2503: Venezuela. Maduro ordena construção de novo satélite de telecomunicações

(dv) Palácio Miraflores
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

Nicolás Maduro anunciou que a Venezuela vai ter um novo satélite de telecomunicações, que vão ser feitos investimentos para activar as redes 4G e 5G nas operadoras estatais e para levar fibra óptica aos venezuelanos.

“Ordeno à ministra de Ciência e Tecnologia (Gabriela Jiménez Ramírez) e ao presidente da Corporação Socialista de Telecomunicações e Serviços Postais (Jorge Márquez) a construção de um segundo satélite de telecomunicações Guaicaipuro e a implantação maciça de toda a infra-estrutura 4G e 5G”, disse o presidente da Venezuela, citado esta sexta-feira pelo Jornal de Notícias.

Nicolás Maduro falava durante uma jornada de trabalho com representantes do sector industrial do país, transmitido em directo e de maneira obrigatória pelas rádios e televisões do país.

O presidente da Venezuela anunciou ainda que aprovou o “plano fibra óptica” para levar Internet de alta velocidade aos venezuelanos, a começar pelos estados de Zúlia, Miranda e o Distrito Capital.

A implementação das redes de fibra óptica vai ser executada pelas empresas estatais CANTV (telecomunicações fixas) e Movilnet (telecomunicações móveis), que vão ser alvo de “um processo de investimento, recuperação e melhoria do serviço” que prestam.

O anúncio dos novos projectos tem lugar num momento em que são cada vez mais frequentes as queixas dos venezuelanos sobre deficiências nos serviços fixos e móveis de telecomunicações. “Eu sei que se pode avançar, manter e melhorar. Não aceito desculpas de ninguém”, frisou.

São também cada vez mais frequentes as falhas na Internet, com a imprensa venezuelana a denunciar que, apesar de ter importantes recursos petrolíferos, a Venezuela tem uma das redes mais lentas da América Latina.

Venezuela tem actualmente três satélites em órbita

O primeiro satélite venezuelano a ser lançado ao espaço foi o Simón Bolívar, também chamado de Venesat, em 2008, para facilitar as telecomunicações, o acesso e transmissão de dados e de televisão.

O segundo satélite, chamado de Miranda, também conhecido como VRSS-1, foi lançado ao espaço em 2012, com fins geográficos, para captar imagens de alta resolução do território venezuelano.

A Venezuela possui também o satélite António José de Sucre, também chamado de VRSS-2, e foi lançado em Outubro de 2017, com os mesmos fins que o Miranda.

TP, ZAP //

Por TP
23 Agosto, 2019

 

2354: Índia lança missão lunar Chandrayaan-2

Marshall Space Flight Center / NASA

A Organização de Investigação Espacial da Índia (ISRO) lançou hoje a nave não tripulada ‘Chandrayaan-2’, que deverá alunar a 6 ou 7 de Setembro, depois de permanecer na órbita da Lua.

A ‘Chandrayaan-2‘ “permanecerá em órbita circular de 100 quilómetros em torno da Lua e, quando o momento for oportuno, o módulo de alunagem deixará a órbita”, disse o chefe da missão, Kailasavadivoo Sivan.

A nave indiana, com 3,8 toneladas, integra um robô que irá explorar a superfície lunar e que, durante a sua vida útil, irá percorrer 500 metros, assim como um módulo que estará em órbita durante um ano.

Depois da ‘Chandrayaan-2’, a Índia pretende tornar-se o quarto o país a enviar humanos ao espaço, missão que pretende realizar até 2022.

Os Estados Unidos, que assinalam este ano o 50º aniversário da missão que levou Neil Armstrong e Buzz Aldrin à Lua, estão a preparar uma nave espacial tripulada que deverá ser enviada ao pólo sul da superfície lunar até 2024.

A primeira missão da Índia à Lua foi realizada em 2008 e, entre 2013 e 2014, o país colocou um satélite em órbita ao redor de Marte, tendo esta sido a sua primeira missão interplanetária.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, disse que o país demonstrou a sua capacidade como potência espacial quando testou com sucesso uma arma anti-satélite, em Março passado, estando ao nível dos Estados Unidos da América, da Rússia e da China.

Num país em que 1,3 mil milhões de pessoas são pobres e que tem uma das maiores taxas de mortalidade infantil, há quem questione os mais de 125 milhões de euros que custa ‘Chandrayaan-2’.

ZAP // Lusa

Por Lusa
22 Julho, 2019

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2313: Índia cancela lançamento de missão à Lua

Foi detectado um “problema técnico” no sistema do veículo de lançamento. A nave não tripulada ‘Chandrayaan-2’ deveria alunar em 6 ou 7 de Setembro.

© D.R.

A Índia cancelou o lançamento da segunda missão do país à Lua, para explorar a composição mineral e possibilidade de existência de água no pólo sul lunar, foi hoje anunciado.

A missão ‘Chandrayaan-2’ foi cancelada menos de uma hora antes do horário previsto de lançamento, 22:21 de hoje em Lisboa, 02:51 de segunda-feira na base de Sriharikota, no estado de Andhra Pradesh.

De acordo com o porta-voz da Organização de Investigação Espacial da Índia (IRSO), citado pela agência Associated Press, foi detectado um “problema técnico” no sistema do veículo de lançamento, de 640 toneladas.

A mesma fonte referiu que será anunciada em breve uma nova data para lançamento da missão à Lua.

A nave não tripulada ‘Chandrayaan-2’ deveria alunar em 06 ou 07 de Setembro, depois de permanecer na órbita da Lua.

A nave indiana, com 3,8 toneladas, integra um robô que irá explorar a superfície lunar e que, durante a sua vida útil, irá percorrer 500 metros, assim como um módulo que estará em órbita durante um ano.

Depois da ‘Chandrayaan-2’, a Índia pretende tornar-se no quarto o país a enviar humanos ao espaço, missão que pretende realizar até 2022.

Os Estados Unidos, que assinalam este ano o 50.º aniversário da missão que levou Neil Armstrong e Buzz Aldrin à Lua, estão a preparar uma nave espacial tripulada que deverá ser enviada ao pólo sul da superfície lunar até 2024.

A primeira missão da Índia à Lua foi realizada em 2008 e, entre 2013 e 2014, o país colocou um satélite em órbita ao redor de Marte, tendo esta sido a sua primeira missão interplanetária.

Diário de Notícias
DN/Lusa
15 Julho 2019 — 08:39

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2250: NASA lança relógio atómico tão preciso que só atrasa 1 segundo a cada 10 milhões de anos

CIÊNCIA

NASA

A Space X, empresa do multimilionário Elon Musk, lançou esta terça-feira para o Espaço o seu maior foguete, o Falcon Heavy.

O foguete, que foi lançado a partir da Florida, nos Estados Unidos, levou a bordo 24 satélites pertencentes ao Pentágono, à agência espacial norte-americana (NASA), bem como a outros clientes públicos e privados.

Entre os satélites que seguiram viagem rumo ao Espaço, destaca-se um da NASA que carrega um relógio atómico, um instrumento extremamente preciso que pode mudar a forma como as naves espaciais viajam e até mesmo a forma como os astronautas serão enviados até Marte (ou para lá do Planeta Vermelho).

Construído pelo Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA, no estado norte-americano da Califórnia, o Deep Space Atomic Clock tem apenas o tamanho de uma torradeira, mas é tão preciso que leva 10 milhões de anos para se atrasar um segundo.

O relógio é feito de cristais de quartzo e átomos de mercúrio, uma combinação que lhe permite uma margem de erro temporal de apenas um nano-segundo a cada quatro dias, um micro-segundo ao fim de 10 anos e um segundo ao fim de 10 milhões de anos.

Instalado no satélite Orbital Test Bed, este relógio atómico permanecerá em órbita baixa da Terra durante um ano, visando estar preparado para futuras missões noutros mundos. Se tudo correr bem, o instrumento será utilizado em missões tripuladas pelo Espaço.

Na prática, o instrumento recém-lançado representa uma importante actualizações dos relógios atómicos dos satélites convencionais que, por exemplo, permitem o funcionamento dos GPS e dos smartphones.

Para determinar a distância de uma nave à Terra, os cientistas enviam um sinal para a própria nave, que retorna depois para a Terra. O tempo necessário para o sinal fazer esta viagem de ida e volta revela a distância do navio, porque o sinal viaja a uma velocidade conhecida, a velocidade da luz, tal como explica o jornal espanhol ABC.

Ao enviar vários sinais e realizar muitas medições ao longo do tempo, os navegadores podem calcular a trajectória do navio: onde é que está e para onde é que está a ir. Contudo, quanto mais uma nave viaja, maior é o tempo para se dar a comunicação, o que implica alguns problemas para a exploração do Sistema Solar.

E é exactamente aqui que o novo relógio pode ser importante: o instrumento muda drasticamente o processo habitual, permitindo que os astronautas saibam onde estão de forma mais autónoma, isto é, sem terem a necessidade de enviarem sinais para a Terra. Ou seja, o relógio permitirá receber um sinal da Terra e determinar sua localização imediatamente usando um sistema de navegação integrado.

ZAP //

Por ZAP
29 Junho, 2019

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1995: Assista aqui ao lançamento do Falcon 9 da SpaceX com os primeiros satélites da Starlink

Actualização 2 (04:00): O lançamento foi adiado para amanhã à mesma hora

Actualização 1 (03:30): Adiado para as 04:00

A SpaceX prometeu revolucionar as viagens espaciais e a forma como colocamos pessoas e carga no espaço. Os seus feitos são já únicos, como temos visto nos últimos meses, e está provada a sua forma de trabalhar.

Agora, a empresa vai realizar mais uma viagem, que colocará em órbita os primeiros 60 satélites da rede Starlink. É às 03:30 de Portugal e pode assistir aqui a este lançamento.

Elon Musk já tinha mostrado esta semana mais informações sobre a rede de satélites Starlink. Esta quer democratizar o acesso à Internet e trazer esta rede a locais remotos do planeta.

Para isso irá contar com uma rede de satélites que foram já apresentados. Os primeiros satélites vão agora ser colocados na órbita terrestre, sendo usado para isso um Falcon 9 da SpaceX.

Espera-se que este lançamento seja feito às 03:30, hora de Portugal continental, tendo a equipa da SpaceX uma janela de hora e meia para esse voo. Tudo aponta para que seja dentro de minutos que este lançamento ocorra.

Actualização 1: Adiado para as 04:00. Elon Musk já veio a público, via Twitter, garantir que o lançamento acontecerá, mas que foi adiado para as 04:00 de Portugal.

SpaceX @SpaceX

New T-0 of 11:00 p.m. EDT—Falcon 9 and Starlink continue to look good for today’s launch

Resta assim aguardar por esta nova janela de tempo para assistirmos ao lançamento do Falcon 9 da SpaceX com os 60 satélites da Starlink rumo ao espaço.

Actualização 2: Devido a problemas com o vento, o lançamento do Falcon 9 acabou por ser adiado por 24 horas.

Amanhã, à mesma hora, a SpaceX vai tentar novamente colocar os 60 satélites da Starlink em órbita.

Em Fevereiro a SpaceX já tinha lançado dois satélites ao espaço: eram eles o Tintin A e Tintin B. A ideia era exactamente testar a tecnologia da rede Starlink, usando para isso esses equipamentos de teste.

O objectivo final da SpaceX é colocar na órbita baixa da Terra quase 12.000 satélites Starlink. Este processo deverá acontecer até 2027, fornecendo acesso à Internet de alta velocidade a áreas do planeta onde a banda larga é rara, irregular ou inexistente.

Este primeiro lançamento é apenas uma pequena parte de um longo processo, de acordo com o planeado pela empresa.

pplware
16 MAI 2019



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1897: China vai lançar satélite português “Infante” em 2021

(dr) Ilustração do satélite Infante

A China vai lançar para o Espaço o satélite português “Infante”, com data prevista para 2021, no quadro da sua participação no laboratório tecnológico STARlab, uma parceria luso-chinesa.

Em declarações à Lusa, o presidente da empresa aeroespacial portuguesa Tekever, Ricardo Mendes, adiantou que o envolvimento da China no satélite “Infante” passa pelo seu lançamento e pelo desenvolvimento de alguns sensores.

A colaboração da China na construção e no lançamento do satélite de observação da Terra, “totalmente português“, é feita ao abrigo do STARlab, que resulta de uma parceria entre entidades públicas e privadas portuguesas e chinesas.

A Tekever é um dos parceiros e lidera o consórcio de empresas e universidades responsável pelo desenvolvimento do satélite “Infante”, que irá recolher dados marítimos e da superfície terrestre.

Ricardo Mendes espera que o “Infante”, que tem um custo de cerca de 10 milhões de euros, co-financiado por fundos europeus, possa ser a antecâmara para o fabrico de novos satélites em Portugal.

Em Outubro, o Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ), que faz parte do consórcio de construção do satélite, anunciou que o “Infante” será o precursor de outros satélites a lançar até 2025 para observação da Terra e comunicações, com foco em aplicações marítimas. Direccionado para a produção de pequenos satélites e a observação dos oceanos, o STARlab está em fase de instalação em Portugal.

Para breve, disse o presidente da Tekever, sem precisar prazos, está a criação de um pólo de investigação em Matosinhos, no CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto, outro dos parceiros portugueses e que tem projectos na área da vigilância marítima e exploração do mar profundo.

O anunciado pólo de Peniche do laboratório transitou para as Caldas da Rainha, onde a Tekever tem instalações, adiantou Ricardo Mendes, acrescentando que o STARlab será constituído como uma associação sem fins lucrativos, entre os parceiros públicos chineses e os privados portugueses.

Em Novembro, em declarações à Lusa, o ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, Manuel Heitor, afirmou que o STARlab estaria a funcionar em pleno em Março deste ano e teria dois pólos em Portugal, um em Matosinhos e outro em Peniche.

Para Ricardo Mendes, o que tem demorado mais tempo é a harmonização entre a legislação portuguesa e a chinesa para formalizar a constituição do laboratório.

O STARlab vai candidatar-se a fontes de financiamento nacional, comunitário e chinês, estimando investir, em cinco anos, 50 milhões de euros, montante repartido em partes iguais entre Portugal e China, país que tem crescido no sector da construção e do lançamento de micros-satélites.

O laboratório luso-chinês está também envolvido em projectos de robótica subaquática (veículos e sensores) e na produção e no lançamento de uma constelação de pequenos satélites para validar “tecnologias de posicionamento” de satélites no espaço.

O STARlab resulta da colaboração entre a Fundação para a Ciência e Tecnologia, a Tekever, o CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto, do lado português, e a Academia de Ciências Chinesa, através dos institutos de micros-satélites e de oceanografia.

De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, o laboratório deverá incentivar a abertura de centros científicos e tecnológicos em Portugal e na China, neste caso em Xangai.

ZAP // Lusa

Por Lusa
27 Abril, 2019

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1427: Não um, não dois, não três, mas quatro foguetões podem ir hoje para o espaço

Space X, Blue Origin, Arianespace e United Launch Alliance têm previsto lançar foguetões para o espaço esta terça-feira

Imagem do foguetão Falcon 9 da Space X
© D.R.

Se não houver nenhum imprevisto de última hora, como refere a notícia da Bloomberg, quatro empresas privadas planeiam lançar foguetões para o espaço esta terça-feira. Evento inédito. Que pode revolucionar a exploração espacial a nível comercial.

As empresas são as norte-americanas SpaceX, Blue Origin, United Launch Alliance e a francesa Arianespace. A primeira foi fundada por Elon Musk, que foi também o fundador da Tesla Motors, tendo sido a primeira empresa a vender um voo comercial à Lua. A segunda foi fundada por Jeff Bezos, também fundador da Amazon, conhecida empresa transnacional de comércio eletrónico. A terceira empresa resulta de uma joint venture entre a Boeing e a Lockheed Martin Corp e a quarta é uma empresa francesa lançada em 1980.

O primeiro foguetão a ser lançado será o Falcon 9 da Space X, em Cabo Canaveral, na Florida, EUA. O lançamento será acompanhado pelo vice-presidente norte-americano Mike Pense e está marcado para as 09.11 locais, ou seja, 14.11 em Lisboa.

19 minutos depois será lançado o New Shepard da Blue Origin e, em terceiro lugar, ocorrerá o lançamento do rocket russo Soyuz pela francesa Arianespace a partir da Guiana Francesa. Em último, será lançado o foguetão Delta da United Launch Alliance, a partir da base aérea de Vandenberg, na Califórnia, nos Estados Unidos.

Diário de Notícias
18 Dezembro 2018 — 11:25

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1391: Chineses vão plantar batatas na face oculta da Lua

Chang’e-4 foi lançada esta sexta feira à tarde do Centro Espacial de Xichang. O lado negro do satélite terrestre vai deixar de ser desconhecido.


Há um lado da Lua que nunca se consegue ver a partir da Terra.
© REUTERS

Eram seis e meia da tarde de sexta, 7 de Dezembro, quando Pequim confirmou a notícia. A sonda não tripulada Chang’e-4 está a caminho do espaço. Dirige-se à face oculta da Lua, o lado que os terrestres nunca conseguem ver no seu satélite e leva consigo, entre outras coisas, sementes de batata para plantar e ovos de bicho-da-seda. É mais um triunfo do expansão espacial chinesa.

Até aqui era impossível tecnologicamente chegar àquele lado do astro. Agora, se tudo correr bem, a sonda (baptizada com o nome de uma deusa chinesa que habita a lua) deverá alunar nos primeiros dias de Janeiro.

A China é então a primeira do mundo a enviar uma sonda e um veículo robotizado para o “lado negro da Lua”, onde pretende testar o crescimento de plantas e captar sinais de radiofrequência normalmente bloqueados pela atmosfera terrestre, de acordo com um artigo da revista científica Nature.

O local provável de alunagem da sonda e do veículo robotizado será a cratera Von Kármán, situada na bacia do Polo Sul-Aitken, a maior e mais antiga depressão na Lua e uma das maiores zonas de impacto do Sistema Solar.

“É uma área-chave para dar resposta a várias questões sobre a história da formação da Lua, incluindo a sua estrutura interna e a evolução da sua temperatura”, afirmou, citado pela Nature, o investigador Bo Wu, da Universidade Politécnica de Hong Kong, que descreveu a topografia e a geomorfologia da cratera.

O veículo robótico da Chang’e-4 está preparado para realizar diversas experiências no solo lunar, como avaliar com um radar a espessura das camadas subterrâneas e estudar com um espectrómetro a composição mineral à superfície.

A sonda, equipada também com vários instrumentos, irá estudar o gás interestelar e os campos magnéticos que se disseminam após a morte de uma estrela e testar se a batata e a planta herbácea arabidopsis thaliana (da família da mostarda) crescem e fazem a fotossíntese num ambiente controlado, mas condicionado à micro-gravidade da superfície lunar.

Experiências anteriores realizadas na Estação Espacial Internacional revelaram que a batata e a arabidopsis thaliana podem crescer normalmente em ambientes controlados que são sujeitos a uma gravidade inferior à da Terra, mas não a uma gravidade tão baixa como a da Lua.

Para comunicar com a sonda, o centro de controlo da missão Chang’e-4 irá usar o satélite Queqiao, lançado em maio, para intermediar as comunicações com o aparelho (a comunicação directa com a sonda não é possível no lado oculto da Lua).

Depois da “Chang’e-4 seguir-se-á a missão Chang’e-5, com lançamento previsto para 2019, e com a qual a China pretende recolher amostras do solo lunar.

A meta final da agência espacial chinesa, ainda sem data marcada, é criar uma base na Lua para exploração humana.

Diário de Notícias

DN

07 Dezembro 2018 — 20:27

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1388: China envia sonda para o lado oculto da Lua em missão inédita

A Chang’e-4 tem lançamento previsto para o final da tarde de desta sexta feira (madrugada de sábado na China) do Centro Espacial de Xichang.

A China vai enviar esta sexta-feira uma sonda para o lado oculto da Lua, onde espera colocar um veículo robotizado para estudar a zona da superfície lunar que não pode ser vista da Terra, um feito inédito na exploração espacial. Trata-se da segunda missão espacial chinesa a colocar uma sonda na superfície da Lua, depois de uma outra, em 2013.

A nova missão da agência espacial chinesa, a Chang’e-4, é, no entanto, a primeira do mundo a enviar uma sonda e um veículo robotizado para o “lado negro da Lua”, onde pretende testar o crescimento de plantas e captar sinais de radiofrequência normalmente bloqueados pela atmosfera terrestre, de acordo com um artigo da revista científica Nature.

A Chang’e-4 tem lançamento previsto para o final da tarde de desta sexta feira (madrugada de sábado na China) do Centro Espacial de Xichang.

O local provável de alunagem da sonda e do veículo robotizado será a cratera Von Kármán, situada na bacia do Polo Sul-Aitken, a maior e mais antiga depressão na Lua e uma das maiores zonas de impacto do Sistema Solar.

“É uma área-chave para dar resposta a várias questões sobre a história da formação da Lua, incluindo a sua estrutura interna e a evolução da sua temperatura”, afirmou, citado pela Nature, o investigador Bo Wu, da Universidade Politécnica de Hong Kong, que descreveu a topografia e a geomorfologia da cratera.

O veículo robótico da Chang’e-4 está preparado para realizar diversas experiências no solo lunar, como avaliar com um radar a espessura das camadas subterrâneas e estudar com um espectrómetro a composição mineral à superfície.

A sonda, equipada também com vários instrumentos, irá estudar o gás interestelar e os campos magnéticos que se disseminam após a morte de uma estrela e testar se a batata e a planta herbácea arabidopsis thaliana (da família da mostarda) crescem e fazem a fotossíntese num ambiente controlado, mas condicionado à micro-gravidade da superfície lunar.

Experiências anteriores realizadas na Estação Espacial Internacional revelaram que a batata e a arabidopsis thaliana podem crescer normalmente em ambientes controlados que são sujeitos a uma gravidade inferior à da Terra, mas não a uma gravidade tão baixa como a da Lua.

Para comunicar com a sonda, o centro de controlo da missão Chang’e-4 irá usar o satélite Queqiao, lançado em maio, para intermediar as comunicações com o aparelho (a comunicação directa com a sonda não é possível no lado oculto da Lua).

Depois da “Chang’e-4 seguir-se-á a missão Chang’e-5, com lançamento previsto para 2019, e com a qual a China pretende recolher amostras do solo lunar.

A meta final da agência espacial chinesa, ainda sem data marcada, é criar uma base na Lua para exploração humana.

Diário de Notícias
DN/Lusa
07 Dezembro 2018 — 08:05

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1250: Açores vai ter Porto Espacial (e os russos estão na corrida)

CIÊNCIA

(dr) ESA / CNES / ARIANESPACE
Centre Spatial Guyanais, Porto Espacial da Ariane na Guiana Francesa

Catorze consórcios internacionais, quatro deles liderados pelas empresas aeroespaciais Ariane, AVIO e Virgin e pela agência espacial russa Roscosmos, manifestaram interesse na construção de uma base para lançamento de micro-satélites nos Açores, a partir de 2021.

O anúncio foi feito pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior seis dias depois de ter terminado o prazo para empresas e entidades submeterem propostas no âmbito de um concurso público internacional aberto em Setembro.

Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, tratou-se de um concurso de ideias que visou aferir o interesse do mercado aeroespacial pela construção e operacionalização de um porto espacial na ilha de Santa Maria, antes de Portugal avançar com um “concurso realista” para a concretização do projecto.

Manuel Heitor assinalou à Lusa que a instalação e o funcionamento do porto espacial, destinado ao lançamento de pequenos satélites para observação da Terra, implicará, acima de tudo, um investimento privado, sendo que o investimento público, estimado em seis milhões de euros, será para a melhoria de infra-estrutura locais.

As propostas submetidas pelos 14 consórcios que, de acordo com um comunicado do ministério, incluem “soluções inovadoras de acesso ao espaço com micro-lançadores”, vão agora ser avaliadas por uma comissão internacional de peritos, presidida pelo ex-director da agência espacial europeia ESA Jean Jacques Dordain.

Cabe à comissão de peritos, depois de analisar as propostas iniciais, recomendar os candidatos que devem ‘entrar na corrida’ para a construção e operacionalização do porto espacial, e cujos projectos serão avaliados entre Fevereiro e Maio de 2019.

Na ‘corrida espacial’ terão de estar envolvidos consórcios com participação de empresas ou centros de investigação portugueses.

Primeiros lançamentos esperados em 2021

Espera-se que, de acordo com o calendário fixado, os primeiros lançamentos de pequenos satélites se iniciem na primavera ou no verão de 2021, depois de o contrato para a instalação e funcionamento do porto espacial ser assinado, em Junho de 2019, com os concorrentes ‘vencedores’.

Da lista de 14 consórcios internacionais que apresentaram ideias fazem parte empresas aeroespaciais portuguesas como a Edisoft, a Tekever e a Omnidea, precisou o ministro.

Quatro dos consórcios são liderados pelas companhias aeroespaciais Ariane (França), AVIO (Itália), Virgin Orbit (EUA) e Elecnor DEIMOS (Espanha) e pela agência espacial russa Roscosmos. Mas há também empresas alemãs envolvidas.

A comissão internacional de peritos integra o ex-director de lançadores da ESA Gaele Winters, a antiga vice-administradora da agência espacial norte-americana NASA Dava Newman, o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Luís Castro Henriques, o ex-reitor da Universidade do Minho António Cunha e o professor emérito da universidade norte-americana do Texas Byron Tapley.

Um dos estudos que levaram o Governo a promover a abertura do concurso público internacional de ideias para a construção de um porto espacial nos Açores, para lançamento de micro-satélites, foi desenvolvido pela Universidade do Texas, com a qual Portugal tem parcerias.

O estudo, datado de Janeiro, sugere a construção de uma base de lançamento de pequenos satélites preferencialmente na zona de Malbusca, na ilha de Santa Maria, devido “à amplitude e à orientação do seu corredor de lançamento e aos seus atributos de segurança de alcance superior”.

Segundo o estudo, a operacionalização do porto espacial deve ser acompanhada pela fixação nos Açores de empresas dedicadas ao fabrico de satélites.

A Universidade do Texas recomenda que uma eventual decisão sobre a base espacial deve ser suportada por um plano de negócios, uma análise de mercado e uma avaliação dos riscos ambientais e de segurança, aconselhando ainda a que Portugal identifique pelo menos um possível lançador de pequenos satélites que possa operar na base espacial de forma a garantir a sua viabilidade.

ZAP // LusA

Por Lusa
6 Novembro, 2018

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1024: NASA lançou satélite que vai medir ao detalhe alterações no gelo polar

ravas51 / Wikimedia

A agência espacial norte-americana lançou, este sábado, um satélite que irá medir as alterações no gelo polar da Terra com um detalhe sem precedentes, permitindo conhecer melhor os efeitos do aquecimento global.

O lançamento do ICESat-2 realizou-se na base militar de Vandenberg, na Califórnia, nos Estados Unidos, às 08h46 locais (13h46 em Lisboa).

O novo satélite, que vai dar continuidade às observações iniciadas pelo seu antecessor, o ICESat-1, cuja missão terminou em 2009, está equipado com o instrumento ‘laser’ mais avançado para este tipo de observações, possibilitando medições com um “detalhe sem precedentes”, de acordo com a NASA.

O ICESat-2 vai registar a alteração média anual da altura de gelo que cobre a Gronelândia e a Antárctida, com uma margem de até quatro milímetros (largura de um lápis), obtendo 60 mil medições por segundo.

Segundo a NASA, o degelo na Gronelândia e na Antárctida está a elevar em média o nível dos oceanos em mais de um milímetro por ano.

O satélite vai medir também as alterações na espessura e no volume do gelo do Oceano Árctico, cuja área diminuiu em 40% desde 1980.

Ao atravessar a Terra, de pólo a pólo, o engenho vai monitorizar a cota de gelo nas regiões polares quatro vezes por ano, fornecendo dados sobre as mudanças ocorridas sazonalmente.

O instrumento ‘laser’ com o qual o ICESat-2 está munido – o Sistema Avançado de Altímetro a Laser Topográfico (ATLAS, na sigla em inglês) – mede a altura cronometrando o tempo que fotões de luz demoram a viajar do satélite até à superfície da Terra e a voltar para trás.

Para a agência espacial norte-americana, os dados do ICESat-2 poderão contribuir para o avanço do conhecimento sobre o impacto do degelo na subida do nível do mar e no aumento da temperatura, efeitos das alterações climáticas.

O satélite está ainda preparado para medir a altura da superfície oceânica e terrestre, incluindo os topos das árvores das florestas (que, em conjunto com a informação existente sobre a área florestal global, possibilitam aos cientistas estimarem a quantidade de dióxido de carbono armazenada nas florestas).

ZAP // Lusa

Por Lusa
15 Setembro, 2018

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870: NASA lança com sucesso sonda que vai estar perto mais do Sol

(dr) Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory / NASA

A agência espacial norte-americana NASA lançou esta madrugada, a partir dos Estados Unidos, a primeira sonda que vai estar perto mais do Sol, depois de um adiamento no sábado por problemas técnicos.

O lançamento para o espaço da “Parker Solar Probe”, a partir da base de Cabo Canaveral, na Florida, aconteceu pelas 03h31 locais (08h31 em Lisboa), como estava previsto.

Inicialmente, previa-se que a descolagem acontecesse no sábado, mas a NASA acabou por adiar para hoje devido a um problema de pressão relacionado com as botijas de hélio. Resolvidos esses problemas, e com condições meteorológicas 95% favoráveis, o lançamento ocorreu como estimado.

Apontada para chegar em Novembro, a sonda teve, ao todo, três lançamentos marcados, todos remarcados por razões técnicas.

Este será o engenho humano mais rápido de sempre.

Pela primeira vez, a NASA deu a uma sonda o nome de uma pessoa que está viva, neste caso o astrofísico norte-americano Eugene Parker, de 91 anos.

Parker é o ‘pai’ do conceito de vento solar que a sonda se propõe observar mais a fundo, ao ‘viajar’ até bem perto da coroa do Sol, a camada mais externa da atmosfera da estrela, mais quente do que a sua superfície e de onde ‘saem’ partículas energéticas, sobretudo electrões e protões.

Com o tamanho de um pequeno carro, a “Parker Solar Probe” tem uma esperança de vida de sete anos. O seu escudo térmico, feito à base de carbono, permite-lhe resistir a temperaturas superiores a mil graus Celsius na sua maior aproximação ao Sol.

A sonda vai navegar pela atmosfera do Sol aproveitando a janela de oportunidade dada pela gravidade de Vénus, o segundo planeta mais próximo do astro-rei. De acordo com a NASA, o aparelho vai aproximar-se da superfície do Sol como nunca antes uma sonda o fez, permitindo obter as observações mais próximas de uma estrela.

Na sua órbita final pelo Sol, antes de colapsar, a sonda vai viajar a 696 mil quilómetros por hora, o que a tornará no objeto feito por humanos mais rápido de sempre, e estar a cerca de 6,1 milhões de quilómetros de distância da superfície da estrela, isto é, mais de sete vezes mais próxima do Sol do que a sonda Helios 2, que detém o actual recorde de distância.

Lançada para o espaço em 1976, a Helios 2, hoje inoperacional, chegou a estar a 43 milhões de quilómetros do Sol.

A “Parker Solar Probe” vai chegar perto o suficiente do Sol para, segundo a NASA, captar a variação da velocidade do vento solar e ver o ‘berço’ das partículas solares de maior energia.

Os cientistas querem perceber como a energia e o calor circulam através da coroa solar (constituída por plasma, gás ionizado formado a altas temperaturas) e explorar o que acelera o vento solar e as partículas energéticas.

ZAP // Lusa

Por Lusa
12 Agosto, 2018

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868: NASA adia para domingo o lançamento da sonda que vai “tocar” no Sol

nasamarshall / Flickr

A NASA decidiu adiar o lançamento da sonda Parker devido a um problema com a pressão de gás hélio na nave. O lançamento está agora marcado para domingo.

Estava já tudo preparado até que o relógio foi interrompido. O lançamento da Sonda Solar Parker, a partir do Cabo Canaveral, na Florida, estava previsto para as 3h33 (8h53, hora de Lisboa), com uma janela de oportunidade de 65 minutos que acabou por fechar.

Quando faltavam apenas quatro minutos para o lançamento, o relógio foi interrompido para resolver problemas que foram identificados na recta final. O relógio foi reiniciado por volta das 9h24, mas parou dois minutos depois e voltou atrás, aos quatro minutos. Segundo o Observador, o lançamento foi assim adiado por cerca de 24 horas.

As duas tentativas realizadas pela agência espacial foram adiadas devido a problemas de pressão relacionados com as botijas de gás hélio, verificados minutos antes da descolagem.

O lançamento da Parker foi assim adiado para este domingo para as 3h31 locais. Caso os problemas persistam, a tentativa seguinte irá acontecer na segunda-feira.

A janela de tempo tão pequena deve-se ao facto de o primeiro destino ser Vénus. Além disso, é preciso reduzir a exposição da Parker ao Cinturão de Van Allen que lhe poderia causar danos, visto que é um cinturão de partículas carregadas, transportadas por ventos solares, que são capturadas pelo campo magnético da Terra.

Como seria de esperar, enviar uma sonda em direcção ao Sol tem vários desafios, sendo que o primeiro é contrariar o movimento da Terra. Como o nosso planeta descreve uma órbita em torno do Sol, qualquer objeto lançado para fora da atmosfera tem tendência a seguir essa órbita.

No entanto, se assim fosse, a Parker nunca chegaria ao destino. Para contrariar essa força, é preciso 55 vezes mais energia para lançar uma sonda em direcção ao Sol do que para Marte. Aliás, é por este motivo que se justifica a escolha do foguetão Delta IV Heavy, pela necessidade de impulsão da sonda e pela capacidade de acomodar um terceiro sistema de propulsão.

A NASA adianta ainda que, caso o lançamento não se realize até segunda-feira, há uma janela para o lançamento bem sucedido até ao dia 23 de Agosto. Este período de tempo é considerado determinante por que a sonda vai depender da gravidade de Vénus para a colocar na direcção certa rumo ao Sol.

Seis semanas após o lançamento, a Parker vai encontrar a gravidade do planeta Vénus que vai servir para abrandar a sua velocidade e, assim, orientá-la no caminho certo.

A Sonda Solar Parker vai aproximar-se da superfície do Sol como nunca antes uma sonda o fez , permitindo obter as observações mais próximas de uma estrela.

ZAP //

Por ZAP
11 Agosto, 2018

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865: NASA lança este sábado a sonda que vai “tocar” no Sol

nasamarshall / Flickr

Rodeada de um escudo para a proteger das altas temperaturas, a sonda Parker parte já este sábado do Cabo Canaveral, na Florida, com destino ao Sol, e leva uma missão na bagagem: perceber porque é que a coroa solar é muito mais quente do que a sua superfície.

A agência espacial norte-americana NASA lança, este sábado, uma sonda que irá viajar até bem perto da coroa do Sol, a camada mais externa da sua atmosfera, tornando-se no primeiro aparelho a estar tão próximo da estrela.

O lançamento do engenho, o “Parker Solar Probe“, será feito do Cabo Canaveral, na Florida, nos Estados Unidos, com hora prevista para as 03h33 locais (08h33 em Lisboa).

A sonda Parker vai navegar pela atmosfera solar e, segundo a NASA, vai aproximar-se da superfície do astro-rei como nunca antes uma sonda o fez, permitindo obter as observações mais próximas de uma estrela.

Na maior aproximação ao Sol, o escudo térmico da sonda, feito de carbono, vai enfrentar temperaturas perto dos 1.377ºC. À superfície, a temperatura do Sol atinge os 5.500ºC. Na coroa, a parte mais exterior da sua atmosfera, visível como um anel durante os eclipses, os termómetros chegam aos dois milhões de graus Celsius.

Aproveitando a gravidade do planeta Vénus, o segundo mais próximo do Sol, a sonda vai chegar perto o suficiente do Sol para conseguir captar a variação da velocidade do vento solar (emissão de partículas energéticas provenientes da coroa, sobretudo electrões e protões) e ver o berço das partículas solares de maior energia.

Uma das metas dos cientistas é perceber como a energia e o calor circulam através da coroa solar – constituída por plasma, gás ionizado formado a altas temperaturas – e explorar o que acelera o vento solar e as partículas energéticas.

Justificando a importância da missão, que durará sete anos, a NASA salienta que perturbações no vento solar agitam o campo magnético da Terra, que protege o planeta da radiação solar, e interferem com o clima espacial, que pode mudar a órbita dos satélites, encurtar a sua esperança de vida e alterar o funcionamento de equipamentos electrónicos a bordo, assim como pôr em perigo a vida de astronautas.

A sonda ganhou o nome do astrofísico norte-americano Eugene Parker, de 91 anos, que apresentou, na década de 50, uma série de conceitos para explicar como as estrelas, incluindo o Sol, libertam energia. Chamou vento solar à ‘cascata’ de energia do Sol e descreveu todo um “sistema complexo” de plasmas, campos magnéticos e partículas energéticas associado ao conceito de vento solar.

A NASA lembra que Parker teorizou uma explicação para a temperatura extremamente elevada da coroa solar, que, ao contrário do que seria expectável, é mais quente do que a superfície do Sol apesar de ser a camada mais externa da atmosfera.

A sua teoria sugere que erupções solares regulares, mas pequenas, podem causar este calor intenso.

À AFP, Alex Young, especialista em actividade solar da NASA, diz que este “é um ambiente muito estranho e pouco familiar para nós”. Mas Nicky Fox, do laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins e responsável científica da missão, garante que a observação à distância da coroa do Sol já não é mais viável.

É preciso ir onde as coisas acontecem, onde todas as coisas misteriosas ocorrem”, conclui.

ZAP // Lusa

Por ZAP
10 Agosto, 2018

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858: CONHEÇA A PARKER SOLAR PROBE

Impressão de artista da Parker Solar Probe da NASA. A sonda vai voar pela coroa do Sol e traçar como a energia e o calor se movem pela atmosfera da estrela.
Crédito: APL/NASA GSFC

A Parker Solar Probe da NASA deverá descolar este mês de Agosto, numa janela de lançamento entre os dias 11 e 23 de Agosto. O foguetão Delta IV Heavy vai transportar até ao espaço a nave com o tamanho de um automóvel, com o objectivo de estudar o Sol mais perto do que qualquer outro objeto feito pelo ser humano.

O nosso Sol é muito mais complexo do que aparenta ser. Em vez do disco constante e imutável que parece aos olhos humanos, o Sol é uma estrela dinâmica e magneticamente activa. A atmosfera do Sol envia constantemente material magnetizado para o exterior, envolvendo o nosso Sistema Solar muito além da órbita de Plutão e influenciando todos os mundos pelo caminho. Bobinas de energia magnética explodem com radiação e luz, que viajam pelo espaço e criam interrupções temporárias na nossa atmosfera, por vezes afectando os sinais de rádio e as comunicações perto da Terra. A influência da actividade solar na Terra e nos outros planetas é colectivamente conhecida como “clima espacial”, e a chave para entender as suas origens está na compreensão do próprio Sol.

“A energia do Sol está sempre a passar pela Terra,” comenta Nicky Fox, cientista do projecto Parker Solar Probe no Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, no estado norte-americano de Maryland. “E embora o vento solar seja invisível, podemos vê-lo a rodear os pólos nas auroras, que são muito bonitas, mas que revelam a enorme quantidade de energia e de partículas que entram em cascata na nossa atmosfera. Não temos uma forte compreensão dos mecanismos que orientam esse vento na nossa direcção e é por isso que vamos partir nesta jornada.”

É aqui que entra a Parker Solar Probe. A nave transporta várias “suites” de instrumentos construídos para estudar o Sol tanto remotamente quanto “in situ”, ou directamente. Em conjunto, os dados destes instrumentos de última geração deverão ajudar os cientistas a responder a três perguntas fundamentais sobre a nossa estrela.

Uma dessas questões é o mistério da aceleração do vento solar, o constante fluxo de material do Sol. Embora compreendamos em grande parte as origens do vento solar no Sol, sabemos que existe um ponto – ainda não observado – onde o vento solar é acelerado a velocidades supersónicas. Os dados mostram que essas mudanças acontecem na coroa, uma região da atmosfera solar pela qual a Parker Solar Probe voará directamente, e os cientistas planeiam usar as medições remotas e “in situ” para descobrir como é que isto acontece.

Em segundo lugar, os cientistas esperam desvendar o segredo das temperaturas extremamente altas da coroa. A superfície visível do Sol tem aproximadamente 5600º C mas, por razões que não compreendemos completamente, a coroa é centenas de vezes mais quente, chegando a vários milhões de graus Celsius. Isto é contra-intuitivo, pois a energia do Sol é produzida no seu núcleo.

“É como se nos afastássemos de uma fogueira e de repente a temperatura subisse muito mais,” comenta Fox.

Finalmente, os instrumentos da Parker Solar Probe deverão revelar os mecanismos em funcionamento por trás da aceleração das partículas energéticas solares, que podem atingir velocidades superiores a metade da velocidade da luz à medida que se afastam do Sol. Tais partículas podem interferir com os componentes electrónicos dos satélites, especialmente aqueles para lá do campo magnético da Terra.

Para responder a estas perguntas, a Parker Solar Probe usa quatro conjuntos de instrumentos.

A “suite” FIELDS, liderada pela Universidade da Califórnia em Berkeley, mede os campos eléctricos e magnéticos em redor da nave. O conjunto de instrumentos FIELDS vai captar ondas e turbulência na heliosfera interior com alta resolução para compreender os campos associados com as ondas, choques e com a reconexão magnética, um processo pelo qual as linhas do campo magnético se realinham de forma explosiva.

O instrumento WISPR (Wide-Field Imager for Parker Solar Probe) é a única câmara a bordo da sonda. Captará imagens de estruturas como ejecções de massa coronal, jactos e outras características expelidas pelo Sol, a fim de ajudar a relacionar o que acontece na estrutura coronal a grande escala com as medições físicas detalhadas recolhidas directamente no ambiente próximo do Sol. É liderado pelo Laboratório de Investigação Naval em Washington, DC.

A “suite” SWEAP (Solar Wind Electrons Alphas and Protons Investigation) usará dois instrumentos complementares para recolher dados. Conta as partículas mais abundantes no vento solar – electrões, protões e iões de hélio – e mede propriedades como a velocidade, densidade e temperatura com o objectivo de melhorar a nossa compreensão do vento solar e do plasma coronal. O conjunto de instrumentos SWEAP é liderado pela Universidade do Michigan, pela Universidade da Califórnia em Berkeley e pelo Observatório Astrofísico Smithsonian, em Cambridge, Massachusetts.

Finalmente, a “suite” ISʘIS (Integrated Science Investigation of the Sun, que inclui o símbolo ʘ – o símbolo do Sol – na sua sigla) medirá partículas através de uma ampla gama de energias. A medição dos electrões, protões e iões vai permitir entender os ciclos de vida das partículas – de onde vieram, como se tornam aceleradas e como saem do Sol e se movem através do espaço interplanetário. O conjunto de instrumentos ISʘIS é liderado pela Universidade de Princeton em Nova Jersey.

A Parker Solar Probe é uma missão já planeada há cerca de sessenta anos. Com o alvorecer da Era Espacial, a Humanidade foi apresentada à dimensão total da poderosa influência do Sol sobre o Sistema Solar. Em 1958, o físico Eugene Parker publicou um artigo científico inovador, teorizando a existência do vento solar. A missão honra este cientista e é a primeira missão da NASA a receber o nome de uma pessoa ainda viva.

Somente nas últimas décadas a tecnologia se tornou suficientemente avançada para tornar a Parker Solar Probe uma realidade. A ousada viagem da nave é possível graças a três grandes avanços: o escudo térmico de ponta, o sistema de arrefecimento solar e o avançado sistema de gestão de falhas.

“O Sistema de Protecção Térmica (o escudo de calor) é uma das tecnologias que possibilitam a missão da nave,” comenta Andy Driesman, gerente do projecto Parker Solar Probe no Laboratório de Física Aplicada de Johns Hopkins. “Permite que a nave opere praticamente à temperatura ambiente.”

As outras inovações críticas são o sistema de arrefecimento dos painéis solares e o sistema de gestão de falhas a bordo. O sistema de arrefecimento dos painéis solares permite com que estes produzam energia sob a intensa carga térmica do Sol e o sistema de gestão de falhas protege a nave durante os longos períodos em que não consegue comunicar com a Terra.

Usando dados de sete sensores colocados em redor dos limites da sombra provocada pelo escudo de calor, o sistema de gestão de falhas da Parker Solar Probe protege a sonda durante os longos períodos de tempo em que não consegue comunicar com a Terra. Se detectar um problema, a sonda corrige automaticamente a sua trajectória para garantir que os seus instrumentos científicos permaneçam frescos e em funcionamento durante os períodos de perda de comunicação.

O escudo de calor da Parker Solar Probe – TPS (Thermal Protection System) – é uma “sanduíche” de carbono-carbono que envolve quase quatro polegadas e meia de espuma de carbono, que é aproximadamente 97% ar. Embora tenha quase 2,5 metros em diâmetro, o TPS só acrescenta cerca de 73 kg à massa da Parker Solar Probe graças aos seus materiais leves.

Embora o Delta IV Heavy seja um dos foguetões mais poderosos do mundo, a Parker Solar Probe é relativamente pequena, mais ou menos do tamanho de um carro pequeno. Mas o que a Parker Solar Probe precisa é energia – alcançar a sua órbita em torno do Sol exige muita energia no lançamento. Isto porque qualquer objeto lançado da Terra começa a viajar em redor do Sol à mesma velocidade que a Terra – cerca de 29,8 km/s – de modo que um objeto tem que viajar incrivelmente depressa para contrabalançar este momento, para mudar de direcção e para se aproximar do Sol.

A janela de lançamento da Parker Solar Probe – entre as 4 e as 6 horas EDT (Eastern Daylight Time, 09:00-11:00 em Portugal), durante um período de duas semanas – foi escolhida com muita precisão a fim de enviar a sonda para o seu primeiro e vital alvo, para ajudar a chegar à órbita final: Vénus.

“A energia de lançamento para alcançar o Sol é 55 vezes a necessária para alcançar Marte, e duas vezes a necessária para chegar a Plutão,” comenta Yanping Guo do Laboratório de Física Aplicada de Johns Hopkins, que projectou a trajectória da missão. “Durante o verão, a Terra e os outros planetas no nosso Sistema Solar estão no alinhamento mais favorável para nos permitir chegar perto do Sol.”

A nave realizará uma assistência gravitacional para “deitar fora” alguma da sua velocidade no poço de energia orbital de Vénus, colocando a Parker Solar Probe numa órbita que – já na sua primeira passagem – a leva para mais perto da superfície solar do que qualquer outra sonda alguma vez esteve, bem dentro da coroa. A Parker Solar Probe realizará manobras idênticas mais seis vezes ao longo da sua missão de sete anos, auxiliando a nave na sequência final de órbitas que passam a pouco mais de 6,1 milhões de quilómetros da fotosfera.

“Ao estudar a nossa estrela, podemos aprender mais não só sobre o Sol,” comenta Thomas Zurbuchen, administrador associado do Directorado de Missões Científicas na sede da NASA, “mas também podemos aprender mais sobre todas as outras estrelas espalhadas pela Galáxia, pelo Universo e até mais sobre o começo da vida.”

Astronomia On-line
7 de Agosto de 2018

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582: Câmara derrete enquanto fotografa lançamento de foguetão da NASA

Bill Ingalls / Facebook

Durante o lançamento do foguetão SpaceX Falcon 9, esta terça-feira, uma câmara fotográfica que filmava o momento derreteu.

A câmara do fotógrafo da NASA Bill Ingalls estava a registar o lançamento do foguetão SpaceX Falcon 9 quando derreteu. A Canon DSLR estava a cerca de 400 metros do lançamento, num complexo da Força Aérea da Califórnia, onde estavam mais cinco câmaras remotas.

No entanto, por incrível que pareças, todas as fotografias foram salvas. Segundo explicou o fotógrafo no Facebook, as fotografias ficaram todas guardadas e foram tiradas até ao momento em que a máquina derreteu.

Segundo o Jornal de Notícias, o fotógrafo regista lançamentos de foguetões desde 1989. Contudo, Bill Ingalls referiu que esta terá sido a primeira vez que uma das suas câmaras derreteu, sendo que outras que estavam mais perto do local não sofreram qualquer dano.

Quando a câmara deixou de ser um aparelho tecnológico e se transformou em labaredas, foram os bombeiros que a encontraram. “Pelo menos, ainda tirou uma foto (do lançamento do foguetão) antes de se desfazer”, disse o fotógrafo da NASA.

Para Bill Ingalls o problema sãos os resíduos que são projectados, como rochas que podem danificar ou, como neste caso, destruir o equipamento.

As câmaras que se encontram mais perto do lançamento de foguetões têm, geralmente, invólucros que as protegem. Por sua vez, as que estão mais longe têm filtros que protegem as suas lentes.

ZAP //

Por ZAP
24 Maio, 2018

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568: China quer revelar o lado oculto da Lua

REUTERS /Muhammad Hamed

“O lançamento é um passo chave para que a China atinja o seu objectivo, de ser o primeiro país a enviar uma sonda para aterrar no lado mais longínquo da Lua”, afirmou o responsável pelo lançamento

A China lançou esta segunda-feira um satélite de retransmissão para assegurar a comunicação com a sonda lunar Chang’e-4, que será lançada em breve, para explorar o lado oculto da Lua.

O satélite Queqiao foi transportado por um foguetão Longa Marcha-4C, a partir do centro de lançamento de satélites Xichang, no sudoeste da China, informou a agência noticiosa oficial Xinhua, que cita a Administração Nacional Espacial da China.

Vinte e cinco minutos após o lançamento, o satélite separou-se do foguetão e entrou em órbita.

Cientistas e engenheiros chineses esperam que o Queqiao sirva para os controladores comunicarem com o Chang’e-4, a sonda que no final do ano deve aterrar no lado da Lua não visível da Terra.

A sonda irá aterrar na bacia do pólo Sul lunar Aitken.

Está previsto que o satélite, que pesa uns 400 quilos, opere durante os próximos três anos.

Em 2013, a China conseguiu aterrar uma sonda espacial na Lua, pela primeira vez, numa proeza só realizada até então pela Rússia e pelos Estados Unidos. Até agora, realizou cinco missões tripuladas, a primeira em 2003 e a mais recente em 2013, enviando para o espaço dez astronautas (oito homens e duas mulheres).

O país prevê iniciar, em 2019, a construção de uma estação espacial, que deverá estar concluída em 2022, e terá presença permanente de tripulantes.

Diário de Notícias
21 DE MAIO DE 2018 09:15
DN/Lusa

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426: NASA lança foguetão com para-quedas a pensar em missão a Marte em 2020

A agência espacial norte-americana NASA lançou hoje um foguetão com um para-quedas que poderá ter um papel importante na futura missão a Marte em 2020.

O foguetão foi lançado às 12:20 locais (17:20 em Lisboa) da ilha Wallops, na costa leste do estado norte-americano da Virgínia.

Conforme o previsto, o aparelho alcançou, dois minutos após o lançamento, uma altitude de 50 quilómetros e o para-quedas abriu com sucesso.

A carga do foguetão submergiu no Oceano Atlântico, a 65 quilómetros da ilha de Wallops. Durante a tarde, cientistas e engenheiros da NASA vão recuperar o conteúdo que caiu no mar e analisar os detalhes do lançamento.

A NASA iniciou em 2012 um programa que visa o lançamento de um veículo de exploração de Marte em 2020.

DN
31 DE MARÇO DE 2018 20:48
DN/ Lusa

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366: Startup lançou quatro micro-satélites não autorizados para o espaço

(dv) ISRO

Uma startup norte-americana lançou quatro satélites não autorizados para o espaço, a partir da Índia.

Enquanto algumas pessoas se preocupam que ter um Tesla Roadster a caminho de Marte constitui lixo espacial, há startups que parecem querer tratar o espaço como o “oeste selvagem”, lançando satélites não autorizados para o espaço que poderão por em risco outros satélites.

A 12 de Janeiro um satélite indiano de mapeamento e umas dezenas de CubeSats mais pequenos foram lançados a partir da Índia.

Além disso, foram também enviados para o espaço quatro micro-satélites misteriosos – os SpaceBees – que se imaginam pertencer a uma startup norte-americana chamada Swarm Technologies.

O problema é que a Swarm Technologies não tinha autorização para colocar estes satélites em órbita, sendo que esse pedido tinha sido recusado por serem considerados perigosos para outros satélites.

O factor de risco advém do facto destes micro-satélites terem um tamanho bastante reduzido (próximo de um livro) o que impossibilita o seu seguimento a partir das estações de radar no solo.

É por isso que os satélites têm um tamanho mínimo recomendado, que permita serem seguidos do solo para se saber sempre por onde andam, especialmente quando deixam de funcionar.

É precisamente por isso que a Comissão Federal de Comunicações (a FCC) não ficou muito convencida com os sistemas que a Swarm implementou, com um GPS a bordo que permite comunicar com ele para pedir a sua localização exacta. Se o satélite deixar de funcionar – o que inevitavelmente acontecerá, depois do seu tempo útil de vida – deixaria de se saber por onde anda.

Ainda assim, a empresa parece ter ignorado estes “detalhes” e avançado com o lançamento de quatro destes micro-satélites.

A ideia da Swarm é criar uma constelação de micro-satélites para complementar uma rede “internet of things” que permita comunicações em todo o mundo, mesmo em locais onde não haja cobertura tradicional.

Embora a empresa já tenha dito que a sua próxima geração de satélites irá usar um tamanho maior que permitirá o tracking a partir do solo, resta saber a que tipo de penalização se arrisca por ter avançado com este lançamento sem as devidas autorizações.

ZAP // Aberto Até de Madrugada

Por AadM
12 Março, 2018

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234: A missão secreta da Space X pode ter falhado

Official SpaceX Photos / Flickr

O lançamento do Falcon 9 correu (aparentemente) bem. No entanto, há rumores que dão o satélite secreto Zuma, dos EUA, como perdido.

A SpaceX lançou, no passado domingo, o foguete Falcon 9, que levava um satélite secreto do Governo dos EUA em órbita – o Zuma. Aparentemente, o lançamento foi bem sucedido. No entanto, esta segunda-feira, começaram a surgir rumores de que o satélite terá deixado de funcionar, depois do Falcon 9 ter aterrado em Cape Canaveral.

De acordo com a Bloomberg, o satélite caiu em direcção à Terra e entrou em combustão na atmosfera. Contudo, ninguém parece saber ao certo o que é feito dele.

Nem a empresa de Elon Musk nem a Northrop grumman, o fabricante do satélite, confirmaram se a missão secreta teria sido cumprida.

Ainda assim, em declarações ao The Verge, a Space X disse que as “análises aos dados indicam que o Falcon 9 teve um desempenho satisfatório“. Já a Northrop Grumman disse que não comenta “missões confidenciais”.

As informações das empresas contradizem a informação avançada pela Bloomberg, que relata que a parte superior do Falcon 9 falhou e que o satélite não se separou do foguetão, como seria suposto.

Segundo o Observador, também o registo do satélite norte-americano USA 280 no catálogo da space-track.org a seguir ao lançamento levantou dúvidas. Provavelmente, alguém do Comando Estratégico do Centro de Operações Espacial adicionou o Zuma ao catálogo após ter completado uma órbita.

No entanto, isso não significa que o Zuma ainda esteja em órbita ou que se tenha separado do Falcon 9 que, segundo o astrónomo Jonathan McDowell, iria sair de órbita passadas 1,5 órbitas.

Para aumentar o clima de instabilidade em relação ao que se sabe (ou se pensa saber) sobre o lançamento do Falcon 9, segundo a Wired, a Space X usa sempre o seu próprio hardware, mas na missão Zuma o adaptador de carga foi fornecido pela própria construtora do satélite.

O que aconteceu permanecerá uma incógnita. Dada a confidencialidade da missão dos EUA, é pouco provável que se venha a saber algo sobre o paradeiro de Zuma.

ZAP //

Por ZAP
11 Janeiro, 2018

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105: Lançamentos orbitais em Novembro de 2017

O mês de Outubro de 2017 termina com um total de 9 lançamentos orbitais, todos bem sucedidos, tendo sido colocados em órbita 28 satélites.

Até 31 de Outubro 2017, foram realizados 494 lançamentos orbitais neste mês, o que corresponde a uma média de 8,2 lançamentos e a 9,3% do total de lançamentos bem sucedidos realizados desde 4 de Outubro de 1957 (o mês de Janeiro é o mês com menos lançamentos orbitais com 312 lançamentos que corresponde a 5,9% do total e uma média de 5,2) e o mês de Dezembro é o mês com mais lançamentos orbitais (com 541 lançamentos que corresponde a uma média de 9,0 lançamentos e a 10,2% dos lançamentos realizados.

O número de lançamentos orbitais bem sucedidos levados a cabo em 2017 (68) corresponde a 1,28% do total de lançamentos orbitais realizados desde 4 de Outubro de 1957.

Para Novembro de 2017 estão previstos 8 lançamentos orbitais, originando da China, Arianespace, dos Estados Unidos e da Rússia.

A China vai levar a cabo o lançamento de dois novos satélites de navegação a 5 de Novembro de 2017. O lançamento está previsto para ter lugar por volta das 1140UTC e será levado a cabo por um foguetão CZ-3B Chang Zheng-3B/YZ-1 a partir do Complexo de Lançamento LC3 do Centro de Lançamento de Satélites de Xichang, província de Sichuan.

Os satélites a bordo serão o Beidou-3M1 (Beidou-24) e o Beidou-3M2 (Beidou-25) que serão colocados em órbitas a uma altitude entre os 21.400 e os 21.500 km com uma inclinação de 55,5º. Os satélites são baseados em novas plataformas equipadas com antenas de fases para os sinais de navegação e o retro-reflector laser. Cada satélite terá uma massa de 1.014 kg no lançamento e as suas dimensões são de 2,25 x 1,0 x 1,22 metros.

Este será o primeiro lançamento de um foguetão CZ-3B Chang Zheng-3B desde o lançamento realizado em Junho de 2017 e que colocou o satélite de comunicações ZX-9A Zongxing-9A numa órbita mais baixa do que previsto.

A 8 de Novembro um foguetão Vega da Arianespace será lançado na missão VV11 transportando a bordo do satélite Mohammed VI-A (MN35-A Morocco EO Sat 1). O lançamento está previsto para ter lugar às 0142:30UTC e será levado a cabo a partir do Complexo de Lançamento ZLV do CSG Kourou, Guiana Francesa.

O satélite foi construído pela Astrium Satellites e pela Thales Alenia Space, e é um satélite de observação da Terra a alta-resolução. É baseado na plataforma AstroSat-1000 e a sua massa no lançamento é de 1.110 kg.

O foguetão Delta-2 7920-10C (D378) será lançado às 0947:03UTC do dia 10 de Novembro a partir do Complexo de Lançamento SLC-2W da Base Aérea de Vandenberg, Califórnia, transportando o satélite meteorológico JPSS-1 (NOAA-20). O satélite foi desenvolvido pela Ball Aerospace e é baseado na plataforma BCP-2000, tendo uma massa de 2.540 kg no lançamento.

Juntamente com o JPSS-1 serão lançados os satélites Buccaneer RMM, EagleSat, Fox-1B (RadFxSat), MakerSat-0 e MiRaTA. O Buccaneer RMM é um satélite baseado na plataforma CubEsat-3U que irá mitigar os problemas relacionados com a abertura de uma antena UHF. O Os resultados serão aplicados no satélite Buccaneer baseado na plataforma CUbeSat-3U com o objectivo de calibrar a rede de radar Jindalee Over-the-Horizon Radar Network (JORN). A sua massa é de 4 kg.

O satélite Norte-americano, Eaglesat, é um satélite CubeSat-1U com propósitos educacionais desenvolvido pela Universidade Aeronáutica de Embry-Riddle. A sua massa é de 1 kg.

O satélite MiRaTA (Microwave Radiometer Technology Acceleration) é um CubeSat-3U com uma massa de 5,5 kg desenvolvido pela Laboratório Lincoln do Instituto de Tecnologia do Massachusetts. O satélite irá levar a cabo tarefas de demonstração tecnológica e de observação da Terra.

O Fox-1B (RadFxSat), com uma massa de 1 kg, é um CubeSat-1U que será utilizado para demonstração tecnológica e para comunicações de radio amador.

O pequeno Makersat-0 é um CubeSat-1U com uma massa de 1 kg desenvolvido pela Northwest Nazarene University e que será utilizado para demonstração tecnológica.

Uma nova missão logística para a ISS será lançada a 11 de Novembro pela Orbital ATK. O veículo de carga Cygnus OA-8 (na missão CRS-8) será lançado por um foguetão Antares-230 a partir do Complexo de Lançamento LP-0A do MARS Wallops Island, pelas 1237UTC. A bordo do Cygnus OA-8 serão transportados mantimentos e experiências tecnológicas, além dos satélites EcAMSatISARACHEFSatAsgardia-1OCSD B (AeroCube 7B)OCSD C (AeroCube 7C), PropCube 2 (Fauna) e vários satélites Lemur-2z.

Um novo satélite meteorológico para a China será colocado em órbita a 15 de Novembro. O satélite FY-3D Fengyun-3D será lançado pelo foguetão CZ-4C Chang Zheng-4C (Y21) a partir do Complexo de Lançamento LC9 do Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan. O FY-3D é o quarto satélite da segunda geração de satélites meteorológicos polares, tendo sido desenvolvido pelo SAST. No lançamento a sua massa é de cerca de 2.200 kg. Juntamente com o FY-3D deverá ser lançado o pequeno satélite HEAD-1 que transporta um sistema AIS (Automatic Identification System).

Uma missão militar secreta será lançada pela SpaceX a 16 de Novembro utilizando o foguetão Falcon-9 (B1043) a partir do Complexo de lançamento LC-39A do Centro Espacial Kennedy. A missão é designada Mission 1390 (ou ZUMA) e foi desenvolvida pela Northrop Grumman. Não se sabe que tipo de carga estará a bordo.

A 21 de Novembro um foguetão CZ-6 Chang Zheng-6 será lançado desde o Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan, transportando os satélites Jilin 1-04 (Lingqiao 1-04), Jilin 1-05 (Lingqiao 1-05) e Jilin 1-06 (Lingqiao 1-06). Estes são satélites comerciais de detecção remota com observação através de vídeo em alta definição.

O foguetão Soyuz-2-1B/Fregat (N15000-001/122-04) será lançado desde o Complexo de Lançamento LC-1S do Cosmódromo de Vostochniy a 28 de Novembro transportando o satélite meteorológico Meteor-M No. 2-1. Juntamente serão colocados em órbita os satélites Baumanets-2, SEAM, AISSat-3, LEO Vantage-1, D-Star OneIdea OSG-1 (ASTROSCALE)Corvus-BC 1 (Landmapper-BC 1)Corvus-BC 2 (Landmapper-BC 2) e vários satélites Lemur-2.

Em Órbita
Astronáutica e Conquista do Espaço
4 de Novembro de 2017

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