2683: O mistério da origem do estanho da Idade do Bronze foi finalmente resolvido

CIÊNCIA

Sangjun Yi / Flickr

A origem do estanho usado na Idade do Bronze tem sido um dos maiores enigmas da pesquisa arqueológica. Agora, investigadores resolveram parte do quebra-cabeças.

Um grupo de arqueólogos da Universidade de Heidelberg e do Centro de Arqueometria Curt Engelhorn, em Mannheim, na Alemanha, resolveram o mistério da origem do estanho utilizado durante a Idade do Bronze.

Para descobrir a sua origem geográfica, os especialistas analisaram 27 lingotes de estanho datados do segundo milénio antes de Cristo encontrados em sítios arqueológicos de Israel, Turquia e Grécia, comprovando que o metal não provinha da Ásia Central, como se suponha anteriormente, mas sim de jazidas de estanho na Europa.

Este facto indica que deviam existir rotas comerciais de longo alcance entre a Europa e o Mediterrâneo Oriental já na Idade do Bronze. Assim, os investigadores assinalam que este metal, assim como o âmbar, o vidro e o cobre, foi uma das grandes forças impulsionadoras desta rede de comércio internacional.

Algo interessante descoberto pelo cientistas foi o facto de que peças de estanho de Israel, por exemplo, coincidiam, na sua maioria, com estanho de Cornwall e Devon, no Reino Unido.

“Os objectos e depósitos de estanho são raros na Europa e na Ásia. A região do Mediterrâneo Oriental, onde alguns dos objectos que estudamos se originou, praticamente não possuía depósitos próprios. Então, a matéria-prima nessa região deve ter sido importada”, explicou em comunicado um dos autores do estudo, Ernst Pernicka.

Os resultados deste trabalho, publicado na revista especializada PLOS ONE, são de grande relevância, uma vez que a origem deste metal é especificamente identificada pela primeira vez e abre novos caminhos para futuras investigações arqueológicas.

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Por ZAP
21 Setembro, 2019

 

2142: Descoberto na Sibéria um “homem pássaro” com 5.000 anos

CIÊNCIA

Novosibirsk Institute of Archeology and Ethnography

Uma equipa de arqueólogos descobriu objectos estranhos em dois túmulos da Idade do Bronze que foram escavadas na região russa de Novosibirsk, na Sibéria.

As sepulturas foram descobertas no final do ano passado no sítio arqueológico de Ust-Tartas por especialistas do Instituto de Arqueologia e Etnografia de Novosibirsk.

Ambos túmulos datam de há 5.000 anos e há um com um achado peculiar. Numa das sepulturas foi encontrado o esqueleto de um homem com uma espécie de colar, capuz ou armadura feita com dezenas de bicos e crânios de pássaros.

Os ossos dos animais estavam dispostos na parte de trás do crânio do esqueleto, em volta do pescoço “como se fosse um colar”, explicou a cientista Lilia Kobeleva, citada pela RT.

Outra versão sobre o achado sustenta que os bicos e os crânios dos pássaros faziam parte de um traje ritual. Embora as espécies de aves não tenham ainda sido identificadas, os cientistas acreditam que fossem garças. Contudo, há ainda outro aspecto estranho: os arqueólogos não sabem como é que os ossos dos animais se uniram ou formaram um peça, já que não têm furos que possam evidenciar que um fio os tenha conectado.

O “homem pássaro”, tal como foi descrito pela imprensa local, não foi a única descoberta. No outro túmulo encontrado estavam os restos mortais de duas crianças e ao seu lado havia um outro esqueleto de um homem adulto rodeado por vários objectos.

Novosibirsk Institute of Archeology and Ethnography

Entre os objectos, os cientistas destacaram uma espécie de “óculos” compostos por dois hemisférios de bronze e ligados também por bronze. Os outros artefactos eram pedras polidas em forma de meia lua, que talvez tenham sido usadas em rituais.

“Ambos os homens desempenharam certamente papéis especiais na sociedade“, disse Kobeleva, que assumiu que estas figuras terão sido em vida “uma espécie de padres”.

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9 Junho, 2019

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2055: Forte tempestade faz reaparecer floresta pré-histórica no Reino Unido

A tempestade Hannah, que levou fortes marés e ventos ao Reino Unido, voltou a trazer à luz restos de árvores de uma floresta pré-histórica com cerca de 4.500 anos. Os vestígios estiveram escondidos durante anos sob areia e água salgada.

De acordo com o Daily Mail, a floresta Cantre’r Gwaelod (que significa “A Terra Abaixo de Cem”) tem cerca de 32 quilómetros, estendendo-se ao longo da costa oeste do País de Gales. Este tesouro pré-histórico foi encontrado entre as ilhas de Ramsey e Bardsey, área agora conhecida como Cardigan Bay.

Os arqueólogos já sabiam da existência desta floresta da Idade do Bronze nesta praia, uma vez que tinha já sido observados troncos durante a maré baixa.

Em 2014, restos de troncos foram vistos pela primeira vez em 45 séculos, mas os moradores locais contaram que o que restava das árvores foi rapidamente coberto de areia outra vez. Neste anos, os cientistas identificaram espécimes de pinheiro, amieiro, carvalho e bétula entre os trocos que expostos.

Uma lenda local diz que esta área outrora fértil era protegida por uma represa. Num certo dia, o guarda responsável por vigiar as suas comportas embebedou-se e não se apercebeu que se aproximava uma tempestade.

Os portões abertos permitiram a passagem da água do mar, inundando as terras. Como consequência, o rei e os habitantes foram obrigados a deixar o território.

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Por ZAP
26 Maio, 2019


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