4015: Solar Orbiter first images revealed

European Space Agency, ESA

 

ESA’s Solar Orbiter spacecraft has sent back its first images of the Sun. At 77 million kilometres from the surface, this is the closest a camera has ever flown to our nearest star. The pictures reveal features on the Sun’s exterior that have never been seen in detail before. Launched on 10 February 2020, the spacecraft completed its commissioning phase and first close-approach to the Sun in mid-June. Since then, science teams have been processing and examining this early data. The spacecraft is currently in its cruise phase, on its way to Venus, but will eventually get even closer to the Sun.
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spacenews

 

As primeiras imagens da Solar Orbiter revelam “fogueiras” no Sol

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

O instrumento EUI (Extreme Ultraviolet Imager) a bordo da sonda Solar Orbiter da ESA obteve esta imagem no dia 30 de maio de 2020. Mostra o aspecto do Sol a um comprimento de onda de 17 nanómetros, que fica na região ultravioleta extrema do espectro electromagnético. As imagens neste comprimento de onda revelam a atmosfera superior do Sol, a coroa, com uma temperatura de aproximadamente 1 milhão de graus Celsius. O EUI captura imagens do disco total do Sol usando o telescópio FSI (Full Sun Imager), bem como imagens de alta resolução com o telescópio HRIEUV.
No dia 30 de maio, a Solar Orbiter estava mais ou menos a metade da distância Terra-Sol, o que significa que estava mais perto do Sol do que qualquer outro telescópio solar alguma vez esteve. Isto permitiu que o EUI visse características na coroa solar com apenas 400 km de diâmetro. Ao longo da missão, a Solar Orbiter vai ficar mais perto do Sol e isto aumentará o poder de imagem do instrumento por um factor de dois na aproximação máxima.
Ainda assim, mesmo antes desta maior aproximação, as imagens já obtidas revelam um conjunto de loops, manchas brilhantes e escuras, filamentos móveis. Uma característica omnipresente da superfície solar, revelada pela primeira vez nestas imagens, foi apelidada de “fogueiras”. São erupções em miniatura que podem estar a contribuir para as altas temperaturas da coroa solar e para a origem do vento solar.
A cor nesta imagem foi acrescentada artificialmente porque o comprimento de onda original detectado pelo instrumento é invisível ao olho humano.
Crédito: Solar Orbiter/Equipa EUI (ESA & NASA); CSL, IAS, MPS, PMOD/WRC, ROB, UCL/MSSL

As primeiras imagens da Solar Orbiter, uma nova missão de observação do Sol da ESA e da NASA, revelaram explosões solares em miniatura omnipresentes, apelidadas de “fogueiras”, perto da superfície da nossa estrela mais próxima.

De acordo com os cientistas por trás da missão, a observação de fenómenos que não eram antes visíveis em detalhe, sugere o enorme potencial da Solar Orbiter, que acabou de terminar a sua fase inicial de verificação técnica conhecida como comissionamento.

“Estas são apenas as primeiras imagens e já podemos ver novos fenómenos interessantes,” diz Daniel Müller, Cientista do Projecto Solar Orbiter da ESA. “Não esperávamos resultados tão bons desde o início. Também podemos ver como os nossos dez instrumentos científicos se complementam, fornecendo uma imagem holística do Sol e do ambiente circundante.”

A Solar Orbiter, lançada no dia 10 de Fevereiro de 2020, transporta seis instrumentos de sensoriamento remoto, ou telescópios, que retratam o Sol e seus arredores e quatro instrumentos in situ que monitorizam o ambiente em torno da aeronave. Ao comparar os dados de ambos os conjuntos de instrumentos, os cientistas obterão informações sobre a formação do vento solar, o fluxo de partículas carregadas do Sol que influencia todo o Sistema Solar.

O aspecto único da missão Solar Orbiter é que nenhuma outra aeronave conseguiu capturar imagens da superfície do Sol a uma distância tão próxima.

Imagens mais próximas do Sol revelam novos fenómenos

As fogueiras, mostradas no primeiro conjunto de imagens, foram capturadas pelo EUI (Extreme Ultraviolet Imager) do primeiro periélio da Solar Orbiter, o ponto na sua órbita elíptica mais próximo do Sol. Naquele momento, a sonda estava a apenas 77 milhões de quilómetros do Sol, cerca da metade da distância entre a Terra e a estrela.

“As fogueiras são parentes pequenos das explosões solares que podemos observar a partir da Terra, milhões ou milhares de milhões de vezes menores,” diz David Berghmans, do Observatório Real da Bélgica, Investigador Principal do Instrumento EUI, que captura imagens de alta resolução das camadas inferiores da atmosfera do Sol, conhecida como coroa solar. “O Sol pode parecer pacífico à primeira vista, mas quando olhamos em detalhe, podemos ver essas labaredas em miniatura em todos os lugares.”

Os cientistas ainda não sabem se as fogueiras são apenas pequenas versões de grandes explosões ou se são movidas por diferentes mecanismos. Já existem, no entanto, teorias de que estas explosões em miniatura poderiam estar a contribuir para um dos fenómenos mais misteriosos do Sol, o aquecimento coronal.

Desvendar os mistérios do Sol

“Estas fogueiras são totalmente insignificantes mas, ao somar os seus efeitos em todo o Sol, estas podem ser a contribuição dominante para o aquecimento da coroa solar,” diz Frédéric Auchère, do Instituto de Astrofísica Espacial, França, Investigador Principal do EUI.

A coroa solar é a camada mais externa da atmosfera do Sol que se estende milhões de quilómetros para o espaço sideral. A sua temperatura é superior a um milhão de graus Celsius, o que é uma ordem de magnitude mais quente que a superfície do Sol, uns “refrescantes” 5500°C. Após muitas décadas de estudos, os mecanismos físicos que aquecem a coroa ainda não são totalmente compreendidos, mas identificá-los é considerado o “santo graal” da física solar.

“Obviamente é prematuro dizer, mas esperamos que, ao ligar estas observações com as medições dos nossos outros instrumentos que ‘sentem’ o vento solar ao passar na aeronave, possamos eventualmente responder a alguns destes mistérios,” diz Yannis Zouganelis, Cientista Adjunto do Projeto Solar Orbiter da ESA.

Observar o lado mais distante do Sol

O PHI (Polarimetric and Helioseismic Imager) é outro instrumento de ponta a bordo da Solar Orbiter. Faz medições de alta resolução das linhas do campo magnético na superfície do sol. Foi projectado para monitorizar regiões activas do Sol, áreas com campos magnéticos especialmente fortes, que podem dar origem a explosões solares.

Durante as explosões solares, o Sol liberta rajadas de partículas energéticas que aumentam o vento solar que emana constantemente da estrela para o espaço circundante. Quando estas partículas interagem com a magnetosfera da Terra, podem causar tempestades magnéticas que podem atrapalhar as redes de telecomunicações e as redes de energia no solo.

“Neste momento, estamos na parte do ciclo solar de 11 anos quando o Sol está muito tranquilo,” diz Sami Solanki, Director do Instituto Max Planck de Investigação de Sistemas Solares em Göttingen, Alemanha, e Investigador Principal do PHI. “Mas como a Solar Orbiter está num ângulo diferente do Sol e da Terra, podemos ver uma região activa que não era observável da Terra. Esta é a primeira vez. Nunca fomos capazes de medir o campo magnético na parte de trás do sol.”

Os magnetogramas, que mostram como a força do campo magnético solar varia através da superfície do Sol, podem ser comparados com as medições dos instrumentos in situ.

“O instrumento PHI está a medir o campo magnético na superfície, vemos estruturas na coroa do Sol com o EUI, mas também tentamos inferir as linhas do campo magnético que saem para o meio interplanetário, onde está a Solar Orbiter,” diz Jose Carlos del Toro Iniesta, Investigador Principal do PHI, do Instituto de Astrofísica da Andaluzia, Espanha.

Apanhar o vento solar

Os quatro instrumentos in situ na Solar Orbiter caracterizam as linhas do campo magnético e o vento solar à medida que passam na aeronave.

Christopher Owen, do Laboratório de Ciências Espaciais Mullard da University College London e Investigador Principal do Solar Wind Analyser in situ, acrescenta: “Através destas informações, podemos estimar em que fracção do Sol uma parte específica do vento solar foi emitida e, em seguida, usar o conjunto completo de instrumentos da missão para revelar e entender os processos físicos que operam nas diferentes regiões do Sol que levam à formação de ventos solares.”

“Estamos todos realmente empolgados com estas primeiras imagens – mas este é apenas o começo,” acrescenta Daniel. “A Solar Orbiter iniciou um grande circuito pelo Sistema Solar interno e aproximar-se-á muito do Sol em menos de dois anos. Por fim, chegará a 42 milhões de quilómetros, o que representa quase um-quarto da distância do Sol à Terra.”

“Os primeiros dados já demonstram o poder por trás de uma colaboração bem-sucedida entre agências espaciais e a utilidade de um conjunto diversificado de imagens para desvendar alguns dos mistérios do Sol,” comenta Holly Gilbert, Directora da Divisão de Ciências Heliofísicas do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA e Cientista do Projecto Solar Orbiter da NASA.

A Solar Orbiter é uma missão espacial de colaboração internacional entre a ESA e a NASA. Dezanove Estados membros da ESA (Áustria, Bélgica, República Checa, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Itália, Irlanda, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Polónia, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido), bem como a NASA, contribuíram para a carga científica e/ou a aeronave. O satélite foi construído pela contratante principal Airbus Defense and Space, no Reino Unido.

Astronomia On-line
17 de Julho de 2020

 

spacenews

 

4005: Estas são as imagens mais próximas do Sol alguma vez tiradas

CIÊNCIA/SOL

As primeiras imagens do Sol transmitidas pelo satélite europeu Solar Orbiter permitiram ver explosões à superfície da estrela que nunca tinham sido observadas com tal pormenor, afirmou esta quinta-feira a Agência Espacial Europeia (ESA).

© EPA/SOLAR ORBITER

O que os cientistas chamam de “fogueiras” são “parentes pequenos das explosões solares que podemos observar a partir da Terra, milhões ou milhares de milhões de vezes menores”, afirmou o investigador David Berghmans, do Observatório Real da Bélgica.

As imagens foram captadas quando a Solar Orbiter estava a 77 milhões de quilómetros do Sol, a meio caminho entre a Terra e a estrela.

Segundo a ESA, os cientistas desconhecem para já se as “fogueiras” são como as explosões grandes, mas em ponto pequeno, ou se têm uma explicação diferente, mas teorizam que podem estar a contribuir para “um dos fenómenos mais misteriosos do Sol”.

© EPA/SOLAR ORBITER

“Estas fogueiras são totalmente insignificantes, mas, ao somar os seus efeitos em todo o Sol, podem ser a contribuição dominante para o aquecimento da coroa solar”, afirmou Frédéric Auchère, do Instituto de Astrofísica Espacial de França.

A coroa solar é a camada mais externa do Sol, que se projecta milhões de quilómetros para o espaço a uma temperatura de um milhão de graus centígrados, enquanto à superfície da estrela a temperatura ronda os 5.500 graus.

Os cientistas não sabem exactamente o que faz com que a coroa aqueça tanto.

A Solar Orbiter, que foi lançada a 10 de Fevereiro, tem seis telescópios apontados ao sol e quatro instrumentos que fazem medições em torno da nave de fenómenos como o vento solar.

Quando acontecem explosões solares, são libertadas partículas de energia que fazem aumentar o vento solar projectado do sol para o espaço em volta de si, e que podem provocar tempestades magnéticas que afectam telecomunicações e redes de energia na Terra.

© EPA/SOLAR ORBITER

Os instrumentos permitem também medir o campo magnético na parte de trás do Sol, o que acontece pela primeira vez na história, porque a Solar Orbiter está num ângulo diferente do que a Terra.

Nos próximos dois anos, a Solar Orbiter aproximar-se-á até ficar a 42 milhões de quilómetros do Sol, quase um quarto da distância do Sol até à Terra.

O satélite foi construído no Reino Unido e o projecto tem 19 países europeus coligados, incluindo Portugal, bem como a agência espacial norte-americana.

Diário de Notícias

Lusa

 

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3501: Equipa descobre método de aprimorar imagens de buracos negros

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

A imagem de um buraco negro tem um anel brilhante de emissão em redor de uma “sombra” provocada pelo objecto monstruoso. Este anel é composto de uma série de sub-anéis cada vez mais nítidos que correspondem ao número de órbitas que os fotões deram antes de chegar ao observador.
Crédito: George Wong (UIUC) e Michael Johnson (CfA)

No passado mês de Abril, o EHT (Event Horizon Telescope) despertou entusiasmo internacional ao revelar a primeira imagem de um buraco negro. E agora uma equipa de investigadores publicou novos cálculos que preveem uma subestrutura impressionante e intrincada nas imagens de buracos negros devido à extrema curvatura gravitacional da luz.

“A imagem de um buraco negro na verdade contém uma série aninhada de anéis,” explica Michael Johnson do Centro para Astrofísica de Harvard e Smithsonian. “Cada anel sucessivo tem aproximadamente o mesmo diâmetro, mas torna-se cada vez mais nítido porque a sua luz orbitou o buraco negro mais vezes antes de chegar ao observador. Com a imagem actual do EHT, captámos apenas um vislumbre de toda a complexidade que deve surgir na imagem de qualquer buraco negro.”

Dado que os buracos negros capturam todos os fotões que cruzam o seu horizonte de eventos, lançam uma sombra na sua brilhante emissão circundante do gás quente presente. Um “anel de fotões” envolve esta sombra, produzida a partir da luz que é concentrada pela forte gravidade próxima do buraco negro. Este anel de fotões transporta a impressão digital do buraco negro – o seu tamanho e forma codificam a massa e a rotação do buraco negro. Com as imagens EHT, os investigadores de buracos negros têm uma nova ferramenta para estudar estes objectos extraordinários.

“Este é um momento extremamente emocionante para se pensar na física dos buracos negros,” diz Daniel Kapec, membro da Escola de Ciências Naturais do Instituto de Estudos Avançados. “A teoria da relatividade geral de Einstein faz uma série de previsões impressionantes para os tipos de observações que finalmente estão a chegar ao nosso alcance, e penso que podemos esperar muitos avanços nos próximos anos. Como teórico, acho a rápida convergência entre teoria e experiências especialmente gratificante e espero que possamos continuar a isolar e a observar previsões mais universais da relatividade geral à medida que estas experiências se tornam mais sensíveis.”

A equipa de investigação inclui astrónomos observacionais, físicos teóricos e astrofísicos.

“Reunir especialistas de diferentes áreas permitiu-nos realmente ligar um entendimento teórico do anel de fotões com o que é possível com a observação,” observa George Wong, estudante de física da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign. Wong desenvolveu um software para produzir imagens simuladas de buracos negros em resoluções mais altas do que as calculadas anteriormente e para decompor estas imagens na série prevista de sub-imagens. “O que começou como cálculos clássicos de lápis e papel levou-nos a empurrar as nossas simulações a novos limites.”

Os cientistas também descobriram que a subestrutura da imagem do buraco negro cria novas possibilidades para observar buracos negros. “O que realmente nos surpreendeu foi que, enquanto as subestruturas aninhadas são quase imperceptíveis a olho nu nas imagens – mesmo em imagens perfeitas – são sinais fortes e claros em redes de telescópios chamadas interferómetros,” realça Johnson. “Embora a captura de imagens de buracos negros normalmente exija muitos telescópios distribuídos, os sub-anéis são perfeitos para estudar usando apenas dois telescópios separados por grandes distâncias. Adicionar um telescópio espacial ao EHT seria suficiente.”

“A física dos buracos negros sempre foi um assunto sublime, com profundas implicações teóricas,” diz Alex Lupsasca da Sociedade de Harvard. “Como teórico, tenho o prazer de finalmente recolher dados reais sobre estes objectos nos quais temos vindo a pensar abstractamente há tanto tempo.”

Astronomia On-line
20 de Março de 2020

 

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3250: Há um “bastão de caramelo” cósmico no coração da Via Láctea

CIÊNCIA

NASA

A agência espacial norte-americana (NASA) acaba de partilhar uma fotografia colorida da área central da Via Láctea, na qual se pode ver um “bastão de caramelo” cósmico que abrange cerca de 190 anos-luz.

Em comunicado, a NASA explica que a imagem do bastão é composta por um conjunto de fios longos e finos de gás ionizado que emitem ondas de rádio.

“A imagem mostra a parte interna da nossa galáxia, que abriga a maior e mais densa colecção de nuvens moleculares gigantes da Via Láctea. Estas vastas nuvens frias contêm gás e poeira densa suficiente para formar dezenas de milhões de estrelas como o Sol, pode ler-se na mesma nota, que foi disponibilizada no site oficial da NASA.

Para obter a imagem, os cientistas compilaram dados do instrumento de observação GISMO, assim como observações do satélite Herschel da ESA, do SCUBA-2 (telescópio James Clerk Maxwell no Havaí) e do observatório VLA (Novo México).

“O GISMO observa micro-ondas com uma longitude de onda de dois milímetros, o que nos permite explorar a galáxia na zona de transição entre a luz infravermelha e os comprimentos de onda de rádio mais longos”, explicou Johannes Staguhn, astrónomo da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos que lidera a equipa do GISMO no Goddard Space Flight Center da NASA.

Dois artigos que descrevem a imagem – um liderado por Staguhn e outro por Richard Arendt, da equipa GISMO da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos – foram publicados em Novembro na revista científica especializada The Astrophysical Journal.

Arendt escreve que “foi uma verdadeira surpresa” poder observar o centro da Via Láctea através dos dados do GISMO.

ZAP //

Por ZAP
23 Dezembro, 2019

 

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2833: NASA mostra imagem detalhada do centro da galáxia e promete mais descobertas

CIÊNCIA

NASA

NASA partilha foto da Via Láctea para mostrar como novo telescópio poderá trazer novidades misteriosas do centro da galáxia.

O centro da Via Láctea – onde fica o planeta Terra – é uma zona onde existem milhões de estrelas, num ambiente de fortes radiações ultravioleta e de raio X e que giram em torno de um buraco negro com a massa de quatro milhões de estrelas como o nosso Sol. Apesar do manto de poeira e gás dificultar a visualização de toda essa actividade, em 2006, o telescópio Spitzer da NASA conseguiu ultrapassar o nevoeiro com os seus sensores infravermelhos e chegou a produzir uma imagem sem precedentes. A NASA publicou agora a foto (que pode ver em cima), para destacar o quanto mais poderemos ver com a sua nova iniciativa.

O projecto de telescópio James Webb Space Telescope (JWST) está previsto ficar activo em 2021 e irá usar câmaras infravermelhas ainda mais avançadas para criar imagens da galáxia, inclusive, capturar estrelas menos luminosas e detalhes minuciosos que podem revelar surpresas.

“Qualquer imagem do Webb poderá ser considerada a imagem de maior qualidade já obtida do centro galáctico”, disse Roeland van der Marel, astrónomo que trabalhou nas ferramentas de imagem do JWST, em comunicado à imprensa. Essas imagens vão ajudar a responder a algumas das questões mais fundamentais dos cientistas sobre como a galáxia se formou e como evolui ao longo do tempo.

Outra das imagens divulgadas pela NASA do centro da galáxia Via Láctea

Fotografar o buraco negro em novos detalhes

O telescópio está totalmente montado e agora enfrenta um longo processo de teste nas instalações da Northrop Grumman, na Califórnia. O projecto estudará todas as fases da história do universo para aprender como as primeiras estrelas e galáxias se formaram, como nascem os planetas e onde pode haver vida no universo. Um espelho dobrável gigante ajudará o telescópio a observar galáxias distantes em detalhe e capturar sinais extremamente fracos dentro de nossa própria galáxia.

Graças à nova tecnologia de infravermelho, o JWST poderia fornecer uma visão sem precedentes do buraco negro super-massivo no centro da Via Láctea, chamado Sagitário A.

A forte força gravitacional dos buracos negros indica que nem a luz pode escapar, por isso é impossível imaginá-los. Mas para Torsten Böker, astrónomo do JWST, “Detectar o disco giratório em torno de Sagitário A com Webb será uma tarefa fácil”.

DN insider
Domingo, 13 Outubro 2019

 

2742: Elon Musk divulga as primeiras imagens da nave que quer enviar para Marte

TECNOLOGIA

O foguetão, com capacidade para cerca de uma centena de passageiros, deverá descolar pela primeira vez dentro de um a dois meses. Pode atingir os 65 mil pés – 20 quilómetros – e tem como objectivo fazer viagens a Marte, à Lua e a outros locais do sistema solar.

Starship
© Twitter Space X

A Space X, a empresa do multimilionário Elon Musk, divulgou as primeiras imagens da nave espacial (Starship) que quer enviar para Marte, para a lua ou outros pontos do sistema solar com seres humanos.

A primeira montagem da Starship está terminada e a nave deverá partir dentro de um a dois meses, segundo o Elon Musk (46 anos), que apresentou as imagens do projecto na madrugada de domingo em directo das instalações da Space X, no Texas, Estados Unidos.

Starship serves as a large, long-duration spacecraft capable of carrying passengers or cargo to Earth orbit, planetary destinations, and between destinations on Earth

“O Starship vai ser o foguetão mais poderoso da história, com a capacidade de levar humanos à lua, a Marte e mais além”, disse o empresário.

A nave, que tem capacidade para transportar cerca de 100 pessoas, deverá atingir os 65 mil pés, cerca de 20 quilómetros, e depois regressar a Terra. Sobre a forma como o foguetão aterrará, Musk indicou que será “como um para-quedas em queda livre” e que ao contrário de um avião deverá ter o máximo de resistência possível e menos sustentação.

“A massa da nave – sem combustível – é de aproximadamente 120 toneladas”, referiu Musk, acrescentando que a nave é “completamente reutilizável”.

@SpaceX

Ultimately, Starship will carry as many as 100 people on long-duration, interplanetary flights

Elon Musk tem expresado vontade de construir bases na Lua ou em Marte. Segundo o multimilionário, esta pode ser a forma de garantir a sobrevivência da raça humana e, assim, promover a sua regeneração na Terra no caso de uma terceira guerra mundial. “Queremos garantir que o Homem permaneça noutro lugar (para além da Terra) como uma semente da civilização humana, para que possa trazer de volta a civilização e talvez diminuir a duração da idade das trevas”, afirmou em Março.

A primeira vez que a Space X lançou um foguetão para a órbita terrestre foi há 11 anos. Desde então, a empresa concluiu 78 lançamentos espaciais.

11 years ago today, we launched our first successful mission. To date, we’ve completed 78 launches and have developed the world’s only operational reusable orbital class rockets and spacecraft—capable of launching to space, returning to Earth, and flying again

Diário de Notícias
30 Setembro 2019 — 08:52

 

 

2693: Revelada fotografia do misterioso material do lado oculto da Lua

CIÊNCIA

CNSA / CLEP

A agência espacial chinesa já tinha anunciado a descoberta de uma espécie de gel numa cratera lunar. Não satisfeita com as primeiras imagens, fez regressar o Yutu-2 ao local para recolher mais fotografias.

Em Julho, imagens recolhidas pelo veículo robótico Yutu-2, da missão Chang’e-4, revelaram a existência de uma substância gelatinosa numa cratera situada no lado mais negro da Lua. Na altura, a Agência Espacial chinesa anunciou a descoberta descrevendo o material como tendo uma forma, cor e textura diferentes do restante da superfície do satélite natural da Terra.

Este fim de semana, foram divulgadas novas imagens, de acordo com o Sapo Tek. A sonda chinesa terá sido capaz de detectar o gel, depois de inspeccionar a pequena cratera lunar com uma ferramenta espectroscópica conhecida como VNIS (Visible and Near-Infrared Spectrometer).

Esta tecnologia é capaz de determinar a composição química de uma substância ao analisar a luz que a matéria reflecte, embora seja impossível determinar com exactidão o que é a substância em causa na ausência de estudos mais completos sobre a sua origem.

Uma das teorias apontada pelos cientistas é que esta substância possa ser vidro derretido pelo calor de meteoritos que atingiram a Lua, deixando a cratera no local. Impactos de alta velocidade na superfície lunar podem criar rochas vítreas e ígneas, assim como estruturas cristalinas.

Em entrevista ao Space.com, Clive Neal, cientista da Universidade de Notre Dame, explicou que, apesar de a fotografia não ser perfeita, pode oferecer pistas preciosas. Segundo o mesmo especialista, o material encontrado assemelha-se a uma amostra de vidro de impacto, encontrada durante a missão Apolo 17, em 1972. A origem é atribuída a uma erupção vulcânica datada de há 3,54 mil milhões de anos.

O especialista da NASA Dan Moriarty concorda que é muito difícil fazer uma avaliação definitiva da composição química da substância em função da baixa qualidade da imagem. O material descrito parece um pouco mais brilhante do que o material circundante, embora o brilho real seja difícil de confirmar nas fotografias obtidas.

No dia 8 de Dezembro, a China lançou com sucesso a sonda da missão Chang’e-4, tornando-se no primeiro país a realizar uma alunagem bem sucedida no lado oculto da Lua. Chang’e-4 e Yutu-2 estão a realizar várias medições e a recolher rochas que podem revelar novos detalhes sobre esta área inexplorada do nosso satélite natural.

ZAP //

Por ZAP
23 Setembro, 2019

 

2663: Marinha dos EUA admite que vídeos de OVNI’s são verdadeiros (e não era suposto ninguém saber)

CIÊNCIA

(CC0/PD) Free-Photos / pixabay

A Marinha dos EUA confirmou que imagens de OVNIs que surgiram nos últimos anos são reais e que nunca pretenderam que o vídeo fosse visto pelo público.

As imagens que apareceram pela primeira vez online em 2017, captadas pelo The New York Times, mostraram vários objectos voadores não identificados, ou Fenómenos Aéreos Não Identificados (UAP), como são chamados oficialmente, que pareciam ser registados pela Marinha dos EUA.

Três vídeos (um de 2004 e dois de 2015), divulgados no jornal pela organização To The Stars Academy do ex-Blink 182 Tom DeLonge, mostram objectos voadores ainda não identificados, descritos por um dos pilotos de caça treinados como algo diferente de tudo que já tinha visto na sua vida.

“Posso dizer-vos, eu não acho que seja deste mundo. Não sou maluco, não estive a beber. Depois de 18 anos a voar, já vi praticamente tudo o que posso ver lá – e isto não é nada semelhante”, disse à ABC o piloto reformado David Fravor sobre o objecto não identificado que viu em 2004. “Nunca vi algo na minha vida, na minha história de aviação, que tenha a performance, a aceleração. Lembrem-se que aquela coisa não tinha asas“.

Um relatório “preparado pela e para militares” em 2018 detalhou a forma como o Veículo Aéreo Anómalo (AAV) de 13,7 metros de comprimento e “sem meios visíveis de gerar sustentação” foi visto por vários navios da Marinha dos EUA , assim como o jacto F-18 de Fravor.

“Os AAVs desceriam ‘muito rapidamente’ de aproximadamente 18 mil metros até aproximadamente 15 metros em questão de segundos“, diz o relatório, acrescentando que um piloto percebeu que o objecto, semelhante a um Tic-Tac, perturbou a água, causando “ondas espumosas e espuma” por baixo e o oceano parecia estar “a ferver”.

O relatório sobre UAPs a voar no espaço aéreo dos EUA não tinha sido confirmado pelos militares até agora. Conforme relatado pela primeira vez pelo Motherboard, um porta-voz da Marinha dos EUA disse ao The Black Vault – o maior arquivo civil de documentos desclassificados – que as imagens mostram “fenómenos aéreos não identificados” que foram filmados pela Marinha e que “a Marinha não divulgou os vídeos para o público em geral”.

“A Marinha designa os objectos contidos nesses vídeos como fenómenos aéreos não identificados”, disse o vice-chefe de operações navais para guerra de informação, Joseph Gradisher, ao The Black Vault. “A terminologia ‘Fenómenos aéreos não identificados’ é usada porque fornece o descritor básico para avistamentos/observações de aeronaves/objectos não autorizados/não identificados que foram observados a entrar/ a operar no espaço aéreo de várias áreas de treino controladas por militares”.

Isto não significa que os objectos estejam confirmados como alienígenas. Apenas que o governo ainda não tem uma explicação oficial para o que aconteceu nos vídeos.

Sabe-se que o governo dos EUA leva a sério estes avistamentos. Entre 2008 e 2011, gastou quase 22 milhões de dólares a investigar secretamente OVNIs. De fcto, os avistamentos da UAP tornaram-se tão frequentes nos últimos anos que a Marinha recentemente elaborou novas directrizes sobre como relatá-las.

ZAP //

Por ZAP
18 Setembro, 2019

 

2661: Hubble acabou de captar uma imagem nova e impressionante de Saturno… nem parece real!

CIÊNCIA

Saturno é um planeta incrível. Para ter uma ideia “aproximada” do seu perfil, podemos dizer que tem de diâmetro cerca de 116 464 km, nove vezes o tamanho da Terra. O seu aspecto hipnotiza com os seus 32 anéis e 62 luas. Sim, faz frio, a sua temperatura média da superfície é de -178 graus Celsius. Contudo, o seu interior fervilha até aos até 11.700 °C. Portanto, é um astro supremo. De tal forma que o Hubble, da NASA, captou uma nova imagem de Saturno que nos faz pensar se será real ou não.

Se prestar bem atenção, verá que a imagem é tão nítida que parece que Saturno está apenas a flutuar no espaço. Na verdade… é isso mesmo!

Saturno é composto essencialmente de hidrogénio. Tem uma densidade de 0.687 g/cm³

Segundo estas imagens fantásticas captadas pelas lentes do Hubble, Saturno parece estar a flutuar. Além disso, dada a nitidez da imagem do planeta anelado, este parece estar próximo da Terra. Calma, na verdade, está a “apenas” 1,36 mil milhões de km de distância.

Esta imagem nítida foi captada pela Wide Field Camera 3. Este é o mais recente e mais tecnologicamente avançado instrumento do Telescópio Espacial Hubble a captar imagens no espectro visível.

Mais do que apenas uma imagem bonita: é científica

A imagem faz parte de um programa chamado Outer Planet Atmospheres Legacy (OPAL.) O objectivo da OPAL é acumular imagens de longa distância dos planetas gigantes de gás do nosso Sistema Solar. Dessa forma, as imagens servem para nos ajudar a perceber as suas atmosferas ao longo do tempo. Esta é a segunda imagem anual de Saturno como parte do programa OPAL.

Saturno parece sempre muito tranquilo e pacífico visto a milhões de quilómetros de distância. No entanto, com uma inspecção mais atenta, este revela muita actividade a acontecer no planeta.

Quando pensamos em tempestades e gigantes gasosos, geralmente pensamos em Júpiter, esse guardião da Terra. Vem-nos à ideia as suas faixas de tempestade horizontais proeminentes, e, é claro, no Grande Ponto Vermelho. Mas Saturno é um planeta muito activo e tempestuoso também.

Graças ao programa OPAL, sabemos que uma grande tempestade hexagonal na região polar norte do planeta desapareceu. E tempestades menores vêm e vão com frequência.

Há também mudanças subtis nas faixas de tempestade do planeta, que são em grande parte gelo de amoníaco no topo.

Esta imagem composta, obtida pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA em 6 de Junho de 2018, mostra o planeta Saturno com os seus anéis e com seis das suas 62 luas conhecidas

Algumas características insistem em permanecer ao longo dos tempos

A sonda Cassini avistou a tempestade hexagonal no Polo Norte de Saturno há alguns anos. Contudo,  essa tempestade ainda está lá. Na verdade, a nave espacial Voyager 1 foi a primeira a detectar essa característica em 1981. Esta nova imagem Hubble de Saturno é muito mais bonita.

Em virtude de ter sido recolhida mais informação, a NASA lançou uma versão anotada e mais informativa da imagem Hubble. Além disso, a agência espacial norte-americana também lançou um vídeo time-lapse de imagens Hubble de Saturno.

Só para ilustrar as imagens, podemos reparar nas suas, ou pelo menos algumas das mais de 60 luas de Saturno. Elas orbitam de forma majestosa em torno do gigante gasoso.

Conforme podemos ver, este vídeo é composto por 33 imagens separadas tiradas no dia 19 e dia 20 de Junho de 2019.

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Imagem: NASA, ESA, Amy Simon and the OPAL Team, and J. DePasquale (STScI)
Fonte: Universe Today.

 

2581: Primeira imagem de buraco negro vale prémio de 2,7 milhões de euros

CIÊNCIA

EHT Collaboration
A primeira fotografia de um buraco negro.

A primeira imagem de um buraco negro, revelada em Abril, valeu à equipa de cientistas envolvida no trabalho, incluindo o astrofísico português Hugo Messias, um prémio de três milhões de dólares (2,7 milhões de euros).

O Prémio Breakthrough, atribuído nos Estados Unidos, reconhece o avanço científico de excelência, tendo como patrocinadores Mark Zuckerberg, um dos fundadores do Facebook, e Sergey Brin, ex-presidente da Google.

A equipa internacional de 347 cientistas que obteve a primeira imagem de um buraco negro super-maciço, neste caso a sua silhueta formada por gás quente e luminoso a rodopiar em seu redor, foi premiada na categoria de Física Fundamental.

A entrega do galardão será feita numa cerimónia em 3 de Novembro, na Califórnia, indicou a organização do Prémio Breakthrough no seu portal.

A “fotografia” do buraco negro – localizado no centro da galáxia M87, a 55 milhões de anos-luz da Terra, e com uma massa 6,5 mil milhões de vezes superior à do Sol – foi conseguida graças aos dados recolhidos das observações feitas, no comprimento de onda rádio, com uma rede de oito radiotelescópios espalhados pelo mundo, que funcionaram como um só e com uma resolução sem precedentes.

Einstein estava certo

O “telescópio gigante” foi designado Event Horizon Telescope, tendo o astrofísico português Hugo Messias participado nas observações com um dos radiotelescópios, o ALMA, no Chile.

A imagem dos contornos do buraco negro – o buraco em si, um corpo denso e escuro de onde nem a luz escapa, não se vê – permitiu comprovar mais uma vez a Teoria da Relatividade Geral, de 1915, do físico Albert Einstein, que postula que a presença de buracos negros, os objectos cósmicos mais extremos do Universo, deforma o espaço-tempo e sobreaquece o material em seu redor.

Em declarações em Abril à agência Lusa, o director do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, José Afonso, explicou que na imagem do buraco negro da M87 “há uma zona mais escura” e uma auréola, que corresponde a luz proveniente de material (gás) que está por detrás do buraco negro propriamente dito, sendo que a luz “vem na direcção” de um observador na Terra “devido à deformação do espaço” provocada por esse material.

De acordo com a equipa científica envolvida na observação, a sombra do buraco negro registada é o mais próximo da imagem do buraco negro em si, uma vez que este é totalmente escuro.

Para José Afonso, especialista no estudo de galáxias, a imagem obtida permitirá conhecer melhor a natureza dos buracos negros e perceber como as galáxias se formaram.

Baptizado de Powehi

O buraco negro foi depois baptizado de Powehi. A palavra – que tem raízes em “Kumulipo”, o poema épico da antiga religião havaiana – significa “a obscura fonte embelezada da criação infinita” e foi proposta pelo professor de línguas da Universidade do Havaí em Hilo, nos Estados Unidos, Larry Kimura.

Em comunicado, a instituição explica que o objecto espacial foi baptizado com um nome havaiano porque dois dos telescópios que foram utilizados para a descoberta localizam-se no território deste estado norte-americano.

“Ter o privilégio de dar um nome havaiano à primeira confirmação científica de um buraco negro é muito importante para mim e para a minha linhagem havaiana”, disse Kimura.

ZAP // Lusa

Por ZAP
5 Setembro, 2019

 

2377: NASA publica fotografia impressionante da Estação Espacial a passar à frente do Sol

Rainee Colacurcio / NASA

A imagem astronómica de 15 de Julho, escolhida diariamente pela NASA, é uma combinação de fotografias que mostra o Sol e a Estação Espacial Internacional a passar no momento certo.

A Estação Espacial Internacional (EEI) dá uma volta à Terra a cada 90 minutos, pelo que não é incomum que ela passe pelo Sol. No entanto, “alguém conseguir alinhar o seu equipamento fotográfico no momento certo para fazer uma imagem tão boa, isso sim, é raro”, lê-se no site onde a NASA e a Universidade de Michingan, nos Estados Unidos, distinguem uma imagem ligada à Astronomia por dia.

A imagem escolhida do dia 15 de Julho foi fotografada por Rainee Colarcurcio. A fotografia é impressionante não só por captar a Estação Espacial em frente ao Sol, mas também porque não se vê qualquer mancha solar.

“As manchas solares têm uma mancha central escura, uma sombra mais clara e não têm painéis solares”, brinca o astrónomo responsável pelo texto que explica a imagem, citado pelo Público.

@RaineeLC

Solar transit from Edmonds Beach edited- small prominences brought out and colorized:) #iss #InternationalSpaceStation #isslive #nasa #science #solaraystem #astronomypicturesdaily

De acordo com o diário, a fotógrafa publicou várias imagens onde se vê a Estação Espacial Internacional sobreposta em vários pontos da superfície solar, enquanto orbitava a Terra.

Para conseguir este feito, Colarcucio combinou duas fotografias tiradas na praia de Edmonds, em Washington: uma que mostra a EEI a passar pelo Sol e outra que capturou os detalhes da superfície solar. As manchas solares têm sido raras devido a um período de actividade solar extremamente baixa.

ZAP //

Por ZAP
28 Julho, 2019

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2326: Revelada a primeira fotografia de entrelaçamento quântico

CIÊNCIA

Universidade de Glasgow

Pela primeira vez na História, os cientistas capturaram uma fotografia de entrelaçamento quântico – um fenómeno tão estranho que o físico Albert Einstein o descreveu como “uma acção fantasmagórica à distância”.

A imagem foi capturada por físicos da Universidade de Glasgow, na Escócia. Esta fotografia cinzenta e difusa é a primeira vez que vemos a interacção de partículas que sustenta a estranha ciência da mecânica quântica e forma a base da computação quântica.

O emaranhamento quântico ocorre quando duas partículas se tornam inextricavelmente ligadas e o que quer que aconteça com uma afecta imediatamente a outra, independentemente de quão distantes estejam.

Esta fotografia em particular mostra o entrelaçamento entre dois fotões – duas partículas de luz, que estão a interagir e, por um breve momento, a compartilhar estados físicos.

Paul-Antoine Moreau, primeiro autor do artigo em que a imagem foi revelada, publicado a 12 de Julho na revista Science Advances, disse à BBC que a imagem era “uma elegante demonstração de uma propriedade fundamental da natureza”.

Para capturar a fotografia, Moreau e uma equipa de físicos criaram um sistema que explodiu fluxos de fotões entrelaçados no que descreveram como “objectos não convencionais”. A experiência envolveu a captura de quatro imagens dos fotões em quatro diferentes transições de fase.

Universidade de Glasgow

Os físicos dividiram os fotões emaranhados e percorreram um feixe através de um material de cristal líquido conhecido como borato de bário, desencadeando quatro transições de fase. Ao mesmo tempo, capturaram fotos do par entrelaçado a passar pelas mesmas transições de fase, mesmo não tendo passado pelo cristal líquido.

A câmara conseguiu capturar imagens dessas imagens ao mesmo tempo, mostrando que ambas mudaram da mesma maneira, apesar de estarem divididas. Noutras palavras, estavam emaranhadas.

Enquanto Einstein tornou famoso o emaranhamento quântico, o falecido físico John Stewart Bell ajudou a definir o entrelaçamento quântico e estabeleceu um teste conhecido como “Desigualdade de Bell”.

A chamada desigualdade de Bell é satisfeita apenas se as acções num local não puderem afectar outro lugar instantaneamente e os resultados das medições forem bem definidos de antemão – algo apelidado de “realismo local”.

Bell mostrou, teoricamente, que o entrelaçamento quântico violaria a sua teoria da desigualdade, mas teorias realistas contendo as variáveis ocultas, não. Isto ocorre porque a ligação entre partículas entrelaçadas é mais forte do que Einstein queria acreditar. Se a correlação medida entre pares de partículas de uma experiência fosse acima de um determinado limiar, seria inconsistente com variáveis ocultas e a teoria do emaranhamento quântico estaria correta.

“Aqui, relatamos uma experiência demonstrando a violação de uma desigualdade de Bell dentro das imagens observadas”, escreve a equipa. “Esse resultado abre o caminho para novos esquemas de imagens quânticas e sugere a promessa de esquemas de informação quântica baseados em variáveis espaciais”.

ZAP //

Por ZAP
17 Julho, 2019

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2319: Esta terça-feira vai poder ver o eclipse parcial da Lua

(CC0/PD) biancamentil / pixabay
Eclipse parcial da Lua

A Lua vai estar, esta terça-feira, na sombra da Terra devido a um eclipse parcial que vai poder ser visto em Portugal.

Este fenómeno vai ser visível, a partir das 21h01, hora em que a Lua vai ficar parcialmente na zona de sombra da Terra, e vai poder ver-se “uma sombra com uma superfície arredondada a entrar pela Lua e a Lua a ficar escura”, segundo Rui Agostinho, astrónomo e professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Segundo Rui Agostinho, às 22h31 “o eclipse estará no máximo da sua parcialidade“, terminando à 01h20 de quarta-feira, momento em que a Terra vai deixar de fazer sombra no seu satélite natural.

Duas vezes por ano, a Lua passa nessa zona de sombra”, perdendo a iluminação do Sol, explicou o astrónomo à agência Lusa, a propósito do eclipse da Lua.

No CIAPS – Centro de Interpretação Ambiental da Pedra e do Sal, no Estoril, vai haver uma sessão aberta ao público de observação do eclipse com recurso a telescópios.

Também no Planetário do Porto, o Centro de Ciência Viva e o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço vão organizar uma sessão de observação.

ZAP // Lusa

Por Lusa
16 Julho, 2019

– Seria excelente se o tempo que agora está chuvoso, logo estivesse com céu limpo, o que duvido…

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2196: ESO Astronomy

ESO #Flashback: Two of the sky’s more famous residents share the stage with a lesser-known neighbour in this enormous three gigapixel image from ESO’s VLT Survey Telescope (VST). On the right lies the faint, glowing cloud of gas called Sharpless 2-54, the iconic Eagle Nebula (Messier 16) is in the centre, and the Omega Nebula (Messier 17) to the left. Image credit: ESO Astronomy View larger image at: http://socsi.in/QIVrJ
ESO #Flashback: dois dos moradores mais famosos do céu compartilham o palco com um vizinho menor, nesta enorme imagem de três gigapixel do telescópio de pesquisa VLT de ESO (VST). À direita está a fraca e brilhante nuvem de gás chamada sharpless 2-54, a icónica nebulosa de águia (Messier 16) está no centro, e a nebulosa Ómega (Messier 17) para a esquerda. Crédito da imagem: Eso Astronomy vista a imagem maior em: http://socsi.in/QIVrJ
18/06/2019

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2112: NASA mostra-lhe um pôr do sol inesquecível

© Twitter / @NASA A página de Twitter da agência espacial partilhou imagens captadas a partir da Estação Espacial Internacional.

Alguma vez pensou como seria assistir a um pôr do sol a partir da Estação Espacial Internacional? O vídeo partilhado pela NASA que pode ver abaixo é a sua melhor forma de saber e ter uma ideia do quão especial deve ser este acontecimento.

“A Estação Espacial é o sítio perfeito para ver um pôr do sol. Na verdade, a Estação orbita a Terra a cada 90 minutos, o que significa que este pôr do sol é na verdade um dos 16 que os residentes da Estação vêm num dia. Aproveitem a paisagem e vejam onde está a Estação”, pode ler-se na publicação de Twitter.

Mesmo com esta frequência, é difícil pensar que um pôr do sol como o que pode ver acima possa ser considerado um acontecimento aborrecido ou repetitivo.

msn notícias
Miguel Patinha Dias
04/06/2019



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2111: O céu inteiro numa fotografia

NASA captou o céu nocturno em raios-X.

© NASA/NICER SIC Notícias

Estes feixes e arcos de luz que parecem as luzes de uma autoestrada ou de tráfego aéreo são raios-X captados a partir da Estação Espacial Internacional.

Durante dois anos, o Neutron star Interior Composition Explorer – NICER da NASA, um detector de fontes cósmicas, foi recolhendo imagens, conseguindo criar um mapa do céu nocturno.

Cada arco acompanha raios-X bem como ocasionais choques de partículas de energia, capturadas pelo NICER durante a noite.

© NASA/NICER SIC Notícias

msn notícias
SIC Notícias
04/06/2019



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1930: Legado do Hubble em 16 anos de dados: eis a imagem mais detalhada do Universo

NASA

A NASA acaba de divulgar a imagem mais detalhada do Universo até agora conseguida. São mais de 265.000 galáxias numa só fotografia, que resultam do trabalho do telescópio Hubble durante 16 anos. É o maior e mais completo “livro de História” das galáxias já criado.

A imagem, criada por cientistas da agência espacial norte-americana, representa um mosaico composto por mais de 7.500 imagens que foram captadas pelo Hubble durante a sua actividade. No fundo, este é o seu legado científico.

A fotografia mostra inclusive galáxias que nasceram 500 milhões de anos após o Big Bang.

A fotografia em causa é mais pesada do que um quarto de terabyte e, por isso, não é possível abri-la recorrendo a programas padronizados. No entanto, é possível estimar o seu tamanho real através de um vídeo publicado pela NASA na sua conta no Twitter.

As cores da fotografia abrangem limites que vão além da visão humana, de luz ultravioleta a quase infravermelha, e contêm galáxias 10 mil milhões de vezes mais imperceptíveis do que os nossos olhos podem detectar.

“Nenhuma imagem ultrapassará esta até que futuros telescópios espaciais como James Webb sejam lançados”, assegurou Garth Illingworth, astrónomo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, em comunicado.

“Agora que fomos mais longe do que as investigações anteriores, estamos a colher muito mais galáxias distantes no maior conjunto de dados já produzido”, acrescentou.

Anteriormente, a Agência Espacial Europeia (ESA) publicou uma imagem deslumbrante da galáxia NGC 2903, que está localizada a uns impressionantes 30 milhões de anos-luz de distância na constelação de Leão, captada também pelo poderoso telescópio Hubble.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
6 Maio, 2019

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1908: NASA encerra Abril com uma fotografia que vale a pena admirar

© Aman Chokshi A fotografia foi captada Aman Chokshi.

A fotografia eleita pela NASA como a melhora fotografia do dia de astronomia como parte da rubrica Astronomy Picture of the Day mostra um meteoro a passar por uma galáxia, dois elementos que se unem para formar uma imagem que vale a pena admirar.

A galáxia em questão é a M33 e situa-se a 3 milhões de anos-luz da Terra, com o meteoro a ter passado apenas a apenas 0.0003 segundos-luz. A fotografia foi captada Aman Chokshi, astro-fotógrafo que a NASA adianta que “teve muita sorte para captar numa mesma imagem o meteoro e a galáxia.

“No final, o meteoro foi embora no espaço de um segundo mas a galáxia durará milhares de milhões de anos”, pode ler-se na publicação da NASA.

msn notícias
Miguel Patinha Dias
30/04/2019

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1865: Telescópio Hubble assinala o 29º aniversário com nova espectacular imagem

© NASA, ESA e STScI

A seis dias de completar 29 anos no espaço, o telescópio óptico Hubble revelou uma nova imagem da Nebulosa do Caranguejo Sul, uma estrutura de ‘bolhas’ de gás e poeira em forma de ampulheta.

A imagem inédita foi divulgada pela Agência Espacial Europeia (ESA), que opera o telescópio espacial em colaboração com a agência espacial norte-americana NASA.

Todos os anos, por altura do aniversário do Hubble, que foi lançado para o espaço em 24 de Abril de 1990, é publicada uma imagem de corpos celestes particularmente bonitos e relevantes que foram observados pelo telescópio.

Em 2019 calhou a vez da Nebulosa do Caranguejo Sul, que, apesar de ter sido descrita pela primeira vez em 1967, só em 1999 foi mostrada na sua plenitude graças às observações do telescópio espacial Hubble.

A Nebulosa do Caranguejo Sul, que resultou da interacção de um par de estrelas localizadas no centro, uma gigante vermelha e uma anã branca, é assim designada para se distinguir da Nebulosa do Caranguejo, uma remanescente de uma super-nova (explosão de uma estrela moribunda) na constelação do Touro, a cerca de 6.500 anos-luz da Terra, que deve o nome ao Pulsar do Caranguejo, uma estrela de neutrões situada no centro de nuvens de gás e poeira.

Parte do material – gás e poeira – ejectado pela gigante vermelha é atraído pelo campo gravítico da anã branca, que também ejecta material, criando a estrutura em forma de ampulheta.

No final, segundo a ESA, a gigante vermelha deixará de ‘alimentar’ a anã branca, acabando os seus dias como uma anã branca, uma estrela que emite pouca luz.

O telescópio espacial James Webb, com lançamento previsto para 2021, é apontado como o sucessor do Hubble, que deve o seu nome ao astrónomo norte-americano Edwin Powell Hubble (1889-1953), que descobriu que as galáxias se afastam umas das outras a uma velocidade proporcional à distância que as separa.

Diário de Notícias
DN/Lusa
18 Abril 2019 — 18:30

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1863: O “polencalipse” chegou aos Estados Unidos

Jeremy Gilchrist / Facebook

No início da semana, o fotógrafo Jeremy Gilchrist capturou algumas imagens incríveis do fenómeno que baptizou de “Polenpocalypse” em Durham, Carolina do Norte.

A cidade de Durham, na Carolina do Norte, Estados Unidos, declarou no início desta semana que os níveis de pólen eram tão altos que sufocavam o solo, pintavam os carros de “pólvora amarela” e criavam um autêntico inferno amarelo no ar para qualquer pessoa que sofre de alergias.

O fotógrafo Jeremy Gilchrist usou um drone que lhe permitiu obter uma visão mais abrangente do cenário que se vive actualmente naquela cidade.

À CNN, o fotógrafo confessou que apenas editou levemente as imagens antes de as partilhar nas redes sociais, tendo ajustado o contraste para ficar muito mais parecido com o que seria visto a olho nu a partir do solo.

9 & 10 News

@9and10News

If you have allergies look away! You might just sneeze from watching this video.

Take a look at the pollen cloud this tree created in Hixson ,Tennessee.

Segundo o IFL Science, as condições secas e arejadas ajudaram o pólen a acumular-se no ambiente antes de ser arrastado pela chuvas fortes.

Vários estados do sul e do sudeste dos Estados Unidos estão actualmente a ser assolados por altos níveis de pólen, de acordo com o National Allergy Map. As cidades mais afectadas são Huntington, Louisville, Memphis, Lexington e Huntsville.

No entanto, este “inferno amarelo” tem sido impulsionado pelas alterações climáticas. Nos últimos anos, a maré de pólen que surge com o início da primavera tem aumentado. O mundo em aquecimento, devido às alterações climáticas induzidas pelo Homem, está a estender a “temporada do pólen”. Além disso, as plantas têm libertado mais pólen do que o normal.

Infelizmente, esta situação tem tendência a piorar. Tal como nos anos anteriores, 2019 tem o potencial de ser o pior ano de sempre, podendo causar um surto indesejável de pólen.

A névoa amarela nos céus norte-americanos é apenas mais um lembrete de que precisamos de nos manter fiéis ao Acordo de Paris e manter o aquecimento global nos mínimos possíveis.

ZAP //

Por ZAP
18 Abril, 2019

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1854: NASA revela em detalhe superfície do “Asteróide do Apocalipse”

NASA / Goddard / Universidade do Arizona

A NASA divulgou novas imagens captadas pela sonda OSIRIS-REx a uma distância de apenas 4,8 quilómetros do “Asteróide do Apocalipse”.

A Sonda OSIRIS-REx, da agência espacial norte-americana, é responsável por estudar o asteróide Bennu, tendo sido lançada no final do ano passado com essa missão. O “asteróide do Apocalipse” tem um diâmetro de, aproximadamente, 493 metros e é considerado “potencialmente perigoso” para a Terra, de acordo com a NASA.

As fotografias capturadas pela câmara PolyCam, incorporada na sonda da NASA, mostram em detalhe a superfície do Bennu. Na primeira fotografia, é possível observar a maior rocha no hemisfério norte do asteróide, cujo ponto mais alto atinge os 23,5 metros.

NASA’s OSIRIS-REx

@OSIRISREx

Here’s one of the largest boulders in Bennu’s northern hemisphere. It’s 77 feet tall – about a fourth of the length of a football field – and it looms over the other rocks in the region. 🦎

More details: https://bit.ly/2Idgzaq 

Numa outra imagem é possível observar uma área perto do equador do Bennu. Das duas grandes formações rochosas que se conseguem ver na fotografia, aquela que está na parte superior à direita tem 21 metros de comprimento, o equivalente a quatro lugares de estacionamento.

NASA’s OSIRIS-REx

@OSIRISREx

So we’re clear, that rock was like that when I got here …

This image from DS:BBD Flyby 1 shows the rocky surface of Bennu just south of the equator. That cracked rock is 69 ft long, about the length of 4 parallel parking spots.

More detail: https://bit.ly/2IpIKSG

Um grande número de rochas de maiores dimensões foi também detectado numa região do hemisfério sul de Bennu. “Este é um bom exemplo de alguns dos ângulos de visão oblíquos em que estamos a trabalhar para obter fotografias do Bennu”, escreveu a equipa no Twitter.

“As sombras neste ângulo dão uma sensação da altitude da rocha, e podemos ver mais detalhes da superfície a partir deste ângulo“, sublinham ainda.

A sonda OSIRIS-REx entrou na órbita de Bennu em Dezembro de 2018. A sonda foi lançada em Setembro de 2016, com o objectivo de trazer à Terra uma amostra dos materiais da superfície do asteróide para obter informações adicionais sobre as origens do Universo.

Uma vez em cada seis anos, o “Asteróide do Apocalipse” aproxima-se da Terra. Devido a esta aproximação, há uma alta possibilidade de Bennu impactar com a Terra no final do século XXII. O seu tamanho, composição primitiva e órbita potencialmente perigosa tornam-no num dos asteróides mais fascinantes e acessíveis para estudar.

ZAP // Sputnik News

Por ZAP
17 Abril, 2019

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