2779: Índia a 1078 km/h. Hyperloop arranca em 2020

TECNOLOGIA

O Hyperloop é uma nova forma de viajar, rápida e pouco poluente. O projecto para a Índia deverá arrancar já no final de 2020 e pode deslocar pessoas a 1078 km/h.

Actualmente, viajar a cerca de 1000 quilómetros por hora só é possível de avião. No entanto, as emissões poluentes dos motores deste transporte são, cada vez mais, uma preocupação dos Governos de diversos países. Essa preocupação leva à procura de soluções alternativas mais amigas do ambiente.

Uma das soluções encontradas é o Hyperloop, um transporte que tem como objectivo deslocar passageiros e mercadorias em cápsulas pressurizadas que levitam magneticamente num tubo em vácuo. O Hyperloop vai permitir viajar a velocidades superiores às de um avião comercial, mas com um menor gasto de energia e sem poluir.

A ideia do Hyperloop One partiu do multimilionário e CEO da Tesla Elon Musk, mas nunca surgiu um cliente… pelo menos, até agora. De acordo com Jay Walder, o CEO da Virgin Hyperloop One (a alteração da denominação da empresa seguiu-se à entrada de Richard Branson e da Virgin, em 2017), adquiriu um Hyperloop para ligar Bombaim a Pune (separadas por estrada em cerca de 150 quilómetros), estando as escavações agendadas para o final de 2020.

Segundo o Observador, para já, serão apenas construídos 12 quilómetros de tubo, em que a levitação magnética se destina a reduzir o atrito e a aumentar o conforto, para depois o vácuo no seu interior anular a resistência ao avanço.

Caso tudo funcione como previsto, o resto do percurso será finalizado, para que as deslocações entre as duas cidades seja possível a uma velocidade de 1078 km/h. O topo do tubo deverá ser revestido por painéis solares para que se reduzam as emissões nocivas ao ambiente.

Depois de Musk ter publicado todos os dados recolhidos pela sua equipa de desenvolvimento em 2013, encorajando outros a abraçar esta tecnologia, foram várias as empresas que se interessaram nesta forma de viajar, com destaque para a Virgin Hyperloop One e a sua principal concorrente, a Hyperloop Technologies.

ZAP //

Por ZAP
5 Outubro, 2019

 

2775: Guerra nuclear entre Índia e Paquistão poderia matar 100 milhões e provocar arrefecimento global

AMBIENTE

rclarkeimages / Flickr

Um estudo criado por investigadores mostra como uma guerra entre a Índia e o Paquistão causar a morte de 100 milhões de mortes, ao que se seguiria a fome em massa a nível global à medida e um novo período de arrefecimento no planeta, com temperaturas não vistas desde a última Era Glacial.

Num artigo publicado quarta-feira, citado pelo Raw Story, os cientistas relatam um cenário criado para o ano 2025, no qual militantes atacam o parlamento indiano, matando a maioria dos seus líderes. Nesse mesmo cenário, Nova Deli retalia, enviando tanques para a parte de Caxemira controlada pelo Paquistão.

Temendo ser invadida, Islamabade atinge as forças invasoras com armas nucleares, desencadeando uma troca crescente – que se torna o conflito mais mortal da História – e envia milhões de toneladas de fumo negro e espesso para a atmosfera.

Este cenário projectado pelos investigadores surge num momento de renovadas tensões entre os dois países, que travaram várias guerras pelo território de maioria muçulmana de Caxemira, e que estão a construir arsenais atómicos. Cada país tem já cerca de 150 ogivas nucleares à sua disposição e o número deverá subir para mais de 200 em 2025.

“A Índia e o Paquistão continuam em conflito por Caxemira e todos os meses lemos sobre pessoas a morrer ao longo da fronteira”, disse à AFP o professor de Ciências Ambientais da Rutgers University, Alan Robock, em dos autores do artigo.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, abandonou em Agosto a autonomia da parte da Caxemira controlada por Nova Deli, com o seu homólogo paquistanês, Imran Khan, a avisar que a disputa poderia transformar-se numa guerra nuclear.

Pierre J. / Flickr

O último conflito na fronteira dois países ocorreu em Fevereiro, terminando depois de o Paquistão devolver à Índia o corpo de um piloto abatido.

Arrefecimento catastrófico

Tendo por a população actual e os centros urbanos – que provavelmente seriam alvos -, os investigadores estimaram que até 125 milhões de pessoas poderiam ser mortas se fossem usadas armas de 100 quilotons – seis vezes mais potentes que as bombas lançadas em Hiroshima. Durante a 2.ª Guerra Mundial, foram mortas entre 75 e 80 milhões de pessoas.

A pesquisa constatou que tempestades de fogo em massa desencadeadas pelas explosões das armas nucleares poderiam liberar entre 16 a 36 milhões de toneladas de fuligem (carbono preto) na atmosfera, que se espalhariam pelo mundo em semanas.

Essa fuligem, por sua vez, absorveria a radiação solar, aquecendo o ar e aumentando a fumaça. A luz solar que atinge a Terra diminuiria de 20 a 35%, arrefecendo a superfície de entre dois a cinco graus Celsius e reduzindo a precipitação em 15 a 30%.

A isso se seguiria a escassez mundial de alimentos, com os seus efeitos a persistir durante aproximadamente uma década.

“Espero que nosso trabalho faça as pessoas perceberem que não se podem usar armas nucleares. São armas de genocídio em massa”, indicou ainda Alan Robock à AFP, acrescentando que as evidências do estudo apoiam o Tratado da ONU, de 2017, sobre a Proibição de Armas Nucleares.

TP, ZAP //

Por TP
4 Outubro, 2019

 

2612: Índia já localizou módulo lunar perdido (mas não conseguiu retomar comunicações)

CIÊNCIA

A Índia já localizou a sonda que enviou para a lua, incontactável desde sexta-feira. O módulo Vikram foi encontrado no pólo sul lunar, mas não foi possível determinar se está a funciona.

O anúncio foi feito esta terça-feira a Organização Indiana de Investigação Espacial, responsável pela missão da missão Chandrayaan-2.

Os especialistas admitem que a nave que transportava a sonda possa ter descido mais depressa do que o calculado, acabando por pousar de forma brusca no solo lunar. Seguiu o trajecto calculado até aos últimos segundos da viagem, mas quando estava prestes a alunar perdeu todas as comunicações com a terra.

A Organização Indiana de Investigação Espacial não revelou se o Vikram se despenhou ou se está danificado. No Twitter, apenas afirma que as todas as comunicações com a sonda continuam cortadas e que estão a ser feitos “todos os esforços” para as recuperar”.

@isro

#VikramLander has been located by the orbiter of #Chandrayaan2, but no communication with it yet.
All possible efforts are being made to establish communication with lander.#ISRO

Apesar do desfecho da missão Chandrayaan-2, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi assegurou que o país vai continuar a investir no seu programa espacial. Os cientistas “deram o seu melhor” e deixaram o país orgulhoso. “Estes são momentos para sermos corajosos e corajosos seremos”, afirmou Modi.

A primeira missão da Índia à lua foi realizada em 2008. Entre 2013 e 2014, o país colocou um satélite em órbita ao redor de Marte, tendo esta sido a sua primeira missão interplanetária.

O Vikram tinha como missão explorar o planalto localizado entre as crateras Manzinus-C e Simpelius-N para tentar encontrar os depósitos de água detectados pelas missões orbitais que a agência espacial indiana realizou anteriormente.

Mas a missão deu problemas desde o início: foi abortada uma hora antes do lançamento e só dias mais tarde os especialistas conseguiram corrigir os problemas técnicos e enviar a nave para a lua.

Apesar de ter perdido as comunicações com o módulo Vikram, a índia assume-se como o quarto país a alunar, depois dos Estados Unidos, Rússia e China. Os Estados Unidos, que assinalam este ano o 50º aniversário da missão que levou Neil Armstrong e Buzz Aldrin à Lua, estão a preparar uma nave espacial tripulada que deverá ser enviada ao pólo sul da superfície lunar até 2024.

“Agora somos o primeiro país a pousar o pólo sul da Lua. Parabéns à equipa. Espero que possamos entrar em contacto com a sonda Vikram em breve”, escreveu a Organização Indiana de Investigação Espacial no Twitter.

Esta foi a missão espacial mais ambiciosa do país, com um custo total de 125 milhões de euros. Num país em que 1,3 mil milhões de pessoas são pobres e que tem uma das maiores taxas de mortalidade infantil, há quem tenha questionado o custo da missão.

ZAP //

Por ZAP
10 Setembro, 2019

 

2595: Índia fracassa na missão de se tornar o quarto país a chegar à lua

CIÊNCIA

Stuart Rankin / Flickr

A agência espacial indiana anunciou, esta sexta-feira, ter perdido o contacto com a sua sonda espacial quando esta se preparava para alunar.

“A descida da sonda Vikram estava a decorrer conforme previsto”, explicou o presidente da agência espacial (ISRO), K. Sivan, na sala de controlo de Bangalore (sul da Índia). “Em seguida, a comunicação entre o aparelho e o controlo de solo foi perdida. Os dados estão a ser analisados”, acrescentou.

A Índia tentou ser a quarta nação do mundo a conseguir pousar um aparelho na lua, depois da União Soviética, Estados Unidos e China. Seria a primeira a pousar no pólo sul lunar, uma zona totalmente inexplorada.

Na estação de controlo, localizada em Bangalore, esteve o primeiro-ministro da Índia. “Há altos e baixos na vida. Estamos orgulhosos dos nossos cientistas”, afirmou Narendra Modi aos cientistas.

A primeira missão da Índia à Lua foi realizada em 2008 e, entre 2013 e 2014, o país colocou um satélite em órbita ao redor de Marte, tendo esta sido a sua primeira missão interplanetária.

Os Estados Unidos, que assinalam este ano o 50º aniversário da missão que levou Neil Armstrong e Buzz Aldrin à Lua, estão a preparar uma nave espacial tripulada que deverá ser enviada ao pólo sul da superfície lunar até 2024.

ZAP // Lusa

Por ZAP
7 Setembro, 2019

artigos relacionados: https://inforgom.pt/eclypsespacenews/2019/09/07/centro-de-controlo-perde-o-contacto-com-a-vikram-momentos-antes-da-alunagem/

 

2587: Centro de controlo perde o contacto com a Vikram momentos antes da alunagem

A nave espacial indiana Vikram interrompeu esta sexta-feira as comunicações com o centro de controlo segundos antes de concretizar a alunagem. De acordo com o presidente da Organização Indiana de Pesquisa Espacial, as operações decorreram com normalidade na aproximação à Lua até à altitude de 2,1 quilómetros do solo mas, posteriormente, o contacto com o aparelho perdeu-se. “Estamos a analisar os dados”, anunciou K Sivan.

Através de uma mensagem colocada na rede social Twitter, o presidente da ìndia, Narendra Modi, afirmou que o país “está orgulhoso dos seus cientistas” e sublinhou que “deram o seu melhor”. A rematar a mensagem, Modi acrescentou: “Há momentos para se ser corajoso e seremos corajosos”.

Caso a missão tivesse tido sucesso, a Índia passaria a ser o quarto país a aterrar na lua depois da Rússia, dos Estados Unidos e da China. Esta seria, também, a primeira missão científica lançada à região do pólo sul da lua, uma zona que nunca foi explorada.

O módulo “Vikram”, contendo o rover “Pragyaan” no seu interior, tinha a descida prevista entre a 1h00 e as 2h00 da madrugada deste sábado, 7 de Setembro, e a alunagem na superfície lunar aconteceria meia-hora mais tarde, entre a 1h30 e as 2h30.

msn notícias
Expresso
06/09/2019

 

2565: Chandrayaan-2. Módulo de alunagem indiano separou-se com sucesso de nave orbital

Stuart Rankin / Flickr

O módulo de alunagem da missão não tripulada da Índia à Lua separou-se esta segunda-feira da nave orbital, ficando a cerca de 100 quilómetros da superfície lunar, onde se espera que aterre no dia 7 deste mês.

A agência espacial indiana afirmou que todos os sistemas da missão Chandrayaan-2 estão a trabalhar sem problemas depois da manobra que separou o módulo de alunagem do topo da nave, que partiu do sul da Índia a 22 de Julho.

Numa missão com um custo equivalente a cerca de 130 milhões de euros, a primeira alunagem de uma missão indiana deverá acontecer num terreno plano para estudar depósitos de água detectados em 2008 pela Chandrayaan-1, que se ficou pela órbita lunar.

O director da Organização de Investigação Espacial Indiana, K. Sivan, descreveu a alunagem como “15 minutos aterradores”, aludindo à complexidade técnica da operação.

Depois dos Estados Unidos, Rússia e China, a Índia, que quer mandar humanos para o espaço em 2022, será o quarto país a conseguir aterrar na Lua.

Os Estados Unidos, que assinalam este ano o 50º aniversário da missão que levou Neil Armstrong e Buzz Aldrin à Lua, estão a preparar uma nave espacial tripulada que deverá ser enviada ao pólo sul da superfície lunar até 2024.

A primeira missão da Índia à Lua foi realizada em 2008 e, entre 2013 e 2014, o país colocou um satélite em órbita ao redor de Marte, tendo esta sido a sua primeira missão interplanetária. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, disse que o país demonstrou a sua capacidade como potência espacial quando testou com sucesso uma arma anti-satélite, em Março passado.

Num país em que 1,3 mil milhões de pessoas são pobres e que tem uma das maiores taxas de mortalidade infantil, há quem questione milhões investidos na missão.

ZAP // Lusa

Por ZAP
2 Setembro, 2019

 

2485: Novo estudo adensa mistério sobre “Lago dos Esqueletos” nos Himalaias

CIÊNCIA

markhorrell / Flickr
Himalaias

Esqueletos humanos encontrados no lago Roopkund, na Índia, pertenceram a pessoas de origens várias, algumas do Mediterrâneo, que morreram em eventos separados por mil anos.

O lago Roopkund, na Índia, é famoso por terem sido descobertos nas suas margens centenas de esqueletos, que estudos vieram indicar que eram muito mais antigos do que inicialmente se supunha.

Agora, segundo um estudo publicado esta terça-feira na revista Nature Communications, conclui-se que os esqueletos pertenciam a grupos geneticamente distintos que morreram em vários momentos e em pelo menos dois episódios separados por mil anos.

O estudo envolveu uma equipa internacional de 28 investigadores, de instituições da Europa mas também dos Estados Unidos e da Índia.

Situado a mais de cinco mil metros de altitude, nas montanhas dos Himalaias, o lago sempre intrigou os cientistas, que não entendem a presença de centenas de restos de esqueletos nas margens do também conhecido como “Lago dos Esqueletos”.

“O Lago Roopkund é há muito tempo alvo de especulações sobre quem eram esses indivíduos, o que os levou ao lago e como é que eles morreram”, disse um dos autores do artigo, Niraj Rai, do Instituto Birbal Sahri de Paleociências, em Lucknow, na Índia, que há muito trabalha nos esqueletos de Roopkund.

Agora, análises de ADN revelam uma história ainda mais complexa, mostrando que os esqueletos derivam de pelo menos três grupos genéticos distintos, depois de feita a sequenciação genética completa de 38 indivíduos.

O primeiro grupo é composto por 23 indivíduos com ancestrais relacionados com as pessoas da actual Índia, que não parecem pertencer a uma única população. O segundo maior grupo é formado por 14 indivíduos com ascendência mais relacionada a pessoas que hoje vivem no Mediterrâneo oriental, especialmente na actual Grécia. E o terceiro tem uma ancestralidade mais típica da que é encontrada no Sudeste Asiático.

A presença de indivíduos com ancestrais no Mediterrâneo, sugerem os especialistas, indica que o Lago Roopkund não tinha apenas um interesse local mas antes atraía visitantes de várias partes do mundo. A análise da dieta alimentar também confirmou as diversas origens, disseram os responsáveis.

E explicaram ainda que a datação por carbono permitiu perceber que os esqueletos não são da mesma altura, como se supunha inicialmente, e que o primeiro grupo genético provém de um período entre os séculos VII e X e os outros dois de um período posterior, entre os séculos XVII e XX.

“Ainda não está claro o que trouxe estes indivíduos para o Lago Roopkund ou como eles morreram”, disse Niraj Rai.

“Através do uso de análises biomoleculares, como ADN antigo, reconstrução dietética por isótopos estáveis, e datação por radio-carbono, descobrimos que a história do Lago Roopkund é mais complexa do que imaginávamos, e levanta-se a questão impressionante de como migrantes do Mediterrâneo oriental, que têm um perfil de ancestralidade que é hoje extremamente atípico da região, morreram neste local há apenas algumas centenas de anos” disse outro dos autores do estudo, David Reich, da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, Estados Unidos.

ZAP // Lusa

Por Lusa
21 Agosto, 2019

 

2354: Índia lança missão lunar Chandrayaan-2

Marshall Space Flight Center / NASA

A Organização de Investigação Espacial da Índia (ISRO) lançou hoje a nave não tripulada ‘Chandrayaan-2’, que deverá alunar a 6 ou 7 de Setembro, depois de permanecer na órbita da Lua.

A ‘Chandrayaan-2‘ “permanecerá em órbita circular de 100 quilómetros em torno da Lua e, quando o momento for oportuno, o módulo de alunagem deixará a órbita”, disse o chefe da missão, Kailasavadivoo Sivan.

A nave indiana, com 3,8 toneladas, integra um robô que irá explorar a superfície lunar e que, durante a sua vida útil, irá percorrer 500 metros, assim como um módulo que estará em órbita durante um ano.

Depois da ‘Chandrayaan-2’, a Índia pretende tornar-se o quarto o país a enviar humanos ao espaço, missão que pretende realizar até 2022.

Os Estados Unidos, que assinalam este ano o 50º aniversário da missão que levou Neil Armstrong e Buzz Aldrin à Lua, estão a preparar uma nave espacial tripulada que deverá ser enviada ao pólo sul da superfície lunar até 2024.

A primeira missão da Índia à Lua foi realizada em 2008 e, entre 2013 e 2014, o país colocou um satélite em órbita ao redor de Marte, tendo esta sido a sua primeira missão interplanetária.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, disse que o país demonstrou a sua capacidade como potência espacial quando testou com sucesso uma arma anti-satélite, em Março passado, estando ao nível dos Estados Unidos da América, da Rússia e da China.

Num país em que 1,3 mil milhões de pessoas são pobres e que tem uma das maiores taxas de mortalidade infantil, há quem questione os mais de 125 milhões de euros que custa ‘Chandrayaan-2’.

ZAP // Lusa

Por Lusa
22 Julho, 2019

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2313: Índia cancela lançamento de missão à Lua

Foi detectado um “problema técnico” no sistema do veículo de lançamento. A nave não tripulada ‘Chandrayaan-2’ deveria alunar em 6 ou 7 de Setembro.

© D.R.

A Índia cancelou o lançamento da segunda missão do país à Lua, para explorar a composição mineral e possibilidade de existência de água no pólo sul lunar, foi hoje anunciado.

A missão ‘Chandrayaan-2’ foi cancelada menos de uma hora antes do horário previsto de lançamento, 22:21 de hoje em Lisboa, 02:51 de segunda-feira na base de Sriharikota, no estado de Andhra Pradesh.

De acordo com o porta-voz da Organização de Investigação Espacial da Índia (IRSO), citado pela agência Associated Press, foi detectado um “problema técnico” no sistema do veículo de lançamento, de 640 toneladas.

A mesma fonte referiu que será anunciada em breve uma nova data para lançamento da missão à Lua.

A nave não tripulada ‘Chandrayaan-2’ deveria alunar em 06 ou 07 de Setembro, depois de permanecer na órbita da Lua.

A nave indiana, com 3,8 toneladas, integra um robô que irá explorar a superfície lunar e que, durante a sua vida útil, irá percorrer 500 metros, assim como um módulo que estará em órbita durante um ano.

Depois da ‘Chandrayaan-2’, a Índia pretende tornar-se no quarto o país a enviar humanos ao espaço, missão que pretende realizar até 2022.

Os Estados Unidos, que assinalam este ano o 50.º aniversário da missão que levou Neil Armstrong e Buzz Aldrin à Lua, estão a preparar uma nave espacial tripulada que deverá ser enviada ao pólo sul da superfície lunar até 2024.

A primeira missão da Índia à Lua foi realizada em 2008 e, entre 2013 e 2014, o país colocou um satélite em órbita ao redor de Marte, tendo esta sido a sua primeira missão interplanetária.

Diário de Notícias
DN/Lusa
15 Julho 2019 — 08:39

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2280: Destroços do satélite derrubado pela Índia continuam em órbita e ameaçam a EEI

NASA
A EEI – Estação Espacial Internacional

Os destroços do satélite indiano destruído no passado mês de Março pelas Forças Armadas deste país asiático continuam em órbita, pondo em perigo a Estação Espacial Internacional (EEI). Os cálculos oficiais apontaram na altura que os escombros seriam desintegrados em menos de 45 dias.

O aviso é deixado por Jonathan McDowell, astrónomo do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos EUA, que identificou 41 fragmentos do satélite indiano ainda em órbita.

Alguns destes escombros estão em altitudes que coincidem com as da EEI – que orbita a pouco mais de 400 quilómetros de altura – e, segundo estimativas de especialistas, vão levar cerca de um ano para caírem na atmosfera e se desintegrarem.

Jonathan McDowell @planet4589

Updated plot of Indian ASAT debris height versus time. Still 41 tracked debris objects in orbit.

A destruição do satélite gerou, pelo menos, 400 fragmentos de lixo espacial, alguns dos quais atingiram altitudes mais altas do que a da EEI, criando perigo de colisão com outros objectos e ameaçando a segurança de astronautas a bordo, disse, em Abril passado, Jim Bridenstine, da agência espacial norte-americana (NASA).

“O risco para a Estação Espacial Internacional aumentou 44%”, disse ainda o responsável da NASA, descrevendo a situação como “inaceitável”.

Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores da Índia têm insistido que a demolição feita na atmosfera mais baixa para evitar a acumulação de detritos, evitando que estes continuassem em órbita ao fim de algumas semanas.

Já primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, descreveu o lançamento do míssil que destruiu o satélite como um “grande avanço, considerando que o feito coloca o país entre as principais potências espaciais do mundo.

ZAP //

Por ZAP
5 Julho, 2019

2166: Índia lança segunda missão lunar no próximo mês

(dv) ISRO
A agência espacial indiana ISRO colocou em órbita 20 satélites com um só lançamento

A Indian Space Research Organization (ISRO) planeia uma alunagem de um rover, que se for bem sucedida, fará com que a Índia seja o quarto país a conseguir alcançar o feito.

A Índia disse que vai lançar a sua segunda missão lunar em meados de Julho, enquanto se prepara para consolidar o seu status de líder em tecnologia espacial ao conseguir um pouso controlado na Lua.

A missão, se bem-sucedida, faria da Índia apenas o quarto país atrás dos Estados Unidos, da Rússia e da China a realizar uma alunagem controlada e pôr lá um rover. A missão não tripulada, chamada Chandrayaan-2, que significa “veículo lunar”, envolverá um orbitador, um lander e um rover, que foram construídos pela ISRO.

Segundo o Al Jazeera, a missão está programada para ser lançada no dia 15 de Julho e vai custar cerca de 144 milhões de dólares. Depois de uma viagem de mais de 50 dias, a sonda da ISRO tentará uma alunagem “suave” e controlada perto do Polo Sul lunar perto do dia 6 de Setembro.

“Os últimos 15 minutos para o pouso serão os momentos mais aterrorizantes para nós”, disse o presidente da ISRO, Kailasavadivoo Sivan. A agência espacial disse que as variações na gravidade lunar, terreno e poeira podem causar problemas. “É a missão mais complexa que a ISRO alguma vez fez”, concluiu Sivan.

A primeira missão lunar indiana, a Chandrayaan-1, foi em 2008, custou cerca de 79 milhões de dólares e ajudou a confirmar a presença de água na Lua. Esta segunda missão foi originalmente planeada como uma colaboração com a agência espacial russa Roscosmos, mas em 2013 a Índia rompeu os laços devido a diferenças técnicas com o programa russo.

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13 Junho, 2019

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2012: Vírus gigantes nas águas da Índia podem resolver mistério evolutivo

CIÊNCIA

(cv) National Geographic / Youtube

Uma equipa liderada por cientistas do Instituto Indiano de Tecnologia em Bombaim descobriu mais de 20 novos vírus nas águas da cidade, incluindo versões gigantes destes agentes biológicos que podem ajudar a desvendar questões importantes e actuais no campo da genética.

Na investigação, levada a cabo durante cinco anos, os cientistas analisaram a águas residuais e pré-filtradas nesta cidade indiana e encontraram variantes destes vírus baptizados como mega vírus Powai Lake, Mimivirus Bombay, Kurlavirus e mega vírus Bandra, sendo este último o maior dos vírus gigantes já encontrados na Índia.

Para a descoberta, os cientistas recorreram a novos métodos de análises de amostras biológicas e análises de dados, incluindo medições do mega vírus Bandra, que os cientistas determinaram ter uma espessura de 465 nanómetros. Esta espessura, apesar de ser inferior à das bactérias e centenas de vezes menor do que a espessura de um fio de cabelo humano, é dezenas de vezes maior do que a dos outros vírus comuns.

Apesar dos novos organismos encontrados, o interesse da equipa reside na perspectiva genética, uma vez que desde a descoberta do primeiro espécie (1992)  descobriu-se que os vírus gigantes têm traços do genoma das bactérias, eucariontes e outros vírus. Esta diversidade genética observada nos novos organismos poderia ajudar a determinar de que forma se transmite o ADN entre os organismos complexos e como evoluíram a partir de formas de vida mais simples.

Anirvan Chatterjee, um dos líderes do estudo, especificou que os genes que codificam as proteínas mais importantes para os vírus foram encontrados principalmente na parte central do seu genomas, enquanto que as suas extremidades alojam genes menos importantes. Esta particularidade foi também observada em vírus gigantes noutras parte do mundo, mas o caso da Índia tem algumas particularidades.

इंस वायर @indianscinews

Scientists discovered Bandramegavirus (BMV), a novel, and so far, the largest Giant Virus reported from India@dineshcsharma @TVVen @VigyanPrasar @IndiaDST @iitbombay @SciReportshttps://vigyanprasar.gov.in/isw/Giant-Viruses-found-water-samples-from-Mumbai.html 

Giant Viruses found in water samples from Mumbai-India Science Wire

Science News:You may have never heard of Bandra megavirus or Kurlavirus. — By Hansika Chhabra

vigyanprasar.gov.in

“Embora o genoma ou o material genético total no mega vírus Bandra e no mega vírus Powai Lake seja semelhante, a sua organização é diferente“, explicou Chatterjee, em declarações à India Science Wire.

O estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista especializada Scientific Reports – sustenta a teoria de que existem vírus gigantes em todas as partes do mundo. No entanto, escreveram os cientistas “não há evidências suficientes para sugerir que estes microrganismos estão directamente relacionados com infecções em humanos”, apontou.

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19 Maio, 2019


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1797: Teste de míssil anti-satélite indiano pode ameaçar Estação Espacial Internacional

(h) Space Research Organization

De surpresa e numa operação de minutos, a Índia destruiu na quarta-feira um satélite de órbita baixa no Espaço, recorrendo a um míssil. Para o primeiro-ministro indiano, o feito afirma o seu país como uma “potência espacial” global.

A operação, baptizada de Mission Shakti (“força” em hindi), foi levada a cabo por uma agência de investigação militar indiana, a DRDO, que lançou o míssil anti-satélite a partir de uma ilha próxima ao estado de Odisha, a leste do país. “Os nossos cientistas destruíram um satélite de órbita baixa a uma distância de 300 quilómetros”, declarou o líder do Executivo indiano, Narendra Modi.

Esta semana, o administrador da NASA, Jim Bridenstine, classificou como “algo terrível” a destruição pela agência espacial indiana de um dos seus satélites. O evento criou 400 fragmentos de detritos orbitais e colocou novos riscos aos astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (EEI), disse.

Na semana passada, num discurso à nação, o chefe de Governo indiano assinalou o “feito histórico” que foi derrubar o seu próprio satélite de baixa órbita com um míssil terra-espaço em três minutos. Apenas três outros países — os EUA, a Rússia e a China — têm a capacidade de usar um míssil anti-satélite.

Nem todos os fragmentos são suficientemente grandes para serem monitorizados. No entanto, aqueles que o são têm “dez centímetros ou mais”, revelou Bridenstine à ABC, que calcula em cerca de 60 os objectos monitorizados desde o teste indiano.

O satélite foi destruído a uma altitude de 300 quilómetros, bem abaixo da EEI e da maioria dos satélites em órbita, mas 24 dos fragmentos acabaram a gravitar acima do apogeu da estação, anunciou o administrador da NASA. “Este tipo de actividade não é compatível com o futuro dos voos espaciais humanos. É inaceitável e a NASA precisa de ser muito clara sobre o impacto que isto tem em nós”, acrescentou.

Em resultado do teste indiano, o risco de colisão com a EEI aumentou 44%, sublinhou Bridenstine, ainda que esse risco acabe por se dissipar à medida que a maioria dos detritos se incendiar ao entrar na atmosfera. Mesmo as colisões com pequenos objectos podem ser catastróficas no espaço, em grande medida devido à velocidade a que as naves espaciais se movem em órbita — um mínimo de 7,8 quilómetros por segundo.

Na altura do lançamento do míssil anti-satélite, o ministério indiano das Relações Exteriores informou que o teste era feito na baixa atmosfera “para garantir que não haveria detritos espaciais”. “Quaisquer detritos que se gerem irão desintegrar-se e voltar à Terra dentro de semanas”, juntou.

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2 Abril, 2019

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1456: Índia vai enviar três pessoas ao Espaço em 2022. É o programa espacial mais barato de sempre

Organização Indiana de Pesquisa Espacial

Além das agências tradicionais – NASA e Roscosmos – a China tornou-se um grande player no espaço nas últimas décadas. Em 2022, a Índia vai juntar-se ao clube ao tornar-se a quarta nação a enviar uma missão tripulada ao espaço.

Durante uma reunião ministerial que teve lugar na sexta-feira, 28 de Dezembro, o governo da Índia anunciou que a primeira missão da tripulação da Organização de Pesquisa Espacial Indiana (ISRO) ao espaço consistirá numa equipa de três astronautas, que será enviada para órbita.

O governo também anunciou que tinha um orçamento aprovado de 1,4 mil milhões de dólares para financiar o desenvolvimento da tecnologia e infra-estrutura necessárias para o programa.

As decisões de enviar astronautas ao espaço foram anunciadas pela primeira vez pelo primeiro-ministro Narendra Modi a 15 de Agosto, durante as comemorações do Dia da Independência da Índia. Naquela época, Modi dirigiu o ISRO para conduzir uma missão de tripulação para orbitar em 2022, o que coincidiria com o 75º aniversário da independência da Índia.

Um mês depois, durante a sexta Exposição Espacial Bengaluru, a ISRO e o seu braço comercial (Antrix Corporation Ltd) exibiram os fatos espaciais que os astronautas usariam para a missão. Também foi apresentado o módulo que levará os astronautas ao espaço, que foi testado com sucesso em Julho de 2018.

No entanto, o gabinete ainda não tinha aprovado a declaração ou autorizado os fundos necessários. Porém, agora, o governo da Índia declarou que está tudo pronto para enviar astronautas ao espaço e aumentar a rivalidade com a China. A declaração também deixou claro que a Índia pretende tornar-se um “parceiro colaborador em futuras iniciativas de exploração espacial global com benefícios nacionais de longo prazo”.

A declaração indicou que o voo tripulado teria duração entre um período orbital e um máximo de sete dias. Antes de os astronautas irem ao espaço, duas missões seriam lançadas com recurso ao Veículo de Lançamento de Satélite Geossíncrono da ISRO (GSLV Mk. III) e a nave espacial Gaganyaan.

Uma data específica ainda não foi definida, o governo disse que o voo tripulado será realizado “dentro de 40 meses”. E, com o custo que tem, será o programa espacial mais barato até hoje. Em comparação, a China enviou astronautas ao espaço pela primeira vez em 2003 com o programa Shenzhou, que custou mais de 2,3 mil milhões de dólares.

O Projeto Mercury – as primeiras missões tripuladas da NASA em órbita, que funcionou de 1958 a 1963 – custou 1,6 mil milhões de dólares, enquanto o programa Apollo custou cerca de 174,5 mil milhões.

A Índia espera que o programa lhe dê uma vantagem no mercado espacial, impulsione a economia do país, crie empregos e estimule o desenvolvimento de tecnologia. O governo também espera que este programa permita que a Índia se torne um parceiro mais activo em iniciativas como a Estação Espacial Internacional (ISS) e a exploração lunar.

ZAP // Universe Today

Por ZAP
7 Janeiro, 2019

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646: Índia descobriu um incrível planeta onde um ano dura apenas 19,5 dias

 

Numa descoberta fantástica, cientistas indianos descobriram um exoplaneta sub-Saturno orbitando uma estrela parecida com o Sol a cerca de 600 anos-luz de distância.

O planeta foi nomeado EPIC 211945201b ou K2-236b e é grande – cerca de 27 vezes mais maciço que a Terra. A descoberta permite juntar a Índia a um pequeno grupo de países que descobriram um planeta fora do nosso Sistema Solar.

Os exoplanetas em si não são tão raros nos dias de hoje – já foram conhecidos e confirmada a existência de 3786 destes exoplanetas. Mas a grande maioria (~ 2600) foi localizada e depois confirmada como planetas pelo telescópio espacial Kepler da NASA.

Este último planeta também foi visto pela primeira vez e listado como um planeta candidato pelo Kepler, mas foi uma equipa de cientistas indianos que confirmou que era um planeta, em vez de um simples cometa ou outro objecto astronómico – que é a parte complicada.

Esta descoberta está ao cargo da equipa liderada por Abhijit Chakraborty, do Laboratório de Pesquisa Física (PRL), Ahmedabad. Estes astrónomos passaram um ano e meio no Observatório Gurushikhar da PRL em Mount Abu, Índia, a estudar as alterações na luz vindas da estrela hospedeira do planeta, EPIC 211945201 ou K2-236, e a realizar uma confirmação independente da sua massa.

Relatamos aqui fortes evidências de um sub-Saturno em torno do EPIC 211945201 e confirmamos a sua natureza planetária.

Relatou a equipa no Astronomical Journal da American Astronomical Society.

Enquanto o planeta orbita uma estrela parecida com o Sol, ela está aproximadamente sete vezes mais próxima da sua estrela do que a da Terra, o que significa que a temperatura pode estar em torno de 600 graus Celsius e provavelmente muito quente e seca para suportar vida.

Aqui está o que sabemos até agora:

  • A massa do EPIC 211945201b é cerca de 27 vezes a massa da Terra e estima-se que seja cerca de seis vezes maior em raio.
  • O planeta orbita uma estrela parecida com o Sol a 600 anos-luz de distância.
  • Estima-se que esteja mais de sete vezes mais próxima da sua estrela do que nós, o que significa que um ano dura apenas cerca de 19,5 dias.
  • Isso também significa que a temperatura da superfície do planeta é de aproximadamente 600 graus Celsius.

É importante ressaltar que essa descoberta poderia ajudar os cientistas a entender como esses tipos de planetas se formam tão próximos da sua estrela hospedeira.

Além disso, isto mostra que a Índia tem agora a tecnologia e o conhecimento para confirmar os exoplanetas por conta própria.

A Organização de Investigação Espacial Indiana (ISRO) deu grandes passos nos últimos anos, estabelecendo novos recordes para lançamentos de satélites e colocando uma sonda em órbita ao redor de Marte – tudo por preços incrivelmente eficientes.

Obviamente, quando se trata do espaço, não importa quem está a fazer a investigação. Mas ter mais mentes e telescópios a procurar por sinais da vida extraterrestre ou mesmo futuros lares para a humanidade nunca é uma coisa negativa.

A confirmação do planeta foi publicada no The Astronomical Journal e poderá ser lida integralmente no arXiv.org.

pplware
Vítor Martins
em 11 de Junho de 2018

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227: Descoberta gravura mais antiga de uma supernova

Patricia A. Jesus (DN/de)

Parece a representação de uma cena de caça, mas será o mais antigo mapa do céu

Dois objetos brilhantes no céu, animais e seres humanos por baixo. Aquela que será a representação mais antiga de uma supernova foi descoberta na Índia por um grupo de cientistas do Tata Institute of Fundamental Research. Trata-se de uma gravura feita numa rocha que, embora à primeira vista pareça uma cena de caça, corresponderá ao mapa do céu mais antigo da história. Segundo os investigadores, terá sido feito em 3400 a.C.

De acordo com o site Quartz, a descoberta foi realizada em Burzahama, região de Caxemira, e tudo indica que diz respeito ao mais antigo registo de uma supernova, um evento que acontece no fim de vida de uma estrela massiva e que se caracteriza por uma explosão que emite grandes quantidades de energia e luz.

Segundo o astrofísico Mayank Vahia, que liderou a investigação, a rocha estava enterrada na parede de uma casa datada de 2100 a.C.. Como a construção mais antiga naquela região data de 4100 a.C., os cientistas acreditam que a representação terá sido feita entre os dois milénios, já que a pedra foi usada para construir essa nova habitação onde foi encontrada.

De acordo com o artigo científico, publicado no Indian Journal of History of Science, não podiam ser dois sóis nem tão-pouco o Sol e a Lua, porque nunca aparecem tão juntos. Restava apenas uma explicação para o achado: uma supernova, tão brilhante como o Sol ou a Lua.

Como as supernovas continuam a libertar energia durante milhares de anos, os cientistas têm a possibilidade de calcular quando se terá dado a explosão. Neste caso, terá sido visível na Terra por volta de 3600 a.C. e terá surgido como uma bola brilhante, não exactamente redonda, um pouco menos brilhante do que a Lua cheia: supernova HB9. E embora à primeira vista a gravura possa parecer uma cena de caça, não o é, pois esta é uma actividade diurna. Além disso, os animais e seres humanos encaixam nas constelações que cercavam a supernova. Ou seja, este será, segundo os investigadores, o mapa do céu mais antigo já registado.

Falta confirmação

Até agora, este foi o único exemplar encontrado pelo cientista Mayank Vahia, que já estudou várias peças de arte rupestre da região, mas nenhum outro mapa do céu. Segundo o Quartz, se as pessoas daquela região desenharam a supernova, é muito provável que tenham feito representações de outros eventos celestiais, pelo que o investigador terá de encontrar mais gravuras rupestres para conseguir provar que aquela é mesmo a mais antiga supernova e não apenas uma coincidência.

Diário de Notícias
09 DE JANEIRO DE 2018 – 00:01
Joana Capucho

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