3042: Descoberto no Japão fóssil de pássaro com 120 milhões de anos

CIÊNCIA

(dr) Masanori Yoshida
Reconstituição da ave Fukuipteryx prima

O fóssil de um pássaro do Cretáceo recentemente descoberto no Japão pode levar os cientistas a repensarem alguns detalhes sobre a evolução do voo.

Há cerca de 120 milhões de anos, um pássaro com o tamanho de um pombo voou sobre as florestas do Cretáceo, naquilo que agora é o Japão. O fóssil recentemente descoberto, preservado em três dimensões, é o primeiro pássaro desta era encontrado fora da China.

Segundo o Live Science, este pássaro antigo, agora chamado Fukuipteryx prima, possui uma característica encontrada em pássaros modernos que não se vê noutros fósseis de aves deste período: uma placa óssea perto da cauda.

Conhecida como pigóstilo, esta estrutura triangular suporta penas da cauda e tem sido associada à evolução de caudas mais curtas para voar. Mas os investigadores suspeitam agora que, embora essa placa tenha surgido à medida que as caudas se tornaram menores, não é necessariamente uma adaptação ao voo.

De acordo com Takuya Imai, autor principal do estudo, publicado na revista científica Communications Biology, e professor assistente do Instituto de Pesquisa de Dinossauros da Universidade da Província de Fukui, os F. prima têm membros anteriores mais longos do que os membros posteriores, ossos do ombro não fundidos e uma cauda encurtada com um pigóstilo.

Embora alguns dinossauros não-aviários possam ter tido alguma dessas características, apenas os pássaros têm todos, disse o investigador em declarações ao mesmo site.

Tal como o Archaeopteryx — o pássaro mais antigo já conhecido —, o Fukuipteryx tinha uma pélvis não fundida e uma fúrcula (também conhecida por “osso da sorte”) em forma de U: marcas de pássaros primitivos.

Outros ossos intactos do fóssil incluem costelas, vértebras e ossos de membros, bem como o pigóstilo, que era “longo, robusto, em forma de bastão” e que terminava com “uma estrutura parecida com uma pá”, dizem os investigadores, acrescentando que, em alguns aspectos, o formato do pigóstilo deste pássaro lembra o de uma galinha doméstica.

Anteriormente, pensava-se que as caudas dos pássaros diminuíam à medida que os animais se adaptavam ao voo. Mas o Fukuipteryx prima é um pássaro mais primitivo do que o último dos aviadores de cauda longa: uma espécie chamada Jeholornis, que viveu na China entre 122 e 120 milhões de anos.

Isto sugere que a perda das caudas longas e a aparência do pigóstilo podem não estar ligadas ao voo. “Precisamos de mais evidências para clarificar esta situação”, diz Imai.

ZAP //

Por ZAP
17 Novembro, 2019

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2887: Bola de fogo que sobrevoou o Japão em 2017 é um fragmento de um asteróide que pode atingir a Terra

CIÊNCIA

forplayday / Canva

Na madrugada de 28 de Abril de 2017, uma pequena bola de fogo passou pelo céu de Quioto, no Japão. Agora, graças a dados da SonotaCo, os investigadores determinaram que a rocha espacial era um fragmento de um asteróide muito maior potencialmente perigoso para a Terra.

O meteoro que ardeu no Japão era muito pequeno. De acordo com os investigadores, o objecto entrou na atmosfera com a massa de 29 gramas e apenas 2,7 centímetros de comprimento. Apesar de não ter sido uma ameaça para ninguém, a pequena rocha foi ligada à sua rocha-mãe: um asteróide conhecido como 2003 YT1.

Este asteróide é uma rocha binária, composta por uma rocha comprida de dois quilómetros, orbitada por um asteróide mais pequeno com 210 metros de comprimento.

Descoberto de 2003, o sistema binário tem 6% de hipóteses de atingir a Terra nos próximos dez milhões de anos. Isso faz com que o 2003 YT3 seja considerado um “objecto potencialmente perigoso”.

O sistema binário não passou pela Terra em 2017 por isso não houve uma ligação óbvia ao pequeno fragmento. Porém, os investigadores estudaram a forma como a bola de fogo se moveu pelo céu e conseguiram inverter a rota da órbita do objecto no Espaço, fixando-a no 2003 YT1 com um alto grau de certeza.

De acordo com o artigo, cujo rascunho foi publicado a semana passada no arXiv, s investigadores não sabem como é que a rocha espacial se soltou do asteróide, mas acreditam que seja parte de uma grande corrente de poeira lançada pelo 2003 YT1.

Os cientistas sugeriram que essa corrente pode ter sido criada por pequenos micro-meteoritos que tenham atingido o asteróide, fragmentado-o, ou por mudanças de calor que tenham partido uma das superfícies da rocha espacial.

Os investigadores sugerem mesmo que terão sido cacos de rochas espaciais que formaram o sistema binário 2003 YT1. De acordo com o LiveScience, o asteróide é uma “pilha de escombros”, um amontoado de coisas fracamente unidas pela gravidade que se fundiram em dois corpo em órbita nos últimos dez mil anos.

Mas existem outras possibilidades mais exóticas. Água gelada pode estar a transformar-se de sólido em gás numa das superfícies dos asteróides, enviando pequenas bolas de gelo para o Espaço.

ZAP //

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23 Outubro, 2019

 

2598: Descoberta na costa do Japão nova espécie de baleia-bicuda

CIÊNCIA

(cv) YouTube

Além de ser mais pequena, a Berardius minimus possui uma morfologia diferente, um bico mais curto e uma cor mais escura em comparação com as espécies Berardius já conhecidas.

Há vários anos que os pescadores de baleia japoneses falam de um tipo raro de baleia-bicuda, apelidando-a de Kurotsuchikujira. O pequeno tamanho deste cetáceo iludiu os investigadores mas, agora, uma nova investigação descobriu que este animal pode ser mesmo caracterizado como uma nova espécie, escreve o IFLScience.

As baleias-bicudas gostam de viver no oceano profundo e são especialmente evasivas, tornando-as uma das espécies de baleias mais difíceis de estudar. No Pacífico Norte e nas águas adjacentes, existem duas espécies de Berardius: a Berardius bairdii e agora a Berardius minimus, assim baptizada pelo seu tamanho particularmente pequeno.

Os investigadores analisaram quatro exemplares já falecidos desta baleia: três da ilha de Hokkaido, no Japão, e uma da ilha de Unalaska, nos Estados Unidos. Todas “diferiam dos seus congéneres” na morfologia, osteologia e filogenia molecular.

Ilustração da Berardius minimus (em cima) e da Berardius bairdii (em baixo)

“Só de olhar para elas, podemos dizer que têm um tamanho corporal notavelmente menor, um corpo em forma de eixo, um bico mais curto e uma cor mais escura em comparação com as espécies Berardius já conhecidas”, disse Tadasu K. Yamada, curador emérito do Museu Nacional da Natureza e Ciência do Japão e um dos autores do estudo publicado, em Agosto, na revista Scientific Reports.

Além de ser mais pequena — a B. minimus mede pouco mais de seis metros (em comparação com a B. bairdii, que mede cerca de dez) —, esta nova espécie também possui um bico distintamente mais curto e outras diferenças notáveis no crânio e na composição esquelética.

“Ainda há muitas coisas que não sabemos sobre a B. minimus. Ainda não sabemos como são as fêmeas adultas e ainda existem muitas questões relacionadas à distribuição desta espécie, por exemplo”, afirma outro dos autores do estudo, Takashi F. Matsuishi.

As baleias nesta parte do mundo também são chamadas de Karasu. Os investigadores não têm a certeza se as Karasu e as Kurotsuchikujira são da mesma espécie ou se são, na verdade, uma terceira e nova espécie.

ZAP //

Por ZAP
8 Setembro, 2019

 

2586: Kamuysaurus japonicus é a nova espécie de dinossauro descoberta no Japão. Tinha um “bico de pato”

CIÊNCIA

Y. Kobayashi et al. / Scientific Reports
Reconstrução do Kamuysaurus japonicus, a flutuar no mar, com dois mosassauros, duas tartarugas marinhas e quatro amonóides.

‘Kamuysaurus japonicus’ é a nova espécie de hadrossáurio encontrada no Japão. A reconstituição do esqueleto quase completo revela que este tinha um “bico de pato”.

Uma nova pesquisa publicada ontem no Scientific Reports descreve o ‘Kamuysaurus japonicus’ — uma espécie de hadrossáurio ou dinossauro de bico de pato —, retirado da Formação Hakobuchi no Japão.

O fóssil quase completo foi encontrado em depósitos marinhos de 72 milhões de anos, sugerindo que a criatura viveu ao longo da costa. O dinossauro foi baptizado como “Kamuysaurus japonicus”, que significa “deus dragão japonês”.

Os ossos do ‘Kamuysaurus japonicus‘ foram encontrados ao lado dos restos fossilizados de tartarugas marinhas e mosassauros (um réptil aquático extinto que se parecia com uma baleia moderna), reforçando ainda mais a ideia que este dinossauro habitou perto do mar.

Os hadrossáurios eram um grupo de dinossauros que viveu durante o período cretáceo tardio — 100 a 66 milhões de anos atrás. Estes herbívoros podiam andar com quatro ou duas pernas, permitindo que pastassem ao longo do solo ou atingissem galhos altos.

Y. Kobayashi et al. / Scientific Reports
O esqueleto quase completo do ‘Kamuysaurus japonicus’.

Em 2013, a cauda parcial deste espécime foi descoberta na Formação Hakobuchi, levando a escavações mais extensas no local. Os cientistas conseguiram descobrir um esqueleto quase completo, cujos ossos foram analisados pelo paleontólogo Yoshitsugu Kobayashi, do Museu da Universidade Hokkaido e pela sua equipa.

É o “maior esqueleto de dinossauro já encontrado no Japão“, pode-se ler num comunicado de imprensa da Universidade de Hokkaido.

A análise da amostra incluiu cerca de 350 ossos individuais. A criatura era um hadrossáurio de tamanho médio e adulto e tinha cerca de 9 anos quando morreu. Ainda vivo, o herbívoro media cerca de 8 metros e pesava 5,3 toneladas.

Os investigadores especulam que a sua carcaça flutuou para o mar e eventualmente afundou, o que permitiu que esta fosse preservada em sedimentos, revela a Gizmodo. 

Kobayashi e os seus colegas explicaram que o ‘Kamuysaurus japonicus’ era semelhante ao Laiyangosaurus da China e ao Kerberosaurus da Rússia, e que pertence ao clado (grupo de organismos com um antepassado comum) de dinossauros Edmontosaurini.

Y. Kobayashi et al. / Scientific Reports
Representação artística do ‘Kamuysaurus japonicus’.

Consequentemente, a investigação está a fornecer novas ideias sobre a origem deste clado e como estes animais se espalharam pelo planeta. O ‘Kamuysaurus japonicus’ e seus parentes próximos provavelmente viajaram pelo Alasca, que ligou a Ásia à América do Norte durante o final do Cretáceo.

Esta espécie de hadrossáurio exibia três características físicas que a distinguiam de outros membros do clado Edmontosaurini, garantindo assim a criação de um género e espécie de dinossauro novo. Estas características incluíam uma crista no crânio, uma fileira de espinhos inclinados para a frente nas costas e uma placa óssea mais curta do que o normal no osso da mandíbula.

“O facto de ter sido encontrado um novo dinossauro no Japão significa que existiu um mundo independente de dinossauros no país ou no leste da Ásia, com um processo evolutivo diferente“, salientou Yoshitsugu Kobayashi, citado pela Sapo.

O ‘Kamuysaurus japonicus’ terá habitado em regiões costeiras, habitat raro para os dinossauros da época que terá “desempenhado um papel importante na diversificação” dos dinossauros no início da sua evolução.

DR, ZAP //

Por DR
7 Setembro, 2019

 

2011: Alerta de erupção vulcânica. Monte Hakone fechado a turistas

WorldContributor / Wikimedia
O Monte Fiji e o santuário de Hakone vistos na primavera a partir do lago Ashinoko, no Japão

As autoridades japonesas activaram este domingo o alerta por possível erupção vulcânica no monte Hakone, e fecharam todos os acessos à popular paisagem natural, que é visitada anualmente por milhões de turistas.

A Agência Meteorológica do Japão, JMA, declarou o segundo nível de alerta numa escala de cinco níveis, após detectar um aumento da actividade sísmica e emanações incomuns de vapores perto da cima do vulcão.

As autoridades fecharam todas as estradas e caminhos de acesso e recomendaram que os turistas não se aproximem do monte, situado num parque nacional  a cerca de 80 quilómetros a sudoeste de Tóquio, e para o qual não se activava a alerta vulcânico desde 2015.

A zona de Hakone é conhecida pelas paisagens naturais e pela vista que oferece para o famoso monte Fuji, o mais alto do Japão, pelas suas rotas de caminhada e pelos onsen, os conhecidos banhos termais japoneses).

O parque natural em que o monte está localizado foi o mais visitado no país em 2017, com um total de 2,58 milhões de visitantes, segundo dados do Ministério do Ambiente do país.

O Japão, que tem mais de cem vulcões activos e latentes, está localizado no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma zona de forte actividade sísmica e vulcânica, com mais de 400 vulcões, dos quais pelo menos 129 se encontram activos.

Gringer / wikimedia
Anel de Fogo do Pacífico

Em Setembro 2014, uma erupção inesperada do Monte Ontake surpreendeu um grupo de montanhistas e provocou 27 mortos. O Monte Ontake, localizado a 200 quilómetros de Tóquio, começou a expelir grandes quantidades de cinzas e rochas, formando uma imensa nuvem de fumo sobre a sua cratera.

ZAP // EFE

Por EFE
19 Maio, 2019


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1917: Antigo oceano de magma que cobriu a Terra pode ter dado origem à Lua

Dana Berry / SwRI
A colisão planetária: impressão de artista do impacto que criou a Lua da Terra

Uma equipa de cientistas japoneses apresentou uma nova teoria para a origem da Lua, na qual sustentam que um corpo celeste sólido colidiu com a Terra quando ainda estava coberto de magma quente. Este evento catastrófico terá provocado uma ejecção de magma que deu origem à maior parte do nosso satélite.

A hipótese melhor aceite entre a comunidade cientifica – a Teoria do Grande Impacto – sustenta que o sistema Terra-Lua foi formado como resultado de um grande impacto, quando um corpo celeste do tamanho de Marte colidiu com a Terra, tendo o material resultante desta explosão dado origem à base do nosso satélite natural.

Simulações computorizadas revelaram que a maior parte da Lua terá sido formado com os restos do objecto sólido que colidiu com a Terra. Contudo, a análise das rochas recolhidas da Lua durante as missões Apolo mostram que a maior parte da Lua é composta por material terrestre. Ou seja, a Lua compartilha também do “ADN” da Terra.

Agora, o novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica Nature Geoscience, sustenta que cerca de 50 milhões de anos após a formação do Sol, a ainda jovem Terra foi coberta por um oceano magma quente, enquanto que o objecto que terá colidido com o planeta era formado por materiais sólidos. Após a colisão, explicam os cientistas japoneses, o magma expandiu-se e entrou em órbita para formar a Lua.

De acordo com a mesma publicação, e devido à grande diferença de temperatura entre magma líquido e os compostos sólidos do corpo, grande parte do material expelido expandiu-se em volume no Espaço. Inicialmente, a ejecção de magma seguiu os fragmentos do proto-planeta em torno da Terra, mas rapidamente os ultrapassou. Enquanto a maior parte do material resultante do impacto caiu de volta no oceano de magma, a vasta nuvem de material derretido permaneceu em órbita e, eventualmente, terá dado origem à Lua.

“No nosso modelo, cerca de 80% da Lua é composta de materiais proto-Terra”, explicou o co-autor da investigação Shun-ichiro Karato. “Na maioria dos modelos anteriores, cerca de 80% da Lua é composta pelo objecto que colidiu com a Terra. É uma grande diferença”.

No fundo, os cientistas japoneses pegaram na Teoria do Grande Impacto e adicionaram a variável magma para dar resposta à ainda desconhecida origem da Lua. Esta não será a resposta final, mas unifica a teoria predominante com observações mais recentes.

ZAP //

Por ZAP
3 Maio, 2019

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1819: Cientistas criam células artificiais capazes de produzir a sua própria energia

CIÊNCIA

Polygon Medical Animation / Flickr

Cientistas desenvolveram em laboratório células artificiais capazes de produzir a sua própria energia química e sintetizar partes da sua própria construção.

Uma equipa de cientistas japoneses recorreu à fotos-sensibilização para produzir uma célula artificial capaz de produzir a sua própria energia. A investigação poderá levar ao desenvolvimento de sensores biológicos super inteligentes.

O facto de estas células conseguir produzir a sua energia faz com que elas sejam muito idênticas às células biológicas reiais. Esta semelhança permite aos cientistas entender como funcionam as células além de desempenhar um importante papel noutras áreas de pesquisa, nomeadamente na produção de órgãos artificiais e outros tecidos corporais.

Yutetsu Kuruma, do Instituto de Tecnologia de Tóquio, no Japão, tem tentado criar uma célula artificial há já vários anos, centrando as suas atenções na membrana da célula. Neste trabalho recente, as células foram envolvidas em membranas lipídicas. Estas, por sua vez, continham as proteínas ATP sintase e bacteriorodopsina, purificadas a partir de células vivas.

As proteínas foram pensadas para trabalhar em conjunto, usando a energia da luz para criar uma diferença de energia dentro da célula e, de seguida, usar essa diferença para construir mais moléculas e mais proteína.

Durante as experiências realizadas em laboratório, o processo de fotossíntese aconteceu tal e qual como os cientistas previram: as células artificiais imitaram as células reais criando RNA mensageiro (mRNA) a partir de ADN e, em seguida, produzindo proteína a partir de mRNA.

Neste processo, a característica que se destaca é a capacidade das células de produzir essa energia. Além disso, a célula artificial consegue produzir a sua própria síntese, potencialmente levando à criação de células artificiais independentes que podem ser sustentadas por conta própria.

No entanto, os cientistas têm ainda muito trabalho pela frente, uma vez que estas células ainda não foram capazes de duplicar toda a gama de proteínas que uma célula real consegue. No entanto, os investigadores acreditam que essa meta pode estar ao alcance com uma configuração actualizada.

Estas células podem ser vitais para uma série de outras áreas de investigação, representando um papel de destaque no estudo das protocélulas que, supostamente, surgiram antes das células modernas.

No que toca a protocélulas, há uma pergunta que se impõe: como é que estas protocélulas produziram energia para criar o seu próprio metabolismo? E é na resposta a esta pergunta que estas células artificiais criadas em laboratório serão fundamentais.

Se duas proteínas de membrana podem produzir energia suficiente para impulsionar a expressão genica (gerar energia), como mostra este estudo publicado recentemente na Nature Communications, então as protocélulas poderiam ter sido capazes de usar a luz solar para evoluir para o que conhecemos como células modernas.

Como a investigação continua, podemos ser capazes de observar o ponto de inflexão do desenvolvimento celular, como aconteceu na Terra primitiva.

ZAP // HypeScience

Por ZAP
8 Abril, 2019

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1808: Japão causou explosão em asteróide para explicar origem do sistema solar

NASA

A agência espacial do Japão anunciou esta sexta-feira que a sonda Hayabusa2 lançou um explosivo num asteróide para criar uma cratera na sua superfície e recolher amostras para encontrar possíveis pistas sobre a origem do sistema solar.

A missão desta sexta-feira é a mais arriscada para a Hayabusa2, já que exigia, por exemplo, que esta se afastasse imediatamente para não ser atingida por fragmentos da explosão.

A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão informou que a Hayabusa2, após a explosão, conseguiu distanciar-se do asteróide e está intacta. O asteróide, denominado de Ryugu, encontra-se a cerca de 300 milhões de quilómetros do planeta Terra.

Pela primeira vez na história, o Homem conseguiu aterrar dois rovers não tripulados num asteróide. A proeza histórica aconteceu em Setembro do ano passado e deveu-se aos japoneses. Conhecidos por MINERVA-II1, os dois rovers saíram de uma nave espacial de origem japonesa, Hayabusa2, e aterraram num asteróide com um quilómetro de largura. O asteróide é conhecido por Ryugu.

Acredita-se que este asteróide seja um dos mais antigos a sobrevoar o espaço e, por isso, abundante em material orgânico que lançará novas evidências sobre a criação do planeta Terra.

O Hayabusa2, lançado no final de 2014 para conseguir amostras deste asteróide, conseguiu a primeira fotografia close-up do asteróide.

Em Outubro, os cientistas receberam os primeiros dados e fotos do rover MASCOT, que pousou recentemente na superfície do asteróide Ryugu, e ficaram completamente perplexos. Os dados obtidos apontam para uma quantidade extremamente baixa de poeira na superfície do objeto espacial e os cientistas ainda não sabem explicar o porquê.

Em Março deste ano, foram encontrados minerais que contêm água com elementos de oxigénio e hidrogénio na superfície do asteróide Ryugu. Os minerais foram descobertos durante a espectroscopia de infravermelho. A descoberta comprova, ainda que indirectamente, a teoria de que a água foi trazida para a Terra do Espaço.

Em Dezembro de 2019, o Hayabusa2 deixará o asteróide, chegando à Terra no final de 2020. A NASA tem trabalhado numa missão similar prevista para 2023.

ZAP // Lusa

Por ZAP
5 Abril, 2019

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1749: Testemunhando o nascimento de um sistema binário massivo

Imagem ALMA da região de formação estelar IRAS07299 e do sistema binário massivo no seu centro. A imagem de fundo mostra correntes densas de gás e poeira (verde) que parecem fluir para o centro. Os movimentos do gás, traçados pela molécula metanol, na nossa direcção, estão a azul; os movimentos na direcção oposta estão a vermelho. A inserção mostra uma ampliação do massivo binário em formação, com a protoestrela primária e mais brilhante movendo-se na nossa direcção mostrada a azul e a protoestrela secundária, mais ténue, movendo-se para longe de nós, mostrada a vermelho. As linhas pontilhadas mostram um exemplo das órbitas da primária e secundária espiralando em torno do seu centro de massa (assinalado pela cruz).
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO); RIKEN, Zhang et al.

Cientistas do Grupo RIKEN para Investigação Pioneira no Japão, da Universidade Chalmers de Tecnologia na Suécia, da Universidade da Virgínia nos EUA e colaboradores usaram o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) para observar uma nuvem molecular que está em colapso para formar duas protoestrelas massivas que acabarão por se tornar num sistema estelar binário.

Embora se saiba que a maioria das estrelas massivas possuem companheiras estelares em órbita, não se tem a certeza de como isso acontece – por exemplo, se as estrelas nascem juntas num disco espiral comum no centro de uma nuvem em colapso, ou se se agrupam mais tarde graças a encontros aleatórios num enxame estelar lotado.

Tem sido difícil compreender a dinâmica da formação de binários porque as protoestrelas nestes sistemas ainda estão envolvidas numa nuvem espessa de gás e poeira que impede a maior parte da luz de escapar. Felizmente, é possível vê-las usando ondas de rádio, desde que possam ser visualizadas com resolução espacial suficientemente alta.

Na investigação actual, publicada na revista Nature Astronomy, os cientistas liderados por Yichen Zhang do Grupo RIKEN para Investigação Pioneira e Jonathan C. Tan da Universidade Chalmers e da Universidade da Virgínia, usaram o ALMA para observar, em alta resolução espacial, uma região de formação estelar conhecida como IRAS07299-1651, localizada a 1,68 kiloparsecs, cerca de 5500 anos-luz.

As observações mostraram que já neste estágio inicial, a nuvem contém dois objectos, uma estrela central massiva e “primária” e outra estrela “secundária” em formação, também com massa elevada. Pela primeira vez, a equipa de investigação foi capaz de usar estas observações para deduzir a dinâmica do sistema. As observações mostraram que as duas estrelas em formação estão separadas por uma distância de aproximadamente 180 UA (1 UA, ou unidade astronómica, é a distância entre a Terra e o Sol). Portanto, estão bem distantes. Actualmente orbitam-se uma à outra com um período de no máximo de 600 anos e têm uma massa total de pelo menos 18 vezes a do Sol.

De acordo com Zhang, “esta é uma descoberta empolgante porque há muito que estamos perplexos com a questão de se as estrelas se transformam em binários durante o colapso inicial da nuvem de formação estelar ou se são criados durante os estágios posteriores. As nossas observações mostram claramente que a divisão em estrelas duplas ocorre no início, enquanto ainda estão na sua infância.”

Outra descoberta do estudo foi que as estrelas binárias estão sendo estimuladas a partir de um disco comum alimentado pela nuvem em colapso e isto favorece um cenário no qual a estrela secundária do binário se formou como resultado da fragmentação do disco originalmente em redor da primária. Isto permite que a protoestrela secundária, inicialmente mais pequena, “roube” matéria da sua irmã e eventualmente emergem como “gémeas” bastante semelhantes.

Tan acrescenta: “Este é um resultado importante para entender o nascimento das estrelas massivas. Estas são importantes em todo o Universo pois produzem, no final das suas vidas, os elementos pesados que compõem a nossa Terra e que estão nos nossos corpos.”

Zhang conclui: “O que é importante agora é observar outros exemplos para ver se esta é uma situação única ou algo que é comum no nascimento de todas as estrelas massivas.”

Astronomia On-line
22 de Março de 2019

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1707: A Toyota vai construir o Rover que percorrerá a Lua em 2029

O veículo pressurizado terá que transportar dois astronautas ao longo de mais de 10 mil quilómetros na Lua. Este é apenas um dos requerimentos que desafiarão a Toyota a construir o próximo Rover que integrará a missão da agência de exploração aeroespacial japonesa, a JAXA, agendada para 2029.

Inegavelmente ambiciosa, a proposta quer tornar a mobilidade lunar numa realidade, tal como refere a JAXA.

Com o intuito de possibilitar a exploração humana da superfície lunar, a agência de exploração espacial japonesa firmou uma parceria com a Toyota. Uma união de esforços com vista à produção de um veículo pressurizado que utilizará duas fontes de energia, uma externa (solar) e outra endógena.

A Toyota vai ajudar o Japão a pisar a Lua

O veículo todo-o-terreno ou Rover, terá a faculdade de condução autónoma, libertando assim os astronautas para outras tarefas. Ainda de acordo com a publicação desta agência japonesa, o veículo terá uma célula de energia interna (endógena). Contudo, par alcançar uma autonomia de pelo menos 10 mil quilómetros utilizará, também, a fonte externa, solar.

A JAXA cita os vários desafios colocados pela incapacidade de transportar grandes quantidades de combustível para a Lua. Assim, este será um dos principais objectivos da Toyota, a eficiência e autonomia do veículo de exploração da superfície lunar. Um veículo que terá aproximadamente o tamanho de dois mini-autocarros.

Ainda de acordo com a mesma fonte, no seu interior os dois astronautas poderão remover os fatos de exploração do exterior. Assim, estarão livres para a execução das mais variadas tarefas e procedimentos de cariz técnico ou científico, com uma área total interna de 13 metros quadrados.

O Rover integrará a missão da JAXA em 2029

Esta missão do Japão, colocará novamente seres humanos na superfície da Lua. O astro já não é visitado por nós desde 1972, data da última missão (Apollo 17) tripulada ao nosso satélite natural. Para a Toyota será um novo desafio. Já para JAXA será o coroar de várias décadas de investigação e preparação.

Numa nota não relacionada, este anúncio chega-nos numa altura repleta de novidades. Há cerca de uma semana a Space X conseguiu acoplar a sua cápsula (Dragon) com a Estação Espacial Internacional. O momento foi registado em vídeo e partilhado pela NASA.

NASA

@NASA

Capture confirmed! After making 18 orbits of Earth since its launch, @SpaceX’s #CrewDragon spacecraft successfully attached to the @Space_Station via “soft capture” at 5:51am ET while the station was traveling just north of New Zealand. Watch: https://www.nasa.gov/nasalive 

pplware
13 Mar 2019

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1620: Sonda japonesa vai aterrar esta quinta-feira num asteróide para recolher amostras

NASA / Goddard / University of Arizona

A sonda japonesa Hayabusa-2 deverá aterrar no asteróide Ryugu na sexta-feira (quinta-feira em Lisboa) para recolher amostras do corpo rochoso, estima a agência espacial japonesa Jaxa.

A aterragem está prevista para as 08h15 de sexta-feira em Tóquio (23h15 de quinta-feira em Lisboa).

Depois de tocar o solo do asteróide, a sonda irá disparar um projéctil sobre o corpo rochoso. Ao todo, serão feitas três tentativas de aterragem breve para recolher amostras do solo na expectativa de se obter pistas sobre as origens do Sistema Solar e da vida na Terra.

Se a missão da Hayabusa-2 for bem-sucedida, a nova sonda espacial japonesa será a primeira do mundo a regressar à Terra, em 2020, com amostras de um asteróide.

A aterragem da sonda no asteróide esteve prevista para Outubro, mas foi descoberto que a superfície de Ryugu estava coberta por pedra, mais do que era suposto ter. Para haver a certeza de que o sistema de recolha de amostras do asteróide irá funcionar nestas condições, a equipa científica da missão fez testes prévios na Terra.

Lançada para o espaço em Dezembro de 2014, a Hayabusa-2 é a sucessora da sonda Hayabusa, cuja missão terminou em 2010 sem recolher amostras do asteróide Itokawa. Em Setembro e Outubro de 2018, a sonda Hayabusa-2 largou sobre o asteróide Ryugu três pequenos robôs que obtiveram imagens e dados sobre a sua superfície.

Em 2016, a agência espacial norte-americana NASA lançou a sonda OSIRIS-REx, que chegou em Dezembro passado perto do asteróide Bennu, do qual pretende recolher amostras e enviá-las para a Terra, em 2023, sem aterrar o aparelho na superfície do corpo rochoso, rico em carbono, elemento básico da vida tal como se conhece.

ZAP // Lusa

Por Lusa
21 Fevereiro, 2019

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1539: Astrónomos descobrem “embrião” de planeta no Sistema Solar

Ko Arimatsu / National Astronomical Observatory of Japan

Astrónomos no Japão encontraram um corpo celestial com 1,3 quilómetros de rádio no limite do Sistema Solar. O objeto era desconhecido à ciência até agora.

É um dos talvez mil milhões de minúsculos objectos que se prevê existirem há mais de 70 anos, mas até agora não detectados, e acredita-se que este Objecto da Cintura de Kuiper (KBO) do tamanho de um quilómetro é evidência de um estágio crucial na formação de planetas.

Os astrónomos descobriram o corpo celeste com recurso a dois pequenos telescópios de 11 polegadas no telhado de uma escola na ilha de Miyako, no sul do Japão. “É uma verdadeira vitória para projectos pequenos”, disse Ko Arimatsu, que liderou o estudo publicado na revista Nature Astronomy.

“A nossa equipa tinha menos de 0,3% do orçamento dos grandes projectos internacionais e pensámos que não tínhamos dinheiro suficiente para construir uma segunda cúpula para proteger o nosso segundo telescópio. Ainda assim conseguimos fazer uma descoberta que é impossível para os grandes projectos“.

O corpo foi encontrado além da órbita de Neptuno, na Cintura de Kuiper, uma região em forma de disco em redor do distante Sistema Solar externo que se acredita ser povoada por objectos e cometas gelados.

A importância desta descoberta reside no facto de que se acredita que este objeto represente os remanescentes da formação do Sistema Solar há cerca de 4,6 mil milhões de anos. Isto é do interesse dos astrónomos, que ainda estão a tentar entender como o Sistema Solar se originou.

Tendo fotografado o anão Plutão em 2014, a espaço-nave New Horizons da NASA acaba de fotografar a MU69 de 30 quilómetros de largura de 2014, apelidada de Ultima Thule. Este novo e muito menor objeto poderia ser um estágio inicial do processo de formação do planeta entre pequenas combinações iniciais de poeira, gelo e planetas.

O corpo foi encontrado através da ocultação, a mesma técnica usada para encontrar muitos exoplanetas em sistemas distantes. Os KBOs de um quilómetro de raio são muito pequenos, escuros e distantes para serem vistos directamente por enormes telescópios.

Por isso, os astrónomos do Observatório Astronómico Nacional do Japão decidiram usar o método de ocultação. Em vez de procurar um objeto directamente, monitorizaram um grande número de estrelas e observaram a sombra de um objeto a passar na frente de uma dessas estrelas.

A equipa colocou dois pequenos telescópios e monitorizou aproximadamente duas mil estrelas num total de 60 horas. O resultado foi uma estrela a escurecer, um evento consistente com uma estrela a ser ocultada por um KBO com um raio de 1,3 quilómetros.

A detecção de um KBO tão pequeno indica que estes objectos são mais numerosos do que se pensava anteriormente. A equipa afirma que a sua investigação apoia modelos em que os “planetesimais” (um minúsculo planeta) crescem lentamente para objectos do tamanho de quilómetros. Depois, o crescimento desenfreado faz com se fundam em planetas.

“Agora que sabemos que o nosso sistema funciona, investigaremos a Cintura de Kuiper com mais detalhe”, disse Arimatsu. “Também estamos de olho na ainda não descoberta Nuvem de Oort“.

Acredita-se que a Nuvem de Oort, uma concha esférica teorizada de objectos gelados nos confins mais distantes do Sistema Solar, é o local de onde vêm os planetesimais e os cometas.

ZAP // Forbes

Por ZAP
31 Janeiro, 2019

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1504: Japão lança satélite capaz de “bombardear” a Terra com chuva artificial de meteoritos

Esta quinta-feira, a empresa japonesa Astro Live Experiences (ALE) lançou para o espaço um satélite especialmente construído para gerar chuvas artificiais de meteoritos para fins recreativos.

De acordo com o Science Alert, espera-se que este aparelho de 65 quilogramas atinja 400.000 metros de altitude – uma órbita baixa da Terra – a bordo do foguete espacial Epsilon. A esta altitude, espera-se que o satélite solte pequenas bolas de metal (cerca de um centímetro de diâmetro), projectadas para se queimarem através da fricção com a atmosfera, à semelhante do que acontece com os meteoros.

Estes projécteis, cuja composição é secreta, produzirão um colorido espectáculo de feixes luminosos visíveis num raio de 200 quilómetros.

Na verdade, estas pequenas bolas vão atravessar a atmosfera “mais lentamente” do que os corpos celestes, podendo por isso ser observadas “durante um período mais longo” de tempo, explicou Hiroki Kajihara, um dos autores do projecto.

De acordo com a equipa que projectou o satélite, um dos maiores desafio técnicos foi conseguir que os pequenos projécteis conseguissem atingir velocidades suficientes para que se dê a combustão. Por esse mesmo motivo, os cientistas projectaram um mecanismo especial para o sistema que vai disparar as bolas metálicas, reduzindo ao máximo a possibilidade de recuar no espaço.

Os responsáveis da ALE estimam que o dispositivo estará pronto para ser utilizado dentro de um ano, esperando gerar a primeira chuva artificial de meteoros na cidade japonesa de Hiroxima para assinalar o 75.º aniversário do ataque atómico levado a cabo pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial.

Alguns cientistas mostram-se, contudo, reticentes a este projecto, temendo que os projécteis possam ser disparados num ângulo ligeiramente errado, podendo danificar um dos muitos outros satélites que orbitam a Terra. Além disso, soma-se a poluição visual que pode atrapalhar algumas observações astronómicas. Contudo, este deverá ser um problema de menos uma que o dispositivo só libertará 15 a 20 projécteis de cada vez.

Cidade chinesa planeia criar uma lua artificial

As autoridades municipais de Chengdu, capital da província chinesa de Sichuan, anunciaram planos para a construção de uma lua artificial…

ZAP //

Por ZAP
20 Janeiro, 2019

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1475: Há uma misteriosa espiral na atmosfera de Vénus

(CC0) GooKingSword / Pixabay

A nave espacial não tripulada japonesa Akatsuki encontrou gigantescas estruturas espirais na atmosfera de Vénus, formadas por ventos polares e pela rápida rotação do planeta.

A atmosfera de Vénus ganha atenção de astrónomos há quase 60 anos, desde estudos de sondas soviéticas e americanas. Investigadores descobriram que a capa protectora de Vénus é completamente diferente da do nosso planeta.

Por exemplo, a atmosfera de Vénus é extremamente densa e a pressão na sua superfície é quase cem vezes maior do que na Terra. A alta densidade faz com que o dióxido de carbono, que corresponde a uns 95% da massa do ar de Vénus, se comporte como um fluído exótico, e também ocasiona uma série de efeitos incomuns.

Em particular, a atmosfera deste planeta gira 60 vezes mais rápido do que o próprio planeta, provocando ventos poderosos de 500 quilómetros por hora. Além disso, o dia em Vénus é mais longo do que um ano no planeta – 240 e 224 dias terrestres, respectivamente.

Propriedades atípicas da camada de ar de Vénus dão origem a misteriosas estruturas gigantes, indecifráveis até então por investigadores. A letra gigante Y, que foi descoberta no início dos anos 60, e uma onda vertical de dez mil quilómetros de comprimento são alguns detalhes de Vénus que até agora não foram decifrados.

Hiroki Kashimura, da Universidade de Kobe, e outros membros do grupo científico Akatsuki descobriram outra estrutura muito estranha através de imagens das camadas inferiores das nuvens de Vénus, que foram fotografadas com câmaras de infravermelhos. As imagens foram publicadas na revista Nature este mês.

Estrutura espiral na atmosfera de Vénus, descoberta pela nave Akatsuki

Os cientistas não estavam muito interessados nas nuvens de ácido sulfúrico e, sim, na localização, na densidade e noutras características que mostram a direcção e velocidade dos ventos na atmosfera de Vénus.

Tais observações deveriam ajudá-los a descobrir o que acontece por trás das nuvens e a entender que processos climáticos estão a ocorrer na atmosfera do planeta misterioso.

Em vez disso, depararam-se com outro enigma. Combinando as imagens dos últimos três anos, astrónomos japoneses descobriram que as regiões circumpolares e temperadas da atmosfera de Vénus possuem espirais gigantes, formadas por correntes rápidas de ar. O comprimento de cada “cauda” da espiral é de cerca de dez mil quilómetros, já o diâmetro delas corresponde a centenas de milhares de quilómetros.

Para entender melhor, a equipa pediu ajuda a colegas para a criação de modelos climáticos de Vénus baseados nos dados recebidos da Akatsuki e de outras naves. Os cálculos já tinham indicado a existência de espirais na atmosfera de Vénus, mas não houve oportunidade de comprovação até agora.

Com os cálculos, os astrónomos entenderam como surgem as misteriosas espirais. Constatou-se que são geradas por dois fenómenos conhecidos por terráqueos: ventos polares de alta altitude, que coordenam o clima no nosso planeta, e a força inercial de Coriolis gerada pela rotação da Terra.

Curiosamente, os cálculos demonstram que as espirais deveriam existir na atmosfera de Vénus constantemente, mas na realidade não é assim: apareceram e desapareceram periodicamente e a causa ainda é desconhecida.

ZAP // Sputnik

Por SN
14 Janeiro, 2019

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1232: Desapareceu uma pequena ilha no Japão

DESTAQUES

Uma pequena ilha no norte do Japão parece ter desaparecido e as autoridades estão a investigar se foi varrida pela água, o que reduziria ligeiramente a área das águas japonesas territoriais.

A ilha, conhecida como Esambe Hanakita Kojima, foi oficialmente registada em 1987 pela Guarda Costeira japonesa, que, à época, nem sabia o tamanho exacto da mesma. Até agora, estava 1,4 metro acima do nível do mar e era visível do ponto mais a norte da grande ilha de Hokkaido, no norte do Japão. Mas agora não pode mais ser avistada.

“É possível que as ilhas mais pequenas acabem por sofrer consequências da erosão”, disse um oficial da Guarda Costeira à AFP. Um desaparecimento como este “poderia afectar um pouco as águas territoriais do Japão”, acrescentou.

O Japão investe na protecção de pequenas ilhas, especialmente o atol de Okinotori, longe de suas grandes ilhas principais, no meio do Pacífico, e que garante grande parte da sua ZEE (Zona Económica Exclusiva). Este país também disputa com a China e a Coreia do Sul a soberania de várias ilhas da região.

O Japão, atingido por frequentes terremotos e catástrofes naturais, nem sempre perde território, às vezes ganha.

Em 2015, uma faixa de 300 metros de terra emergiu da água e apareceu na costa da ilha de Hokkaido. Em 2013, uma ilha vulcânica apareceu a cerca de mil quilómetros a sul de Tóquio, abrangendo outra ilha e se expandindo-se continuamente.

ZAP // Lusa

Por Lusa
3 Novembro, 2018

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1068: Duas sondas japonesas pousaram num asteróide e fizeram História

Akademy / Flickr
Asteróide Ryugu numa imagem capturada pela nave espacial japonesa Hayabusa2

Pela primeira vez na história, o Homem conseguiu aterrar dois rovers não tripulados num asteróide. A proeza histórica aconteceu este sábado e deveu-se aos japoneses.

“Fiquei impressionado com o que conquistamos no Japão. Este é apenas um dos charmes da exploração profunda do espaço”, contou à CNN Takashi Kubota, porta-voz da agência espacial japonesa JAXA.

Conhecidos por MINERVA-II1, os dois rovers saíram de uma nave espacial de origem japonesa, Hayabusa2, e aterram num asteróide com um quilómetro de largura. O asteróide é conhecido por Ryugu.

Ainda este ano, o Hayabusa2, lançada no final de 2014 para conseguir amostras deste asteróide, conseguiu a primeira fotografia close-up do asteróide.

Graças à sua baixa gravidade, os MINERVA-II1 conseguiram flutuar pelo asteróide, capturando informações enviadas instantaneamente. Os dados recolhidos pelos rovers incluem fotografias e o registo da temperatura.

Acredita-se que este asteróide seja um dos mais antigos a sobrevoar o espaço e, por isso, abundante em material orgânico que lançará novas evidências sobre a criação do planeta Terra.

Para Outubro deste ano, a agência espacial JAXA tem planeado o lançamento de um terceiro rover, MASCOT, e está previsto que a própria nave espacial aterre no asteróide para, através de explosivos, criar uma cratera alcançando amostras que ainda não foram expostas.

Em Dezembro de 2019, o Hayabusa2 deixará o asteróide, chegando à Terra no final de 2020. A NASA tem trabalhado numa missão similar prevista para 2023.

Por ZAP
24 Setembro, 2018

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1035: Milionário japonês vai ser o primeiro turista a viajar até à Lua

Yusaku Maezawa, um empresário milionário japonês, vai ser o primeiro turista espacial da SpaceX, do magnata Elon Musk, anunciou na segunda-feira a empresa.

O empresário e coleccionador de arte nipónico, de 42 anos, recebeu a notícia com entusiasmo, num evento realizado na noite de esta segunda-feira na sede da empresa espacial, perto de Los Angeles, nos Estados Unidos.

“Sempre adorei a Lua, desde criança. Está sempre lá e continua a inspirar a humanidade”, disse Maezawa, o 14.º empresário mais rico do Japão, fundador das lojas online Start Today e Zozotown.

Para o acompanhar e “inspirar nesta viagem de sonho”, o empresário japonês anunciou que vai convidar entre seis a oito artistas, arquitectos e outros criativos.

De acordo com o fundador da SpaceX, Elon Musk, a viagem irá realizar-se em 2023, a bordo de um novo foguete – o BFR – que ainda está em fase de desenvolvimento.

Da terra à Lua é preciso percorrer cerca de 383.500 quilómetros. A sexta e última missão tripulada à Lua, Apollo 17, realizou-se há quase meio século, em 1942.

Dear Moon Project

MZ, como o milionário pediu para ser chamado durante o evento, anunciou ainda que criou uma iniciativa com a SpaceX para divulgar mais informações e em tempo real sobre a história viagem, apelidada de Dear Moon. Já há um site oficial com informações prévias, que incluem o cronograma do projecto.

Além disso, foi ainda lançada a hashtag #dearmoon para reunir todas as informações de MZ e da SpaceX sobre a viagem. Foram ainda criados perfis no Twitter e no Instagram bem como um canal no YouTube.

(dr) Dear Moon Project
Cronograma do projecto

Elon Musk disse que “a razão pela qual a SpaceX foi criada foi para acelerar o advento da humanidade se tornar uma civilização verdadeiramente espacial“. Na visão do CEO da SpaceX, a humanidade precisa de se tornar uma “civilização multi planetária”, uma vez que a “Terra tal como a conhecemos pode vir a ser destruída”.

Para Musk, a viagem espacial é algo que “nos deixa orgulhosos enquanto seres humanos”, acrescentando ainda que as livros Foundation (1951), de Isaac Asimov, forma uma peça-chave para o criação da SpaceX. O CEO reforçou ainda a a máxima defendida pelo autor: “a ficção científica de hoje é o fato científico de amanhã”.

Quanto ao custo associado ao desenvolvimento do BFR, Musk não adiantou um valor exacto, mas revelou que é de “aproximadamente de 5 mil milhões de euros”. O valor, explicou, não irá ultrapassará os 10 mil milhões, mas não será inferior a 2 mil milhões.

Apesar dos valores astronómicos, Musk considerou ser pouco para “um projecto desta magnitude”.

ZAP // Lusa / CanalTech

Por ZAP
18 Setembro, 2018

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995: Cientistas ponderam clonar potro pré-histórico encontrado na Sibéria

CIÊNCIA

Michil Yakovlev/SVFU/The Siberian Times

No mês passado, foi encontrado um potro mumificado com cerca de 40 mil anos na gigante cratera de Batagaika, na Sibéria, também conhecida como o “Portão do Inferno”. Cientistas russos e sul-coreanos consideram agora clonar o animal.

A equipa de cientistas tem esperança que o espécime encontrado possa fornecer material genético para clonar espécies extintas da Idade do Gelo.

De acordo com o director do museu-laboratório de mamutes da Universidade Federal do Nordeste (SVFU), na Rússia, Sergei Semenov, o achado único foi encontrado por uma equipa internacional de cientistas na república de Yakutia durante uma expedição da SVFU e da Universidade Kindai, no Japão.

Durante esta semana, os especialistas russos anunciaram que planeiam cooperar com a fundação Sooam Biotech Research – líder no campo de clonagem de animais – para criar clones do potro encontrado bem como de outros animais extintos.

“Se no corpo [do potro] for encontrada uma célula viva, esperamos que, com ajuda da grande experiência dos colegas sul-coreanos, consigamos obter um clone do cavalo antigo”, disse Grigoriev, um dos investigadores.

De acordo com o The Siberian Times, um dos cientistas envolvidos na análise do potro mumificado é Woo-Suk Hwang, um investigador de células-tronco e pioneiro da clonagem da Coreia do Sul.

Hwang, antigo professor da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, foi criticado em 2006 por falsificar dados e, três anos mais tarde, for condenado a dois anos de prisão por violação de condutas bioética e desvio de verbas, de acordo com a Nature. Actualmente, o pioneiro da clonagem dirige a Sooam Biotech Research Foundation, que estuda e realiza procedimentos de clonagem animal, principiante e cães.

Grigoriev sublinhou que o animal foi encontrado em condições de preservações quase perfeitas, o que aumentas as possibilidade de obter boas amostras a partir dos seus tecidos. Segundo o cientista, o potro terá morrido entre 30 a 40 mil anos, durante o Paleolítico Superior, e terá morrido 20 dias depois de ter nascido.

Possibilidades “astronómicas”

No entanto, vários cientistas que não estão envolvidos no análise do potro têm algumas dúvidas sobre se será efectivamente possível clonar com sucesso o animal mumificado.

Especialistas ouvidos pelo Live Science mantém-se cépticos quanto à possibilidade de os cientistas encontrarem ADN viável no corpo em primeiro lugar, sem mencionar o enorme desafio de clonar uma espécie extinta há milénios.

A clonagem só é possível quando o ADN original do animal está intacto e, a maioria – se não todo o material genético -, obtido a partir de amostras de gelo costuma estar tipicamente degradado “em dezenas de milhões de pedaços”, sustentou Love Dalén, professor de genética evolucionária do Museu de História Natural da Suécia, em Estocolmo.

“Muitos destes desafios serão também enfrentados quando os cientistas tentarem clonar mamutes”, considerou Beth Shapiro professora de Ecologia e Biologia na Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, nos Estados Unidos.

“Se for possível recuperar ADN suficiente dos restos mortais do potro mumificado, os cientistas podem ser capazes de construir uma sequência do genoma, comparando o ADN do potro extinto com os genomas de espécies vivas”, acrescentou Shapiro.

Contudo, a possibilidade de encontrar um genoma intacto ou ate mesmo uma célula viva é “astronómica”, disse Vicent Lynch, professor assistente do Departamento de Genética Humana da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos.

“Os cientistas raramente dizem que algo é impossível, mas certamente estará próximo disso”, concluiu Lynch.

Por ZAP
11 Setembro, 2018

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965: Japão prepara-se para testar o mítico elevador espacial

A Terra  a Estação Espacial Internacional vão estar à distância de um elevador. Uma equipa de investigadores está preparada para dar início, já este mês, ao primeiro teste do tão esperado projecto do elevador espacial.

Uma equipa, composta por investigadores  da Universidade Shizuoka e outras instituições, no Japão, vai conduzir já este mês os primeiros testes de um protótipo de um projecto destinado a construir o tão esperado “elevador espacial“, que irá ligar a Terra à Estação Espacial Internacional (EEI).

O objectivo não passa apenas pelo transporte de carga para o espaço, mas também de pessoas, como um substituto viável ao uso de foguetões.

Para isso, os cientistas querem experimentar e observar como se comportam as peças mecânicas envolvidas num projecto desta dimensão fora da atmosfera e da gravidade da Terra. Assim, irão reproduzir o sistema em miniatura e testá-lo no Espaço.

E já há data marcada: 11 de Setembro. A próxima terça-feira será marcada não por uma tragédia, mas pelo envio de dois micro-satélites para a Estação Espacial Internacional, tão pequenos que cada um mede apenas 10 centímetros. Depois, serão enviados para o espaço pelos astronautas da EEI, ligados um ao outro por um cabo de aço de 10 metros.

Esta é a primeira experiência deste tipo a ser conduzida no espaço e deve servir para a condução de uma análise dos vários desafios que se colocam no estabelecimento deste elevador. Factores esses que se prendem com a necessidade de um cabo muito resistente, ou de uma estrutura capaz de evitar a colisão com detritos espaciais, por exemplo.

A estrutura deve ainda ser suficientemente resistente  para suportar a incidência de raios cósmicos. Até ao momento, um dos componentes mais aptos são os nano-tubos de carbono, adianta o CanalTech.

No entanto, mesmo que esta missão seja um sucesso, ainda vai demorar bastante tempo até que um projecto idêntico possa ser reproduzido em larga escala.

Kenn Brown / Mondolithic Studios
Elevador Espacial, conceito artístico

Mesmo assim, e ainda que sejam os primeiros passos de um grande projecto, esta é mais uma das importantes antecipações científicas de Arthur C. Clarke. O inventor e escritor britânico de ficção científica descreveu o “elevador espacial” na sua premiada novela The Fountains of Paradise.

No seu romance de 1978, o premiado autor previu que engenheiros iriam construir um elevador espacial no topo de uma montanha, na ilha fictícia de Taprobana, um dos primeiros nomes do Sri Lanka. A estrutura gigante iria então ligar a superfície da terra a um satélite geo-estacionário.

Clarke sonhava alto demais, mas a verdade é que conseguiu acertar mais uma vez. Não sabemos se teremos de esperar pelo século XXII para poder ir de elevador até ao espaço, mas, onde quer que se encontre, podemos tranquilizar o autor: sim, os primeiros passos estão (mesmo) a ser dados.

ZAP //

Por ZAP
5 Setembro, 2018

(Foram corrigidos 10 erros ortográficos ao texto original)

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893: Japão vai ter robôs “inteligentes” nas salas de aula para ensinar inglês

(CC0/PD) StockSnap / pixabay

O Governo do Japão vai introduzir robôs com inteligência artificial capazes de falar inglês nas salas de aula para ajudar as crianças a melhorar as suas competências orais.

De acordo com a emissora pública nipónica NHK, o Ministério da Educação do Japão pretende lançar um teste piloto para testar a eficácia da iniciativa em Abril de 2019 em 500 escolas, com o objectivo de alargar o projecto a todo o país no espaço de dois anos.

Os alunos vão receber ainda aplicações de estudo e sessões de conversação online com falantes nativos de inglês, uma alternativa à falta de fundos que impede o recrutamento de professores para leccionarem aquela disciplina.

A aprendizagem do inglês é um dos assuntos que preocupam as autoridades daquele país asiático, que querem ver melhorias no ensino antes do aumento no número de turistas esperados durante os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020.

Os dados mais recentes do Índice de Proficiência em Inglês são de 2017 e atribuem ao Japão a 37ª posição numa lista que incluiu um total de 80 países.

O último ranking criado a partir do TOEFL (Teste de Inglês como Língua Estrangeira) publicado no mesmo ano demonstra que o Japão é um dos países asiáticos com as piores notas, apenas acima do Laos, e onde a pontuação baixa alcançada na prova oral se destaca como uma das piores do mundo ao lado de Burkina Faso ou do Congo.

ZAP // Lusa

Por Lusa
19 Agosto, 2018

(Foram corrigidos 4 erros ortográficos do texto original)

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861: A Hayabusa2 tirou uma fotografia a apenas 851 metros do asteróide Ryugu

A nave espacial japonesa Hayabusa2 chegou muito perto do asteróide Ryugu esta terça-feira, dia 7 de Julho, oferecendo uma visão sem precedentes da sua superfície.

A sonda japonesa Hayabusa2 tirou o primeiro close-up do asteróide Ryugu, o objeto espacial do qual deve recolher amostras e trazer à Terra para análises. A menos de um quilómetro de distância, esta é a primeira vez que a sonda consegue uma imagem tão nítida de um corpo celeste.

A nave espacial japonesa foi lançada no final de 2014, com o objectivo claro de conseguir amostras deste asteróide, cuja órbita transita entre Marte e Terra, passando, muitas vezes, pela órbita de Vénus. O projecto Hayabusa2 regressa à Terra em 2020, com amostras do Ryugu.

De modo a conseguir a fotografia a apenas 851 metros do asteróide, a sonda fez a sua maior aproximação de sempre. Na manhã de segunda-feira (horário do Japão), estava a 20 quilómetros de Ryugu, mas, em pouco mais de nove horas, o Hayabusa2 aproximou-se cerca de 14 quilómetros.

Já na manhã do dia seguinte, o veículo espacial atingiu o seu ponto mais próximo até ao momento: 851 metros. A esta distância, os propulsores foram então ligados e a sonda começou a distanciar-se. Mas não sem antes trazer uma recordação desse momento.

Assim, foi possível recolher fotografias tanto da câmara tele-objectiva como da grande angular. Da primeira, que oferece a imagem com proporção de 10 metros a cada centímetro de fotografia, é possível observar algumas das pedras gigantes que compõem a superfície do Ryugu.

A sonda japonesa utilizou a gravidade do asteróide para se aproximar, pelo que os cientistas do grupo JAXA, que fazem a análise em Terra, vão conseguir calcular com uma maior precisão a gravidade e, ainda, comprovar a massa do asteróide.

As fotografias ajudam a equipa a decidir em que local exacto a sonda irá pousar para proceder à recolha das amostras. A data ainda não está definida, mas deverá acontecer já nos próximos meses.

Por ZAP
10 Agosto, 2018

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698: Nave japonesa perto de asteróide para estudar a origem da vida

O asteróide Ryugu | JAXA-Tokyo University /via REUTERS

A nave espacial japonesa Hayabusa2 chegou hoje às proximidades de um asteróide, depois de uma viagem de 3,2 mil milhões de quilómetros, para recolher informações sobre o nascimento do sistema solar e a origem da vida.

Após mais de três anos em viagem, a nave Hayabusa2 estabilizou-se às 09:35 locais (01:35 em Lisboa), a 20 quilómetros do asteróide Ryugu, localizado a cerca de 280 milhões de quilómetros da Terra, anunciou a agência espacial japonesa (JAXA).

À semelhança da primeira missão Hayabusa, realizada no asteróide Itokawa, o objectivo é analisar a poeira do corpo celeste rochoso – que apresenta carbono e água – e tentar compreender que materiais orgânicos estavam presentes na origem do sistema solar.

De acordo com a agência nipónica, esta análise servirá “para melhor compreender a formação do sistema solar e o surgimento da vida na Terra”.

O regresso desta nave espacial à Terra está previsto para 2020.

Hayabusa2 deixará no Ryugu um robô denominado Minerva2 e um analisador autónomo denominado Mascot, concebido pelo centro francês de estudos espaciais (CNES) e o seu homólogo alemão (DLR).

Porque é que é importante

Os cientistas estudam os asteróides para obterem informações sobre a origem e evolução do sistema solar. Os asteróides são, basicamente, restos do “material usado na construção” do sistema solar há 4,6 mil milhões de anos, explica a BBC.

Os cientistas pensam que os asteróides podem conter compostos químicos que terão sido importantes para a formação da vida na Terra. Contêm água, compostos orgânicos ricos em carbono e metais preciosos

Um diamante, um dumpling ou mesmo um pião

Inicialmente os cientistas estavam convencidos que Ryugu teria a forma de um dumpling, mas depois de novos estudos parecem agora mais inclinados para dizer que o asteróide terá a forma de um diamante. Mas as opiniões divergem e, segundo a BBC, outros peritos acham que poderá parecer-se com um pião.

Diário de Notícias
ciência
27 DE JUNHO DE 2018 06:24
DN/Lusa

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