4268: Investigadores desenvolvem “vassoura” para varrer a poeira lunar

CIÊNCIA/LUA

NASA
Harrison “Jack” Schmitt da Apollo 17, em 1972

Uma equipa de cientistas da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, desenvolveu uma nova solução para o problema da limpeza da Lua: uma espécie de vassoura com um feixe de electrões.

A investigação, cujo artigo científico foi recentemente publicado na Acta Astronautica, é uma resposta a uma das maiores desvantagens da colonização da Lua: a poeira.

O investigador Xu Wang admite que o regolito “é realmente irritante”. “A poeira lunar agarra-se a todos os tipos de superfícies – fatos espaciais, painéis solares, capacetes – e pode danificar equipamentos.”

Para mitigar o problema, conta o Europa Press, os investigadores desenvolveram uma solução: uma espécie de vassoura que usa um feixe de electrões, que dispara um fluxo concentrado e seguro de partículas de baixa energia carregadas negativamente.

Antes de os astronautas poderem usar este dispositivo para fazer a limpeza do solo lunar, os cientistas têm ainda um longo caminho pela frente. Ainda assim, segundo Benjamin Farr, principal autor do artigo, as primeiras descobertas sugerem que os “caçadores de poeira” podem ser um acessório para as bases lunares num futuro não muito distante.

Como a poeira lunar é muito pegajosa, a solução passa pelo feixe de electrões – esta ferramenta pode transformar as cargas eléctricas das partículas de poeira numa arma contra elas mesmas.

Para testar a teoria, os cientistas carregaram uma câmara de vácuo com vários materiais revestidos com um “simulador da Lua”, feito pela NASA, e projectado para parecer poeira lunar.

Depois de apontarem um feixe de luz, a poeira dissipou em apenas alguns minutos. O truque também funcionou numa ampla gama de superfícies, incluindo vidro e tecido de fatos espaciais, tendo sido capaz de limpar superfícies empoeiradas numa média de cerca de 75-85%.

Além de uma boa notícia, o novo dispositivo pode ser música para os ouvidos de muitos astronautas da era Apollo. Harrison “Jack” Schmitt, que visitou a Lua como membro da Apollo 17, em 1972, desenvolveu uma reacção alérgica ao material e disse que cheirava a “pólvora gasta”.

ZAP //

Por ZAP
4 Setembro, 2020

 

 

3864: Teia de espuma pegajosa. Empresa russa tem uma solução para se livrar do lixo espacial

CIÊNCIA/LIXO ESPACIAL

Depois de mais de meio século de actividade espacial, existem cerca de meio milhão de objectos artificiais que orbitam o nosso planeta. O lixo espacial assume órbitas valiosas em que os satélites poderiam estar e representa um risco de colisão de satélites e naves espaciais. Agora, uma start-up russa tem a solução.

A ideia da start-up russa StartRocket, cujo plano se chama “Securing Space”, passa por criar uma “teia de aranha” pegajosa feita de satélites que poderão pulverizar todo o lixo espacial com espuma polimérica que afundará com segurança e queimará na atmosfera da Terra.

“Se estamos a falar de lixo aqui na Terra, temos de falar sobre o lixo em órbita – a órbita da Terra faz parte do nosso planeta”, disse Vlad Sitnikov, fundador da StartRocket, em declarações à Forbes. “A SpaceX de Elon Musk quer enviar 6.000 satélites Starlink em órbita, mas quando param de funcionar, ou os desliga ou alguém terá de limpar”.

A StartRocket surgiu pela primeira vez em 2018 com o seu plano de lançar o projecto de ecrãs orbitais de “publicidade espacial” que propunha ter logótipos corporativos visíveis no céu nocturno. “Está em espera porque vi quantas pessoas odiavam a ideia”, disse Sitnikov. “As pessoas querem algo diferente.”

A nova ideia sobre a espuma é baseada na mecânica orbital, o arrasto aerodinâmico. “Trabalha no conhecido processo de aumentar a área de superfície de detritos, a fim de aumentar a sua resistência e, assim, fazer com que entre novamente na atmosfera da Terra e queime mais rapidamente”, disse John L. Crassidis, professor do Departament. de Engenharia Mecânica e Aeroespacial na Universidade de Buffalo e especialista em lixo espacial.

Cobertos de espuma, os detritos espaciais descem para a atmosfera e queimam. O conceito de usar espuma para remover detritos espaciais das órbitas tem raízes numa tecnologia pioneira da Agência Espacial Europeia (ESA).

Segundo Crassidis, uma nave “Foam Debris Catcher” (FDC) poderia funcionar porque não precisa de se acoplar a nada, o que poderia fazer com que o satélite principal caísse fora de controle. “A principal desvantagem é que ainda está num estágio inicial de pesquisa”, disse. “Precisamos de mais dados para ver como é viável”.

O plano da RocketStart passa por lançar uma missão de teste, conhecida como Test Foam Sat (TFS), no final de 2021, para ver se o conceito da espuma funciona. “É apenas um barril com um motor de foguete que se conectará à órbita de um pedaço específico de lixo e espalhará a aranha para apanhá-lo”, disse Sitnikov. “É apenas uma impressora 3D em órbita para provar que a espuma funciona”.

O TFS será uma pequena impressora 3D movida a energia solar conectada a um CubeSat, que tentará criar pequenas “armadilhas” quadradas feitas de espuma e terá uma câmara para fotografar e filmar todo o processo.

Um TFS pode desorbitar até 50 quilogramas de detritos espaciais em cinco anos.

O TFS pesa apenas cinco quilogramas, o que deverá custar 88.500 dólares para construir e 100 mil dólares para lançar para a órbita. “Podemos ir com qualquer missão: SpaceX ou uma missão da Índia ou do Japão – só precisamos de encontrar algum espaço vazio num foguete”, disse Sitnikov.

Se tudo correr bem, o RocketStart quer lançar um satélite muito mais capaz e maior – com cerca de 30 a 50 metros de diâmetro. Uma vez numa órbita de até 1.000 quilómetros, o FDC pulverizará fios da espuma para criar esferas adesivas de 150 metros de diâmetro ao redor do satélite – criando algo como uma teia de aranha ou uma armadilha contra moscas para o lixo espacial.

ESA declara guerra ao lixo espacial com um robô de quatro braços

A Agência Espacial Europeia (ESA) acaba de assinar um contrato com a startup suíça ClearSpace para levar a cabo tarefas…

A FDC pesaria cerca de 100 quilogramas e deverá custar um milhão de dólares para construir e dois milhões para lançar para a órbita. Espera-se que consiga apanhar uma tonelada de lixo espacial.

Agora, a StartRocket está a trabalhar na fórmula precisa para a espuma polimérica. Se for bem-sucedida, a fórmula da espuma estará disponível em código aberto para que outros satélites semelhantes possam ser lançados.

ZAP //

Por ZAP
17 Junho, 2020

 

spacenews

 

3422: 57 000 satélites lutarão pelo espaço na órbita da Terra até 2029 (vídeo)

CIÊNCIA/TECNOLOGIA

A órbita da Terra está congestionada. São muitos os relatos de problemas causados pelo grande números de satélites activos e moribundos que estão ao redor do nosso planeta. Na verdade, a humanidade, até agora, colocou mais de 9000 dispositivos em órbita desde 1957 e há actualmente muito lixo no Espaço. A somar a isto, o novo ímpeto comercial está a ganhar força. Temos o exemplo da SpaceX que enviou um lote de 60 satélites como parte do seu plano de lançar milhares do Projceto Starlink.

Esta animação em vídeo traça um panorama preocupante.

Satélites, detritos e lixo indiferenciado

A NASA e a ESA já estão a vigiar milhares de toneladas de detritos espaciais que são uma enorme dor de cabeça. Nesse sentido, para que possamos ter uma ideia do que existe e do que ainda será lançado, foi elaborada uma animação desconcertante.

Nas imagens veremos o que está programado para entrar em órbita nesta década e o tamanho do problema que iremos ter com os detritos espaciais.

Sabia que por cima da sua cabeça gravitam mais de 19 500 objectos de lixo espacial?

Ontem vimos que há já “falta de espaço” no Espaço. Poderá ter suscitado alguma dúvida, mas se olhamos para os números poderemos perceber porque está a ficar apertado o Espaço em redor da Terra. … Continue a ler Sabia que por cima da sua cabeça gravitam mais de 19 500 objectos de lixo espacial?

57 000 satélites em órbita

O Espaço é cada vez mais um destino para “produtos comerciais”. Como tal, várias empresas estão já a disputar a órbita baixa terrestre para vender serviços. Como resultados, se juntarmos as empresas privadas, como a SpaceX, e as agências governamentais de vários países, iremos ter dentro de uma década 57 000 novos satélites em órbita. Portanto, até 2029 iremos ter 25 vezes o número de naves espaciais activas actualmente.

Segundo as imagens que vamos ver a seguir, criadas por Dan Oltrogge, da Analytical Graphics, Inc. o cenário é preocupante. A animação mostra os satélites planeados de 2017 a 2029, a maioria pertencente ao projecto Starlink da SpaceX.

Na curta animação, uma Terra limpa aparece até que o primeiro lote de pontos, cada um representando um satélite, comece a orbitar em torno do planeta. Em 2022, a Terra estará repleta de milhares de pontos e, em 2029, o planeta parecerá completamente lotado e cercado de lixo.

Cenário do Espaço que já preocupa as organizações

Conforme foi referido, o vídeo foi partilhado na 23.ª Conferência de Transporte Espacial Comercial anual em Washington. No dia anterior, o mundo era “alertado” da possibilidade de dois satélites inactivos poderiam colidir. Apesar de haver um milimétrico controlo das órbitas, há já milhares de detritos capazes de fazer grandes estragos nos equipamentos em órbita.

Segundo Oltrogge, mesmo que apenas uma fracção dos satélites planeados sigam para o Espaço, a mudança ao redor do planeta ainda seria significativa, especialmente se considerarmos que o problema já é complexo, mesmo sem eles.

Como se pode limpar o Espaço?

Já se começa a pensar seriamente no problema. Além da maior exposição mediática dos incidentes, as agências como a ESA e a NASA começam a trabalhar na remoção desses detritos. A Estação Espacial Internacional tem sido o grande argumento para uma acção musculada nesta área.

De facto, até pequenos detritos podem causar sérios danos, enquanto colisões de lixo espacial maior, como satélites, podem criar milhares de novos pedaços de detritos.

NASA: Lixo Espacial provoca fuga de ar na Estação Espacial Internacional

Esta quarta-feira, controladores de missão em Houston (EUA) e Moscovo (Rússia), detectaram uma descida de pressão no interior da Estação Espacial Internacional. Durante o dia de ontem, e depois de uma busca extensiva, os … Continue a ler NASA: Lixo Espacial provoca fuga de ar na Estação Espacial Internacional

Surpreendentemente, até agora, as colisões são muito raras. No entanto, isso não significa que eles não sejam um problema, e é por isso que as agências espaciais estão a desenvolver esforços para remover o lixo espacial da órbita da Terra o mais rápido possível.

pplware
07 Fev 2020

spacenews

 

2182: Limpar o lixo espacial. Agência Europeia aposta em laser lançado de Tenerife

No espaço existe um milhão de detritos que põem em causa a localização da Estação Espacial Internacional e os satélites enviados. Para evitar estes perigos, está a ser estudada a hipótese de remover o lixo utilizando um laser lançado a partir de Tenerife.

© ESA

A Agência Espacial Europeia está a investigar um novo método para destruir toneladas de fragmentos de foguetões e de satélites antigos a orbitar à volta da Terra. Este passa por​​​​​​ disparar um laser a partir da estação terrestre localizada em Teide, Tenerife, nas ilhas Canárias, para identificar o lixo espacial e posteriormente removê-lo.

O telescópio, ainda sujeito a aprovação, será colocado a 2400 metros de altura na ilha de Tenerife e o laser deve rastrear fragmentos de detritos espaciais. Daqui a três ou quatro anos é esperado que venha a funcionar mesmo como um canhão para eliminá-los, pulverizando o lixo para o deslocar. O objectivo é “usar este tipo de instalação para desviar objectos para a atmosfera da Terra onde se vão desintegrar por causa do atrito”, indica Rafael Rebolo, director do Instituto de Astrofísica das ilhas Canárias, citado pelo jornal El País. O projecto custará 600 milhões de euros.

O governo australiano foi o primeiro promotor desta técnica, quando em 2014 financiou um projecto-piloto para desenvolver canhões a laser para limpar lixo espacial. Desde então, também os Estados Unidos e a China têm vindo a explorar esta hipótese.

Actualmente, existem quase um milhão de pedaços de lixo no espaço entre naves, sondas defuntas, restos de foguetões usados, parafusos e até pedaços de tinta soltos acumulados durante 60 anos de exploração espacial. Têm mais de um centímetro e chegam a atingir uma velocidade sete vezes superior à de uma bala.

Se nada for feito para limpar o espaço, os satélites correm o risco de ficar danificados ao colidirem com estes detritos e a Estação Espacial Internacional de sofrer algum incidente. Isto porque a uma velocidade média de 40 mil quilómetros por hora, o impacto gera uma energia semelhante à explosão de uma granada de mão. Por causa disto, a Estação Espacial Internacional já teve de mudar de lugar três vezes para escapar à rota de colisão com os detritos.

“Têm aumentado muito os detritos espaciais nos últimos anos e em algumas áreas corremos o risco de não conseguir fazer com que estes retornem depois da colisão com objectos que não conseguimos controlar”, explica Tim Flohrer da Agência Espacial Europeia.

Todos os anos são gastos cerca de 14 milhões de euros a desviar satélites para evitar a colisão com detritos espaciais.

Diário de Notícias
16 Junho 2019 — 12:25

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2127: Removidos 11.000 quilos de lixo e recuperados quatro corpos no Evereste

markhorrell / Flickr

As autoridades do Nepal removeram 11.000 quilos de lixo numa operação de limpeza no Monte Evereste, que permitiu ainda recuperar quatro cadáveres na maior montanha do mundo, adiantou fonte oficial à Associated Press.

Um funcionário do Departamento de Turismo, Danduraj Ghimire, disse esta quarta-feira que a equipa de limpeza, que trabalhou durante semanas, recolheu embrulhos de alimentos, latas, garrafas e botijas de oxigénio vazias.

Parte do lixo apanhado durante a operação foi transportado de avião para Catmandu e entregue aos responsáveis pela reciclagem, numa cerimónia de encerramento da campanha de limpeza que aconteceu esta quarta-feira.

Fontes oficiais disseram que a iniciativa teve sucesso, mas ainda há muito lixo escondido debaixo da neve, que só desaparecerá quando as temperaturas subirem. As autoridades não conseguem fazer uma estimativa da quantidade de lixo que permanece na montanha.

A maioria dos resíduos recuperados estava nos campos 2 e 3, nos quais os alpinistas podem descansar pelo caminho, desde o campo base até ao pico, a 8.850 metros de altura.

Sobre os quatro corpos recuperados, Ghimire disse que estavam expostos porque a neve estava derretida, e foram depois carregados até ao campo base e levados posteriormente para o hospital, para serem identificados. Os companheiros dos alpinistas que morreram estavam com dificuldades em retornar à base com vida, pelo que não conseguiram carregar os corpos dos colegas.

Mais de 300 montanhistas morreram no Evereste desde que alguém conseguiu alcançar o seu cume pela primeira vez, em 1953. Não é possível precisar quantos desses corpos ainda estão na montanha pois não existem dados.

Centenas de alpinistas e os seus guias passam semanas no Evereste durante a primavera, que é considerada a melhor altura para subir a montanha.

ZAP // Lusa

Por ZAP
6 Junho, 2019



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1611: Veja como é possível apanhar lixo espacial com um arpão

Experiência conduzida pela Universidade de Surrey mostra sucesso do satélite RemoveDEBRIS

© Direitos reservados

O satélite RemoveDEBRIS, uma das primeiras tentativas para lidar com a acumulação de detritos espaciais perigosos, conseguiu usar com sucesso o seu sistema em arpão de captura em órbita. A experiência foi filmada para que todos possam ver como funciona este sistema:

O arpão projectado pela Airbus Stevenage tem uma lança de 1,5 metros implantada a partir da nave espacial. Nesta experiência, o arpão foi disparado a uma velocidade de 20 metros/segundo para penetrar no alvo e demonstrar a capacidade do arpão para capturar detritos.

RemoveDEBRIS é uma pequena missão de satélite com o objectivo de testar técnicas de remoção de detritos activos usando um arpão. O satélite é projectado, construído e fabricado por um consórcio de empresas espaciais e instituições, liderado pela Universidade de Surrey, no Reino Unido. A nave espacial é operada em órbita por engenheiros da Surrey Satellite Technology Ltd, em Guildford, no Reino Unido. O projecto é co-financiado pela União Europeia.

Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), há mais de 750 mil objectos com mais de um centímetro a orbitar a Terra. Naves e sondas defuntas, restos de foguetões usados, mas também parafusos e até pedaços de tinta solta – é deste tipo de lixo que falamos e, depois de seis décadas de exploração espacial, há mais de sete mil toneladas no espaço. A maioria foi gerada por mais de 250 explosões.

Este lixo é um perigo para os satélites e para as missões espaciais, nomeadamente para a Estação Espacial internacional (ISS, na sigla em inglês), e para operações futuras. Isto porque a uma velocidade média de 40 mil quilómetros por hora, o impacto gera uma energia semelhante à explosão de uma granada de mão.

Esta foi a terceira experiência bem sucedida do projecto RemoveDEBRIS. A equipa está a agora a preparar o teste final, que irá realizar-se em Março. Guglielmo Aglietti, director do Centro Espacial de Surrey, na Universidade de Surrey, disse: “Este é o teste mais exigente da RemoveDEBRIS. O projecto RemoveDEBRIS dá-nos fortes pistas sobre o que pode ser alcançado com o poder da colaboração – reunindo a experiência de toda a indústria e o campo de pesquisa para alcançar algo verdadeiramente notável.”

Já Chris Burgess, engenheiro na Airbus Defence and Space, não tem dúvidas de que “o sucesso na demonstração espacial da tecnologia de arpão é um passo significativo para resolver a crescente questão dos detritos espaciais”.

Chris Skidmore, ministro de Estado das Universidades, Ciência, Pesquisa e Inovação, explicou ainda: “Os escombros espaciais podem ter sérias consequências para os nossos sistemas de comunicação se chocarem com satélites. Este projecto mostra que especialistas britânicos estão a encontrar respostas para esse problema usando um arpão, uma ferramenta que as pessoas usaram ao longo da história”.

Diário de Notícias
18 Fevereiro 2019

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– Desconhecia que no novo Acordo Ortográfico – que repudio solenemente, por isso, todos os textos inseridos neste Blogue são corrigidos para o Português de Portugal e não brasuquês -, existiam também as palavras: Européia, conseqüências. Já nem conseguem disfarçar o brasuquês com que escrevem. nem se preocupam em traduzi-lo correctamente para o Português de Portugal!!!

435: Como se limpa o espaço? Há uma missão para apanhar o lixo à volta da Terra

Foto D.R.

Foto D.R.

Com mais de sete mil de toneladas de lixo a orbitar à volta da Terra, a atenção das agências espaciais está virada para a limpeza do espaço

Fazer limpezas com um arpão ou uma rede? No espaço, são talvez as técnicas mais indicadas. É pelo menos essa a esperança de uma nova missão para limpar o lixo que orbita à volta da Terra, que foi lançada esta segunda-feira e deve chegar à Estação Espacial Internacional na quarta.

Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), há mais de 750 mil objectos com mais de um centímetro a orbitar a Terra. Naves e sondas defuntas, restos de foguetões usados, mas também parafusos e até pedaços de tinta solta – é deste tipo de lixo que falamos e, depois de seis décadas de exploração espacial, há mais de sete mil toneladas no espaço. A maioria foi gerada por mais de 250 explosões.

Este lixo é um perigo para os satélites e para as missões espaciais, nomeadamente para a Estação Espacial internacional (ISS, na sigla em inglês), e para operações futuras. Isto porque a uma velocidade média de 40 mil quilómetros por hora, o impacto gera uma energia semelhante à explosão de uma granada de mão.

Aliás, em 2014, a ISS teve de mudar de lugar três vezes para escapar a detritos espaciais. E há até uma teoria catastrofista, conhecida como síndrome de Kessler, que diz que o volume de detritos na órbita baixa está a crescer tanto que há o risco de se iniciar um conjunto de colisões que vai gerar mais detritos, até chegar a um ponto em afecta o futuro da exploração espacial, inviabilizado novos lançamentos.

Cerca de 18 mil pedaços são grandes o suficiente para serem monitorizados por agências como a ESA, para evitar colisões. E todos os anos cerca de 100 toneladas “caem” na Terra, desintegrando-se em chamas na reentrada na atmosfera. Mas nos últimos anos tornou-se óbvia a necessidade de desenvolver projectos de limpeza do espaço.

O projecto co-financiado pela Comissão Europeia chama-se RemoveDebris e visa testar tecnologia para resolver este problema: com captura com arpão e com rede. A sonda partiu a bordo do SpaceX Falcon 9, em direcção à ISS.

DN
03 DE ABRIL DE 2018 10:03

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