2113: Raro asteróide duplo foi fotografado enquanto passava perto da Terra

CIÊNCIA

ESO / M. Kornmesser

O Very Large Telescope (VLT), localizado no Chile, conseguiu captar fotografias detalhadas do asteróide 1999 KW4, que passou perto da Terra este fim de semana a uma velocidade de 70 mil quilómetros por hora.

“Estes dados, combinados com todos os outros obtidos pelos vários telescópios da campanha IAWN, serão essenciais para avaliar estratégias eficazes de deflexão [de asteróide], na eventualidade de encontrarmos um asteróide em rota de colisão com a Terra”, disse o astrónomo Olivier Hainaut do Observatório Europeu do Sul (ESO), que publicou as primeiras fotografias do corpo celeste.

Nas últimas décadas, vários cientistas de todo o mundo têm estudado de forma activa os asteróides que orbitam perto da Terra, tentando catalogar quais destes corpos celestes é que são perigoso para a Terra. Segundo as estimativas actuais da NASA, o número de pequenos objectos na cintura principal de asteróides pode atingir um milhão. Destes, conhecemos apenas alguns milhares.

No passado fim de semanas, as astrónomos aproveitaram uma oportunidade única para enriquecer o catálogo destes corpos, observando um raro asteróide duplo que se aproximou da Terra. O corpo passou a 5,2 milhões de quilómetros do nosso planeta, ou seja, a uma distância 13 vezes maior do que a distância da Terra à Lua.

O 1999 KW4 pertence ao grupo dos asteróides Aton, um grupo próximo da Terra que orbita perto do Sol. Estes asteróides atravessam a órbita da Terra quando estão à distância máxima do Sol. Por este motivo, o corpo foi classificado como potencialmente perigoso.

Este grupo de asteróide chama à atenção dos especialistas por várias razões, mas sobretudo porque tem um diâmetro de cerca de 1,3 quilómetros e a sua própria “lua” de 350 metros. Além disso, possuiu formas e órbitas extraordinárias.

Em comunicado, o ESO frisa que as novas imagens e os novos dados científicos recolhidos pelo VLT e por vários outros telescópios podem ajustar a definir as características do corpo celeste. De acordo com os cientistas, o 1999 KW4 é semelhante com um outro asteróide mais perigoso, o Didim, que está também na “mira” dos cientistas.

Os cientistas esperam que os dados agora recolhidos possam ajudar a esclarecer a probabilidade real de, no futuro, se conseguir alterar a trajectória de um asteróide.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
4 Junho, 2019



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2042: Asteróide gigante com lua própria vai passar muito próximo da Terra este sábado

Um asteróide com sua própria “lua” potencialmente perigoso passará este sábado no ponto mais próximo em relação ao nosso planeta pela primeira vez desde que foi descoberto em 1999.

Segundo o portal Cnet, trata-se de um sistema binário composto por dois asteróides – o maior tem 1,5 quilómetros de diâmetro e é orbitado por um satélite com 0,5 quilómetros. O sistema é conhecido pela Ciência como (66391) 1999 KW4.

Quando chegar ao seu ponto mais próximo da Terra, o corpo celeste passará para 13,5 das distâncias lunares do nosso planeta, isto é, para 5.182.015 quilómetros, com uma velocidade de 77.446 quilómetros por hora. Também atingirá o seu nível máximo de luminosidade, estimada em magnitude 12,5.

Quando isso acontecer, o objecto será observado por dezenas de telescópios que colaboram com a Rede Internacional de Alerta de Asteróides (IAWN), utilizando as mais variadas técnicas de observação e comprimentos de onda, detalha a Agência Espacial Europeia (ESA).

Dessa maneira, os astrónomos terão a oportunidade de testar a capacidade dos seus respectivos observatórios de recolher uma grande quantidade de informações sobre potenciais corpos celestes que no futuro possam aproximar-se inesperadamente de distâncias perigosas da Terra.

A ESA publicou uma animação do (66391) 1999 KW4 com base em imagens do asteróide obtido a 9 de maio por um observatório localizado na Ilha da Reunião no Oceano Índico.

O Observatório de Las Cumbres descreve o asteróide principal no sistema como “ligeiramente achatado nos pólos e com uma crista montanhosa em redor do equador, que percorre todo o asteróide. Essa crista dá ao primário uma aparência semelhante a uma noz.”

O asteróide 1999 KW4 foi descoberto em 1999 pelo LINEAR, que procurava asteróides próximos à Terra, e é considerado um dos maiores asteróides a orbitar o nosso planeta.

ZAP //

Por ZAP
24 Maio, 2019


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