1824: “Entrou na fase final”: icebergue do tamanho de Nova Iorque vai separar-se da Antárctida

Cientistas acreditam que dentro de dois meses poderá existir um novo icebergue com uma área de 1500 quilómetros quadrados e uma espessura entre os 150 e 250 metros. No entanto, nada indica que este fenómeno seja consequência das alterações climáticas

© Rosemary Calvert/ Getty Images Expresso

Sabe quanto são 1200 quilómetros quadrados? Para facilitar dizemos-lhe que 1200 quilómetros quadrados – mais metro, menos metro – são o equivalente à área da cidade de Nova Iorque, nos EUA. É também a dimensão do icebergue que está prestes a soltar-se da Antárctida: a separação deste enorme-gigante bloco de gelo já é controlada há alguns anos, mas agora os cientistas alertam que entrou “na fase final”.

O futuro icebergue (ainda não o é porque ainda está agarrado à Antárctida), conhecido como Brunt Ice Shelf, vai ter uma dimensão de 1500 quilómetros quadrados e uma espessura que pode variar entre os 150 e os 250 metros. A primeira fissura surgiu há 35 anos e, em 2012, voltou a dar sinais de movimento. Desde então, tem aumentado continuamente. Há três anos, apareceu mais uma. Quando ambas se encontrarem em determinado ponto, o mais provável é que a tal separação aconteça.

“O que muitas pessoas não percebem é que este é um processo natural que acontece várias vezes. Reconhecemos que o impacto das alterações climáticas é um problema bastante grave e com consequências em todo o mundo, sobretudo na Antárctida. No entanto, não há qualquer indicação nas nossas investigações de que este acontecimento em particular esteja relacionado de alguma forma com as alterações climáticas”, disse o cientista Hilmar Gudmundsson, citado pela “New Atlas”.

A separação, estimam, deve acontecer dentro de dois meses. Segundo os investigadores, não é expectável que este acontecimento provoque a subida do nível das águas, uma vez que o bloco gigante de gelo já flutua no oceano e, devido ao peso, já afasta a mesma quantidade de água do que aquela que irá acrescentar ao mar quando começar a derreter.

msn notícias
09/04/2019

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1770: O glaciar “pai” do icebergue que afundou o Titanic está a crescer outra vez

twiga269 ॐ FEMEN / Flickr

Embora esteja a derreter há 20 anos, o glaciar Jakobshavn, no oeste da Gronelândia – famoso por produzir o icebergue que afundou o Titanic – começou a crescer novamente.

Desde os anos 1980, as águas estão cada vez mais quentes em redor da baía de Baffin, local onde o glaciar se encontra. Mas, dados recentes da NASA revelam que, em 2016, a corrente oceânica ficou mais fria. Como resultado, o gelo do glaciar Jakobshavn tem-se tornado mais espesso, fluindo mais lentamente e crescendo em direcção ao oceano.

As águas ao redor da foz do glaciar – também conhecidas como Sermeq Kujalleq em gronelandês – são agora as mais frias desde a década de 1980. “No começo, não acreditávamos”, disse o glaciologista Ala Khazendar, da NASA. “Presumimos que Jakobshavn continuaria como nos últimos 20 anos.”

Mas nos últimos três anos, a água fria continuou a chegar, de acordo com dados da missão Oceans Melting Greenland (OMG) da NASA e outras fontes. Num novo artigo publicado na revista Nature Geoscience, Khazendar e a sua equipa identificaram a causa – e é apenas temporária.

A equipa traçou a corrente usando observações e um sistema de modelagem oceânica desenvolvido pela NASA para preencher as lacunas nos dados.

O arrefecimento começou no Oceano Atlântico Norte, a 966 quilómetros ao sul do glaciar, desencadeado por um padrão climático chamado Oscilação do Atlântico Norte (NAO): a cada cinco a 20 anos, a pressão atmosférica no nível do mar oscila, resultando em aquecimento ou arrefecimento, que é levado para o norte pelas correntes oceânicas na costa sudoeste da Gronelândia.

Em 2016, a água nesta corrente estava 1,5ºC mais fria, arrefecendo o Atlântico em torno da Gronelândia em cerca de 1ºC. Isto chegou ao Jakobshavn, permitindo que o gelo engrossasse. “Não achávamos que o oceano pudesse ser tão importante”, disse o investigador principal do OMG, Josh Willis, ao National Geographic.

Mas, inevitavelmente, o pêndulo vai balançar de volta e o glaciar vai encolher novamente. Enquanto isso, o resto da camada de gelo da Gronelândia ainda está a recuar. Mesmo que esse leve crescimento continuasse, não poderia compensar as intensas perdas experimentadas até agora.

Alguns dos mais antigos e grossos blocos de gelo do Árctico quebraram no ano passado – a primeira vez que este fenómeno foi registado. Isto aconteceu duas vezes. Mais da metade do gelo permanente do Árctico derreteu e o derretimento do gelo e da neve revelou paisagens árcticas escondidas por 40.000 anos.

De facto, de acordo com um relatório da ONU do ano passado, passámos do ponto sem retorno. O dano já foi feito, o Árctico está a aquecer e não há nada que se possa fazer para parar o processo.

Jakobshavn tem estado a derreter desde o início dos anos 2000, quando perdeu a sua plataforma de gelo. Esta plataforma flutuante de gelo diminui o fluxo de um glaciar. Quando o Jakobshavn partiu, o fluxo aumentou. Desde então, o derretimento está a acelerar e a frente do glaciar a recuar do oceano. Entre 2013 e 2016, perdeu 152 metros de espessura.

“Jakobshavn está a ter uma ruptura temporária com este padrão climático. Mas, no longo prazo, os oceanos estão a aquecer. Ver os oceanos ter um impacto tão grande nos glaciares é uma má notícia para a camada de gelo da Gronelândia”, disse Willis.

Esta investigação demonstra que a recessão glacial não é uma tendência unidireccional, mas não mostra uma reversão da mudança climática.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
27 Março, 2019

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1672: O mistério dos icebergues verdes da Antárctida pode ter sido finalmente resolvido

Uma nova hipótese pode explicar porque é que os icebergues da Antárctida têm cor verde esmeralda em vez do azul normal, o que resolve um mistério científico com décadas.

O gelo dos glaciares, que se origina na neve, flui do manto de gelo da Antárctida para flutuar no oceano como gelo. Em frente à plataforma de gelo, os icebergues partem-se. Os icebergues costumam ser de uma cor branca azulada, intermediárias entre o azul do gelo puro e o branco da neve.

O gelo puro é azul porque o gelo absorve mais luz vermelha do que a luz azul. No entanto, desde o início do século XX, exploradores, navegadores e cientistas relataram ter visto icebergues verdes peculiares em torno de certas partes da Antárctida.

Os icebergues verdes têm sido uma curiosidade para a Ciência durante décadas, mas agora os glaciologistas relatam, num novo estudo publicado na revista Journal of Geophysical Research: Oceans, que suspeitam que os óxidos de ferro em pó de rocha da parte continental da Antárctica estão a tornar verdes alguns icebergues.

Os investigadores formularam a nova teoria depois de cientistas australianos terem descoberto grandes quantidades de ferro na plataforma de gelo Amery na Antárctica Oriental. O ferro é um nutriente essencial para o fitoplâncton, as plantas microscópicas que formam a base da cadeia alimentar marinha. No entanto, o ferro é escasso em muitas áreas do oceano.

Se as experiências confirmarem a teoria, isto significaria que os icebergues verdes estão a transportar ferro precioso do continente da Antárctida para o mar aberto quando quebram, fornecendo este nutriente essencial aos organismos que suportam quase toda a vida marinha.

ZAP // Europa Press

Por ZAP
6 Março, 2019

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1633: Um icebergue com o dobro do tamanho de Nova Iorque está em vias de separar-se da Antárctida

Os cientistas asseguram que o bloco de gelo não vai, “provavelmente”, figurar na lista dos 20 maiores icebergues da Antárctida. Ainda assim, “poderá ser o maior a separar-se da plataforma de gelo de Brunt desde que a observação começou, em 1915”

© UniversalImagesGroup/Getty Images Expresso

Tem duas vezes o tamanho de Nova Iorque e está em vias de descolar-se da Antárctida, motivando algumas incertezas e preocupações. A continuidade dos investigadores na plataforma estará em causa, conta a Fox News.

Aquilo que se transformará num icebergue robusto está localizado na plataforma de gelo de Brunt. Embora impressione o rótulo “duas vezes maior do que Nova Iorque”, os cientistas asseguram que o bloco de gelo não vai, “provavelmente”, figurar na lista dos 20 maiores icebergues da Antárctida. Ainda assim, “poderá ser o maior a separar-se da plataforma de gelo de Brunt desde que a observação começou, em 1915”, revela este artigo na página oficial da NASA.

O problema prende-se com duas enormes fissuras que deverão encontrar-se num futuro mais ou menos próximo. A Halloween crack apareceu em Outubro de 2016 e continua a crescer. No meio da imagem abaixo vê-se a maior preocupação dos cientistas por estes dias. Aquela fissura encontrava-se estável há 35 anos, mas recentemente começou a galgar terreno e a abrir caminho rumo à independência do icebergue acima mencionado.

© NASA Expresso

Quando aquela fissura, que rasga o gelo rumo a Mcdonald Ice Rumples (quatro quilómetros por dia), se juntar à Halloween crack, haverá um bloco de 1700 quilómetros quadrados à deriva.

As placas de gelo que envolvem a Antárctida têm perdido volume a uma velocidade preocupante (e crescente) nas últimas duas décadas, contava um estudo publicado na “Science” (2015), aqui citado no Globo.

Os investigadores da Universidade da Califórnia e do Centro de Pesquisa de Terra e Espaço revelavam então preocupação quanto à rapidez que se verificava, à boleia do aquecimento global, a subida do nível global do mar.

msn noticias
25/02/2019

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1238: Icebergue em forma de caixão dirige-se para a “morte”

CIÊNCIA

NASA

Um icebergue de forma estranha, semelhante a um caixão, está a aproximar-se lentamente do seu fim, dirigindo-se para uma área do oceano onde as massas flutuantes de gelo derretam, relatou a agência espacial norte-americana.

Em 2000, um pedaço de icebergue apelidado de B-15To maior da Antártida – separou-se da plataforma de gelo de Ross, na Antárctida e, durante 18 anos, moveu-se na Corrente Circumpolar Antártica que flui de oeste para leste em volta do continente.

No entanto, em meados de 2017, a sua trajectória mudou, rumando para o mar de Weddell, dirigindo-se a norte em direcção às águas quentes, onde os icebergues acabam por se fundirem rapidamente.

Os especialistas da NASA salientaram a curiosa semelhança de como um “caixão” de gelo se formou por acaso ao longo de 18 anos, passando na corrente entre outros icebergues.

“​Adeus, querido B-15T! Após 18 anos no mar, o icebergue em forma de caixão entrou na região da Antárctida onde os icebergues morrem”, escreveu a NASA.

Recentemente, a NASA relatou ainda a descoberta de um estranho e perfeito icebergue rectangular à deriva na Antárctida. Segundo Kelly Blunt, cientista na agência espacial e na Universidade de Maryland, o fenómeno é mais comum do que se possa imaginar.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
4 Novembro, 2018

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1183: Há um icebergue perfeito à deriva na Antárctida

O fenómeno é comum, mas o que fascinou os cientistas da NASA foi a forma rectangular quase perfeita deste icebergue

© Twitter NASA

Este não é um icebergue como os outros. Tem quatro arestas, quatro vértices, parece um rectângulo quase perfeito e está à deriva no oceano Antárctico. A imagem deste fenómeno foi partilhada através da conta oficial de Twitter da NASA, que lhe dá até um nome e uma explicação.

É difícil de imaginar que este icebergue não tem mão humana, mas de acordo com a cientista da NASA e da Universidade de Maryland, Kelly Brunt, este fenómeno é mais comum do que imaginamos. “Há dois tipos de icebergues”, começa por explicar a especialista, em declarações à revista científica Live Science: “os que imaginamos na nossa cabeça, como o que afundou o Titanic, que parecem prismas ou triângulos na superfície, e depois os icebergues tabulares”.

Estes últimos são planos, largos e geométricos. Quando uma plataforma de gelo cresce demasiado, quebra-se em baixo, separando-se em formas quase sempre geométricas. Kelly Brunt compara o processo a uma unha, que quando já muito longa começa a quebrar-se na ponta. Contudo, o que torna este icebergue fora do normal é o facto de parecer um rectângulo perfeito.

Kelly Brunt acredita que terá mais de uma milha de comprimento e que será apenas 10% da massa total da plataforma do qual se separou, uma vez que a massa de maior comprimento se encontra debaixo de água.

Nada que seja novidade para os especialistas. O maior icebergue alguma vez registado foi também um icebergue tabular antárctico, com mais de 31 mil quilómetros quadrados. O seu tamanho permitia que pudesse até ser visto a 240 quilómetros a oeste da Ilha Scott, no oceano Pacífico.

Diário de Notícias
Catarina Reis
22 Outubro 2018 — 17:43

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985: O icebergue que se soltou na Antárctida está a caminho de águas mais quentes

CIÊNCIA

John Sonntag / NASA
Foto aérea da NASA revela uma enorme fenda na plataforma de gelo Larsen C, na Antárctida

Passou mais de um ano desde o desprendimento de um imenso icebergue da plataforma Larsen C. Agora, os cientistas sabem que o extremo Sul do A-68 está a começar a mover-se para norte e para águas mais quentes.

Em Julho do ano passado, deu-se o desprendimento de um imenso icebergue da plataforma Larsen C, na Antárctida Ocidental. Durante um ano o bloco de gelo andou a vaguear, andando para trás e para a frente quase sempre no mesmo lugar.

Agora, o extremo Sul do A-68 rodou cerca de 90 graus, tendo sido apanhado nas correntes das águas geladas. Cerca de 13 meses depois, o icebergue deverá começar a mover-se para norte e para águas mais quentes.

“Até há pouco tempo, o icebergue era cercado por um denso mar de gelo a leste e águas rasas a norte. Agora, um forte vento soprando para leste da plataforma de gelo empurrou, no início de Setembro, a extremidade sul do icebergue para o giro de Weddell, no oceano Antárctico”, adianta Adrian Luckman.

“Este movimento persistente das águas oceânicas e gelo, flutuando para o Norte passando pela plataforma de gelo Larsen, fez com que o A-68 se deslocasse para o mar de Weddell”, disse à BBC o cientista da Universidade de Swansea, confirmando assim o facto de o icebergue estar agora mais livre para se movimentar em direcção a águas mais quentes.

Segundo os cientistas, o facto de o A-68 não ter saído do lugar não é invulgar e a viragem é um comportamento comum dos grandes icebergues. Daqui para a frente, ao que tudo indica, vai deixar um rasto com marcas no sedimento do leito do mar.

“Esses vales devem ser evidentes nas observações com sondas que serão conduzidas por equipas internacionais no final deste ano”, adianta o investigador.

Apesar de ter perdido algumas arestas, o Público adianta que o A-68 permanece praticamente do mesmo tamanho, com 150 quilómetros de comprimento e 55 quilómetros de largura – o equivalente a um Algarve de gelo.

O Centro Nacional de Gelo dos EUA colocou este icebergue em sexto lugar na lista dos maiores icebergues, mas a verdade é que o seu futuro não é animador. O mais provável é que o A-68 se desfaça em fragmentos ao longo do caminho.

ZAP //

Por ZAP
9 Setembro, 2018

(Foram corrigidos 6 erros ortográficos ao texto original)

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762: Enorme iceberg na Gronelândia obrigou a evacuar uma povoação

 

Risco de tsunami levou a que todos os habitantes de uma aldeia fossem retirados de suas casas

O gigantesco icebergue com a aldeia Innaarsuit em primeiro plano
© EPA/KARL PETERSEN

O icebergue de seis quilómetros de largura que se soltou esta sexta-feira de um glaciar na Gronelândia obrigou as autoridades a activar o sistema de alerta de tsunami e, por precaução, a evacuar uma aldeia no leste da ilha.

Os 180 habitantes da povoação de Innaarsuit foram obrigados a sair de suas casas devido ao elevado risco de inundações, provocadas pela enorme massa de gelo.-

A primeira fractura no glaciar que deu origem a este icebergue foi registada pelos cientistas no dia 22 de Junho e o momento foi capturado em vídeo pelos cientistas no local:

O alerta de segurança foi ainda justificado porque existe uma elevada possibilidade de o icebergue se partir em qualquer momento em partes mais pequenas, provocando ondas gigantes.

Diário de Notícias
Ricardo Simões Ferreira
13 Julho 2018 — 17:25

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761: Icebergue de seis quilómetros soltou-se de glaciar na Gronelândia

“Parecia que havia foguetes a rebentar”, descreveu David Holland, da Universidade de Nova Iorque

Imagem retirada do vídeo da Universidade de Nova Iorque

Um icebergue com seis quilómetros de largura soltou-se de um glaciar no leste da Gronelândia, o maior em mais de uma década naquele lugar.

Os cientistas que controlam o estado do glaciar capturaram a quebra da gigantesca massa de gelo em vídeo no dia 22 de Junho, depois de semanas acampados no glaciar Helheim.

 

O professor David Holland, da Universidade de Nova Iorque, afirmou que o vídeo mostra “três por cento da perda anual de gelo da Gronelândia a acontecer em 30 minutos”, condensados num vídeo mais curto com as imagens aceleradas.

“Parecia que havia foguetes a rebentar”, afirmou, descrevendo o que viu como “um acontecimento muito complexo, caótico e barulhento”

Holland destacou que “a preocupação real é com a Antárctida, onde é tudo tão grande que os riscos são muito mais altos”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
13 Julho 2018 — 14:24

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632: O maior icebergue da Antárctida está prestes a morrer (perto do Equador)

International Space Station / NASA

Depois de quase 20 anos à deriva, o maior icebergue que já se separou da plataforma de gelo Ross da Antárctida está prestes a desaparecer para sempre.

Em Março de 2000, as nossas atenções voltaram-se para a Antárctida para acompanhar o desprendimento do B-15, o maior icebergue já registado na história. As dimensões eram gigantescas: 195 quilómetros de comprimento por 37 quilómetros de largura – cerca de 11 mil quilómetros quadrados de superfície, isto é, pouco maior que a Jamaica.

Agora, quase duas décadas depois, o B-15 está perto do fim. Cientistas da NASA adiantaram que o icebergue viajou mais de 10 mil quilómetros e está agora muito próximo de uma localização perigosa: o Equador.

Imagens de satélite capturadas pela Estação Espacial Internacional (EEI) a 22 de maio confirmam que o maior fragmento do icebergue – B-15Z – está no Atlântico Sul, perto das Ilhas Geórgia do Sul, onde deve derreter por estar em contacto com águas muito mais quentes e tropicais.

Kelly Blunt, glaciologista da NASA, afirma que essas águas quentes vão passar pelo icebergue “como um conjunto de facas”, fazendo-o derreter.

O B-15 começou a fragmentar-se em 2000, depois de se ter desprendido da plataforma de gelo Ross. O maior pedaço, baptizado de B-15A, media 6,4 quilómetros quadrados. No entanto, ao longo dos anos e enquanto era arrastado pelas correntes, o icebergue foi-se fragmentando cada vez mais.

Hoje, apenas quatro pedaços permanecem com uma área suficientemente grande para serem localizados pelo Centro Nacional de Neve e Gelo, ligado à Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos.

O pedaço observado no mês passado, o B-15Z, ainda tem uma área suficientemente grande, mas está a “morrer”, visto que flutua cada vez mais perto do Equador. De acordo com a NASA, os icebergues dissolvem-se rapidamente quando chegam a essa região. Aliás, no centro do B-15Z já é possível observar uma grande fractura.

B-15 vai morrer. Mas os seus fãs podem pelo menos consolar-se, sabendo que, graças às mudanças climáticas, um outro “maior icebergue de todos os tempos” vai, muito provavelmente, desfazer-se em breve.

ZAP // Live Science

Por ZAP
9 Junho, 2018

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