4728: Não são só os lagartos. Os jacarés também são capazes de regenerar a sua cauda

CIÊNCIA/BIOLOGIA

Papa Pic / Flickr

Os jovens jacarés americanos (Alligator mississippiensis) têm a capacidade de regenerar as suas caudas até 18% do comprimento total do seu corpo, concluiu uma nova investigação da Universidade Estadual do Arizona, nos Estados Unidos.

“O que torna o jacaré americano interessante, além do seu tamanho, é que a cauda crescida exibe sinais de regeneração e cicatrização de feridas dentro da mesma estrutura”, disse Cindy Xu, uma das autoras do estudo, em comunicado reproduzido pelo EurekaAlert.

“O recrescimento de cartilagem, vasos sanguíneos, nervos e escamas foram consistentes com estudos anteriores de regeneração da cauda de lagartos levados a cabo nos nossos laboratórios e em outros”, continuou a especialista.

“No entanto, ficamos surpreendidos ao descobrir tecido conjuntivo semelhante a uma cicatriz no lugar do músculo esquelético na cauda de jacaré novamente crescida (…) Futuros estudos comparativos serão importantes para entender porque é que a capacidade regenerativa é variável entre os diferentes grupos de répteis e animais”.

Os autores do novo estudo esperam que estes resultados ajudem a descobrir novas abordagens terapêuticas para ajudar a curar lesões e tratar doenças, como a artrite.

“Se entendermos como diferentes animais são capazes de reparar e regenerar tecidos, este conhecimento pode ser aproveitado para desenvolver terapias médicas”, disse a co-autora do estudo Rebecca Fisher, citada na mesma nota de imprensa.

Os resultados do estudo foram publicados recentemente na revista Scientific Reports.

ZAP //

Por ZAP
29 Novembro, 2020


1198: Cientistas descobrem ancestral de jacaré com 65 milhões de anos

CIÊNCIA

Papa Pic / Flickr

Uma equipa de paleontólogos argentinos descobriu ossadas pertencentes a um ancestral de jacaré que terá habitado a Patagónia há 65 milhões de anos, quando o país sul-americano tinha um clima subtropical.

De acordo com a Agência para a Ciência e Tecnologia (CyTA), que avançou a descoberta nesta segunda-feira, os especialistas acreditam que o fóssil encontrado tem o dobro do tamanho comparativamente à espécie actual.

Os paleontólogos decidiram apelidar o espécime de peligrensis Protocaiman, uma vez que os restos fósseis foram encontrados em Punta Perigo, região localizada no Golfo San Jorge, entre as cidades argentinas de Comodoro Rivadavia e Bahía Bustamente, na província de Chubut.

Segundo a CyTA, estes jacarés pertencem a um grupo de crocodilos que habitaram os sistemas de água doce na América Central e do Sul. No entanto, salientam, a história evolutiva destes animais é ainda pouco conhecida, uma vez que os restos fósseis até agora encontrados estavam em mau estado de conservação.

A descoberta, publicada recentemente na revista Proceedings of the Royal Society of London, é especialmente importante para os cientistas da região pois permite traçar com mais detalhe o percurso da espécie pelas Américas.

“Permite uma revisão da árvore genealógica dos crocodilos e propõe, pela primeira vez, que os jacarés habitaram a América do Norte durante a época dos dinossauros e deslocaram-se para a América do Sul no Cretáceo – período que se estende entre 145 e 66 milhões de anos -, onde se dispersaram e diversificaram”, explicou a investigadora Paula Bona, do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (CONICET).

CyTA-Fundación Leloir
Fotomontagem do fóssil encontrado

Os investigadores acreditam ainda que o ancestral terá atingido, aproximadamente, o dobro do tamanho de um jacaré actual, aponta a CNN, citando a agência.

“Esta nova espécie representa um dos mais antigos fósseis de jacaré já encontrados”, rematou Paula Bona.

ZAP // RT
Por ZAP
26 Outubro, 2018

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