2671: Afinal, o universo pode ser 2 mil milhões de anos mais novo do que pensávamos

CIÊNCIA

NASA

Novos cálculos sugerem que o universo pode ser dois mil milhões de anos mais novo do que aquilo que se pensava. Contudo, é difícil saber com exactidão a sua verdadeira idade.

Os cientistas calculam a idade do universo usando a movimentação das estrelas para medir o quão rápido se está a expandir — um método conhecido como constante de Hubble. “Temos uma grande incerteza sobre como as estrelas estão a mover-se na galáxia”, confessou Inh Jee, a cientista responsável pelo estudo publicado este mês na revista científica Science.

As estimativas anteriores previam que o universo tivesse cerca de 13,7 mil milhões de anos, baseando-se numa constante de Hubble de 70. Contudo, a recente investigação de cientistas do Max Planck Institute baseia-se numa de 82,4 e calcula que o universo tenha, portanto, 11,4 mil milhões de anos.

Segundo o Phys, Jee e a sua equipa usou um conceito chamado efeito de lentes gravitacionais, no qual a gravidade distorce a luz e faz os objectos distantes parecerem mais próximos. Um tipo especial desse efeito permite alterar a luminosidade de objectos distantes para recolher informações para os seus cálculos.

Esta não é a primeira tentativa de sugerir uma constante de Hubble com um valor diferente. Ao longo dos anos, vários cientistas de renome sugeriram valores distintos na tentativa de resolver este debate que divide a comunidade científica.

No entanto, a própria Inh Jee tem algumas reservas em relação à idade calculada, uma vez que só foram usadas duas lentes gravitacionais. Como tal, a margem de erro é tão grande que o universo pode ser, na verdade, mais velho do que o sugerido — mas  não será dramaticamente mais novo.

“É difícil ter certezas das conclusões quando não se compreende completamente a régua que se está a usar”, disse o astrónomo Avi Loeb, que não participou no estudo em causa.

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Por ZAP
20 Setembro, 2019