1952: Para o InSight, as limpezas de poeira fornecem nova ciência

Este é o segundo “selfie” do InSight em Marte. Desde que obteve o primeiro, o “lander” removeu a sua sonda de calor e o sismómetro do convés, colocando-os à superfície de Marte; uma fina camada de poeira cobre agora o módulo.
Crédito: NASA/JPL-Caltech

Os mesmos ventos que cobrem Marte com poeira também podem soprar a poeira para longe. As catastróficas tempestades de poeira têm o potencial de terminar uma missão, como aconteceu com o rover Opportunity da NASA. Mas, com muito mais frequência, os ventos passageiros limparam os painéis solares do veículo e deram-lhe um impulso energético. Estas limpezas de poeira permitiram que o Opportunity e o seu irmão gémeo, Spirit, sobrevivessem anos para lá dos seus prazos de validade de 90 dias.

As limpezas de poeira também são esperadas para o mais recente habitante de Marte, o “lander” InSight. Dado que o módulo tem sensores meteorológicos, cada limpeza também pode fornecer dados científicos cruciais sobre estes eventos – e a missão já tem um vislumbre disso.

No dia 1 de Fevereiro, o 65.º dia marciano, ou sol, da missão, o InSight detectou um vórtice passageiro de vento (também conhecido como diabo marciano se levantar poeira e tornar-se visível; as câmaras do InSight não observaram, neste caso em específico, o vórtice). Ao mesmo tempo, os dois grandes painéis solares do “lander” sofreram duas pequenas subidas de energia – cerca de 0,7% num painel e 2,7% no outro – sugerindo que limpou uma pequena quantidade de poeira.

Estes são meros sussurros comparados com as limpezas observadas pelos rovers Spirit e Opportunity, onde as rajadas de vento que expulsavam a poeira ocasionalmente aumentavam a energia até 10% e deixavam os painéis solares visivelmente mais limpos. Mas o evento recente deu aos cientistas as suas primeiras medições de vento e poeira interagindo “em directo” à superfície marciana; nenhum dos rovers a energia solar da NASA incluíam sensores meteorológicos que registavam tantos dados continuamente. Com o tempo, os dados das limpezas de poeira podem informar o planeamento das missões alimentadas a energia solar bem como investigações sobre o modo como o vento esculpe a paisagem.

“Não fez uma diferença significativa na nossa produção de energia, mas este primeiro evento é ciência fascinante,” disse Ralph Lorenz, membro da equipa científica da missão InSight, no Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, no estado norte-americano da Maryland. “Dá-nos um ponto de partida para entender como o vento cria mudanças à superfície. Ainda não sabemos realmente quanto vento é necessário para levantar poeira em Marte.”

Os engenheiros calculam regularmente um “factor de poeira”, uma medida da quantidade de poeira que cobre os painéis, ao analisar a energia solar do InSight. Embora não tenham visto nenhuma mudança no factor de poeira aquando da passagem deste diabo marciano, viram um claro aumento na corrente eléctrica, sugerindo que limpou um pouco de poeira.

A chave para medir estas limpezas está nos sensores meteorológicos do InSight, conhecidos colectivamente como APSS (Auxiliary Payload Sensor Suite). Durante este primeiro evento de poeira, o APSS viu um aumento constante na velocidade do vento e uma queda acentuada na pressão do ar – a assinatura de um diabo marciano passageiro.

A direcção do vento mudou cerca de 180 graus, o que seria de esperar se um diabo marciano tivesse passado directamente sobre o “lander”. O APSS mediu uma velocidade máxima para o vento de 20 metros por segundo. Mas também detectou a maior queda de pressão de ar já registada por uma missão à superfície de Marte: 9 Pa (pascal), ou 13% da pressão ambiente. Esta queda de pressão sugere que podem ter havido ventos ainda mais fortes, demasiado turbulentos para os sensores registarem.

“O vento mais rápido que já medimos directamente, até agora, pelo InSight, rondou os 28 metros por segundo, de modo que o vórtice que limpou poeira dos nossos painéis solares esteve entre os ventos mais fortes que já vimos,” disse Aymeric Spiga, do Laboratório de Meteorologia Dinâmica da Universidade Sorbonne, em Paris. “Sem vórtice passageiro, os ventos estão tipicamente entre os 2 e os 10 metros por segundo, dependendo da hora do dia.”

Este levantamento de poeira ocorreu às 13:33, hora local marciana, que também é consistente com a detecção de um diabo marciano. Tanto em Marte como na Terra, os níveis mais altos de actividade de diabos de poeira são normalmente entre o meio-dia e as 3 da tarde, quando a intensidade da luz solar é mais forte e o solo está quente em comparação com o ar por cima.

O InSight pousou no dia 26 de Novembro de 2018, em Elysium Planitia, uma região ventosa do equador marciano. O “lander” já detectou muitos diabos marcianos e Lorenz disse que é provável que o módulo veja uma série de grandes limpezas de poeira ao longo da sua missão principal de dois anos.

Cada um dos painéis solares do InSight, com o tamanho de uma mesa de jantar, reuniu uma fina camada de poeira desde o pouso. A sua produção energética caiu cerca de 30% desde então, tanto devido à poeira quanto ao afastamento do planeta em relação ao Sol. Hoje, os painéis solares produzem cerca de 2700 watt-hora por sol – energia mais que suficiente para as operações diárias, que requerem cerca de 1500 watts-hora por sol.

Os engenheiros de energia da missão ainda estão à espera do tipo de limpeza que o Spirit e o Opportunity tiveram. Mas mesmo que demore a acontecer, têm energia suficiente.

Astronomia On-line
10 de Maio de 2019

 

1890: InSight captura áudio do seu primeiro sismo marciano

Esta imagem, obtida dia 19 de Março de 2019 por uma câmara do “lander” InSight da NASA, mostra a cúpula do WTS (Wind and Thermal Shield), que cobre o seu sismómetro SEIS (Seismic Experiment for Interior Structure), e como fundo a superfície marciana.
Crédito: NASA/JPL-Caltech

O módulo InSight da NASA mediu e registou, pela primeira vez, um provável sismo marciano.

O fraco sinal sísmico, detectado pelo instrumento SEIS (Seismic Experiment for Interior Structure) do “lander”, foi registado no dia 6 de Abril, o 128.º dia marciano do módulo, ou sol. Este é o primeiro tremor registado que parece ter vindo de dentro do planeta, em oposição a ser provocado por forças acima da superfície, como o vento. Os cientistas ainda estão a examinar os dados para determinar a causa exacta do sinal.

“As primeiras leituras do InSight continuam a ciência que começou com as missões Apolo da NASA,” disse Bruce Banerdt, investigador principal do Insight no JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia. “Temos estado, até agora, a recolher ruído de fundo, mas este primeiro evento oficialmente dá início a um novo campo: sismologia marciana!”

O novo evento sísmico foi pequeno demais para fornecer dados sólidos sobre o interior marciano, que é um dos principais objectivos do InSight. A superfície marciana é extremamente silenciosa, permitindo que o SEIS, o sismómetro especialmente construído do InSight, capte ruídos ténues. Em contraste, a superfície da Terra treme constantemente devido ao ruído sísmico criado pelos oceanos e pelo clima. Um evento deste tamanho ficaria perdido entre dúzias de crepitações minúsculas que ocorrem todos os dias.

“O evento do sol 128 é excitante porque o seu tamanho e maior duração encaixam no perfil de sismos detectados na superfície lunar durante as missões Apolo,” acrescentou Lori Glaze, directora da Divisão de Ciência Planetária na sede da NASA.

Os astronautas das Apolo da NASA instalaram cinco sismómetros que mediram milhares de tremores de terra enquanto operavam na Lua entre 1969 e 1977, revelando actividade sísmica no nosso satélite natural. Materiais diferentes podem alterar a velocidade das ondas sísmicas ou reflecti-las, permitindo aos cientistas usar essas ondas para aprender mais sobre o interior da Lua e modelar a sua formação. A NASA tem planos para missões tripuladas lunares até 2024, estabelecendo as bases que eventualmente permitirão a exploração humana de Marte.

O sismómetro do InSight, que o módulo colocou à superfície do planeta no dia 19 de Dezembro de 2018, permitirá aos cientistas recolher dados semelhantes sobre Marte. Ao estudarem o interior profundo de Marte, esperam aprender como outros mundos rochosos, incluindo a Terra e a Lua, se formaram.

Três outros sinais sísmicos ocorreram nos dias 14 de Março (sol 105), 10 de Abril (sol 132) e 11 de Abril (sol 133). Detectados pelos sensores mais sensíveis VBB (Very Broad Band) do SEIS, estes sinais foram ainda mais fracos do que o evento do sol 128 e de origem mais ambígua. A equipa vai continuar a estudar estes eventos para tentar determinar a sua causa.

Independentemente da sua origem, o sinal do sol 128 é um marco emocionante para a equipa.

“Há meses que esperamos por um sinal como este,” realçou Philippe Lognonné, chefe da equipa do SEIS no IPGP (Institut de Physique du Globe de Paris), França. “É tão emocionante finalmente provar que Marte ainda é sismicamente activo. Estamos ansiosos por partilhar resultados detalhados depois das nossas análises.”

A maioria das pessoas está familiarizada com terremotos na Terra, que ocorrem em falhas criadas pelo movimento das placas tectónicas. Marte e a Lua não têm placas tectónicas, mas ainda assim têm sismos – nos seus casos, provocados por um processo contínuo de arrefecimento e contracção que cria stresses. Este stress aumenta com o tempo, até que é forte o suficiente para quebrar a crosta, despoletando um sismo.

A detecção destes pequenos tremores exigiu uma enorme proeza de engenharia. Na Terra, os sismómetros de alta qualidade costumam estar selados em “cofres” subterrâneos a fim de os isolar das mudanças de temperatura e do clima. O instrumento do InSight possui várias barreiras engenhosas de isolamento, incluindo uma cobertura construída pelo JPL denominada WTS (Wind and Thermal Shield) para protegê-lo das mudanças extremas de temperatura e ventos fortes do planeta.

O SEIS superou as expectativas da equipa em termos de sensibilidade. O instrumento foi fornecido pela agência espacial francesa, CNES (Centre National d’Études Spatiales), enquanto estes primeiros eventos sísmicos foram identificados pela equipa “Marsquake Service”, liderada pelo Instituto Federal Suíço de Tecnologia.

“Estamos muito satisfeitos com esta primeira conquista e estamos ansiosos por fazer muitas medições semelhantes com o SEIS nos próximos anos,” disse Charles Yana, gerente de operações da missão SEIS no CNES.

Astronomia On-line
26 de Abril de 2019

 

1879: Um “burburinho” para o homem, um sismo em Marte. NASA pode ter captado primeiro terramoto marciano

Um sismógrafo implantado em Marte, no âmbito da missão da NASA InSight, registou o que pode ser o primeiro terramoto do planeta vermelho, anunciou a agência espacial francesa CNES.

“É formidável finalmente ter um sinal de que ainda há uma actividade sísmica em Marte”, salienta o investigador do Instituto de Física da Terra de Paris, Philippe Lognonné.

“Estávamos à espera há meses pelo nosso primeiro terramoto marciano”, acrescenta o “pai” do sismógrafo francês SEIS (Seismic Experiment for Interior Structure) que captou o potencial terramoto e que foi instalado a 19 de Dezembro de 2018 no solo de Marte, graças a um braço robótico da sonda InSight que chegou ao planeta vermelho a 26 de Novembro.

O objectivo é, através do registo de terramotos, perceber melhor a história da formação de Marte.

Mas embora o primeiro tremor “marque o nascimento oficial de uma nova disciplina: a sismologia marciana“, este foi muito fraco para fornecer dados úteis sobre o interior do planeta, de acordo com o investigador principal da InSight, Bruce Banerdt, cientista da NASA.

De acordo com os cientistas, ainda é necessário confirmar se o terramoto foi registado dentro do planeta e se não foi o efeito do vento ou de outras fontes de ruído.

Três outros sinais, mas ainda mais fracos do que este que foi registado a 6 de Abril, foram detectados nos últimos dois meses.

A NASA constata que embora “o evento sísmico” tenha sido “demasiado pequeno” para obter “dados sólidos sobre o interior marciano”, é ainda assim “excitante porque o seu tamanho e duração mais longa encaixam no perfil dos tremores da lua detectados na superfície lunar durante as missões Apolo”, como destaca a directora da Divisão de Ciência Planetária da agência espacial norte-americana, Lori Glaze.

“A superfície marciana é extremamente tranquila”, o que permitiu ao SEIS captar “burburinhos fracos”, explica a NASA, notando que “em contraste, a superfície da Terra treme constantemente com ruídos sísmicos criados pelos oceanos e pelo clima”. “Um evento deste tamanho no Sul da Califórnia perder-se-ia entre as dúzias de pequenos estalos que ocorrem todos os dias”, acrescenta a agência espacial.

A esperança dos cientistas é que este avanço nos dados recolhidos sobre Marte ajude a resolver alguns dos grandes mistérios do planeta, nomeadamente “o que aconteceu à sua atmosfera” e “o que aconteceu à água que se pensa que, em tempos, terá estado presente de uma forma muito abundante à superfície”, como evidencia o coordenador nacional da Sociedade Planetária, Miguel Gonçalves, em declarações à TSF.

Miguel Gonçalves atesta que se se provar a onda sísmica, “é particularmente interessante porque, tendo actividade sísmica no seu interior, tem dinamismo interior, o que quer dizer que temos de perceber quais são os mecanismos de aquecimento no seu interior” e “como é que é feita a transição de energia entre várias camadas do interior”.

ZAP // Lusa

Por ZAP
24 Abril, 2019

 

“Toupeira” do InSight faz uma pausa na escavação

Imagem do HP3, obtida pela câmara acoplada ao braço robótico do InSight, no dia 4 de março de 2019.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/DLR

O “lander” InSight da NASA tem uma sonda construída para martelar até 5 metros abaixo da superfície e medir o calor que vem de dentro do planeta Marte. Depois de começar a martelar no solo dia 28 de Fevereiro, a sonda de 40 cm de comprimento – parte de um instrumento chamado HP3 (Heat and Physical Properties Package) – alcançou três-quartos do caminho para fora da sua estrutura de alojamento antes de parar. Não foi observado nenhum progresso significativo após uma segunda sessão de “marteladas” no passado sábado, dia 2 de Março. Os dados sugerem que a sonda, conhecida como “toupeira”, está a 15 graus de inclinação.

Os cientistas suspeitam que tenha atingido uma rocha ou algum cascalho. A equipa esperava que houvessem relativamente poucas rochas por baixo do solo, tendo em conta o baixo número que são visíveis, à superfície, em redor do módulo de aterragem. Mesmo assim, a toupeira foi desenhada para empurrar pequenas pedras para o lado ou para as contornar. O instrumento, fornecido pelo Centro Aeroespacial Alemão (DLR), fê-lo repetidamente durante os testes antes do lançamento do InSight.

“A equipa decidiu fazer, por enquanto, uma pausa nos golpes subterrâneos, a fim de permitir que a situação seja analisada em mais detalhe e para traçar estratégias para superar este obstáculo,” escreveu Tilman Spohn, investigador principal do HP3 do DLR. Ele acrescentou que a equipa quer evitar, durante mais ou menos duas semanas, mais marteladas.

Os dados mostram que a sonda, propriamente dita, continua a funcionar como esperado: após aquecer até 28º C, mede a rapidez com que o calor se dissipa no solo. Esta propriedade, conhecida como condutividade térmica, ajuda a calibrar os sensores embutidos num cabo que ligam à parte de trás da toupeira. Assim que a toupeira fique suficientemente profunda, estes sensores podem medir o calor natural de Marte vindo de dentro do planeta, que é gerado pelo decaimento de materiais radioactivos e pela energia que sobra da formação de Marte.

A equipa vai realizar mais testes de aquecimento esta semana para medir a condutividade térmica da superfície superior. Também vão usar um radiómetro no convés do InSight para medir mudanças de temperatura à superfície. A lua de Marte, Fobos, vai passar esta semana várias vezes em frente do Sol; como uma nuvem passageira, o eclipse vai escurecer e arrefecer o solo em redor do “lander”.

Astronomia On-line
8 de Março de 2019

 

1613: InSight prepara-se para medir a temperatura de Marte

O “lander” InSight da NASA colocou a sua sonda de calor, de nome HP3 (Heat Flow and Physical Properties Package), na superfície de Marte.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/DLR

O “lander” InSight da NASA colocou o seu segundo instrumento na superfície de Marte. Novas imagens confirmam que o HP3 (Heat Flow and Physical Properties Package) foi implantado com sucesso no dia 12 de Fevereiro a cerca de 1 metro do sismómetro do InSight, que o módulo recentemente cobriu com um escudo protector. O HP3 mede o calor que se move através do subsolo de Marte e pode ajudar os cientistas a descobrir quanta energia é necessária para construir um mundo rochoso.

Equipado com um espigão auto-martelante, o instrumento vai cavar até 5 metros abaixo da superfície, mais do que qualquer missão anterior no Planeta Vermelho. Em comparação, o “lander” Viking 1 da NASA escavou 22 centímetros. O módulo de aterragem Phoenix, primo do InSight, escavou 18 cm.

“Estamos ansiosos por quebrar alguns recordes em Marte,” disse Tilman Spohn, investigador principal do HP3 do Centro Aeroespacial Alemão, que forneceu a sonda térmica para a missão InSight. “Dentro de alguns dias, vamos finalmente começar a escavar usando uma parte do nosso instrumento que chamamos de toupeira.”

O HP3 parece-se um pouco com um macaco hidráulico, mas com um tubo de metal vertical na frente para segurar a toupeira com 40 centímetros de comprimento. Um cabo liga a estrutura de suporte do HP3 ao “lander” enquanto uma corda presa no topo da toupeira possui sensores de calor para medir a temperatura do subsolo de Marte. Entretanto, os sensores de calor na própria toupeira vão medir a condutividade térmica do solo – quão facilmente o calor se move pela sub-superfície.

“A nossa sonda está construída para medir o calor que vem de dentro de Marte,” disse Sue Smrekar, vice-investigadora principal do InSight, no JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia. “É por isso que queremos colocá-la no subsolo. As temperaturas mudam à superfície, tanto das estações quanto do ciclo dia-noite, e podem adicionar ‘ruído’ aos nossos dados.”

A toupeira vai parar a cada 50 centímetro para medir a condutividade térmica do solo. Dado que o martelamento cria fricção e liberta calor, a toupeira pode arrefecer durante dois dias. De seguida, é aquecida até mais ou menos 10º C ao longo de 24 horas. Os sensores de temperatura dentro da toupeira medem a rapidez com que isto acontece, o que informa os cientistas da condutividade do solo.

Se a toupeira encontrar uma grande rocha antes de atingir pelo menos 3 metros, a equipa precisará de um ano marciano completo (dois anos terrestres) para filtrar o ruído dos seus dados. Esta é uma razão pela qual a equipa seleccionou cuidadosamente um local de aterragem com poucas pedras e porque passou semanas a escolher onde colocar o instrumento.

“Escolhemos o local de pouso ideal, quase sem rochas à superfície,” disse Troy Hudson, cientista e engenheiro que ajudou a projectar o HP3. “Isto dá-nos razão para acreditar que não há muitas rochas grandes no subsolo. Mas temos que esperar e ver o que vamos encontrar à sub-superfície.”

Independentemente da profundidade que atinja, não há como debater que a toupeira é um feito da engenharia.

“Pesa menos do que um par de sapatos, usa menos energia do que um ‘router’ Wi-Fi e precisa de escavar pelo menos 3 metros noutro planeta,” explicou Hudson. “Foi preciso muito tempo para obter uma versão que pudesse fazer dezenas de milhares de marteladas sem se partir; algumas versões anteriores falharam antes de chegar a 5 metros, mas a versão que enviámos para Marte provou a sua robustez várias vezes.”

Astronomia On-line
19 de Fevereiro de 2019

 

1574: Dois satélites da NASA estão perdidos para lá de Marte (e ninguém sabe o que aconteceu)

ATG Medialab / ESA

Dois satélites de comunicação da missão da NASA Mars Cube One, o MarCO-A e o MarCO-B, mantêm-se silenciosos além de Marte. Os especialistas neste momento não têm certeza qual a razão da interrupção nas comunicações.

Denominados WALL-E e EVE em honra do filme de animação “WALL-E”, tratam-se de aparelhos de tamanho de uma mala e de formato CubeSat. Lançados no ano passado, “parecem ter alcançado o seu limite” depois de viajarem além do Planeta Vermelho, segundo o comunicado da agência. Não há comunicação com eles há mais de um mês e os engenheiros da NASA creem que seja pouco provável que se recupere.

O MarCO-A e o MarCO-B serviram como retransmissores de comunicação durante o pouso em Marte de outra missão da NASA, da sonda InSight. O aparelho WALL-E enviou imagens impressionantes do Planeta Vermelho, enquanto o EVE realizava trabalhos de radiologia.

A última vez que o WALL-E enviou algo foi a 29 de Dezembro e o EVE a 4 de Janeiro. Segundo os cálculos da trajectória, o primeiro deve encontrar-se agora a uma distância de mais de 1,6 milhões de quilómetros de Marte e o segundo a quase 3,2 milhões de quilómetros.

Neste momento os especialistas da NASA admitem diferentes hipóteses sobre a razão da perda de contacto com a missão.

O comunicado assinalou que WALL-E tem fugas no propulsor e sugere que certos problemas com o controlo de actividade possam ter afectado a capacidade de enviar e receber comandos. Outro problema poderiam ser os sensores de luminosidade que permitem que os satélites se mantenham apontados ao Sol e recarregarem as baterias.

Em qualquer caso, inclusive se os engenheiros não conseguirem restabelecer o contacto, a NASA considera o seu trabalho bem-sucedido. “Esta missão sempre consistiu em ampliar os limites da tecnologia pequena e ver até onde podia chegar“, enquanto “os futuros CubeSats poderiam ir mais longe”, indicou o engenheiro chefe da missão Andy Klesh. “Há um grande potencial nestes pequenos aparelhos”, concluiu outro especialista, John Baker.

ZAP // Sputnik News

Por SN
10 Fevereiro, 2019

 

1571: Sismómetro do InSight tem agora um abrigo aconchegante em Marte

O “lander” InSight da NASA colocou o escudo no dia 2 de Fevereiro (sol 66). O escudo cobre o sismómetro do InSight, implantado à superfície marciana no dia 19 de Dezembro.
Crédito: NASA/JPL-Caltech

Ao longo das últimas semanas, o “lander” InSight da NASA tem vindo a fazer ajustes no sismómetro que colocou na superfície marciana no dia 19 de Dezembro. Alcançou agora outro marco, colocando um escudo abobadado sobre o sismómetro para ajudar o instrumento a recolher dados precisos. O sismómetro dará aos cientistas a primeira visão do interior profundo do Planeta Vermelho, ajudando-os a entender como este e os outros planetas rochosos são formados.

O escudo ajuda a proteger o instrumento supersensível de ser sacudido pelo vento, o que pode adicionar “ruído” aos seus dados. A forma aerodinâmica da cúpula faz com que o vento a pressione na direcção da superfície do planeta, garantindo que não tomba. A parte que toca o chão é uma “saia” feita de cota de malha e cobertores térmicos, permitindo que se acomode facilmente sobre qualquer pedra, embora existam poucas no local de aterragem do InSight.

Uma preocupação ainda maior para o sismómetro do InSight – de nome SEIS (Seismic Experiment for Interior Structure) – é a mudança de temperatura, que pode expandir e contrair molas de metal e outras partes dentro do sismómetro. No local de pouso do módulo InSight, as temperaturas flutuam cerca de 94º C ao longo de um dia marciano, ou sol.

“A temperatura é uma das nossas maiores preocupações,” diz o investigador principal do InSight, Bruce Banerdt do JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia. O JPL lidera a missão InSight e construiu o escudo. “Pense no escudo como algo que coloca por cima de um prato com comida. Impede o SEIS de aquecer demasiado durante o dia ou de arrefecer demasiado durante a noite. Em geral, queremos manter a temperatura o mais estável possível.”

Na Terra, os sismómetros são frequentemente enterrados em “cofres” a 1,2 metros no subsolo, o que ajuda a manter a temperatura estável. O InSight não pode construir um “cofre” em Marte, de modo que a missão conta com várias medidas para proteger o seu sismómetro. O escudo é a primeira linha de defesa.

Uma segunda linha de defesa é o próprio SEIS, que foi especialmente projectado para corrigir oscilações de temperatura à superfície marciana. O sismómetro foi construído de tal modo que, à medida que algumas peças se expandem e contraem, outras o fazem na direcção oposta para cancelar parcialmente esses efeitos. Adicionalmente, o instrumento é selado a vácuo numa esfera de titânio que isola o seu interior sensível e reduz a influência da temperatura.

Mas mesmo isso não é suficiente. A esfera encontra-se fechada dentro de outro recipiente isolante – uma caixa hexagonal cor de cobre que, visível durante a colocação do SEIS no solo. As paredes desta caixa têm células que prendem o ar e impedem que se mova. Marte fornece um excelente gás para este isolamento: a sua fina atmosfera é composta principalmente por dióxido de carbono, que a baixa pressão é especialmente lento a conduzir calor.

Com estas três barreiras isolantes, o SEIS está bem protegido contra o “ruído” térmico que se infiltra nos dados e mascara as ondas sísmicas que a equipa do InSight quer estudar. Finalmente, a maior parte da interferência adicional do ambiente marciano pode ser detectada pelos sensores meteorológicos do InSight, depois de filtrada pelos cientistas da missão.

Com o sismómetro no chão e coberto, a equipa do InSight está a preparar-se para a próxima etapa: a implantação da sonda de fluxo de calor, chamada HP3 (Heat Flow and Physical Properties Package), à superfície de Marte. Espera-se que tenha lugar na próxima semana.

Astronomia On-line
8 de Fevereiro de 2019

 

1494: InSight da NASA prepara-se para ouvir a “pulsação” de Marte

NASA/JPL-Caltech

A NASA publicou esta semana imagens do sismómetro da sonda espacial InSight, que se prepara para ouvir a “pulsação” do solo marciano. 

A agência espacial norte-americana descreve regularmente através da sua conta no Twitter como está a decorrer a missão da sua sonda no Planeta Vermelho, mostrando detalhadamente quase todos os passos da InSight.

O “sismógrafo foi colocado no nível mais baixo para obter uma melhor conexão com Marte.” Sinais fracos são mais fáceis de ouvir se mantivermos o ouvido perto do chão“, pode ler-se na rede social da missão.

Anteriormente, a NASA divulgou imagens de outros avanços do aparelho espacial. Em particular, no dia passado dia 5 Janeiro foi revelado que a sonda implantou a primeira ferramenta externa na superfície de Marte, um sismómetro, conseguindo deixá-lo no local para avançar com outras etapas de sua missão. “A colocação do sismómetro no chão, e em segurança, é um grande presente de Natal”, disse, na época, um cientista da NASA.

No dia 26 de Novembro, a sonda InSight atingiu finalmente atingiu a superfície de Marte e enviou à Terra as primeiras imagens tiradas no Planeta Vermelho.

A sonda aterrou em Marte ao fim de uma viagem de seis meses e meio, depois de ter sido lançada para o espaço a 5 de maio deste ano. O “lander” InSight representa o regresso das sondas à superfície de Marte depois de um interregno de seis anos, desde que a sonda Curiosity chegou à superfície do planeta em 2012.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
19 Janeiro, 2019

 

1396: Sonda da NASA captou o som do vento em Marte. Já ouviu?

A InSight aterrou no Planeta Vermelho a 26 de Novembro e tem como missão estudar o interior de Marte.

Um dos painéis solares da sonda
© NASA/JPL-Caltech/REUTERS

São os primeiros “sons” dos ventos de Marte ouvidos na Terra. Os sensores da sonda InSight, que aterrou no Planeta Vermelho a 26 de Novembro, registaram a 1 de Dezembro o murmúrio causado pelas vibrações do vento, que a NASA estima soprasse a 5 ou 7 metros por segundo, de noroeste para sudoeste.

“Captar este áudio foi um prazer não planeado”, disse Bruce Banert, o principal investigador da InSight no Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena, citado no comunicado de imprensa da NASA. “Mas um dos aspectos da nossa missão é dedicado a medir o movimento em Marte e, naturalmente, isso inclui o movimento causado por ondas sonoras”, referiu.

O som original (a NASA recomenda que use um sub-woofer ou auriculares para conseguir ouvi-lo).

Nesta segunda versão, duas oitavas acima, o som torna-se mais audível.

De acordo com a NASA, dois sensores detectaram as vibrações do vento na InSight: um sensor de pressão do ar no interior da sonda e um sismómetro que está na parte de cima. Ambos gravam o som do vento de diferentes formas. O primeiro directamente, o segundo captando as vibrações causadas pelo vento a mover-se pelos painéis solares (cada um mede 2,2 metros de diâmetro).

O sismógrafo será colocado dentro de algumas semanas directamente na superfície de Marte e coberto por um escudo para o proteger do vento, deixando de “ouvir” o vento. Conseguirá detectar o movimento da sonda, através do solo do planeta, assim como outras vibrações, que permitirão perceber melhor o que se esconde debaixo da superfície.

A missão InSight, que deve durar dois anos, pretende dar respostas sobre a evolução da formação dos planetas rochosos do Sistema Solar, incluindo a Terra, ao estudar o tamanho, a espessura e a densidade do núcleo, manto e crosta de Marte e a temperatura interior do planeta.

A sonda aterrou em Marte ao fim de uma viagem de seis meses e meio, representando o regresso à superfície de Marte depois de um interregno de seis anos, desde que a sonda Curiosity chegou à superfície do planeta em 2012.

Diário de Notícias
Susana Salvador
08 Dezembro 2018 — 20:29

 

“Lander” InSight aterra em Marte

– Aterragem se fosse na Terra… Amartagem quando é em Marte…. correcto…?

O instrumento IDC (Instrumento Deployment Camera), localizado no braço robótico do “lander” InSight da NASA, obteve esta imagem da superfície marciana no dia 26 de Novembro, o mesmo dia em que aterrou no Planeta Vermelho. A cobertura transparente da câmara ainda está presente, para impedir partículas levantadas durante a aterragem de assentarem na lente da câmara. Esta imagem foi transmitida para a Terra via Mars Odyssey, actualmente em órbita.
Crédito: NASA/JPL-Caltech

Marte acaba de receber o seu mais novo residente robótico. O “lander” InSight (Interior Exploration using Seismic Investigations, Geodesy and Heat Transport) da NASA pousou com sucesso no Planeta Vermelho depois de uma viagem de quase sete meses e 458 milhões de quilómetros a partir da Terra.

A missão de dois anos do InSight será a de estudar o interior profundo de Marte para aprender como todos os corpos celestes com superfícies rochosas, incluindo a Terra e a Lua, se formaram.

O InSight foi lançado a partir da Base Aérea de Vandenberg, no estado norte-americano da Califórnia, no dia 5 de maio. O veículo aterrou ontem, dia 26 de Novembro, perto do equador marciano no lado oeste de uma planície chamada Elysium Planitia, com um sinal afirmando uma sequência completa de pouso, aproximadamente às 20:00 (hora portuguesa).

“Hoje, aterrámos com sucesso em Marte pela oitava vez na história humana,” comenta Jim Bridenstine, administrador da NASA. “O InSight vai estudar o interior marciano e ensinar-nos ciência valiosa enquanto nos preparamos para enviar astronautas à Lua e depois até Marte. Esta conquista representa a engenhosidade dos EUA e dos nossos parceiros internacionais e serve como um testemunho da dedicação e perseverança da nossa equipa. O melhor da NASA ainda está por vir, e está chegando em breve.”

O sinal de aterragem foi transmitido para o JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, via um dos dois pequenos CubeSats experimentais MarCO (Mars Cube One), lançados no mesmo foguetão que o InSight e que seguiram a nave até Marte. São os primeiros CubeSats enviados para o espaço profundo. Depois de realizar com sucesso uma série de comunicações e experiências de navegação em voo, os gémeos MarCOs foram posicionados para receber transmissões durante a entrada, descida e aterragem do InSight.

De Rápido a Lento

“Nós atingimos a atmosfera marciana a 19.800 km/h, e toda a sequência de tocar na superfície levou apenas seis minutos e meio,” comenta Tom Hoffman, gestor do projecto InSight no JPL. “Durante esse curto espaço de tempo, o InSight teve que executar autonomamente dúzias de operações e fazê-las sem falhas – e, por todas as indicações, é exactamente isso que a nossa nave fez.”

A confirmação de um pouso bem-sucedido não é o fim dos desafios de aterrar no Planeta Vermelho. A fase de operações de superfície do InSight começou um minuto após a aterragem. Uma das suas primeiras tarefas foi abrir os seus dois painéis solares decagonais, que fornecerão energia. Esse processo começou 16 minutos depois da aterragem e demorou outros 16 minutos para ser concluído.

A equipa da missão InSight também já recebeu a confirmação de que os painéis solares do “lander” foram abertos com sucesso. A verificação veio através da sonda Mars Odyssey da NASA, actualmente em órbita do planeta. Esse sinal chegou cerca de cinco horas e meia depois da aterragem.

“O veículo é alimentado a energia solar, de modo que a abertura dos painéis e consequente operação é muito importante,” comenta Hoffman. “Com os painéis a fornecerem a energia que precisamos para começar as operações científicas, estamos a caminho de investigar minuciosamente, e pela primeira vez, o interior de Marte.”

O InSight vai começar a recolher dados científicos na primeira semana após a aterragem, embora as equipas se concentrem principalmente em preparar os instrumentos do InSight no solo marciano. Pelo menos dois dias após o pouso, a equipa de engenharia começará a usar o braço robótico de 1,8 metros para tirar fotos da paisagem.

“A aterragem foi emocionante, mas estou ansioso pela perfuração,” realça Bruce Banerdt, investigador principal do InSight no JPL. “Quando obtivermos as primeiras imagens, as nossas equipas de engenharia e ciência começarão a planear onde implantar os nossos instrumentos científicos. Dentro de dois ou três meses, o braço colocará os instrumentos científicos principais, o SEIS (Seismic Experiment for Interior Structure) e o HP3 (Heat Flow and Physical Properties Package)”.

O InSight vai operar à superfície durante um ano marciano, mais 40 dias marcianos, ou sols, até 24 de Novembro de 2020. Os objectivos da missão dos dois pequenos MarCOs, que transmitiram a telemetria do InSight, foram concluídos após o “flyby” por Marte.

“Este é um salto gigantesco para os nossos intrépidos exploradores robóticos do tamanho de uma mala,” afirma Joel Krajewski, gestor do projecto MarCO no JPL. “Penso que os CubeSats têm um grande futuro além da órbita terrestre, e a equipa MarCO está feliz por pavimentar esse caminho.”

Com a aterragem do InSight em Elysium Planitia, a NASA conseguiu aterrar com sucesso um veículo no Planeta Vermelho oito vezes.

“Cada aterragem marciana é intimadora, mas agora com o InSight em segurança à superfície, vamos poder fazer um tipo único de ciência em Marte,” acrescenta Michael Watkins, director do JPL. “Os experimentais CubeSats MarCo também abriram uma nova porta para as espaço-naves planetárias mais pequenas. O sucesso destas duas missões únicas é um tributo às centenas de talentosos engenheiros e cientistas que depositaram o seu génio e trabalho em fazer deste um grande dia.”

Astronomia On-line
27 de Novembro de 2018

 

1341: O InSight da NASA aterrou com sucesso em Marte (e já mandou fotografias)

Kevin Gill / Flickr

A sonda que vai estudar o interior de Marte aterrou na segunda-feira no planeta, anunciou a agência espacial norte-americana NASA.

A aterragem, pouco antes das 20h00 de Lisboa, foi aplaudida no centro de controlo da missão InSight, na Califórnia.

Momentos depois, a sonda enviou para a Terra a primeira fotografia da superfície de Marte, uma imagem pouca nítida devido provavelmente à poeira causada pelo seu impacto.

A NASA aguarda agora actualizações de informação dada pelos satélites em redor do planeta para confirmar se a InSight aterrou no local previsto, uma ampla planície, a Elysium Planitia.

A missão InSight, que tem uma duração de dois anos, pretende dar respostas sobre a evolução da formação dos planetas rochosos do Sistema Solar, incluindo a Terra, ao estudar o tamanho, a espessura e a densidade do núcleo, manto e crosta de Marte e a temperatura interior do planeta.

O trabalho do InSight é estudar o interior profundo de Marte, obtendo os sinais vitais do planeta. A obtenção desses sinais vai ajudar a equipa científica da missão InSight a vislumbrar uma época em que os planetas rochosos do Sistema Solar se formaram. As investigações vão depender de três instrumentos:

Um sismógrafo com seis sensores, de nome SEIS (Seismic Experiment for Interior Structure), vai registar ondas sísmicas que viajam pela estrutura interior do planeta. O estudo das ondas sísmicas vai dizer aos cientistas o que poderá estar a criá-las.

A suite HP3 (Heat Flow and Physical Properties Package) vai escavar mais fundo do que qualquer outra pá, broca ou sonda em Marte antes de medir quanto calor está a ser emanado para fora do planeta.

Finalmente, a experiência RISE (Rotation and Interior Structure Experiment) vai usar os rádios do veículo para avaliar a oscilação do eixo de rotação de Marte, fornecendo informações sobre o núcleo do planeta.

A sonda aterrou em Marte ao fim de uma viagem de seis meses e meio, depois de ter sido lançada para o espaço a 5 de maio deste ano.

O InSight representa o regresso das sondas à superfície de Marte depois de um interregno de seis anos, desde que a sonda Curiosity chegou à superfície do planeta em 2012.

ZAP // Lusa

Por ZAP
27 Novembro, 2018