1514: Lua foi atingida por um meteorito durante a Super Lua de Sangue

A Super Lua de Sangue de segunda-feira permitiu filmar, pela primeira vez, um impacto lunar durante um eclipse. Há 22 anos que os cientistas tentavam fazê-lo.

Um meteorito caiu na Lua durante o eclipse de domingo para segunda-feira, quando o astro já estava vermelho, confirmou o astrónomo espanhol Jose Maria Madiedo, da Universidade de Huelva, em Espanha.

É a primeira vez que se filma o impacto de um meteorito na Lua durante um eclipse. O momento pode ser visto em vídeos que mostram um ponto luminoso na superfície lunar. Esse ponto é o impacto de uma Geminida, um meteoroide que resulta da passagem do asteróide 3200 Faetonte perto da Terra.

De acordo com as explicações de Madiedo, o corpo celeste colidiu com a superfície da Lua às 4 horas, 41 minutos e 38 segundos de segunda-feira, quando o nosso satélite natural já estava dentro da zona mais escura da sombra da Terra – umbra – e tinha assumido a cor vermelha que baptiza o fenómeno astronómico.

Apontados à Lua estavam oito telescópios do projecto MIDAS – Moon Impacts Detection and Analysis System – que tem como objectivo estudar os impactos na superfície lunar.

O próximo passo, explica Madiedo, é tentar determinar a origem e as características do meteoroide que atingiu a Lua no dia do eclipse. Sabe-se que é o resultado de uma chuva de estrelas chamada Geminidas e que faz parte do rasto deixado pela órbita do asteróide 3200 Faetonte.

Esse asteróide tem uma órbita semelhante ao de um cometa e cruza as trajectórias de Mercúrio, Vénus, Terra e Marte. As Geminidas são uma das principais chuvas de estrelas causadas por um corpo celeste que não um cometa. O corpo que caiu na Lua deve ter entre dois e dez quilogramas de massa.

Os cientistas esperam que os dados do projecto MIDAS possam revelar a frequência com que os impactos lunares acontecem. Conhecer essa realidade lunar vai ajudar a perceber com que frequência é que a Terra é atingida por corpos celestes vindos do espaço.

Como a atmosfera costuma destruir esses astros antes de chegarem à superfície terrestre, esse número é desconhecido dos cientistas. Mas os cientistas desconfiam que o número deve ser semelhante ao da Lua.

ZAP // Canal Tech / Gizmodo

Por ZAP
23 Janeiro, 2019

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802: A Lua de Sangue desta sexta-feira é o maior eclipse lunar do século

dougj55 / Flickr

Na próxima sexta-feira, 27 de Julho (HOJE), vai dar-se o mais longo eclipse lunar do século XXI, com mais de 102 minutos de duração, no qual a Lua, sem desaparecer, adquirirá um tom avermelhado.

Segundo um comunicado do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias (IAC), baseado em dados da NASA, este será um eclipse total “com o máximo centrado no Oceano Índico“.

Ao contrário dos eclipses solares, as manchas poderão ser vistas de qualquer lugar do mundo, a partir do momento em que a Lua apareça acima do horizonte.

Um fenómeno deste tipo ocorre quando a Lua passa pela sombra da Terra. A atmosfera da Terra, que excede cerca de 80 quilómetros até o diâmetro do nosso planeta, age como uma lente que desvia a luz do sol e “filtra efectivamente os seus componentes azuis, deixando apenas a luz vermelha que será reflectida pelo satélite”, assinada o IAC, para explicar “o brilho em tons de cobre tão característico” que a Lua adquire nessas ocasiões.

“Depois de dois anos sem eclipses totais da Lua na Europa, no próximo dia 27 de Julho poderemos ver a Lua Vermelha novamente”, explica Miquel Serra-Ricart, astrónomo do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias. Depois disso, acrescentou o cientista, será necessário esperar até Janeiro de 2019 para voltar a observar este curioso fenómeno.

A Lua começará a entrar na sombra da Terra pelas 18:24 horas UT e vai atingir a fase da totalidade do eclipse às 19:30 UT – durará 1 hora e 42 minutos.

O IAC vai transmitir o eclipse ao vivo através do seu canal, em colaboração com o projecto europeu Stars4all e com o Observatório HESS High Energy.

“Na transmissão ao vivo a partir da Namíbia, a escuridão produzida pelo eclipse permitirá descobrir objectos visíveis apenas a partir dos céus do sul”, acrescenta Serra-Ricart.

Por que será o eclipse lunar mais longo?

A cientista do Observatório Nacional, Josina Nascimento, explica e diz que “é tudo uma questão de geometria: neste eclipse da próxima sexta-feira a Lua vai passar bem no centro da sombra da Terra”.

Segundo Josina Nascimento, é fácil ver diversos planetas no céu durante o mês de Julho, principalmente Marte, que estará próximo da Lua no dia do eclipse.

“Vários planetas estão visíveis a olho nu no céu: Vénus está visível a oeste após o pôr do Sol, Júpiter já está alto no céu quando o Sol se põe, Saturno está visível também no início da noite a leste e Marte que está no auge do seu brilho, está visível a leste logo no início da noite”, explicou.

ZAP // RT / BBC

Por ZAP
27 Julho, 2018

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268: Vem aí a primeira Super Lua Azul de Sangue em 150 anos

(CC0/PD) Activedia / pixabay

Há quem tenha vivido a vida inteira sem presenciar o fenómeno incrível que Janeiro nos reservou. Na noite de 31 de Janeiro, os céus vão encher-se com uma Super Lua, uma Lua Azul e uma Lua de Sangue. A última vez que este fenómeno aconteceu foi há 150 anos.

Uma Super Lua, uma lua cheia no ponto orbital mais próximo da Terra, será a última de uma série de três: a primeira aconteceu a 3 de Dezembro e outra a 1 de Janeiro.

Além disso, por ser a segunda lua cheia do mês, o fenómeno é classificado também como uma Lua Azul. Isso acontece a cada dois anos e meio.

De acordo com a NASA, as super-luas são 14% maiores e 30% mais brilhantes que as luas cheias no apogeu, o ponto mais distante da órbita da Terra. Mas calma: estes dois eventos celestes – a Super Lua e a Lua Azul – serão acompanhados por um outro.

(dr) Phil Hart
Mudança de cores da Lua durante um eclipse lunar total (Mt Buffalo National Park, 16 Junho de 2011)

Durante um eclipse, a lua aparece avermelhada por causa da flexão da luz do Sol à volta do nosso planeta. É por isso que as luas totalmente eclipsadas também se chamam “luas de sangue”.

E aqui vai a notícia que torna este evento ainda mais raro: há um eclipse agendado para a mesma altura. Por isso, a NASA baptizou o evento de Super Lua Azul de Sangue.

Segundo o Space.com, a melhor localização para ver o evento é na Ásia Central e Oriental, Indonésia, Nova Zelândia e Austrália. Para a grande maioria incapaz de estar numa destas localidades, porém, ainda há uma maneira de observar o nosso satélite: o projecto The Virtual Telescope realiza uma transmissão em directo pela Internet.

A última vez que estes três eventos aconteceram ao mesmo tempo foi há mais de 150 anos. A última vez que os humanos viram um eclipse total de uma Lua Azul foi a 31 de Março de 1866.

ZAP // Sputnik News / Science Alert

Por ZAP
30 Janeiro, 2018

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220: Janeiro vai ter noite com Superlua, Lua Azul e Lua de Sangue: tudo ao mesmo tempo

giumaiolini / Flickr

O mês de Janeiro terá uma noite especial e muito rara. O mundo todo poderá observar a Superlua, a Lua Azul e a Lua de Sangue juntas no dia 31. É a primeira vez que esse fenómeno ocorre em 150 anos.

A Lua Azul não é um evento astronómico: representa apenas um ciclo lunar especial onde a lua cheia aparece duas vezes no mesmo mês.

Isso ocorre devido à diferença entre o calendário do ciclo, que tem 29,5 dias de média, e o gregoriano, usado na nossa sociedade, que tem entre 30 e 31 dias. De tempos em tempos, essa desigualdade causa o efeito da Lua Azul.

A Lua de Sangue é o nome dado para o satélite natural durante o eclipse lunar total. Nesse caso, a lua perde a sua cor brilhante e branca, ganhando um tom mais avermelhado.

O fenómeno poderá ser visto em qualquer lugar do mundo, desde que o céu esteja aberto o suficiente para não obstruir a visão.

É importante lembrar que, quanto mais escuro o ambiente, mais detalhes do céu ficam visíveis a olho nu.

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