2886: SpaceX quer enviar mais 40.000 satélites para o Espaço

CIÊNCIA

Depois de um primeiro lançamento em meados de maio, a Space X pretende agora colocar mais 30.000 pequenos satélites em órbita, revelam documentos apresentados pela empresa de Elon Musk às autoridades de telecomunicações.

De acordo com a New Scientist, que avança a notícia esta semana, o documentos em causa foram apresentados na semana passada à União Internacional de Telecomunicações, uma agência das Nações Unidas que coordenada o lançamento de satélites.

Os registos mostram que a empresa espacial norte-americana pretende lançar agora 20 conjuntos de 1500 satélites – ao todo, o novo lançamento tem como objectivo enviar 30.000 pequenos satélites para o Espaço, o que é aproximadamente o triplo dos satélites já colocados em órbita até agora.

A Space X tem autorização para colocar quase 1.200 satélites em baixa órbita terrestre. Deste, 60 satélites foram já lançados para o Espaço em maio passado – e fizeram soar os alarmes de vários cientistas. Os especialistas temem que o sistema de satélites interfira nas observações visuais e até na radioastronomia.

“Com tantos satélites [em órbita], é necessário haver uma análise muito, muito próxima, dos riscos de colisão, descarte e reentrada (…) A SpaceX terá aprendido muito com a sua primeira geração de 60 Starlink, mas quanto mais satélites tivermos num determinado volume de espaço, mais abordagens mais teremos”, explicou o especialista Hugh Lewis, da Universidade de Southampton, Reino Unido, ao mesmo portal.

A Space X, por sua vez, sustenta que as “constelações” de satélites servirão ara oferecer Internet de banda larga para todos os cantos do mundo a partir da órbita baixa da Terra, podendo também ser utilizadas para levar a cabo observações do nosso planeta.

De acordo com a empresa espacial, o risco de criar detritos orbitas ao longo prazo é baixo porque a atmosfera é espessa o suficiente para arrastar os satélites ou pedaços de lixo espacial para uma determinara zona onde estes irão queimar-se.

Além disso, a Space X está a produzir satélites de cor preta, visando reduzir o seu impacto nas observações astronómicas, uma das preocupações levantadas pela comunidade científica aquando o primeiro lançamento.

Dando conta que a procura por uma Internet mais rápida e confiável está a aumentar, a Space X explica ainda à New Scientist que “está a tomar medidas para escalar de forma responsável a capacidade total da rede e a densidade de dados da Starlink para dar resposta ao crescimento das necessidades que os utilizadores terão no futuro”.

ZAP //Por ZAP
23 Outubro, 2019

 

2775: Guerra nuclear entre Índia e Paquistão poderia matar 100 milhões e provocar arrefecimento global

AMBIENTE

rclarkeimages / Flickr

Um estudo criado por investigadores mostra como uma guerra entre a Índia e o Paquistão causar a morte de 100 milhões de mortes, ao que se seguiria a fome em massa a nível global à medida e um novo período de arrefecimento no planeta, com temperaturas não vistas desde a última Era Glacial.

Num artigo publicado quarta-feira, citado pelo Raw Story, os cientistas relatam um cenário criado para o ano 2025, no qual militantes atacam o parlamento indiano, matando a maioria dos seus líderes. Nesse mesmo cenário, Nova Deli retalia, enviando tanques para a parte de Caxemira controlada pelo Paquistão.

Temendo ser invadida, Islamabade atinge as forças invasoras com armas nucleares, desencadeando uma troca crescente – que se torna o conflito mais mortal da História – e envia milhões de toneladas de fumo negro e espesso para a atmosfera.

Este cenário projectado pelos investigadores surge num momento de renovadas tensões entre os dois países, que travaram várias guerras pelo território de maioria muçulmana de Caxemira, e que estão a construir arsenais atómicos. Cada país tem já cerca de 150 ogivas nucleares à sua disposição e o número deverá subir para mais de 200 em 2025.

“A Índia e o Paquistão continuam em conflito por Caxemira e todos os meses lemos sobre pessoas a morrer ao longo da fronteira”, disse à AFP o professor de Ciências Ambientais da Rutgers University, Alan Robock, em dos autores do artigo.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, abandonou em Agosto a autonomia da parte da Caxemira controlada por Nova Deli, com o seu homólogo paquistanês, Imran Khan, a avisar que a disputa poderia transformar-se numa guerra nuclear.

Pierre J. / Flickr

O último conflito na fronteira dois países ocorreu em Fevereiro, terminando depois de o Paquistão devolver à Índia o corpo de um piloto abatido.

Arrefecimento catastrófico

Tendo por a população actual e os centros urbanos – que provavelmente seriam alvos -, os investigadores estimaram que até 125 milhões de pessoas poderiam ser mortas se fossem usadas armas de 100 quilotons – seis vezes mais potentes que as bombas lançadas em Hiroshima. Durante a 2.ª Guerra Mundial, foram mortas entre 75 e 80 milhões de pessoas.

A pesquisa constatou que tempestades de fogo em massa desencadeadas pelas explosões das armas nucleares poderiam liberar entre 16 a 36 milhões de toneladas de fuligem (carbono preto) na atmosfera, que se espalhariam pelo mundo em semanas.

Essa fuligem, por sua vez, absorveria a radiação solar, aquecendo o ar e aumentando a fumaça. A luz solar que atinge a Terra diminuiria de 20 a 35%, arrefecendo a superfície de entre dois a cinco graus Celsius e reduzindo a precipitação em 15 a 30%.

A isso se seguiria a escassez mundial de alimentos, com os seus efeitos a persistir durante aproximadamente uma década.

“Espero que nosso trabalho faça as pessoas perceberem que não se podem usar armas nucleares. São armas de genocídio em massa”, indicou ainda Alan Robock à AFP, acrescentando que as evidências do estudo apoiam o Tratado da ONU, de 2017, sobre a Proibição de Armas Nucleares.

TP, ZAP //

Por TP
4 Outubro, 2019

 

2475: Elon Musk quer largar bombas nucleares em Marte

Elon Musk quer bombardear o “planeta vermelho” para torná-lo habitável para a raça humana. Pode parecer contraditório, mas a ideia do fundador da Tesla e da SpaceX até poderia resultar.

Bombardear Marte para tornar o planeta habitável para humanos. Sim, é esta a solução de Elon Musk, que já tinha sido mencionada anteriormente pelo empresário americano, e que voltou à tona após tweets publicados na sexta-feira passada.

Nuke Mars!

Elon Musk @elonmusk

T-shirt soon

 

Bombardeiem Marte!“, escreveu Musk. “T-shirt disponível em breve”, acrescentou, prometendo uma espécie de merchandising relativo à ideia.

Não se sabe até que ponto é que Elon Musk está a falar a sério, mas algumas das suas mais disparatadas ideias anteriores  — veja-se o hyperloop, o lança-chamas pessoal, e para começar, um famoso “super-desportivo eléctrico com autonomia para 500km” que há 10 anos parecia ficção — acabaram mesmo por se tornar realidade.

E a verdade é que a ideia não é completamente disparatada. O uso de bombas nucleares em Marte, dizem alguns especialistas, poderia fundir as calotas polares do planeta e libertar grandes quantidades de dióxido de carbono para a atmosfera.

Isto permitiria criar uma espécie de efeito de estufa, que acabaria por aumentar a temperatura e a pressão atmosférica do planeta. Teoricamente, estas condições tornariam o planeta habitável para seres humanos.

Em 2015, Musk esteve no talk show americano “The Late Show with Stephen Colbert”, onde abordou a sua ideia de colonizar Marte.

Durante a entrevista, o CEO da SpaceX disse que havia duas formas de aumentar a temperatura do planeta: uma rápida e uma lenta. Desafiado a falar sobre a alternativa mais célere, Musk falou em bombardear Marte com armas nucleares.

Em Novembro do ano passado, Musk disse que havia uma probabilidade de 70% de ir viver para Marte. Além disso, disse que bilhetes para uma viagem ao planeta podem estar disponíveis daqui a sensivelmente seis anos, por “alguns milhares de dólares”.

Confrontado com a hipótese de a mudança para Marte ser um refúgio dos ricos para os problemas da Terra, o norte-americano de 47 anos, respondeu que não achava que seria, uma vez que há uma maior probabilidade de morrer em Marte.

A probabilidade de morrer em Marte é muito maior do que na Terra“. Se aterrar, quer “trabalhar sem pausas para construir a base. Não haverá muito tempo para lazer. E mesmo depois de fazer tudo isto, será um ambiente muito difícil. Portanto haverá uma boa hipótese de morrer”, acrescenta.

Entretanto, Elon Musk continua a gostar de se manter fiel às suas promessas. Aqui estão as prometidas t-shirts “Nuke Mars”.

Elon Musk

@elonmusk

ZAP //

Por ZAP
19 Agosto, 2019