2594: O lixo espacial ameaça as comunicações terrestres

CIÊNCIA

YouTube / ESA

O lixo espacial está a tornar-se “numa grande preocupação para a comunidade internacional”, alertou a directora do Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior (UNOOSA). Em declarações à EFE, a responsável disse ainda que estes vestígios ameaçam mesmo as comunicações terrestres.

Desde meados do século XX, quando a corrida espacial arrancou, foram realizados mais de 5.000 lançamentos para o Espaço, que levaram à acumulação de cerca de 23.000 objectos em órbita. Destes, apenas 1.200 são satélites em funcionamento, de acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA). A maioria restante não tem qualquer utilidade, é lixo espacial.

“À medida que o número de actores e o número de objectos lançados para o Espaço aumenta, o problema [do lixo espacial] torna-se numa grande preocupação para a comunidade internacional”, explica Simonetta Di Pippo, citada pela agência EFE.

Toda a situação se agrava, uma vez que ocorre uma espécie de efeito em cadeia: quanto mais objectos em órbita, maior é a probabilidade de ocorrem novas colisões, criando assim mais lixo espacial. Um satélite “morto” pode gerar vários fragmentos destes vestígios.

Tanto a ESA como a Agência Espacial Federal da Rússia (Roscosmos) estimam que existam cerca de 700.000 objectos ou fragmentos como mais de um centímetro e sem utilidade a orbitar a alta velocidade – 56.000 quilómetros por hora – à volta da Terra.

Um eventual impacto de qualquer um destes milhares de elementos contra um satélite em funcionamento ou contra a estrutura de uma estação espacial pode causar danos significativos e várias disfunções, inclusive nas comunicações terrestres.

“Devido ao risco de colisão, os satélites de telecomunicações e, em geral, todos os nossos objectos funcionais no Espaço sideral, enfrentam um risco maior de danos devido aos detritos espaciais”, sustentou a responsável da ONU.

O lixo espacial é classificado de acordo com o seu tamanho em três categorias: detritos com menos de um centímetros, de um a dez centímetros e mais de dez centímetros.

Embora o impacto de detritos espaciais como menos de um centímetro não represente nenhuma ameaça significativa, os vestígios com vários centímetros não são apenas os mais numerosos, como também os mais perigosos.

Para já, não há legislação – só ideias

Actualmente, não existe nenhuma legislação internacional que obrigue entidades estatais ou empresas privadas a evitar ou diminuir a produzir este tipo de resíduos.

Contudo, nos últimos anos, surgiram algumas iniciativas para reduzir o lixo espacial, que vão desde a projecção de objectos que desaparecem em órbita depois de cumprirem a sua missão, bem como projectos para remover detritos já exististes.

Exemplo desta última é o “laço” espacial apresentado por cientistas russos. Recorrendo a um loop espacial, um módulo seria seria conectado através de de um cabo para os níveis superiores dos foguetes para capturar e remover detritos espaciais em órbita.

Apesar das novas tecnologias e projectos, a responsável da ONU diz que se espera que o lixo espacial venha à aumentar, uma vez que a corrida espacial continua a desenvolver-se e, principalmente, porque uma uma nova geração de pequenos satélites de baixo custo começou a invadir o espaço – é o caso da Starlink, de Elon Musk, lançada em maio. Também Jeff Bezos, proprietário da Amazon, tem ideias para um projecto semelhante.

“Embora a nova tendência de colocar grandes constelações de satélites em órbita possa beneficiar muito as tecnologias de comunicação, esta também tem o potencial de gerar novos detritos espaciais, principalmente devido ao maior risco de colisão e ao maior número de lançamentos por ano”, alerta a especialista.

“Outra preocupação com essas mega-constelações está relacionada uma uma eventual poluição luminosa, que poderia complicar a observação e a investigação espacial”.

“Como qualquer outra actividade espacial, os benefícios e perigos das mega-constelações devem ser pesados. A transparência e a cooperação internacional nos procedimentos para colocar as mega-constelações no espaço serão essenciais para mitigar o problema e garantir a segurança futura do ambiente espacial”, rematou.

ZAP //

artigos relacionados: https://inforgom.pt/eclypsespacenews/2019/09/05/sabia-que-por-cima-da-sua-cabeca-gravitam-mais-de-19-500-objectos-de-lixo-espacial/

Por SA
7 Setembro, 2019

 

2576: Sabia que por cima da sua cabeça gravitam mais de 19 500 objectos de lixo espacial?

Ontem vimos que há já “falta de espaço” no Espaço. Poderá ter suscitado alguma dúvida, mas se olhamos para os números poderemos perceber porque está a ficar apertado o Espaço em redor da Terra. Há mais de 19 500 objectos de lixo espacial flutuam por cima das nossas cabeças. Cada vez há mais lixo, mais poluição e mais risco destes objectos chocarem uns com os outros.

A Rússia e os Estados da ex-URSS são os que mais objectos enviaram para órbita, seguidos de perto pelos Estados Unidos.

Lixo espacial cresce a um ritmo alucinante

O lixo espacial que actualmente cerca a Terra, mais conhecido como detritos espaciais, continuam a crescer e agora totalizam já 19 524 objectos, de acordo com dados do Orbital Debris Program Office da NASA, actualizado em 30 de Junho de 2019.

Esta contagem anual feita pela agência espacial americana conta o número de satélites activos ou inactivos que foram lançados, ou deslocados das suas órbitas para serem lançados no mar, bem como de foguetes espaciais antigos e funcionais, e outros objectos resultantes da fragmentação de detritos, gerados, por exemplo, em explosões.

Rússia é quem mais produz lixo espacial

De forma detalhada, desses 19 524 corpos espaciais ao redor do planeta, a Comunidade de Estados Independentes (CEI) – antiga União Soviética – é tida como aquela com maior quantidade de lixo descartado no espaço, com um total de 6 589 objectos (102 mais do que o reflectido no relatório anterior, actualizado em 1 de Abril deste ano).

Por sua vez, os Estados Unidos seguem logo atrás com 6 581 destroços em órbita (mais 39 desde a última análise). No entanto, o número de fragmentos gerados neste país aumentou a um ritmo mais rápido do que a antiga URSS nos últimos anos. Assim, a diferença entre os dois está a diminuir. No final de 2016, os Estados Unidos eram responsáveis por 5 719 fragmentos, enquanto a Rússia havia gerado 6 346 até então.

Assim, até hoje, a Rússia continua a ser o maior criador de detritos espaciais, à frente dos Estados Unidos. A China já está em terceiro lugar, com 4 044 detritos em órbita (4 019 em 1 de Abril).

Além destes, segue a bom ritmo, com um total de 290 peças, o Japão. Colados aos nipónicos estão os indianos. Sim, a Índia é já responsável por 254 fragmentos (41 novos em 3 meses).

ESA é mais comedida no que coloca em órbita

Por sua vez, a Agência Espacial Europeia (ESA) continua a ser a entidade que menos poluição espacial faz. Assim, lança para o espaço os objectos menos descartados, com 145 contabilizados. Ao lado do Japão, eles são os únicos que não geraram detritos espaciais desde início de Abril.

Há também países que, independentemente da agência espacial a que pertencem, também enviam dispositivos espaciais na órbita da Terra. Assim, é o caso dos 556 franceses ou dos 1 065 de “outras” nações (1 052 até 1 de Abril).

NASA vigia o lixo e actua como fiscal

O programa de controlo de detritos espaciais da NASA é o U.S. Space Surveillance Network (SSN). A iniciativa está a ser desenvolvida pelo Governo dos EUA. Assim, o seu principal objectivo é detectar, controlar, catalogar e identificar esses objectos feitos pelo homem que orbitam a Terra.

Também é responsável por prever quando e onde um objecto irá cair novamente na Terra, qual é sua posição no espaço, detectando novos corpos residuais no espaço e a que país eles pertencem, e informando à NASA se esses objectos interferem com a Estação Espacial Internacional (ISS).

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Imagem: Media DC
Fonte: Orbital Debris

 

1879: Cientistas russos propõem combater lixo espacial com um “laço”

YouTube / ESA

Um equipa de cientistas russos propõe capturar e remover os detritos espaciais que orbitam a Terra através de um módulo especial que seria ligado através de um cabo aos níveis superiores dos foguetes – seria uma espécie de “laço”. 

O projecto – apelidado por vários média internacionais, incluindo a Russia Today como “Laço Espacial” – é descrito num relatório que será apresentado numa conferência em Moscovo sobre o lixo espacial e as suas consequência.

O módulo, adianta a emissora russa, seria separado do veículo de lançamento, ao qual ficaria ligado através de um cabo. Posteriormente, o módulo seria acoplado ao detritos espaciais, o cabo seria puxado e o veículo de lançamento retiraria os detritos em órbita.

Ou seja, para levar a cabo este projecto é necessário desenvolver um módulo de acoplamento de transporte, um sistema de cabos, bem como um sistema de acoplamento com detritos espaciais, precisa o mesmo relatório.

Outra das ideias que será apresentada na conferência defende a integração de um laser na Estação Espacial Internacional para combater os detritos em órbita.

Em Outubro de 2018, uma equipa de cientistas do Japão desenvolveu também uma “arma” para combater este problema, um satélite de feixes de plasma (propulsor de iões). A investigação foi publicada na revista científica Nature no dia 26 de Setembro.

Actualmente, existem na órbita terrestre mais de 7 mil fragmentos de destroços – satélites abandonados, propulsores, lixo genérico e até lascas de tinta. Com dimensões maiores ou menores, todos estes destroços têm potencial para causar uma colisão devastadora entre satélites ou naves.

ZAP //

Por ZAP
24 Abril, 2019

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1611: Veja como é possível apanhar lixo espacial com um arpão

Experiência conduzida pela Universidade de Surrey mostra sucesso do satélite RemoveDEBRIS

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O satélite RemoveDEBRIS, uma das primeiras tentativas para lidar com a acumulação de detritos espaciais perigosos, conseguiu usar com sucesso o seu sistema em arpão de captura em órbita. A experiência foi filmada para que todos possam ver como funciona este sistema:

O arpão projectado pela Airbus Stevenage tem uma lança de 1,5 metros implantada a partir da nave espacial. Nesta experiência, o arpão foi disparado a uma velocidade de 20 metros/segundo para penetrar no alvo e demonstrar a capacidade do arpão para capturar detritos.

RemoveDEBRIS é uma pequena missão de satélite com o objectivo de testar técnicas de remoção de detritos activos usando um arpão. O satélite é projectado, construído e fabricado por um consórcio de empresas espaciais e instituições, liderado pela Universidade de Surrey, no Reino Unido. A nave espacial é operada em órbita por engenheiros da Surrey Satellite Technology Ltd, em Guildford, no Reino Unido. O projecto é co-financiado pela União Europeia.

Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), há mais de 750 mil objectos com mais de um centímetro a orbitar a Terra. Naves e sondas defuntas, restos de foguetões usados, mas também parafusos e até pedaços de tinta solta – é deste tipo de lixo que falamos e, depois de seis décadas de exploração espacial, há mais de sete mil toneladas no espaço. A maioria foi gerada por mais de 250 explosões.

Este lixo é um perigo para os satélites e para as missões espaciais, nomeadamente para a Estação Espacial internacional (ISS, na sigla em inglês), e para operações futuras. Isto porque a uma velocidade média de 40 mil quilómetros por hora, o impacto gera uma energia semelhante à explosão de uma granada de mão.

Esta foi a terceira experiência bem sucedida do projecto RemoveDEBRIS. A equipa está a agora a preparar o teste final, que irá realizar-se em Março. Guglielmo Aglietti, director do Centro Espacial de Surrey, na Universidade de Surrey, disse: “Este é o teste mais exigente da RemoveDEBRIS. O projecto RemoveDEBRIS dá-nos fortes pistas sobre o que pode ser alcançado com o poder da colaboração – reunindo a experiência de toda a indústria e o campo de pesquisa para alcançar algo verdadeiramente notável.”

Já Chris Burgess, engenheiro na Airbus Defence and Space, não tem dúvidas de que “o sucesso na demonstração espacial da tecnologia de arpão é um passo significativo para resolver a crescente questão dos detritos espaciais”.

Chris Skidmore, ministro de Estado das Universidades, Ciência, Pesquisa e Inovação, explicou ainda: “Os escombros espaciais podem ter sérias consequências para os nossos sistemas de comunicação se chocarem com satélites. Este projecto mostra que especialistas britânicos estão a encontrar respostas para esse problema usando um arpão, uma ferramenta que as pessoas usaram ao longo da história”.

Diário de Notícias
18 Fevereiro 2019

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– Desconhecia que no novo Acordo Ortográfico – que repudio solenemente, por isso, todos os textos inseridos neste Blogue são corrigidos para o Português de Portugal e não brasuquês -, existiam também as palavras: Européia, conseqüências. Já nem conseguem disfarçar o brasuquês com que escrevem. nem se preocupam em traduzi-lo correctamente para o Português de Portugal!!!

1105: Cientistas criam arma de plasma para eliminar lixo espacial

NASA
Propulsor de iões da NASA

Investigadores criaram satélite de feixe de plasma – propulsor de iões –  para limpar a órbita da Terra dos detritos espaciais.

Investigadores da Universidade de Tohoku, no Japão, e da Universidade Nacional da Austrália, criaram um satélite de feixe duplo que produz um impulso de iões que desacelera os detritos para que estes possam ser queimados na atmosfera da Terra.

Actualmente na órbita terrestre existem mais de 7 mil pedaços de destroços – satélites abandonados, propulsores, lixo genérico e até lascas de tinta. Com dimensões maiores ou menores, todos estes destroços têm potencialidade para causar uma colisão devastadora entre satélites ou naves.

Tendo em vista esse perigo, é cada vez maior a preocupação dos cientistas em limpar as pistas orbitais ao redor da Terra. Apesar de este sector da limpeza espacial estar ainda num estado embrionário já há algumas inovações.

Intitulado de “Pastor Iónico”, o novo dispositivo para a limpeza espacial foi teoricamente pensado para eliminar o lixo espacial. A investigação foi publicada na revista Nature no dia 26 de Setembro.

Segundo a teoria da investigação, este satélite-caçador seria não tripulado e orbitaria a Terra como se se tratasse de um fragmento. O satélite usaria o escape do seu propulsor de iões para desacelerar os alvos detectados de modo a que estes se queimem na reentrada na atmosfera terrestre.

Na teoria, a invenção demonstrou todo o potencial para ser uma aposta futura. Contudo, na prática, a realidade não se mostrou assim tão simples. E tudo por causa de Newton.

A equipa de investigação liderada por Kazunori Takahashi calculou ser possível construir um propulsor com poder suficiente para desacelerar os detritos mas encontraram uma grande barreira – a 3ª lei de Newton que afirma que para cada acção, existe uma reacção igual e oposta.

Portanto, segundo a lei de Newton, o propulsor conseguirá afectar os detritos, mas também sairá afectado nessa interacção.

Para ultrapassar esta barreira, a equipa de investigadores montou dois propulsores, em sentidos opostos, no satélite-caçador. Contudo, essa solução significaria a duplicação de um número desconcertante de sistemas, tornando o satélite muito mais complexo e pesado. Além disso, equilibrar a ignição dos dois propulsores, para que o satélite-caçador permaneça a uma distância constante do alvo, seria muito complicado.

Reformulando a investigação, a equipa decidiu criar um novo propulsor bidireccional que age como as espingardas militares sem recuo que têm o cano da arma aberto em ambas as extremidades para diminuir ao máximo o recuo provocado pelo disparo e pela 3ª lei de Newton.

Em vez de serem parados pela culatra convencional, os gases em expansão da carga do propulsor são enviados pela parte aberta traseira enquanto o projéctil voa em frente – a descarga bidireccional equilibra as forças, resultando em muito pouco ou nenhum recuo e mantendo o satélite-caçador no mesmo lugar.

“O propulsor de plasma é um sistema sem eléctrodos, que permite realizar longas operações num alto nível de potência”, disse Takahashi. “Esta descoberta é consideravelmente diferente das soluções existentes e contribuirá substancialmente para o futuro da actividade humana no espaço”.

O feixe de íons tem sido testado sob condições controladas de laboratório, e não há, para já, qualquer anúncio sobre quando será desenvolvido para testes práticos.

Por ZAP
5 Outubro, 2018

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1044: Satélite do Reino Unido RemoveDebris realiza o primeiro teste de remoção de lixo espacial

CIÊNCIA

Há dados recentes que dão conta da existência de quase 8000 toneladas de lixo espacial em órbita, incluindo cerca 29.000 objectos com mais de dez centímetros e mais de um milhão pequenos demais para poderem ser seguidos. As colisões acontecem e todos os pedaços, mesmo os mais pequenos de apenas um milímetro, revelam-se perigosos.

Para combater o problema dos detritos no espaço está em desenvolvimento um projecto europeu, liderado pelo Centro Espacial Surrey da Universidade de Surrey, que realizou a primeira demonstração bem-sucedida da tecnologia de remoção de lixo espacial.

Projectado e fabricado por um consórcio que inclui a Airbus, o ArianeGroup e a Surrey Satellite Technology (SSTL), subsidiária da Airbus, o satélite RemoveDebris, usou uma rede especialmente desenvolvida para capturar um alvo implantado simulando um fragmento espacial.

Num vídeo do teste realizado pelo satélite, podemos ver a rede a ser disparada, envolvendo com sucesso os detritos simulados, que estão no espaço a cerca de 10 metros de distância da nave espacial. Durante os testes, a rede é separada do satélite. No entanto, a visão final é que este dispositivo permaneceria ligado para que o satélite pudesse arrastar os resíduos para fora da órbita.

O dispositivo foi implantado na Estação Espacial Internacional (ISS), tendo sido lançado a bordo do veículo espacial SpaceX Dragon em Abril de 2018.

Como já falámos atrás, os destroços espaciais são um problema crescente, com cerca de 8000 toneladas de ‘lixo espacial’ a orbitar a Terra e representando um risco para os satélites e outras naves espaciais. RemoveDebris é um dos vários esforços em todo o mundo para desenvolver tecnologia para resolver este problema.

Este primeiro teste recebeu algumas ilações do Professor Guglielmo Aglietti, Diretor do Centro Espacial de Surrey, este referiu que:

Estamos absolutamente encantados com o resultado da tecnologia da rede. Embora possa parecer uma ideia simples, a complexidade de usar uma rede no espaço para capturar uma peça de detritos levou muitos anos de planeamento, engenharia e coordenação entre o Surrey Space Center, a Airbus e os nossos parceiros – mas há mais trabalho a ser feito. Estes são tempos muito emocionantes para todos nós.

Segundo os responsáveis deste projecto, para desenvolver a tecnologia de rede para capturar detritos espaciais, foram necessários 6 anos a testar o dispositivo recorrendo a voos parabólicos, em torres de queda especiais e também câmaras de vácuo térmicas.

O objectivo mais amplo da missão é testar várias tecnologias de remoção de detritos activos num alvo simulado em órbita terrestre baixa.

Nos próximos meses, o RemoveDebris testará ainda mais as chamadas tecnologias de remoção de detritos activos (ADR), incluindo um sistema de navegação baseado num tipo de visão que utiliza câmaras e tecnologia LiDaR para analisar e observar possíveis fragmentos de detritos.

O sistema usa um arpão para chegar ao detrito, depois abre-se uma vela que envolve o lixo. Posteriormente esse lixo é arrastado para fora da órbita e a atmosfera da Terra faz o restante trabalho de destruição.

pplware
19 Set 2018
Vítor M.
Responsável pelo Pplware, fundou o projecto em 2005 depois de ter criado em 1993 um rascunho em papel de jornal, o que mais tarde se tornou num portal de tecnologia mundial. Da área de gestão, foi na informática que sempre fez carreira.

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435: Como se limpa o espaço? Há uma missão para apanhar o lixo à volta da Terra

Foto D.R.

Foto D.R.

Com mais de sete mil de toneladas de lixo a orbitar à volta da Terra, a atenção das agências espaciais está virada para a limpeza do espaço

Fazer limpezas com um arpão ou uma rede? No espaço, são talvez as técnicas mais indicadas. É pelo menos essa a esperança de uma nova missão para limpar o lixo que orbita à volta da Terra, que foi lançada esta segunda-feira e deve chegar à Estação Espacial Internacional na quarta.

Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), há mais de 750 mil objectos com mais de um centímetro a orbitar a Terra. Naves e sondas defuntas, restos de foguetões usados, mas também parafusos e até pedaços de tinta solta – é deste tipo de lixo que falamos e, depois de seis décadas de exploração espacial, há mais de sete mil toneladas no espaço. A maioria foi gerada por mais de 250 explosões.

Este lixo é um perigo para os satélites e para as missões espaciais, nomeadamente para a Estação Espacial internacional (ISS, na sigla em inglês), e para operações futuras. Isto porque a uma velocidade média de 40 mil quilómetros por hora, o impacto gera uma energia semelhante à explosão de uma granada de mão.

Aliás, em 2014, a ISS teve de mudar de lugar três vezes para escapar a detritos espaciais. E há até uma teoria catastrofista, conhecida como síndrome de Kessler, que diz que o volume de detritos na órbita baixa está a crescer tanto que há o risco de se iniciar um conjunto de colisões que vai gerar mais detritos, até chegar a um ponto em afecta o futuro da exploração espacial, inviabilizado novos lançamentos.

Cerca de 18 mil pedaços são grandes o suficiente para serem monitorizados por agências como a ESA, para evitar colisões. E todos os anos cerca de 100 toneladas “caem” na Terra, desintegrando-se em chamas na reentrada na atmosfera. Mas nos últimos anos tornou-se óbvia a necessidade de desenvolver projectos de limpeza do espaço.

O projecto co-financiado pela Comissão Europeia chama-se RemoveDebris e visa testar tecnologia para resolver este problema: com captura com arpão e com rede. A sonda partiu a bordo do SpaceX Falcon 9, em direcção à ISS.

DN
03 DE ABRIL DE 2018 10:03

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366: Startup lançou quatro micro-satélites não autorizados para o espaço

(dv) ISRO

Uma startup norte-americana lançou quatro satélites não autorizados para o espaço, a partir da Índia.

Enquanto algumas pessoas se preocupam que ter um Tesla Roadster a caminho de Marte constitui lixo espacial, há startups que parecem querer tratar o espaço como o “oeste selvagem”, lançando satélites não autorizados para o espaço que poderão por em risco outros satélites.

A 12 de Janeiro um satélite indiano de mapeamento e umas dezenas de CubeSats mais pequenos foram lançados a partir da Índia.

Além disso, foram também enviados para o espaço quatro micro-satélites misteriosos – os SpaceBees – que se imaginam pertencer a uma startup norte-americana chamada Swarm Technologies.

O problema é que a Swarm Technologies não tinha autorização para colocar estes satélites em órbita, sendo que esse pedido tinha sido recusado por serem considerados perigosos para outros satélites.

O factor de risco advém do facto destes micro-satélites terem um tamanho bastante reduzido (próximo de um livro) o que impossibilita o seu seguimento a partir das estações de radar no solo.

É por isso que os satélites têm um tamanho mínimo recomendado, que permita serem seguidos do solo para se saber sempre por onde andam, especialmente quando deixam de funcionar.

É precisamente por isso que a Comissão Federal de Comunicações (a FCC) não ficou muito convencida com os sistemas que a Swarm implementou, com um GPS a bordo que permite comunicar com ele para pedir a sua localização exacta. Se o satélite deixar de funcionar – o que inevitavelmente acontecerá, depois do seu tempo útil de vida – deixaria de se saber por onde anda.

Ainda assim, a empresa parece ter ignorado estes “detalhes” e avançado com o lançamento de quatro destes micro-satélites.

A ideia da Swarm é criar uma constelação de micro-satélites para complementar uma rede “internet of things” que permita comunicações em todo o mundo, mesmo em locais onde não haja cobertura tradicional.

Embora a empresa já tenha dito que a sua próxima geração de satélites irá usar um tamanho maior que permitirá o tracking a partir do solo, resta saber a que tipo de penalização se arrisca por ter avançado com este lançamento sem as devidas autorizações.

ZAP // Aberto Até de Madrugada

Por AadM
12 Março, 2018

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