1622: Descoberta estrela morta que ainda continua a “alimentar” anéis de poeira

Scott Wiessinger / NASA

Uma cientista da NASA detectou uma antiga e fria estrela morta, que pode fornecer uma possível visão sobre o destino de milhões de anos do nosso Sistema Solar.

A cientista alemã, Melina Thevenot, detectou uma anormalidade enquanto estava a analisar dados recolhidos pela missão espacial Gaia da Agência Espacial Europeia.

Inicialmente, a cientista acreditou que havia algo de errado com as informações mas, entretanto, ao analisar o banco de imagens do telescópio receptor de ondas infravermelhas da NASA activo na missão, a cientista presumiu que as informações poderiam ser úteis, decidindo apresentá-las à equipa de cientistas que está a trabalhar no projecto Backyard Worlds: Planet 9.

Com as novas informações, os líderes do projecto decidiram reposicionar o telescópio Keck II no Hawai numa tentativa de analisar profundamente, confirmando, posteriormente, que não havia erros nas informações, mas, sim, havia uma estrela anã, anciã e fria, circulada por diferentes anéis de poeira, segundo o artigo publicado na revista The Astrophysical Journal Letters.

“Esta estrela anã branca é tão antiga que, qualquer que seja o processo de alimentação de material para os seus anéis, deve estar a operar em escala de milhões de anos“, afirmou John Debes, astrónomo e líder do estudo, ressaltando que “a estrela está realmente a desafiar as nossas hipóteses de como sistemas planetários evoluem”.

A estrela morta descoberta J0207 é do tamanho da Terra e está localizada a aproximadamente 145 anos-luz do nosso planeta.

Além disso, a equipa acredita que a estrela morta possua dois discos de poeira, sendo que o primeiro hospeda um misterioso fenómeno, segundo o portal CNET.

Antigas anãs brancas não costumam preservar discos de poeira, isso porque todo material acaba por ser reduzido lentamente dentro da estrela. “O que torna esta anã branca tão interessante é que ela é mais antiga do que as tradicionais anãs brancas empoeiradas”, afirma Debes.

“A maioria dos modelos que os cientistas criaram para explicar os anéis em torno das anãs brancas só funciona até aos cem milhões de anos, razão pela qual esta estrela desafia as nossas conjecturas de como os sistemas planetários evoluem”, acrescentou o cientista.

Além disso, pode prever o destino do nosso sistema planetário – o que está por vir na Terra. Eventualmente, o nosso Sol expandir-se-á num “gigante vermelho”, engolindo Mercúrio e Vénus, ou até mesmo, a Terra.

Em 2017, a NASA e outros institutos científicos lançaram projecto Backyard Worlds: Planet 9 para procurar planetas escondidos em redor do Sistema Solar.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
22 Fevereiro, 2019