2456: Jovem Júpiter foi atingido de frente por enorme proto-planeta

Impressão de artista de uma colisão entre um jovem Júpiter e um proto-planeta massivo ainda em formação no Sistema Solar inicial.
Crédito: K. Suda & Y Akimoto/Mabuchi Design Office, cortesia do Centro de Astrobiologia do Japão

Segundo um estudo publicado esta semana na revista Nature, uma colisão colossal entre Júpiter e um planeta ainda em formação no início do Sistema Solar, há cerca de 4,5 mil milhões de anos, pode explicar leituras surpreendentes da nave espacial Juno da NASA.

Astrónomos da Universidade Rice e da Universidade Sun Yat-sen da China dizem que o seu cenário de impacto pode explicar as leituras gravitacionais anteriormente confusas da sonda Juno, que sugerem que o núcleo de Júpiter é menos denso e mais extenso do que o esperado.

“Isto é intrigante,” disse o astrónomo e co-autor do estudo, Andrea Isella. “Sugere que algo aconteceu e que mexeu com o núcleo, e é aí que o impacto gigante entra em acção.”

Isella explicou que as principais teorias sobre a formação de planetas sugerem que Júpiter começou como um planeta denso, rochoso ou gelado que mais tarde reuniu a sua atmosfera espessa do disco primordial de gás e poeira que deu origem ao nosso Sol.

Isella disse que estava céptico quando o autor principal do estudo, Shang-Fei Liu, sugeriu a ideia de que os dados podiam ser explicados por um impacto gigantesco que agitou o núcleo de Júpiter, misturando o conteúdo denso do seu núcleo com as camadas menos densas acima. Liu, ex-investigador de pós-doutoramento no grupo de Isella, é agora membro da faculdade em Sun Yat-sen em Zhuhai, China.

“Soava-me muito improvável,” recorda Isella, “como algo com uma probabilidade de um num bilião. Mas Shang-Fei convenceu-me, com os seus cálculos, de que não era assim tão inverosímil.”

A equipa de investigação realizou milhares de simulações de computador e descobriu que um Júpiter em rápido crescimento pode ter perturbado as órbitas de “embriões planetários” próximos, proto-planetas que estavam nos estágios iniciais da formação planetária.

Liu disse que os cálculos incluíram estimativas da probabilidade de colisões sob diferentes cenários e da distribuição de ângulos de impacto. Em todos os casos, Liu e colegas descobriram que havia pelo menos 40% de hipóteses de que Júpiter engolisse um embrião planetário nos primeiros milhões de anos. Além disso, Júpiter produziu em massa um “forte foco gravitacional” que deu origem a colisões frontais mais comuns do que aquelas apenas raspantes.

Isella explicou que o cenário de colisão se tornou ainda mais atraente depois de Liu ter executado modelos computacionais 3D que mostravam como uma colisão afectaria o núcleo de Júpiter.

“Como é denso e vem com muita energia, o impactor seria como uma bala que passa pela atmosfera e atinge o núcleo de frente,” disse Isella. “Antes do impacto, teríamos um núcleo muito denso, cercado pela atmosfera. O impacto frontal espalha as coisas, diluindo o núcleo.”

Os impactos em ângulos que apenas raspam o planeta podem fazer com que o objecto impactante se torne preso gravitacionalmente e afunde gradualmente no núcleo de Júpiter, e Liu disse que embriões planetários menores tão massivos quanto a Terra se desintegrariam na espessa atmosfera de Júpiter.

“O único cenário que resultou num perfil de densidade de núcleo semelhante ao que a Juno mede hoje é um impacto frontal com um embrião planetário cerca de 10 vezes mais massivo do que a Terra,” salientou Liu.

Isella acrescentou que os cálculos sugerem que, mesmo que este impacto tenha ocorrido há 4,5 mil milhões de anos, “ainda poderá levar muitos milhares de milhões de anos para que o material pesado volte a assentar num núcleo denso sob as circunstâncias sugeridas pelo artigo.”

Isella, que também é co-investigador do projecto CLEVER Planets, financiado pela NASA, com sede na Universidade Rice, disse que as implicações do estudo vão além do nosso Sistema Solar.

“Existem observações astronómicas de estrelas que podem ser explicadas por este tipo de evento,” realçou.

“Este ainda é um campo novo, de modo que os resultados estão longe de ser sólidos, mas tendo em conta que estamos à procura de planetas em torno de estrelas distantes, às vezes observamos emissões infravermelhas que desaparecem depois de alguns anos,” disse Isella. “Uma ideia é que se estamos a observar uma estrela à medida que dois planetas rochosos colidem de frente e se fragmentam, formar-se-ia uma nuvem de poeira que absorve a luz estelar e a re-emite. Vemos por isso uma espécie de um flash, no sentido de que agora temos esta nuvem de poeira que emite luz. E, depois de algum tempo, a poeira dissipa-se e essa emissão desaparece.”

A missão Juno foi desenhada para ajudar os cientistas a melhor compreender a origem e a evolução de Júpiter. A sonda, lançada em 2011, transporta instrumentos para mapear os campos gravitacionais e magnéticos de Júpiter e para investigar a estrutura interna profunda do planeta.

Astronomia On-line
16 de Agosto de 2019

2334: Juno encontra correntes misteriosas na magnetosfera de Júpiter

CIÊNCIA

NASA

Há correntes turbulentas e inesperadas que crepitam através da atmosfera de Júpiter, produzindo auroras brilhantes.

Juno, a sonda da NASA que orbita a gigante do gás desde 2016, passa sobre as regiões polares de Júpiter há 53,5 dias, recolhendo dados sobre as forças magnéticas que produzem auroras ultra-brilhantes acima do enorme planeta.

Num novo artigo, publicado na revista Nature Astronomy, investigadores descobriram que as correntes eléctricas que passam pela magnetosfera de Júpiter – a região mais rica em linhas de campos magnéticos – não funcionam como esperado.

A sonda encontrou menos correntes contínuas – ou seja, uma corrente que flui constantemente numa só direcção – do que os físicos previram. Eram apenas cerca de 50 milhões de amperes, uma corrente incrivelmente poderosa, mas não tão alta como os modelos teóricos da magnetosfera de Júpiter sugeriam.

“Estas observações, combinadas com outras medições da sonda Juno, mostram que as correntes alternadas desempenham um papel muito maior na geração da aurora de Júpiter do que no sistema de corrente contínua”, disse Joachim Saur, um dos autores do artigo, em comunicado.

Na Terra, normalmente pensamos em correntes alternadas e directas (CA e CC) em termos de electrónica, explica a Live Science. No final do século XIX, os inventores Thomas Edison e Nikola Tesla discordaram muito sobre qual método deveria ser usado para fornecer energia aos dispositivos eléctricos.

A energia CC não converte tão facilmente entre diferentes voltagens, de acordo com o Departamento de Energia dos EUA (DOE), por isso Tesla queria transformar o AC mais facilmente conversível no padrão. Edison, guardando as suas patentes dependentes de DC, resistiu à mudança e espalhou informações incorrectas de que a CA era mais perigosa.

Tesla ganhou no final e AC tornou-se o padrão para a energia dos EUA. No entanto, a corrente contínua recuperou o favor à medida que mais dispositivo com bateria chegavam ao mercado.

No espaço ao redor de Júpiter, a proporção de CA para CD é determinada pelo comportamento de iões na atmosfera do planeta. Júpiter tem correntes mais poderosas do que a Terra por várias razões, incluindo o seu enorme tamanho, a sua rápida velocidade de rotação e o excesso de partículas carregadas bombeadas para fora dos vulcões na lua Io.

Uma proporção tão grande dessas correntes a ser AC parece ser um resultado da turbulência nos campos magnéticos do planeta. A turbulência refere-se à maneira desordenada como a forma e a direcionalidade dos campos magnéticos flutuam. Essa turbulência está a produzir efeitos diferentes em cada um dos dois pólos de Júpiter.

No tempo em que Juno orbitou Júpiter, o pólo norte do planeta experimentou cerca de metade da corrente do pólo sul. Isso parece ser o resultado do arranjo muito mais complexo das linhas de campo magnético no norte, que interrompe o fluxo de correntes. No sul, as linhas do campo magnético são “mais suaves”.

Os efeitos dessas diferenças são visíveis nas auroras dos dois pólos. No norte, as auroras tendem a ser mais amplamente dispersas, com uma estrutura de “filamentos e chamas”. No sul, as auroras tendem a ser mais estruturadas, com um “arco brilhante”, estendendo-se a partir do oval principal, onde ocorrem as auroras.

Esta investigação sobre os poderosos campos magnéticos de Júpiter poderia aumentar a compreensão do campo magnético mais fraco da Terra – a principal protecção da humanidade contra as duras partículas solares.

Alguns investidores já suspeitam que a turbulência produziu uma proporção significativa de correntes em torno do nosso plano e este trabalho parece dar credibilidade a essa ideia.

ZAP //

Por ZAP
19 Julho, 2019

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2140: Sonda volta a captar imagem hipnotizante de Júpiter

© NASA A sonda Juno completou a sua 20.ª aproximação ao planeta.

A sonda Juno voltou a captar uma imagem hipnotizante de Júpiter, desta feita de um vortex negro visível entre as nuvens do planeta. Pode vê-la acima.

“A sonda Juno da NASA captou esta visão de uma área a mostrar um vortex com um centro negro intenso. Nas proximidades é possível ver nuvens brilhantes de alta altitude que emergiram para a luz do Sol”, pode ler-se na descrição da NASA.

Desde 2016 que a sonda Juno orbita Júpiter, sendo esta a 20.ª aproximação da sonda ao planeta.

msn notícias
Notícias ao Minuto
Miguel Patinha Dias



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1960: Sonda da NASA mostra Júpiter pintado de mármore

NASA / JPL / SwRI

A sonda Juno da NASA capturou de perto uma fotografia do maior planeta do Sistema Solar, na qual é possível observar Júpiter pintado de “mármore”. 

“A partir daqui, Júpiter ainda parece esférico, mas a distorção de perspectiva faz com que pareça mais uma pedra mármore”, escreveu a agência espacial norte-americana.

A maioria dos registos fotográficos deste mundo gigante são capturadas a uma distância suficientemente grande para que pelo menos metade do planeta fique visível. Neste caso, e tal como explica o diário Mirror, a fotografia é composta por várias imagens capturadas pela sonda espacial a uma distância mais curta, permitindo observar Júpiter de perto.

A Grande Mancha Vermelha, visível no canto superior direito da imagem, é um enorme furacão na atmosfera de Júpiter, maior do que todo o planeta Terra.

Embora os pequenos remoinhos que alimentam o sistema de tempestades pareçam desempenhar um papel importante neste fenómenos, uma compreensão mais completa da gigantesca nuvem de tempestades continua a ser um assunto de debate para a comunidade científica – e poderia ajudar a compreender os padrões climáticos na Terra.

No topo das nuvens de Júpiter está uma faixa horizontal escura e proeminente que contém uma nuvem oval branca e uma nuvem de zona branca. Por sua vez, a nuvem branca é um sistema de alta pressão rodopiante, equivalente a um anticiclone terrestre e é um dos “cordões de pérolas” ovais ao sul da mancha vermelha gigante.

A sonda registou esta imagem incrível durante sua 17.ª passagem próxima de Júpiter. A missão de Juno, que foi estendida até 2021, passa por estudar Júpiter de novas maneiras.

Entre as descobertas já proporcionadas pela missão da NASA, destaca-se a informação de que o campo magnético de Júpiter é surpreendentemente irregular e que alguns dos sistemas de nuvem de Júpiter estão a cerca de 3000 quilómetros do planeta.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
11 Maio, 2019

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1758: A espectacular imagem das tempestades em Júpiter

Na sua mais recente passagem pelo gigante gasoso, a sonda espacial Juno recolheu três imagens separadas do planeta que depois foram unidas numa só por Kevin M. Gill, usando a informação disponibilizada pela NASA.

A imagem de Júpiter criada por Kevin M. Gill em que se veem as tempestade e a Grande Mancha Vermelha
© NASA/JPL-CALTECH/SWRI/MSSS/KEVIN M. GILL

Lançada em Agosto de 2011, a sonda Juno voltou a recolher imagens de Júpiter, o gigante gasoso em torno do qual orbita. Desta vez, Kevin M. Gill aproveitou três dessas imagens que uniu numa só, mostrando toda a espectacularidade das tempestades que se formam naquele planeta.

Gill usou as imagens recolhidas pela câmara a cores da sonda e postas à disposição dos cidadãos-cientistas pela NASA. As imagens foram tiradas a distâncias que vão dos 27 mil aos 95 mil quilómetros das nuvens do planeta.

Na imagem criada por Gill são nítidas as tempestades formadas no hemisfério sul e a famosa Grande Mancha Vermelha.

Este anticiclone, que existe há milhares de anos, tem visto os seus segredos revelados pela missão da Juno, com os dados recolhidos pela sonda a permitirem perceber que as suas raízes de encontram a 350 km abaixo da atmosfera de Júpiter.

Diário de Notícias
23 Março 2019 — 17:17

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1688: Novos dados sobre Júpiter e Saturno desafiam teorias planetárias contemporâneas

NASA / JPL / SwRI

As sondas Cassini e Juno da NASA forneceram novos dados que podem mudar a nossa concepção sobre a formação e funcionamento dos planetas do nosso Sistema Solar.

Os sensores magnéticos e de gravidade a bordo da missão Juno da NASA enviaram “dados intrigantes” sobre Júpiter, que revelaram que o campo magnético deste planeta gasoso tem manchas – regiões de campo magnético anormalmente alto ou baixo – e uma diferença notável entre os hemisférios norte e sul.

“É diferente de tudo o que vimos antes”, disse David Stevenson, do Instituto Tecnológico da Califórnia, que apresentou a actualização das duas missões esta semana, na reunião de Março da American Physical Society.

Os dados da gravidade confirmaram que, no meio de Júpiter, que tem pelo menos 90% de hidrogénio e hélio em massa, existem elementos mais pesados ​​que representam mais de dez vezes a massa da Terra. No entanto, não estão concentrados num núcleo, mas estão misturados com o hidrogénio de cima, a maioria dos quais se manifesta na forma de um líquido metálico.

Além disso, ambas as missões forneceram informações detalhadas sobre as partes externas de Júpiter e Saturno. A abundância de elementos mais pesados ​​nessas regiões ainda é incerta, mas as camadas externas desempenham um papel maior do que o esperado na formação dos campos magnéticos dos dois planetas.

Experiências que imitam as pressões e temperaturas dos planetas gasosos são necessários para ajudar os cientistas a entenderem os processos que estão a ocorrer.

Para Stevenson, que estuda os gigantes gasosos há 40 anos, os quebra-cabeças são as marcas de uma boa missão. “Uma missão bem sucedida é uma que nos surpreende, a ciência seria chata se simplesmente confirmava o que pensávamos anteriormente”, diz.

Os últimos resultados da Juno e da Cassini desafiaram muitas teorias actuais sobre como os planetas se formam e se comportam no Sistema Solar.

De acordo com Stevenson, “embora ainda haja quebra-cabeças para explicar”, algumas das ideias sobre como os planetas se formam, como criam campos magnéticos e como os ventos sopram já estão a ser esclarecidos.

A missão Cassini orbitou Saturno durante 13 anos antes da sua imersão final no interior do planeta em 2017, enquanto que Juno esteve em órbita durante dois anos e meio. Com o seu sensor de micro-ondas na sonda Juno, foi demonstrado que a atmosfera é uniformemente misturada, algo que as teorias convencionais não previam. “Qualquer explicação para isso tem que ser pouco ortodoxa”, referiu Stevenson.

Investigadores estão a explorar eventos climáticos que concentram quantidades significativas de gelo, líquidos e gás em diferentes partes da atmosfera como possíveis explicações, mas a questão está longe de estar fechada.

ZAP // Europa Press

Por ZAP
9 Março, 2019

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1673: As novas fotografias de Júpiter parecem um quadro de Van Gogh

NASA / JPL-Caltech / SwRI / MSSS / Kevin M. Gill

Não, não é um quadro de Van Gogh. No entanto, as novas imagens de Júpiter, captadas pela sonda especial da NASA Juno, são muito parecidas com a “Noite Estrelada” do pintor holandês.

Desde que Juno chegou a Marte, em 2016, que circula com firmeza o enigmático gigante de gás. A cada sobrevoo próximo da sua órbita elíptica, traz-nos imagens impressionantes, como as que enviou de uma enorme mancha vermelha causada por uma gigante e perpétua tempestade gasosa.

Nestas novas imagens surge o hemisfério norte do planeta, completamente coberto de nuvens que giram em torno de um ponto numa região chamada Jet N6. Segundo o ScienceAlert, as fotografias foram tiradas a quase 13 mil quilómetros de distância das nuvens, no dia 8 de Fevereiro.

Kevin M. Gill, do Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA assumiu o importante papel de aprimorar a fotografia, melhorando as cores de modo a realçar a beleza estonteante da atmosfera misteriosa de Júpiter.

À CNN, Scott Bolton, investigador principal da Juno, afirmou que “já reescrevemos os livros didácticos sobre como a atmosfera de Júpiter funciona e sobre a complexidade e assimetria do seu campo magnético”.

Em Junho de 2018, a NASA aprovou a permanência de Juno na órbita de Júpiter por mais de 41 meses, com o objectivo de cumprir os seus objectivos científicos. A missão tem financiamento garantido até 2022.

ZAP //

Por ZAP
6 Março, 2019

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812: Estranhos vulcões estão em erupção em todo o Sistema Solar

NASA/JPL/USGS
O vulcão Arsia Mons, em Marte, captado por sonda da NASA no planalto Tharsis Montes.

A sonda Juno, da NASA, detectou recentemente um possível novo vulcão no pólo sul da lua mais vulgar de Júpiter, a Io. Mas esta lua vulcanicamente activa não está sozinha no Sistema Solar.

A lua Io é famosa pelos seus inúmeros vulcões e pelo facto de estes soltarem lava dezenas de quilómetros acima da superfície. Esta lua de Júpiter está constantemente a reformar a sua superfície através de erupções vulcânicas. O vulcanismo de Io resulta de fortes encontros gravitacionais entre Júpiter e duas das suas grandes luas, Europa e Ganimedes, que “sacodem” as entranhas de Io.

Rosaly Lopes, investigadora do Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA, na Califórnia, levou a cabo observações desta lua vulcanicamente activa entre 1996 e 2001, durante a missão espacial Galileo.

“Em Io existem muitos fluxos de lava e muitos lagos. Os lagos de lava são bastante raros na Terra, temos meia dúzia deles. Achamos que ocorreram no passado, em Vénus e Marte. Mas na Io, na verdade, vemos lagos de lava ainda hoje”, disse a cientista. O Kilauea, no Havai, é um desses locais na Terra repletos de lagos de lava, por exemplo.

Agora, os cientistas pediram ajuda de Lopes para identificar o hotspot recém-encontrado de Io (um novo vulcão no pólo sul da lua mais vulgar de Júpiter), gesto que a cientista agradeceu dizendo que novas observações desta lua de Júpiter são bem vindas, dado que a sonda Galileo estava numa órbita equatorial e raramente conseguia observar os pólos.

Pelo contrário, a sonda Juno está numa órbita polar e tem uma visão favorecida dos pólos. Embora haja alguns indícios de que Io possa ter erupções maiores, mas menos frequentes, nos pólos, são precisas mais observações para os cientistas terem a certeza.

Ao contrário do que seria de esperar, Io não está sozinha. Vénus também parece ter fluxos de lava activos na sua superfície, onde as temperaturas atingem os 425 graus Celsius. Lopes afirmou, contudo, que não está claro se Vénus tem vulcões activos actualmente, embora várias observações da missão anterior da Europa Vénus Expressa tenha sugerido que sim.

Vénus tem cúpulas de vulcões e vulcões com muitos picos, embora não se saiba se estão activos ou inactivos. Este tipo de vulcão é também muito comum na Terra. É um vulcão em forma de cúpula que é formado por erupções de lava viscosa, com apenas uma pequena percentagem de gás.

No entanto, Vénus tem também outros tipos de vulcões e características vulcânicas: cúpulas de panquecas (que se parecem com panquecas), aracnóides (caldeiras que se parecem com aranhas), fluxos de lava e planícies vulcânicas.

Vénus e Marte têm também vulcões de escudo, um tipo de vulcão composto quase inteiramente por fluxos de lava fluída. Este tipo de vulcões são muito vulgares na Terra, em particular no Havai.

Mas Marte leva a taça: além de possuir o vulcão mais alto do Sistema Solar – o Monte Olimpo – tem também vários vulcões monstruosos, e a explicação pode estar na gravidade, que, por ser mais leve, pode fazer com que os vulcões cresçam mais altos do que o que acontece na Terra.

Em Marte, os vulcões parecem estar dormentes, já que não há fluxos de lava recentes visíveis na superfície. Há, no entanto, evidências extensas de vulcanismo no passado: planícies de inundação de basaltos, bem como outros tipos de vulcões que “foram formados por vulcanismo explosivo”, disse Lopes.

Além de Io, Vénus e Marte, também a lua da Terra, Mercúrio e Ceres tiveram vulcanismo de lava no passado, afirmou a cientista, acrescentando que há mundos com possíveis vulcões gelados (crio-vulcanismo) nos quais o material em erupção é água ou água misturada com nitrogénio ou metano.

Há também evidências de plumas activas na lua de Júpiter, Europa, e na lua de Saturno, Encelado. A lua de Saturno, Titan, também pode ter características crio-vulcânicas na superfície, assim como Tritão (a maior lua de Neptuno), Plutão e Caronte (a maior lua de Plutão).

Por ZAP
31 Julho, 2018

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795: NASA apresenta as “encantadoras” nuvens de Júpiter

NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Jason Major

A agência espacial norte-americana publicou as últimas imagens de inéditas nuvens “de grande altitude”, detectadas na zona temperada do norte de Júpiter.

A fotografia foi tirada pela sonda Juno que se encontrava à distância de 6200 quilómetros das camadas superiores das nuvens. Durante um longo período de tempo os cientistas tentaram descobrir a profundidade deste turbilhões que fazem parte do cinturão e formam um desenho tão complexo.

Os dados, recolhidos por Juno, mostram que as estruturas nubladas penetram profundamente na atmosfera do planeta.

A sonda Juno foi lançada em Agosto de 2011. Cinco anos depois, a sonda posicionou-se numa órbita estável em torno de Júpiter. O aparelho aproxima-se do planeta gasoso a cada 53 dias.

As missões da sonda são muito variadas, mas o seu objectivo principal passa por recolher mais informação sobre a atmosfera, o núcleo e os campos magnéticos e gravitacionais de Júpiter.

Até agora, a sonda Juno tem tirado fotografias dos pólos de Júpiter, registando fenómenos estranhos, tais como a formação de nuvens e auroras polares no planeta.

Recentemente, um grupo de cientistas dos Estados Unidos descobriu mais 12 luas em torno de Júpiter, conjecturando que as suas órbitas opostas resultam de colisões entre outros corpos celestes maiores.

Com a descoberta destas novas luas – observadas pela primeira vez em 2017 – sobe para 79 o número de satélites que orbitam o maior planeta do Sistema Solar.

Por ZAP
25 Julho, 2018

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352: Sonda da NASA mergulhou debaixo das nuvens de Júpiter e revelou interior do planeta

Tempestades no pólo sul de Júpiter | NASA/SWRI/JPL/ASI/INAF/IAPS

Juno foi pensada para olhar para debaixo das densas nuvens vermelhas, amarelas e brancas que cobrem o planeta

O interior de Júpiter é tão intrigante como a superfície do planeta, com uma mistura de hidrogénio líquido e hélio no seu centro, grandes correntes de jacto na atmosfera e características gravitacionais caprichosas.

As novidades foram anunciadas na quarta-feira, na revista Nature, com base em dados da sonda Juno, da Agência Espacial Norte-americana (NASA), que orbita o maior planeta do sistema solar desde 2016. A sonda tem dado aos cientistas uma visão sem precedentes sobre a estrutura e dinâmica internas de Júpiter, sobre as quais existia muito pouca informação.

Juno foi pensada para olhar para debaixo das densas nuvens vermelhas, amarelas e brancas, explica o professor de ciência planetária Yohai Kaspi, do Instituto de Ciência Weizmann, em Israel, que conduziu parte da investigação, usando as novas medições da gravidade de Júpiter.

“Em Júpiter, um planeta gasoso sem um superfície sólida, só podemos recolher informação a partir da órbita”, acrescentou o professor de engenharia aeroespacial Luciano Iess, Universidade de Roma La Sapienza.

Júpiter é um gigante gasoso, por oposição a planetas rochosos como Terra e Marte, e é composto sobretudo por hidrogénio e hélio (99%). Os dados da Juno mostram que à medida que se mergulha debaixo da superfície do planeta, o gás fica ionizado e transforma-se num líquido metálico quente e denso.

As correntes de jacto de Júpiter, relacionadas com as familiares faixas na sua superfície, mergulham cerca de 3000 quilómetros abaixo do nível das nuvens, e o seu interior é composto por um mistura de hidrogénio líquido e hélio que gira como se fosse um corpo sólido.

“O próprio centro pode conter um núcleo feito de rochas de alta pressão e alta temperatura e talvez água, mas acredita-se que seja fluído, não sólido”, avançou o cientista planetário Tristan Guillot da Universidade Côte d’Azur em Nice.

Os dados da sonda Juno mostraram uma assimetria pequena mas significativa entre o campo gravitacional dos hemisférios norte e sul de Júpiter, impulsionada pelas gigantes correntes de jacto. Quanto mais profundas são as correntes, mais massa contêm, exercendo um forte efeito no campo gravitacional.

Júpiter, o quinto planeta a contar do Sol, faz com que os outros pareçam minúsculos – tem cerca de 143 mil quilómetros de diâmetro no Equador, em comparação com os 12 750 da Terra. Dentro do gigante gasoso caberiam 1300 terras.

08 DE MARÇO DE 2018 17:39
DN/Reuters

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11: Juno sobrevoou Grande Mancha Vermelha de Júpiter que intriga cientistas há três séculos

A sonda norte-americana Juno sobrevoou directamente a Grande Mancha Vermelha de Júpiter, um gigantesco turbilhão com 16 mil quilómetros de diâmetro que intriga os astrónomos há mais de três séculos, confirmou a NASA.

 “O último sobrevoo de Júpiter pela Juno terminou”, indicou a agência espacial norte-americana, através da rede social Twitter.

Juno passou na vertical sobre a Grande Mancha a uma distância de nove mil quilómetros, pouco depois da 01h55 TMG (02h15 de Lisboa) desta terça-feira.

As primeiras imagens brutas da Grande Mancha vermelha vão ser divulgadas nos próximos dias, ainda segundo a NASA.

“Durante gerações, em todo o mundo, os homens maravilharam-se ao observar a Grande Mancha vermelha”, declarou o responsável científico da missão, Scott Bolton, do Instituto de Investigação do Sudoeste, em San Antonio, no Estado do Texas.

“Agora, vamos poder finalmente escrutinar este anticiclone de mais perto”, congratulou-se.

Esta gigantesca tempestade abate-se sobre Júpiter desde há séculos, mas agora a Juno e os seus instrumentos, capazes de penetrar as espessas camadas de nuvens, vão poder determinar pela primeira vez a profundidade do anticiclone e ajudar-nos a compreender a dinâmica desta tempestade gigante e o que a torna um fenómeno tão particular”, dissera anteriormente.

Lançada em 5 de Agosto de 2011, do Cabo Canaveral, no Estado da Florida, a Juno entrou em órbita em torno de Júpiter em 4 de Julho de 2016.

A Juno, uma missão com custo orçamentado de 1,1 mil milhões de dólares (960 milhões de euros), deve permanecer uma vintena de meses em torno do maior planeta do Sistema Solar, sobre o qual deve fazer 37 sobrevoos, na sua maioria a uma distância entre 10 mil e 4.667 quilómetros acima das nuvens.

Os sobrevoos da Juno são muito mais próximos do que o precedente recorde de 43 mil quilómetros, estabelecido pela sonda norte-americana Pioneer 11, em 1974.

A sonda detectou gigantescas tempestades nos pólos de Júpiter e efectuou observações inéditas sobre a atmosfera e o interior do planeta gasoso.

Júpiter aparece como “um mundo complexo, gigantesco e turbulento”, muito diferente do que os cientistas imaginavam, explicou a NASA ao comentar dois dos primeiros estudos efectuados com os dados transmitidos pela Juno e publicadas em 25 de maio último na revista científica norte-americana Science.

// Lusa

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