2183: Limpar o lixo espacial. Agência Europeia aposta em laser lançado de Tenerife

No espaço existe um milhão de detritos que põem em causa a localização da Estação Espacial Internacional e os satélites enviados. Para evitar estes perigos, está a ser estudada a hipótese de remover o lixo utilizando um laser lançado a partir de Tenerife.

© ESA

A Agência Espacial Europeia está a investigar um novo método para destruir toneladas de fragmentos de foguetões e de satélites antigos a orbitar à volta da Terra. Este passa por​​​​​​ disparar um laser a partir da estação terrestre localizada em Teide, Tenerife, nas ilhas Canárias, para identificar o lixo espacial e posteriormente removê-lo.

O telescópio, ainda sujeito a aprovação, será colocado a 2400 metros de altura na ilha de Tenerife e o laser deve rastrear fragmentos de detritos espaciais. Daqui a três ou quatro anos é esperado que venha a funcionar mesmo como um canhão para eliminá-los, pulverizando o lixo para o deslocar. O objectivo é “usar este tipo de instalação para desviar objectos para a atmosfera da Terra onde se vão desintegrar por causa do atrito”, indica Rafael Rebolo, director do Instituto de Astrofísica das ilhas Canárias, citado pelo jornal El País. O projecto custará 600 milhões de euros.

O governo australiano foi o primeiro promotor desta técnica, quando em 2014 financiou um projecto-piloto para desenvolver canhões a laser para limpar lixo espacial. Desde então, também os Estados Unidos e a China têm vindo a explorar esta hipótese.

Actualmente, existem quase um milhão de pedaços de lixo no espaço entre naves, sondas defuntas, restos de foguetões usados, parafusos e até pedaços de tinta soltos acumulados durante 60 anos de exploração espacial. Têm mais de um centímetro e chegam a atingir uma velocidade sete vezes superior à de uma bala.

Se nada for feito para limpar o espaço, os satélites correm o risco de ficar danificados ao colidirem com estes detritos e a Estação Espacial Internacional de sofrer algum incidente. Isto porque a uma velocidade média de 40 mil quilómetros por hora, o impacto gera uma energia semelhante à explosão de uma granada de mão. Por causa disto, a Estação Espacial Internacional já teve de mudar de lugar três vezes para escapar à rota de colisão com os detritos.

“Têm aumentado muito os detritos espaciais nos últimos anos e em algumas áreas corremos o risco de não conseguir fazer com que estes retornem depois da colisão com objectos que não conseguimos controlar”, explica Tim Flohrer da Agência Espacial Europeia.

Todos os anos são gastos cerca de 14 milhões de euros a desviar satélites para evitar a colisão com detritos espaciais.

Diário de Notícias
16 Junho 2019 — 12:25

2128: Removidos 11.000 quilos de lixo e recuperados quatro corpos no Evereste

markhorrell / Flickr

As autoridades do Nepal removeram 11.000 quilos de lixo numa operação de limpeza no Monte Evereste, que permitiu ainda recuperar quatro cadáveres na maior montanha do mundo, adiantou fonte oficial à Associated Press.

Um funcionário do Departamento de Turismo, Danduraj Ghimire, disse esta quarta-feira que a equipa de limpeza, que trabalhou durante semanas, recolheu embrulhos de alimentos, latas, garrafas e botijas de oxigénio vazias.

Parte do lixo apanhado durante a operação foi transportado de avião para Catmandu e entregue aos responsáveis pela reciclagem, numa cerimónia de encerramento da campanha de limpeza que aconteceu esta quarta-feira.

Fontes oficiais disseram que a iniciativa teve sucesso, mas ainda há muito lixo escondido debaixo da neve, que só desaparecerá quando as temperaturas subirem. As autoridades não conseguem fazer uma estimativa da quantidade de lixo que permanece na montanha.

A maioria dos resíduos recuperados estava nos campos 2 e 3, nos quais os alpinistas podem descansar pelo caminho, desde o campo base até ao pico, a 8.850 metros de altura.

Sobre os quatro corpos recuperados, Ghimire disse que estavam expostos porque a neve estava derretida, e foram depois carregados até ao campo base e levados posteriormente para o hospital, para serem identificados. Os companheiros dos alpinistas que morreram estavam com dificuldades em retornar à base com vida, pelo que não conseguiram carregar os corpos dos colegas.

Mais de 300 montanhistas morreram no Evereste desde que alguém conseguiu alcançar o seu cume pela primeira vez, em 1953. Não é possível precisar quantos desses corpos ainda estão na montanha pois não existem dados.

Centenas de alpinistas e os seus guias passam semanas no Evereste durante a primavera, que é considerada a melhor altura para subir a montanha.

ZAP // Lusa

Por ZAP
6 Junho, 2019



1611: Veja como é possível apanhar lixo espacial com um arpão

Experiência conduzida pela Universidade de Surrey mostra sucesso do satélite RemoveDEBRIS

© Direitos reservados

O satélite RemoveDEBRIS, uma das primeiras tentativas para lidar com a acumulação de detritos espaciais perigosos, conseguiu usar com sucesso o seu sistema em arpão de captura em órbita. A experiência foi filmada para que todos possam ver como funciona este sistema:

O arpão projectado pela Airbus Stevenage tem uma lança de 1,5 metros implantada a partir da nave espacial. Nesta experiência, o arpão foi disparado a uma velocidade de 20 metros/segundo para penetrar no alvo e demonstrar a capacidade do arpão para capturar detritos.

RemoveDEBRIS é uma pequena missão de satélite com o objectivo de testar técnicas de remoção de detritos activos usando um arpão. O satélite é projectado, construído e fabricado por um consórcio de empresas espaciais e instituições, liderado pela Universidade de Surrey, no Reino Unido. A nave espacial é operada em órbita por engenheiros da Surrey Satellite Technology Ltd, em Guildford, no Reino Unido. O projecto é co-financiado pela União Europeia.

Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), há mais de 750 mil objectos com mais de um centímetro a orbitar a Terra. Naves e sondas defuntas, restos de foguetões usados, mas também parafusos e até pedaços de tinta solta – é deste tipo de lixo que falamos e, depois de seis décadas de exploração espacial, há mais de sete mil toneladas no espaço. A maioria foi gerada por mais de 250 explosões.

Este lixo é um perigo para os satélites e para as missões espaciais, nomeadamente para a Estação Espacial internacional (ISS, na sigla em inglês), e para operações futuras. Isto porque a uma velocidade média de 40 mil quilómetros por hora, o impacto gera uma energia semelhante à explosão de uma granada de mão.

Esta foi a terceira experiência bem sucedida do projecto RemoveDEBRIS. A equipa está a agora a preparar o teste final, que irá realizar-se em Março. Guglielmo Aglietti, director do Centro Espacial de Surrey, na Universidade de Surrey, disse: “Este é o teste mais exigente da RemoveDEBRIS. O projecto RemoveDEBRIS dá-nos fortes pistas sobre o que pode ser alcançado com o poder da colaboração – reunindo a experiência de toda a indústria e o campo de pesquisa para alcançar algo verdadeiramente notável.”

Já Chris Burgess, engenheiro na Airbus Defence and Space, não tem dúvidas de que “o sucesso na demonstração espacial da tecnologia de arpão é um passo significativo para resolver a crescente questão dos detritos espaciais”.

Chris Skidmore, ministro de Estado das Universidades, Ciência, Pesquisa e Inovação, explicou ainda: “Os escombros espaciais podem ter sérias consequências para os nossos sistemas de comunicação se chocarem com satélites. Este projecto mostra que especialistas britânicos estão a encontrar respostas para esse problema usando um arpão, uma ferramenta que as pessoas usaram ao longo da história”.

Diário de Notícias
18 Fevereiro 2019

– Desconhecia que no novo Acordo Ortográfico – que repudio solenemente, por isso, todos os textos inseridos neste Blogue são corrigidos para o Português de Portugal e não brasuquês -, existiam também as palavras: Européia, conseqüências. Já nem conseguem disfarçar o brasuquês com que escrevem. nem se preocupam em traduzi-lo correctamente para o Português de Portugal!!!

435: Como se limpa o espaço? Há uma missão para apanhar o lixo à volta da Terra

Foto D.R.

Foto D.R.

Com mais de sete mil de toneladas de lixo a orbitar à volta da Terra, a atenção das agências espaciais está virada para a limpeza do espaço

Fazer limpezas com um arpão ou uma rede? No espaço, são talvez as técnicas mais indicadas. É pelo menos essa a esperança de uma nova missão para limpar o lixo que orbita à volta da Terra, que foi lançada esta segunda-feira e deve chegar à Estação Espacial Internacional na quarta.

Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), há mais de 750 mil objectos com mais de um centímetro a orbitar a Terra. Naves e sondas defuntas, restos de foguetões usados, mas também parafusos e até pedaços de tinta solta – é deste tipo de lixo que falamos e, depois de seis décadas de exploração espacial, há mais de sete mil toneladas no espaço. A maioria foi gerada por mais de 250 explosões.

Este lixo é um perigo para os satélites e para as missões espaciais, nomeadamente para a Estação Espacial internacional (ISS, na sigla em inglês), e para operações futuras. Isto porque a uma velocidade média de 40 mil quilómetros por hora, o impacto gera uma energia semelhante à explosão de uma granada de mão.

Aliás, em 2014, a ISS teve de mudar de lugar três vezes para escapar a detritos espaciais. E há até uma teoria catastrofista, conhecida como síndrome de Kessler, que diz que o volume de detritos na órbita baixa está a crescer tanto que há o risco de se iniciar um conjunto de colisões que vai gerar mais detritos, até chegar a um ponto em afecta o futuro da exploração espacial, inviabilizado novos lançamentos.

Cerca de 18 mil pedaços são grandes o suficiente para serem monitorizados por agências como a ESA, para evitar colisões. E todos os anos cerca de 100 toneladas “caem” na Terra, desintegrando-se em chamas na reentrada na atmosfera. Mas nos últimos anos tornou-se óbvia a necessidade de desenvolver projectos de limpeza do espaço.

O projecto co-financiado pela Comissão Europeia chama-se RemoveDebris e visa testar tecnologia para resolver este problema: com captura com arpão e com rede. A sonda partiu a bordo do SpaceX Falcon 9, em direcção à ISS.

DN
03 DE ABRIL DE 2018 10:03

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