3931: A Lua é estranhamente assimétrica (e já se sabe porquê)

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA
O lado oculto da Lua

Os astrónomos acreditam que finalmente perceberam como é que o lado da Lua voltado para a Terra e o seu lado oculto se mostraram tão diferentes ao longos dos anos após a sua formação.

Acredita-se que a Terra e a Lua se tenham formado após um copo do tamanho de Marte, chamado Theia, ter colidido com o planeta precursor da Terra, conhecido como proto-Terra.

Após a colisão, a Terra acabou por ser o corpo maior, reteve calor suficiente para se tornar tectonicamente activa e, eventualmente, evoluiu para um planeta dinâmico, com atmosfera e oceanos. Por outro lado, a Lua era mais pequena. Durante um longo período de tempo, os cientistas acreditaram que a Lua arrefeceu mais rapidamente e ficou no seu estado actual durante um longo tempo.

No entanto, existem evidências que indicam que a Lua primitiva era muito mais dinâmica, consistindo em actividade vulcânica e magnética a ocorrer até há mil milhões de anos, o que é muito posterior ao esperado anteriormente.

No final dos anos 1950 e início dos anos 1960, sondas espaciais não tripuladas lançadas pela URSS devolveram as primeiras imagens do outro lado da Lua e os cientistas ficaram admirados ao descobrir que os dois lados eram muito diferentes. Apenas 1% do lado oposto era coberto com crateras em comparação com 31% no lado próximo.

Os primeiros sinais de actividade vulcânica foram descobertos pelas missões Apollo da NASA quando os cientistas analisaram amostras. Com essas amostras, os cientistas identificaram um novo tipo de assinatura de rocha chamada KREEP, um acrónimo dos elementos potássio, elementos de terras raras (que incluem cério, disprósio, érbio, európio e outros elementos raros na Terra) e fósforo.

Uma equipa internacional de investigadores fez experiências e modelos para descobrir novas pistas que sugerem que a assimetria na composição geológica e nas características de superfície do lado próximo e distante da lua estão relacionados entre si por causa de uma importante propriedade do KREEP.

Os cientistas explicam que alguns elementos do KREEP – potássio, tório e urânio – são elementos radioactivamente instáveis. Portanto, esses elementos podem ocorrer em diferentes formas, com átomos de composição variável, conhecidos como isótopos.

Os isótopos instáveis ​​podem desmoronar-se num processo conhecido como queda radioactiva para formar outros elementos enquanto libertam calor que consegue derreter rochas.

Os investigadores descobriram que a inclusão do KREEP nas rochas diminuiu os seus pontos de fusão. Com os modelos, os cientistas mostraram que a actividade vulcânica esperada era agravada por causa do KREEP e do aquecimento aprimorado.

Os cientistas explicaram ainda que processos ocorreram durante a evolução da Lua e o tempo e o volume da actividade vulcânica na superfície lunar. “As nossas descobertas sugerem que a anomalia geoquímica próxima influenciou a evolução térmica e magmática da Lua ao longo de toda a sua história pós-diferenciação”, explicou a equipa em comunicado divulgado pelo EurekAlert.

Cientistas podem ter encontrado um pedaço do planeta Theia dentro da Lua

Há 4,5 mil milhões de anos, um planeta do tamanho de Marte, chamado Theia, colidiu com a Terra primitiva. Acredita-se…

O estudo oferece uma visão dos estágios iniciais da evolução do sistema Terra-Lua. “Devido à relativa falta de processos de erosão, a superfície da Lua regista eventos geológicos do início da história do Sistema Solar. Em particular, as regiões do lado próximo da Lua têm concentrações de elementos radioactivos, ao contrário de qualquer outro lugar da Lua. Compreender a origem desse enriquecimento local pode ajudar a explicar os estágios iniciais da formação da Lua e, como consequência, as condições na Terra primitiva”, concluiu Matthieu Laneuville,  co-autor e investigador do Instituto de Ciências da Terra-Vida do Instituto de Tecnologia de Tóquio.

Este estudo foi publicado em maio na revista científica Nature Geoscience.

ZAP //

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29 Junho, 2020

 

spacenews

 

3926: NASA paga 31.000€ a quem construir uma sanita espacial para ir à Lua

CIÊNCIA/LUA

O regresso do homem à Lua está próximo, e os astronautas já estão na fase de preparação para visitar novamente o único satélite natural da Terra. Nenhum pormenor pode faltar… sobretudo os mais básicos!

Desta forma, a NASA lançou um desafio à população onde oferece 35.000 dólares, cerca de 31.000 euros, a quem construir uma casa de banho espacial, para levar nesta viagem.

Uma viagem à Lua não é, obviamente, uma viagem como outra qualquer. É preciso preparar mil e uma actividades, levar tudo e mais alguma coisa pois, como sabemos, na Lua não há nada para comprar!

Ora, mas os astronautas vão comer e beber, portanto as restantes necessidades básicas também têm que ser satisfeitas… mas como?

NASA oferece 31.000 euros a quem construir uma sanita para levar à Lua

Quando os astronautas se encontrarem na cabine sem os seus fatos espaciais, vão necessitar de uma casa de banho. Então, na tentativa de arranjar uma solução para a urina e fezes dos astronautas durante a viagem à Lua, um desafio foi lançado à comunidade.

A National Aeuonautics and Space Administration (NASA) lançou recentemente um concurso intitulado NASA’s Lunar Loo Challenge. O objectivo é que seja criada uma sanita à medida das características da Lua.

Este é, assim, um apelo da NASA à comunidade global para a construção de uma casa de banho compacta, capaz de funcionar em ambientes de micro-gravidade e de gravidade lunar.

A casa de banho deve ser adaptada para utilização no programa lunar Artemis, que levará o homem novamente à Lua. Apesar de já existirem e serem utilizadas sanitas espaciais, como por exemplo na ISS, estas estão apenas construídas para ambientes de micro-gravidade.

O Programa do Sistema de Aterragem Humano da NASA procura um dispositivo de próxima geração de menores dimensões. Mas também que seja mais eficiente e capaz de funcionar quer na micro-gravidade, quer na gravidade lunar.

O Lunar Poo Challenge tem uma categoria Técnica e outra categoria Júnior. Na categoria Técnica, o valor total do prémio é de 35 mil dólares, ou seja 31 mil euros. Já na categoria Júnior, haverá lugar a um reconhecimento público da NASA e da HeroX, e ainda um certificado de vencedor e um produto oficial da agência.

O concurso teve início no dia 25 de Junho de 2020 e termina a 17 de Agosto de 2020, havendo apenas uma fase de candidatura.

Pode conhecer mais detalhes sobre o Lunar Loo Challenge, aqui.

Fonte: NASA

Pplware

27 Jun 2020

 

 

3888: Uma pequena empresa está a planear silenciosamente uma missão lunar no próximo ano

CIÊNCIA/ESPAÇO/LUA

Scientific Visualization Studio/ NASA

A startup aeroespacial Rocket Lab está a planear uma missão lunar privada para o próximo ano. O objectivo é enviar a sonda CAPSTONE para a órbita da Lua e testar os sistemas de navegação, preparando as bases para futuras visitas.

A Rocket Lab, uma empresa aeroespacial norte-americana, está a planear uma ambiciosa missão para o início de 2021: enviar uma sonda para a órbita da Lua, em conjunto com a NASA. A empresa não está a começar do zero, uma vez que já lançou o foguete Electron 12 vezes. O Electron inclui propulsores impressos em 3D e já enviou ao Espaço 53 veículos, entre satélites e cubesats.

A missão, planeada para o início do próximo ano terá como propósito o lançamento do satélite lunar CAPSTONE. Para isso, a empresa irá usar uma versão modificada do Photon, o terceiro estágio do foguete Electron: o propulsor, chamado Curie, foi ajustado rebaptizado como HyperCurie.

Segundo o The Verge, o veículo terá ainda painéis solares para que possa produzir energia eléctrica e funcionar durante mais tempo no Espaço.

Depois do lançamento a partir do complexo espacial na Ilha Wallops, no estado norte-americano da Virgínia, o Photon será colocado numa órbita circular baixa ao redor da Terra. Ao longo de várias órbitas, a altitude da nave será aumentada gradualmente, até ao ponto em que o propulsor HyperCurie será accionado para levar o Photon à Lua.

A jornada de 8 a 9 dias será uma abordagem mais “demorada”, com o objectivo de economizar energia. Assim que chegar ao destino, o CAPSTONE será colocado em órbita lunar, e vai testar os seus sistemas de navegação e de controlo.

A órbita seleccionada é a mesma na qual a NASA pretende colocar a estação espacial Gateway, que servirá como ponto de partida para exploração contínua da Lua.

Amanda Stiles, responsável pelo programa Lunar da Rocket Lab, assume que as ambições da startup vão mais além. “Estamos de olho não só na Lua, mas também em Vénus e Marte.”

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20 Junho, 2020

 

spacenews

 

3823: Impactos de meteoritos podem ter ajudado a formar rochas antigas na Lua

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Stuart Rankin / Flickr

Uma investigação recente, realizada no Canadá, mostra que as rochas lunares se formaram a partir de impactos de grandes proporções de meteoritos.

A origem e evolução das rochas lunares são assuntos muito debatidos na comunidade científica. Agora, um novo estudo do Museu Real de Ontário descobriu a causa da formação da superfície do satélite: a formação de rochas antigas na Lua pode estar directamente ligada a impactos de meteoritos em larga escala.

A equipa analisou uma rocha adquirida pela NASA durante a missão Apollo 17, em 1972, e descobriu que a rocha contém fortes evidências de que se formou a partir de temperaturas superiores a 2300°C, que só podem ser alcançadas com o derretimento da camada externa de um planeta num evento de grande impacto.

Além disso, notaram também a presença de zircónia cúbica, a forma cristalina cúbica de dióxido de zircónio (ZrO2), um mineral que se forma apenas em rochas aquecidas acima dos 2300°C.

De acordo com os cientistas, citados pelo Tech Explorist, o material parece ter mais de 4,3 mil milhões de anos. Este novo estudo sugere que impactos significativos, ocorridos há mais de 4 mil milhões de anos, podem ter impulsionado a formação destas rochas na superfície da Lua.

No fundo, o estudo, publicado recentemente na Nature Astronomy, sugere que os impactos de meteoritos podem ter impulsionado a mistura das camadas externa e interna, produzindo a complexa gama de rochas vistas actualmente na superfície lunar.

“Ao estudar a Lua, podemos entender melhor a história mais antiga do nosso planeta. Se grandes impactos super-aquecidos estavam a criar rochas na Lua, o mesmo processo pode ter ocorrido cá na Terra”, explica Lee White, um dos autores do artigo, em comunicado.

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10 Junho, 2020

 

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3761: “A Rússia não permitirá a privatização da Lua”, avisa Roscosmos

ESPAÇO/LUA/EUA/RÚSSIA

Doug Zwick / Flickr

A Rússia não permitirá a privatização da Lua, independentemente de quem avance a iniciativa, avisou o chefe da agência espacial russa (Roscosmos), Dmitri Rogozin, em entrevista ao jornal Komsomólskaya Pravda.

“Não permitiremos que ninguém privatize a Lua (…) É ilegal e vai em sentido contrário ao direito internacional”, sustentou o responsável da Roscosmos, cujas declarações são reproduzidas pela cadeia russa Russia Today.

Rogozin revelou também que a Rússia não pretende entrar numa corrida lunar com os Estados Unidos. “A Lua interessa-nos principalmente em termos da sua origem e conservação como satélite natural da Terra (…) Mas a Lua não é o nosso objectivo final. Não vamos entrar numa corrida lunar semelhante a uma competição eleitoral”, garantiu.

Na mesma entrevista, o responsável da Roscosmos revelou o calendário russo para a exploração lunar: o país pretende lançar a missão Luna-25 em 2021 e, três anos depois, em 2024, planeia enviar a sonda Luna-26 em órbita lunar.

Posteriormente, pretende lançar a a aeronave pesada Luna-27, que levará a cabo trabalhos científicos na superfície da Lua, visando perfurar o regolito lunar.

A declaração de Rogozin surge depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter assinado uma ordem executiva que estabelece a política do Estados Unidos sobre a exploração de recursos para lá da Terra, frisando que o país apoia esta actividade.

No documento assinado em meados de abril, o Trump frisa que o actual regime regulatório permite a utilização destes recursos, que podem ser encontrados na Lua ou em asteróides, apelando ainda à cooperação de outros estados ou entidades para explorá-los.

“Os norte-americanos devem ter o direito de participar da exploração comercial, extracção e uso de recursos no espaço sideral, de acordo com a lei aplicável. O espaço sideral é um domínio legal e fisicamente exclusivo da actividade humana, e os Estados Unidos não veem como um bem comum global”, pode ler-se no despacho.

O líder norte-americano recorda ainda que os Estados Unidos não fizeram parte do subsequente Acordo da Lua, datado de 1979, que estipula que o uso não científico de recursos espaciais será regido por uma estrutura reguladora internacional.

Trump assina despacho de apoio à exploração de recursos espaciais. Rússia não gostou

Donald Trump assinou esta semana uma ordem executiva que estabelece a política do Estados Unidos sobre a exploração de recursos…

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30 Maio, 2020

3669: Urina de astronautas pode ser útil na construção de uma base na Lua, sugere estudo

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

A urina dos astronautas poderá ser útil na construção de uma base na Lua, sugere um estudo, isto porque a ureia, composto orgânico da urina, torna o “betão lunar” mais maleável antes de robustecer.

A urina dos astronautas poderá ser útil na construção de uma base na Lua, sugere um estudo que revela que a ureia, composto orgânico da urina, torna o “betão lunar” mais maleável antes de robustecer na sua forma final.

O estudo, esta sexta-feira divulgado pela Agência Espacial Europeia (ESA), que o coordenou, concluiu que a adição de ureia a uma mistura de “geopolímero lunar” resultou melhor do que outros plastificantes comuns, como naftalina e policarboxilato, usados como aditivos para suavizar materiais e reduzir a necessidade de água.

Aplicado à engenharia civil, um geopolímero é um material inorgânico que pode ser usado como cimento.

No caso em estudo, o geopolímero incluiu um material que sintetiza as propriedades do rególito lunar (poeira e fragmentos de rocha).

Segundo a ESA, vários testes demonstraram que este tipo de betão, misturado com ureia, era capaz de suportar condições espaciais severas, como vácuo e temperaturas extremas, que “têm o efeito maior sobre as propriedades físicas e mecânicas de um material de construção na superfície lunar”.

Uma amostra do “betão lunar” produzido pôde “ser facilmente moldada” e “manter a sua forma com um peso em cima até 10 vezes superior”.

Na Lua, o principal ingrediente a ser usado na construção de abrigos será o rególito. De acordo com o estudo, a ureia, por causa das suas propriedades super-plastificantes, irá limitar a quantidade de água exigida.

“A ureia é barata e está facilmente à disposição, mas também ajuda a produzir um material de construção forte para uma base lunar“, afirmou, citada em comunicado da ESA, uma das coautoras do estudo, a investigadora Marlies Arnhof, que se tem debruçado sobre arquitectura e tecnologia em ambientes extremos.

Na Terra, a ureia é produzida à escala industrial para ser utilizada, por exemplo, no fabrico de fertilizantes, medicamentos ou cosméticos.

A esperança é que a urina dos astronautas possa ser essencialmente usada em estado puro numa futura base lunar, com pequenos ajustes no teor de água. Isto é muito prático e evita a necessidade de complicar ainda mais os sofisticados sistemas de reciclagem de água no espaço”, defendeu Marlies Arnhof.

Os investigadores vão prosseguir os estudos, esperando que esta nova argamassa com ureia ajude a proteger os astronautas dos “níveis nocivos de radiação ionizante”.

A equipa quer perceber se o basalto que existe também na superfície da Lua pode, efectivamente, reforçar o cimento e se o material de construção pode ser melhorado para proteger uma base lunar.

A especialista em engenharia de materiais Shima Pilehvar, co-autora do estudo e professora na Universidade de Ostfold, na Noruega, salientou que não só a exploração espacial, mas também a indústria “poderia beneficiar de receitas refinadas para polímeros inorgânicos resistentes ao fogo e ao calor”.

A ESA é parceira da congénere norte-americana NASA na missão Ártemis, com que os Estados Unidos ambicionam regressar à Lua em 2024, ao ter colaborado na construção da nave Orion, que levará os astronautas até à órbita lunar.

Sem se referir explicitamente a uma base lunar, a NASA espera “estabelecer missões sustentáveis” na Lua em 2028 para enviar posteriormente astronautas para Marte.

A China já manifestou a intenção de construir uma base na Lua, um conceito apoiado pela ESA, que tem apresentado o projecto “Moon Village” (aldeia lunar) como trampolim para Marte.

Em novembro, a ESA anunciou, sem estimar datas e sem concretizar os termos, que “os astronautas europeus voarão para a Lua pela primeira vez” e que iria iniciar o processo de recrutamento com esse objectivo.

Apenas astronautas norte-americanos estiveram na Lua, entre 1969 e 1972.

Texto

 

 

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3662: Lunark, a casa dos futuros moradores da Lua inspirada em origami

CIÊNCIA/ESPAÇO

(dr) SAGA Space Architects

Com a NASA determinada a levar seres humanos à Lua em 2024, as atenções estão voltadas para os habitats que irão abrigar a próxima geração de exploradores lunares.

Dois designers dinamarqueses projectaram uma “casa” para os futuros colonos da Lua, que esta a ser construída de forma totalmente independente e tem tudo aquilo que e necessário que para uma estadia confortável no satélite natural da Terra.

De acordo com o New Atlas, o módulo lunar recebeu o nome de Lunark e será testado no final do ano nos territórios frios e ventosos do norte da Gronelândia

A dupla dinamarquesa, Sebastian Aristotelis e Karl-Johan Sørensen, inspirou-se na arte chinesa de dobrar papel – origami – para planear esta “casa lunar” auto-expansível.

O Lunark foi projectado para facilitar o transporte para a Lua, usando uma estrutura de alumínio compacta que promete ser muito leve e, ao mesmo tempo, suficientemente forte, capaz de pousar na superfície com móveis, água e recursos internos antes sequer de se expandir para o tamanho final.

Instalados na estrutura de alumínio estão 328 painéis individuais conectados através de uma costura flexível hermética. No interior, há tudo aquilo que é necessário para que os futuros colonos desfrutem da estadia na Lua.

Segundo os designers, o interior inclui cabines com um bom isolamento acústico e painéis de luz circadianos para imitar os ciclos variáveis do clima, de modo a permitir que os seres humanos mantenham os seus ritmos circadianos saudáveis.

Para garantir que a vida na Lua não é assim tão monótona, haverá dentro da “casa” um jardim vertical para que os colonos possam cultivar hortaliças, uma impressora 3D para reparar equipamentos e uma estação de carregamento alimentada por painéis solares.

O módulo foi projectado para abrigar duas pessoas, e os dois designers querem colocar esta “casa lunar” à prova num ambiente do mundo real ainda este ano, no norte da Gronelândia. Espera-se que a experiência adquirida pelos arquitectos seja útil para os astronautas que retornarão à superfície lunar em 2024, como parte do programa Artemis da NASA.

Actualmente, a SAGA Space Architects está a arrecadar fundos para construir a versão em grande escala do Lunark, e recorreu à plataforma Kickstarter para atingir este objectivo.

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8 Maio, 2020

 

3658: Afinal, a Lua “não está morta” e pode ainda ter actividade tectónica

CIÊNCIA/GEOLOGIA

NASA

Afinal, a Lua pode não estar “morta”. Dois cientistas da Universidade Brown, nos Estados Unidos, concluíram que os processos tectónicos do nosso satélite natural podem ainda estar activos actualmente.

Em comunicado esta semana divulgado, os especialistas explicam que chegaram a esta conclusão depois de observarem no lado visível da Lua um sistema de cordilheiras nas quais podem ser distinguidas rochas recentemente expostas.

“Há uma suposição de que a Lua está morta há muito tempo, mas continuamos a descobrir que esse não é o caso (…) A Lua pode ainda estar a rasgar e quebrar [a sua superfície] – potencialmente nos dias de hoje – e podemos ver evidências disso nestas cordilheiras”, afirma Peter Schultz, cientistas e co-autor do estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada Geology.

Sabe-se que a superfície lunar é coberta por regolito, uma camada de poeira e pedras formada pelo impacto de asteróides. Como este satélite natural quase não tem atmosfera, o regolito – que se forma constantemente – deve estar distribuído de forma quase uniforme, estendendo-se por toda a rocha lunar.

Contudo, nota a Russia Today, graças a um instrumento espacial que funciona como um scanner térmico, Schultz e o seu colega Adomas Valantinas conseguiram detectar mais de 500 parcelas de rochas expostas, localizadas em cumes em todo o lado visível da Lua, algo que não está em linha com a hipótese que defende que a Lua é tectonicamente morta.

“Os blocos expostos na superfície têm uma vida relativamente curta, porque a acumulação de regolitos ocorre constantemente. Portanto, quando os vemos, deve existir alguma explicação de como e porque é que foram foram expostos em determinados lugares” na superfície lunar, diz ainda Schultz.

Ao mapear as cordilheiras identificadas, Schultz e Valantinas descobriram que estas correspondem quase perfeitamente às antigas fendas que se formara há 4,3 mil milhões de anos depois de a Lua ter colidido com um asteróide gigante.

“A correlação é quase de um para um. O que nos faz pensar que o que estamos a ver é um processo contínuo impulsionado por coisas que acontecem no interior da Lua”, sustenta Schultz, que acredita que os cumes continuam a crescer até hoje.

“Impactos gigantescos têm efeitos duradouros. A Lua tem uma memória longa. O que estamos a ver agora na sua superfície é o testemunho da sua longa memória e dos segredos que ainda guarda”, rematou.

A Lua é mesmo fruto de um evento catastrófico (e compartilha do “ADN” da Terra)

Os cientistas não têm dúvidas: a Lua nasceu de um evento catastrófico. Uma equipa de especialista afirma ter novas e…

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8 Maio, 2020

 

3657: Em 1110, a Lua desapareceu misteriosamente do céu (e já se sabe porquê)

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Em 5 de Maio de 1110, a Lua “abandonou” o céu. Nessa noite, ocorreu um eclipse lunar que foi registado na “Crónica Anglo-Saxónica”, uma série de manuscritos compilados em inglês antigo. Porém, em vez de ficar vermelha, a Lua desapareceu.

Segundo o jornal espanhol ABC, que cita os textos antigos, o céu estava limpo – “não havia luz, orbe e nada”. Porém, um véu de poeira cobria a Europa.

O fenómeno que impressionou os contemporâneos do início do século XII pode ter agora uma explicação. Investigadores da Universidade de Genebra acreditam que, nessas datas, pelo menos duas erupções vulcânicas escureceram o céu, fazendo com que as temperaturas no hemisfério norte caíssem cerca de 1°C.

O paleoclimatologista Sébastian Guillet e a sua equipa estudaram núcleos de gelo na Gronelândia e Antárctida. Esses núcleos retêm os aerossóis de sulfato e cinza que são lançados na atmosfera durante as erupções e, depois, pousam na neve.

De acordo com o estudo publicado este mês na revista científica Science, os cientistas verificaram a existência de vários picos de sulfato: um no núcleo antárctico em 1109 e vários nos núcleos de gelo da Gronelândia de 1108 a 1113.

Alguns cientistas acreditam que os picos são consistentes com a erupção de um vulcão gigantesco nos trópicos por volta de 1108, o que causaria chuvas de aerossol em todo o mundo durante vários anos.

Como a datação precisa de núcleos de gelo é muito complicada, os cientistas decidiram seguir outra pista que poderia corroborar a sua descoberta e analisaram os anéis de árvores da América do Norte, Europa e Ásia. As árvores desenvolvem anéis mais finos em climas mais frios e mais espessos nos mais quentes. Dessa forma, descobriram que 1109 estava aproximadamente 1°C mais frio do que o normal. Uma erupção vulcânica pode ter sido a culpada, uma vez que as partículas suspensas na atmosfera bloqueiam a luz solar e arrefecem o planeta.

A equipa reviu 17 manuscritos europeus e do Oriente Próximo que referenciaram eclipses lunares que ocorreram entre 1100 e 1120. Durante um eclipse lunar total, a Lua parece avermelhada por causa da forma como a luz solar se infiltra através da atmosfera do planeta. Porém, os aerossóis vulcânicos podem bloquear a luz do sol e obscurecer os eclipses lunares.

Os investigadores encontraram um texto referente a um eclipse lunar anormalmente escuro em 5 de maio de 1110. Isso coincide com pelo menos uma erupção que ocorreu por volta de 1108, registada nos núcleos de gelo, e provavelmente no Monte Asama de Japão em Agosto daquele ano.

“As suas partículas poderiam ter atingido a Gronelândia, mas provavelmente não a Antárctida. A circulação atmosférica torna muito difícil que erupções localizadas em altas latitudes atravessem os trópicos”, disse Guillet.

Uma única grande erupção nos trópicos, como sugeriram alguns cientistas, teria os mesmos problemas de circulação. Isso significa que pelo menos um outro vulcão precisou de acordar aproximadamente ao mesmo tempo. Porém, a equipa ainda não sabe onde poderá ter ocorrido.

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7 Maio, 2020

 

3646: Administração Trump prepara acordo para a mineração da Lua

 

ESPAÇO/NEGÓCIOS

Os Acordos de Artemis, a que a agência Reuters teve acesso, propõem zonas de segurança em redor de futuras bases no satélite natural da Terra para prevenir danos ou interferência de países ou empresas rivais a operar nas mesmas áreas.

Lua cheia em Maio.
© EPA/Jesus Diges

O presidente norte-americano, Donald Trump, estabeleceu como objectivo voltar a pôr um homem — e a primeira mulher — na Lua até 2024, como primeiro passo ter uma “presença sustentável” de humanos no satélite natural da Terra depois disso. Segundo a agência Reuters, estão já a ser preparados os acordos legais que permitirão também a mineração da Lua.

A Lua pode ser um manancial de recursos raros, considerados vitais para o futuro do nosso planeta. Além de metais raros, tem o gás hélio-3 (que poderá ser eventualmente usado na fusão nuclear) e água, que pode ser convertida em combustível e permitir uma maior exploração espacial.

De acordo com as fontes da agência de notícias, a ideia passa pela criação de “zonas de segurança” em redor das futuras bases de diferentes países ou empresas, para prevenir danos ou interferências. O acordo visa também a criação de uma base legal internacional para a exploração comercial dos recursos lunares, que permita às empresas poderem ser proprietárias dos recursos que minarem — algo que já existe na legislação norte-americana desde 2015.

“Isto não é uma reivindicação territorial”, disse uma das fontes à Reuters, sob anonimato. As “zonas de segurança”, cujo tamanho pode variar dependendo da operação — vai permitir coordenar entre os diferentes actores espaciais sem reivindicação de território ou soberania.

“A ideia é que se vais aproximar-se das operações de alguém, e eles declararam uma zona de segurança em redor, então precisas de os contactar antecipadamente e decidir como o podes fazer em segurança para todos”, acrescentou.

Os EUA são signatários do Tratado do Espaço Exterior, de 1967, segundo o qual os corpos celestes e a Lua “não estão sujeitos a apropriação nacional por reivindicação de soberania, através do uso ou ocupação, ou quaisquer outros meios”.

Os acordos de Artemis (que vão buscar o nome ao novo programa da NASA de colocar humanos novamente na Lua) querem substituir um debate longo nas Nações Unidas, com os EUA a alegar que negociar com países que não têm qualquer presença espacial seria improdutivo.

A Administração Trump irá apresentar os seus planos nas próximas semanas aos parceiros que considera terem um interesse semelhante ao dos EUA na Lua, como o Canadá, o Japão, os países europeus e os Emirados Árabes Unidos. Contudo, não há planos para contactar a Rússia (parceiro na Estação Espacial Internacional) ou a China (que acaba de testar um novo foguetão, com um protótipo de um vaivém espacial e uma nave de carga, sendo que esta se desintegrou no regresso à atmosfera).

A 27 de maio, a NASA tem previsto voltar a lançar uma missão tripulada a partir de solo norte-americano pela primeira vez em quase nove anos, depois de uma parceria com a Space X de Elon Musk. Desde 2011 e do fim do programa de vaivéns espaciais que a NASA depende dos russos para colocar astronautas na Estação Espacial Internacional.

Diário de Notícias

DN

 

3639: Caem na Terra 16 toneladas de rochas espaciais todos os anos

CIÊNCIA/GEOLOGIA

Edwin Aldrin / NASA
Pegada do astronauta Edwin Aldrin na Lua

Caem na Terra, em média, 16 toneladas de rochas espaciais, revelou uma nova investigação que analisou meteoritos encontrados na Antárctida. 

O clima, a superfície branca e o movimento do fluxo de gelo fazem da Antárctida uma boa localização para preservar e detectar rochas oriundas do Espaço, explicam os cientistas no novo estudo, cujos resultados foram publicados na revista Geology.

“A grande maioria dos objectos que atinge a Terra é realmente pequena. Estamos a falar de objectos que, quando atingem o solo, os seus fragmentos somam mais de 50 gramas. Portanto, normalmente, têm entre 10 a 50 quilogramas no total. Objectos maiores do que estes são realmente muito muito raros”, disse à BBC Geoff Evatt, matemático da Universidade de Manchester, no Reino Unido, e autor do estudo, citado pela BBC.

O estudo permitiu à equipa extrapolar os dados e aplicá-lo num ambiente global para deduzirem onde é que a maioria dos meteoritos acaba por cair.

Segundo os investigadores, este mapeamento pode ajudar a criar um melhor plano de contingência para a eventualidade de uma rocha espacial vier em direcção à Terra.

“A nossa modelagem também nos permite reavaliar o risco para a Terra de maiores impactos de meteoritos: é 12% maior no Equador e 27% mais baixo nos pólos do que se o fluxo fosse globalmente uniforme”, aponta o estudo.

“O investimento na metodologia fornece uma ferramenta valiosa para planear novas missões de recolha de meteoritos em regiões não visitadas da Antárctida”.

ZAP //

Por ZAP
4 Maio, 2020

 

spacenews

 

3637: NASA vai procurar água na Lua com lasers espaciais

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA / JPL-Caltech
Lunar Flashlight

A NASA projectou um CubeSat de seis unidades, projectado para procurar gelo na superfície da Lua usando lasers especiais.

A sonda, apelidada de Lunar Flashlight, vai usar lasers infravermelhos para iluminar regiões polares sombrias, enquanto que um reflectómetro de bordo irá medir a reflexão e a composição da superfície lunar. Esta lanterna a laser tem como principal objectivo detectar o gelo superficial encontrado no fundo das crateras lunares.

Apesar de os cientistas suspeitarem de que há gelo no interior das crateras mais frias e escuras da Lua, todas as conclusões obtidas até agora foram ambíguas. Barbara Cohen, investigadora da missão no Goddard Space Flight Center, explicou que, se a intenção é enviar astronautas para “desenterrar” o gelo, “é melhor ter a certeza de que ele existe”.

O projecto levado a cabo pelo Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA é a primeira missão que vai procurar gelo na Lua com a ajuda de lasers. Além disso, será também a primeira nave planetária a usar um propulsor “verde”, um novo tipo de combustível mais seguro.

A Lunar Flashlight irá passar dois meses na Lua, onde irá mergulhar no Pólo Sul para iluminar com os seus lasers as regiões mais sombrias. As crateras mais escuras, encontradas nos Pólos Norte e Sul da Lua, podem ser “armadilhas frias” que acumulam moléculas de gelo, derivadas de cometas e asteróides que afectaram a superfície lunar.

Assim que os lasers colidirem com a rocha lunar, a luz irá reflectir na nave e indicar a ausência de gelo. No entanto, se a luz for absorvida significa que estes “bolsos” lunares contêm água.

ZAP //

Por ZAP
5 Maio, 2020

 

spacenews

 

3629: NASA escolheu a SpaceX, Blue Origin e Dynetics para levar os seus astronautas à Lua

CIÊNCIA/ESPAÇO

Os planos da NASA estão bem definidos. Assim, em 2024 a agência espacial quer voltar à Lua e colocar novamente os seus astronautas no satélite natural da Terra. Nesse sentido, a NASA vai contratar empresas que vão tratar de todo o processo e agilizar os meio necessários.

Para tornar as missões Artemis numa realidade, a agência espacial revelou agora quais empresas que vão avançar e criar as suas propostas. As escolhidas foram a SpaceX, a Blue Origin e a Dynetics, que seguem agora para o próximo estágio.

Já se conhecem os finalistas da viagem à Lua

Foi no final da semana passada que a NASA revelou quais as empresas que irão avançar consigo para a criação dos módulos lunares das missões Artemis. Segundo as informações disponibilizadas, são 3 empresas que têm agora que desenvolver e maturar as suas propostas para novas avaliações.

A escolha, tal como previsto, recaiu sobre a SpaceX, Blue Origin e Dynetics. Contudo, estranhamento, houve uma empresa que ficou de fora. Falamos da Boeing, que esteve nos testes iniciais com a sua proposta e que seria uma das empresas quase óbvias.

Proposta da SpaceX

Os planos da NASA para o projecto Artemis

Conforme as ambições da nação, a criação destes módulos de alunagem é essencial para o sucesso destas missões da NASA, que vão levar a primeira mulher à Lua, acompanhada de outro astronauta. Este é um regresso importante dos EUA ao satélite natural da Terra.

Mesmo sendo uma proposta que vai contra os planos iniciais, esta deverá mesmo ser uma realidade em 2024. A ideia definida passava pela criação de uma estação lunar a orbitar o satélite natural da Terra.

Proposta da Blue Origin

SpaceX, Blue Origin e Dynetics são as escolhidas

A proposta da SpaceX assenta na sua nave Starship, que está a ser desenvolvida há alguns anos. O seu desenho está criado para permitir que alune com suporte do seu motor e que desça os astronautas por um elevador.

No caso da Blue Origin, a sua proposta é o Integrated Lander Vehicle (ILV), que é baseado no Blue Moon, que a empresa apresentou no ano passado. A construção ficará a cargo de várias empresas distintas.

Proposta da Dynetics

Dento de 1 ano será feita a escolha pela NASA

Por fim, a Dynetics tem como proposta o Dynetics Human Landing System. Fabricado por várias empresas, destaca-se pelos seus 2 painéis solares. As 2 últimas propostas vão ser colocadas na Lua pelo Space Launch System (SLS), que está a ser desenvolvido pela NASA e por um grupo de empresas, liderada pela Boeing.

Estas 3 empresas vão agora receber 967 milhões de dólares, divididos entre si. Assim, este dinheiro será usado para melhorar o design das suas propostas. Segundo as regras, estas propostas serão avaliadas dentro de 1 ano e vão dar origem à escolha final que será a base das missões Artemis.

Fonte: NASA
pplware
03 Mai 2020

 

spacenews

 

China wants a piece of the moon. Here’s how it plans to handle lunar samples.

SCIENCE

(Image: © NASA)

A glimpse into China’s readiness to handle samples from the moon reveals steps to be taken for storage, processing and preparation of the specimens.

China’s Chang’e 5 robotic moon mission is scheduled to launch later this year. That venture represents the third phase of China’s Chang’e lunar exploration program: returning samples from the moon.

The reported candidate landing region for Chang’e 5 is the Rümker region, located in the northern Oceanus Procellarum (“Ocean of Storms”). The area is geologically complex and known for its volcanic activity.

The Chang’e 5 mission has four main parts: an orbiter, ascender, lander and Earth reentry module, which will contain up to 4.4 lbs. (2 kilograms) of lunar surface and subsurface samples.

Related: China on the moon! A history of Chinese lunar missions in pictures

China plans to launch the ambitious Chang’e 5 lunar sample return mission later in 2020. (Image credit: Used with permission: Loren Roberts/The Planetary Society at https://www.planetary.org/)

Sample history

The former Soviet Union successfully executed three robotic lunar sample return missions. Luna 16 returned a small sample (101 grams) from Mare Fecunditatis (“Sea of Fertility”) in September of 1970; in February 1972, Luna 20 returned 55 grams of soil from the Apollonius highlands region; and Luna 24 retrieved 170.1 grams of lunar samples from the moon’s Mare Crisium (“Sea of Crisis”) for return to Earth in August 1976.

The United States brought back much more moon material. The six Apollo missions that touched down on the lunar surface from 1969 to 1972 collected 842 lbs. (382 kg) of lunar samples at different landing sites on the lunar surface, including rocks, core samples, lunar soil and dust.

China’s moon rock plans

In a paper that was scheduled to be presented last month at the Lunar and Planetary Science Conference (LPSC), which ended up being cancelled due to concerns about the novel coronavirus, lead author G. L. Zhang from the National Astronomical Observatory, Chinese Academy of Sciences, details the main tasks of the Ground Research Application System (GRAS) of the country’s lunar exploration project.

These tasks include: receiving lunar samples from the spacecraft system; establishing special facilities and laboratories for permanent local storage of samples and backup storage at another location; and preparation and preprocessing of lunar samples.

According to the requirements of the mission, GRAS formed a complete lunar sample preprocessing, storage and preparation plan.

This plan mainly includes: handover and transfer of lunar samples from the spacecraft system to GRAS, unsealing of the sample package, sample separation (drilled sample separation and scooped sample separation), sample storage (scooped and drilled samples) and sample preparation.

Related: Latest news about China’s space program

A lunar pipeline

A detailed pipeline for this plan is discussed in the LPSC paper.

First, the returned lunar samples will be divided into scooped samples and drilled samples after entering the lab. Both scooped and drilled samples will then be divided into four categories: permanent storage samples, backup permanent storage samples, scientific research samples and exhibition samples.

“All the tools that contact with lunar sample are made of stainless steel, Teflon, quartz glass or materials of known composition to strictly control the factors that will affect subsequent scientific analysis. The water and oxygen content in the glove box, filled with pure [nitrogen], will be strictly monitored to prevent the lunar samples from Earth pollution,” the LPSC paper notes.

U.S. and China approaches

“They seem to be taking a very similar approach to how we have (and continue to) process and curate Apollo samples (and other astromaterials in our collection),” said Ryan Zeigler, NASA’s Apollo Sample Curator and manager of the Astromaterials Acquisition and Curation Office of the Astromaterials Research and Exploration Science Division at NASA’s Johnson Space Center in Houston.

“There are a few minor differences, but that is to be expected since each mission has unique characteristics,” Zeigler told Inside Outer Space.

The Chinese are clearly taking seriously the handling, storage and preliminary examination of a potential set of new lunar samples. The technology described is in many ways similar to the technology in the NASA Lunar Sample Laboratory, noted Carlton Allen, a former NASA Astromaterials Curator. (He is now retired.)

“The use of a nitrogen atmosphere for preparation, subdivision and storage has proven both necessary and sufficient over 50 years of lunar curation at NASA,” Allen said.

Glovebox photos show that the nitrogen is maintained at positive pressure with respect to the laboratory atmosphere, which has proven important for contamination control.  The importance of restricting the materials that come into contact with the samples, another important aspect of contamination control, is also recognized.

The technology described by G. L. Zhang and colleagues “has the potential to make these future lunar samples directly comparable to Apollo and Luna samples, which could significantly increase the value of each sample set,” Allen said.

Leonard David is the author of the book Moon Rush: The New Space Race,” published by National Geographic in May 2019. A longtime writer for Space.com, David has been reporting on the space industry for more than five decades. Follow us on Twitter @Spacedotcom or Facebook.

Livescience
By Leonard David
19/04/2020

 

spacenews

 

3549: Odisseia da Apollo 13 foi há meio século

CIÊNCIA/ESPAÇO

Deveria ter sido um voo à Lua quase de rotina, mas um acidente mudou tudo. O resgate da tripulação, numa corrida contra o tempo, deu um filme

John Swigert, Jim Lovell e Fred Haise no dia anterior ao lançamento
© NASA

Ficou conhecida como “um falhanço bem-sucedido” (a successful failure), pôs um país inteiro – e muitos outros no mundo – a rezar, preso aos televisores, e deu um filme de suspense realizado por Ron Howard, com Tom Hanks num dos seus papéis marcantes. A missão Apollo 13, que quase terminou em tragédia e nunca chegou a pousar na Lua, foi lançada de Cabo Canaveral, na Florida, há meio século. A data cumpre-se este sábado.

Jim Lovell, o comandante da missão, John Swigert e Fred Haise partiram da mítica plataforma 39A do centro de lançamentos espaciais da NASA, em Cabo Canaverall, às 14.13 daquele dia 11 de Abril de há 50 anos, sem grandes fanfarras.

Depois da pioneira aventura da Apollo 11, que tinha acontecido em Junho do ano anterior, levando os primeiros seres humanos a pisar solo lunar, e após a repetição da façanha escassos meses depois, em Novembro desse mesmo anos de 1969, a partida da Apolo 13 era quase como que uma rotina, que apenas despertou um interesse residual quer por parte dos media, quer por parte do público.

Bastaram, no entanto, 56 horas de voo para que isso mudasse. E nos dois dias que se seguiram, na iminência de uma tragédia, a América e o mundo voltaram a ficar colados aos écrans de televisão.

Tudo aconteceu a 13 de Abril, sem que ninguém o esperasse – nem os técnicos em terra, nem a tripulação, já a caminho da sua grande aventura, a mais de 330 mil quilómetros da Terra.

Notando uma pequena diminuição na pressão no interior do módulo de serviço, o centro de controlo pediu ao piloto John Swigert, que cumpria a sua primeira missão no espaço, que fizesse uma operação de verificação de rotina dos tanques de oxigénio.

“Houston, we have a problem”

Foi então, em aviso, que se deu a súbita explosão de um dos tanques de oxigénio, que destruiu um painel externo do módulo que servia de casa à tripulação.

“Houston, temos um problema”, ouviu-se logo a seguir no centro de controlo.

A situação, como rapidamente se percebeu, era crítica, com os níveis de oxigénio a descerem rapidamente. Naquele exacto momento o objectivo da missão deixou de ser a descida no planalto lunar de Fra Mauro, como estava previsto, para passar a ser o resgate da tripulação, que teve de se refugiar no módulo lunar.

Tudo se concentrou a partir daí no regresso dos três astronautas à Terra em segurança, algo que não estava garantido.

A ante-visão da alunagem da Apollo 13, que nunca chegou a acontecer
© NASA

Seguiram-se dois dias de grande incerteza com o centro de controlo e os técnicos em terra numa corrida contra o tempo a terem de encontrar soluções para os problemas da tripulação e da viagem durante esse atribulado regresso. O pouco oxigénio que tinha sobrado era o maior dos problemas e foi preciso recorrer a um expediente técnico para conseguir produzir a bordo o oxigénio que estava em falta para toda a duração da viagem.

Contra todas as probabilidades, a missão acabou por ser um êxito – o tal falhanço bem-sucedido – que permitiu trazer de volta, sã e salva, a tripulação.

Cinco dias e 22 horas depois do lançamento, a pequena cápsula com os três astronautas amarou no Pacífico, às 13.07, hora local.

“O nosso objectivo há 50 anos foi salvar os nossos astronautas, levando-os ao outro lado da Lua e trazendo-os em segurança de volta a para a Terra”, disse o administrador da NASA Jim Bridenstine, citado num comunicado da NASA, sobre a celebração da efeméride. “Agora, o nosso objectivo é voltar à Lua e ficar lá, de forma sustentável. Estamos a trabalhar arduamente para assegurar que não precisaremos de responder a uma emergência deste tipo durante a missão, mas estaremos prontos para a responder a quaisquer problemas que venham a surgir”, garantiu Bridenstine.

Nascido em 25 de Março de 1928, James Lovell, era já um veterano do espaço quando comandou a Apollo 13. Antes tinha participado nas missões Gemini e fez parte da tripulação da Apollo 8 que fez o primeiro voo em torno da Lua. Aos 92 anos continua a participar em programas de divulgação do espaço.

Fred Haise, hoje com 86 anos, cumpria na Apollo 13 a sua primeira missão no espaço, como piloto do módulo lunar. Foi designado para a tripulação da Apollo 19, que foi cancelada por falta de fundos. Acabou por nunca ir à Lua.

John Swigert nunca mais voltou ao espaço. Deixou a NASA e em 1982 concorreu à Câmara dos Representantes e ganhou a eleição. Não chegou, no entanto, a a tomar posse porque morreu de cancro nesse ano.

Diário de Notícias

 

spacenews

 

3507: Ida à Lua em risco de não cumprir meta de 2024

CIÊNCIA/ESPAÇO/LUA

Neil Armstrong é também o primeiro homem a deixar uma pegada na Lua NASA

A NASA teve de suspender as actividades em dois centros de desenvolvimento devido à detecção de um trabalhador infectado com Covid-19

A pandemia gerada pelo novo coronavírus obrigou a NASA a encerrar dois centros de produção de lançadores – e na indústria aeroespacial já há quem admita que esse encerramento poderá levar a um adiamento do regresso à Lua com missões tripuladas, que a agência espacial dos EUA agendou para 2024.

“Sabemos que vai haver impactos nas missões espaciais da NASA, mas à medida que as nossas equipas têm vindo a trabalhar para ter uma análise completa dos cenários e reduzir riscos, decidimos que a nossa principal prioridade é a saúde e a segurança dos trabalhadores da NASA”, referiu Jim Bridenstine, administrador da NASA, num comunicado citado pela Reuters, que não fornece detalhes sobre o período de suspensão de actividades ou o eventual adiamento da ida à Lua.

Michoud Assembly Facility, Nova Orleães, e o Stennis Space Center, no condado de Hancock são os dois centros afetados pelas medidas agora anunciadas pelos responsáveis da NASA. Por serem considerados centros de desenvolvimento prioritários, estes dois centros não foram abrangidos inicialmente pelas medidas de isolamento, que levaram a maioria dos trabalhadores da NASA a deslocar os respectivos locais de trabalho para casa. Contudo, a deteção de um caso de infecção por Covid-19 entre um dos trabalhadores levou a alargar a lógica de teletrabalho para esses dois centros.

Da actividade dos dois centros agora suspensos depende o desenvolvimento do Space Launch System, que deverá dar a conhecer uma nova geração de lançadores, e ainda a cápsula tripulada que dá pelo nome de Orion, que tem em vista o transporte de humanos para a Lua e, posteriormente, para Marte.

Exame Informática
20.03.2020 às 15h59
Hugo Séneca

 

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3493: NASA: foguetão que vai à Lua está atrasado e não respeitou orçamento

CIÊNCIA/TECNOLOGIA

NASA

Um relatório interno mostra que o foguetão que deve ser usado para voltar à Lua em 2024 está atrasado dois anos e os custos estão milhões de dólares acima do esperado

Um departamento interno da NASA conclui que o programa Artemis, que prevê o regresso à Lua, está em risco caso os atrasos e o aumento de custos se continuem a verificar. “Todos os grandes elementos de contratos para desenvolvimento e construção do Space Launch System para os Artemis I –Stages, ICPS, Boosters, RS-25 Adaptation e RS-25 Restart passaram por vários desafios técnicos, problemas de desempenho e alterações de requisitos que resultaram num aumento de custo de dois mil milhões de dólares e um atraso de pelo menos dois anos”, afirma o documento revelado hoje.

O primeiro lançamento deste programa deve acontecer já na primavera de 2021, dois anos depois do inicialmente previsto. No entanto, não se prevê que a data para o regresso à Lua derrape para 2026. O programa para o SLS arrancou em 2010 oficialmente e, desde então, tem sofrido adiamentos sucessivos para as diferentes etapas.

Além da componente temporal, os desafios tecnológicos que, quer a NASA, quer os subcontratados enfrentam, conduziram a um aumento de custos associados, com o relatório a estimar que o programa Artemis vá custar mais de 17 mil milhões de dólares no fim do ano fiscal de 2020, dos quais seis mil milhões não estão reportados, noticia o Tech Crunch.

A data de 2024 pode vir a ser revista, à luz destes atrasos sucessivos que o programa tem vindo a registar, mas não se afigura que o cancelamento do Artemis esteja a ser equacionado para já. O departamento interno produziu várias recomendações no sentido de ajudar a NASA a manter uma maior contenção financeira e um controlo mais apertado dos compromissos assumidos pelos fornecedores, quer em termos de custos, quer em termos de prazos.

Exame Informática
12.03.2020 às 10h38

 

spacenews

 

3466: Veja a Lua da perspectiva dos astronautas da Apollo 13

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Nunca imaginou como foi que os astronautas da Apollo 13 viram a Lua? Qual o impacto de estar perto de um astro que está a 384.403 quilómetros da Terra? Decerto já passou pela mente como seria. Então, a NASA mostrou agora imagens fantásticas que nos dão uma perspectiva completamente arrebatadora do satélite natural do nosso planeta.

A agência espacial lançou na segunda-feira um vídeo da Lua do ponto de vista dos astronautas da missão da Apollo 13.

A Lua logo ali tão perto

A NASA lançou um vídeo, em resolução 4K, recorrendo aos dados da Lunar Reconnaissance Orbiter, uma nave espacial robótica da NASA que orbita a Lua. Como tal, a agência espacial deu a conhecer muitos dos aspectos vividos pelos astronautas da missão Apollo 13. Na verdade, estes nunca pousaram em solo lunar, mas fazem parte de um restrito grupo de seres humanos que viram a Lua de perto.

No vídeo, a NASA refere que os astronautas estiveram na escuridão durante oito minutos quando a nave estava entre o início da Terra e o nascer do Sol até que o terreno lunar emergiu. É aí que o vídeo começa.

A viagem da Apollo 13

A agência espacial leva-nos através do nosso satélite natural, vislumbrando o solo lunar, acompanhado de informações e de uma banda sonora. Depois de seguirmos “por trás” da Lua, a luz do Sol ilumina e dá forma ao astro que nos acompanha desde sempre, pelo menos desde que existimos.

Durante algum tempo, no lado escuro, os astronautas ficaram sem comunicações, o silêncio invadiu-lhes a alma, até que a Terra apareceu e a Apollo 13 restabeleceu o contacto via rádio com o Controlo da Missão.

O vídeo termina a mostrar a trajectória que os astronautas fizeram ao redor da Lua para voltar para casa em segurança.

Houston, we’ve had a problem

Astronautas da Apollo 13, John Swigert, Fred Haise e James Lovell planearam alunar. Contudo, durante as manobras, perderam acesso a um tanque de oxigénio necessário para fornecer ar e energia. Nessa altura, Swigert disse as famosas palavras: “Houston, we’ve had a problem (Houston, tivemos um problema)”, durante a missão. Como resultado, esta frase ficou até hoje e é uma das frases mais famosas na história da conquista do Espaço.

A tripulação de três homens circulou a Lua com sucesso e regressou em segurança à Terra.

Pplware
26 Fev 2020
spacenews

 

What’s up with that rock? China’s moon rover finds something strange on the far side.

SCIENCE/ASTRONOMY

Rock fragments, including one specimen (circled) targeted for analysis, discovered by the Yutu-2 rover.
(Image: © CNSA/CLEP/Our Space)

China’s Yutu-2 lunar rover has discovered what appear to be relatively young rocks during its recent exploration activities on the lunar far side.

The Chang’e-4 mission’s rover imaged the scattered, apparently lighter-colored rocks during lunar day 13 of the mission, in December 2019, according to the Chinese-language ‘Our Space‘ science outreach blog.

The specimens, which are quite different from those already studied by the rover, could round out the team’s insights into the geologic history and evolution of the area, called Von Kármán crater.

Closer inspection of the rocks by the rover team revealed little erosion, which on the moon is caused by micrometeorites and the huge changes in temperature across long lunar days and nights. That anomaly suggests that the fragments are relatively young. Over time, rocks tend to erode into soils.

The relative brightness of the rocks also indicated they may have originated in an area very different to the one Yutu-2 is exploring.

Chang’e-4 made a historic, first-ever soft landing on the far side of the moon in January 2019. Von Kármán, a roughly 110-mile-wide (180 kilometers) crater, is around 3.6 billion years old. Lava has flooded it multiple times since its formation, leaving it relatively smooth and dark. The crater itself lies within the South Pole-Aitken Basin, an even more massive and more ancient impact crater.

A rock fragment viewed by a Yutu-2 obstacle-avoidance camera. (Image credit: CNSA/CLEP/Our Space)

Dan Moriarty, NASA Postdoctoral Program Fellow at the Goddard Space Flight Center in Maryland, said the size, shape and color of the rocks provide clues to their origin.

“Because [the rocks] all look fairly similar in size and shape, it is reasonable to guess that they might all be related,” he told Space.com. “Chang’e-4 landed on a volcanic mare, [a] basalt patch, and those volcanic materials are much darker than normal lunar highlands crust. If these rocks are indeed brighter than the soil, it could mean that they are made up of a higher component of bright, highlands crust materials than the surrounding volcanic-rich soils.”

Image of the surface of Von Kármán crater from Yutu-2, released in February 2020. (Image credit: CNSA/CLEP)

Moriarty noted that higher-resolution images of the rock would provide more information. “If the rock has the appearance of many heterogeneous fragments ‘welded’ together, this would indicate a regolith breccia,” which are formed by the immense heat of a meteorite impact, he said. “If the rock appears more coherent, then it might be a primary crustal rock excavated by the impact.”

China recently published a huge batch of data and amazing images from the Chang’e-4 lander and Yutu-2 rover. However, the release did not include data from day 13, meaning high-resolution images of these intriguing specimens are not yet public.

Regarding the age of the rocks, Moriarty said that “fresh” is a relative term: In this case, it means that the rocks formed after the major resurfacing events in Von Kármán crater. “So that could be 10-100 million years [ago] or 1-2 billion years. It’s really hard to say definitively.”

To learn more, the Yutu-2 team navigated the rover in order to analyze one of the specimens with its Visible and Near-infrared Imaging Spectrometer (VNIS) instrument, which detects light that is scattered or reflected off materials to reveal their makeup.

Because the fragments are small and the lunar terrain is very challenging, the team made careful calculations and fine adjustments in order to get the rocks into the VNIS field of view, according to Our Space. This may account for the relatively short distance Yutu-2 traveled during lunar day 13: 41.3 feet (12.6 meters). Overall, Yutu-2 has driven 1,170 feet (357 m) since arriving in Von Kármán crater.

Yutu-2 looks back over tracks it made in the lunar soil. (Image credit: CNSA/CLEP)

Earlier in 2019, Yutu-2 made numerous approaches to an unidentified rock sample, which Our Space described as “gel-like.”

The Chang’e-4 lander and Yutu-2 completed their 14th lunar day of science and exploration on Jan. 31, ahead of sunset over the landing area in Von Kármán crater. Day 15 began on Feb. 17, with Yutu-2 due to head to the northwest and then southwest to reach a designated target point.

China plans to launch Chang’e-5, a sample-return mission, in the second half of this year. It will collect around 4 lbs. (2 kilograms) of samples from Oceanus Procellarum on the moon’s near side before returning to Earth. If this is successful, the backup Chang’e-6 mission could attempt to retrieve samples from the South Pole-Aitken Basin or the lunar south pole around 2023.

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Space.com
By Andrew Jones
20/022020

 

spacenews

 

3319: A Lua já teve o seu próprio campo magnético (e era mais forte do que o da Terra)

CIÊNCIA/ASTROFÍSICA/LUA

(CC0/PD) GuillaumePreat / Pixabay

A Terra tem um campo magnético, que protege a camada de ozono ao repelir ventos solares e que alimenta os principais sistemas de navegação do mundo. Aparentemente, a Lua também já teve o seu próprio campo magnético.

Uma bússola convencional que indica a direcção da Terra não serviria de nada na Lua, que hoje carece de um campo magnético global. No entanto, os cientistas acreditam que já existiu um campo magnético lunar há mil milhões de anos e provavelmente era ainda mais forte do que o campo magnético da Terra hoje.

No novo estudo, publicado esta semana na revista científica Science Advances, cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, conseguiram determinar este facto depois de estudar as amostras da Lua trazidas pela missão Apollo da NASA.

De acordo com um comunicado, o MIT mediu microteslas para determinar mudanças no campo magnético contra o magnetismo da Terra, que hoje é de 50 microteslas. As amostras de rocha, datadas de quatro mil milhões de anos, mediam cerca de 100 microteslas, o que significa que o campo magnético lunar era duas vezes mais forte do que o campo magnético da Terra.

Os cientistas teorizam que a Lua estava muito mais próxima da Terra há quatro mil milhões de anos e, naquele momento, a gravidade da Terra ajudou a Lua a manter o seu campo magnético. À medida que a gravidade da Terra exercia o seu efeito na Lua, agitando o seu núcleo de ferro, produzia um poderoso campo magnético chamado “dínamo”, que era gerado por correntes eléctricas.

Na Terra, estes são os movimentos que causam a erupção dos vulcões. Os mesmos movimentos fizeram com que o magnetismo da Lua ficasse mais forte durante um curto período de tempo, até que o nosso satélite natural se começou a afastar da Terra.

Alguns humanos podem sentir o campo magnético da Terra

Novas evidências experimentais recolhidas por cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos EUA, sugerem que o cérebro humano é…

Sem a gravidade da Terra para agitar o ferro no interior, o núcleo lunar começou a cristalizar há cerca de 2,5 mil milhões de anos. Uma vez completamente endurecido, não havia mais nada para gerar um campo magnético e a Lua ficou indefesa contra os fortes ventos solares.

Por aqui, a Terra ainda possui o seu próprio campo magnético, que tem passado por algumas transformações recentemente: o pólo norte magnético do nosso planeta parece estar a flutuar cada vez mais rápido em direcção à Sibéria.

ZAP //

Por ZAP
6 Janeiro, 2020

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3299: Musk espera que a Starship faça o seu primeiro voo dentro de dois a três meses

CIÊNCIA/ESPAÇO

Space X / Flickr

O primeiro voo da nave espacial da Space X Starship, projectada para transportar cargas e pessoas para a Lua e Marte, deverá acontecer, “com sorte”, dentro de “dois ou três meses”, de acordo com Elon Musk.

O multimilionário e visionário norte-americano, que é também CEO da Tesla, voltou no fim do ano a recorrer à sua conta de Twitter para revelar mais alguns detalhes da Starship.

Na mesma rede social, Musk partilhou um vídeo no qual mostra a construção da cúpula da nave, dando conta que trabalhou durante toda a noite na sua produção, dizendo ainda que esta é a “parte mais complicada da estrutura primária”.

Elon Musk @elonmusk

Was up all night with SpaceX team working on Starship tank dome production (most difficult part of primary structure). Dawn arrives …

A Starship “será o veículo de lançamento mais poderoso do mundo já desenvolvido, tendo capacidade de transportar mais de 100 toneladas para a órbita da Terra”, pode ler-se no site oficial da empresa norte-americana de sistemas espaciais.

No passado mês de Novembro, recorde-se, a Space X sofreu um contratempo: o primeiro protótipo da nave espacial de tamanho real ((o Starship Mk1) explodiu durante um teste nas instalações da empresa no estado norte-americano do Texas.

Na altura, Musk revelou que a Space X vai agora concentrar-se no desenvolvimento de protótipos mais avançados e não vai reparar o Mk1.

Recentemente, Elon Musk revelou quanto custará operacionalmente cada missão da Starship. Segundo o empresário, o custo será menor do que o de um pequeno foguete.

De acordo com as estimativas do empresário, a nave gastará 900.000 dólares só em combustível para deixar a Terra e entrar em órbita. “Se considerarmos os custos operacionais, talvez sejam 2 milhões de dólares”, apontou Musk.

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ZAP //

Por ZAP
2 Janeiro, 2020

 

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3298: Índia quer regressar à Lua já este ano

CIÊNCIA/ESPAÇO

Organização Indiana de Pesquisa Espacial

Três meses depois de ter falhado o lançamento do lander lunar Vikram, que se despenhou a 600 quilómetros do pólo sul, a Índia revelou na quarta-feira um novo plano para regressar à Lua e tornar-se, assim, no quarto país a alcançar o satélite, seguindo os passos dos Estados Unidos (EUA), da Rússia e da China.

Segundo noticiou esta quinta-feira o Observador, a missão Chandrayaan-3 pode descolar da Terra em 2020, já que o projecto está a correr “com tranquilidade”, de acordo com Kailasavadivoo Sivan, líder da Organização Indiana para Investigação do Espaço.

Como revelou o próprio, a instituição está a investir mais nos sistemas de lançamento para o espaço da missão Chandrayaan-3, projecto que inclui o desenvolvimento de um lander, um rover e um módulo de propulsão que vão custar 31 milhões de euros.

Os baixos custos das missões são a base dos planos espaciais da Índia. Em 2017, três anos depois de ter sido o primeiro país asiático a chegar a Marte, com apenas 66 milhões de euros, lançou 104 satélites numa única missão.

O país está também a preparar-se para ser a próxima nação a enviar astronautas para o espaço. Kailasavadivoo Sivan revelou que a agência espacial indiana já escolheu quatro astronautas para incorporar a primeira missão tripulada ao espaço e que todos vão começar os treinos já este mês, na Rússia.

A Índia tenciona enviar os primeiros astronautas para o espaço em 2022. Kailasavadivoo Sivan afirmou que a agência indiana está a fazer “bons progressos” nesse objectivo.

Já o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, afirmou estar confiante nas missões. “Vamos olhar para esta viagem e esforço com muita satisfação. As aprendizagens de hoje vão fazer-nos fortes e melhores. Vai haver um novo amanhecer e um amanhã mais brilhante muito em breve”, declarou.

ZAP //

Por ZAP
2 Janeiro, 2020

 

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