“CSI marciano” revela como os impactos de asteróide criaram água corrente no Planeta Vermelho

CIÊNCIA

O Dr. Luke Daly, investigador em Ciência do Sistema Solar da Escola de Ciências Geográficas da Terra da Universidade de Glasgow, segurando um pedaço de um meteorito naklhite marciano.
Crédito: Universidade de Glasgow

Análises modernas de meteoritos marcianos revelaram detalhes sem precedentes sobre como os impactos dos asteróides ajudam a criar fontes temporárias de água corrente no Planeta Vermelho.

Este estudo ajuda a restringir a potencial localização da cratera de impacto na superfície marciana que explodiu algumas dessas rochas marcianas para o espaço há milhões de anos atrás.

As descobertas são o resultado de um tipo de “CSI marciano” que usa técnicas sofisticadas para reconstruir grandes eventos que moldaram a rocha desde que se formou em Marte, há cerca de 1,4 mil milhões de anos.

No novo artigo, publicado na revista Science Advances, os cientistas planetários da Universidade de Glasgow e colegas de Leeds, da Itália, Austrália e Suécia descrevem como usaram uma técnica conhecida como difracção de retro-dispersão de electrões para examinar “fatias” de dois meteoritos marcianos diferentes conhecidos como “nakhlites”.

Os nakhlites são um grupo de meteoritos marcianos vulcânicos em homenagem a El Naklha, no Egipto, onde o primeiro deles caiu na Terra em 1911. Estes meteoritos preservam evidências da acção da água líquida na superfície marciana há aproximadamente 633 milhões de anos. No entanto, o processo que gerou estes fluidos tem sido um mistério até agora.

O Dr. Luke Daly, associado de pesquisa em Ciência do Sistema Solar na Escola de Ciências Geográficas e da Terra da Universidade de Glasgow, é o principal autor do artigo.

O Dr. Daly disse: “existem muitas informações sobre Marte ‘trancadas’ dentro dos pequenos pedaços do Planeta Vermelho que caíram na Terra como meteoritos, que novas técnicas analíticas podem nos permitir aceder.

“Ao aplicar esta técnica de difracção de retro-dispersão de electrões, conseguimos observar muito atentamente a orientação e a deformação dos minerais em toda a área destas amostras de rocha marciana para procurar padrões.

“O que vimos é que o padrão de deformação nos minerais corresponde exactamente à distribuição das veias de erosão formadas a partir dos fluídos marcianos. Esta coincidência fornece-nos dados empolgantes sobre dois grandes eventos da história destas rochas. O primeiro é que, há aproximadamente 633 milhões de anos, foram atingidas por um asteróide que as deformou em parte de uma cratera de impacto.

“Este impacto foi grande o suficiente e quente o suficiente para derreter o gelo sob a superfície marciana e enviá-lo através de fissuras recém-formadas na rocha – efectivamente formando um sistema hidrotermal temporário por baixo da superfície de Marte, que alterou a composição dos minerais nas rochas, perto destas fissuras. Isto sugere que o impacto de um asteróide foi o mecanismo misterioso, para produzir água líquida, nos naklhites muito tempo depois do vulcão que os formou em Marte ter ficado extinto.

“A segunda coisa excitante que nos diz é que as rochas devem ter sido atingidas duas vezes. Um segundo impacto, há cerca de 11 milhões de anos atrás, teve a combinação certa de ângulo e força para explodir as rochas da superfície do planeta e para começar a sua longa jornada pelo espaço em direcção à Terra.”

A equipa pensa que os seus achados fornecem novas informações sobre a formação da paisagem marciana. Os bombardeamentos regulares de asteróides podem ter tido efeitos semelhantes no gelo subterrâneo ao longo da história marciana, criando sistemas hidrotermais temporários por todo o planeta e importantes fontes de água líquida.

A sua análise também fornece pistas importantes que podem ajudar a identificar exactamente onde os naklhites tiveram origem em Marte.

O Dr. Daly acrescentou: “Actualmente, estamos a tentar entender a geologia marciana através destes meteoritos sem saber de que parte da superfície de Marte estes naklhites vieram. As nossas novas descobertas restringem firmemente as possíveis origens dos naklhites – sabemos agora que estamos à procura de uma complexa estrutura vulcânica, com cerca de 1,3 a 1,4 mil milhões de anos, com uma cratera com mais ou menos 633 milhões de anos e outra com 11 milhões de anos. Pouquíssimos lugares em Marte correspondem a estes elementos.”

“É um trabalho de detective interplanetário que ainda está em andamento, mas estamos ansiosos por resolver o caso.”

Os investigadores, da Universidade de Glasgow, da Universidade de Leeds, da Universidade de Uppsala, Oxford Instruments Nanoanalysis, da Universidade de Pisa, da Universidade de Nova Gales do Sul e da Universidade Curtin, analisaram amostras de dois nakhlites.

Um deles, conhecido como “Miller Range 03346”, foi encontrado e recuperado das montanhas da cadeia Miller na Antárctica em 2003 pela expedição de pesquisa ANSMET (Antarctic Search for Meteorites). A professora Gretchen Benedix, co-autora do estudo, fez parte da expedição que recuperou Miller Range 03346. O segundo, “Lafayette”, encontrava-se na colecção de amostras rochosas da Universidade de Purdue em 1931.

Astronomia On-line
10 de Setembro de 2019

 

2538: Nem Asteróide do Apocalipse, nem Deus do Caos. Nenhum asteróide (conhecido) vai colidir com a Terra nos próximos 100 anos

forplayday / Canva

A NASA continua a afirmar que nenhum asteróide conhecido representa um risco significativo de impacto com a Terra nos próximos 100 anos.

Vários média noticiaram nos últimos dias a aproximação à Terra do asteróide 99942 Apophis, também conhecido como “Deus do Caos”.

Este corpo rochoso, que tem 340 metros de largura, “passará” pela Terra nos próximos 10 anos, de acordo com as estimativas dos cientistas, e ficará a 30.500 quilómetros de distância do nosso planeta, recorda a agência Europa Press.

O Apophis é um dos maiores asteróides a passar tão perto da Terra e uma eventual colisão poderia ser devastara para toda a vida na Terra.

O jornal britânico The Express escreveu que a NASA já iniciou os preparativos para a passagem do Apophis, dando conta que a agência norte-americana está também atenta a eventuais mudanças na sua trajectória e a futuros impactos com a Terra.

Contudo, a NASA desdramatiza a situação. Na sua página oficial, escreve que o maior risco de impacto para um asteróide conhecido (FD 2009) ocorrerá em 2185 e tem uma probabilidade de impacto de 1 em 714 – ou seja, uma possibilidade menor que 0,2%.

A tabela de risco que monitoriza riscos de impactos é da responsabilidade do NEO Study Center do Jet Propulsion Laboratory, sendo também continuamente actualizada à medida que novos asteróides são descobertos e que mais asteróides conhecidos são observados.

Um dos asteróide que a NASA estuda de perto é o Bennu, que tem uma possibilidade de impactar a Terra de 1 em 2.700 entre 2175 e 2195.

A nave espacial OSIRIS-REx completará uma investigação de 2 anos ao asteróide antes de extrair uma amostra de material da superfície do corpo rochoso para depois devolvê-la à Terra. O lugares para pousar no Bennu, também conhecido como Asteróide do Apocalipse, foram recentemente definidos.

Além de recolher uma amostra, OSIRIS-REx também estudará como é que a luz absorvida pelo Sol e re-irradiada pelo Bennu afecta a sua órbita e, consequentemente, como é que esta órbita se pode tornar mais perigosa para a Terra.

ZAP //

Por ZAP
29 Agosto, 2019

(extra-notícia) Asteróide “Deus do Caos”

 

2197: Degelo na Gronelândia: Esta foto é a prova de que precisa para acreditar

© Twitter Superfície de gelo é agora água.

Uma imagem captada pelo climatólogo Steffen M. Olsen, no passado dia 13 de Junho, prova o impacto que as alterações climáticas estão a ter no Árctico.

O dinamarquês estava no noroeste da Gronelândia, sendo que uma das suas funções seria recuperar os dispositivos de medição que tinham sido colocados no gelo no âmbito da missão Acção Azul. Preparava-se para fazê-lo, a bordo de um trenó guiado por cães, quando percebeu que os caminhos de gelo percorridos pelos animais estavam, afinal, transformados em água.

“As comunidades na Gronelância contam com o gelo para transporte, caça e pesca. Eventos extremos, neste caso a inundação pelo início abrupto do derretimento da superfície, exige uma capacidade de previsão mais apurada no Árctico”, alertou Steffen M. Olsen, no Twitter.

16:08 – 14 de jun de 2019

A sua publicação está a tornar-se viral e um verdadeiro exemplo, alertando para a rapidez com que o gelo do árctico está a derreter.

A Gronelândia tem vindo a perder gelo nas últimas décadas devido ao aquecimento progressivo. Desde os anos 1990 que as temperaturas médias sobre o manto de gelo subiram 1,8 graus celsius no verão e até 3 graus no inverno.

Estimativas indicam que o manto gelado esteja a perder 270 mil milhões de toneladas de gelo em cada ano. Até recentemente grande parte do gelo perdia-se em icebergues, mas agora o derretimento directo já representa 70% das perdas, especialmente por causa da chuva, dizem os investigadores.

msn meteorologia
Notícias Ao Minuto
18/06/2019

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2157: Localizada na Escócia a cratera da maior colisão de meteorito da história

CIÊNCIA

Universidade de Oxford

Uma equipa de investigadores da Universidade de Oxford detectou evidências da existência de uma cratera de 20 quilómetros de diâmetro gerada pelo impacto de um asteróide de um quilometro de comprimento.

A descoberta, que foi publicada no Journal of the Geological Society, foi produzida pelo exame de rochas localizadas na costa norte da Escócia, mas não permitiu localizar a posição exacta da cratera.

“O material libertado após o impacto de um meteorito gigante raramente é preservado na superfície, porque sofre erosão muito rapidamente”, disse Ken Amor, director da investigação, em comunicado. “Este é um achado realmente empolgante.”

Especialistas concluíram que um meteorito atingiu a Terra há 1.200 milhões de anos numa faixa de terra que agora está na Escócia, mas que, naquela época, era uma área árida perto do Equador. Naquela época, a vida na Terra estava confinada aos oceanos.

“Teve de ser um espectáculo considerável ver este grande meteoro a atingir uma paisagem estéril, libertando poeira e detritos de rocha numa grande área”, disse Amon. Neste momento, a superfície poderia ter sido semelhante à que Marte teve no passado, quando foi coberta por oceanos de água líquida, segundo os cientistas.

Investigadores  localizaram a posição da cratera a 15 ou 20 quilómetros de uma região próxima à costa escocesa, sob rochas jovens e água da bacia de Minch. “O próximo passo será realizar uma pesquisa geofísica em profundidade nessa área”, disse Amon.

Os cientistas descobriram os primeiros traços dessa colisão em 2008, quando detectaram traços de irídio, um elemento químico encontrado em meteoritos em altas concentrações. Até então, este irídio estava localizado numa camada de rochas localizada ao norte de Ullapool, uma cidade na região norte da Escócia.

Inicialmente, concluiu-se que as rochas provinham de uma erupção vulcânica, mas análises subsequentes revelaram a origem extraterrestre desses materiais. “Temos sido muito sortudo por podermos estudar estas pedras, porque podemos dizer muito sobre como a superfície de planetas, como Marte, é modificado pelos impactos de grandes meteoritos”, disse John Parnell.

Neste caso, os dados recolhidos no campo permitiram-lhes localizar a direcção de onde veio a meteoritos e, por conseguinte, localizar a área onde a cratera presumivelmente será encontrada.

Estima-se que os impactos com objectos de cerca de um quilómetro ocorram com uma frequência de um por 100.000 a um milhão de anos. Essa imprecisão em saber a sua frequência deve-se, precisamente, ao escasso registo de crateras de impacto. A maioria desaparece devido à erosão, dos movimentos das placas tectónicas ou acabam enterrados.

ZAP //

Por ZAP
11 Junho, 2019

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1956: Asteróide pode mergulhar a Terra num inverno cósmico

(dr) Detlev van Ravenswaay

A NASA alertou para a possibilidade de um futuro asteróide causar um “inverno cósmico” ao cair na Terra. O aviso da agência espacial norte-americana surge na sequência de um novo documentário científico sobre estas rochas espaciais.

Os asteróide são pequenos corpos rochosos que, por norma, se localizam no interior do Sistema Solar a orbitar o Sol. Existem milhões destes corpos a “voar” livremente pelo Espaço, e as suas colisões – conhecidas como eventos de impacto – desempenharam um papel importante na formação de muitos planetas.

No caso de uma colisão com a Terra, o impacto pode ter efeitos devastadores para Homem e para o próprio planeta. Vários cientistas acreditam, por exemplo, que terá sido um asteróide a extinguir os dinossauros, há cerca de 66 milhões de anos.

O novo documentário espacial da norte-americana Spacefiles aborda uma teoria que sustenta que, caso a Terra seja atingida por um asteróide, pode repetir-se o cenário que terá ocorrido aquando a extinção dos dinossauros.

O cinturão de asteróides possuiu uma vasta quantidade de potenciais projécteis – e o responsável pelo “inverno cósmico” pode mesmo partir daqui, de acordo com o documentário. Ocasionalmente, ocorrem colisões entre asteróides no cinturão e, na sequência dos impactos, alguns fragmentos podem ser ejectados para órbitas que, por sua vez, podem levar fragmentos para perto de Marte.

Já próximos do Planeta Vermelho, os asteróides poderia tomar um novo caminho de ligação com a órbita terrestre – corpos rochosos já colidiram com a Terra desta forma.

Há 60 milhões de anos, um asteróide terá atingido a Península de Yucatan, no México, dando origem a um inverno cósmico e uma extinção massiva.

O inverno cósmico, que o documentário argumenta que pode ocorrer na Terra, significa que o impacto do corpo rochoso poderia eliminar todas as formas de vida, fazendo o planeta mergulhar num ambiente de frio e escuridão, noticia o Daily Express.

O programa refere mesmo que um asteróide de pequenas dimensões poderia implicar consequências desastrosas. Quando os céus se limparam, aponta o programa, dois terços de todas as espécies terão desaparecido da Terra, incluindo os dinossauros. A cratera teria 200 quilómetros de diâmetro e asteróide 15 quilómetros de diâmetro, no máximo.

A NASA tem reunido esforços para traçar um plano de defesa planetária caso um asteróide venha a impactar com a Terra. A agência espacial, que no fim de Abril levou a cabo mais uma série de exercícios e simulações, que estar melhor preparada e saber o que fazer.

Gostaríamos de estar preparados. Enquanto a Terra está a salvo de todos os asteróides conhecidos, esta semana [fim de Abril] estamos a reunir os nosso parceiros para praticar o que teremos que fazer numa situação diferente”, afirmou a NASA.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
11 Maio, 2019

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1912: NASA alerta sobre meteoritos: é preciso defender a Terra

O patrão da agência espacial americana, Jim Bridenstine pediu esta terça-feira a colaboração internacional para detecção de objectos com risco de colisão com a Terra. “O perigo é real”, disse numa conferência em Washington

© Robert Mikaelyan

Aconteceu em Cheliabinsk em 2013, com um saldo de mais de mil feridos. A rocha vinda do céu, à velocidade de 30 km por segundo naquele dia de Fevereiro, foi apenas o mais aparatoso dos incidentes deste tipo nos últimos tempos. “Mas não foi de maneira nenhuma o único [embora os outros não tenham causado vítimas] “, afirmou esta terça-feira, o patrão da NASA, Jim Bridenstine, numa conferência que está decorrer em Washington sobre defesa planetária.

“Não se trata de Hollywood, nem de filmes, trata-se em última análise de proteger o nosso planeta, o único sobre o qual temos neste momento a certeza de que pode albergar vida“, afirmou Bridenstine, citado na imprensa americana, sublinhando que “são necessárias parcerias internacionais para lidar com esta ameaça”.

O meteorito que caiu em 2013 em Cheliabinski, na Rússia, causando 1500 feridos, “tinha a potência de 30 bombas de Hiroxima”, sublinhou ainda o responsável. “Queria muito poder dizer-vos que estes episódios são excepcionais, mas não são. Não são raros e acontecem, e somos nós que temos de conseguir detectá-los e segui-los, já que podem constituir uma ameaça para a Terra”.

A NASA tem um programa para detectar e rastrear estas rochas espaciais com dimensões até 140 metros de diâmetro que circulam nas proximidades da Terra, mas o objectivo de traçar o rasto à esmagadora maioria deles (90% é a meta atual) “está longe de conseguido”, admitiu o director da NASA na conferência.

“Só conseguimos observar um terço destes objectos e por isso precisamos de mais parceiros internacionais para participar neste esforço”, apelou.

De acordo com Jim Bridenstine, são necessários mais sistemas de observação em terra para detectar e seguir o rasto a estes perigosos calhaus do espaço.

Diário de Notícias
DN
01 Maio 2019 — 16:52

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1832: Nave espacial “autónoma” pode ajudar a salvar a Terra da colisão de asteróides

(CC0/PD) 9866112 / Pixabay

A próxima missão europeia a um asteróide, que será lançada em 2023 pela ESA, contará com um tipo de tecnologia de navegação semelhante à que é já utilizada em carros autónomos. Esta mesma tecnologia poderá, no futuro, ajudar a proteger a Terra do impacto de asteróides.

Nomeada de “Hera”, deusa da mitologia grega, a missão de defesa planetária da Agência Espacial Europeia (ESA) visitará o asteróide 65803 Didymos, que tem 780 metros de largura, e o seu pequeno satélite de 160 metros, denominado Didymoon.

Actualmente, as missões levadas a cabo no Espaço profundo são, por norma, realizadas através de controladores na Terra, que enviam comandos de navegação para as naves. Contudo, a Hera contará com um sistema de navegação automático, que permitirá uma condução autónoma em tempo real. Ou seja, com a Hera a navegação será feita em tempo real, não sendo necessário esperar por um comando enviado da Terra.

“Se acreditam que os carros autónomos são o futuro na Terra, então a Hera é a pioneira da autonomia no Espaço profundo”, disse Paolo Martino, engenheiro chefe dos sistemas da missão Hera, citado em comunicado.

De acordo com a ESA, o sistema de navegação autónomo habilitará a nave espacial a voar mais próxima tanto de Didymos como de Didymoon, permitindo consequentemente captar melhor imagens em alta resolução das suas superfícies.

Hera receberá também informações de sensores, câmaras e lasers – tal como recebem os carros autónomos – “para construir um modelo coerente dos arredores” dos objectos celestes, acrescentou Jesus Gil Fernandez, engenheiro da ESA.

A nave espacial será parcialmente operada a partir do solo, pelo menos no momento inicial. De acordo com a mesma nota, a nave espacial não deverá utilizar o novo sistema autónomo até ter completado todos os principais objectivos da missão.

Hera faz parte da missão Asteroid Impact and Deflection Assessment (AIDA), um projecto espacial conjunto da NASA e da ESA, que tem como objectivo estudar os efeitos da colisão de uma nave espacial com um asteróide, tal como observa o portal Space.com.

Com a AIDA, os cientistas esperam que, no futuro, as sondas orbitais sejam capazes de conduzir a própria navegação pelo Espaço e em torno dos objectos de interesse e possibilitem um maior número de missões exploratórias a custos mais baixos.

O objectivo da missão passa também por demonstrar uma estratégia de defesa planetária conhecida como deflexão de asteróide. Noutras palavras, os cientistas querem descobrir se é possível salvar a Terra de um ataque de asteróides potencialmente catastrófico ao lançar uma nave espacial para o corpo rochoso para impedi-lo de sair da sua rota.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
11 Abril, 2019

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