3600: ESA lança concurso de ideias para combater a Covid-19 a partir do Espaço

CIÊNCIA/SAÚDE

“O objectivo é dar resposta a importantes desafios actuais de áreas tão diversas como a saúde, energias renováveis, protecção ambiental, agricultura inteligente, gestão de catástrofes, cidades inteligentes”, refere o IPN em comunicado

Pode não parecer, mas o Copernicus Masters é um concurso. E pode não parecer, mas este ano este concurso pode ter uma palavra a dizer no combate à pandemia Covid-19. Em comunicado, o Instituto Pedro Nunes (IPN), que gere uma das incubadoras da Agência Espacial Europeia ESA) vem anunciar o lançamento do período de candidatura de ideias e projectos ao Copernicus Master, com vista ao desenvolvimento de ferramentas que usam dados recolhidos de observação da Terra para o combate e prevenção da pandemia Covid-19.

Os interessados poderão apresentar candidatura até 30 de Junho. A iniciativa, que pretende fomentar o uso de dados recolhidos pelo satélite Copernicus, tem este ano por temática o combate à pandemia da Covid-19.

“O Copernicus Masters é uma iniciativa organizada pela AZO – Space of Innovation e pela Agência Espacial Europeia. O objectivo é dar resposta a importantes desafios actuais de áreas tão diversas como a saúde, energias renováveis, protecção ambiental, agricultura inteligente, gestão de catástrofes, cidades inteligentes, de entre outras. Em tempo de pandemia, a competição encoraja especialmente as empresas a participarem com projectos que possam apoiar a luta contra a COVID-19”, refere o IPN em comunicado.

Há três empresas portuguesas que já foram distinguidas em edições anteriores do concurso Copernicus Masters: Space Layer Technologies, Cybele, e Theia são as três start-ups nacionais que ganharam prémios nas edições de 2017, 2018, e 2019, respectivamente.

Exame Informática
27.04.2020 às 16h29

 

spacenews

 

123: Empresa de Coimbra vence “Óscar do Espaço” com aplicação que monitoriza poluição ambiental

Studio Roosegaarde

Uma empresa de Coimbra que integra a incubadora da Agência Espacial Europeia, localizada no Instituto Pedro Nunes (IPN), venceu um prémio europeu com uma aplicação que permite monitorizar a poluição ambiental em zonas urbanas.

A edição 2017 dos prémios Copernicus Masters, considerados como os Óscares do Espaço, atribuiu 17 galardões, entre os quais um ao projecto SOUL (Sensor Observation of Urban Life), promovido pela empresa portuguesa Space Layer Technologies.

O júri reconheceu o contributo que a solução SOUL pode trazer ao oferecer uma aplicação para ‘smartphone’ “através da qual os cidadãos podem monitorizar a poluição nas suas cidades”, combinando dados oriundos de tarefas governamentais e instituições públicas numa aplicação “muito amigável”, lê-se no texto justificativo do prémio.

Adianta que a aplicação desenvolvida pela empresa de Coimbra pode ajudar a melhorar a saúde pública e a diminuir custos, evitando desnecessárias hospitalizações, por exemplo, de doentes com patologias do foro respiratório.

À agência Lusa, Paulo Caridade, da Space Layer Technologies, afirmou que o galardão, “mais do que um prémio para a empresa, é o reconhecimento do trabalho de uma equipa de colaboradores pelo empenho que têm tido ao longo de dois anos”.

Paulo Caridade explicou que embora a aplicação SOUL já esteja desenvolvida “ainda não está no mercado”, já que os responsáveis do projecto pretendem sustentá-lo, primeiro, através de um “parceiro forte” para com isso ganhar escala antes de ser distribuído a nível europeu.

A Space Layer Technologies é uma das seis ‘startups’ da incubadora da Agência Espacial Europeia (ESA BIC Portugal) que já atingiu a maturidade após dois anos de incubação e evoluiu para uma segunda fase de apoio.

A ESA BIC Portugal, que é liderada pelo IPN e tem pólos no Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto e na agência DNA Cascais, apoia 16 empresas e 56 postos de trabalho, com uma capacidade de exportação de 40% e um retorno anual de quase 900 mil euros em 2016, refere um comunicado da instituição.

As empresas daquele centro de incubação aplicam tecnologia espacial em áreas como a saúde, energia, transportes, segurança e vida urbana.

Na nota de imprensa, Carlos Cerqueira, Director de Inovação do IPN e coordenador do programa, frisa que o ESA BIC Portugal “demonstra a maturidade da indústria espacial portuguesa e a capacidade de as ‘startups’ portuguesas encontrarem novas soluções e negócios para o mercado terrestre a partir de tecnologias espaciais”.

Na quarta-feira, a ESA BIC Portugal comemora três anos de actividade, numa cerimónia, em Coimbra, que será presidida pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

ZAP // Lusa

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