2693: Revelada fotografia do misterioso material do lado oculto da Lua

CIÊNCIA

CNSA / CLEP

A agência espacial chinesa já tinha anunciado a descoberta de uma espécie de gel numa cratera lunar. Não satisfeita com as primeiras imagens, fez regressar o Yutu-2 ao local para recolher mais fotografias.

Em Julho, imagens recolhidas pelo veículo robótico Yutu-2, da missão Chang’e-4, revelaram a existência de uma substância gelatinosa numa cratera situada no lado mais negro da Lua. Na altura, a Agência Espacial chinesa anunciou a descoberta descrevendo o material como tendo uma forma, cor e textura diferentes do restante da superfície do satélite natural da Terra.

Este fim de semana, foram divulgadas novas imagens, de acordo com o Sapo Tek. A sonda chinesa terá sido capaz de detectar o gel, depois de inspeccionar a pequena cratera lunar com uma ferramenta espectroscópica conhecida como VNIS (Visible and Near-Infrared Spectrometer).

Esta tecnologia é capaz de determinar a composição química de uma substância ao analisar a luz que a matéria reflecte, embora seja impossível determinar com exactidão o que é a substância em causa na ausência de estudos mais completos sobre a sua origem.

Uma das teorias apontada pelos cientistas é que esta substância possa ser vidro derretido pelo calor de meteoritos que atingiram a Lua, deixando a cratera no local. Impactos de alta velocidade na superfície lunar podem criar rochas vítreas e ígneas, assim como estruturas cristalinas.

Em entrevista ao Space.com, Clive Neal, cientista da Universidade de Notre Dame, explicou que, apesar de a fotografia não ser perfeita, pode oferecer pistas preciosas. Segundo o mesmo especialista, o material encontrado assemelha-se a uma amostra de vidro de impacto, encontrada durante a missão Apolo 17, em 1972. A origem é atribuída a uma erupção vulcânica datada de há 3,54 mil milhões de anos.

O especialista da NASA Dan Moriarty concorda que é muito difícil fazer uma avaliação definitiva da composição química da substância em função da baixa qualidade da imagem. O material descrito parece um pouco mais brilhante do que o material circundante, embora o brilho real seja difícil de confirmar nas fotografias obtidas.

No dia 8 de Dezembro, a China lançou com sucesso a sonda da missão Chang’e-4, tornando-se no primeiro país a realizar uma alunagem bem sucedida no lado oculto da Lua. Chang’e-4 e Yutu-2 estão a realizar várias medições e a recolher rochas que podem revelar novos detalhes sobre esta área inexplorada do nosso satélite natural.

ZAP //

Por ZAP
23 Setembro, 2019

 

2370: Teoria sugere que lado oculto da Lua esconde uma antiga cidade alienígena

Scott Waring, um auto-proclamado especialista em Ovnis, diz ter encontrado evidências da existência de uma enorme cidade alienígena no lado oculto da Lua.

O Google Moon, com recurso à Lunar Reconnaissance Orbiter Camera da NASA, oferece um mapa detalhado da superfície lunar. Apesar de ainda não ter feito nenhuma descoberta cientificamente significante desde que foi lançada em 2009, Scott Waring, que se diz especialista em Ovnis, afirma ter descoberto fortes indícios da presença de extraterrestres na Lua.

Encontrei uma estrutura alienígena com mais de 15 quilómetros de comprimento na Cratera De Moraes”, disse Waring num vídeo publicado no YouTube através do seu blogue ET Data Base. As imagens ilustrativas são altamente granuladas, mas o norte-americano afirma que a estrutura “parece fazer parte de um tubo”.

Apesar de não ser claramente distinto, Waring diz que as imagem não parecem pixelizadas. “De perto, parece a lateral de um prédio alienígena”, sentencia o auto-proclamado especialista.

NASA

As imagens da NASA, segundo o Tech Explorist, parecem mostrar blocos quadrados, que os cépticos defendem serem provas de uma antiga civilização alienígena. Waring diz ainda que noutras fotos, a estrutura desaparece, alegando que a NASA tentou esconder a presença da suposta presença de extraterrestres. “O que a NASA fez foi editar esse objecto e colocar uma cratera falsa nesse local“, disse.

Durante o vídeo, Waring explica que editar estas imagens seria bastante fácil para a agência espacial. Esta teoria recebeu bastante apoio nos comentários, com vários utilizadores a questionarem a integridade da NASA.

Para os interessados, o autor do blogue ET Data Base deixou ainda as coordenadas para quem quiser ver pelos seus próprios olhos: 49°54’5.25″N 142°37’43.85″E.

ZAP //

Por ZAP
26 Julho, 2019

[vasaioqrcode]

 

1997: Sonda chinesa desvendou mais um segredo sobre o manto do lado oculto da Lua

NASA
O lado oculto da Lua

A Lua é um pequeno corpo localizado a poucos passos da Terra que, por causa da atracção gravitacional, mostra sempre a mesma face para nós. A sua superfície, devastada por centenas de crateras, é uma testemunha silenciosa do violento passado do Sistema Solar.

Mas também é uma valiosa fonte de informação que fala sobre os processos que permitem a formação de planetas, como o nosso, ou de todos os milhões de exoplanetas que se escondem na nossa galáxia.

Parece que há muito tempo a Lua era uma esfera de magma derretido que arrefecia e solidificava. Mas o satélite é pequeno e o seu arrefecimento foi muito rápido, o que levou o seu interior a “morrer”, não activando nenhuma tectónica, como aconteceu na Terra. Portanto, vemos uma superfície parada no tempo.

Uma sonda lunar pode ter diminuído o mistério do outro lado da lua. A quarta sonda Chang’E (CE-4) foi a primeira missão a pousar no lado oculto da lua e recolheu novas evidências da maior cratera do sistema solar, esclarecendo como a Lua pode ter evoluído. Os resultados foram publicados na revista Nature.

Uma teoria surgiu na década de 1970 que dizia que, na infância da lua, um oceano feito de magma cobria a sua superfície. Quando o oceano começou a acalmar e arrefecer, minerais mais leves flutuaram até o topo, enquanto componentes mais pesados afundaram. A parte de cima incrustou, envolvendo um manto de minerais densos, como a olivina e o piroxena.

Quando os asteróides e o lixo espacial caíram na superfície da lua, quebraram a crosta e levantaram pedaços do manto lunar. “Compreender a composição do manto lunar é fundamental para testar se um oceano de magma existiu”, disse o autor Li Chunlai, professor dos Observatórios Astronómicos Nacionais da Academia Chinesa de Ciências. “Também ajuda a avançar a nossa compreensão da evolução térmica e magmática da lua.”

A evolução da Lua pode fornecer uma janela para a evolução da Terra e outros planetas terrestres, de acordo com Li, porque a sua superfície é relativamente intocada em comparação com a superfície inicial da Terra.

NASA Uma imagem capturada pelo Chang’E 4 mostrou a paisagem perto do local de pouso

Os investigadores esperavam, de acordo com o Phys, encontrar uma grande quantidade de material manto escavado no piso plano da bacia do Bacia do Polo Sul-Aitken, uma vez que o impacto teria penetrado e passado a crosta lunar. Em vez disso, encontraram apenas vestígios de olivina, o principal componente do manto superior da Terra.

Ao que parece, mais olivina apareceu nas amostras de impactos mais profundos. Uma teoria, segundo Li, é que o manto consiste em partes iguais de olivina e piroxena, em vez de ser dominado por um ou outro.

O CE-4 precisará de explorar mais para entender melhor a geologia do seu local de pouso, bem como recolher muito mais dados espectrais para validar as suas descobertas iniciais e entender completamente a composição do manto lunar.

ZAP //

Por ZAP
17 Maio, 2019



[vasaioqrcode]

 

1915: O lado oculto da Lua é mais silencioso do que escuro

NASA

Classificar como “escuro” o lado oculto da Lua (hemisfério lunar que não pode ser visto a parir da Terra) não é justificado. Quem o diz é Arne Slettebak, director do Arne Slettebak Planetarium, da Universidade Estatal de Ohio, nos Estados Unidos.

Num artigo publicado no The Conversation, o cientista afirma que o melhor adjectivo para descrever a face oculta do nosso satélite natural é “silencioso”, especialmente no que diz respeito às ondas de rádio, que podem ser uma janela de oportunidades para a Ciência.

Observada a partir de qualquer lugar da Terra, a “esfera de prata” que vemos hoje em dia não é muito diferente daquela que foi vista pelos nossos ancestrais há séculos. O mesmo pode ser dito, embora que noutra escala de tempo, sobre o lado oculto da Lua, recorda o cientista, dando conta que a região agora explorada pela NASA é a mesma estudada por uma nave espacial soviética que orbitou a zona em causa pela primeira vez em 1959.

Slettebak observa que a Terra e o seu satélite natural exercem mutuamente uma importante força gravitacional que retarda a rotação de ambos os corpos.

Esta influência fez com que, 100 milhões de anos após a formação do Sistema Solar, a rotação da Lua e o seu período orbital fossem sincronizados. Actualmente, a Lua leva 28 dias para completar o movimento de rotação em torno do seu próprio eixo, exactamente o mesmo período de tempo que leva para completar uma “viagem” em torno da Terra.

A parte oculta da Lua é a zona mais desconhecida do nosso satélite, mas Schlingman considera que não correto rotulá-lo como o “lado escuro” da Lua. O cientista sustentam que ambos os lados do satélite têm períodos diurnos e nocturnos, tal como a Terra, embora um dia lunar dure aproximadamente duas semanas terrestres. Além disso, nota o especialista, ambas as metades da Lua têm quantidades iguais de dia e noite durante um mês.

À espera de um sinal fraco do Universo

Recorrendo a satélites modernos, os astrónomos foram capazes de mapear completamente a superfície lunar. A missão chinesa Chang’e 4, a primeira expedição que pousou no lado oculto de nosso satélite, está actualmente a explorar a cratera de Aitken. A equipa espera que o todo terreno possa dar algumas respostas sobre as características da superfície lunar, bem como sobre a possibilidade de levar a cabo algum tipo de cultivo na Lua.

A China chegou mesmo a fazer história na Lua ao cultivar uma semente de algodão na Lua. Apesar de a planta ter morrido no dia seguinte, este foi um feito inédito.

Também Israel, com a sua missão Beresheet, tentou alunar no lado mais distante do satélite, mas a missão acabou por fracassar. Volvidos quase dois meses desde a sua descolagem, a sonda despenhou-se a 12 de Abril antes de conseguir alunar.

Se esta metade da Lua é realmente “escura”, defende, deve-se ao facto de ser menos acessível para as ondas de rádio que “contaminam” o ambiente da metade vizinha.

O cientista norte-americano aponta ainda que este lado “protegido” da Lua tem uma vantagem, uma vez que pode permitir aos cientistas medir sinais fracos do Universo que, do lado mais próximo do nosso planeta, são abafados por ruídos de origem humana.

A Chang’e 4, por exemplo, pode observar emissões de rádio de baixa frequência, algo que é impossível fazer a partir da Terra devido à actividade humana (ondas de rádio, ondas de televisão, entre outros sinais de comunicação).

Parte das ondas de rádio de baixa frequência está relacionada com as primeiras estrelas e os primeiros buracos negros do Universo. Perceber esta radiação promete aos cientistas uma melhor compreensão sobre a génese do Cosmos.

Por tudo isto, concluiu, o lado “silencioso” – erradamente rotulado como “escuro” – pode, na verdade, ser uma enorme janela de oportunidades para a Ciência.

ZAP // Lusa

Por ZAP
2 Maio, 2019

[vasaioqrcode]

 

1564: China desvenda mais um mistério do lado oculto da Lua

Stuart Rankin / Flickr

O lado oculto da Lua está a ser explorado pela agência espacial chinesa com a missão Chang’e 4 desde Janeiro deste ano, composta por uma sonda estacionária e um rover exploratório.

Depois de cultivar brotos de algodão por lá, que morreram pouco depois, a missão agora descobriu que as noites lunares naquele hemisfério são ainda mais frias do que se imaginava.

Uma noite lunar dura cerca de duas semanas terrestres, e dados das missões Apollo, da NASA, apontavam que a temperatura da superfície iluminada da Lua poderia atingir os 127ºC durante o dia, caindo para -173ºC à noite.

A Chang’e 4 registou temperaturas de -190ºC na longa noite do lado oculto da Lua. Foi por causa dessas temperaturas tão extremas que os brotos de algodão que a China cultivou no lado afastado da Lua, mesmo estando num recipiente fechado e em ambiente controlado, acabaram morrendo na sua primeira noite lunar.

O director executivo da missão, Zhang He, acredita que a diferença nas temperaturas nocturnas entre o lado que vemos da Lua e o seu lado mais afastado pode estar relacionada a “provavelmente uma diferença na composição do solo lunar entre seus dois lados”.

Contudo, “ainda precisamos de uma análise mais cuidadosa” antes de fazer tal afirmação. Caso essa suposição se prove correta, é possível que algo na “sujidade” lunar esteja a fazer com que o solo retenha menos calor durante a noite do que os locais de pouso das naves do programa Apollo.

Essa é a primeira vez na história da exploração espacial em que a humanidade pousa uma nave no lado oculto da Lua, que até então somente havia sido estudado com voos orbitais e sondas que ficam na órbita da Lua. Todo e qualquer dado científico obtido pela missão chinesa é singular e valioso para entender ainda melhor o satélite natural que brilha no céu nocturno da Terra.

ZAP // Canal Tech

Por CT
7 Fevereiro, 2019

[vasaioqrcode]