2378: NASA publica fotografia impressionante da Estação Espacial a passar à frente do Sol

Rainee Colacurcio / NASA

A imagem astronómica de 15 de Julho, escolhida diariamente pela NASA, é uma combinação de fotografias que mostra o Sol e a Estação Espacial Internacional a passar no momento certo.

A Estação Espacial Internacional (EEI) dá uma volta à Terra a cada 90 minutos, pelo que não é incomum que ela passe pelo Sol. No entanto, “alguém conseguir alinhar o seu equipamento fotográfico no momento certo para fazer uma imagem tão boa, isso sim, é raro”, lê-se no site onde a NASA e a Universidade de Michingan, nos Estados Unidos, distinguem uma imagem ligada à Astronomia por dia.

A imagem escolhida do dia 15 de Julho foi fotografada por Rainee Colarcurcio. A fotografia é impressionante não só por captar a Estação Espacial em frente ao Sol, mas também porque não se vê qualquer mancha solar.

“As manchas solares têm uma mancha central escura, uma sombra mais clara e não têm painéis solares”, brinca o astrónomo responsável pelo texto que explica a imagem, citado pelo Público.

@RaineeLC

Solar transit from Edmonds Beach edited- small prominences brought out and colorized:) #iss #InternationalSpaceStation #isslive #nasa #science #solaraystem #astronomypicturesdaily

De acordo com o diário, a fotógrafa publicou várias imagens onde se vê a Estação Espacial Internacional sobreposta em vários pontos da superfície solar, enquanto orbitava a Terra.

Para conseguir este feito, Colarcucio combinou duas fotografias tiradas na praia de Edmonds, em Washington: uma que mostra a EEI a passar pelo Sol e outra que capturou os detalhes da superfície solar. As manchas solares têm sido raras devido a um período de actividade solar extremamente baixa.

ZAP //

Por ZAP
28 Julho, 2019

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2327: Revelada a primeira fotografia de entrelaçamento quântico

CIÊNCIA

Universidade de Glasgow

Pela primeira vez na História, os cientistas capturaram uma fotografia de entrelaçamento quântico – um fenómeno tão estranho que o físico Albert Einstein o descreveu como “uma acção fantasmagórica à distância”.

A imagem foi capturada por físicos da Universidade de Glasgow, na Escócia. Esta fotografia cinzenta e difusa é a primeira vez que vemos a interacção de partículas que sustenta a estranha ciência da mecânica quântica e forma a base da computação quântica.

O emaranhamento quântico ocorre quando duas partículas se tornam inextricavelmente ligadas e o que quer que aconteça com uma afecta imediatamente a outra, independentemente de quão distantes estejam.

Esta fotografia em particular mostra o entrelaçamento entre dois fotões – duas partículas de luz, que estão a interagir e, por um breve momento, a compartilhar estados físicos.

Paul-Antoine Moreau, primeiro autor do artigo em que a imagem foi revelada, publicado a 12 de Julho na revista Science Advances, disse à BBC que a imagem era “uma elegante demonstração de uma propriedade fundamental da natureza”.

Para capturar a fotografia, Moreau e uma equipa de físicos criaram um sistema que explodiu fluxos de fotões entrelaçados no que descreveram como “objectos não convencionais”. A experiência envolveu a captura de quatro imagens dos fotões em quatro diferentes transições de fase.

Universidade de Glasgow

Os físicos dividiram os fotões emaranhados e percorreram um feixe através de um material de cristal líquido conhecido como borato de bário, desencadeando quatro transições de fase. Ao mesmo tempo, capturaram fotos do par entrelaçado a passar pelas mesmas transições de fase, mesmo não tendo passado pelo cristal líquido.

A câmara conseguiu capturar imagens dessas imagens ao mesmo tempo, mostrando que ambas mudaram da mesma maneira, apesar de estarem divididas. Noutras palavras, estavam emaranhadas.

Enquanto Einstein tornou famoso o emaranhamento quântico, o falecido físico John Stewart Bell ajudou a definir o entrelaçamento quântico e estabeleceu um teste conhecido como “Desigualdade de Bell”.

A chamada desigualdade de Bell é satisfeita apenas se as acções num local não puderem afectar outro lugar instantaneamente e os resultados das medições forem bem definidos de antemão – algo apelidado de “realismo local”.

Bell mostrou, teoricamente, que o entrelaçamento quântico violaria a sua teoria da desigualdade, mas teorias realistas contendo as variáveis ocultas, não. Isto ocorre porque a ligação entre partículas entrelaçadas é mais forte do que Einstein queria acreditar. Se a correlação medida entre pares de partículas de uma experiência fosse acima de um determinado limiar, seria inconsistente com variáveis ocultas e a teoria do emaranhamento quântico estaria correta.

“Aqui, relatamos uma experiência demonstrando a violação de uma desigualdade de Bell dentro das imagens observadas”, escreve a equipa. “Esse resultado abre o caminho para novos esquemas de imagens quânticas e sugere a promessa de esquemas de informação quântica baseados em variáveis espaciais”.

ZAP //

Por ZAP
17 Julho, 2019

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2320: Esta terça-feira vai poder ver o eclipse parcial da Lua

(CC0/PD) biancamentil / pixabay
Eclipse parcial da Lua

A Lua vai estar, esta terça-feira, na sombra da Terra devido a um eclipse parcial que vai poder ser visto em Portugal.

Este fenómeno vai ser visível, a partir das 21h01, hora em que a Lua vai ficar parcialmente na zona de sombra da Terra, e vai poder ver-se “uma sombra com uma superfície arredondada a entrar pela Lua e a Lua a ficar escura”, segundo Rui Agostinho, astrónomo e professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Segundo Rui Agostinho, às 22h31 “o eclipse estará no máximo da sua parcialidade“, terminando à 01h20 de quarta-feira, momento em que a Terra vai deixar de fazer sombra no seu satélite natural.

Duas vezes por ano, a Lua passa nessa zona de sombra”, perdendo a iluminação do Sol, explicou o astrónomo à agência Lusa, a propósito do eclipse da Lua.

No CIAPS – Centro de Interpretação Ambiental da Pedra e do Sal, no Estoril, vai haver uma sessão aberta ao público de observação do eclipse com recurso a telescópios.

Também no Planetário do Porto, o Centro de Ciência Viva e o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço vão organizar uma sessão de observação.

ZAP // Lusa

Por Lusa
16 Julho, 2019

– Seria excelente se o tempo que agora está chuvoso, logo estivesse com céu limpo, o que duvido…

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2197: ESO Astronomy

ESO #Flashback: Two of the sky’s more famous residents share the stage with a lesser-known neighbour in this enormous three gigapixel image from ESO’s VLT Survey Telescope (VST). On the right lies the faint, glowing cloud of gas called Sharpless 2-54, the iconic Eagle Nebula (Messier 16) is in the centre, and the Omega Nebula (Messier 17) to the left. Image credit: ESO Astronomy View larger image at: http://socsi.in/QIVrJ
ESO #Flashback: dois dos moradores mais famosos do céu compartilham o palco com um vizinho menor, nesta enorme imagem de três gigapixel do telescópio de pesquisa VLT de ESO (VST). À direita está a fraca e brilhante nuvem de gás chamada sharpless 2-54, a icónica nebulosa de águia (Messier 16) está no centro, e a nebulosa Ómega (Messier 17) para a esquerda. Crédito da imagem: Eso Astronomy vista a imagem maior em: http://socsi.in/QIVrJ
18/06/2019

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2113: NASA mostra-lhe um pôr do sol inesquecível

© Twitter / @NASA A página de Twitter da agência espacial partilhou imagens captadas a partir da Estação Espacial Internacional.

Alguma vez pensou como seria assistir a um pôr do sol a partir da Estação Espacial Internacional? O vídeo partilhado pela NASA que pode ver abaixo é a sua melhor forma de saber e ter uma ideia do quão especial deve ser este acontecimento.

“A Estação Espacial é o sítio perfeito para ver um pôr do sol. Na verdade, a Estação orbita a Terra a cada 90 minutos, o que significa que este pôr do sol é na verdade um dos 16 que os residentes da Estação vêm num dia. Aproveitem a paisagem e vejam onde está a Estação”, pode ler-se na publicação de Twitter.

Mesmo com esta frequência, é difícil pensar que um pôr do sol como o que pode ver acima possa ser considerado um acontecimento aborrecido ou repetitivo.

msn notícias
Miguel Patinha Dias
04/06/2019



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2112: O céu inteiro numa fotografia

NASA captou o céu nocturno em raios-X.

© NASA/NICER SIC Notícias

Estes feixes e arcos de luz que parecem as luzes de uma autoestrada ou de tráfego aéreo são raios-X captados a partir da Estação Espacial Internacional.

Durante dois anos, o Neutron star Interior Composition Explorer – NICER da NASA, um detector de fontes cósmicas, foi recolhendo imagens, conseguindo criar um mapa do céu nocturno.

Cada arco acompanha raios-X bem como ocasionais choques de partículas de energia, capturadas pelo NICER durante a noite.

© NASA/NICER SIC Notícias

msn notícias
SIC Notícias
04/06/2019



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1931: Legado do Hubble em 16 anos de dados: eis a imagem mais detalhada do Universo

NASA

A NASA acaba de divulgar a imagem mais detalhada do Universo até agora conseguida. São mais de 265.000 galáxias numa só fotografia, que resultam do trabalho do telescópio Hubble durante 16 anos. É o maior e mais completo “livro de História” das galáxias já criado.

A imagem, criada por cientistas da agência espacial norte-americana, representa um mosaico composto por mais de 7.500 imagens que foram captadas pelo Hubble durante a sua actividade. No fundo, este é o seu legado científico.

A fotografia mostra inclusive galáxias que nasceram 500 milhões de anos após o Big Bang.

A fotografia em causa é mais pesada do que um quarto de terabyte e, por isso, não é possível abri-la recorrendo a programas padronizados. No entanto, é possível estimar o seu tamanho real através de um vídeo publicado pela NASA na sua conta no Twitter.

As cores da fotografia abrangem limites que vão além da visão humana, de luz ultravioleta a quase infravermelha, e contêm galáxias 10 mil milhões de vezes mais imperceptíveis do que os nossos olhos podem detectar.

“Nenhuma imagem ultrapassará esta até que futuros telescópios espaciais como James Webb sejam lançados”, assegurou Garth Illingworth, astrónomo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, em comunicado.

“Agora que fomos mais longe do que as investigações anteriores, estamos a colher muito mais galáxias distantes no maior conjunto de dados já produzido”, acrescentou.

Anteriormente, a Agência Espacial Europeia (ESA) publicou uma imagem deslumbrante da galáxia NGC 2903, que está localizada a uns impressionantes 30 milhões de anos-luz de distância na constelação de Leão, captada também pelo poderoso telescópio Hubble.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
6 Maio, 2019

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1909: NASA encerra Abril com uma fotografia que vale a pena admirar

© Aman Chokshi A fotografia foi captada Aman Chokshi.

A fotografia eleita pela NASA como a melhora fotografia do dia de astronomia como parte da rubrica Astronomy Picture of the Day mostra um meteoro a passar por uma galáxia, dois elementos que se unem para formar uma imagem que vale a pena admirar.

A galáxia em questão é a M33 e situa-se a 3 milhões de anos-luz da Terra, com o meteoro a ter passado apenas a apenas 0.0003 segundos-luz. A fotografia foi captada Aman Chokshi, astro-fotógrafo que a NASA adianta que “teve muita sorte para captar numa mesma imagem o meteoro e a galáxia.

“No final, o meteoro foi embora no espaço de um segundo mas a galáxia durará milhares de milhões de anos”, pode ler-se na publicação da NASA.

msn notícias
Miguel Patinha Dias
30/04/2019

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1866: Telescópio Hubble assinala o 29º aniversário com nova espectacular imagem

© NASA, ESA e STScI

A seis dias de completar 29 anos no espaço, o telescópio óptico Hubble revelou uma nova imagem da Nebulosa do Caranguejo Sul, uma estrutura de ‘bolhas’ de gás e poeira em forma de ampulheta.

A imagem inédita foi divulgada pela Agência Espacial Europeia (ESA), que opera o telescópio espacial em colaboração com a agência espacial norte-americana NASA.

Todos os anos, por altura do aniversário do Hubble, que foi lançado para o espaço em 24 de Abril de 1990, é publicada uma imagem de corpos celestes particularmente bonitos e relevantes que foram observados pelo telescópio.

Em 2019 calhou a vez da Nebulosa do Caranguejo Sul, que, apesar de ter sido descrita pela primeira vez em 1967, só em 1999 foi mostrada na sua plenitude graças às observações do telescópio espacial Hubble.

A Nebulosa do Caranguejo Sul, que resultou da interacção de um par de estrelas localizadas no centro, uma gigante vermelha e uma anã branca, é assim designada para se distinguir da Nebulosa do Caranguejo, uma remanescente de uma super-nova (explosão de uma estrela moribunda) na constelação do Touro, a cerca de 6.500 anos-luz da Terra, que deve o nome ao Pulsar do Caranguejo, uma estrela de neutrões situada no centro de nuvens de gás e poeira.

Parte do material – gás e poeira – ejectado pela gigante vermelha é atraído pelo campo gravítico da anã branca, que também ejecta material, criando a estrutura em forma de ampulheta.

No final, segundo a ESA, a gigante vermelha deixará de ‘alimentar’ a anã branca, acabando os seus dias como uma anã branca, uma estrela que emite pouca luz.

O telescópio espacial James Webb, com lançamento previsto para 2021, é apontado como o sucessor do Hubble, que deve o seu nome ao astrónomo norte-americano Edwin Powell Hubble (1889-1953), que descobriu que as galáxias se afastam umas das outras a uma velocidade proporcional à distância que as separa.

Diário de Notícias
DN/Lusa
18 Abril 2019 — 18:30

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1864: O “polencalipse” chegou aos Estados Unidos

Jeremy Gilchrist / Facebook

No início da semana, o fotógrafo Jeremy Gilchrist capturou algumas imagens incríveis do fenómeno que baptizou de “Polenpocalypse” em Durham, Carolina do Norte.

A cidade de Durham, na Carolina do Norte, Estados Unidos, declarou no início desta semana que os níveis de pólen eram tão altos que sufocavam o solo, pintavam os carros de “pólvora amarela” e criavam um autêntico inferno amarelo no ar para qualquer pessoa que sofre de alergias.

O fotógrafo Jeremy Gilchrist usou um drone que lhe permitiu obter uma visão mais abrangente do cenário que se vive actualmente naquela cidade.

À CNN, o fotógrafo confessou que apenas editou levemente as imagens antes de as partilhar nas redes sociais, tendo ajustado o contraste para ficar muito mais parecido com o que seria visto a olho nu a partir do solo.

9 & 10 News

@9and10News

If you have allergies look away! You might just sneeze from watching this video.

Take a look at the pollen cloud this tree created in Hixson ,Tennessee.

Segundo o IFL Science, as condições secas e arejadas ajudaram o pólen a acumular-se no ambiente antes de ser arrastado pela chuvas fortes.

Vários estados do sul e do sudeste dos Estados Unidos estão actualmente a ser assolados por altos níveis de pólen, de acordo com o National Allergy Map. As cidades mais afectadas são Huntington, Louisville, Memphis, Lexington e Huntsville.

No entanto, este “inferno amarelo” tem sido impulsionado pelas alterações climáticas. Nos últimos anos, a maré de pólen que surge com o início da primavera tem aumentado. O mundo em aquecimento, devido às alterações climáticas induzidas pelo Homem, está a estender a “temporada do pólen”. Além disso, as plantas têm libertado mais pólen do que o normal.

Infelizmente, esta situação tem tendência a piorar. Tal como nos anos anteriores, 2019 tem o potencial de ser o pior ano de sempre, podendo causar um surto indesejável de pólen.

A névoa amarela nos céus norte-americanos é apenas mais um lembrete de que precisamos de nos manter fiéis ao Acordo de Paris e manter o aquecimento global nos mínimos possíveis.

ZAP //

Por ZAP
18 Abril, 2019

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1855: NASA revela em detalhe superfície do “Asteróide do Apocalipse”

NASA / Goddard / Universidade do Arizona

A NASA divulgou novas imagens captadas pela sonda OSIRIS-REx a uma distância de apenas 4,8 quilómetros do “Asteróide do Apocalipse”.

A Sonda OSIRIS-REx, da agência espacial norte-americana, é responsável por estudar o asteróide Bennu, tendo sido lançada no final do ano passado com essa missão. O “asteróide do Apocalipse” tem um diâmetro de, aproximadamente, 493 metros e é considerado “potencialmente perigoso” para a Terra, de acordo com a NASA.

As fotografias capturadas pela câmara PolyCam, incorporada na sonda da NASA, mostram em detalhe a superfície do Bennu. Na primeira fotografia, é possível observar a maior rocha no hemisfério norte do asteróide, cujo ponto mais alto atinge os 23,5 metros.

NASA’s OSIRIS-REx

@OSIRISREx

Here’s one of the largest boulders in Bennu’s northern hemisphere. It’s 77 feet tall – about a fourth of the length of a football field – and it looms over the other rocks in the region. 🦎

More details: https://bit.ly/2Idgzaq 

Numa outra imagem é possível observar uma área perto do equador do Bennu. Das duas grandes formações rochosas que se conseguem ver na fotografia, aquela que está na parte superior à direita tem 21 metros de comprimento, o equivalente a quatro lugares de estacionamento.

NASA’s OSIRIS-REx

@OSIRISREx

So we’re clear, that rock was like that when I got here …

This image from DS:BBD Flyby 1 shows the rocky surface of Bennu just south of the equator. That cracked rock is 69 ft long, about the length of 4 parallel parking spots.

More detail: https://bit.ly/2IpIKSG

Um grande número de rochas de maiores dimensões foi também detectado numa região do hemisfério sul de Bennu. “Este é um bom exemplo de alguns dos ângulos de visão oblíquos em que estamos a trabalhar para obter fotografias do Bennu”, escreveu a equipa no Twitter.

“As sombras neste ângulo dão uma sensação da altitude da rocha, e podemos ver mais detalhes da superfície a partir deste ângulo“, sublinham ainda.

A sonda OSIRIS-REx entrou na órbita de Bennu em Dezembro de 2018. A sonda foi lançada em Setembro de 2016, com o objectivo de trazer à Terra uma amostra dos materiais da superfície do asteróide para obter informações adicionais sobre as origens do Universo.

Uma vez em cada seis anos, o “Asteróide do Apocalipse” aproxima-se da Terra. Devido a esta aproximação, há uma alta possibilidade de Bennu impactar com a Terra no final do século XXII. O seu tamanho, composição primitiva e órbita potencialmente perigosa tornam-no num dos asteróides mais fascinantes e acessíveis para estudar.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
17 Abril, 2019

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1836: Foto do buraco negro: é como ler em Paris um jornal exposto em Nova Iorque

Veja o vídeo que demonstra bem a dimensão do feito.

https://www.dn.pt/vida-e-futuro/interior/observar-um-buraco-negro-e-como-ler-em-paris-um-jornal-exposto-em-nova-iorque-10782782.html?jwsource=cl

A capacidade de observação da rede de radiotelescópios com a qual foi obtida a primeira ‘fotografia’ de um buraco negro, hoje divulgada, equivale a ler um jornal exposto em Nova Iorque a partir de um café em Paris.

A analogia é feita em comunicado pelo Observatório Europeu do Sul (OES) e pelo Event Horizon Telescope (EHT), uma rede à escala planetária de oito radiotelescópios em solo que foi formada sob colaboração internacional para capturar as primeiras imagens de um buraco negro, objecto no universo completamente escuro do qual nada pode escapar, nem mesmo a luz.

Um dos radiotelescópios usados foi o ALMA, do OES, composto por 66 antenas e que está localizado no planalto de Chajnantor, nos Andes Chilenos, a 5.000 metros de altitude, no norte do Chile.

Da equipa de mais de 200 investigadores que participaram na observação do buraco negro super-maciço e da sua sombra, que se situa no centro da galáxia M87, faz parte o astrofísico português Hugo Messias, do observatório ALMA. O Observatório Europeu do Sul é uma organização astronómica da qual Portugal faz parte.

As observações do EHT foram feitas a partir de uma técnica conhecida como “interferometria de linha de base muito longa”, que sincroniza os diversos telescópios colocados em diferentes pontos do mundo e “explora a rotação” da Terra para formar “um enorme telescópio do tamanho da Terra”.

A técnica permitiu à rede de oito radiotelescópios ter “a maior resolução angular alguma vez atingida”, ou seja, “o suficiente para se ler um jornal colocado em Nova Iorque”, nos Estados Unidos, “a partir de um café em Paris”, em França.

A resolução angular, que determina o desempenho de instrumentos de observação como os telescópios, é a capacidade de se distinguir dois objectos cujas imagens estão muito próximas.

Ao contrário de um telescópio óptico, que produz imagens a partir da luz visível, um radiotelescópio, como os oito utilizados para registar o buraco negro da M87, capta as ondas de rádio emitidas por corpos celestes através de uma ou várias antenas de grandes dimensões.

As observações feitas a alta altitude pelos oito radiotelescópios – um deles localizado na Serra Nevada, em Espanha, e outro na Antárctida – decorreram numa campanha em 2017.

A foto histórica
© Event Horizon Telescope (EHT)/National Science Foundation/via REUTERS

Apesar de os instrumentos não estarem fisicamente ligados, os seus dados foram sincronizados através de relógios atómicos, que deram o tempo exacto das observações.

Cada telescópio gerou “enormes quantidades de dados”, cerca de 350 ‘terabytes’ por dia, que foram guardados em discos rígidos com hélio, que pesam menos e têm maior capacidade de armazenamento.

Os dados foram migrados para supercomputadores do Instituto Max Planck, na Alemanha, e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, e convertidos numa imagem através de “ferramentas computacionais inovadoras”.

“Calibrações múltiplas e métodos de obtenção de imagens” revelaram, no final, “uma estrutura semelhante a um disco com uma região central escura – a sombra do buraco negro – que se manteve em várias observações independentes do EHT”. A sombra de um buraco negro “é o mais próximo” da imagem do buraco negro propriamente dito, uma vez que este é totalmente escuro.

Dada a sua enorme massa (6,5 mil milhões de vezes superior à do Sol) e a relativa proximidade (55 milhões de anos-luz da Terra), os cientistas vaticinaram que o buraco negro da galáxia M87 fosse um dos maiores que pudesse ser visto da Terra, “o que o tornou um excelente alvo” para o Event Horizon Telescope.

A presença de buracos negros, os objectos cósmicos mais extremos que foram previstos em 1915 pelo físico Albert Einstein na Teoria da Relatividade Geral, deforma o espaço-tempo e sobreaquece o material em seu redor.

Até à ‘fotografia’ hoje divulgada, as imagens de um buraco negro eram meramente concepções artísticas.

Os resultados do trabalho do Event Horizon Telescope são descritos em seis artigos publicados hoje num número especial da revista da especialidade The Astrophysical Journal Letters.

A mesma rede de radiotelescópios também se propõe obter a primeira imagem do buraco negro super-maciço Sagitário A, localizado no centro da Via Láctea.

Diário de Notícias
DN/Lusa
10 Abril 2019 — 18:19

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1831: É assim um buraco negro. Eis a primeira imagem

Sete conferências de imprensa simultâneas em sete pontos diferentes do mundo anunciam a novidade científica.

© DR

São os primeiros resultados do projecto internacional do Telescópio Event Horizon (EHT, na sigla em inglês), e a grande novidade é esta: pela primeira vez na história conseguiu-se obter a imagem de um buraco negro. Uma espécie de donut luminoso, envolto em negrume. Assim, de repente, pode parecer pouco entusiasmante, mas para os cientistas trata-se de um marco, que abre portas a novas possibilidades de estudo destes misteriosos objectos cósmicos.

A colaboração internacional, que envolveu mais de 200 cientistas de 40 nacionalidades, e contou com financiamento do programa europeu Horizonte 2020, revela assim a primeira imagens de uma dos objectos mais estranhos do universo: extremamente denso, concentra uma quantidade matéria quase inimaginável num espaço proporcionalmente pequeno, afectando o espaço e o tempo na sua vizinhança.

A primeira imagem de sempre agora captada pela colaboração internacional é de um buraco negro que está no centro da galáxia Messier 87, na constelação de Virgem, a 55 milhões de anos-luz da Terra e com uma massa 6,5 mil milhões de vezes superior à do Sol.

Com este novo passo, os buracos negros negros deixam de ser entidades exclusivamente teóricas e abstractas, mostrando a sua face visível.

Para obter esta imagem, o Telescópio Event Horizon colocou em rede oito radiotelescópios de todo o mundo localizados em zonas de grandes altitudes – um deles aqui, na Península Ibérica, no alto da Serra Nevada, em Espanha.

Múltiplas calibrações e métodos de obtenção de imagens foram conjugados pelos cientistas e acabaram por revelar uma estrutura idêntica a um disco, com uma região central escura, que é a sombra do buraco negro.

“Se estiverem imersos numa região brilhante, como um disco de gás brilhante, pensamos que o buraco negro crie uma região escura semelhante a uma sombra, algo que foi previsto pela relatividade geral de Einstein, mas que nunca foi observado antes,” explica Heino Falcke, presidente do Conselho Científico do EHT e da Universidade Radboud, na Holanda.

“Quando tivemos a certeza de ter efectivamente capturado a sombra, pudemos comparar o nosso resultado com uma extensa biblioteca de modelos de computador, a qual inclui a física do espaço deformado, matéria super-aquecida e campos magnéticos muito fortes”, explica por seu turno, Paul T. P. Ho, membro do Conselho do EHT e Director do Observatório do Leste Asiático. E sublinha: “Muitas das estruturas da imagem observada ajustam-se surpreendentemente bem com os nossos modelos teóricos, o que nos dá confiança na interpretação das observações, incluindo a estimativa da massa do buraco negro”.

Para o comissário da Ciência, Investigação e Inovação, Carlos Moedas, esta é uma grande descoberta – “haverá um antes e um depois desta imagem”, disse na conferência de imprensa da comissão europeia, uma das sete -, e “uma lição da ciência para os políticos”, ao mostrar como “se cumpre o sonho, congregando cientistas de 40 nacionalidades diferentes”.

 

Pierre Bourguignon, presidente do Conselho Europeu de Investigação (ERC, na sigla em inglês), congratulou-se com a descoberta que, diz, “dilata as fronteiras do conhecimento”.

Os oito telescópios envolvidos na descobertas são: o ALMA (Atacama Large Millimeter), o APEX (Atacama Pathfinder Experiment, o telescópio IRAM de 30 metros, o James Clerk Maxwell Telescope, o Large Millimeter Telescope Alfonso Serrano, o Submillimeter Array, Submillimeter Telescope e o South Pole Telescope. Os dados obtidos pelos telescópios foram tratados por super-computadores no Instituto Max Planck de Rádio Astronomia, na Alemanha, e no MIT Haystack Observatory, nos Estados Unidos.

Apesar de os telescópios não estarem fisicamente ligados entre si, explica o European Southern Obsertory, cujos telescópios ALMA e APEX integraram o projecto, “foi possível sincronizar os dados colectados”, usando relógios atómicos, “que dão o tempo preciso das observações”. As observações foram obtidas durante uma campanha global realizada em 2017.

Em actualização

Diário de Notícias
Filomena Naves
10 Abril 2019 — 14:14

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1823: Vamos ver um buraco negro. Cientistas mostram quarta-feira o retrato inédito

Em cinco línguas diferentes, em sete cidades de todo o mundo, sete conferências de imprensa simultâneas poderão mostrar pela primeira vez uma imagem de um buraco negro.

Uma das simulações apresentadas no site do EHT
© Hotaka Shiokawa

A revelação acontecerá às 14:00 desta quarta-feira, hora de Lisboa, em inglês – a partir de Bruxelas, na Bélgica, e Washington, EUA -, em dinamarquês desde Lyngby, em espanhol a partir de Santiago do Chile, em mandarim desde Xangai (China) e Taipei (Taiwan), e em japonês, a partir de Tóquio.

A essa hora, nestes sete pontos do mundo, cientistas divulgarão os primeiros resultados do projecto internacional do Telescópio Event Horizon (EHT, na sigla em inglês), onde todos esperam que se possa observar a primeira imagem de um buraco negro, um dos maiores mistérios do Universo.

A simultaneidade das sete conferências de imprensa, anunciadas pelo projecto Event Horizon, aumentou a expectativa junto das comunidades científicas e da comunicação social sobre o que será divulgado. Na informação divulgada apenas se fala num “resultado inovador do projecto do EHT”.

Desde há muito, apresenta-se o EHT, que “um objectivo na astrofísica é observar directamente o ambiente imediato de um buraco negro”, neste caso no centro da Via Láctea, aquela que é a nossa galáxia.

De acordo com a explicação do site oficial do EHT, o projecto – que envolve cerca de 200 pessoas – liga os telescópios existentes com novos sistemas. O EHT “cria um instrumento fundamentalmente novo, com poder de resolução angular que é o mais elevado possível da superfície da Terra”.

Imagem já divulgada a 22 de Outubro de 2001, pela Agência Espacial Europeia, onde se vê uma observação de satélite de um buraco negro super-maciço na galáxia de MCG 6-30-15.

O telescópio tem sido usado para medir o tamanho das regiões de emissão de dois buracos negros super-maciços: Sagitário A, no centro da Via Láctea, e M87 no centro da galáxia de Virgo A. A expectativa é que esta quarta-feira se possa ver uma primeira imagem eventualmente de um destes buracos negros.

Diário de Notícias
09 Abril 2019 — 18:40

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NASA partilha imagem de “borboleta espacial”

© NASA Agência espacial diz que a nébula em questão é um “berçário para centenas de estrelas bebés”.

Uma das mais recentes imagens partilhadas pela NASA mostra uma nébula com uma estranha forma. Tão estranha na verdade que a própria agência espacial norte-americana apelida esta nuvem de gás e poeira de “borboleta espacial”.

Cada uma das ‘asas’ desta nébula são bolhas gigantes de gás que funciona como “berçário para centenas de estrelas bebés”. A nébula em questão recebeu o nome oficial de Westerhout 40 (W40) e está a uma distância de 1.400 anos-luz do nosso Sol, quase a mesma da nébula Oríon

É de esperar que a NASA continue a estudar esta nébula e a formação de estrelas no seu interior.

msn notícias
Miguel Patinha Dias
29/03/2019

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1758: A espectacular imagem das tempestades em Júpiter

Na sua mais recente passagem pelo gigante gasoso, a sonda espacial Juno recolheu três imagens separadas do planeta que depois foram unidas numa só por Kevin M. Gill, usando a informação disponibilizada pela NASA.

A imagem de Júpiter criada por Kevin M. Gill em que se veem as tempestade e a Grande Mancha Vermelha
© NASA/JPL-CALTECH/SWRI/MSSS/KEVIN M. GILL

Lançada em Agosto de 2011, a sonda Juno voltou a recolher imagens de Júpiter, o gigante gasoso em torno do qual orbita. Desta vez, Kevin M. Gill aproveitou três dessas imagens que uniu numa só, mostrando toda a espectacularidade das tempestades que se formam naquele planeta.

Gill usou as imagens recolhidas pela câmara a cores da sonda e postas à disposição dos cidadãos-cientistas pela NASA. As imagens foram tiradas a distâncias que vão dos 27 mil aos 95 mil quilómetros das nuvens do planeta.

Na imagem criada por Gill são nítidas as tempestades formadas no hemisfério sul e a famosa Grande Mancha Vermelha.

Este anticiclone, que existe há milhares de anos, tem visto os seus segredos revelados pela missão da Juno, com os dados recolhidos pela sonda a permitirem perceber que as suas raízes de encontram a 350 km abaixo da atmosfera de Júpiter.

Diário de Notícias
23 Março 2019 — 17:17

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1536: Há “dunas extraterrestres” em Marte (e uma misteriosa cratera gigante)

Universidade de Arizona / NASA Cratera enorme no manto de gelo de Marte

Cientistas descobriram uma nova cratera no manto de gelo do planeta Marte. Além disso, há ainda “dunas extraterrestres” dispostas de forma linear.

O grande buraco, de acordo com um comunicado do laboratório lunar e planetário da Universidade do Arizona, foi causado pelo impacto de um meteorito que caiu no pólo sul do Planeta Vermelho.

As imagens da cratera foram capturadas pela HiRISE, a mais poderosa câmara de alta resolução que foi enviada para outro planeta e que fornece material com um nível incrível de detalhes, de acordo com os especialistas.

Com base nos dados das fotografias, foi determinado que o impacto na área ocorreu entre Julho e Setembro do ano passado. O padrão dos tons de cor revelam características da força do choque do meteorito, que perfurou a camada de gelo, escavou a areia escura inferior e ejectou-a em todas as direcções no topo da camada.

Ross Beyer, especialista da NASA, disse que “esta imagem é bastante considerável, porque ocorreu na zona glacial do sul. Parece que a explosão ocorreu após um impacto de pelo menos duas toneladas. A cratera formou uma área de explosão maior e mais leve, causando um design interior sob a camada de gelo”.

Mas estas não são as únicas novidades que a HiRISE traz para a Terra. Foram também publicadas as primeiras imagens de um novo campo de dunas em Marte, com morfologias distintas, em que se pode apreciar a secção transversal das mesmas.

Universidade de Arizona / NASA
Dunas em Marte

Segundo o artigo da Universidade do Arizona, essas formações dependem de vários factores, incluindo a quantidade de areia presente e as direcções locais do vento.

As imagens mostram as “dunas extraterrestres” dispostas de forma linear, primeiro em áreas com muita areia e depois os picos das dunas com secções relativamente livres de poeira. Mais tarde, os cientistas esperam obter uma segunda imagem para determinar se essas dunas estão a evoluir ou permanecem estáticas.

Graças ao material fornecido pela HiRISE, a NASA colaborou com missões espaciais para estabelecer o seu local de pouso, entre outras importantes descobertas, como a confirmação de grandes reservas de água congelada sob a superfície marciana ou a contemplação de avalanches em movimento.

ZAP //

Por ZAP
30 Janeiro, 2019

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1534: Melhor imagem, até agora, de Ultima Thule

O objeto da Cintura de Kuiper, 2014 MU69, informalmente conhecido como Ultima Thule, visto pela sonda New Horizons da NASA.
Crédito: NASA/JHUAPL/SwRI

As maravilhas – e mistérios – do objeto da Cintura de Kuiper, 2014 MU69, continuam a multiplicar-se à medida que a sonda New Horizons da NASA transmite novas imagens do seu alvo do “flyby” que teve lugar no dia de Ano Novo de 2019.

Esta imagem, obtida durante o voo histórico de 1 de Janeiro, pelo objeto informalmente conhecido como Ultima Thule, é a visão mais clara até agora deste notável e antigo objeto nos confins do Sistema Solar – o primeiro “KBO” (Kuiper Belt Object, inglês para objeto da Cintura de Kuiper) pequeno já explorado por uma nave espacial.

Obtida com o componente MVIC (Multicolor Visible Imaging Camera) do instrumento Ralph da New Horizons, a imagem foi captada quando o KBO estava a 6700 km, às 05:26 (UT) de dia 1 de Janeiro – apenas sete minutos antes da maior aproximação. Com uma resolução original de 135 metros por pixel, a imagem foi armazenada na memória da sonda e transmitida para a Terra nos dias 18 e 19 de Janeiro. Os cientistas seguidamente melhoraram a imagem para realçar detalhes (este processo – com o nome deconvolução – também amplifica a granulação da imagem quando vista em alto contraste).

A iluminação oblíqua da imagem revela novos detalhes topográficos ao longo da linha que separa a noite do dia, chamada terminador, perto do topo. Estes detalhes incluem várias cavidades com até 0,7 km de diâmetro. A grande característica circular, com 7 km de diâmetro, no lóbulo mais pequeno, também parece ser uma depressão profunda. Não está claro se esses poços são crateras de impacto ou características resultantes de outros processos, como “poços de colapso” ou ventilações antigas de materiais voláteis.

Ambos os lóbulos mostram muitos padrões interessantes de luz e escuridão de origem desconhecida, que podem revelar pistas sobre como este corpo foi produzido durante a formação do Sistema Solar há 4,5 mil milhões de anos. Um dos mais notáveis é o “colarinho” brilhante que separa os dois lóbulos.

“Esta nova imagem está a começar a revelar diferenças no carácter geológico dos dois lóbulos de Ultima Thule, e também nos fornece novos mistérios,” disse o investigador principal Alan Stern, do SwRI (Southwest Research Institute) em Boulder, no estado norte-americano do Colorado. “No próximo mês teremos imagens com melhores cores e em mais alta resolução que, esperamos, ajudem a desvendar os muitos mistérios de Ultima Thule.”

A New Horizons está aproximadamente a 6,64 mil milhões de quilómetros da Terra, operando normalmente e a afastar-se do Sol (e de Ultima Thule) a mais de 50.700 quilómetros por hora. A essa distância, o seu sinal de rádio demora seis horas e nove minutos a chegar à Terra.

Astronomia On-line
29 de Janeiro de 2019

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1448: A primeira foto do lado oculto da Lua

É um feito inédito na exploração espacial .. A sonda chinesa Chang’e-4 pousou no “lado negro” da Lua e enviou a primeira foto de uma “faceta” do satélite natural que aqui da Terra nunca conseguiremos ver.

© China Stringer Network SIC Notícias

A sonda Chang’e-4 tinha partido da Terra a 8 de Dezembro e aterrou hoje eram 3h26 em Lisboa num local nunca antes explorado pelo ser humano.

“Alcançámos um resultado extremamente preciso. A alunagem desenrolou-se cuidadosamente e num local ideal”, declarou Sun Zezho, engenheiro-chefe da missão Chang’e-4 – nome da deusa chinesa da Lua – à televisão estatal CCTV.

© China Stringer Network A sonda chinesa em exposição antes de ser lançada

A China vai agora colocar um veículo robotizado para estudar a zona da superfície lunar que não pode ser vista da Terra.

Trata-se da segunda missão espacial chinesa a colocar uma sonda na superfície da Lua, depois de uma outra, em 2013.

A nova missão da agência espacial chinesa é, no entanto, a primeira do mundo a enviar uma sonda e um veículo robotizado para o “lado negro da Lua”, onde pretende testar o crescimento de plantas e captar sinais de radiofrequência normalmente bloqueados pela atmosfera terrestre, de acordo com um artigo da revista científica Nature.

O local de alunagem da sonda e do veículo robotizado é a cratera Von Kármán, situada na bacia do Polo Sul-Aitken, a maior e mais antiga depressão na Lua e uma das maiores zonas de impacto do Sistema Solar.

“É uma área-chave para dar resposta a várias questões sobre a história da formação da Lua, incluindo a sua estrutura interna e a evolução da sua temperatura”, afirmou, citado pela Nature, o investigador Bo Wu, da Universidade Politécnica de Hong Kong, que descreveu a topografia e a geomorfologia da cratera.

O veículo robótico da Chang’e-4 está preparado para realizar diversas experiências no solo lunar, como avaliar com um radar a espessura das camadas subterrâneas e estudar com um espectrómetro a composição mineral à superfície.

A sonda, equipada também com vários instrumentos, irá estudar o gás interestelar e os campos magnéticos que se disseminam após a morte de uma estrela e testar se a batata e a planta herbácea “Arabidopsis thaliana” (da família da mostarda) crescem e fazem a fotossíntese num ambiente controlado, mas condicionado à micro-gravidade da superfície lunar.

Experiências anteriores realizadas na Estação Espacial Internacional revelaram que a batata e a “Arabidopsis thaliana” podem crescer normalmente em ambientes controlados que são sujeitos a uma gravidade inferior à da Terra, mas não a uma gravidade tão baixa como a da Lua.

Para comunicar com a sonda, o centro de controlo da missão Chang’e-4 irá usar o satélite Queqiao, lançado em maio, para intermediar as comunicações com o aparelho (a comunicação directa com a sonda não é possível no lado oculto da Lua).

Depois da Chang’e-4, seguir-se-á a missão Chang’e-5, com lançamento previsto para 2019, e com a qual a China pretende recolher amostras do solo lunar.

SIC Notícias
03/01/2019

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1442: Primeiras imagens. Ultima Thule, na fronteira do sistema solar, é assim

NASA mostra as primeiras imagens obtidas pela sua sonda New Horizons esta terça-feira de Ultima Thule, o astro mais distante de sempre visitado por uma nave terrestre. E ainda só chegou um por cento dos dados recolhidos

A cor real é da imagem da direita
Foto NASA

Foto NASA

Aí estão elas, as primeiras imagens captadas de perto de Ultima Thule. Foram feitas pela sonda New Horizons durante o sobrevoo que a sonda da NASA realizou há apenas um dia. Ultima Thule é constituída por dois corpos agregados, contém materiais de gelos exóticos cuja natureza ainda precisa de ser estudada e a sua cor global é vermelha. Mas a causa dessa coloração ainda não é conhecida: materiais orgânicos, ou outros, não se sabe ainda.

As fotos e os novos detalhes foram divulgados esta quarta-feira pela NASA, que espera ter muito mais novidades amanhã, à medida que os dados recolhidos pela sonda forem chegando ao centro de controlo, em terra.

Para já, ainda só chegou um por cento de todos os dados recolhidos pela New Horizons ao centro de controlo da missão, que está instalado no Laboratório de Física Aplicada da Universidade de Johns Hopkins, nos Estados Unidos. A totalidade dos dados levará ainda quase um ano a chegar à Terra.

As imagens mostradas esta quarta-feira pela NASA foram tiradas das ainda durante a aproximação da nave, a uma distância de 50 mil quilómetros de distância, pelo que os cientistas da missão esperam ter imagens ainda mais espectaculares durante os próximos dias. “Estamos já a observar pormenores da topografia e vamos ter grandes novidades e imagens espectaculares”, explicou Alan Stern, o responsável da missão.

Diário de Notícias
Filomena Naves
02 Janeiro 2019 — 19:48

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1422: Sonda da NASA captura a primeira fotografia da atmosfera do Sol

Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory
Parker Solar Probe

Semanas depois de a sonda solar Parker da NASA ter completado a viagem mais próxima do Sol de toda a história, os dados desse voo começam a chegar à Terra, revelando a primeira fotografia da atmosfera do Sol.

A sonda fez o seu primeiro sobrevoo ao Sol entre 31 de Outubro e 11 de Novembro, dias em que atravessou a alta velocidade a parte mais externa da atmosfera solar, conhecida como a coroa solar. Através do seu dispositivo WISPR, a sonda Parker fotografou a partir do interior essa camada gasosa carregada de partículas de vento solar.

A agência espacial norte-americana revelou a fotografia no passado dia 12.

A fotografia acima publicada foi capturada no passado dia 8 de Novembro, e mostra uma espécie de “serpentina”, uma estrutura de material solar que geral cobre as áreas de maior actividade. a sua estrutura aparece claramente, evidenciando de forma clara pelo menos dois raios visíveis. Tal como nota a NASA, estes são dados nunca antes vistos.

Quando registou esta imagem, a Parker estava a aproximadamente 27,2 milhões de quilómetros da superfície do Sol. O objecto brilhante que aparece na parte central é Júpiter – o maior planeta do Sistema Solar – já os pontos escuros são resultados de uma correcção no fundo da fotografia.

A missão desta sonda, que fará a sua segunda passagem à voltado Sol em abril do próximo ano, durará até 2025. Nos próximos anos, a sonda deve completar 24 órbitas em torno do Sol aproximando-se a cerca de 3,8 milhões de quilómetros da sua superfície.

A NASA espera ajudar a resolver alguns mistérios sobre a atmosfera da nossa estrela, como o facto da sua atmosfera externa aquecer cerca de 300 vezes mais do que a sua superfície e o vento solar atingir velocidades tão elevadas.

A sonda da missão Parker Solar Probe foi o primeiro engenho feito pelo Homem a entrar na atmosfera do Sol, atingindo o recorde da maior aproximação ao astro. A Parker foi lançada no dia 13 de Agosto a partir de Cabo Canaveral, no estado norte-americano Florida.

ZAP // RT / Sputnik News

Por ZAP
17 Dezembro, 2018

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1018: Orçamento Participativo Portugal > Votação até 30 Setembro 2018

O Orçamento Participativo Portugal é um processo democrático deliberativo, directo e universal, através do qual as pessoas apresentam propostas de investimento e que escolhem, através do voto, quais os projectos que devem ser implementados em diferentes áreas de governação. A votação ocorre até 30 de Setembro. Cada cidadão pode votar num projecto de âmbito nacional e noutro de âmbito regional.

O Prof. Doutor Rui Agostinho, docente da FCUL e director do OAL propôs, como cidadão, um projecto a votação no Orçamento Participativo Portugal. Fique a conhecer o projecto e participe na votação:

Âmbito Nacional

Projecto #582 – AstroCosmos: Aprender na Escola, no Campo e na Cidade, no Céu de Portugal
Proposto por Rui Agostinho
Votar online

É um projecto de Astronomia dando muita ênfase às Escolas, à formação dos alunos e professores, mas também é para o público. O projecto contribuirá para o desenvolvimento da Educação em Ciência e da Cidadania do Conhecimento, através destas acções que serão realizadas com as Escolas e com o público.

O projecto tira partido da posição privilegiada de instituições de divulgação científica, os CCVs, apoiadas por uma instituição do Ensino Superior em Lisboa, que tem reconhecida competência em Astronomia, no ensino, divulgação e investigação.

Está na proposta que um CCV deve estar em Lisboa, com uma localização de eleição e infraestruturas muito boas. Isto permitirá a observação do Sol e da Lua integradas nas sessões públicas regulares, onde as Escolas têm um assento preferencial.

O complemento perfeito está na excelente qualidade do céu alentejano, a Sul de Grândola, num CCV onde aflui muito público com regularidade e onde se farão observações astronómicas no grande telescópio, mas também para as suas actividades regulares de observação do Sol, da Lua e dos planetas. O que está planeado é que seja o CCV do Lousal, onde se têm feito este tipo de acções: funcionará bem.

As acções de formação com as Escolas terão acesso (local ou remoto) ao telescópio, e será criada um base de dados com imagens e projectos, de acesso livre. O Prof. Rui Agostinho fará a coordenação dos projectos de Formação e Ensino com as Escolas.

Será preciso comprar equipamento como as cúpulas, pequenos telescópios solares em Hα além de outros equipamentos para imagem (CCD, filtros, espectroscópio, etc). Mas o grande telescópio já existe na FCUL/OAL: é um Ritchey-Chrétien de 45 cm, com montagem equatorial de garfo.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
14 Set 2018

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