1956: Asteróide pode mergulhar a Terra num inverno cósmico

(dr) Detlev van Ravenswaay

A NASA alertou para a possibilidade de um futuro asteróide causar um “inverno cósmico” ao cair na Terra. O aviso da agência espacial norte-americana surge na sequência de um novo documentário científico sobre estas rochas espaciais.

Os asteróide são pequenos corpos rochosos que, por norma, se localizam no interior do Sistema Solar a orbitar o Sol. Existem milhões destes corpos a “voar” livremente pelo Espaço, e as suas colisões – conhecidas como eventos de impacto – desempenharam um papel importante na formação de muitos planetas.

No caso de uma colisão com a Terra, o impacto pode ter efeitos devastadores para Homem e para o próprio planeta. Vários cientistas acreditam, por exemplo, que terá sido um asteróide a extinguir os dinossauros, há cerca de 66 milhões de anos.

O novo documentário espacial da norte-americana Spacefiles aborda uma teoria que sustenta que, caso a Terra seja atingida por um asteróide, pode repetir-se o cenário que terá ocorrido aquando a extinção dos dinossauros.

O cinturão de asteróides possuiu uma vasta quantidade de potenciais projécteis – e o responsável pelo “inverno cósmico” pode mesmo partir daqui, de acordo com o documentário. Ocasionalmente, ocorrem colisões entre asteróides no cinturão e, na sequência dos impactos, alguns fragmentos podem ser ejectados para órbitas que, por sua vez, podem levar fragmentos para perto de Marte.

Já próximos do Planeta Vermelho, os asteróides poderia tomar um novo caminho de ligação com a órbita terrestre – corpos rochosos já colidiram com a Terra desta forma.

Há 60 milhões de anos, um asteróide terá atingido a Península de Yucatan, no México, dando origem a um inverno cósmico e uma extinção massiva.

O inverno cósmico, que o documentário argumenta que pode ocorrer na Terra, significa que o impacto do corpo rochoso poderia eliminar todas as formas de vida, fazendo o planeta mergulhar num ambiente de frio e escuridão, noticia o Daily Express.

O programa refere mesmo que um asteróide de pequenas dimensões poderia implicar consequências desastrosas. Quando os céus se limparam, aponta o programa, dois terços de todas as espécies terão desaparecido da Terra, incluindo os dinossauros. A cratera teria 200 quilómetros de diâmetro e asteróide 15 quilómetros de diâmetro, no máximo.

A NASA tem reunido esforços para traçar um plano de defesa planetária caso um asteróide venha a impactar com a Terra. A agência espacial, que no fim de Abril levou a cabo mais uma série de exercícios e simulações, que estar melhor preparada e saber o que fazer.

Gostaríamos de estar preparados. Enquanto a Terra está a salvo de todos os asteróides conhecidos, esta semana [fim de Abril] estamos a reunir os nosso parceiros para praticar o que teremos que fazer numa situação diferente”, afirmou a NASA.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
11 Maio, 2019

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