2521: Estação Espacial Internacional passa a ter ligação à Internet a 600 Mbps

CIÊNCIA

Apesar de se considerar que um espaço como a Estação Espacial Internacional (EEI) deve ter tecnologia de ponta, a verdade é que não é bem assim. Curiosamente, a ligação de acesso à Internet a partir da EEI era de “apenas” 300 Mbps.

A boa notícia (para os astronautas) é que foi feito um upgrade à ligação.

A Estação Espacial Internacional é um laboratório espacial cuja montagem em órbita começou em 1998 e terminou oficialmente em 8 de Junho de 2011 na missão STS-135. A estação encontra-se numa órbita baixa de 408 x 418 km, podendo ser vista da Terra a olho nu e viaja a uma velocidade média de 27 700 km/h, completando 15,70 órbitas por dia.

Estação Espacial Internacional com Internet a 600 Mbps

Finalmente os astronautas que se encontram na EEI vão ter uma ligação que lhe permite aceder mais rapidamente aos conteúdos online. George Morrow, director do Goddard Space Flight Center da NASA, confirmou que a ligação de acesso à Internet passou a ser de 600 Mbps, ou seja, o dobro da largura de banda da ligação anterior.

Para comunicar com a Terra, a EEI faz uso da rede terrestre Space Network e da Tracking and Data Relay Satellite (TDRS), um sistema de comunicação com base em satélites que é também usado por aeronaves.

Na Estação Espacial Internacional também se vê Netflix

Além do acesso mais rápido a conteúdos, a nova velocidade de acesso à Internet vai também permitir ver conteúdos de streaming com melhor qualidade.

Scott Kelly, um dos mais recentes membros da estação, explicou em entrevista à CNBC que, no seu tempo livre assiste a ‘Game of Thrones’ e ‘Better Call Saul’, embora reconhecesse que a ligação nem sempre era a melhor porque dependia do facto de as estações terrestres terem de estar em linha de vista com a EEI.

Scoot Kelly revelou ainda que alguns conteúdos multimédia têm como origem um servidor específico, que os disponibiliza para toda a tripulação. O acesso aos serviços bancários e redes sociais também é possível, mas com algumas restrições e várias medidas de segurança para evitar qualquer tipo de ameaça – Saiba mais aqui.

Fonte: sciencealert
pplware
26 Ago 2019

 

Dois milhões querem libertar aliens e há uma localidade em pânico: “Que o céu nos proteja”

© TVI24 Dois milhões querem libertar aliens e há uma localidade em pânico: “Que o céu nos proteja”

A ideia de invasão à Área 51 começou como uma brincadeira na rede social Facebook, mas os militares já avisaram que não será permitida a entrada a civis. A convocatória deixou os 54 habitantes de Rachel, a localidade mais próxima da Área 51, preocupados

Dois milhões de pessoas prometeram juntar-se no dia 20 de Setembro para invadirem uma base da Força Aérea dos Estados Unidos, para conhecerem e libertarem os extraterrestres que alegadamente estão naquele lugar.

A ideia começou como uma brincadeira na rede social Facebook, mas os militares já avisaram que não será permitida a entrada a civis na Área de Teste 51, localizada perto do Aeroporto de Homey e do lago Groom, no estado do Nevada.

Durante várias décadas, os aficionados de objectos voadores não identificados e de supostas visitas de extraterrestres alimentaram especulações em torno das operações militares secretas na Área 51.

Uma das teorias sobre o local é que estão ali depositados os restos de uma suposta nave extraterrestre que teria caído em Roswell, no Novo México, em Julho de 1947.

A base em questão não está classificada como uma área secreta, mas todas as investigações e operações ali realizadas são consideradas como de máximo segredo e a Agência Central de Inteligência (CIA) reconheceu publicamente a existência dessa instalação pela primeira vez em 2013.

Em Junho, um utilizador do Facebook lançou a ideia de uma mobilização em massa de civis para libertar os extraterrestres, com o título de “Vamos invadir a Área 51: Não nos podem parar a todos”.

“Vamos encontrar-nos na atracção do Alien Tourist Center e coordenar a nossa entrada. Se corrermos juntos, podemos mover-nos mais depressa do as balas”, é possível ler-se na convocatória que é concluída com uma mensagem contundente: “Vamos ver os alienígenas”.

As reacções à ideia são várias, desde o entusiasmo daqueles que acreditam realmente na presença de extraterrestres na base militar até à partilha de ‘memes’ com imagens de figuras verdes e vários símbolos da cultura “freak”, como o personagem Sheldon Cooper, da série televisiva “Big Bang Theory”.

Por outro lado, a convocatória deixou os 54 habitantes de Rachel, a localidade mais próxima da Área 51, preocupados.

Rachel tem apenas quatro negócios e uma pousada e a última bomba de gasolina encerrou no ano de 2006, pelo que quem quiser ali chegar deve abastecer os seus veículos em Álamo, a 80 quilómetros de distância.

Na pousada de Rachel já não há quartos disponíveis, assim como em Álamo, onde todos hotéis já estão com lotação esgotada.

O chefe da polícia do Condado Lincoln, Kerry Lee, admitiu à estação de televisão norte-americana CNN que as autoridades terão várias dificuldades em controlar o grupo enorme de pessoas que tenciona deslocar-se à Área 51.

Poderíamos lidar com cerca de mil pessoas, mas com grandes dificuldades. Que o céu nos proteja se 5.000 pessoas vierem. Isso duplicaria a população de todo o condado”, declarou o chefe da polícia.

Outra preocupação de Lee é o perigo intrínseco na área desértica, em pleno Verão e com recursos de resgate limitados.

msn notícias
Redacção TVI24
01/08/2019

 

2231: A sua Internet está lenta? Não é o único: há um problema global

TECNOLOGIA

Para muitos utilizadores, a Internet parece um pouco menos rápida e funcional hoje. A razão? Problemas com serviços de cloud como a AWS (da Amazon) e Cloudflare. 

Ninguém sabe ao certo o que está a causar o problema, mas tanto o serviço de cloud Cloudflare quanto a Amazon Web Services (AWS) estão com problemas nos seus serviços nesta segunda-feira, o que leva a interferências, interrupções e lentidão em alguns dos maiores sites e serviços da Internet a nível mundial.

Para quem não conhece, estes dois serviços de cloud albergam grande parte dos sites e serviços que são usados online e problemas neles implica problemas para as plataformas que os usam, de uma forma ou de outra.

A Cloudfare indica que o problema pode estar relacionado com uma interferência externa à empresa, enquanto a Amazon sugere que se trata de um problema de “redes externas”, admitindo que, assim, será mais difícil à empresa resolver o problema.

O que foi afectado? Para já é certo que serviços de e-mail como o Gmail estiveram com problemas, bem como a plataforma de streaming Crunchyroll esteve mesmo online. Mas há um sem número de sites afectados e houve mesmo relatos de falha no acesso a serviços de segurança da Amazon e da Nest, pelo menos em grande parte da América do Norte (e nos sites que estão lá alojados).

O problema demonstra como um grande número de sites estão dependentes e usam os serviços de computação da cloud da Google, AWS ou Cloudflare. O que significa que quando há uma problemas nesses serviços, toda a Internet fica limitada.

Dn_insider


João Tomé

[vasaioqrcode]

1972: SpaceX: Elon Musk mostra os primeiros satélites da Internet prontos para lançamento

E se em todo o mundo, em qualquer lugar, tivéssemos acesso à Internet com boa qualidade e bom preço? Na verdade, estamos a falar em algo concreto que irá em breve para o Espaço para “vender” Internet por satélite. Pelo menos é assim que a SpaceX pensa e Elon Musk mostra.

A SpaceX irá lançar os seus satélites de Internet já no próximo dia 14 ou 15 de Maio.

Frota de satélites Starlink está pronta

Além de tudo o que Musk tem feito ao nível terrestre, também o tem pensado ao nível espacial. Assim, como já foi avançado há algum tempo, os satélites Starlink da SpaceX irão ser lançados em órbita para abrir um “mundo novo”.

Elon Musk publicou uma foto (abaixo) dos primeiros 60 satélites de produção empacotados na área de carga de um foguete Falcon 9 antes do seu lançamento agendado para esta semana. Tal como podemos ver, o invólucro está cheio de dispositivos que mais parecem “lâminas”.

Segundo Musk, estes satélites têm uma forma achatada e não terão um invólucro dispensador como já em tempos foi veiculado. Além disso, o responsável da SpaceX referiu também que o dia não está ainda definido, mas conta que no dia 14 ou 15 de Maio, ocorra o lançamento.

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Elon Musk

@elonmusk

First 60 @SpaceX Starlink satellites loaded into Falcon fairing. Tight fit.

Poderá não correr bem, alerta Elon Musk!

O responsável pelo projecto também alertou que “muito provavelmente vai correr mal” nesta primeira implantação. Desse modo, os seguintes lançamentos semelhantes permitirão obter uma cobertura “menor” de banda larga e o dobro para “moderada”.

O objectivo final da SpaceX é colocar quase 11.000 satélites Starlink em órbita baixa da Terra. Isto deverá acontecer até meados de 2020, fornecendo acesso à Internet de alta velocidade a áreas do planeta onde a banda larga é rara, irregular ou inexistente. Este primeiro lançamento é apenas uma pequena parte de um longo processo, de acordo com o planeado.

pplware

Imagem: Twitter Elon Muk
Fonte: Twitter Elon Muk

1590: Já há proposta final para a reforma do Direito de Autor (e o Artigo 13 foi aprovado)

Neutralidade da Internet

freepress / Flickr

O Parlamento Europeu e o Conselho da União Europeia chegaram a acordo sobre a nova lei de direitos de autor, proposta por Bruxelas e muito contestada por artistas e entidades do sector, prevendo-se votações finais até Abril.

A informação foi dada à agência Lusa por fontes ligadas ao processo, que confirmaram a existência de “um acordo”, obtido no âmbito do “trílogo” entre estas instituições europeias.

O texto final da directiva tem algumas alterações face à proposta inicial — que foi apresentada pela Comissão Europeia em 2016 — e terá agora de ser votado no Conselho da UE (onde estão representados os países) e no Parlamento Europeu, prevendo-se votações até meados de Abril, adiantaram as mesmas fontes. Esta é a data prevista já que, no final de maio, existem eleições para o Parlamento Europeu.

Porém, o prazo poderá não ser respeitado no Conselho da UE dado que a actual presidência rotativa, a romena, só termina a 30 de Junho.

Os artigos polémicos desta directiva são o 11.º e o 13.º: enquanto o artigo 11.º diz respeito à protecção de publicações de imprensa para utilizações digitais, prevendo um pagamento a essa mesma publicação na partilha de links ou de referências, o artigo 13.º prevê a criação de um mecanismo para controlar o material que é carregado nas plataformas por parte dos utilizadores, sistema este que tem sido muito criticado por não conseguir distinguir um uso legal de uma utilização ilegal.

Em comunicado divulgado, a presidência romena da UE congratulou-se com o acordo obtido, classificando-o como um “passo vital para o bom funcionamento do mercado digital europeu”, segundo o ministro romeno da Cultura, Valer Daniel Breaz. Para este responsável, a nova directiva permitirá “desbloquear as oportunidades do mundo digital para os cidadãos e para os artistas”.

Também em comunicado, a Comissão Europeia afirmou que este é “um acordo político para tornar as regras de direitos de autor adequadas à era digital na Europa”, três anos após o arranque das discussões.

A adequação da lei vai, assim, ter em conta os “serviços de streaming de música, as plataformas de partilha de vídeos, os agregadores de notícias e as plataformas de publicação de conteúdos pelos utilizadores, que se tornaram na principal ferramenta para artistas”, precisa Bruxelas.

Já o Parlamento Europeu vincou, em comunicado, que o acordo em causa dará “mais poder” a artistas, músicos, actores e jornalistas na negociação dos seus direitos de autor, nomeadamente com gigantes tecnológicas como a Google, Facebook e YouTube.

Este organismo ressalva, ainda, que conteúdos na Internet como os memes ou os gifs, que são imagens de humor criadas pelos utilizadores, “estão seguros”, já que “poderão ser partilhados livremente”.

Menos optimista está a deputada Julia Reda, do Partido Pirata da Alemanha, integrada no Grupo dos Verdes/Aliança Livre. Num comunicado enviado à Lusa, a eurodeputada lamenta que este acordo seja um “golpe para a Internet gratuita”, apresentando versões “preocupantes” e “mais negativas” dos artigos 11.º e 13.º.

A versão final da directiva, que resulta de um acordo entre França e a Alemanha no Conselho da UE, passou a prever que, no artigo 11.º, haja excepções para uso de palavras únicas ou frases curtas.

No que toca ao artigo 13.º, passou a estipular que todas as plataformas online, incluindo as plataformas sem fins lucrativos, tenham de instalar um sistema para controlar o material que é carregado pelos utilizadores.

Exceptuar-se as plataformas que tenham um volume de negócios anual abaixo dos dez milhões de euros (consideradas no documento como micro e pequenas empresas), menos de cinco milhões de visitantes por mês e estejam online há menos de três anos.

Julia Reda promete, aquando da discussão final em plenário no Parlamento Europeu, “lutar para excluir a legislação fiscal e os filtros para carregamentos”.

ZAP // Lusa

Por Lusa
14 Fevereiro, 2019

[vasaioqrcode]

– Dado que a maioria das notícias e imagens publicadas neste Blogue, são provenientes da ZAP, já lhes enviei a pergunta se esta directiva for aplicada, terei de pagar alguma coisa por essas publicações. O mesmo se aplicará a todas as outras fontes e origens de notícias. É que se assim for, este Blogue encerrará porque não tenho qualquer lucro com ele.

1482: Há uma nova ferramenta (online) para manter a vida alienígena debaixo de olho

SETI

Pela primeira vez, uma nova ferramenta na Internet permite acompanhar e actualizar todas as pesquisas de inteligência artificial não terrestre (SETI) realizadas pela comunidade científica desde 1960. 

Um pouco por todo o mundo, correm investigações que procuram vida alienígena e, por vezes, torna-se difícil acompanhar todos os avanços alcançados.

Foi com isto em mente que Jill Tarter, pioneira neste campo de investigação e co-fundadora do Instituto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), lançou o Technosearch, uma nova ferramenta disponível na Internet que compila todas as pesquisas do SETI publicadas nas últimas seis décadas. A plataforma permite ainda que os utilizadores enviem as suas próprias investigações, mantendo o banco de dados actualizado.

“Comecei a guardar este arquivo de pesquisa quando era ainda estudante”, explica Tarter citada em comunicado. “Alguns dos artigos originais foram apresentados em conferências, ou aparecem em revistas obscuras que são de difícil acesso para os recém-chegados ao campo do SETI. Estou muito contente por termos agora uma ferramenta que pode ser utilizada por toda a comunidade e com uma metodologia para mantê-la actualizada”.

Tarter desenvolveu a Technosearch em colaboração com estagiários da Research Experience for Undergraduates (REU), estudantes de pós-graduação que trabalham com o professor Jason Wright da Universidade Estadual da Pensivânia, nos Estados Unidos, e Andrew Garcia, estudante da REU em 2018 no Instituto SETI.

A Technosearch rastreia informações, incluindo dados básicos de cada observação e os seus autores, data e objectos observados e a instalação a partir da qual foi realizada. As características do telescópio utilizado são definidas, o tempo dedicado a cada objecto e o respectivo link para o artigo de investigação publicado originalmente.

Actualmente, a Technosearch conta com mais de 100 pesquisas de rádio e 38 pesquisas ópticas, totalizado cerca de 140 investigações científicas diferenciadas. No futuro, a comunidade SETI deverá colaborar para manter a Technosearch actualizada e precisa.

Desde a primeira pesquisa SETI levada a cabo por Frank Drake em 1960, astrónomos e amadores em todo o mundo têm procurado e esperam encontrar evidências de vida, especialmente vida inteligente, além do planeta Terra. Um desafio constante para os apaixonados por este tipo de investigação tem sido acompanhar as dezenas de pesquisas que já foram realizadas – a Technosearch visa colmatar esse mesmo problema.

ZAP // EuropaPress / LiveScience

Por ZAP
16 Janeiro, 2019

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445: A mirabolante Internet espacial de Elon Musk recebeu sinal verde dos EUA

(cv) SpaceX / Youtube

A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos autorizou a SpaceX a lançar o seu serviço de Internet de banda larga.

Parece que já conhecemos quem será o vencedor da corrida da Internet espacial: A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos autorizou a SpaceX a lançar o seu serviço de Internet banda larga, Starlink.

Se tudo correr conforme planeado, os norte-americanos deverão ter acesso a esta Internet já em 2019.

O serviço da Starlink vai funcionar de forma semelhante à Internet wi-fi, sem precisar de um hotspot. Isso significa que enormes partes dos Estados Unidos que até hoje não contam com nenhum tipo de Internet, especialmente nas zonas rurais, poderão finalmente ter acesso à rede mundial.

O sistema proposto vai incluir 4.425 satélites de órbita terrestre baixa – a menos de 2 mil quilómetros de altura – que vão enviar conectividade nas bandas de frequência Ka e Ku. A Internet funcionará exactamente como o serviço oferecido em aviões, mas com uma velocidade muito superior.

O serviço deve entrar no mercado em algum ponto de 2019, quando pelo menos 800 satélites estiverem em órbita.

Esta notícia deve ser especialmente empolgante para os 34,5 milhões de norte-americanos que vivem em regiões sem serviço de Internet, o que inclui tanto áreas rurais como bairros urbanos negligenciados pelos provedores.

O Starlink também pode ajudar a combater o monopólio a que muitas pessoas são submetidas, oferecendo uma segunda opção e potencialmente baixando os preços.

É possível que o mesmo serviço seja oferecido no resto do mundo em breve.

Em 2017, quando a SpaceX fez um pedido junto da FCC, a Comissão Federal de Comunicações dos EUA, no âmbito do seu plano de criar uma rede global de Internet de alta velocidade, a ONU declarou o acesso à Internet como um direito humano básico.

A SpaceX pretende oferecer serviços de banda larga de alta velocidade confiáveis e acessíveis aos consumidores nos Estados Unidos e de todo o mundo, incluindo áreas mal servidas ou actualmente não servidas pelas redes existentes”, explicou na altura Patricia Cooper, vice-presidente de assuntos espaciais da SpaceX, durante a audiência.

A SpaceX ganhou uma corrida cada vez mais competitiva para estabelecer acesso à Internet rápido, generalizado e acessível por todo o planeta. A empresa acha que esse mercado vale dezenas, senão centenas de milhares de milhões de dólares por ano.

Uma rede de satélites espacial eliminaria obstáculos e despesas de instalar tecnologias em terra. Desafios comuns associados à localização, escavação de buracos, colocação de fibra e tratamento de direitos de propriedade, por exemplo, são todos diminuídos por uma rede baseada no espaço.

Os custos mais baixos também poderiam resolver questões de acesso. Num pedido legal de Julho de 2016, a SpaceX incluiu um dado de um relatório da UNESCO afirmando que “4,2 milhares de milhões de pessoas (ou 57% da população mundial) estão offline por uma ampla gama de razões”, incluindo o facto de que a conectividade necessária não está presente ou não é acessível.

ZAP // HypeScience

Por ZAP
4 Abril, 2018

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323: A Internet quântica chegou (e não chegou)

Tony Melov / UNSW
Conceito artístico do dispositivo de porta lógica de dois qubits

As maravilhas que a Internet quântica promete são incríveis, mas usar todo o potencial quântico nas comunicações parecia algo muito teórico. Agora, os especialistas acreditam que tudo está a mudar.

Além do potencial de fornecer comunicações mais seguras, usando a estranha habilidade da natureza quântica de vincular objectos distantes e tele-transportar informações entre eles, a Internet quântica poderia, por exemplo, ligar computadores quânticos, ajudar a construir telescópios ultra potentes usando observatórios amplamente separados e estabelecer novas formas de detectar ondas gravitacionais.

Até há pouco tempo, porém, usar todo o potencial quântico nas comunicações parecia algo muito teórico. Mas os especialistas acreditam que tudo está para mudar. Alguns acreditam que, um dia, a Internet quântica irá ultrapassar a Internet como a conhecemos.

“Eu sou pessoalmente da opinião de que no futuro, a maioria – se não todas – as comunicações serão quânticas”, diz o físico Anton Zeilinger, da Universidade de Viena, que liderou uma das primeiras experiências em tele-transporte quântico, em 1997.

Tudo depende dos avanços dos próximos testes e estudos. Neste momento, uma equipa da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, está a construir a primeira rede genuinamente quântica , que irá ligar quatro cidades na Holanda.

O projecto, que será concluído em 2020, poderia ser a versão quântica da ARPANET, a rede de comunicações desenvolvida pelos militares dos EUA no final da década de 1960 que abriu o caminho para a Internet que conhecemos hoje.

Enquanto isso, um projecto à escala continental, chamado Quantum Internet Alliance, pretende expandir o experimento holandês em toda a Europa.

História quântica

A capacidade das partículas quânticas de existir em estados indefinidos – como o famoso gato de Schrödinger, vivo e morto ao mesmo tempo – já é usada há anos para melhorar a criptografia de dados. As primeiras propostas que envolviam este conhecimento quântico na comunicação são da década de 1970.

Stephen Wiesner, então jovem físico da Universidade de Columbia, em Nova York, viu potencial em um dos princípios mais básicos da mecânica quântica, um dos dois Princípios da Incerteza de Werner Heisenberg: é impossível medir uma propriedade de um sistema sem a alterar.

Assim como bits de informações convencionais, que são 0s ou 1s, as rotações de átomos isolados podem apontar para cima ou para baixo. O grande segredo das comunicações quânticas é que estes átomos podem estar em ambos os estados simultaneamente. Estas unidades de informação quântica são geralmente chamadas de bits quânticos ou qubits.

‘No Matter’ Project / Flickr
O Gato de Schrödinger, que está vivo e morto enquanto está dentro da caixa, é um dos paradigmas da Mecânica Quântica

Wiesner apontou que, como as propriedades de um qubit não podem ser medidas sem alterar o seu estado, é impossível fazer cópias exactas ou “clones” de um qubit. Caso contrário, alguém poderia extrair informações sobre o estado do qubit original sem o afectar, simplesmente medindo o seu clone.

Esta proibição tornou-se conhecida como não-clonagem quântica, e é uma benção para a segurança, porque um hacker não pode extrair informações quânticas sem deixar rasto.

Inspirados por Wiesner, em 1984, Charles Bennett, cientista de computação da IBM, e Gilles Brassard, da Universidade de Montreal, no Canadá, criaram um esquema engenhoso pelo qual dois utilizadores poderiam gerar uma chave de criptografia inquebrável, que só eles conhecessem.

Durante a transmissão das informações de um para o outro, eles podiam medir a chave e verificar que a transmissão não tinha sido perturbada pelas medidas de um espião.

Em 1989, Bennett liderou a equipa que demonstrou esta “distribuição de chave quântica” (QKD) experimentalmente. Hoje, os dispositivos QKD que utilizam esquemas semelhantes estão comercialmente disponíveis e são normalmente vendidos a organizações financeiras ou governamentais.

A ID Quantique, por exemplo, uma empresa fundada em 2001 em Genebra, na Suíça, construiu um vínculo quântico que protege os resultados das eleições suíças há mais de dez anos.

Codificação quântica

O ano passado, o satélite Micius, da China, criado pela física Jian-wei Pan, da Universidade de Ciência e Tecnologia da China, realizou algumas das demonstrações mais chamativas desta abordagem.

Usando uma variante do protocolo de Bennett e Brassard, a nave espacial criou duas chaves, enviando uma para uma estação terrestre em Pequim e outra para Viena, quando passou por cima da cidade. Um computador de bordo combinou as duas chaves secretas para criar uma nova, clássica.

Armados com as suas chaves privadas, as equipas de Viena e Pequim puderam chegar a essa chave combinada, subtraindo essencialmente a sua própria, e determinando então qual era a chave secreta do outro ponto.

Em Setembro passado, Pan e Zeilinger usaram essa abordagem para configurar a primeira conversa intercontinental de vídeo a ser assegurada com uma chave quântica.

Jian-wei Pan, C. Bickel / Science

Satélites como o Micius podem ajudar a enfrentar um dos principais desafios para garantir a comunicação quântica hoje: a distância. Os fotões necessários para criar uma chave de criptografia podem ser absorvidos pela atmosfera ou – no caso de redes terrestres – por uma fibra óptica, o que torna a transmissão quântica impraticável após alguns quilómetros.

Como os estados quânticos não podem ser copiados, não é uma opção enviar várias cópias de um qubit com a esperança de que pelo menos um chegue. Assim, actualmente, criar links QKD de longa distância requer a construção de nós confiáveis para actuar como intermediários. Satélites de passagem podem reduzir o número de nós confiáveis  necessários para conectar pontos distantes.

Pan diz que os nós confiáveis ​​já são um passo em frente para algumas aplicações, porque reduzem o número de pontos nos quais uma rede é vulnerável a ataques.

Ligações quânticas

Mas as redes que envolvem nós confiáveis ​​são apenas parcialmente quânticas. A física quântica desempenha um papel apenas na forma como os nós criam a chave de criptografia.

A criptografia e a transmissão subsequentes de informações são inteiramente clássicas. Uma verdadeira rede quântica seria capaz de aproveitar o emaranhamento e o tele-transporte para transmitir informações quânticas a longas distâncias, sem a necessidade de nós ​​confiáveis vulneráveis.

Uma das principais motivações para a construção de tais redes é permitir que os computadores quânticos conversem uns com os outros, tanto entre países como numa única sala.

O número de qubits que podem ser empacotados em qualquer sistema computacional pode ser limitado, pelo que que uma rede de sistemas pode ajudar os físicos a dimensioná-los.

“Neste ponto, é justo dizer que provavelmente seremos capaz de construir um computador quântico com talvez um par de centenas de qubits”, diz Mikhail Lukin, físico da Universidade de Harvard em Cambridge, nos EUA. “Mas além disso, a única maneira de fazer isso é usar esta abordagem modular, envolvendo comunicações quânticas”.

Numa escala maior, os pesquisadores imaginam uma nuvem de computação quântica, com algumas máquinas altamente sofisticadas acessíveis através de uma Internet quântica da maioria dos laboratórios universitários.

“A coisa mais interessante é que esta computação quântica da nuvem também é segura”, diz Ronald Hanson, físico experimental na Delft. “As pessoas no servidor não conseguem saber qual o tipo de programa que a executar e os dados que possuímos”.

Impacto científico

Os pesquisadores apresentaram uma infinidade de outras propostas para aplicações na Internet – como leilões, eleições, negociações de contratos e negociação de velocidade – que poderiam explorar os fenómenos quânticos, por serem mais rápidos ou mais seguros do que os seus equivalentes clássicos.

Mas o maior impacto de uma Internet quântica pode ser na própria ciência. A sincronização de relógios usando o emaranhamento poderia melhorar a precisão das redes de navegação da rede GPS, da escala dos metros para milímetros.

Lukin e outros cientistas propuseram usar o emaranhamento para combinar relógios atómicos distantes num único relógio com precisão amplamente melhorada, o que, diz o cientista, poderia levar a novas formas de detectar ondas gravitacionais, por exemplo.

Na astronomia, as redes quânticas podem ligar telescópios ópticos distantes em milhares de quilómetros. Este processo, chamado interferometria de linha de base muito longa, é aplicado de forma rotineira na radioastronomia, mas operar em frequências ópticas requer uma precisão de tempo que está actualmente fora de alcance.

Comunicação realmente à distância

A beleza do tele-transporte quântico é que a informação quântica tecnicamente não viaja pela rede. Os fotões que viajam são usados ​​apenas para estabelecer um link entre os dados para que a informação quântica possa ser transferida.

Se um par de fotões emaranhados não conseguir estabelecer uma ligação, outro par consegui-lo-á. Isso significa que a informação quântica não é perdida se os fotões se perderem.

Uma Internet quântica seria capaz de produzir emaranhamento a pedido entre dois utilizadores numa rede. Os cientistas pensam que isso envolverá o envio de fotões através de redes de fibra óptica e links de satélites. Mas ligar utilizadores distantes exigirá tecnologia que possa ampliar o alcance do emaranhamento – e retransmiti-lo de utilizador para utilizador, através de pontos intermédios.

Felizmente para as pessoas que ambicionam aumentar as comunicações quânticas, os requisitos para o desenvolvimento de um repetidor podem ser menos exigentes do que os necessários para um computador quântico.

Iordanis Kerenidis, investigador de computação quântica da Universidade de Paris Diderot, abordou essa questão numa conferência sobre repetidores quânticos em Seefeld, na Áustria, em Setembro do ano passado.

“Se dissermos aos experimentalistas que precisamos de mil qubits, eles vão rir-se”, diz Kerenidis. “Se lhes dissermos que precisamos de dez, bem, vão rir-se menos”.

A perspectiva de criar uma Internet quântica agora é uma questão da engenharia de sistemas. “De um ponto de vista experimental, os blocos de construção para redes quânticas já forma demonstrados”, diz Tracy Northup, física da Universidade de Innsbruck, na Áustria, cuja equipa faz parte da Aliança Pan-Europeia de Internet Quântica.

“Mas colocá-los num só lugar – todos nós vemos quão desafiante isso é”, afirma Northup.

Alguns cientistas advertem contra o excesso do potencial alcance da tecnologia. “A Internet de hoje nunca será inteiramente quântica, nem os computadores serão todos quânticos”, diz Nicolas Gisin, físico da Universidade de Genebra, na Suíça, e co-fundador da ID Quantique.

Às vezes, algo parece ser uma óptima ideia no início, mas entretanto acaba por ser facilmente realizável sem um efeito quântico”, diz Norbert Lütkenhaus, físico da Universidade de Waterloo, no Canadá, que está a ajudar a desenvolver padrões para o futuro da Internet quântica.

Só o tempo dirá se as promessas da Internet quântica se concretizarão. Sabemos que o tele-transporte é um fenómeno que, embora fisicamente possível, não ocorre na natureza, diz Zeilinger. “Isso é realmente novo para a humanidade. Pode levar algum tempo”.

(dr) THEHOLYWEB

ZAP // HypeScience / Nature

Por HS
26 Fevereiro, 2018

[vasaioqrcode]

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303: Plano mirabolante de Elon Musk vai levar Internet barata a todo o mundo

SpaceX
Foguetão lançador Falcon Heavy, da SpaceX

A companhia espacial SpaceX vai fazer mais um lançamento com o foguete Falcon 9 no próximo sábado. E a carga desta vez é muito especial.

A carga útil primária será um satélite espanhol para o seu cliente Paz.No entanto, a carga secundária é que é a interessante, uma vez que se trata de dois satélites demonstrativos que a empresa quer colocar em órbita para testar o plano de oferecer serviço de comunicação via Internet de banda larga para o mundo todo.

Os pequenos satélites – Microsat-2A e Microsat-2B – têm uma vida útil planeada de apenas 20 meses. Ambos irão conter transmissores de banda larga e, uma vez em órbita, a companhia testará a conectividade com várias estações terrestres, incluindo estações móveis e uma lista de locais que inclui os escritórios do CEO Elon Musk, como o da empresa de carros eléctricos Tesla.

A SpaceX tem mantido segredo sobre o plano para oferecer acesso à Internet generalizado. Durante uma conferência de imprensa semana passada, Musk não quis falar sobre o projecto, informalmente conhecido como Starlink.

No entanto, é difícil manter sigilo quando existem tantos documentos públicos à volta da proposta.

O que sabemos é que, nos próximos anos, a empresa espera lançar 4.255 satélites interligados de Internet de banda larga para orbitar cerca de 1120 a 1280 quilómetros acima da Terra, além de outros 7.500 em órbitas inferiores.

Os documentos de aprovação do teste de sábado sugerem que o par de satélites será enviado a uma órbita cerca de 510 quilómetros acima da Terra. Em comparação, a Estação Espacial Internacional orbita o planeta a cerca de 400 quilómetros. Também indicam que a empresa está a trabalhar com parceiros na Argentina, Noruega e Nova Zelândia.

Hoje, cerca de 1.740 satélites activos orbitam a Terra, além de 2.600 satélites mortos que estão provavelmente a flutuar no espaço. A frota planeada da SpaceX, de cerca de 12 mil satélites, seria quase três vezes maior.

A SpaceX está numa corrida cada vez mais competitiva para estabelecer acesso à Internet rápido, generalizado e acessível por todo o planeta. A empresa acha que esse mercado vale dezenas, senão centenas, de milhares de milhões de dólares por ano.

Uma rede de satélites espacial eliminaria obstáculos e despesas de instalar tecnologias em terra. Desafios comuns associados à localização, escavação de buracos, colocação de fibra e tratamento de direitos de propriedade, por exemplo, são todos diminuídos por uma rede baseada no espaço.

Os custos mais baixos também poderiam resolver questões de acesso. Num pedido legal de Julho de 2016, a SpaceX incluiu um dado de um relatório da UNESCO afirmando que “4,2 milhares de milhões de pessoas (ou 57% da população mundial) estão offline por uma ampla gama de razões”, incluindo o facto de que a conectividade necessária não está presente ou não é acessível.

O plano de Musk é oferecer ao planeta inteiro Internet com velocidade de 1 giga por segundo. A velocidade média global no final de 2015, de acordo com um relatório da empresa Akamai, era de 5,6 megabits por segundo, ou 1/170 da velocidade-alvo da SpaceX. Essa Internet poderia ser acedida através de dispositivos relativamente pequenos que Musk disse em 2015 que custariam entre 100 e 300 dólares (cerca de 80 a 242 euros).

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