“Bomba de lava” do Kilauea atinge barco e faz 23 feridos

As vítimas estavam num barco turístico, numa excursão para ver a lava derretida a cair dentro da água do Pacífico

Vinte e três pessoas ficaram feridas no Havai, atingidas por rocha derretida projectada pelo vulcão Kilauea.

As vítimas estavam num barco turístico, numa excursão para ver a lava derretida a cair dentro da água do Pacífico, quando a cobertura foi atingida – a maior parte sofreu queimaduras e uma das vítimas partiu a perna.

“Quando estávamos a abandonar a área, de repente, tudo à nossa volta começou a explodir. Estava em todo o lado”, contou ao jornal o capitão do barco, Shane Turpin, citado no The Guardian.


Will Bryan, que filmou o vídeo que se pode ver acima, contou à BBC que não tiveram tempo para fugir, sobretudo estando num barco pequeno. “Tens apenas seis metros e toda a gente está a tentar ir para o mesmo sítio. Foi muito assustador.”

O Kilauea, no sudeste da Grande Ilha do Havai, onde vivem cerca de 185 mil pessoas, entrou numa nova fase da sua erupção em Maio.

A guarda costeira norte-americana instituiu uma faixa de 300 metros à volta dos pontos na costa da ilha onde a lava se encontra com o oceano, por questões de segurança.

Diário de Notícias
Patrícia Jesus
17 Julho 2018 — 09:16

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659: O Kilauea está (literalmente) a fazer chover pedras preciosas

Bruce Omori / EPA
Vulcão Kilauea, no Havai

Caso o vulcão Kilauea, no estado norte-americano do Havai, pedisse desculpa por todo o caos e destruição causados, este poderia chegar em forma de um belo mineral verde – a olivina.

Nos últimos meses, o vulcão tem sido notícia pelos seus devastadores fluxos de lava e impressionantes chamas azuis, capazes de esmagar ossos. Agora, o vulcão está a fazer “chover” pedras preciosas – um evento raro que tem deixado os geólogos fascinados.

A olivina é um mineral incrivelmente comum – quimicamente falando, é composto por silicatos de magnésio e ferro. Carregado para a superfície em pontos de acesso vulcânicos, o mineral acaba por manchar rochas ígneas de cor escura – como o basalto – em tons de verde musgo.

No entanto, encontrar estes minerais na forma de pedaços discretos, que os joalheiros reconheceriam como uma pedra preciosa chamada peridoto, é incrivelmente raro. A olivina tende em transformar-se rapidamente em minúsculos grãos de areia.

Neste momento, os habitantes do Havai não estão a ter este problema. Foram encontrados cristais de tamanho considerável no meio de rochas e cinzas de erupções recentes e em fluxos de lava.

Aparentemente, a violência das recentes erupções espalhou o magma para o ar, onde as altas temperaturas de cristalização dos silicatos do ferro e do magnésio permitiram que se transformassem rapidamente em pedras de olivina antes de atingir o solo. No ar vai a rocha derretida quente e, no solo, cai uma chuva de peridoto.

Recolher uma grande quantidade destas pedras verdes não nós fará enriquecer, pois não se trata exactamente de jóias caras – mas são, certamente, bonitas.

ZAP //

Por ZAP
15 Junho, 2018

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602: Drone salva Havaiano preso na lava do vulcão Kilauea

Um grupo de cientistas recorreu a um drone para resgatar um civil preso na lava do vulcão Havaiano Kilauea. Os drones estão a tornar-se uma ferramenta valiosa para dar resposta a situações de emergência como operações de resgate e salvamento.

Como sempre, a erupção em curso no Kilauea e na zona inferior do leste do Rift (LERZ) continua a impressionar: dias após o fogo azul, o vulcão parece agora estar a dar muito trabalho em algumas fissuras, especialmente na Fissura 8, que está a criar fontes de lava que alcançam até 76,2 metros – aproximadamente 250 pés – de altura.

O vulcão ainda é sinónimo de perigo, principalmente devido às suas emissões de dióxido de enxofre e os seus imprevisíveis fluxos de lava. Um destes fluxos ameaçou apanhar um civil da região, na passada noite de 27 de maio mas, graças à equipa de Pesquisa Geológica dos Estados Unidos (USGS) e ao uso de um drone inteligente, a crise foi evitada.

Segundo um post no Facebook do USGS sobre o incidente, o Departamento de Sistemas de Aviões Não Tripulados do Interior (UAS) do Kilauea, estava a realizar missões de mapeamento na LERZ. Recorrendo a um drone, a equipa observava para onde a lava fluía e o quão rápido se propagava pela terra cada vez mais queimada.

Durante esta expedição, a equipa fornecia em simultâneo cobertura ao vivo do fluxo da lava para o grupo de funcionários de emergência. Usando essa informação, as autoridades começaram a retirar os moradores da área e das várias ruas em que a lava começava a invadir.

Neste momento, a equipa foi alertada através de uma transmissão de rádio sobre um problema potencialmente fatal: um civil estava preso na sua casa, na rua Luana. Embora os detalhes ainda permaneçam dispersos, tudo indica que a lava cercou inesperadamente a zona onde se encontrava. Embora a lava fosse incandescente à noite, com a vasta cobertura de árvores na área, não se tornou claro para o havaiano qual o caminho mais seguro a tomar. 

Foi então que a equipa enviou um drone para a localização da vítima, pedindo que o mesmo o seguisse em segurança. Com a ajuda extra de uma lanterna de telemóvel, o habitante conseguiu atravessar a “selva” até à rua de Nohea.

“Cerca de 10 minutos depois de fornecer informações de direcção, quer para a pessoa em salvamento, quer para a equipa de resgate, a equipa de busca conseguiu contactá-lo e guiá-lo para um lugar seguro”, explicou o USGS, afirmando que “a equipe da UAS ficou no local até que as todas as equipas estivessem fora da área.”

Esta é a primeira vez que os drones são usados ​​ao serviço da vulcanologia. Estes são regularmente usados ​​para monitorizar o progresso dos fluxos e os lagos de lava, tanto no Havai como noutras partes do mundo. Recentemente, foram usados ​​para produzir o primeiro mapa termal 3D do mundo de Stromboli, um fantástico vulcão siciliano efervescente.

Esta história lembra ainda que os drones podem ser utilizados para garantir que vidas não sejam literalmente consumidas pelas chamas. Uma vez mais, há que levantar o chapéu à equipa do USGS.

Situado a 1200 metros de altitude, o Kilauea é um dos mais activos no mundo e um dos cinco existentes naquele arquipélago norte-americano.

ZAP // IFL

Por ZAP
1 Junho, 2018

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581: Chamas do vulcão Kilauea estão azuis

USGS Volcanoes / Facebook

As chamas do Kilauea mudaram de cor. Agora estão azuis porque o vulcão está a emitir gás metano para a atmosfera.

O vulcão Kilauea, no Estado norte-americano do Havai, não dá tréguas. as fissuras abertas pelas erupções estão a emitir chamas azuis devido à presença de gás metano lançado para a atmosfera, explicou o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

O mais recente relatório do Observatório dos Vulcões do Hawai refere que as emissões de gases vulcânicos – inclusivamente de ácido sulfúrico – triplicaram desde o início da erupção do Kilauea por causa do aumento do volume de lava expelido. Além disso, o número de sismos provocados pelas erupções voltou também a aumentar.

O gás metano é produzido quando a lava muito quente chega à superfície, a uma temperatura de 1500ºC, engolindo a vegetação que encontra pela frente.

Segundo o Observador, o metano acumula-se nos espaços vazios que encontra debaixo da superfície. No entanto, o metano volta a subir quando é aquecido, dado que com o calor torna-se menos denso, precisando de se expandir. Quando se expande, “foge” pelas fissuras, incendiando o solo de azul.

Horrifying BLUE FLAMES ignite roads as methane gas EXPLODES, Fears rise in Hawaii

Tal como este chão norte-americano, o planeta Úrano deve a sua coloração azul à presença do metano. As moléculas de metano, quando sujeitas a radiação electromagnética, absorvem a parte da radiação com um comprimento de onda que ronda os 600 nanómetros.

Esse comprimento de onda corresponde à cor vermelha e aos infravermelhos. Absorvido o vermelho, o metano reflecte assim a radiação azul.

ZAP //

Por ZAP
24 Maio, 2018

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Vulcão Kilauea – Havai

The Big Island Flow

Crazy conditions in Hawaii – Lava is pretty awesome to watch, but can be very dangerous as well ?

Publicado por Aurora Borealis Observatory – Visit Senja em Domingo, 13 de Maio de 2018

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574: Vulcão Kilauea provoca nuvem de gases ácidos e farpas de vidro

O vulcão Kilauea está a originar um novo perigo para a população da zona, devido às nuvens de gases ácidos, vapor e de partículas semelhantes ao vidro que estão a ser causadas pela chegada da lava ao Oceano Pacífico.

A Defesa Civil do condado do Hawai já alertou que a chegada da lava quente ao oceano pode contaminar o ar. Isto porque a interacção entre a lava e a água do oceano liberta uma nuvem tóxica, contendo uma mistura de gás de ácido clorídrico e de pequenas partículas de gás vulcânico.

Só o contacto breve com esta nuvem ácida causa “irritação dos pulmões, olhos e pele”, como avisa a Defesa Civil do município na sua página oficial.

A nuvem tóxica é “tão corrosiva quanto o ácido de bateria diluído“, referem cientistas ao The Guardian.

Estamos assim a falar de um novo perigo para a população da zona que está a ser aconselhada pelas autoridades a permanecer em casa, com as janelas fechadas.

Os boletins informativos também alertam que a saída de gás de dióxido de enxofre das fissuras no solo, abertas pelas erupções, quase triplicou nos últimos dias.

Desde que o vulcão Kilauea entrou em erupção, a 3 de Maio passado, mais de 1700 pessoas tiveram de ser retiradas das suas casas e cerca de 40 estruturas, dezenas de casas e carros foram destruídos.

O Serviço Geológico dos EUA informa que a erupção de lava continua num nível moderado em vários locais, e nem os cientistas conseguem prever quando é que vai parar.

O vulcão causou o primeiro ferido grave no sábado, quando um jacto de lava atingiu a perna de um homem que estava na sua varanda no terceiro andar.

O vulcão situa-se no sudeste da Grande Ilha do Hawai, onde vivem cerca de 185 mil pessoas.

Situado a 1200 metros de altitude, o Kilauea é um dos mais activos no mundo e um dos cinco existentes naquele arquipélago norte-americano.

ZAP // Lusa

Por ZAP
22 Maio, 2018

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563: Quando para a actividade do vulcão Kilauea? Nem os cientistas sabem

(cv)

Cientistas afirmam desconhecer quando é que a actividade do vulcão Kilauea, no Estado norte-americano do Havai, irá parar, depois de ter entrado em erupção no início do mês.

Não temos forma de saber se isto é mesmo o início ou o caminho do fim desta erupção”, afirmou Tom Shea, especialista em vulcões na Universidade do Havai.

O Kilauea é um dos mais activos vulcões do mundo e até agora foram já retiradas 1.700 pessoas que ainda não foram autorizadas a regressar a casa.

O vulcão entrou em erupção a 3 de maio e desde então já foram registadas mais de 20 fissuras que estão a expelir lava. Até agora, 40 casas ou edifícios foram destruídos pela lava.

Junto à cratera, registaram-se durante vários dias dezenas de sismos, alguns de magnitude superior a 5 na escala de Richter. O vulcão situa-se no sudeste da Grande Ilha do Havai, onde vivem cerca de 185 mil pessoas.

O Kilauea, a 1.200 metros de altitude, é um dos mais activos no mundo e um dos cinco existentes no arquipélago norte-americano.

O turismo, uma das maiores indústrias locais, já registou perdas de cerca de quatro milhões de euros. Uma erupção em 1924 matou uma pessoa e projectou pedaços de rocha, cinza e poeira no ar durante 17 dias.

A cratera do vulcão Kilauea, no estado norte-americano do Havai, entrou novamente em erupção, projectando nuvens de cinza a mais de nove mil metros de altitude – mais alto do que o pico do Monte Everest.

O geofísico da U.S. Geological Survey, Mike Poland, confirmou a explosão, que ocorreu depois de mais de doze fissuras terem aberto a alguns quilómetros a leste da cratera e terem inundado de lava os bairros mais próximos. Todas essas áreas foram imediatamente evacuadas, mas a lava acabou por destruir 26 casas e 10 outras estruturas.

Este é o tipo de explosão que temíamos“, diz Poland, “e não vai ser a única, muito provavelmente vai ser seguida de eventos adicionais”.

ZAP // Lusa

Por ZAP
19 Maio, 2018

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554: Vulcão Kilauea entra em erupção e lança cinza a 9 mil metros de altura

Bruce Omori / EPA

O vulcão Kilauea, na ilha do Havai, voltou a entrar em erupção. A lava destruiu pelo menos 26 casas e 10 outras estruturas.

A cratera do vulcão Kilauea, no estado norte-americano do Havai, entrou em erupção, projectando nuvens de cinza a mais de nove mil metros de altura.

O geofísico da U.S. Geological Survey, Mike Poland, confirmou a explosão, que ocorreu depois de mais de doze fissuras terem aberto a alguns quilómetros a leste da cratera e terem inundado de lava os bairros mais próximos. Todas essas áreas foram imediatamente evacuadas, mas a lava acabou por destruir 26 casas e 10 outras estruturas.

As autoridades locais indicaram que não esperam que a explosão do vulcão cause vítimas, desde que as pessoas se mantenham afastadas e fora do Parque Nacional dos Vulcões do Havai, encerrado desde o dia 11 de maio.

Ainda assim, avança a CNN, a população está a ser avisada para procurar abrigo caso se encontrem no sentido dos ventos que estão a levar a cinza vulcânica. Embora exista a possibilidade de serem expelidos projécteis, estes afectarão apenas a zona em redor do vulcão, explica Michelle Coombs, geologista do departamento de geologia americano.

De acordo com o Observador, o Governo de Big Island está a distribuir máscaras que filtram cinzas, dado que existe risco de asfixia. Desde o dia 3 de maio, as erupções do Kilauea já criaram vários tremores de terra.

O Kilauea é um dos vulcões mais activos do mundo. Uma erupção em 1924 matou uma pessoa e projectou pedaços de rocha, cinza e poeira no ar durante 17 dias.

ZAP //

Por ZAP
18 Maio, 2018

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548: Alerta vermelho para “grande erupção vulcânica iminente” no Havai

Bruce Omori / EPA
Vulcão Kilauea, no Havai

As autoridades norte-americanas emitiram um alerta vermelho para a erupção do vulcão Kilauea, no Havai, que na última semana já obrigou a retirar centenas de pessoas das suas casas.

Um alerta vermelho significa que “uma grande erupção vulcânica está iminente ou a ocorrer”, indicou na terça-feira o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

“A erupção de cinza aumentou de intensidade” desde terça-feira de manhã, no Kilauea, e a nuvem de cinza tem já entre três mil e seis mil metros de altura, indicou.

Embora a actividade vulcânica se mantenha “muito variável”, pode “tornar-se explosiva a qualquer momento, aumentando a intensidade da produção de cinza e de projécteis”.

As autoridades locais alertaram os residentes das zonas mais próximas do vulcão para estarem preparados para uma retirada de emergência, possivelmente sem aviso prévio. Até agora, foram já retiradas 1.700 pessoas que ainda não foram autorizadas a regressar a casa.

Este nível de alerta significa também “perigo imediato para a saúde, sendo necessário tomar medidas para evitar qualquer exposição”, indicou em comunicado a protecção civil do Havai.

O vulcão entrou em erupção a 3 de maio e desde então já foram registadas 20 fissuras que estão a expelir lava. Até agora, 40 casas ou edifícios foram destruídos pela lava.

Junto à cratera, registaram-se durante vários dias dezenas de sismos, alguns de magnitude superior a 5 na escala de Richter.

O vulcão situa-se no sudeste da Grande Ilha do Havai, onde vivem cerca de 185 mil pessoas. O Kilauea, a 1.200 metros de altitude, é um dos mais activos no mundo e um dos cinco existentes no arquipélago norte-americano.

O turismo, uma das maiores indústrias locais, já registou perdas de “pelo menos cinco milhões de dólares norte-americanos”, cerca de quatro milhões de euros, de acordo com as autoridades turísticas.

ZAP // Lusa

Por Lusa
16 Maio, 2018

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527: As erupções vulcânicas no Havai podem durar meses – ou anos

Bruce Omori / Paradise Helicopters / EPA

Mais de 1.700 moradores tiveram que abandonar as ruas rachadas e queimadas de Leilani Estates, no Havai, na semana passada, sem saber quando poderão voltar para as suas casas.

A recente explosão na verdade não é nada nova: começou em 1983, e a destruição que está a ser desencadeada agora é apenas a última de 62 episódios de uma erupção contínua.

As fontes de lava ígnea e a erupção do vulcão Kīlauea resultaram até agora em 12 fissuras vulcânicas em Leilani Estates, com magma derretido a escorrer e consumir tudo o que aparece no seu caminho.

Infelizmente, os cientistas dizem que é impossível saber se o episódio vai durar semanas, meses ou até mesmo anos.

Enquanto alguns locais atribuem a destruição a Pele, a deusa havaiana do fogo, que, de acordo com os locais, estará a tentar recuperar a sua terra, os cientistas têm uma perspectiva diferente.

Chamada de “erupção fissural”, esse tipo de explosão vulcânica é bastante imprevisível. “Não podemos espiar através do solo e vê-la exactamente em todos os seus detalhes e complexidades”, disse o vulcanologista Bill Chadwick, da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA.

O episódio mais recente ocorreu quando o chão do lago de lava no interior do vulcão entrou em colapso, o que forçou todo o seu conteúdo fundido a ser empurrado pelo sistema de magma subterrâneo do Kīlauea.

Os cientistas não sabem o que fez o lago ceder, mas quando isso aconteceu, o magma pressurizado desencadeou uma série de terramotos ao lançar-se por novos canais de rocha, incluindo um terramoto de 6,9, o mais poderoso desde 1975.

A maior ameaça, porém, parecem ser as fissuras vulcânicas. A Agência de Defesa Civil do Havai chama a situação de “chafariz vulcânico activo”. Durante dias, vapor quente e gases nocivos têm surgido das fissuras antes de o magma irromper, com algumas fontes de lava a alcançar os 100 metros de altura.

Dados todos os canais através dos quais o magma pode escorrer de Kīlauea, é improvável que haja pressão suficiente para criar uma enorme explosão vulcânica. A longo prazo, contudo, não há como dizer onde ou quando essas fissuras – com os seus fluxos de lava e gases tóxicos – podem aparecer.

“É como um cano com fuga, onde o magma está a descer e chega a um ponto em que a pressão aumenta o suficiente para começar a rachar a superfície”, disse o vulcanologista Erik Klemetti, da Universidade de Denison, nos EUA.

Isso significa que, mesmo que uma casa hoje pareça perfeitamente segura, pode ser destruída por um fluxo de lava daqui a cinco anos se a erupção continuar. Os moradores têm vivido com essa incerteza desde 30 de Abril, quando o chão do Kilauea desmoronou e forçou a evacuação de uma área cada vez maior na região.

ZAP // HypeScience / Science Alert

Por ZAP
10 Maio, 2018

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