3078: Tesouro viking que poderia reescrever a História foi roubado

HISTÓRIA

(dr) Michael Zeno Diemer (1911)

Dois homens encontraram um tesouro viking avaliado em três milhões de libras (cerca de 3,5 milhões de euros) que podia fornecer novas informações sobre a criação de Inglaterra como um único reino.

George Powell e Layton Davies, dois “detectives de metais”, desenterraram em 2015 cerca de 300 moedas num campo em Eye, na região inglesa de Herefordshire, não declararam a descoberta e venderam-na.

Agora, de acordo com o Diário de Notícias, foram condenados por roubo e por ocultar a descoberta, assim como os revendedores. Powell foi condenado a 10 anos de prisão, enquanto Davies foi condenado a 8,5 anos, de acordo com o Newsweek.

Em causa estava um tesouro viking avaliado em três milhões de libras (cerca de 3,5 milhões de euros) que incluía um anel de ouro do século IX, uma bracelete com a cabeça de um dragão, outros objectos e 31 moedas. Algumas jóias foram recuperadas.

Em declarações à BBC, vários especialistas disseram que as moedas, que são saxónicas e que se crê terem sido escondidas por um viking, poderão ajudar a reescrever a história. “Estas moedas permitem-nos reinterpretar a nossas história num momento fundamental da criação de Inglaterra como um único reino”, afirmou Gareth Williams, curador das primeiras moedas medievais do British Museum.

As moedas recuperadas foram emitidas por dois reinos vizinhos no final do século IX, Wessex e Mercia, o que poderá indiciar uma aliança que antes não se pensava existir entre os respetivos reis. Na altura, Wessex era governado por Alfred, o Grande, e Mércia por Ceolwulf II, que “desapareceu da história sem deixar rasto” quando o tesouro foi enterrado por volta de 879. “O que as moedas mostram, apesar de possíveis dúvidas, é que havia realmente uma aliança entre Alfred e Ceolwulf”, disse.

“Esta é uma descoberta de importância nacional a partir de um momento chave na unificação de Inglaterra e aconteceu justamente no momento em que os vikings estavam a lançar um forte ataque”, disse Gareth Williams, que acredita que o tesouro foi enterrado por um viking. “Provavelmente foi enterrado para preservá-lo de outros vikings e anglo-saxónicos e por qualquer motivo a pessoa que o enterrou não conseguiu voltar a recuperá-lo”, rematou.

ZAP //

Por ZAP
22 Novembro, 2019

 

1030: Restos de continente desaparecido provam ligação de França a Inglaterra

CIÊNCIA

Cientistas da Universidade de Plymouth (Reino Unido) determinaram que o actual território continental britânico se formou como resultado da fusão de três massas terrestres há milhões de anos, diz um estudo publicado na revista Nature Communications.

Até agora, cientistas acreditavam que a actual Inglaterra, País de Gales e Escócia surgiram como resultado da fusão do antigo micro-continente Avalónia com uma massa de terra que se desprendeu da Laurência, também conhecido como cratão norte-americano, há mais de 400 milhões de anos atrás.

Porém, os autores do novo estudo, publicado na sexta-feira na revista Nature, afirmam que a Armórica, um antigo continente situado na parte noroeste da actual França, também fez parte da formação do actual território continental britânico.

A conclusão dos cientistas baseou-se nos resultados de análises feitas às rochas vulcânicas com 300 milhões de anos, encontradas no extremo sudoeste de Inglaterra.

University of Plymouth / THe Guardian; Giuseppe Milo / Flickr
O sul do País de Gales partilha características geológicas com o noroeste da França

Após comparar os resultados obtidos com outros estudos, os especialistas descobriram que estas rochas têm as mesmas características que as localizadas no noroeste de França, características que não são tão evidentes no resto do Reino Unido.

“Há cerca de 10 mil anos, podíamos caminhar de Inglaterra até França, sempre soubemos isso”, disse o autor da pesquisa, Arjan Dijkstra, citado pelo The Guardian. “Mas esta descoberta mostra que, milhões de anos antes disso, os laços entre os dois territórios seriam ainda mais fortes“, sublinhou o pesquisador.

Por ZAP
17 Setembro, 2018

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