2807: Saturno passa a ter 82 luas e destrona a hegemonia de Júpiter

CIÊNCIA

JPL / Space Science Institute / NASA

Uma equipa de cientistas norte-americanos descobriu 20 novas luas a orbitar Saturno, aumentando para 82 o número dos seus satélites naturais. É o planeta do Sistema Solar com mais luas.

De acordo com o Centro de Planetas Menores da União Astronómica Internacional, Saturno bate assim Júpiter, que tem 79 luas conhecidas.

As luas agora descobertas têm tamanhos semelhantes, cerca de cinco quilómetros de distância. 17 destes satélites naturais têm uma órbita retrógrada, isto é o seu movimento é oposto à rotação do planeta em torno do seu eixo. Na prática, orbitam para trás a partir do planeta e de outras luas. As três restantes luas têm uma orbita comum, na mesma direcção em que gira Saturno.

“Usámos alguns dos maiores telescópios do mundo [para descobrir estas luas], agora estamos a concluir o inventário de pequenas luas em torno dos planetas gigantes (…) Estas desempenham um papel crucial para ajudar a determinar como é que os planetas do nosso Sistema Solar se formaram e evoluíram”, afirmou Sheppard, astrónomo do Instituto de Carnegie de Ciência, citado em comunicado.

“Estudar as órbitas destas luas pode revelar as suas origens, bem como informações sobre as condições que cercavam Saturno no momento da sua formação”, acrescentou.

NASA/JPL-CALTECH/SPACE SCIENCE INSTITUTE

No Twitter, está a decorrer um concurso para baptizar as luas recém-descobertas. Para participar, basta fazer uma publicação com a hashtag #NameSaturnsMoons e o nome sugerido. No ano passado, o mesmo cientista descobriu 12 luas deste planeta e abriu também um concurso online para nomear cinco delas.

Face ao interesse do público, o cientista norte-americano decidiu voltar a fazê-lo. “Fiquei tão empolgado com a quantidade de engajamento público sobre o concurso de nomes das lua de Júpiter [do ano passado] que decidimos fazer um outro concurso para nomear estas luas recém-descobertas em Saturno”, disse Sheppard.”Desta vez, as luas devem ser nomeadas por gigantes da mitologia nórdica, gala ou inuit”, acrescentou.

ZAP // Lusa

Por ZAP
9 Outubro, 2019

 

2771: Novos compostos orgânicos descobertos nos grãos de gelo de Encélado

CIÊNCIA

Nesta imagem obtida pela sonda Cassini da NASA em 2007, as plumas de Encélado são claramente visíveis. A lua está quase em frente do Sol, da perspectiva da Cassini.
Crédito: NASA/JPL-Caltech

Novos tipos de compostos orgânicos, os ingredientes dos aminoácidos, foram detectados nas plumas expelida da lua de Saturno, Encélado. As descobertas são o resultado da análise profunda e contínua dos dados da missão Cassini da NASA.

Poderosas fontes hidrotermais ejectam material do núcleo de Encélado, que se mistura com a água do imenso oceano subterrâneo da lua antes de ser libertado para o espaço como vapor de água e grãos de gelo. As moléculas recém-descobertas, condensadas nos grãos gelados, foram determinadas como compostos contendo azoto e oxigénio.

Na Terra, compostos semelhantes fazem parte das reacções químicas que produzem aminoácidos, os blocos de construção da vida. As fontes hidrotermais no fundo do oceano fornecem a energia que alimenta as reacções. Os cientistas pensam que as fontes hidrotermais de Encélado possam operar da mesma maneira, fornecendo energia que leva à produção de aminoácidos.

“Se as condições forem as ideais, estas moléculas vindas do oceano profundo de Encélado podem estar no mesmo caminho de reacção que vemos aqui na Terra. Ainda não sabemos se os aminoácidos são necessários para a vida além da Terra, mas a descoberta de moléculas que formam aminoácidos é uma peça importante do quebra-cabeças,” disse Nozair Khawaja, que liderou a equipa de investigação. As suas descobertas foram publicadas na edição de dia 2 de Outubro da revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Embora a missão da Cassini tenha terminado em Setembro de 2017, os dados que forneceu serão minados durante décadas. A equipa de Khawaja usou dados do instrumento CDA (Cosmic Dust Analyzer) da sonda, que detectou grãos de gelo emitidos de Encélado para o anel E de Saturno.

Os cientistas usaram as medições do espectrómetro de massa do CDA para determinar a composição do material orgânico nos grãos.

Os compostos orgânicos identificados dissolveram-se no oceano de Encélado e depois evaporaram-se da superfície da água antes de condensar e congelar em grãos de gelo dentro das fissuras da crosta da lua, descobriram os cientistas. Soprados para o espaço com a pluma crescente emitida por estas fissuras, os grãos de gelo foram então analisados pelo CDA da Cassini.

As novas descobertas complementam a descoberta da equipa, no ano passado, de grandes moléculas orgânicas complexas e insolúveis que se pensa flutuarem à superfície do oceano de Encélado. A equipa aprofundou este trabalho para descobrir quais os ingredientes, dissolvidos no oceano, necessários para os processos hidrotermais que estimulariam a formação de aminoácidos.

“Aqui estamos a descobrir blocos orgânicos menores e solúveis – potenciais percursores de aminoácidos e outros ingredientes necessários para a vida na Terra,” disse o co-autor Jon Hillier.

“Este trabalho mostra que o oceano de Encélado possui blocos de construção reactivos em abundância, e é outra luz verde na investigação da habitabilidade de Encélado,” acrescentou o co-autor Frank Postberg.

Astronomia On-line
4 de Outubro de 2019

 

2741: NASA desenha “transformers” para explorar luas de Saturno

CIÊNCIA

A agência espacial norte-americana (NASA) está a desenhar um novo robô, uma espécie de transformer, para explorar mundos com terrenos mais complicados, como é o caso de algumas luas de Saturno.

Através da sua página oficial, a NASA anuncia que está a desenvolver um novo conceito de robô, o Shapeshifter, projectado para rolar, voar, flutuar e até nadar em mundos mais complicados e distantes, como é o caso das luas de Saturno.

Os testes estão a ser desenvolvidos no no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia, onde os cientistas estão já a testar um protótipo tridimensional deste explorador incomum.

O novo engenho, que parece um pequeno drone colocado no interior de uma jaula de hamster, tal como o descreve a agência espacial, consegue dividir-se ao meio. Uma vez que as partes se encontrem separadas, as duas metades elevam pequenas hélices, que tornam o dispositivo capaz de voar.

Contudo, estes pequenos transformers impressos em 3D são só o começo: a NASA imagina que uma série de até 12 destes robôs possa ser transformada numa sonda de natação ou numa equipa de exploradores de cavernas.

O Shapeshifter, de montagem automática, foi criado a partir de outros pequenos robôs, os cobots. Estas unidades mais pequenas, também dotadas com uma pequena hélice, são capazes de se mover de forma independente e sobrevoar superfícies ou falésias.

Na prática, um só robô guarda, na verdade, vários outros capazes de se adaptarem para melhor explorar um terreno mais difícil.

Ali Agha, investigador principal do JPL, acredita que o Shapeshifter pode ser útil numa missão a Titã, uma das luas de Saturno. Este planeta, recorde-se, é o único do Sistema Solar que tem líquidos na forma de lagos, rios e mares de metano à sua superfície.

“Temos informações muito limitadas sobre a composição da superfície [de Titã]. Terreno rochoso, lagos de metano, vulcões criogénicos. Podemos podemos ter tudo isso, mas não sabemos ao certo”, afirmou Agha, citada em comunicado.

“Por isso, pensamos em criar um sistema versátil e capaz de atravessar diferentes tipos de terreno, sendo também suficientemente compacto para ser lançado num foguete”, disse.

Tal como frisou Jason Hofgartner, que é também cientista do JPL, alguns dos lugares de mais difícil acesso são os mais interessantes do ponto  de vista científico. E, por esse mesmo motivo, o Shapeshifter pode ser importante em missões futuras.

ZAP //

Por ZAP
30 Setembro, 2019

 

2669: Lua de Saturno Enceladus está a atirar bolas de neve contra as outras luas

CIÊNCIA

Saturno é um planeta rico em motivos de curiosidade cósmica. Este gigante gasoso tem mais de sessenta satélites naturais na sua órbita. Contudo, a maioria deles são corpos pequenos, sendo que somente nove luas possuem diâmetro superior a cem quilómetros. Uma delas, Enceladus, está a travar uma luta cósmica de bolas de neve.

Segundo os astrónomos, as luas internas do planeta são estranhamente brilhantes. Isso tem uma razão de ser e os investigadores pensam que se deve ao facto desta lua estar a atirar neve às demais.

NASA: Cassini morreu, mas ainda há muito para descobrir

Muitas das descobertas feitas neste planeta, a uma distância média da Terra de 1.280.4000.000 Km, são das imagens e das análises feitas pela nave espacial Cassini. Esta, como é sabido, terminou a sua missão a voar até ao interior de Saturno em 2017.

Além de imagens fantásticas, Cassini trazia consigo um instrumento de radar que usava ondas de rádio para examinar as luas geladas de Saturno.

Alice Le Gall da Universidade de Paris-Saclay, na França, e os seus colegas analisaram essas observações de radar e descobriram que três das luas, Mimas, Encélado e Tétis, parecem ser duas vezes mais brilhantes do que se pensava anteriormente.

Saturno: Porque será que tem uma Lua assim brilhante?

Há alguns dados que podem explicar essa candura da lua Enceladus. Esta lua tem enormes géiseres que lançam água do seu oceano subterrâneo para o espaço. Posteriormente, esta água congela e cai como neve nas luas próximas. Além disso, muita desta neve cai na superfície do Enceladus. Le Gall e os seus colegas calcularam que esta camada de gelo e neve deveria ter pelo menos algumas dezenas de centímetros de espessura.

Agora sabemos que a neve está realmente a acumular-se, não é apenas uma fina camada de revestimento, mas uma camada muito mais espessa de gelo de água.

Explicou a astrónoma Le Gall.

Isso ajuda a explicar a razão das luas serem são brilhantes em comprimentos de onda de rádio. Esta tecnologia permite penetrar mais fundo sob a superfície do que a luz visível. Contudo, mesmo a neve profunda não consegue explicar completamente o brilho das luas.

Isso sugere que algo mais deve estar enterrado sob a neve ou a descansar em cima dela. Isto porque as ondas rádio do radar da nave foram reflectidas.

Le Gall e a sua equipa estão em processo de modelagem de diferentes estruturas que poderiam responder a estas questões. Desta forma, a explicar uma destas realidades pode estar uma camada de bolas de neve, enormes picos de gelo ou fendas generalizadas. No entanto, estas várias probabilidades ainda não têm correspondência nas observações feitas para que seja geologicamente plausível.

Temos muitas estruturas para testar, e é realmente muito importante para missões futuras que podem pousar nessas luas.

Concluiu Le Gall.

Na verdade, este é um processo importante, pois se um dia quisermos pousar lá, precisamos saber primeiro como é a superfície.

pplware
19 Set 2019
Imagem: NASA/JPL/Space Science Institute

 

2489: NASA vai mesmo explorar Europa, a lua de Júpiter que pode ter vida extraterrestre

JPL-Caltech / NASA
A superfície brilhante de Europa, a misteriosa lua de Júpiter

A NASA deu luz verde a uma missão para explorar uma lua de Júpiter que é considerada um dos melhores candidatos para a vida extraterrestre.

A Europa – que é um pouco mais pequena do que a nossa lua – é um dos 79 satélites naturais do gigante gasoso e tem a particularidade de estar coberta de gelo na totalidade.

Há indícios, de acordo com o jornal britânico The Guardian, que sugerem que por baixo dessa crosta – que poderá ter dezenas de quilómetros de profundidade – pode mesmo haver um oceano. Os cientistas acreditam que nesta água pode ainda existir vida na forma de micro-organismos.

Europa parece ter o hat-trick de condições necessárias para começar a vida: água, possivelmente química e energia na forma de aquecimento de maré, um fenómeno que surge de rebocadores gravitacionais a agir na lua. Isso não só poderia impulsionar reacções químicas, mas também auxiliar o movimento de substâncias químicas entre rochas, superfície e oceano, possivelmente através de fontes hidrotermais.

A missão chamada Europa Clipper consiste na aproximação de uma nave à Europa. A missão irá procurar lagos subterrâneos e fornecer dados sobre a espessura da crosta gelada da lua. A equipa também espera confirmar a presença de plumas de água, previamente detectadas pela sonda Galileo da NASA e pelo telescópio espacial Hubble.

Se confirmado, isso significaria que os cientistas não precisariam de encontrar uma maneira de invadir a crosta gelada da lua para explorar a composição do oceano.

O anúncio significa que a missão recebeu autorização para o projecto final, a nave espacial a ser construída e os instrumentos a serem desenvolvidos e testados. “Estamos todos entusiasmados com a decisão que move a missão Europa Clipper um passo mais perto para desvendar os mistérios deste mundo oceânico”, disse Thomas Zurbuchen, um administrador associado da Directoria de Missões Científicas na sede da NASA em Washington.

A missão que teve luz verde esta quarta-feira deverá ser lançada em 2025 e Agência Espacial Europeia tem uma missão semelhante prevista para 2022.

ZAP //

Por ZAP
21 Agosto, 2019

 

Astrónomos espiam Europa bloqueando estrela distante – graças à missão Gaia

Este “retrato de família” mostra uma composição de imagens de Júpiter, incluindo a sua Grande Mancha Vermelha e as suas quatro maiores luas. De cima para baixo, as luas são Io, Europa, Ganimedes e Calisto. Europa tem quase o mesmo tamanho que a Lua da Terra, enquanto Ganimedes, a maior lua do Sistema Solar, é maior do que o planeta Mercúrio.
Enquanto Io é um mundo vulcanicamente activo, Europa, Ganimedes e Calisto são gelados e podem ter oceanos de água líquida sob a sua crosta. Europa, em particular, pode até abrigar um ambiente habitável.
Júpiter e as suas grandes luas geladas vão ser o foco da missão Juice da ESA. A sonda vai percorrer o sistema joviano durante cerca de três anos e meio, incluindo “flybys” das luas. Também vai entrar em órbita de Ganimedes, a primeira vez que qualquer lua, além da nossa, é orbitada por uma nave espacial.
As imagens de Júpiter, Io, Europa e Ganimedes foram captadas ela sonda Galileo em 1996, enquanto a imagem de Calisto é da passagem rasante da sonda Voyager de 1979.
Crédito: NASA/JPL/DLR

No dia 31 de Março de 2017, a lua de Júpiter Europa passou em frente de uma estrela de fundo – um evento raro que foi capturado pela primeira vez por telescópios terrestres graças aos dados fornecidos pela nave Gaia da ESA.

Anteriormente, só se tinha conseguido observar apenas outras duas luas de Júpiter – Io e Ganimedes – durante um evento como este.

Gaia opera no espaço desde o final de 2013. A missão visa produzir um mapa tridimensional da nossa Galáxia e caracterizar as inúmeras estrelas que chamam a Via Láctea de lar. Tem sido imensamente bem-sucedida até agora, revelando as posições e movimentos de mais de mil milhões de estrelas.

O conhecimento das posições exactas das estrelas que vemos no céu permite que os cientistas determinem quando vários corpos do Sistema Solar parecem passar em frente de uma estrela de fundo a partir de um dado ponto de vista: um evento conhecido como ocultação estelar.

O Gaia não é estranho a tais eventos – o telescópio ajudou os astrónomos a fazer observações únicas da lua de Neptuno, Tritão, enquanto passava em frente de uma estrela distante em 2017, revelando mais sobre a atmosfera e sobre as propriedades da lua.

As ocultações são extremamente valiosas; permitem medições das características do corpo em primeiro plano (tamanho, forma, posição e mais) e podem revelar estruturas como anéis, jactos e atmosferas. Tais medições podem ser feitas a partir do solo – algo que Bruno Morgado (Observatório Nacional do Brasil e LIneA) e colegas aproveitaram para explorar a lua de Júpiter, Europa.

“Nós usámos dados da primeira divulgação de dados do Gaia para prever que, do nosso ponto de vista da América do Sul, Europa passaria em frente de uma estrela brilhante em Março de 2017 – e para prever a melhor localização a partir da qual observar esta ocultação,” disse Bruno, líder da investigação que escreveu um novo artigo que relata as descobertas da ocultação de 2017. O primeiro lançamento de dados do Gaia teve lugar em Setembro de 2016.

“Isto deu-nos uma oportunidade maravilhosa para explorar Europa, já que a técnica fornece uma precisão comparável à das imagens obtidas por sondas espaciais.”

Os dados do Gaia mostraram que o evento seria visível a partir de uma faixa espessa que corta de noroeste a sudoeste toda a América do Sul. Três observatórios localizados no Brasil e no Chile foram capazes de capturar dados – foram tentados um total de oito locais, mas muitos tiveram más condições climatéricas.

De acordo com as medições anteriores, as observações refinaram o raio de Europa para 1561,2 km, determinando precisamente a posição de Europa no espaço e em relação ao seu planeta hospedeiro, Júpiter, e caracterizaram a forma da lua. Ao invés de ser exactamente esférica, Europa é conhecida por ser elipsóide. As observações mostraram que a lua tem 1562 km quando medida exactamente numa direcção (o chamado “semieixo maior” aparente) e 1560,4 km quando medida na direcção perpendicular (o “semieixo menor” aparente).

“É provável que possamos observar muitas mais ocultações como esta das luas de Júpiter em 2019 e 2020,” acrescentou Bruno. “Júpiter está a passar por uma região do céu que tem como fundo o Centro Galáctico, tornando mais provável que as suas luas passem em frente de estrelas brilhantes de fundo. Isto realmente ajudar-nos-ia a definir as suas formas e posições tridimensionais – não apenas para as quatro maiores luas de Júpiter, mas também para as mais pequenas, mais irregulares.”

Usando o segundo catálogo de dados do Gaia, lançado em Abril de 2018, os cientistas prevêem as datas de futuras ocultações de estrelas brilhantes pela lua Europa, Io, Ganimedes e Calisto nos próximos anos, e listam um total de 10 eventos de 2019 a 2021. Os eventos futuros incluem ocultações estelares de Europa (22 de Junho de 2020), Calisto (20 de Junho de 2020 e 4 de maio de 2021), Io (9 e 21 de Setembro de 2019, 2 de Abril de 2021) e Ganimedes (25 de Abril de 2021).

As restantes três já tiveram lugar em 2019, duas das quais – ocultações estelares de Europa (4 de Junho) e Calisto (5 de Junho) – também foram observadas pelos cientistas e para as quais os dados ainda estão em análise.

As próximas ocultações serão observáveis mesmo com telescópios amadores tão pequenos quanto 20 cm a partir de várias regiões do mundo. A posição favorável de Júpiter, com o plano galáctico no fundo, só ocorrerá novamente 2031.

“Os estudos das ocultações estelares permitem-nos aprender mais sobre as luas do Sistema Solar de longe e também são relevantes para futuras missões que visitarão esses mundos,” comentou Timo Prusti, cientista do projecto Gaia da ESA. “Como este resultado mostra, Gaia é uma missão extremamente versátil: não só avança o nosso conhecimento das estrelas, mas também do Sistema Solar mais amplamente.”

Um conhecimento preciso da órbita de Europa ajudará a preparar as missões espaciais que têm este satélite joviano como alvo, como a Juice (JUpiter ICy moons Explorer) da ESA e a Europa Clipper da NASA, que devem ser lançadas na próxima década.

“Estes tipos de observações são extremamente excitantes,” disse Olivier Witasse, cientista do projecto Juice da ESA. “Vai chegar a Júpiter em 2029; ter o melhor conhecimento possível das posições das luas do sistema ajudar-nos-á a preparar para a navegação da missão e à análise de dados futuros, e a planear toda a ciência que pretendemos fazer.

“Esta ciência depende de nós sabermos vários elementos como trajectórias precisas da lua e o conhecimento de quão próxima uma nave espacial chegará a um determinado corpo, de modo que quanto melhor o nosso conhecimento, melhor será esse planeamento – e a subsequente análise de dados.”

Astronomia On-line
30 de Julho de 2019

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2241: NASA vai enviar pequena aeronave para Titã, a principal lua de Saturno

A NASA anunciou esta quinta-feira que a próxima missão milionária — chamada Dragonfly — vai consistir no envio de um quadrator para explorar Titã, a principal lua de Saturno. 

Titã é o único corpo celeste além da Terra onde sabemos haver corpos de água à superfície. Trata-se do mais parecido a um oceano fora da Terra.

Segundo NASA, o quadrotor – uma pequena aeronave de quatro motores – vai sobrevoar a superfície desta lua gelada à procura de possíveis condições que indiquem a existência de vida. A missão vai ter início em 2026 e deverá chegar a Titã em 2034.

Em Fevereiro, a NASA anunciou que o rover é um projecto para recolher amostras materiais da superfície e para medir as composições dos materiais da superfície de Titã. O Dragonfly será capaz de explorar uma variedade de locais de forma a caracterizar a habitabilidade do ambiente de Titã, investigar a progressão química e até procurar pistas químicas de vida baseadas em água ou hidrato-carbonetos.

Os instrumentos que recolheriam estas informações estão ainda a ser desenvolvidos, sendo testado sob condições semelhantes às de Titã. “Com a missão Dragonfly, a NASA vai, mais uma vez, fazer aquilo que ninguém consegue. Visitar este mundo misterioso oceânico pode revolucionar aquilo que conhecemos sobre a vida no universo. Esta missão de ponta seria impensável há alguns anos, mas agora estamos prontos para o fantástico voo da Dragonfly”, disse Jim Bridenstine, administrador da NASA.

Esta missão, liderada por Elizabeth “Zibi” Turtle, cientista do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, surge no âmbito de um programa da NASA, o “New Frontiers”, que permitiu obter as fotografias mais nítidas de Plutão e de Caronte e também conhecer melhor Júpiter.

É a primeira vez que a NASA vai enviar um veículo deste género para outro planeta. Neste caso, o quadrotor vai funcionar como um grande drone.

Ao contrário dos rovers sob rodas que “moram” em Marte – como é o caso da adormecida Opportunity e da Curiosity – o Dragonfly voa, tal como o próprio nome indica, dando-lhe a capacidade de percorrer distâncias maiores. No fundo, a APL desenvolveu um robô voador.

E para ajudar um possível voo, a atmosfera densa e calma de Titã, aliada à baixa gravidade, farão do voo a melhor forma para explorar Saturno. Na verdade, notam os cientistas, voar sob estas condições e mais fácil em Titã do que na Terra.

Dentro deste programa há também uma missão que a decorrer: a Osiris-Rex está neste momento a caminho do asteroide Bennu e quer aterrar lá para tentar saber mais sobre a formação do sistema solar, bem como a origem das moléculas orgânicas (as que têm carbono na sua estrutura) que podem ter permitido o desenvolvimento de vida na Terra, uma vez que a teoria é que um asteróide como o Bennu pode ter impactado com a terra e deixado essas molécula no nosso planeta.

ZAP //

Por ZAP
27 Junho, 2019

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2228: Telescópio Webb vai estudar Saturno e a sua lua Titã

Esta imagem mostra uma gigante tempestade saturniana observada em comprimentos de onda do infravermelho médio pelo VLT (Very Large Telescope) do ESO em 2011. Os gases quentes que alimentam a tempestade fazem-na brilhar em comparação com o resto do planeta.
Crédito: L. Fletcher (Universidade de Leicester) e ESO

Se perguntar a um estranho na rua qual o seu planeta favorito, provavelmente a resposta será Saturno. Os impressionantes anéis de Saturno são uma vista memorável em qualquer telescópio amador. Mas ainda há muito a aprender sobre Saturno, especialmente sobre o clima e a química do planeta, bem como sobre a origem do seu opulento sistema de anéis. Após o seu lançamento em 2021, o Telescópio Espacial James Webb da NASA observará Saturno, os seus anéis e a sua família de luas como parte de um abrangente programa do Sistema Solar.

Este estudo será levado a cabo através de um programa de Observações de Tempo Garantido liderado por Heidi Hammel, astrónoma planetária e vice-presidente executiva da AURA (Association of Universities for Research in Astronomy) em Washington, D.C., EUA. Hammel foi, em 2002, seleccionada pela NASA como cientista interdisciplinar do Webb.

“O objectivo deste programa é demonstrar as capacidades do Webb para observações do Sistema Solar, incluindo observações de objectos brilhantes, o rastreamento de objectos em movimento e a localização de alvos fracos ao lado de objectos brilhantes,” explicou Hammel. “Os dados serão disponibilizados para a comunidade do Sistema Solar o mais rápido possível para mostrar que o Webb pode fazer o que prometemos.”

O Webb vai prosseguir onde a sonda Cassini da NASA parou. A Cassini orbitou Saturno durante 13 anos, de 2004 até a missão terminar em 2017, quando mergulhou na atmosfera de Saturno. Desde então, programas como o OPAL (Outer Planet Atmospheres Legacy) do Telescópio Espacial Hubble e medições no solo têm sido a única maneira de monitorizar Saturno.

As estações de Saturno

Saturno está inclinado no seu eixo, tal como a Terra e, como resultado, também tem estações à medida que orbita o Sol. No entanto, como o ano de Saturno equivale a 30 anos terrestres, cada estação dura cerca de sete anos e meio. A Cassini chegou durante o verão no hemisfério sul (inverno no hemisfério norte). Mas agora é verão no hemisfério norte. Os astrónomos estão ansiosos por procurar mudanças sazonais na atmosfera de Saturno.

“Estas observações vão dar-nos um ensaio completo do sistema de Saturno para ver o que mudou, para ver como as estações evoluíram desde os últimos vislumbres da Cassini e para aproveitar capacidades do Webb que a Cassini nunca teve,” disse Leigh Fletcher, da Universidade de Leicester, Inglaterra, investigador principal do programa.

No final de 2010, uma tempestade monstruosa irrompeu no hemisfério norte de Saturno. Começou como uma mancha pequena, mas cresceu rapidamente, até que no final de Janeiro de 2011 cercava o planeta. Os astrónomos ficaram surpresos porque tais tempestades normalmente só se formam depois do solstício de verão, que ocorreu em 2017. Eles vão observar mais tempestades à medida que o hemisfério norte de Saturno passa de verão para outono ao longo da missão do Webb.

As tempestades não são os únicos fenómenos atmosféricos que Saturno e a Terra partilham. Saturno também tem auroras. Estas auroras desencadeiam mudanças químicas na atmosfera de Saturno, quebrando algumas moléculas e permitindo a formação de algumas novas. O Webb vai procurar assinaturas desta química invulgar em comprimentos de onda infravermelhos, particularmente na região polar norte.

Titã, a maior lua de Saturno

A maior lua de Saturno, Titã, também cairá sob o olhar poderoso do Webb. Titã não tem igual porque é a única lua do nosso Sistema Solar com uma atmosfera substancial. Na verdade, é maior que o planeta Mercúrio. A pressão atmosférica em Titã é cerca de 50% maior que a da Terra. Tal como na Terra, essa atmosfera é principalmente azoto, mas Titã também possui hidrocarbonetos vaporosos como o metano. Titã é também muito mais fria que a Terra, com uma temperatura de superfície que ronda os -180º C.

No interior da atmosfera de Titã, as reacções químicas estão constantemente a produzir a sua composição. As moléculas são quebradas nos seus constituintes como carbono, hidrogénio, oxigénio e azoto. Esses átomos formam novas moléculas, que se infiltram no ar e se acomodam em qualquer pólo onde seja inverno.

“A atmosfera de Titã é como um grande laboratório de química,” disse Conor Nixon, do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland, investigador principal do programa. Nixon e colegas vão usar os instrumentos NIRSpec (Near-Infrared Spectrograph) e MIRI (Mid Infrared Imager) do Webb para estudar estas moléculas em muito mais detalhe do que os instrumentos da Cassini permitiam.

Titã é também o único objecto do nosso Sistema Solar, além da Terra, com mares e lagos líquidos à sua superfície. Enquanto a Terra tem um ciclo de água no qual a água evapora, cai como chuva e flui pelos rios até ao oceano, Titã tem um ciclo similar com o metano. Em Titã, a chuva de metano escava leitos de rios através de água gelada como rocha antes de correr para os mares. A Cassini e a sua pequena sonda Huygens, da ESA, que aterrou em Titã em 2004, fizeram descobertas notáveis sobre esta lua saturniana. O Webb vai estudar os ciclos climáticos sazonais de Titã para compará-los com os modelos dos astrónomos.

“Titã tem nuvens e clima que podemos ver mudando em tempo real. A sua química é muito diferente da da Terra, mas ainda é química orgânica baseado no carbono,” disse Stefanie Milam de Goddard, co-investigadora do programa.

O tempo de vida da missão do Webb, após o lançamento, foi projectado para ser pelo menos de cinco anos e meio, mas poderá durar dez ou mais. Como resultado, pode observar o verão no hemisfério norte passando pelo equinócio de outono e para a primavera a sul. Quase que “completaria o círculo” começado quando a Cassini chegou a Saturno durante o verão no hemisfério sul.

“Nós genuinamente teremos coberto todo um ano de Saturno. Seria uma experiência bastante reveladora,” disse Fletcher.

O Telescópio Espacial James Webb será o principal observatório científico espacial quando for lançado em 2021. Vai resolver mistérios do nosso Sistema Solar, olhar para mundos distantes ao redor de outras estrelas e investigar as misteriosas estruturas e origens do nosso Universo e o nosso lugar nele. O Webb é um projecto internacional liderado pela NASA e pelos seus parceiros, a ESA e a Agência Espacial Canadiana.

Astronomia On-line
25 de Junho de 2019

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2177: As luas fora do Sistema Solar podem esconder vida extraterrestre

CIÊNCIA

ESO/M. Kornmesser

As luas que orbitam planetas fora do Sistema Solar (exoluas) podem abrigar vida extraterrestre, segundo sustentam astrofísicos numa nova investigação.

Os planetas para lá do Sistema Solar são já mais de 4000, mas apenas uma pequena fatia destes mundos está na chamada zona habitável, isto é, tem condições para abrigar vida.

No entanto, e contrariando as baixas possibilidades de habitabilidade, alguns exoplanetas podem ter os seus próprios satélites (exoluas) com água no estado líquido. Partindo deste pressuposto, os cientistas defendem que as exoluas devem ser tidas em conta quando se procura por vida extraterrestre.

“Estas luas podem ser aquecidas no seu interior pela atracção gravitacional do planeta que orbitam. Por isso, podem conter água líquida mesmo estando fora da zona habitável, onde encontramos planetas semelhantes à Terra”, explicou Phil Sutton, cientista da Universidade de Lincoln, no Reino Unido.

Caso os cientistas consigam detectar as exoluas, estes satélites podem ser a chave para a tão procurada vida extraterrestre. “Acredito que, se pudermos encontrá-las, as luas oferecem um caminho mais promissor para encontrar vida extraterrestre”, frisou.

Devido ao seu tamanho e à distância a que se encontram da Terra, as exoluas são extremamente difíceis de encontrar. Por isso, explicou Sutton, os cientistas terão que debruçar o seu trabalho de localização através do efeito que produzem nos objectos à sua volta, como é o caso dos anéis planetários.

Para a nova investigação foram utilizadas simulações computorizadas para modelar os anéis em torno do exoplaneta J1407b, que são 200 vezes maiores do que os de Saturno. Sutton quis perceber se o espaço entre as luas era o resultado da acção das luas.

O estudo apontou que, apesar de as luas influenciarem a dispersão de partículas ao longo da borda do anel neste exoplaneta, é improvável que as lacunas tenham sido causadas por forças gravitacionais de uma lua desconhecida.

Apesar dos resultados inconclusivos, pesquisas publicadas anteriormente sugerem que existem muitas lacunas no maciço “disco formador da lua” do exoplaneta J1407b, que podem ser explicadas pelas exoluas.

A investigação, que será publicado na revista científica Monthly Notices da Astronomical Society, está disponível para visualização no arquivo de pré-publicação arXiv.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
15 Junho, 2019

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2000: Vem aí uma Lua cheia especial (e é azul)

Carl Jones / Flickr

A Lua Cheia deste sábado à noite será uma Lua Azul. Existem duas definições principais de uma Lua Azul, ambas referentes a uma lua cheia adicional que aparece dentro de uma certa janela de tempo, seja uma estação ou um mês.

O fenómeno é raro, chama-se Full Blue Moon, e só volta a acontecer em Agosto de 2021. Esta vai também ser a terceira de quatro luas cheias da primavera, outro acontecimento incomum, já que por norma o satélite natural só entra nesta fase três vezes por estação.

Em termos astronómicos, uma estação é o tempo que decorre entre um equinócio e um solstício. Na maior parte das vezes só existem três Luas Cheias numa mesma estação. Quando há quatro, no entanto, algo que acontece a cada dois a três anos, chama-se “Lua Azul” à terceira.

Neste caso, entre o equinócio que abriu a primavera (19 de Março) e o solstício que vai estrear o verão (21 de Junho), também haverá quatro luas cheias. A primeira foi a 21 de Março, a segunda a 19 de Abril e a terceira será este sábado. A última antes do solstício acontecerá a 17 de Junho. De acordo com a NASA, o fenómeno vai ser visível, especialmente, às 22h11 em Portugal.

Contudo, apesar de as condições atmosféricas lhe poderem dar um brilho azulado, esta lua não será realmente azul. E a previsão meteorológica pode não estar do seu lado. O relatório mais recente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, assinado pelo meteorologista Bruno Café, avisa que se esperam períodos de céu muito nublado. Pode até haver chuva fraca no litoral norte e centro e no litoral oeste da região sul.

Nos próximos 19 anos haverá apenas mais sete Luas Azuis como esta. A próxima será a 22 de Agosto de 2021. Depois são as de 19 de Agosto de 2024, 20 de Maio de 2027, 24 de Agosto de 2029, 21 de Agosto de 2032, 22 de Maio de 2035 e 18 de Maio de 2038.

Nos Estados Unidos ainda lhe dão outros três nomes, explica a Earth Sky: Lua da Flor, Lua de Leite ou Lua da Sementeira. O nome tradicional para a lua cheia é às vezes a Lua da Flor, usada para significar as flores que florescem durante este mês no Hemisfério Norte.

Os nomes tradicionais de luas são frequentemente uma mistura de termos usados por culturas antigas, tribos nativas americanas e pagãos pré-cristãos europeus. Hoje em dia, não significam tanto Por exemplo, em Janeiro de 2019, testemunhámos o “Super Blood Wolf Moon” – ou Super Lua de Sangue.

ZAP //

Por ZAP
17 Maio, 2019


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Vai ser difícil conseguir ver a Lua Azul de logo dado que existe muita nebulosidade e segundo o IPMA, a previsão meteorológica não vai estar do lado dos astrónomos amadores e profissionais. Na passada Lua de Sangue, ainda se conseguiu um bom tempo, conforme atesta a imagem que captei nesse dia.

 

1648: A exótica lua de Saturno pode abrigar vida alienígena

NASA / JPL-Caltech

Amanda Hendrix, cientista planetária NASA e responsável pelo programa de exploração de locais do Sistema Solar que poderiam albergar oceanos subterrâneos, sugere que alguma estranha forma de vida pode viver em Titã, o segundo maior satélite de Saturno.

“Temos que perceber se estes oceanos são habitáveis e, se assim for, [verificar] se há vida neles”, afirmou Hendrix ao jornal Express, dando conta dos objectivos do Programa de Exploração de Oceanos que lidera.

Titã, muitas vezes apontada como a lua exótica de Saturno, é o segundo maior satélite do planeta e os especialistas têm evidências claras de que este mundo contém massas líquidas estáveis à superfície. “Titã é um mundo oceânico único, porque tem um oceano no subsolo e tem também lagos de hidrocarbonetos líquidos à superfície”, destacou.

Hendrix acredita que as condições na superfície de Titã são bastante apropriadas para a presença de vida. Apesar das potencialidades, a cientistas duvida que “existam alienígenas com cabeças verdes a nadar por ai”, apostando antes que os oceanos da lua possam conter algumas “formas de vida simples”. “Pode haver algum modo de vida louco baseado no metano existente à superfície de Titã”, apontou.

A cientista aponta ainda que, além de Titã, existem dois outros lugares que podiam abrigar vida: em Enceladus (o sexto maior satélite de Saturno), e na Europa (o sexto satélite natural de Júpiter). Segundo revelou a cientista, a agência espacial norte-americana está actualmente a decidir duas missões astronómicas para estudar estes satélites.

Apesar de a água ser uma condição considerada como básica para a vida, os cientistas não chegaram ainda a um consenso, continuando a debater se a água e os mundos oceânicos são propícios a formas de vida ainda desconhecidas ou se são, em sentido inverso, hostis a seres alienígenas – a procura por estas formas de vida vai, certamente, continuar e o debate promete continuar aceso.

ZAP //

Por ZAP
28 Fevereiro, 2019

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1639: A nova Lua de Neptuno, Hipocampo

Hoje em dia conhecemos 194 satélites naturais no sistema solar (158 confirmados e 36 ainda provisórios) em órbita à volta dos vários planetas do sistema solar, tanto dos principais como dos planetas anões.

Uma das recentes adições à nossa família do sistema solar foi a minúscula lua de Neptuno, chamada Hipocampo, que com apenas 34 Km de diâmetro foi identificada em 2013 na proximidade de Proteu (uma lua muito maior) em dados de arquivo do Telescópio Espacial Hubble da NASA.

Créditos: NASA e ESA

A presença de uma lua pequena junto a uma grande foi um mistério, pois a acção gravitacional de Proteu deveria ter ou absorvido ou empurrado Hipocampo para longe na época da sua formação.

A explicação avançada esta semana é de que Hipocampo é um pedaço de Proteu arrancado pelo impacto de um cometa. Esta explicação parece ser confirmada pelas antigas observações da sonda Voyager 2. Quando a sonda passou em Neptuno, no ano de 1989, descobriu seis luas internas orbitando o planeta. Uma delas, Proteu, tinha uma grande cratera de impacto e os astrónomos imediatamente colocaram a hipótese, de que um cometa teria no passado chocado com esta lua Proteu. No entanto Hipocampo não foi vislumbrado na altura e o mistério permaneceu até hoje.

O par Proteu-Hipocampo fornece uma ilustração dramática de que as luas são às vezes originadas pelos cometas.

Até agora descobriram-se 194 luas no sistema solar, 79 das quais em Júpiter, mas muito provavelmente ainda há muitas mais para descobrir, não só no nosso sistema solar mas também nos muitos outros sistemas que se têm descoberto.

Fonte: OAL / FCUL

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
25 Fev 2019

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1617: A mais pequena lua de Neptuno pode ter nascido da sua segunda maior lua

NASA

A lua mais pequena de Neptuno, a Hipocampo, parece ser um fragmento da segunda maior lua do planeta, a Proteu, sugerem astrónomos num estudo esta quinta-feira divulgado pela Agência Espacial Europeia (ESA).

Os astrónomos chegaram a esta conclusão a partir de observações com o telescópio espacial Hubble, operado pela ESA e pela agência espacial norte-americana NASA, e de dados mais antigos da sonda Voyager 2, que se aproximou de Neptuno em 1989.

Segundo o estudo, citado hoje em comunicado, a lua Hipocampo terá resultado da fragmentação da lua Proteu quando foi atingida por um cometa há mil milhões de anos, formando uma cratera na sua superfície.

“Em 1989, pensávamos que a cratera era o fim da história. Com o Hubble, sabemos agora que um pequeno pedaço de Proteu ficou para trás e que é Hipocampo”, afirmou, citado no comunicado da ESA/Hubble, o coordenador da equipa de astrónomos, Mark Showalter, do Instituto norte-americano SETI, que foi fundado pelo cosmólogo e divulgador de ciência Carl Sagan (1934-1996).

A lua Hipocampo, que terá cerca de 34 quilómetros de diâmetro, foi descoberta em 2013 e a sua órbita está muito próxima da de Proteu, lua que, de acordo com os astrónomos, teve origem num cataclismo envolvendo os satélites naturais de Neptuno, um dos ‘gigantes’ gasosos e o último planeta do Sistema Solar.

“O Hipocampo é um ponto não resolvido nas imagens do [telescópio] Hubble. Como tal, não conseguimos saber mais nada além de determinar a sua órbita e saber qual a quantidade de luz que reflete”, descreveu ao jornal Público Mark Showalter. “Supomos ainda que a sua superfície tenha a mesma cor (cinzento muito escuro) de outras luas próximas”, avançou.

SETI Institute
Comparação de tamanho das sete luas internas de Neptuno

Há mil milhões de anos, Neptuno capturou um corpo enorme da cintura de Kuiper, que, defendem os especialistas, corresponde à maior lua do planeta, Tritão.

Os resultados foram esta quinta-feira publicados na revista especializada Nature.

ZAP // Lusa

Por ZAP
21 Fevereiro, 2019

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1493: Luas com oceano subterrâneo podem estar geologicamente “mortas”

NASA
Encélado, a lua gelada de Saturno

Há mais de duas décadas que os cientistas têm vindo a debater sobre qual lua do Sistema Solar tem a maior probabilidade de abrigar vida microbiana nos seus oceanos subterrâneos.

As candidatas mais mencionadas são a Encélado, a lua de Saturno, e a Europa, a lua de Júpiter, que têm oceanos no estado líquido debaixo das suas crostas congeladas. Contudo, um novo estudo levanta dados que sugerem que a hipótese de, com exceção da Encélado, estas luas estarem, na verdade, “mortas” por dentro – não apenas geologicamente, como também biologicamente.

Missões da NASA, como Galileo e Cassini, deram evidências de que estas duas luas abrigam oceanos globais subterrâneos, aquecidos pela atracção gravitacional dos planetas que orbitam.

Considerando o facto de que, na Terra, existem comunidades de seres a viver na escuridão e alta pressão do fundo do mar, não e difícil perceber como surgiu a suspeita de que a Encélado e a Europa possam abrigar micróbios alienígenas debaixo das suas crostas.

Na Terra, os micróbios que vivem no fundo do mar alimentam-se de substâncias químicas produzidas onde a rocha quente e a água do oceano se misturam continuamente. E, se estruturas semelhantes são encontradas em mundos alienígenas em que há oceanos subterrâneos, a perspectiva de encontrar vida fora da Terra fica mais plausível.

Porém, o estudo conduzido por Paul Byrne, geólogo planetário da Universidade Estadual da Carolina do Norte, “destrói” essa ideia.

Com a sua equipa, Byrne determinou quanta força seria necessária para quebrar a rocha oceânica de duas formas, conforme o que vemos na Terra: falha normais e falhas de impulso. Quanto mais força for necessária para quebrar a rocha, menos actividade geológica está a acontecer – isto é, menos interacções entre a rocha e a água do mar e, portanto, menor a possibilidade de ali haver algum tipo de vida.

Além de Encélado e Europa, Byrne analisou outras luas como Ganimedes (Júpiter) e Titã (Saturno), calculando a força das rochas de cada um desses mundos. Esses cálculos baseiam-se na espessura da camada de rocha sólida e fria que repousa sobre uma camada morna e quente, que não é capaz de ser quebrada.

Valores como a gravidade do corpo numa profundidade definida e o peso da água e do gelo no topo da superfície da lua foram acrescentados aos dados. E, de acordo com Byrne, os resultados iniciais sugerem que as rochas dessas luas são tão fortes que não há força conhecida grande o suficiente para quebrá-las.

Cientistas descobrem nova característica em lua de Saturno que assemelha ainda mais à Terra

O corpo celeste é considerado o mais parecido com o nosso planeta em todo o Sistema Solar. Titã, uma das…

Em cada uma das luas analisadas, a equipa fez os mesmos cálculos considerando diferentes valores para a força da rocha, com estes valores estando dentro do esperado para cada mundo – e os resultados não são promissores para a vida alienígena. “Para Europa, parece muito difícil fazer qualquer fractura nas rochas, e depois de olhar para Titã e Ganimedes, concluímos que não está a acontecer nada por ali”, disse Byrne.

Já para Encélado os resultados não são tão sombrios, uma vez que a lua é muito menor do que as outras três, o que reduz o peso da água e do gelo acima da superfície rochosa e, além disso, o seu núcleo é mais poroso.

Graças aos dados recolhidos pela sonda Cassini, os cientistas têm evidências de que rocha e água ainda interagem em Encélado, o que justifica as plumas de água que são expelidas por meio de fracturas na crosta congelada deste satélite de Saturno. Nessas plumas, inclusive, foi identificada a existência de moléculas orgânicas complexas.

Então, é possível concluir que Encélado é realmente a lua do Sistema Solar com as maiores probabilidades de abrigar algum tipo de vida, ainda que microbiana.

Este estudo poderá levar a NASA a mudar os seus planos, já que na mesa há um projecto chamado Europa Clipper com previsão de lançamento para 2022, justamente para buscar sinais de vida na lua de Júpiter, enquanto Encélado ainda não tem nenhuma nova missão específica com este objectivo.

De qualquer maneira, Byrne enfatiza que os resultados iniciais do seu estudo ainda não são conclusivos, apenas fornecendo fortes evidências de que as luas estudadas, com excepção de Encélado, podem estar “mortas” por dentro.

ZAP // Scientific American

Por ZAP
19 Janeiro, 2019

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1098: Astrónomos descobrem a maior lua alguma vez conhecida

Satélite do tamanho de Neptuno terá sido o primeiro satélite de um planeta descoberto fora do sistema solar, a 8 mil anos-luz da Terra

Ilustração de como será o sistema agora descoberto
© Dan Durda/Handout via REUTERS

Astrónomos norte-americanos acreditam que terão descoberto a primeira lua descoberta fora do sistema solar, na órbita de um planeta gigante a 8 mil anos-luz da Terra.

A chamada exolua, que se estima que terá o tamanho de Neptuno, também será a maior lua alguma vez conhecida, excedendo muito as dimensões das que existem no sistema solar.

No entanto, a equipa responsável pela aparente descoberta disse que precisava de fazer algumas confirmações, embora não tenham conseguido encontrar uma outra explicação convincente para os dados que recolheram. “A primeira exolua é obviamente uma descoberta extraordinária e requer provas extraordinárias”, reconheceu David Kipping, astrónomo da Universidade de Columbia, em Nova Iorque.

Kipping e o seu colega Alex Teachey descobriram a maior lua alguma vez conhecida depois de analisar dados de cerca de 300 planetas distantes utilizando o telescópio espacial Kepler. Os planetas são revelados por um momentâneo escurecimento à medida que passam em frente da respectiva estrela hospedeira, à qual os astrónomos chamam de trânsito.

Kipping e Teachey repararam em anomalias estranhas nos dados de trânsito de um planeta gasoso, Kepler-1625b, várias vezes superior a Júpiter. “Vimos pequenos desvios e oscilações na curva de luz que atraiu a nossa atenção”, confessou Kipping, que passou 40 horas a observar o exoplaneta através do telescópio espacial Hubble, que é quatro vezes mais poderoso, para investigar melhor.

Através do Hubble, os astrónomos viram uma segunda vez, identificando “uma lua a seguir um planeta como um cão preso por uma coleira a seguir o seu dono”. A lua deverá ter apenas 1,5 por cento da massa do planeta que acompanha, o que é uma proporção semelhante à da Terra e a sua lua.

Acredita-se que a nossa lua se tenha formado através de uma colisão inicial com um corpo maior que explodiu e cujo material depois se aglutinou numa bola. No entanto, o Kepler-1625b e a sua lua são gasosos e não rochosos, o que levanta questões sobre como a tal satélite se poderia ter formado.

Diário de Notícias
David Pereira
03 Outubro 2018 — 22:13

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1083: LUA MARCIANA PODE TER SURGIDO DE UM IMPACTO COM O PLANETA

Fobos, a maior das duas luas de Marte, é a lua mais escura do Sistema Solar. Este aspecto escuro inspirou a hipótese de que a lua em íntima órbita pode ser um asteróide capturado, mas a sua dinâmica orbital parece discordar. Um novo estudo sugere que a composição de Fobos pode ser mais como a crosta vulcânica do Planeta Vermelho do que parece, consistente com uma origem para a lua baseada num antigo e violento impacto com Marte.
Crédito: G: Neukum (FU Berlin), et al./Mars Express/DLR/ESA; reconhecimento – Peter Masek

As estranhas formas e cores das pequenas luas marcianas, Fobos e Deimos, têm inspirado um longo debate sobre as suas origens.

As faces escuras das luas lembram os asteróides primitivos do Sistema Solar exterior, sugerindo que as luas podem ser asteróides capturados há muito tempo pela atracção gravitacional de Marte. Mas as formas e ângulos das órbitas das luas não encaixam neste cenário de captura.

Um novo olhar sobre dados com 20 anos, da missão Mars Global Surveryor da NASA, dá suporte à ideia que as luas de Marte se formaram após um grande impacto no planeta que colocou muitas rochas em órbita. O estudo foi publicado na revista Journal of Geophysical Research: Planets, da União Geofísica Americana.

O conjunto de dados continha pistas não investigadas sobre a composição de Fobos, que pode ser mais semelhante à crosta do Planeta Vermelho do que parece, de acordo com os autores do estudo.

“A parte divertida, para mim, foi debruçar-me sobre algumas das ideias que circulam por aí, usando um conjunto antigo de dados que tem sido subutilizado,” comenta Tim Glotch, geocientista da Universidade Stony Brook em Nova Iorque, autor principal do novo estudo.

Marc Fries, cientista planetário e curador de poeira cósmica do Centro Espacial Johnson da NASA, que não esteve envolvido no novo estudo, disse que a incapacidade de explicar a génese das duas luas em redor do planeta vizinho é uma lacuna gritante na compreensão dos cientistas sobre a formação lunar. O seu esclarecimento ajudará nas interpretações de como outras luas e planetas se formaram no nosso Sistema Solar e além. O novo estudo não resolve o mistério, mas é um passo na direcção certa, realçou.

“A questão das origens de Fobos e Deimos é um puzzle divertido porque temos duas hipóteses concorrentes que não podem ser verdadeiras,” disse Fries. “Eu não consideraria isso como uma solução final para o mistério da origem das luas, mas ajudará a manter a discussão em andamento.”

Objectos escuros

O debate sobre a origem das luas de Marte divide os cientistas há décadas, desde os primórdios da ciência planetária. No visível, Fobos e Deimos parecem muito mais escuras do que Marte, dando peso à hipótese de adopção.

Os cientistas estudam a composição mineral de objectos quebrando a luz que reflectem em cores componentes com um espectrómetro, criando “impressões digitais” distintas. Ao comparar as impressões digitais espectrais de superfícies planetárias com uma biblioteca de espectros para materiais conhecidos, podem inferir a composição destes objectos distantes. A maioria das investigações sobre a composição de asteróides examinou os seus espectros no visível e no infravermelho próximo, que está logo além da visão humana, no lado vermelho do espectro visível.

No visível e no infravermelho próximo, Fobos e os asteróides de classe-D parecem iguais – isto é, ambos os seus espectros são quase inexpressivos porque são muito escuros. Os asteróides de classe-D são quase escuros como carvão porque, como o carvão, contêm carbono. Este aspecto escuro de Fobos levou à hipótese de que a lua é um asteróide cativo que passou demasiado perto de Marte.

Mas os cientistas que observam as órbitas das luas de Marte argumentaram que não podem ter sido capturadas. Estes cientistas pensam que as luas devem ter sido formadas ao mesmo tempo que Marte, ou como resultado de um impacto massivo no planeta durante os seus milénios formativos.

“Se conversarmos com as pessoas peritas em dinâmica orbital e descobrirmos porque é que certos corpos orbitam da maneira que orbitam, dizem que tendo em conta a inclinação e os detalhes da órbita de Fobos, é quase impossível ter sido capturada. De modo que temos os espectroscopistas a dizer uma coisa, e os dinamistas a dizer outra,” comenta Glotch.

Impressões digitais de calor

Glotch decidiu analisar o problema sob uma luz diferente: no infravermelho médio, que está na mesma faixa que a temperatura corporal. Olhou para a assinatura de calor de Fobos, captada em 1998 por um instrumento que descreve como um extravagante termómetro a bordo da sonda Mars Global Surveyor. O veículo robótico passou a maior parte da sua vida olhando para Marte, mas deu uma rápida olhadela a Fobos quando passou perto da lua antes de assentar numa órbita mais próxima do planeta.

A energia térmica, tal como a luz visível, pode ser dividida num espectro de ‘cores’.” Até mesmo objectos que parecem escuros no visível podem brilhar com um espectro infravermelho distinto. Embora Fobos seja muito fria, o seu espectro de calor tem uma assinatura discernível.

Glotch e os seus alunos compararam os espectros infravermelhos médios de Fobos obtidos pela Mars Global Surveyor com amostras de um meteorito que caiu na Terra perto do Lago Tagish, na Colúmbia Britânica, que alguns cientistas sugeriram ser um fragmento de um asteróide de classe-D e de outros tipos de rocha. No laboratório, sujeitaram as suas amostras a condições de gélido vácuo, aquecendo-as por cima e por baixo, para simular as mudanças extremas na temperatura do lado ensolarado para o lado sombrio de objectos no espaço.

“Descobrimos que, nessas gamas de comprimento de onda, o meteorito do Lago Tagish não se parece nada com Fobos e, na realidade, o que mais se assemelha com Fobos, pelo menos numa das características do espectro, é basalto triturado, que é uma rocha vulcânica comum e a composição principal da crosta marciana,” explica Glotch. “Isso leva-nos a achar que talvez Fobos possa ser o remanescente de um impacto que ocorreu no início da história marciana.”

“Cozida” com crosta planetária?

O novo estudo não argumenta que Fobos é composto totalmente por material de Marte, mas os novos resultados são consistentes com a lua contendo uma porção da crosta do planeta, talvez como uma mistura de detritos do planeta e dos remanescentes do objecto impactante.

Fries, o cientista que não esteve envolvido no novo estudo, disse que o meteorito do Lago Tagish é invulgar e talvez não seja o melhor exemplo disponível de um asteróide de classe-D para uma comparação convincente com Fobos. Fries acrescentou que o novo estudo provavelmente não seria capaz de produzir uma resposta definitiva porque Fobos está sujeito ao intemperismo espacial, o que afecta o seu espectro de reflectância e é difícil de replicar no laboratório.

Mas Fries achou interessante que uma mistura de material basáltico e rico em carbono fizesse uma combinação apropriada para Fobos. Outra possibilidade é que poeira espacial rica em carbono, na vizinhança de Marte, tenha-se acumulado nas luas próximas, escurecendo as suas superfícies.

Os cientistas poderão obter a sua resposta da origem de Fobos nos próximos anos, caso a sonda MMX (Martian Moons Exploration), a OSIRIS-REx e a exploradora de asteróide Hayabusa2 completem as suas missões de recolher amostras e de as enviarem para a Terra para análise. A Hayabusa2 pousou dois pequenos robôs no asteróide conhecido como Ryugu no passado dia 21 de Setembro.

“O mais espectacular disto, é que é uma hipótese testável, porque os japoneses estão a desenvolver a missão MMX, que tem destino Fobos, onde vai recolher uma amostra e trazê-la de volta à Terra para que possamos analisá-la,” conclui Glotch.

Astronomia On-line
28 de Setembro de 2018

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888: A Terra pode ter várias mini-luas, sugerem os cientistas

Marshall Space Flight Center / NASA

Uma descoberta recente pode ser capaz de mudar tudo o que sabemos sobre o nosso planeta. Alguns cientistas sugerem que a Terra pode ter não apenas uma, mas várias luas.

De acordo com um estudo, publicado recentemente na revista Frontiers in Astronomy and Space Sciences, a Lua que conhecemos seria apenas o maior dos satélites que orbitam a Terra e o único visível a olho nu… mas não estaria sozinha.

O nosso planeta teria então uma grande variedade de mini-luas, corpos pequenos demais para serem percebidos – não ultrapassando os dois metros de diâmetro.

Segundo este estudo recente, o primeiro destes objectos foi observado em 2006, tendo sido a primeira vez que, com excepção da Lua, um objecto natural foi visto a orbitar a Terra. Na altura, ficou claro que era apenas um pedaço de rocha perdido no espaço, que tinha sido capturado pelo campo magnético da Terra.

No entanto, este foi precisamente o ponto de partida para uma nova forma de encarar os objectos que orbitam o nosso planeta.

Baptizados pelos cientistas de TCOs (temporarily-captured orbiters), ou TCFs (temporarily-captured flybys), estes objectos espaciais não ficam durante muito tempo na órbita do planeta, isto porque são catapultados para fora do campo gravitacional.

A diferença é que enquanto os TCOs completam pelo menos uma volta ao redor da Terra, os TCFs costumam apenas passar de relance pelo campo gravitacional do planeta, sendo enviados de volta ao espaço a alta velocidade.

Até hoje, apenas um TCO foi observado pelos cientistas – juntamente com a mini-lua observada em 2006 -, mas os investigadores acreditam que as novas tecnologias dos telescópios mais recentes serão capazes de encontrar cada vez mais objectos deste tipo.

Caso este cenário se verifique, os astrónomos poderão estudá-las ao pormenor e usá-las para criar um modelo de movimento de asteróides no Sistema Solar.

Por ZAP
18 Agosto, 2018

(foram corrigidos oito erros de ortografia no texto original)

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872: Descobertas ondas electromagnéticas super-potentes na maior lua de Júpiter

Júpiter não só é o maior planeta do Sistema Solar, como é também o mais antigo.

Investigadores europeus descobriram ondas electromagnéticas “extraordinariamente” poderosas em torno da maior lua de Júpiter, Ganimedes. Estas ondas são um milhão de vezes mais poderosas do que a média.

A descoberta foi feita por investigadores que têm estudado registos antigos da nave espacial da NASA Galileu que orbitou em torno de Júpiter entre 1995 e 2003.

Estão em causa ondas de plasma, a matéria que se encontra em redor de planetas como a Terra e Júpiter. Entre estas, há as “ondas de coro”, um tipo de ondas de rádio que ocorrem a frequências muito baixas e que provocam a aceleração de electrões no plasma. São as “ondas de coro” que originam as auroras polares que se vêem no Árctico e na Antárctida.

“As ondas de coro têm sido detectadas no espaço em torno da Terra, mas não são, nem de perto, tão fortes como as ondas em Júpiter”, refere um dos co-autores da investigação, Richard Horne, da British Antarctic Survey, em declarações ao Gizmodo.

As ondas electromagnéticas têm, geralmente, uma amplitude um pouco maior do que a do campo magnético produzido pelo cérebro humano. Contudo, em torno de Ganimedes, os picos das ondas chegam a ser superiores em um milhão de vezes, atestam os investigadores no artigo científico publicado no jornal Nature Communications.

“Mesmo que apenas uma pequena parte destas ondas escape da vizinhança próxima de Ganimedes, elas serão capazes de acelerarem partículas até intensidades muito altas de energia e, em última análise, produzirão electrões muito rápidos dentro do campo magnético de Júpiter”, destaca Richard Horne.

Estas ondas poderosas podem assim produzir electrões capazes de danificar naves espaciais.

“É uma descoberta muito interessante e fascinante“, atesta o investigador que liderou a pesquisa, Yuri Shprits, do Centro Alemão de Pesquisa em Geociências e da Universidade de Potsdam, na Alemanha, também em declarações ao Gizmodo.

Quanto às causas para estas ondas electromagnéticas especialmente potentes, o facto de o campo magnético de Júpiter ser o maior do Sistema Solar, 20 vezes mais forte do que o da Terra, pode ser uma explicação, mas Shprits avança também como variável o ambiente de intensa radiação daquele planeta. “Só por se ter um objecto com uma magnetosfera num ambiente de radiação podem produzir-se tais ondas fortes”, explica o cientista.

Ganimedes há muito que intriga os cientistas – a lua de Júpiter é maior do que Mercúrio e acredita-se que terá um oceano interior. A descoberta destas ondas super-poderosas em torno dela podem ajudar a perceber melhor como é que as partículas são aceleradas no espaço.

SV, ZAP //

Por SV
12 Agosto, 2018

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775: Descobertas 12 novas luas em torno de Júpiter

JPL-Caltech / NASA
A superfície brilhante de Europa, a misteriosa lua de Júpiter

Cientistas nos Estados Unidos descobriram mais 12 luas em torno do planeta Júpiter, conjecturando que as suas órbitas opostas resultam de colisões entre outros corpos celestes maiores.

Com a descoberta das luas, que foram vistas pela primeira vez em 2017, eleva-se a 79 o número de satélites do maior planeta do Sistema Solar.

Nove dos novos satélites descobertos fazem parte de um conjunto mais distante que orbita Júpiter ao contrário do sentido da rotação do planeta. Estão agrupados em pelo menos três grupos orbitais distintos e pensa-se que são o que resta de três corpos celestes maiores que se partiram por causa de colisões com asteróides, cometas ou outras luas, demorando dois anos a completar a órbita de Júpiter.

Outras duas luas pertencem a um grupo mais próximo que orbita no sentido da rotação, têm distâncias orbitais e ângulos de inclinação semelhantes e também devem ter pertencido a uma lua maior que se partiu, demorando cerca de um ano a dar a volta a Júpiter.

Um outra lua tem uma trajectória excêntrica, que cruza a das luas que orbitam ao contrário da rotação do planeta e, com menos de um quilómetro de diâmetro, é a mais pequena a ser encontrada.

Pela sua órbita, tem mais probabilidade de atingir uma das luas mais distantes e deverá ser, ela própria, um fragmento de um corpo maior a que aconteceu uma dessas colisões.

Quando encontrou as luas, a equipa do Instituto para a Ciência de Carnegie, em Washington, estava a observar o espaço para lá de Plutão, procurando um grande planeta que se suspeita que exista nos confins do Sistema Solar, conhecido como “Planeta X” ou “Planeta Nove”.

ZAP // Lusa

Por Lusa
18 Julho, 2018

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601: LUAS DISTANTES PODEM ABRIGAR VIDA

Impressão de artista de uma potencialmente habitável exolua em órbita de um planeta gigante num sistema solar distante.
Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA; Jay Friedlander e Britt Griswold

Todos nós já ouvimos falar da busca por vida noutros planetas, mas e quanto a procurar noutras luas?

Num artigo publicado na revista The Astrophysical Journal, investigadores da Universidade da Califórnia em Riverside e da Universidade do Sul de Queensland (Austrália) identificaram mais de 100 planetas gigantes que potencialmente hospedam luas capazes de suportar vida. O seu trabalho guiará o projecto de futuros telescópios capazes de detectar essas potenciais luas e procurar sinais de vida, as chamadas bio-assinaturas, nas suas atmosferas.

Desde o lançamento do telescópio Kepler da NASA, em 2009, os cientistas identificaram milhares de planetas para lá do nosso Sistema Solar, chamados exoplanetas. Um dos principais objectivos da missão Kepler era o de identificar os planetas que estão nas zonas habitáveis das suas estrelas, o que significa que não são muito quentes nem muito frios para a existência de água líquida – e potencialmente a vida.

Os planetas terrestres (rochosos) são os principais alvos na busca da vida, porque alguns deles podem ser geologicamente ou atmosfericamente semelhantes à Terra. Outro lugar para procurar são os muitos gigantes gasosos identificados durante a missão Kepler. Embora não sejam candidatos a albergar vida, os planetas parecidos com Júpiter, situados na zona habitável, podem abrigar luas rochosas, ou exoluas, que podem sustentar vida.

“Actualmente, existem 175 luas conhecidas em órbita dos oito planetas do nosso Sistema Solar. Embora a maioria dessas luas orbitem Júpiter e Saturno, que estão fora da zona habitável do Sol, tal pode não ser o caso noutros sistemas solares,” comenta Stephen Kane, professor associado de astrofísica planetária e membro do Centro de Astrobiologia de Terras Alternativas da Universidade da Califórnia em Riverside. “A inclusão de exoluas rochosas na nossa procura por vida no espaço expandirá muito os lugares que podemos examinar.”

Os cientistas identificaram 121 planetas gigantes que têm órbitas situadas nas zonas habitáveis das suas estrelas. Com mais de três vezes o raio da Terra, estes planetas gasosos são menos comuns do que os planetas terrestres, mas espera-se que cada um deles abrigue várias luas grandes.

Os cientistas especularam que as exoluas possam proporcionar um ambiente favorável à vida, talvez até melhor do que a Terra. Isto porque recebem energia não só da sua estrela, mas também da radiação reflectida pelo seu planeta. Até agora, nenhuma exolua foi confirmada.

“Agora que criámos uma base de dados dos planetas gigantes conhecidos na zona habitável da sua estrela, serão feitas observações dos melhores candidatos a hospedar potenciais exoluas a fim de ajudar a refinar as propriedades esperadas das exoluas. Os nossos estudos de seguimento vão ajudar a informar os futuros projectos de telescópios, para que possamos detectar essas luas, estudar as suas propriedades e procurar sinais de vida,” comenta Michelle Hill, estudante da Universidade do Sul de Queensland que trabalha com Kane e que irá juntar-se ao programa da Universidade da Califórnia em Riverside no outono.

Astronomia On-line
1 de Junho de 2018

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584: ESTUDO EXAMINA A HISTÓRIA DAS PEQUENAS LUAS DE SATURNO

A formação de Atlas, uma das pequenas luas interiores de Saturno. A sua forma achatada, em forma de ravioli, é o resultado de uma colisão e fusão entre dois corpos de tamanho idêntico. A imagem é uma instantâneo da colisão, antes da reorientação da lua, devido às marés, ficar completa.
Crédito: A. Verdier

As pequenas luas interiores de Saturno parecem-se com ravioli e com “spaetzle” (massa alemã) gigantes. A sua forma espectacular foi revelada pela sonda Cassini. Pela primeira vez, investigadores da Universidade de Berna mostram como essas luas foram formadas. As formas peculiares são um resultado natural das colisões e fusões entre pequenas luas de tamanho semelhante, como demonstram simulações em computador.

Quando Martin Rubin, astrofísico da Universidade de Berna, viu as imagens das luas de Saturno, Pã e Atlas, na Internet, ficou intrigado. As imagens obtidas pela sonda Cassini em Abril de 2017 mostravam objectos que a NASA descreveu no seu comunicado de imprensa como discos voadores com diâmetros de aproximadamente 30 km. Com os seus grandes cumes e centros bulbosos, Pã e Atlas também se assemelham com raviolis gigantes. Martin Rubin queria saber como é que estes objectos peculiares se formaram e perguntou ao colega Martin Jutzi se poderiam ser o resultado de colisões, semelhantes àquela que formou o cometa Chury, como Jutzi havia demonstrado anteriormente com simulações em computador.

Martin Jutzi e Adrien Leleu, ambos membros do NCCR PlanetS, aceitaram o desafio de calcular o processo de formação das pequenas luas interiores de Saturno. Os primeiros testes simples funcionaram bem. “Mas depois levámos em consideração as forças de maré e os problemas acumularam-se,” recorda Adrien Leleu. “As condições perto de Saturno são muito especiais,” confirma Martin Jutzi. Dado que Saturno tem 95 vezes mais massa do que a Terra e as luas interiores orbitam o planeta a uma distância menos de metade da distância Terra-Lua, as marés são enormes e separam quase tudo. Portanto, as luas interiores de Saturno não poderiam ter-se formado com estas formas peculiares através da acreção gradual de material em torno de um único núcleo. Um modelo alternativo chamado regime piramidal sugere que estas luas foram formadas por uma série de fusões de pequenas luas de tamanho similar.

Tendo resolvido os seus problemas iniciais, os investigadores puderam verificar o regime piramidal, mas ainda mais: mostraram que as colisões das pequenas luas resultaram, exactamente, nas formas fotografadas pela Cassini. Fusões de frente (ou quase de frente) levaram a objectos achatados com grandes cristas equatoriais, como observado em Atlas e Pã. Com ângulos de impacto um pouco mais oblíquos, as colisões resultaram em formas mais alongadas parecidas com massa da Alemanha (“spaetzle”), como na lua Prometeu, de 90 km de comprimento, fotografada pela Cassini.

Colisões frontais têm uma alta probabilidade

Com base na órbita actual das luas e no seu ambiente orbital, os cientistas foram capazes de estimar que as velocidades de impacto foram da ordem das dezenas de metros por segundo. Simulando colisões nesta gama para vários ângulos de impacto, obtiveram várias formas estáveis parecidas com raviolis e com “spaetzle”, mas apenas para ângulos de impacto baixos. “Se o ângulo de impacto for maior do que dez graus, as formas resultantes já não são estáveis,” comenta Adrien Leleu. Qualquer objecto em forma de “patinho de borracha”, como o Cometa Chury, desmoronaria por causa das marés de Saturno. “É por isso que as pequenas luas de Saturno parecem muito diferentes dos cometas que geralmente têm formas bilobadas,” explica Martin Jutzi.

Curiosamente, as colisões frontais não são tão raras quanto se poderia achar. Pensa-se que as pequenas luas interiores tenham origem nos anéis de Saturno, um disco fino localizado no plano equatorial do planeta. Como Saturno não é uma esfera perfeita, mas sim oblata, torna difícil que qualquer objecto deixe esse plano estreito. Assim, colisões quase de frente são frequentes e o ângulo de impacto tende a diminuir ainda mais em encontros subsequentes. “Uma fracção significativa de tais colisões ocorre no primeiro encontro ou após um ou dois eventos ‘toca-e-foge’,” concluem os autores no seu artigo publicado na revista Nature Astronomy. “A este respeito, Saturno é um local quase perfeito para estudar estes processos,” realça Martin Rubin.

Embora os investigadores se tivessem concentrado principalmente nas pequenas luas interiores de Saturno, também descobriram uma possível explicação para um mistério de longa data a respeito da terceira maior lua de Saturno, Jápeto. Porque é que Jápeto tem uma forma oblata e uma crista equatorial distinta? “Os nossos resultados de modelagem sugerem que essas características podem ser o resultado de uma fusão entre luas de tamanho idêntico que ocorrem a um ângulo próximo do frontal, semelhante às luas mais pequenas,” resumem os investigadores.

Astronomia On-line
25 de maio de 2018

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546: Sonda Galileu viu água na lua Europa há 20 anos (mas a NASA não deu por isso)

K. Retherford / Southwest Research Institute
Vapor de água em Europa

A NASA anunciou ter mais sinais de que a lua Europa tem jactos de água. A sonda Galileu já os tinha visto em 1997, mas a NASA não tinha percebido.

Apesar de os dados serem antigos, uma nova análise da NASA acabou de dar aos cientistas mais uma razão para encarar a lua Europa como um dos principais alvos na busca de vida extraterrestre, depois de os investigadores terem encontrado sinais de plumas de água.

A NASA já tinha confirmado a existência de um oceano de água líquida debaixo da camada de gelo que compõe a superfície da lua de Júpiter, mas agora, quase dois anos depois, a agência espacial norte-americana tem mais novidades sobre esta descoberta.

Agora, há ainda mais evidências de que existem aberturas na superfície por onde a água é ejectada para o exterior. Esta teoria é muito antiga. Aliás, a sonda Galileu, que sobrevoou o satélite no final dos anos 90, já tinha passado por cima dessas plumas. Mas a NASA não deu por isso.

De acordo com o Observador, a sonda Galileu notou numa anomalia térmica. Enquanto sobrevoava a 206 quilómetros de altitude, observou um segundo campo magnético que parecia conter o principal. Mas ninguém sabia o que isso significava.

Mais tarde, a sonda Cassini sobrevoou Encélado e encontrou o mesmo fenómeno. Embora os astrónomos suspeitassem que essas anomalias eram provocadas por jactos de água, nem mesmo as imagens do Telescópio Hubble permitiram confirmar essas teorias.

Mas 20 anos depois, os investigadores centraram-se nas análises feitas pela sonda Galileu e analisaram-nas com mais atenção. “Os sinais da existência de plumas sempre esteve a um nível intrigante, mas não definitivo”, recorda o Instituto de Tecnologia de Califórnia.

“É difícil perceber a menos que se esteja à procura. Estas plumas são muito difusas – não é como se se estivesse a voar por cima de uma mangueira sem perceber”, descreve o Jet Propulsion Laboratory da NASA.

Quem tomou a iniciativa foi uma equipa da Universidade de Michigan, liderada por Xianzhe Jia, cujo estudo foi publicado na Nature. As plumas em Encélado, captadas pela Cassini, foram uma grande ajuda para a equipa, já que havia características do campo magnético de Encélado muito semelhantes às encontradas em Europa: os géiseres de água.

Contudo, ainda não há certezas absolutas. Para isso, teremos de esperar até que a NASA tenha a oportunidade de olhar melhor para Europa, nomeadamente durante a missão Europa Clipper, que poderá ser lançada em Junho de 2022. A ESA tem também uma missão planeada, a Jupiter Icy Moons Explorer, que deverá ser lançada na mesma altura.

ZAP //

Por ZAP
16 Maio, 2018

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