1761: Cientistas encontraram uma forma de levitar objectos usando apenas luz

Os cientistas afirmam que a sua nova tecnologia de levitação seria capaz de enviar uma nave espacial para a estrela mais próxima em apenas 20 anos.

Cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) dizem ter encontrado uma forma de levitar e impulsionado objectos usando apenas luz. No entanto, o trabalho não passa da teoria – pelo menos, para já.

A equipa do Caltech espera que esta nova técnica possa ser usada para controlar a trajectória das naves espaciais ultra-leves. Além disso, o artigo científico, publicado recentemente na Nature Photonics, esclarece que a tecnologia seria também capaz de controlar “velas leves com propulsão a laser para exploração espacial”, ou seja, o combustível seria dispensado, sendo apenas necessário um poderoso laser.

O chamado sistema de “levitação e propulsão fotónica” foi criado a partir de um padrão complexo que poderia ser gravado na superfície de um objeto. A maneira como o feixe de luz concentrado reflete faz com que o objeto se “auto-estabilize”, enquanto tenta permanecer dentro de um raio de laser focalizado, explicam os cientistas.

Segundo o Futurism, o primeiro avanço que estabeleceu as bases para a nova pesquisa foi o desenvolvimento de “pinças ópticas” – instrumentos científicos que usam um poderoso feixe de laser para atrair ou afastar objectos microscópicos. A grande desvantagem é que estas pinças só conseguem manipular objectos minúsculos a distâncias microscópicas.

Ognjen Ilic, primeiro-autor do estudo, coloca o conceito de “pinça” e as suas limitações de uma forma muito mais simples: “Pode-se levitar uma bola de pingue-pongue usando um fluxo constante de ar de um secador de cabelo, mas não funcionaria se a bola de pingue-pongue fosse muito grande, ou se estivesse muito longe do secador.”

Teoricamente, a manipulação da luz desta nova técnica poderia funcionar com um objeto de qualquer tamanho. Apesar de esta teoria ainda não ter sido testada no mundo real, os cientistas afirmam que, se funcionar, seria uma forma de enviar uma nave espacial até à estrela mais próxima fora do Sistema Solar em apenas 20 anos.

“Há uma aplicação audaciosamente interessante para usar esta técnica como meio de propulsão de uma nova geração de veículos espaciais. Estamos muito longe de concretizar esse feito, mas estamos no processo de testar os princípios”, disse Harry Atwater, professor da Divisão de Engenharia e Ciências Aplicadas da Caltech.

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Por ZAP
26 Março, 2019

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