4292: China lançou um avião espacial secreto (e pode ter deixado algo na órbita da Terra)

CIÊNCIA/ESPAÇO/CHINA

NASA/Marshall Space Flight Center
O avião espacial da China pode ser semelhante ao avião espacial dos Estados Unidos, o X-37B

A China testou com sucesso uma “nave reutilizável”, amplamente considerada um avião espacial que poderia permitir o acesso frequente e de baixo custo ao Espaço -, mas a missão continua envolta em mistério.

Este domingo, a agência de notícias estatal Xinhua relatou que o veículo tinha regressado ao seu “local de pouso programado” após uma missão de dois dias em órbita. O avião foi lançado um foguete Long March 2F na sexta-feira passada do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no Deserto de Gobi.

“O voo bem-sucedido marcou o avanço importante do país na pesquisa de naves espaciais reutilizáveis e espera-se que ofereça transporte de ida e volta conveniente e de baixo custo para o uso pacífico do Espaço”, escreveu a Xinhua.

De acordo com a revista Forbes, acredita-se que o local de pouso tenha sido no deserto de Taklamakan, no noroeste da China, embora isso não tenha sido confirmado oficialmente.

Segundo observadores independentes no solo, o veículo atingiu uma altitude de cerca de 350 quilómetros. O avião foi inicialmente lançado com uma inclinação orbital de cerca de 45 graus, mas realizou uma “manobra dogleg” para mudar a sua inclinação para 50 graus logo após o lançamento.

No entanto, a natureza exacta do veículo em si e o que fez no Espaço permanece um mistério. Sabe-se que a China tem desenvolvido tecnologia de aviões espaciais, mas o anúncio repentino do lançamento “surgiu do nada”.

Não se sabe se o veículo do foguete era um protótipo de avião espacial projectado para, um dia, transportar humanos, ou algo semelhante ao avião espacial X-37B da Força Aérea dos Estados Unidos, usado para missões desconhecidas na órbita da Terra.

Uma fonte militar não identificada citada pelo jornal chinês South China Morning Post parece sugerir o último, dizendo, em relação ao veículo chinês,  “talvez se possa olhar para o X-37B dos Estados Unidos”. Segundo a mesma fonte, houve “muitas novidades neste lançamento”, o que significa que havia uma “necessidade de garantir que haja segurança extra” e, portanto, o sigilo em torno do lançamento.

Há também sugestões de que, como o X-37B, o veículo da China pode ter lançado algo em órbita. Relatos sugeriram que algo foi lançado duas órbitas antes do avião espacial regressar à Terra.

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“As cápsulas da tripulação chinesa lançaram anteriormente pequenos satélites companheiros Banxing para monitorização”, escreveu o jornalista espacial da China Andrew Jones no SpaceNews. “Uma nave espacial experimental de nova geração lançou um módulo de tecnologia de descida e reentrada inflamável de teste em maio. A experiência sofreu uma anomalia durante a reentrada”.

Se este for realmente um avião espacial, a China será a terceira nação a ter enviado com sucesso tal veículo em órbita após os Estados Unidos e a União Soviética.

ZAP //

Por ZAP
7 Setembro, 2020

 

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4079: Perseverance já está a caminho de Marte. Lançamento foi um sucesso

CIÊNCIA/MARTE/PERSEVERANCE

Cristobal Herrera-Ulashkevich / EPA

Os Estados Unidos lançaram esta quinta-feira um novo robô para Marte, para recolher amostras de rocha que só vão ser enviadas para estudo para a Terra em 2031, dez anos depois de o engenho aterrar no “planeta vermelho”.

O Perseverance já enviou sinal a confirmar que está a caminho de Marte. “Isto significa que a rede para o espaço profundo do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA está agora ligada à nave”, disse Omar Baez, gestor do Programa de Serviços de Lançamento da agência norte-americana.

“Tudo parece estar a funcionar e hoje a contagem do lançamento correu lindamente”, acrescentou.

O lançamento foi feito, a bordo de um foguetão Atlas V, da base espacial norte-americana de Cabo Canaveral, na Florida, às 07:50 (hora local, 12:50 em Lisboa).

Trata-se da primeira missão que pretende recolher amostras de rocha, solo e poeira de Marte com destino à Terra, sendo liderada pela agência espacial norte-americana NASA, que já enviou outros robôs exploratórios para o planeta, mas com outros fins.

O robô Perseverance (Perseverança) tocará a superfície do “planeta vermelho” cerca de sete meses depois, em 18 de Fevereiro de 2021, mais concretamente a cratera Jezero, onde terá existido um lago há 3,5 mil milhões de anos e um delta (foz de rio).

O local de aterragem é, por isso, considerado propício para a procura de sinais (bioquímicos) de vida microbiana passada em Marte, um dos objectivos da missão Mars 2020 Perseverance, uma vez que as moléculas orgânicas são muito bem preservadas por sedimentos de lagos e deltas.

Juntamente com o robô Perseverance, do tamanho de um carro, mas que tem seis rodas, um braço robótico, uma broca e vários instrumentos científicos, seguem os nomes de cerca de 11 milhões de pessoas de todo o mundo, registados em três ‘microchips’, e um engenho voador, semelhante a um minúsculo helicóptero, que irá testar um voo controlado noutro planeta.

O veículo robótico, que deve o seu nome a um estudante do Estado da Virgínia, tem na sua “bagagem” amostras de tecido dos fatos espaciais, que serão testadas aos efeitos da radiação, e instrumentos que permitem caracterizar o clima e a geologia do planeta e validar um método de produzir oxigénio a partir da sua atmosfera, rica em dióxido de carbono.

Para a NASA, a missão Mars 2020 Perseverance pode, assim, ajudar a desbravar o caminho para o envio de astronautas para a superfície de Marte, uma ambição que os Estados Unidos pretendem concretizar (e que o ex-Presidente Barack Obama chegou a admitir como sendo uma realidade na década de 2030) após conseguirem ter novamente astronautas na Lua (a primeira missão tripulada de regresso à Lua, depois da última em 1972, está prevista para 2024).

O robô Perseverance, equipado com câmaras e microfones, que permitem fornecer imagens e sons da sua aterragem e do seu trabalho em Marte, irá explorar o planeta durante aproximadamente dois anos, estando apto a recolher até 500 gramas de amostras de rocha, solo e poeira que se revelarem mais promissoras para a pesquisa de vestígios de vida.

As amostras serão acondicionadas pelo veículo em várias dezenas de tubos selados e “limpos” de contaminantes da Terra, podendo cada um guardar 15 gramas de sedimentos ou pedaços de rocha. Os tubos serão depois escondidos no solo marciano, em locais estrategicamente escolhidos.

Será preciso, no entanto, esperar por 2031 para que as amostras sejam enviadas para a Terra para serem analisadas pelos cientistas.

Uma nova missão, em que a NASA terá como parceira a Agência Espacial Europeia (ESA), tem início previsto para Julho de 2026 com o lançamento para Marte de um segundo veículo robótico, que vai recuperar os tubos das amostras recolhidas pelo robô Perseverance.

A Mars 2020 Sample Return (Retorno de Amostra) é a missão que completa a Mars 2020 Perseverance e a mais complexa e demorada.

Depois de recuperadas pelo novo robô, que só chegará a Marte em Agosto de 2028, mais tarde do que o tempo exigido para evitar as tempestades de poeira, as amostras terão de sair da superfície do planeta num recipiente transportado por um pequeno foguetão antes de serem capturadas por uma sonda colocada na órbita de Marte.

A viagem de regresso da sonda – de fabrico europeu, tal como o robô – à Terra está prevista apenas para 2031. Na aproximação ao ‘planeta azul’, o aparelho libertará uma cápsula que contém as amostras marcianas, que já aterrarão em solo americano em 2032, de acordo com os prazos estimados.

Na superfície de Marte funcionam actualmente dois objectos exploratórios, ambos operados pela NASA: o Curiosity, um veículo robótico com um laboratório que analisa localmente amostras de solo e rocha para aferir se Marte teve condições para albergar vida microbiana, e o InSight, uma sonda equipada com uma broca e um sismógrafo para estudar o interior do planeta.

Apesar de inóspito, Marte é considerado o planeta do Sistema Solar mais parecido com a Terra. Estruturas geológicas demonstram que, há muito tempo, água líquida, elemento fundamental para a vida tal como se conhece, abundava na superfície do ‘planeta vermelho’.

Segundo os cientistas, o planeta teve, no passado, um oceano maior do que o Árctico. Estudos apontam, com base em observações feitas em órbita e na superfície, para a presença de água líquida salgada e gelada em Marte.

O Japão planeia enviar, em menos tempo, uma missão robótica para Marte em 2024 para extrair amostras da superfície do planeta e transportá-las para a Terra em 2029.

ZAP // Lusa

Por ZAP
30 Julho, 2020

 

spacenews

 

4078: Sonda Perseverance da NASA já está a caminho de Marte. Lançamento bem sucedido

CIÊNCIA/MARTE/PERSEVERANCE

A NASA vai lançar a missão Perseverance nesta quinta-feira, em direcção a Marte, com a sonda a chegar em meados de Fevereiro ao planeta ‘vermelho’

Actualização: A NASA confirmou, através do Twitter, que todas as fases do lançamento da missão Perseverance foram concluídas com êxito, estando o equipamento a caminho de Marte tal como planeado.

NASA
@NASA

With the second burn and spacecraft separation, we can now officially say that

NASA @NASA

With the  

is on the path towards the Red Planet. #CountdownToMars

Depois de Emiratos Árabes Unidos e da China, é a vez da NASA e dos EUA apontarem baterias a Marte durante este mês de Julho. A missão Perseverance parte nesta quinta-feira e vai explorar o planeta em busca de sinais de vida num leito seco onde se acredita que tenha havido água. A cratera Jezero, que se pensa ter sido um lago, aparenta ter as condições ideias para albergar vida, sob a forma de micróbios antigos, com algumas paisagens a datarem de mais de 3,6 mil milhões de anos.

Esta é a primeira vez também que um helicóptero irá sobrevoar a superfície de outro planeta: o Ingenuity, um periférico que a Perseverance vai transportar, pretende ser uma demonstração das capacidades tecnológicas da NASA.

A Perseverance vai captar imagens com maior qualidade de Marte, procurar por vida microbiana, recolher amostras de rochas e poeiras para serem analisadas em Terra, estudar o clima e geologia no planeta e demonstrar o potencial de utilização de diferentes soluções tecnológicas em missões futuras, noticia a Cnet.

O projecto prevê que a sonda fique no planeta durante um ano marciano, o que equivale a 687 dias na Terra, embora a NASA já tenha, no passado, estendido o prazo inicial previsto. É importante aproveitar a janela de oportunidade que se apresenta agora e que só se repete a cada 26 meses, por ser a altura em que as posições dos dois planetas estão na melhor localização possível para um lançamento e aproximação.

A sonda Perseverance mede três metros, pesa mais de uma tonelada e ostenta seis rodas de alumínio com elementos de titânio. Esta missão vai juntar-se agora aos dois aparelhos que já estão em Marte: a sonda estacionária InSight e a Curiosity que está a explorar a superfície.

A emissão de lançamento, que pode acompanhar no vídeo em cima, começa às 12 horas de Portugal Continental.

Actualização: Notícia actualizada com o vídeo da transmissão da NASA
Actualização 2: Notícia actualizada com a confirmação do lançamento bem sucedido da Perseverance

Exame Informática
30.07.2020 às 14h04

 

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4012: NASA delays the launch of its next powerful space observatory, the James Webb, by seven months

The COVID-19 pandemic played a substantial role

NASA has once again delayed the launch of its new powerful space observatory, the James Webb Space Telescope, mostly due to disruptions stemming from the COVID-19 pandemic. Most recently slated to fly in March of 2021, the massive telescope is now scheduled to launch on October 31st, 2021.

The Government Accountability Office, or GAO, had already predicted this delay. NASA came up with the new date after doing an extensive review to see if the March 2021 timing was actually possible. The agency attributes about three months of the delay to social distancing and other precautions that had to be put in place to keep people safe from the coronavirus. “Much of the impact, of course, comes from people not being at work, right?” Thomas Zurbuchen, the associate administrator of the Science Mission Directorate at NASA, said during a press conference. “Not touching the hardware or from having a reduced number of people available to do shifts.”

However, coronavirus isn’t solely to blame. Two additional months were added to the schedule thanks to technical challenges experienced by the primary contractor, Northrop Grumman, as it pieced the telescope together and conducted testing. Northrop Grumman has already dealt with numerous technical problems during the development of the spacecraft, such as washers and screws coming loose during tests — as well as accidental tears in the vehicle’s thin sunshield, which is designed to protect the observatory from the intense heat of the Sun. NASA then added an extra two months as schedule margin, in case other unknown problems crop up between now and launch.

The James Webb Space Telescope, or JWST, has been plagued with delays throughout its entire history. The observatory, first conceived in the 1990s, was projected to cost between $1 billion and $3.5 billion, with a launch date somewhere between 2007 and 2011, according to the Government Accountability Office. Ever since then, the cost of the project has ballooned and the launch date has been repeatedly delayed.

In 2011, Congress replanned the entire project, creating a cap of $8 billion on the telescope’s development, with a launch in 2018. But in 2018, NASA delayed the project yet again, stating that $8.8 billion was needed for the development, and that the entirety of the mission would cost $9.66 billion, including the cost of operating the telescope in space. That year, NASA set the March 2021 launch date.

NASA does not expect to exceed that budget any further, even with the new delay. “Based on current projections, the program expects to complete the remaining work within the new schedule, without requiring additional funds,” Gregory Robinson, the program director for James Webb, said during a press call, “where we use existing program funding to stay within this $8.8 billion development cost cap.”

NASA says it has already spoken with Arianespace, the company that will launch JWST, about the delay. The company claims that the rocket’s intended ride, the Ariane 5, will be ready to take the vehicle to space next Halloween. NASA is also standing firm by the October 31st date. “We’re not expecting to go beyond October 31st,” Robinson said. “We have high confidence in that.”

The James Webb Space Telescope is destined to be the most powerful space observatory ever built when it’s launched, capable of peering back in time to when the Universe first came into being 13.8 billion years ago. The telescope sports a massive gold-plated mirror, measuring 21 feet, or 6.5 meters, across, that will gather light from the distant reaches of the cosmos.

The Verge

 

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3944: Janela temporal para lançamento da sonda marciana Perseverance está a fechar-se

CIÊNCIA/MARTE

A NASA pretende lançar a sonda, sucessora da Curiosity, a 30 de Julho. No entanto, o novo adiamento coloca a agência espacial em risco de falhar esta janela temporal

O lançamento da Perseverance, a nova sonda que irá ‘render’ a Curiosity em Marte, tem vindo a sofrer adiamento sucessivos. Agora, a nova data apontada pela NASA é 30 de Julho, mas o terceiro adiamento faz com que a agência esteja a aproximar-se perigosamente do encerramento da janela temporal considerada ideal para o lançamento de qualquer sonda em direcção ao planeta vermelho.

Apesar de Terra e Marte serem o terceiro e quarto planeta, respectivamente, em relação ao Sol, nem sempre estão próximos, devido às órbitas serem feitas a velocidades diferentes. Muitas das vezes, os dois planetas estão mesmo em lados opostos, pelo que, tecnicamente e se considerarmos as distâncias médias, Mercúrio é o planeta mais próximo da Terra. A janela temporal ideal para aproximação a Marte ‘abre’ a 17 de Julho e ‘fecha’ a 11 de Agosto.

A sonda Perseverance herda muitas das características da Curiosity, mas a NASA procedeu a algumas melhorias: as rodas resistem melhor a furos e danos que a sonda actual tem vindo a registar, há um pequeno helicóptero a bordo que permite explorar o terreno com mais detalhe e a nova sonda tem uma nova geração de câmaras e instrumentos científicos mais precisos.

O plano original previa o lançamento da Perseverance a 17 de Julho, mas problemas de logística e agora no sensor de oxigénio líquido no foguetão Atlas V levaram a NASA a apontar para 20 de Julho, depois 22 e agora dia 30 do mês corrente.

A ULA, United Launch Alliance, vai ter de corrigir o problema antes de começar novamente a preparação da logística de montagem da sonda a bordo e espera-se que o clima da Florida esteja nas melhores condições para se fazer um lançamento a 30 de Julho. Caso se passe janela temporal de 11 de Agosto, Terra e Marte só estarão nas condições ideais para um novo lançamento em 2022, pelo que falhar nas próximas semanas representa um custo de milhões de dólares, além do impacto científico e dos atrasos que poderá provocar numa possível expedição tripulada a Marte.

Exame Informática
03.07.2020 às 09h39

 

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3935: Aproxima-se o lançamento do rover Perseverance

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Num laboratório em Pasadena, Califórnia, os engenheiros observaram o primeiro teste de condução do rover Mars 2020 da NASA no dia 17 de Dezembro de 2019.
Crédito: NASA/JPL-Caltech

O rover Perseverance da NASA está a menos de um mês da data de lançamento prevista para 20 de Julho. A missão de astrobiologia do veículo vai procurar sinais de vida microscópica passada em Marte, explorar a geologia do local de aterragem na Cratera Jezero e demonstrar tecnologias para ajudar a preparar futuras explorações robóticas e humanas. E o rover fará isso tudo ao recolher as primeiras amostras de rocha e rególito marciano (rocha quebrada e poeira) para envio à Terra por várias missões futuras.

“Há cinquenta e um anos atrás, a NASA estava a preparar-se para a primeira aterragem humana na Lua,” disse Jim Bridenstine, administrador da NASA. “Hoje estamos no limiar de outro momento monumental na exploração: a recolha de amostras em Marte. Enquanto comemoramos os heróis da Apollo 11, as futuras gerações podem também reconhecer as mulheres e os homens da missão Perseverance – não apenas pelo que alcançarão a centenas de milhões de quilómetros de casa, mas pelo que conseguiram realizar cá neste mundo a caminho do lançamento.”

A missão Mars 2020 tem lançamento previsto para este verão desde que a agência anunciou o projecto em Dezembro de 2012. Devido às posições relativas da Terra e de Marte, as oportunidades de lançamento surgem apenas a cada 26 meses. Se o Perseverance não fosse para Marte este verão, o projecto teria que esperar até Setembro de 2022 para tentar novamente, afectando seriamente os objectivos a longo prazo do Programa de Exploração de Marte da NASA e aumentando o risco geral da missão.

Com o território vêm desafios significativos no que toca ao planeamento de uma missão marciana. No caso do Perseverance – a carga útil mais pesada alguma vez lançada para o Planeta Vermelho – esses desafios incluíram a implementação de um novo projecto de teste para confirmar a robustez do seu design de para-quedas. Também houve um grande esforço para aprimorar o desempenho do sistema de recolha de amostras (SCS – Sample Caching System), o mecanismo mais complexo e mais limpo (em termos biológicos) alguma vez enviado para o espaço. Mas de todos os obstáculos enfrentados pelos homens e pelas mulheres do projecto Perseverance, a pandemia de coronavírus representou o maior desafio, com precauções de segurança que exigem muito trabalho remoto.

“A equipa nunca vacilou na sua busca pela plataforma de lançamento,” disse Michael Watkins, director do JPL da NASA no sul da Califórnia. “Foi graças à sua dedicação e à ajuda de outras instalações da NASA que chegámos até aqui.”

Perseverante

No meio desta tensão adicional de manter o calendário enquanto incorporando precauções adicionais – e manter amigos, familiares e colegas em segurança – a equipa da missão Mars 2020 tem consciência da dedicação e do trabalho árduo das pessoas na comunidade médica de todo o mundo durante a pandemia. Com essas pessoas em mente, a missão instalou uma placa no lado esquerdo do chassi do rover, entre a roda do meio e a roda traseira. O gráfico na placa de alumínio com 8 por 13 cm mostra a Terra, apoiada pela comunidade médica – representada pelo antigo símbolo da haste entrelaçada por uma serpente. Uma linha representando a trajectória da nave desde a Florida Central até Marte, ilustrado como um pequeno ponto no plano de fundo.

“Queríamos demonstrar a nossa gratidão por aqueles que colocaram o seu bem-estar pessoal em risco pelo bem dos outros,” disse Matt Wallace, vice-gerente do projecto Perseverance no JPL. “É nossa esperança que quando as futuras gerações viajarem para Marte e encontrarem o nosso rover, se relembrem destas pessoas da Terra, do ano de 2020.”

Todos os principais componentes da espaço-nave que transporta o rover (desde a concha que o protege, até aos estágios de cruzeiro e de descida) estão agora na configuração que estarão na plataforma de lançamento no Centro Espacial Kennedy, no estado norte-americano da Florida. Já estão incluídos na carga que os protegerá durante o lançamento e a semana passada foram transportados para o Complexo 41 de Lançamentos Espaciais, onde serão anexados ao topo de um foguetão Atlas V da United Launch Alliance.

“A missão tem um lançamento, mais de 500 milhões de quilómetros de espaço interplanetário e sete minutos de terror para chegar com segurança à superfície de Marte,” disse Lori Glaze, directora da Divisão de Ciências Planetárias da NASA. “Quando virmos a paisagem da Cratera Jezero pela primeira vez e realmente começarmos a perceber a recompensa científica diante de nós, é que a ‘diversão’ começa.”

A Missão

A missão astrobiológica do rover Perseverance vai procurar sinais de vida microbiana antiga. Também vai caracterizar o clima e a geologia do planeta, abrir caminho para a exploração humana do Planeta Vermelho e será a primeira missão planetária a recolher e a armazenar amostras rochosas e de poeira marciana. Missões subsequentes, actualmente sob consideração pela NASA (em conjunto com a ESA), enviarão naves espaciais para Marte a fim de recolher essas amostras armazenadas à superfície e enviá-las para a Terra para análises mais profundas.

A missão Mars 2020 faz parte de um programa maior que inclui missões à Lua como uma maneira de preparar a exploração humana do Planeta Vermelho. Encarregada de fazer regressar astronautas à Lua até 2024, a NASA estabelecerá uma presença humana sustentada na Lua e em seu redor até 2028 através dos planos de exploração lunar Artemis da NASA.

Independentemente do dia em que o rover Perseverance levante voo durante o período de lançamento de 20 de Julho a 11 de Agosto, aterrará na Cratera Jezero de Marte no dia 18 de Fevereiro de 2021. A aterragem com uma data e hora específica ajuda os planeadores da missão a melhor entender a iluminação e a temperatura no local de aterragem em Marte, bem como a posição dos satélites em órbita de Marte, encarregados de registar e retransmitir dados da nave durante a sua descida e pouso.

Astronomia On-line
30 de Junho de 2020

 

spacenews

 

3721: Virgin agenda primeiro voo orbital para sábado… se tudo correr bem

CIÊNCIA/ESPAÇO/VIRGIN

O teste vai ter início no deserto do Mojave com a descolagem de um Boeing 747 que foi transformado para transportar o LauncherOne acoplado a uma das asas

A Virgin Orbit tem tudo preparado para um primeiro teste de voo orbital com o lançador LauncherOne no próximo sábado. O teste, que poderá revelar-se decisivo para a companhia dar início a colaborações com agências espaciais como a NASA, depara-se com uma histórica probabilidade de falha de 50%, pelo que a empresa do grupo de Richard Branson já fez saber da eventualidade de repetir os testes no dia seguinte.

O teste vai ter início no deserto do Mojave com a descolagem de um Boeing 747 que foi transformado para transportar o LauncherOne acoplado a uma das asas. Segundo o site SpaceNews, o LauncherOne deverá ser lançado em pleno voo 50 minutos depois desta descolagem e usar os motores do primeiro estágio do veículo durante três minutos.

Depois de se libertar do primeiro estágio, o LauncherOne deverá activar os motores do segundo estágio, a fim de funcionarem durante seis minutos. Após se libertar deste segundo estágio, o lançador da Virgin Orbit deverá planar durante 22 minutos sem ajuda de motores, até retomar novamente a propulsão por alguns segundos e libertar a carga numa órbita de baixa altitude da Terra.

“Vamos manter a missão durante o tempo que conseguirmos. Quanto mais tempo o LauncherOne voar, mais dados conseguiremos recolher”, refere a empresa em comunicado.

A Virgin Orbit mantém ainda a esperança de que o teste consiga contrariar os dados estatísticos do passado e consiga ter sucesso à primeira tentativa. E é deixada ainda a promessa de que o lixo ou desperdícios espaciais serão reduzidos ao mínimo.

No grupo empresarial da Virgin ninguém esconde a expectativa: caso o lançamento de teste seja bem sucedido, fica dado um passo importante para a companhia entrar finalmente na fase operacional. O programa Venture Class Launch Services, da NASA, é apontado como a meta para o voo de estreia no que toca a serviços comerciais prestados a terceiros que venham a usar o LauncherOne.

Actualmente, a VirginOne está a desenvolver mais um lançador LauncherOne, em Long Beach, Califórnia, que já terá em vista a prestação de serviços a outras entidades.

Exame Informática
21.05.2020 às 15h06
Hugo Séneca

 

spacenews

 

3576: A Via Láctea pode estar a catapultar estrelas para os confins da galáxia

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

V. Belokurov based on the images by Marcus and Gail Davies and Robert Gendler

De acordo com simulações de computador de última geração, a Via Láctea pode estar a lançar estrelas para o espaço circum-galáctico em eventos desencadeados por explosões de super-novas.

De acordo com um estudo publicado esta segunda-feira na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, cientistas da Universidade da Califórnia usaram simulações cosmológicas hiper-realistas para mostrar como aglomerados de super-novas – explosões de estrelas moribundas – podem criar uma dispersão de sóis quentes nos confins da Via Láctea.

As simulações ilustram as plumas de estrelas que foram lançadas do centro da Via Láctea e demonstram a forma como a galáxia pode estar a evoluir e a expandir-se.

“As simulações do FIRE-2 permitem gerar filmes que fazem parecer que se está a observar uma galáxia real”, disse Sijie Yu, principal autor do estudo, num comunicado citado pelo EurekAlert. “Mostram-nos que, à medida que o centro da galáxia está a girar, uma bolha impulsionada pela super-nova está a desenvolver-se com estrelas a formar-se na borda. Parece que as estrelas estão a ser expulsas do centro“.

A equipa sugere que as super-novas possam representar cerca de 40% das estrelas nos confins da Via Láctea, conhecida como auréola externa.

As descobertas das simulações do FIRE-2 apoiam as evidências observacionais existentes que sugerem que as estrelas não estão apenas a mover-se, mas sim a formar-se à medida que são expulsas do centro da galáxia.

Segundo James Bullock, autor sénior do estudo, “as simulações numéricas altamente precisas mostraram que é provável que a Via Láctea esteja a lançar estrelas para o espaço circum-galáctico em descargas provocadas por explosões de super-novas“.

Bullock acrescentou que estrelas maduras, pesadas e ricas em metal, como o nosso Sol, giram em torno do centro da galáxia a uma velocidade e trajectória previsíveis. Porém, as estrelas de baixa metalicidade, submetidas a menos gerações de fusão do que o nosso Sol, podem ser vistas a girar na direcção oposta.

Durante a vida útil de uma galáxia, o número de estrelas produzidas nas descargas de bolhas de super-nova é pequeno, cerca de 2%. No entanto, durante as partes das histórias das galáxias, quando os eventos de explosão estelar estão a crescer, até 20% das estrelas formam-se desta forma.

ZAP //

Por ZAP
21 Abril, 2020

 

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3381: Teste de segurança à Crew Dragon da SpaceX foi adiado para hoje devido à meteorologia

CIÊNCIA/TECNOLOGIA

De modo a preparar a sua ambiciosa missão com a NASA de levar astronautas até à ISS, a SpaceX tinha planeado para ontem um teste de segurança à cápsula Crew Dragon. No entanto, tal foi adiado para hoje devido à meteorologia.

Acompanhe aqui em directo o lançamento, numa missão em que se espera que um foguetão Falcon 9 seja destruído.

A Crew Dragon é a cápsula da SpaceX que foi concebida para transportar humanos para o Espaço. Numa primeira fase, a missão passa por levar astronautas até à Estação Espacial Internacional (ISS), mas o seu desenvolvimento ainda não acabou.

Com uma capacidade para até sete pessoas, nos moldes actuais, esta cápsula foi desenvolvida no âmbito do projecto Commercial Crew Program da NASA. Assim sendo, a agência norte-americana colabora com a SpaceX nos testes realizados.

Teste de segurança da Crew Dragon adiado devido à meteorologia

O teste que estava marcado para ontem foi adiado em vinte e quatro horas para as 13:00 de hoje. A contribuir para este desfecho esteve a meteorologia, que era desfavorável para a execução da missão.

SpaceX @SpaceX

Standing down from today’s in-flight Crew Dragon launch escape test attempt due to sustained winds and rough seas in the recovery area. Now targeting Sunday, January 19, with a six-hour test window opening at 8:00 a.m. EST, 13:00 UTC

A NASA e a SpaceX planeiam testar os mecanismos de segurança que a cápsula Crew Dragon tem em casos de emergência. Como o nome indica, estes mecanismos são accionados caso a operação corra mal. Neste caso em específico, serão testados os mecanismos para o lançamento.

Assim sendo, poderá assistir ao lançamento da cápsula e do foguetão Falcon 9 já daqui a pouco. No vídeo abaixo poderá acompanhar, em directo, a emissão do lançamento feito pela empresa de Elon Musk.

Fonte: Twitter

pplware
19 Jan 2020

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3249: As estrelas estão a “lançar” cometas para a Terra

CIÊNCIA

ESO

Já muitos astrónomos o suspeitavam, mas nunca tinha sido confirmado. Agora, cientistas observaram, pela primeira vez, estrelas a “lançar” cometas em direcção ao nosso Sistema Solar.

Os astrónomos polacos conseguiram identificar as duas estrelas “culpadas”, depois de estudar em detalhe os movimentos de outras 600 estrelas próximas, todas a uma distância máxima de 13 anos-luz do Sol. A descoberta valida uma teoria que já tem mais de 50 anos.

Segundo a teoria, explica o Canal Tech, as estrelas e os cometas formam uma espécie de parceiros de dança no Universo. De acordo com a tese, os cometas são atirados para dentro do Sistema Solar a partir da nuvem de Oort pela acção da gravidade de alguns astros brilhantes que passam brevemente perto da nossa vizinhança.

A nuvem de Oort, proposta inicialmente em 1932 por Ernst Öpik e retomada em 1950 pelo astrónomo Jan Oort, é um aglomerado de objectos que fica a pelo menos 50 mil unidades astronómicas de distância do Sol – é cerca de 66 vezes a distância de Neptuno ao astro. Acredita-se que este seja o limite do Sistema Solar.

A tese é que os cometas são objectos que saem desta nuvem para entrar no sistema, empurrados pela acção de alguma estrela de outro sistema.

O novo artigo sugere que a teoria pode ter alguma correlação com a realidade. Aceite para ser publicado no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, o estudo, que está disponível no ArXiv, descreve o cálculo que os astrónomos fizeram para identificar que algumas estrelas mudaram significativamente a órbita de alguns cometas no Sistema Solar.

“No nosso estudo, descobrimos apenas dois casos em que isso realmente aconteceu e, ainda assim, observamos dúzias de cometas todo ano”, disse a autora principal do estudo, Rita Wysoczańska, citada pelo Live Science. Foram observadas cerca de 650 estrelas, calculando as suas trajectórias e, então, verificando se as suas órbitas têm alguma coincidência com as de 270 cometas de longo período.

Foram criados modelos para os pares possíveis de estrelas e cometas, para identificar um ponto em comum entre eles. Depois, removiam a estrela para se certificar de que o astro realmente influenciou a órbita de cada cometa.

Agora, segundo a ABC, os cientistas acreditam que a órbita dos cometas é influenciada por um conjunto forças gravitacionais de estrelas ainda mais distantes, que criam as órbitas de longo período dos cometas. Ao entrarem no Sistema Solar, os objectos passam a sofrer a influência dos planetas.

ZAP //

Por ZAP
23 Dezembro, 2019

 

spacenews

 

2818: NASA lança satélite Icon para estudar a misteriosa fronteira com o espaço

CIÊNCIA

(CC0/PD) pxhere

A agência espacial norte-americana NASA lançou um satélite na noite de quinta-feira para explorar a misteriosa região dinâmica onde o ar encontra o espaço, a ionosfera.

O satélite, chamado de Icon, abreviação de Ionospheric Connection Explorer – foi lançado em órbita após um atraso de dois anos por um avião que sobrevoava o Atlântico na costa da Florida. O Icon vai estudar o brilho aéreo formado a partir de gases na ionosfera e também medirá o ambiente carregado em torno do satélite a 580 quilómetros de altura.

Há muita actividade que necessita de ser estudada na ionosfera, uma das camadas da atmosfera terrestre, “a fronteira com o espaço”, salientou o director da divisão de heliofísica da NASA, Nicola Fox.

O Icon “é um laboratório de física notável”, disse o cientista Thomas Immel, da Universidade da Califórnia em Berkeley, que supervisiona a missão de dois anos.

Um satélite da NASA lançado no ano passado, Gold, também está a estudar a atmosfera superior, mas a partir de um patamar mais elevado.

Estão previstas mais missões nos próximos anos para estudar a ionosfera, inclusive pela Estação Espacial Internacional.

ZAP // Lusa

Por Lusa
11 Outubro, 2019

 

2755: NASA lança telescópio para caçar planetas… mas usa balão gigante para o colocar em órbita

CIÊNCIA

Na procura contínua de novos planetas semelhantes à Terra, capazes de sustentar vida, a NASA lançou no sábado um telescópio, através de um balão gigante. Assim, com este novo recurso, projectado e construído por Universidade de Massachusetts Lowell, em conjunto com a NASA, poderá um dia encontrar novos planetas e outros objectos no espaço que ainda não foram detectados.

A ideia é manter o observatório espacial na atmosfera da Terra. Com isso e com outras tecnologias, as imagens captadas não serão inundadas com luz pelas estrelas que orbitam.

Balão de hélio levou o telescópio da NASA a cerca de 38 km de altitude

Este lançamento aconteceu na manhã de sábado passado. A partir do centro de operação Scientific Scientific Balloon Facility, o telescópio foi elevado à borda da atmosfera da Terra. Então, estabilizou a cerca de 38 quilómetros. Aproximadamente, 3,5 vezes maior que a altitude típica de cruzeiro de um jato de passageiros. O seu lançamento foi feito, no entanto, com um balão de hélio com cerca de 110 metros. Isto corresponde assim a algo como o tamanho de um campo de futebol.

O projecto é financiado por um subsídio a cinco anos de 5,6 milhões de dólares da NASA para a UMass Lowell. Supriya Chakrabarti, professor de física, que gere o Centro Lowell de Ciência e Tecnologia Espacial da Universidade (LoCSST), está a libertar a equipa de investigação que projectou e construiu o telescópio.

Conhecido como “PICTURE-C”, que significa Planetary Imaging Concept Testbed Using a Recoverable Experiment-Coronagraph, o telescópio pesa 680 quilos e mede cerca de 4,27 metros de comprimento e 91 centímetros de largura.

Conforme o descrito, o instrumento possui um sistema de imagem exclusivo. Incorpora então tecnologia para bloquear a luz directa das estrelas. Dessa forma, os objectos próximos a eles, incluindo planetas que, de outra forma, seriam escondidos da vista pelo brilho das estrelas, podem ser estudados em detalhes.

O nosso objectivo final é criar imagens directamente de planetas semelhantes à Terra em torno de estrelas próximas. Para nos prepararmos para isso, neste voo, testamos as capacidades das principais tecnologias do instrumento, imaginando sistemas semelhantes a cinturas de asteróides em torno de outras estrelas.

Explicou Chakrabarti.

PICTURE-C é um telescópio que irá operar livre do brilho das estrelas

O PICTURE-C inclui um sistema de controlo óptico que permite que ele se fixe no alvo. Além de vários engenheiros e mecânicos, outros investigadores juntaram-se ao desenvolvimento da missão. Assim, podem ser encontrados nomes de investigadores do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA e do Goddard Space Flight Center.

Na nossa procura pela exploração espacial, estamos a treinar a próxima geração de astrónomos, cientistas e engenheiros espaciais, através do envolvimento prático em todas as fases de várias missões, do desenvolvimento de instrumentos à análise de dados.

Referiu Chakrabarti.

Segundo os resultados apresentados, durante a missão de teste, o dispositivo ficou no ar por várias horas. Posteriormente, os controladores terrestres da NASA libertaram o telescópio do balão. Este então saltou de para-quedas suavemente de volta à Terra. Assim, este equipamento será reutilizado numa próxima missão, prevista para o próximo ano.

pplware
02 Out 2019
Imagem: NASA
Fonte: Eureka

 

2503: Venezuela. Maduro ordena construção de novo satélite de telecomunicações

(dv) Palácio Miraflores
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

Nicolás Maduro anunciou que a Venezuela vai ter um novo satélite de telecomunicações, que vão ser feitos investimentos para activar as redes 4G e 5G nas operadoras estatais e para levar fibra óptica aos venezuelanos.

“Ordeno à ministra de Ciência e Tecnologia (Gabriela Jiménez Ramírez) e ao presidente da Corporação Socialista de Telecomunicações e Serviços Postais (Jorge Márquez) a construção de um segundo satélite de telecomunicações Guaicaipuro e a implantação maciça de toda a infra-estrutura 4G e 5G”, disse o presidente da Venezuela, citado esta sexta-feira pelo Jornal de Notícias.

Nicolás Maduro falava durante uma jornada de trabalho com representantes do sector industrial do país, transmitido em directo e de maneira obrigatória pelas rádios e televisões do país.

O presidente da Venezuela anunciou ainda que aprovou o “plano fibra óptica” para levar Internet de alta velocidade aos venezuelanos, a começar pelos estados de Zúlia, Miranda e o Distrito Capital.

A implementação das redes de fibra óptica vai ser executada pelas empresas estatais CANTV (telecomunicações fixas) e Movilnet (telecomunicações móveis), que vão ser alvo de “um processo de investimento, recuperação e melhoria do serviço” que prestam.

O anúncio dos novos projectos tem lugar num momento em que são cada vez mais frequentes as queixas dos venezuelanos sobre deficiências nos serviços fixos e móveis de telecomunicações. “Eu sei que se pode avançar, manter e melhorar. Não aceito desculpas de ninguém”, frisou.

São também cada vez mais frequentes as falhas na Internet, com a imprensa venezuelana a denunciar que, apesar de ter importantes recursos petrolíferos, a Venezuela tem uma das redes mais lentas da América Latina.

Venezuela tem actualmente três satélites em órbita

O primeiro satélite venezuelano a ser lançado ao espaço foi o Simón Bolívar, também chamado de Venesat, em 2008, para facilitar as telecomunicações, o acesso e transmissão de dados e de televisão.

O segundo satélite, chamado de Miranda, também conhecido como VRSS-1, foi lançado ao espaço em 2012, com fins geográficos, para captar imagens de alta resolução do território venezuelano.

A Venezuela possui também o satélite António José de Sucre, também chamado de VRSS-2, e foi lançado em Outubro de 2017, com os mesmos fins que o Miranda.

TP, ZAP //

Por TP
23 Agosto, 2019

 

2354: Índia lança missão lunar Chandrayaan-2

Marshall Space Flight Center / NASA

A Organização de Investigação Espacial da Índia (ISRO) lançou hoje a nave não tripulada ‘Chandrayaan-2’, que deverá alunar a 6 ou 7 de Setembro, depois de permanecer na órbita da Lua.

A ‘Chandrayaan-2‘ “permanecerá em órbita circular de 100 quilómetros em torno da Lua e, quando o momento for oportuno, o módulo de alunagem deixará a órbita”, disse o chefe da missão, Kailasavadivoo Sivan.

A nave indiana, com 3,8 toneladas, integra um robô que irá explorar a superfície lunar e que, durante a sua vida útil, irá percorrer 500 metros, assim como um módulo que estará em órbita durante um ano.

Depois da ‘Chandrayaan-2’, a Índia pretende tornar-se o quarto o país a enviar humanos ao espaço, missão que pretende realizar até 2022.

Os Estados Unidos, que assinalam este ano o 50º aniversário da missão que levou Neil Armstrong e Buzz Aldrin à Lua, estão a preparar uma nave espacial tripulada que deverá ser enviada ao pólo sul da superfície lunar até 2024.

A primeira missão da Índia à Lua foi realizada em 2008 e, entre 2013 e 2014, o país colocou um satélite em órbita ao redor de Marte, tendo esta sido a sua primeira missão interplanetária.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, disse que o país demonstrou a sua capacidade como potência espacial quando testou com sucesso uma arma anti-satélite, em Março passado, estando ao nível dos Estados Unidos da América, da Rússia e da China.

Num país em que 1,3 mil milhões de pessoas são pobres e que tem uma das maiores taxas de mortalidade infantil, há quem questione os mais de 125 milhões de euros que custa ‘Chandrayaan-2’.

ZAP // Lusa

Por Lusa
22 Julho, 2019

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2313: Índia cancela lançamento de missão à Lua

Foi detectado um “problema técnico” no sistema do veículo de lançamento. A nave não tripulada ‘Chandrayaan-2’ deveria alunar em 6 ou 7 de Setembro.

© D.R.

A Índia cancelou o lançamento da segunda missão do país à Lua, para explorar a composição mineral e possibilidade de existência de água no pólo sul lunar, foi hoje anunciado.

A missão ‘Chandrayaan-2’ foi cancelada menos de uma hora antes do horário previsto de lançamento, 22:21 de hoje em Lisboa, 02:51 de segunda-feira na base de Sriharikota, no estado de Andhra Pradesh.

De acordo com o porta-voz da Organização de Investigação Espacial da Índia (IRSO), citado pela agência Associated Press, foi detectado um “problema técnico” no sistema do veículo de lançamento, de 640 toneladas.

A mesma fonte referiu que será anunciada em breve uma nova data para lançamento da missão à Lua.

A nave não tripulada ‘Chandrayaan-2’ deveria alunar em 06 ou 07 de Setembro, depois de permanecer na órbita da Lua.

A nave indiana, com 3,8 toneladas, integra um robô que irá explorar a superfície lunar e que, durante a sua vida útil, irá percorrer 500 metros, assim como um módulo que estará em órbita durante um ano.

Depois da ‘Chandrayaan-2’, a Índia pretende tornar-se no quarto o país a enviar humanos ao espaço, missão que pretende realizar até 2022.

Os Estados Unidos, que assinalam este ano o 50.º aniversário da missão que levou Neil Armstrong e Buzz Aldrin à Lua, estão a preparar uma nave espacial tripulada que deverá ser enviada ao pólo sul da superfície lunar até 2024.

A primeira missão da Índia à Lua foi realizada em 2008 e, entre 2013 e 2014, o país colocou um satélite em órbita ao redor de Marte, tendo esta sido a sua primeira missão interplanetária.

Diário de Notícias
DN/Lusa
15 Julho 2019 — 08:39

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2250: NASA lança relógio atómico tão preciso que só atrasa 1 segundo a cada 10 milhões de anos

CIÊNCIA

NASA

A Space X, empresa do multimilionário Elon Musk, lançou esta terça-feira para o Espaço o seu maior foguete, o Falcon Heavy.

O foguete, que foi lançado a partir da Florida, nos Estados Unidos, levou a bordo 24 satélites pertencentes ao Pentágono, à agência espacial norte-americana (NASA), bem como a outros clientes públicos e privados.

Entre os satélites que seguiram viagem rumo ao Espaço, destaca-se um da NASA que carrega um relógio atómico, um instrumento extremamente preciso que pode mudar a forma como as naves espaciais viajam e até mesmo a forma como os astronautas serão enviados até Marte (ou para lá do Planeta Vermelho).

Construído pelo Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA, no estado norte-americano da Califórnia, o Deep Space Atomic Clock tem apenas o tamanho de uma torradeira, mas é tão preciso que leva 10 milhões de anos para se atrasar um segundo.

O relógio é feito de cristais de quartzo e átomos de mercúrio, uma combinação que lhe permite uma margem de erro temporal de apenas um nano-segundo a cada quatro dias, um micro-segundo ao fim de 10 anos e um segundo ao fim de 10 milhões de anos.

Instalado no satélite Orbital Test Bed, este relógio atómico permanecerá em órbita baixa da Terra durante um ano, visando estar preparado para futuras missões noutros mundos. Se tudo correr bem, o instrumento será utilizado em missões tripuladas pelo Espaço.

Na prática, o instrumento recém-lançado representa uma importante actualizações dos relógios atómicos dos satélites convencionais que, por exemplo, permitem o funcionamento dos GPS e dos smartphones.

Para determinar a distância de uma nave à Terra, os cientistas enviam um sinal para a própria nave, que retorna depois para a Terra. O tempo necessário para o sinal fazer esta viagem de ida e volta revela a distância do navio, porque o sinal viaja a uma velocidade conhecida, a velocidade da luz, tal como explica o jornal espanhol ABC.

Ao enviar vários sinais e realizar muitas medições ao longo do tempo, os navegadores podem calcular a trajectória do navio: onde é que está e para onde é que está a ir. Contudo, quanto mais uma nave viaja, maior é o tempo para se dar a comunicação, o que implica alguns problemas para a exploração do Sistema Solar.

E é exactamente aqui que o novo relógio pode ser importante: o instrumento muda drasticamente o processo habitual, permitindo que os astronautas saibam onde estão de forma mais autónoma, isto é, sem terem a necessidade de enviarem sinais para a Terra. Ou seja, o relógio permitirá receber um sinal da Terra e determinar sua localização imediatamente usando um sistema de navegação integrado.

ZAP //

Por ZAP
29 Junho, 2019

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1995: Assista aqui ao lançamento do Falcon 9 da SpaceX com os primeiros satélites da Starlink

Actualização 2 (04:00): O lançamento foi adiado para amanhã à mesma hora

Actualização 1 (03:30): Adiado para as 04:00

A SpaceX prometeu revolucionar as viagens espaciais e a forma como colocamos pessoas e carga no espaço. Os seus feitos são já únicos, como temos visto nos últimos meses, e está provada a sua forma de trabalhar.

Agora, a empresa vai realizar mais uma viagem, que colocará em órbita os primeiros 60 satélites da rede Starlink. É às 03:30 de Portugal e pode assistir aqui a este lançamento.

Elon Musk já tinha mostrado esta semana mais informações sobre a rede de satélites Starlink. Esta quer democratizar o acesso à Internet e trazer esta rede a locais remotos do planeta.

Para isso irá contar com uma rede de satélites que foram já apresentados. Os primeiros satélites vão agora ser colocados na órbita terrestre, sendo usado para isso um Falcon 9 da SpaceX.

Espera-se que este lançamento seja feito às 03:30, hora de Portugal continental, tendo a equipa da SpaceX uma janela de hora e meia para esse voo. Tudo aponta para que seja dentro de minutos que este lançamento ocorra.

Actualização 1: Adiado para as 04:00. Elon Musk já veio a público, via Twitter, garantir que o lançamento acontecerá, mas que foi adiado para as 04:00 de Portugal.

SpaceX @SpaceX

New T-0 of 11:00 p.m. EDT—Falcon 9 and Starlink continue to look good for today’s launch

Resta assim aguardar por esta nova janela de tempo para assistirmos ao lançamento do Falcon 9 da SpaceX com os 60 satélites da Starlink rumo ao espaço.

Actualização 2: Devido a problemas com o vento, o lançamento do Falcon 9 acabou por ser adiado por 24 horas.

Amanhã, à mesma hora, a SpaceX vai tentar novamente colocar os 60 satélites da Starlink em órbita.

Em Fevereiro a SpaceX já tinha lançado dois satélites ao espaço: eram eles o Tintin A e Tintin B. A ideia era exactamente testar a tecnologia da rede Starlink, usando para isso esses equipamentos de teste.

O objectivo final da SpaceX é colocar na órbita baixa da Terra quase 12.000 satélites Starlink. Este processo deverá acontecer até 2027, fornecendo acesso à Internet de alta velocidade a áreas do planeta onde a banda larga é rara, irregular ou inexistente.

Este primeiro lançamento é apenas uma pequena parte de um longo processo, de acordo com o planeado pela empresa.

pplware
16 MAI 2019



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1897: China vai lançar satélite português “Infante” em 2021

(dr) Ilustração do satélite Infante

A China vai lançar para o Espaço o satélite português “Infante”, com data prevista para 2021, no quadro da sua participação no laboratório tecnológico STARlab, uma parceria luso-chinesa.

Em declarações à Lusa, o presidente da empresa aeroespacial portuguesa Tekever, Ricardo Mendes, adiantou que o envolvimento da China no satélite “Infante” passa pelo seu lançamento e pelo desenvolvimento de alguns sensores.

A colaboração da China na construção e no lançamento do satélite de observação da Terra, “totalmente português“, é feita ao abrigo do STARlab, que resulta de uma parceria entre entidades públicas e privadas portuguesas e chinesas.

A Tekever é um dos parceiros e lidera o consórcio de empresas e universidades responsável pelo desenvolvimento do satélite “Infante”, que irá recolher dados marítimos e da superfície terrestre.

Ricardo Mendes espera que o “Infante”, que tem um custo de cerca de 10 milhões de euros, co-financiado por fundos europeus, possa ser a antecâmara para o fabrico de novos satélites em Portugal.

Em Outubro, o Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ), que faz parte do consórcio de construção do satélite, anunciou que o “Infante” será o precursor de outros satélites a lançar até 2025 para observação da Terra e comunicações, com foco em aplicações marítimas. Direccionado para a produção de pequenos satélites e a observação dos oceanos, o STARlab está em fase de instalação em Portugal.

Para breve, disse o presidente da Tekever, sem precisar prazos, está a criação de um pólo de investigação em Matosinhos, no CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto, outro dos parceiros portugueses e que tem projectos na área da vigilância marítima e exploração do mar profundo.

O anunciado pólo de Peniche do laboratório transitou para as Caldas da Rainha, onde a Tekever tem instalações, adiantou Ricardo Mendes, acrescentando que o STARlab será constituído como uma associação sem fins lucrativos, entre os parceiros públicos chineses e os privados portugueses.

Em Novembro, em declarações à Lusa, o ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, Manuel Heitor, afirmou que o STARlab estaria a funcionar em pleno em Março deste ano e teria dois pólos em Portugal, um em Matosinhos e outro em Peniche.

Para Ricardo Mendes, o que tem demorado mais tempo é a harmonização entre a legislação portuguesa e a chinesa para formalizar a constituição do laboratório.

O STARlab vai candidatar-se a fontes de financiamento nacional, comunitário e chinês, estimando investir, em cinco anos, 50 milhões de euros, montante repartido em partes iguais entre Portugal e China, país que tem crescido no sector da construção e do lançamento de micros-satélites.

O laboratório luso-chinês está também envolvido em projectos de robótica subaquática (veículos e sensores) e na produção e no lançamento de uma constelação de pequenos satélites para validar “tecnologias de posicionamento” de satélites no espaço.

O STARlab resulta da colaboração entre a Fundação para a Ciência e Tecnologia, a Tekever, o CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto, do lado português, e a Academia de Ciências Chinesa, através dos institutos de micros-satélites e de oceanografia.

De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, o laboratório deverá incentivar a abertura de centros científicos e tecnológicos em Portugal e na China, neste caso em Xangai.

ZAP // Lusa

Por Lusa
27 Abril, 2019

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1427: Não um, não dois, não três, mas quatro foguetões podem ir hoje para o espaço

Space X, Blue Origin, Arianespace e United Launch Alliance têm previsto lançar foguetões para o espaço esta terça-feira

Imagem do foguetão Falcon 9 da Space X
© D.R.

Se não houver nenhum imprevisto de última hora, como refere a notícia da Bloomberg, quatro empresas privadas planeiam lançar foguetões para o espaço esta terça-feira. Evento inédito. Que pode revolucionar a exploração espacial a nível comercial.

As empresas são as norte-americanas SpaceX, Blue Origin, United Launch Alliance e a francesa Arianespace. A primeira foi fundada por Elon Musk, que foi também o fundador da Tesla Motors, tendo sido a primeira empresa a vender um voo comercial à Lua. A segunda foi fundada por Jeff Bezos, também fundador da Amazon, conhecida empresa transnacional de comércio eletrónico. A terceira empresa resulta de uma joint venture entre a Boeing e a Lockheed Martin Corp e a quarta é uma empresa francesa lançada em 1980.

O primeiro foguetão a ser lançado será o Falcon 9 da Space X, em Cabo Canaveral, na Florida, EUA. O lançamento será acompanhado pelo vice-presidente norte-americano Mike Pense e está marcado para as 09.11 locais, ou seja, 14.11 em Lisboa.

19 minutos depois será lançado o New Shepard da Blue Origin e, em terceiro lugar, ocorrerá o lançamento do rocket russo Soyuz pela francesa Arianespace a partir da Guiana Francesa. Em último, será lançado o foguetão Delta da United Launch Alliance, a partir da base aérea de Vandenberg, na Califórnia, nos Estados Unidos.

Diário de Notícias
18 Dezembro 2018 — 11:25

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1391: Chineses vão plantar batatas na face oculta da Lua

Chang’e-4 foi lançada esta sexta feira à tarde do Centro Espacial de Xichang. O lado negro do satélite terrestre vai deixar de ser desconhecido.


Há um lado da Lua que nunca se consegue ver a partir da Terra.
© REUTERS

Eram seis e meia da tarde de sexta, 7 de Dezembro, quando Pequim confirmou a notícia. A sonda não tripulada Chang’e-4 está a caminho do espaço. Dirige-se à face oculta da Lua, o lado que os terrestres nunca conseguem ver no seu satélite e leva consigo, entre outras coisas, sementes de batata para plantar e ovos de bicho-da-seda. É mais um triunfo do expansão espacial chinesa.

Até aqui era impossível tecnologicamente chegar àquele lado do astro. Agora, se tudo correr bem, a sonda (baptizada com o nome de uma deusa chinesa que habita a lua) deverá alunar nos primeiros dias de Janeiro.

A China é então a primeira do mundo a enviar uma sonda e um veículo robotizado para o “lado negro da Lua”, onde pretende testar o crescimento de plantas e captar sinais de radiofrequência normalmente bloqueados pela atmosfera terrestre, de acordo com um artigo da revista científica Nature.

O local provável de alunagem da sonda e do veículo robotizado será a cratera Von Kármán, situada na bacia do Polo Sul-Aitken, a maior e mais antiga depressão na Lua e uma das maiores zonas de impacto do Sistema Solar.

“É uma área-chave para dar resposta a várias questões sobre a história da formação da Lua, incluindo a sua estrutura interna e a evolução da sua temperatura”, afirmou, citado pela Nature, o investigador Bo Wu, da Universidade Politécnica de Hong Kong, que descreveu a topografia e a geomorfologia da cratera.

O veículo robótico da Chang’e-4 está preparado para realizar diversas experiências no solo lunar, como avaliar com um radar a espessura das camadas subterrâneas e estudar com um espectrómetro a composição mineral à superfície.

A sonda, equipada também com vários instrumentos, irá estudar o gás interestelar e os campos magnéticos que se disseminam após a morte de uma estrela e testar se a batata e a planta herbácea arabidopsis thaliana (da família da mostarda) crescem e fazem a fotossíntese num ambiente controlado, mas condicionado à micro-gravidade da superfície lunar.

Experiências anteriores realizadas na Estação Espacial Internacional revelaram que a batata e a arabidopsis thaliana podem crescer normalmente em ambientes controlados que são sujeitos a uma gravidade inferior à da Terra, mas não a uma gravidade tão baixa como a da Lua.

Para comunicar com a sonda, o centro de controlo da missão Chang’e-4 irá usar o satélite Queqiao, lançado em maio, para intermediar as comunicações com o aparelho (a comunicação directa com a sonda não é possível no lado oculto da Lua).

Depois da “Chang’e-4 seguir-se-á a missão Chang’e-5, com lançamento previsto para 2019, e com a qual a China pretende recolher amostras do solo lunar.

A meta final da agência espacial chinesa, ainda sem data marcada, é criar uma base na Lua para exploração humana.

Diário de Notícias

DN

07 Dezembro 2018 — 20:27

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1388: China envia sonda para o lado oculto da Lua em missão inédita

A Chang’e-4 tem lançamento previsto para o final da tarde de desta sexta feira (madrugada de sábado na China) do Centro Espacial de Xichang.

A China vai enviar esta sexta-feira uma sonda para o lado oculto da Lua, onde espera colocar um veículo robotizado para estudar a zona da superfície lunar que não pode ser vista da Terra, um feito inédito na exploração espacial. Trata-se da segunda missão espacial chinesa a colocar uma sonda na superfície da Lua, depois de uma outra, em 2013.

A nova missão da agência espacial chinesa, a Chang’e-4, é, no entanto, a primeira do mundo a enviar uma sonda e um veículo robotizado para o “lado negro da Lua”, onde pretende testar o crescimento de plantas e captar sinais de radiofrequência normalmente bloqueados pela atmosfera terrestre, de acordo com um artigo da revista científica Nature.

A Chang’e-4 tem lançamento previsto para o final da tarde de desta sexta feira (madrugada de sábado na China) do Centro Espacial de Xichang.

O local provável de alunagem da sonda e do veículo robotizado será a cratera Von Kármán, situada na bacia do Polo Sul-Aitken, a maior e mais antiga depressão na Lua e uma das maiores zonas de impacto do Sistema Solar.

“É uma área-chave para dar resposta a várias questões sobre a história da formação da Lua, incluindo a sua estrutura interna e a evolução da sua temperatura”, afirmou, citado pela Nature, o investigador Bo Wu, da Universidade Politécnica de Hong Kong, que descreveu a topografia e a geomorfologia da cratera.

O veículo robótico da Chang’e-4 está preparado para realizar diversas experiências no solo lunar, como avaliar com um radar a espessura das camadas subterrâneas e estudar com um espectrómetro a composição mineral à superfície.

A sonda, equipada também com vários instrumentos, irá estudar o gás interestelar e os campos magnéticos que se disseminam após a morte de uma estrela e testar se a batata e a planta herbácea arabidopsis thaliana (da família da mostarda) crescem e fazem a fotossíntese num ambiente controlado, mas condicionado à micro-gravidade da superfície lunar.

Experiências anteriores realizadas na Estação Espacial Internacional revelaram que a batata e a arabidopsis thaliana podem crescer normalmente em ambientes controlados que são sujeitos a uma gravidade inferior à da Terra, mas não a uma gravidade tão baixa como a da Lua.

Para comunicar com a sonda, o centro de controlo da missão Chang’e-4 irá usar o satélite Queqiao, lançado em maio, para intermediar as comunicações com o aparelho (a comunicação directa com a sonda não é possível no lado oculto da Lua).

Depois da “Chang’e-4 seguir-se-á a missão Chang’e-5, com lançamento previsto para 2019, e com a qual a China pretende recolher amostras do solo lunar.

A meta final da agência espacial chinesa, ainda sem data marcada, é criar uma base na Lua para exploração humana.

Diário de Notícias
DN/Lusa
07 Dezembro 2018 — 08:05

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1250: Açores vai ter Porto Espacial (e os russos estão na corrida)

CIÊNCIA

(dr) ESA / CNES / ARIANESPACE
Centre Spatial Guyanais, Porto Espacial da Ariane na Guiana Francesa

Catorze consórcios internacionais, quatro deles liderados pelas empresas aeroespaciais Ariane, AVIO e Virgin e pela agência espacial russa Roscosmos, manifestaram interesse na construção de uma base para lançamento de micro-satélites nos Açores, a partir de 2021.

O anúncio foi feito pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior seis dias depois de ter terminado o prazo para empresas e entidades submeterem propostas no âmbito de um concurso público internacional aberto em Setembro.

Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, tratou-se de um concurso de ideias que visou aferir o interesse do mercado aeroespacial pela construção e operacionalização de um porto espacial na ilha de Santa Maria, antes de Portugal avançar com um “concurso realista” para a concretização do projecto.

Manuel Heitor assinalou à Lusa que a instalação e o funcionamento do porto espacial, destinado ao lançamento de pequenos satélites para observação da Terra, implicará, acima de tudo, um investimento privado, sendo que o investimento público, estimado em seis milhões de euros, será para a melhoria de infra-estrutura locais.

As propostas submetidas pelos 14 consórcios que, de acordo com um comunicado do ministério, incluem “soluções inovadoras de acesso ao espaço com micro-lançadores”, vão agora ser avaliadas por uma comissão internacional de peritos, presidida pelo ex-director da agência espacial europeia ESA Jean Jacques Dordain.

Cabe à comissão de peritos, depois de analisar as propostas iniciais, recomendar os candidatos que devem ‘entrar na corrida’ para a construção e operacionalização do porto espacial, e cujos projectos serão avaliados entre Fevereiro e Maio de 2019.

Na ‘corrida espacial’ terão de estar envolvidos consórcios com participação de empresas ou centros de investigação portugueses.

Primeiros lançamentos esperados em 2021

Espera-se que, de acordo com o calendário fixado, os primeiros lançamentos de pequenos satélites se iniciem na primavera ou no verão de 2021, depois de o contrato para a instalação e funcionamento do porto espacial ser assinado, em Junho de 2019, com os concorrentes ‘vencedores’.

Da lista de 14 consórcios internacionais que apresentaram ideias fazem parte empresas aeroespaciais portuguesas como a Edisoft, a Tekever e a Omnidea, precisou o ministro.

Quatro dos consórcios são liderados pelas companhias aeroespaciais Ariane (França), AVIO (Itália), Virgin Orbit (EUA) e Elecnor DEIMOS (Espanha) e pela agência espacial russa Roscosmos. Mas há também empresas alemãs envolvidas.

A comissão internacional de peritos integra o ex-director de lançadores da ESA Gaele Winters, a antiga vice-administradora da agência espacial norte-americana NASA Dava Newman, o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Luís Castro Henriques, o ex-reitor da Universidade do Minho António Cunha e o professor emérito da universidade norte-americana do Texas Byron Tapley.

Um dos estudos que levaram o Governo a promover a abertura do concurso público internacional de ideias para a construção de um porto espacial nos Açores, para lançamento de micro-satélites, foi desenvolvido pela Universidade do Texas, com a qual Portugal tem parcerias.

O estudo, datado de Janeiro, sugere a construção de uma base de lançamento de pequenos satélites preferencialmente na zona de Malbusca, na ilha de Santa Maria, devido “à amplitude e à orientação do seu corredor de lançamento e aos seus atributos de segurança de alcance superior”.

Segundo o estudo, a operacionalização do porto espacial deve ser acompanhada pela fixação nos Açores de empresas dedicadas ao fabrico de satélites.

A Universidade do Texas recomenda que uma eventual decisão sobre a base espacial deve ser suportada por um plano de negócios, uma análise de mercado e uma avaliação dos riscos ambientais e de segurança, aconselhando ainda a que Portugal identifique pelo menos um possível lançador de pequenos satélites que possa operar na base espacial de forma a garantir a sua viabilidade.

ZAP // LusA

Por Lusa
6 Novembro, 2018

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