir o Machu Picchu

CIÊNCIA/ARQUEOLOGIA

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Caminho Inca – Machu Picchu (Peru)

Um dos sistemas de medição era baseado no comprimento do antebraço dos incas. A origem do outro sistema permanece um mistério para os investigadores.

Os incas usaram dois sistemas de medição diferentes para construir o Macchu Picchu, concluiu a investigadora Anna Kubicka, da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Ciência e Tecnologia de Varsóvia, na Polónia. A especialista analisou medições feitas pelo Parque Arqueológico Nacional de Machu Picchu, no Peru.

Até agora, a comunidade científica não tinha muita informação sobre o sistema de medição utilizado pelos incas. Sabia-se apenas que eram medidas baseadas em partes do corpo humano, mas não se conheciam valores concretos.

Kubicka calculou uma unidade indivisível de medida que, quando multiplicada, correspondia ao comprimento dos diferentes elementos das estruturas de Machu Picchu, escreve o portal Archaeology.

Assim, a arquitecta polaca determinou que foram usados dois sistemas de medição: um de cerca de 42 centímetros e outro de cerca de 54 centímetros. O primeiro correspondia ao comprimento do antebraço, enquanto a origem do segundo é desconhecida e não deverá estar relacionado com nenhuma parte do corpo. Kubicka chama-lhe de ‘vara real’, porque a unidade foi usada para medir estruturas de um nível superior.

Essas estruturas podem ter sido construídas sob a supervisão de engenheiros imperiais que tinham o seu próprio sistema de medição, explicou Kubicka.

Agora, futura investigação vai tratar de verificar se estes sistemas de medição foram utilizados noutras construções inca ou se foram mudando ao longo do tempo. Talvez, juntamente com as tecnologias de processamento de pedra emprestadas pela cultura Tiwanaku, um sistema comum de medidas tenha sido adoptado.

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ZAP //

Por ZAP
9 Novembro, 2020


2723: Desvendado o enigma da localização inóspita de Machu Picchu

CIÊNCIA

Pedro Szekely / Flickr

Investigadores desvendaram o enigma da localização inacessível de Machu Picchu. As falhas geológicas presentes por debaixo da cidade do Império Inca.

O antigo santuário Inca de Machu Picchu é um dos maiores feitos arquitectónicos da humanidade. Construído no topo de uma remota montanha nos Andes, o Machu Picchu atrai milhões de visitantes todos os anos pela sua grandiosidade.

Depois de anos intrigados por que razão os Incas construíram o seu aldeamento num local tão inóspito, os cientistas conseguiram descobrir a razão pela qual o fizeram. Uma nova investigação sugere que a cidade foi propositadamente construída entre as falhas geológicas por debaixo da montanha.

Segundo o Phys, o geólogo brasileiro Rualdo Menegat apresentou os resultados detalhados desta investigação esta segunda-feira no encontro anual da Geological Society of America. “A localização de Machu Picchu não é uma coincidência“, disse Menegat. “Seria impossível construir um local assim nas montanhas altas se o substrato não fosse fracturado”.

O especialista combinou dados e medições de imagens de satélite para compilar uma densa rede de fracturas e falhas que atravessam a área do Machu Picchu. O Russia Today explica que estas variam em escala: algumas são visíveis em pequenas pedras, enquanto outras têm centenas de quilómetros e controlam a orientação de alguns dos vales.

A análise do geólogo brasileiro permitiu concluir que tanto os edifícios e escadas como os campos agrícolas circundantes são orientados de acordo com as tendências dessas grandes falhas.

“Outras cidades antigas dos Incas, incluindo Ollantaytambo, Pisac e Cusco também estão localizadas na intersecção de falhas“, explicou Menegat. “Cada um é precisamente a expressão das principais direcções das falhas geológicas do local”.

“A intensa fractura predispôs as rochas a partirem da mesma forma, o que reduziu bastante a energia necessária para esculpi-las”, disse ainda o geólogo. Além disso, as falhas tectónicas nesta zona permitiam um abastecimento de água único ao local, já que a água da chuva era canalizada pelas falhas até à cidade.

“Cerca de dois terços do esforço para construir o santuário envolveu a construção de drenagens subterrâneas”, explicou Menegat. No entanto, em sentido contrário, as falhas também permitiam drenar a cidade em caso de cheias — algo que é bastante comum na região.

“As fracturas pré-existentes apoiaram este processo e ajudam a explicar a sua preservação notável. O Machu Picchu mostra-nos claramente que a civilização Inca era um império de rochas fracturadas”, concluiu Menegat, citado pela Europa Press.

ZAP //

Por ZAP
27 Setembro, 2019