2562: Graças às nano-partículas, os humanos poderão ter visão nocturna em breve

CIÊNCIA

(dr) Massachusetts University

Uma equipa de cientistas usou nano-partículas para dar a ratos a capacidade de ver luz infravermelha próxima. Os avanços no processo de criação de versões destas nano-partículas permitirão que, no futuro, os cientistas consigam fornecer uma visão nocturna incorporada aos seres humanos.

“Quando olhamos para o Universo, vemos apenas a luz visível”, começa por explicar Gang Han, o principal investigador do projecto. “Mas se tivéssemos uma visão infravermelha próxima, poderíamos ver o Universo de uma maneira completamente nova. Poderíamos fazer astronomia infravermelha a olho nu, ou ter visão nocturna sem equipamento volumoso.”

Os nossos olhos, e os de outros mamíferos, conseguem detectar luz entre comprimentos de onda de 400 e 700 nanómetros (nm). Por outro lado, a luz infravermelha próxima (NIR) tem comprimentos de onda mais longos: 750 nm a 1,4 micrómetros.

Segundo o Europa Press, as câmaras de imagem térmica podem ajudar as pessoas a ver no escuro, detectando a radiação NIR emitida por organismos ou objetos, mas estes dispositivos são, normalmente, muito volumosos e inconvenientes.

Desta forma, Han e a sua equipa propuseram-se a dar à visão NIR de ratos de laboratório um tipo especial de nano-material, chamado nano-partículas de conversão ascendente (UCNP). Estas nano-partículas, que contêm os elementos Érbio e Iterbio, conseguem converter fotões de baixa energia de luz NIR em luz verde de maior energia do que os olhos de mamíferos podem ver.

Num artigo publicado no início deste ano, os cientistas da Universidade de Massachusetts direccionaram as UCNP para foto-receptores nos olhos dos ratos, anexando uma proteína que se liga a uma molécula de açúcar na superfície do foto-receptor.

De seguida, injectaram as nano-partículas de ligação de foto-receptores atrás das retinas das cobaias. Para determinar se os ratos injectados conseguiam ver e processar luz NIR mentalmente, a equipa realizou vários testes fisiológicos e comportamentais.

Num dos testes, os cientistas  colocaram os ratos num tanque de água em forma de “Y”, e um ramo do tanque tinha uma plataforma onde os animais podiam subir para escapar da água.

Os investigadores treinaram as cobaias para nadar em direcção à luz visível na forma de um triângulo, que marcou a rota de fuga. Um círculo iluminado de forma muito semelhante marcou o ramo sem a plataforma.

Foi então que os cientistas substituíram a luz visível pela luz NIR. “Os ratos que tinham sido injectados com partículas conseguiam ver o triângulo e nadar em sua direcção, mas aqueles que não tinham levado qualquer injecção não conseguiam ver nem distinguir a diferença entre as duas formas”, explica Han.

Apesar de as nano-partículas não terem causado qualquer efeito secundário nos ratos de laboratório, o investigador quer melhorar a segurança e a sensibilidade dos nano-materiais antes de fazer testes em seres humanos.

Actualmente, a equipa está a testar nano-partículas compostas por dois corantes orgânicos. Estas nano-partículas podem emitir luz verde ou azul, além de terem propriedades aprimoradas. Um dos próximos passos deste projecto poderia passar por traduzir a tecnologia para o melhor amigo do homem – os cães.

Os resultados serão apresentados na Exposição Nacional de Outono de 2019 da American Chemical Society (ACS), a maior sociedade científica do mundo.

ZAP //

Por ZAP
2 Setembro, 2019

 

2543: ESA já sabe qual será a casa dos humanos que colonizarem a Lua: cavernas subterrâneas

CIÊNCIA

(dr) Anton Chikishev / Hebrew University

A Agência Espacial Europeia (ESA) quer que os humanos que, um dia, colonizarem a Lua se abriguem em cavernas subterrâneas.

Enquanto que a superfície da Lua foi explorada, relativamente pouco se sabe sobre o que se esconde abaixo da superfície. A ESA quer explorar sob esta superfície, particularmente os poços que os geólogos planetários sugeriram que poderiam ser causados ​​pelo colapso de tubos de lava quando a lava fluiu sob a superfície há mais de mil milhões de anos.

Os mares lunares – planícies grandes e escuras – foram causados ​​por enormes fluxos de lava basáltica, quase exactamente o mesmo tipo se veria no Hawai, que inundou após impactos de vários tipos de rocha espacial.

“Explorando e mapeando esses tubos poderia fornecer novas informações sobre a geologia da Lua, mas também poderiam ser uma opção interessante como abrigo a longo prazo para futuros visitantes humanos à Lua”, disse Francesco Sauro, director do treinamento de astronauta em geologia planetária da ESA PANGEA em comunicado. “Eles protegem os astronautas da radiação cósmica e micro-meteoritos e, possivelmente, fornecem acesso à água gelada e outros recursos presos no subsolo.”

A agência solicitou ideias sobre como explorar áreas sob os mares lunares e que mais locais essas missões poderiam investigar. A ESA diz que está à procura de ideias para missões além de como aceder e navegar pelas cavernas – por exemplo de que forma poderia ser estabelecido um sistema de comunicação entre as cavernas subterrâneas e o mundo exterior.

“Conceitos de missão podem ser baseados num único rover ou num sistema distribuído de sistemas de satélites, robóticos ou rover que operam juntos”, disse Loredana Bessone, que está a liderar a busca por ideias como chefe de testes de campo analógicos e treino de exploração na ESA. “De qualquer maneira, estamos à procura de sistemas que pousem na superfície lunar, identifiquem e acedam uma caverna e contribuam para a exploração científica da Lua.”

À semelhança da ESA, a Agência Espacial Norte-Americana também está a planear a exploração das cavernas lunares e está a testar o “Moon Diver”, um robô especializado em percorrer os territórios nunca antes analisados do satélite natural da Terra, nos túneis de lava do Havai.

Em 2024, a NASA planeia lançar uma missão para pousar a primeira mulher na Lua como parte do programa de exploração lunar Artemis. Recentemente, revelou detalhes da nave espacial que será usada durante esta missão histórica.

A NASA vai agora trabalhar com empresas privadas para desenvolver a nave espacial. Está a planear enviar duas pessoas do espaço para trabalhar no Pólo Sul da Lua.

Cientistas chineses recentemente publicaram novos planos para um posto robótico no lado oposto da lua para a NASA e a Agência Espacial Europeia, que também está a planear a sua própria “aldeia lunar” no sul lunar.

Pequim anunciou anteriormente planos para lançar uma missão lunar tripulada na próxima década antes da construção de uma base do pólo norte.

Já a Rússia prepara-se para ir à Lua em 2030, 61 anos depois de os EUA terem ganho a corrida lunar à União Soviética, que tinha sido pioneira nas viagens espaciais.

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30 Agosto, 2019

 

2409: Humanos podem ter começado a fazer churrasco há 1,5 milhões de anos

CIÊNCIA

PublicDomainPictures / Pixabay

Fazer churrascos é hoje uma prática muito comum, mas pode não ser um fenómeno recente. Novas evidências sugerem que os humanos já assavam carne em fogo há 1,5 milhões de anos.

Até agora, acreditava-se que a primeira vez que os humanos usaram fogo para cozinhar carne tinha sido há 400 mil anos. No entanto, novas evidências descobertas por arqueólogos no Quénia sugerem que o uso de fogo na culinária remonta há cerca de 1,5 milhões de anos.

“Esta é a área mais antiga onde já se encontrou sinais do uso de fogo dos nossos ancestrais”, disse Sarah Hlubik, investigadora da Universidade de Rutgers, de Nova Jérsia, nos Estados Unidos, citado pelo New Scientist.

Há muitos anos que os arqueólogos investigavam a região de Koobi Fora, no norte do Quénia, onde já tinham sido encontradas manchas vermelhas no chão, que podem ser sinais de calor elevado causado pelas fogueiras. Agora, pedras carbonizadas e fragmentos de ossos são evidências sólidas do uso do fogo para cozinhar. Estes foram encontradas nas mesmas zonas das manchas vermelhas.

Os resultados da investigação arqueológica foram publicados no mês passado na revista Journal of Archaeological Science e serão publicados no próximo mês na revista Journal of Human Evolution.

O uso do fogo também foi provado pelas ferramentas de pedra encontradas, que tinham curvaturas que só seriam possíveis fazer com recurso a uma fogueira. No entanto, os arqueólogos norte-americanos estão a tentar ser cuidadosos com as conclusões que retiram das suas descobertas. Isto porque poderiam sugerir que os humanos usaram fogo cem mil antes do que se pensava.

Todavia, os cientistas procuram agora perceber o quão extensivamente era usado o fogo para cozinhar. Este aspecto poderá ter sido importantíssimo na nossa evolução, já que alimentos cozinhados diminuem o uso do intestino, libertando mais energia para, por exemplo, o crescimento do cérebro.

Os arqueólogos procuram agora mais provas, noutros sítios, para puderem afirmar com toda a certeza que os primeiros hominídeos usavam, de facto, fogo para cozinhar os seus alimentos.

ZAP //

Por ZAP
6 Agosto, 2019

 

2183: NASA precisa de 20 mil milhões de dólares adicionais para levar humanos à Lua

Jim Bridenstine, administrador da NASA. REUTERS/Leah Millis

O orçamento actual da NASA ronda os 20 mil milhões de dólares por ano – mas esse valor pode não ser suficiente para as próximas missões. A revelação foi feita por Jim Bridenstine, administrador da NASA, que aponta a necessidade de aumentar o financiamento anual da agência.

A agência espacial norte-americana quer colocar humanos na lua em 2024. Para concluir o projecto da Lua, o administrador da NASA estima que sejam “precisos entre 20 a 30 mil milhões de dólares”, nos próximos cinco anos.

Em entrevista à CNN, o administrador da NASA refere que este aumento de orçamento, que rondará os 4 a 6 mil milhões de dólares adicionais, permitirá criar um “programa sustentável”. “Pensemos na questão como um investimento a curto prazo para chegar a um programa sustentável na lua, onde estaremos também a manter um olho em Marte”.

A próxima missão de aterragem na Lua recebeu o nome de Artemis – o nome da deusa grega irmã de Apolo, a designação dada à missão que colocou o homem na Lua, há cinquenta anos. Entretanto, esta nova missão já foi criticada por Donald Trump, num tweet que aponta que a NASA deveria estar preocupada com Marte e não com a Lua.

À CNN, Jim Bridenstine esclareceu que está amedrontado pelas declarações de Trump – especialmente quando qualquer aumento de orçamento da NASA precisa de ser aprovado pelo Congresso.

O governo de Donald Trump já submeteu um pedido de aumento de 1,6 mil milhões de dólares ao orçamento da NASA, para o próximo ano fiscal. Caso seja aprovado, o orçamento da NASA passaria para os 21,6 mil milhões de dólares – ainda longe das ambições indicadas pelo administrador da agência.

dn-insider
Sexta-feira, 14 Junho 2019
Cátia Rocha

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2126: Humanos pré-históricos enfrentaram mudanças climáticas (e este jogo mostra como)

CIÊNCIA

Viktor Vasnetsov (1848–1926)

Investigadores desenvolveram através da tecnologia de videojogos um cenário pré-histórico em que os participantes se viam obrigados a lidar com as mudanças climáticas, de forma a perceberem como pode ter afectado os humanos pré-históricos.

Como é que as mudanças climáticas irão reconstruir o mundo no século 21? Seremos capazes de nos adaptar e sobreviver? Tal como acontece com muitas coisas, o passado é um bom guia para o futuro. Os seres humanos vivenciaram mudanças climáticas no passado, que transformaram o ambiente — estudar a sua resposta pode responder ao nosso próprio destino.

Populações e culturas humanas morreram e foram substituídas em toda a Euroásia durante os últimos 500 mil anos. Como e por que uma população pré-histórica deslocou outra não é claro, mas esses humanos foram expostos a mudanças climáticas que mudaram o seu ambiente natural.

Os investigadores concentraram-se na região em torno de Lyon, em França, e imaginaram como os caçadores da Idade da Pedra, de há 30 mil e 50 mil anos atrás, se teriam safado à medida que o mundo ao seu redor mudava.

Aqui, como em outras partes da Euroásia, durante períodos mais frios, o ambiente teria mudado para a vegetação semelhante a uma tundra — vastos e abertos habitats que podem ter sido os mais adequados para caçar presas. Quando o clima aqueceu por alguns séculos, as árvores espalharam-se — criando bosques densos que favoreceram métodos de caça que envolvessem emboscadas.

Como estas mudanças afectaram o comportamento de caça de uma população poderá ter decidido se elas prosperaram, foram forçadas a migrar ou até mesmo morreram. A capacidade dos caçadores-colectores de detectar presas a diferentes distâncias e em ambientes diferentes teria decidido quem dominou e quem foi desalojado.

Além de construir uma máquina do tempo, descobrir como as pessoas pré-históricas responderam às mudanças climáticas só seria possível recriando os seus mundos como ambientes virtuais. Assim, os investigadores poderiam controlar a mistura e a densidade da vegetação e recrutar humanos modernos para explorá-los e ver como eles se sairiam ao encontrar as presas.

Sobreviver na Idade da Pedra virtual

Os investigadores criaram um ambiente de videojogo e pediram aos voluntários que encontrassem veados-vermelhos. O mundo que exploraram mudava para arbustos e pastagens enquanto o clima arrefecia e para uma floresta densa quando aquecia.

Os participantes conseguiram identificar o veado-vermelho a uma distância maior na pastagem do que na floresta, quando a densidade da vegetação era a mesma. À medida que a vegetação ficava mais espessa, eles esforçavam-se mais para detectar presas a distâncias maiores em ambos os ambientes.

(dr) Peter Allen e John Stewart

Os povos pré-históricos teriam enfrentado desafios semelhantes com o aquecimento do clima, mas há um padrão interessante que nos diz algo sobre as respostas humanas à mudança. Apenas quando a paisagem ficou com mais de 30% arborizada é que os participantes foram significativamente menos capazes de localizar veados a distâncias maiores.

Este foi provavelmente o momento crítico em que populações antigas foram forçadas a mudar hábitos de caça, a mudarem-se para áreas mais favoráveis às suas técnicas existentes, ou enfrentar a extinção local.

ZAP // The Conversation

Por ZAP
6 Junho, 2019



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2047: Estes aracnídeos vivem nos seus poros, comem a sua gordura e acasalam na sua cara enquanto dorme

CIÊNCIA

Provavelmente terá neste momento alguns dezenas de aracnídeos dentro dos seus poros a alimentar-se silenciosamente dos seus óleos naturais. Mas não há nada a temer.

Estes aracnídeos são conhecidos como Demodex e, de acordo com um novo vídeo criado pela equipa do KQED San Francisco, vivem uma vida pacífica enterrados nos poros faciais da maioria dos adultos humanos. Os ácaros não são encontrados em bebés.

Têm oito pernas, na maior parte transparentes e microscópicos, medindo cerca de 0,3 milímetros, de acordo com um artigo da NPR. Vivem perto das raízes dos folículos pilosos em homens e mulheres, escondidos dentro dos poros.

Como alimentos, estes aracnídeos usam o nosso sebo, o óleo de cera que o nosso rosto excreta para manter a hidratação. O sebo é produzido por glândulas enfiadas dentro dos poros, perto do fundo dos folículos pilosos. Os demodex procuram essa refeição gordurosa, enterrando-se nos poros, onde dormem durante o dia. À noite, quando estamos a dormir, os ácaros rastejam para a superfície da pele para acasalar.

Cada ácaro pode viver por cerca de duas semanas. Além disso, não têm ânus, armazenando as suas fezes dentro dos seus próprios corpos durante toda a duração das suas breves vidas.

Dadas as suas preferências alimentares, os ácaros da face são atraídos pelos poros mais gordurosos do seu corpo, incluindo os que estão em torno das bochechas, nariz e testa. De acordo com um estudo publicado em 1992 na revista Clinical and Experimental Dermatology, folículos infestados podem conter meia dúzia de ácaros de uma vez – com espaço para muitos mais.

Estes micróbios não representam ameaças conhecidas para os seres humanos, excepto se se acumularem num número muito grande, levando a uma doença chamada demodicose ou sarna demodécica.

(cv) Deep Look / Youtube

Em humanos, a demodicose pode causar um brilho vermelho ou branco na pele e é frequentemente associada a um declínio na resposta do sistema imunológico, disse Kanade Shinkai, dermatologista da Universidade da Califórnia, em San Francisco.

Mas a condição é rara, de acordo com a especialista. A maioria das pessoas vive pacificamente com os ácaros do rosto até a velhice. Na sua vida, o seu nariz poderia servir como o lar de família para centenas de gerações de aracnídeos.

ZAP //

Por ZAP
25 Maio, 2019

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2045: Os futuros colonos de Marte poderão ter miopia, ossos mais densos e até outra cor de pele

CIÊNCIA

Caso os seres humanos consigam colonizar Marte, os novos colonos do Planeta Vermelho vão sofrer uma série de mutações que os distanciará dos humanos da Terra. Estas alterações serão tão drásticas que os habitantes de Marte não poderão ter filhos com os habitantes da Terra.

Esta é a conclusão de Scott Solomon, professor da Rice University, nos Estados Unidos. Num artigo na Inverse, o investigador explica que Marte tem difíceis condições de vida, o que levará a uma alta taxa de mortalidade entre os primeiros colonos.

Para inverter a mortalidade, e tendo em conta o elevado nível de radiação, os colonos vão sofrer uma série de mutações genéticas que os ajudará na adaptação ao planeta.

“Se uma mutação aparece em pessoas que vivem em Marte e lhes dá uma vantagem de sobrevivência de 50%, é uma grande vantagem, certo? E isso significa que os indivíduos vão transmitir estes genes a uma taxa muito mais rápida do que noutros casos”, sustenta.

Segundo o biólogo, o aumento da densidade óssea, o aparecimento da miopia como característica congénita, a mudança da cor de pele e a capacidade de usar oxigénio de uma forma mais eficiente são algumas das adaptações mais prováveis entre os colonos.

Contudo, explicou o biólogo, a maior e mais rápida mudança seria a perda do sistema imunológico, já que este será desnecessário no ambiente estéril da novas colónias. Neste ambiente, sem microrganismos, os residentes não necessitarão de ter um corpo capaz de combater germes ou bactérias. Solomon acredita que este ambiente poderia até fornecer uma oportunidade para erradicar doenças.

É também a ausência de sistema imunitário que impedirá que marcianos e terráqueos possam ter filhos. Poderia ser letal. No entender do biólogo, esta questão pode forçar humanos e futuros marcianos a separarem-se irreversivelmente.

As adaptações mais vantajosas poderiam ser aceleradas através da edição de genes, acredita o cientista. “Por que esperar que esta mutação ocorra se pudermos fazê-la acontecer por nos próprios?, questiona o cientista.

Contudo, importa frisar, a trajectória evolutiva da população marciana dependeria da diversidade genética. Ou seja, para obter o melhor resultado possível, a colónia deveria ter centenas de milhares de pessoas de todas as populações genéticas da Terra.

ZAP //

Por ZAP
25 Maio, 2019

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1916: Os primeiros humanos a chegar ao “tecto do mundo” foram os denisovanos

CIÊNCIA

(CCO/PD) truthseeker08 / Pixabay

Quarenta metros acima do leito do rio chinês no planalto tibetano é a Baishiya Karst Cave, um famoso destino de peregrinação budista moderno, decorado com bandeiras de oração tibetanas.

Mas há 160 mil anos, esse local remoto foi o lar dos primeiros humanos modernos que chegavam ao Planalto Tibetano – e não eram neandertais.

Uma nova análise de uma mandíbula hominídea encontrada na caverna há mais de três décadas sugere que os primeiros humanos modernos a ocupar a caverna eram Denisovanos, indicando que a espécie poderia ter-se difundido e não se limitou à caverna russa que se sabe ter sido o seu lar.

“Traços do ADN de Denisovano são encontrados em populações asiáticas, australianas e melanésias actuais, sugerindo que esses antigos homininos podem ter-se difundido”, disse o investigador Jean-Jacques Hublin em comunicado. “No entanto, até agora, os únicos fósseis que representam o antigo grupo hominídeo foram identificados na Caverna Denisova.”

O osso maxilar fossilizado foi encontrado pela primeira vez em 1980 por um monge local. Desde 2010, cientistas da Universidade de Lanzhou estudaram o sítio da caverna em que se encontravam e iniciaram uma colaboração seis anos depois com o Departamento de Evolução Humana para analisar conjuntamente o maxilar.

Publicando o seu trabalho na revista Nature, os investigadores escrevem que, embora não tenham encontrado nenhum traço de ADN, conseguiram analisar antigas proteínas extraídas de um dos molares bem preservados.

“As antigas proteínas da mandíbula estão altamente degradadas e distinguíveis das proteínas modernas que podem contaminar uma amostra”, disse Frido Welker, do MPI-EVA e da Universidade de Copenhaga. “A análise de proteínas mostra que a mandíbula pertencia a uma população hominídea intimamente relacionada com os Denisovanos da caverna Denisova.”

A forma robusta e primitiva da mandíbula e os grandes molares são comuns com os dos neandertais e espécimes encontrados na caverna de Denisova. A datação em série U de uma pesada crosta de carbonato ligada à mandíbula sugere que o fóssil tem pelo menos 160.000 anos de idade – “uma idade mínima igual à dos espécimes mais antigos da caverna de Denisova”.

Os denisovanos são o extinto grupo irmão dos neandertais e a sua existência só é conhecida directamente de fósseis e genomas fragmentados que foram estudados numa caverna siberiana. As espécies foram reveladas pela primeira vez em 2010, quando os investigadores sequenciaram o genoma de um osso de um dedo e descobriram que pertencia a um grupo geneticamente diferente dos neandertais.

Estudos genéticos anteriores sugerem que as populações actuais do Himalaia têm um gene que foi transmitido pelos Denisovanos para ajudá-los a adaptar-se ao ambiente de alta altitude e baixo oxigénio do Planalto Tibetano. A descoberta da mandíbula favorece esta ideia, acrescentando que grupos de Denisovanos adaptaram-se a viver nesta região antes de o Homo sapiens chegar.

ZAP // IFL Science

Por ZAP
3 Maio, 2019

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1838: Descoberta nova espécie de humanos nas Filipinas

CIÊNCIA

Projecto Arqueológico da Gruta de Callao

Sete dentes e cinco ossos revelaram a existência de uma espécie de humanos antigos até então desconhecidos. Uma equipa de cientistas encontrou fósseis com características distintivas da espécie, que foi baptizada de Homo luzonensis, numa caverna na ilha filipina de Luzon.

“É uma espécie completamente nova de hominídeos. Não acontece muitas vezes”, disse o arqueólogo e bioquímico Rainer Grün, da Universidade de Griffith, que conduziu os testes nos ossos, em declarações ao portal Science Alert.

De acordo com a investigação, cujos resultados foram esta quarta-feira publicados na revista científica Nature, a espécie habitou esta área entre 50.000 e 67.000 anos.

Durante as escavações, realizadas em 2007, 2011 e 2015 na caverna de Callao, a equipa encontrou sete dentes, dois ossos dos dedos das mãos, dois ossos dos dedos dos pés e um osso da parte superior da perna.

Os restos fósseis encontrados oferecem as primeiras evidências directas da presença humana nas Filipinas. Segundo revelaram os cientistas, os restos encontrados pertenciam a, pelo menos, três indivíduos destas espécie recém-descoberta.

A análise a um dos ossos do pé, descoberto em 2007, sugere que o indivíduo pertencia ao género Homo, não sendo claro na altura a que espécie em concreto.

Os autores do estudo detalharam que outros espécimes encontrados “exibem uma combinação de características morfológicas primitivas e derivadas diferentes da combinação de características encontradas em outras espécies do género Homo”, como o Homo floresiensis e o Homo sapiens. Este mesmo motivo “garante a sua atribuição a uma nova espécie“, escreveram os cientistas.

Os ossos dos dedos das mãos e dos pés dos antigos habitantes de Luzon são curvos, indicando uma capacidade de escalar árvores semelhante às do hominídeos de há dois ou mais milhões de anos.

Nature News & Views

@NatureNV

A previously unknown human species called Homo luzonensis lived in Asia. Find out more about this amazing discovery in a terrific N&V by Matt Tocheri @mylakehead @HumanOrigins https://go.nature.com/2uWF8iW 

Espécie é contemporânea do Homo floresiensis

De acordo com a mesma publicação científica, o recém-descoberto Homo luzonensis viveu ao mesmo tempo que o Homo floresiensis, espécie de hominídeos de tamanho médio que habitavam a ilha indonésia de Flores.

O Homo floresiensis foi a primeira das espécies humanas que habitou a ilha há aproximadamente 100.000 a 60.000 anos. Ossos de indivíduos desta espécie – apelidados de hobbits devido à sua altura de apenas um metro – foram encontrados em 2003 na caverna de Liang Bua, na Indonésia.

O Homo luzonensis era não só contemporâneo dos hobbits, mas também da nossa espécie, o Homo sapiens, que surgiu na África há aproximadamente 300 mil anos. Os cientistas afirmaram que não é possível descartar a possibilidade de que a chegada da nossa espécie à região tenha contribuído para o desaparecimento do Homo luzonensis.

Os habitantes da ilha de Flores também desapareceram há cerca de 50 mil anos, ao mesmo tempo que o Homo sapiens se espalhava pela região. Quanto à estatura do Homo luzonensis, e tendo em conta o tamanho dos seus dentes, a equipa acredita que este tenha tido uma estatura muito menor do que o Homo sapiens.

Ambas as descobertas, quer na ilha de Luzon como na ilha de Flores, provam que a história da evolução humana é bem mais complicada do que se acreditava até então.

“Durante anos – e até há menos de 20 anos – a evolução humana na Ásia era vista como muito simples: o Homo erectus saiu de África, fixou-se no este e sudeste asiático e nada mais aconteceu até à chegada do Homo sapiens, há cerca de 40 ou 50 mil anos”, avançando para a conquista de todas as regiões da Terra, explicou paleoantropologista Florent Détroit, do Muséum National d’Histoire Naturelle, citado pela agência Reuters.

Com estas descobertas, “sabemos agora que a história evolucionária é muito mais complexa, com várias espécies distintas e contemporâneas do Homo sapiens, reprodução cruzada entre as espécies e até extinções”, revelou o paleoantropologista dando conta que, com toda a certeza, o Homo sapiens “não estava sozinho na Terra”.

Em declarações à TSF, Octávio Mateus, professor de Paleontologia na Universidade Nova de Lisboa, rotula a descoberta como “formidável” e “extraordinária”. “Cada vez que descobrimos um humano é absolutamente espectacular”.

ZAP // Science Alert / Russia Today

Por ZAP
11 Abril, 2019

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1755: Alguns humanos podem sentir o campo magnético da Terra

CIÊNCIA

NASA Goddard / Flickr

Novas evidências experimentais recolhidas por cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos EUA, sugerem que o cérebro humano é capaz de responder ao campo magnético da Terra, embora num nível inconsciente.

Ainda não é claro se a aparente capacidade de algumas pessoas sentirem o campo magnético do nosso planeta é, de alguma forma, útil – o mais provável é que seja apenas um vestígio do nosso passado mais primitivo.

Apesar desta dúvida, os cientistas deverão continuar a investigar para determinar se a magneto-recepção contribui de alguma forma para o comportamento ou para as capacidades dos humanos, como a orientação espacial.

Aves migratórias, tartarugas marinhas e alguns tipos de bactérias são algumas das espécies capazes de sentir o campo magnético da Terra, usando-o como uma espécie de sistema de navegação integrado. No caso dos humanos, foi em 1980 que foi sugerido pela primeira vez uma possível capacidade de detecção. Contudo, estudos posteriores não encontraram evidências deste fenómeno no Homem.

Agora, e recorrendo a novas técnicas de análises de dados, uma equipa internacional de cientistas, que contou com um biólogo geofísico, um neuro-cientista cognitivo e um neuro-engenheiro, decidiu voltar a analisar a questão.

De acordo com os cientistas, os resultados mistos das investigações anteriores podem estar relacionados com o facto de quase todos os procedimentos dependerem de decisões comportamentais dos seus participantes. Se os humanos possuem um sentido magnético, a experiência diária sugere que este seria muito fraco ou profundamente subconsciente.

Noutras palavras: estas impressões fracas podem ser facilmente mal interpretadas ou até simplesmente perdidas, nota a nova investigação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista especializada eNeuro.

Procedimento científico e resultados

A Terra é cercada por um campo magnético gerado pelo movimento do núcleo líquido do nosso planeta. Na superfície, este campo é bastante fraco, cerca de 100 vezes mais fraco do que ode um íman comum de frigorífico.

Para estudar se os humanos são capazes de o sentir, a equipa convidou 34 adultos a sentarem-se numa câmara escura envolta em bobinas através quais passavam correntes eléctricas, alterando o campo magnético na sala – sempre com a mesma intensidade do que a que rodeia o nosso planeta. Os participantes foram orientados a relaxar e fechar os olhos enquanto os cientistas manipulavam o campo à sua volta.

Durante o procedimento, máquinas utilizadas em electroencefalograma (EEG) mediram um tipo de onda cerebral (apelidada de onda alfa) nos participantes, que diminui de amplitude quando o cérebro capta um sinal, seja este visual, sonoro ou magnético.

Dos 34 participantes, quatro indivíduos mostraram nas monitorizações cerebrais fortes reacções a uma determinada mudança no campo magnético. Contudo, estes quatro indivíduos não perceberam o campo magnético de forma consciente. Para toda a amostra,  a participação no estudo foi totalmente serena, como se nada tivesse acontecido. Durante a hora em que estiveram sentados e parados numa sala escura hora, nada sentiram.

Nos quatro indivíduos acima mencionados, o cérebro respondeu fortemente a uma mudança numa determinada direcção – de nordeste para noroeste. De acordo com os cientistas, as suas ondas alfa diminuíram de amplitude até 60%. Esta mudança seria a mesma que sentira uma pessoa fora da câmara deslocando a rapidamente a sua cabeça da esquerda para a direita.

“Não esperávamos uma resposta assimétrica”, disse Connie Wang, autora principal do estudo, em declarações ao Live Science. Embora não seja claro por que motivo aconteceu, os cientistas sugerem que pode ser algo único para os indivíduos, assim como algumas pessoas são destras e outras canhotas.

Para garantir que os resultados não fossem uma casualidade, os participantes foram testados novamente várias semanas depois, e os resultados foram os mesmos.

Perguntas por responder

O facto de a maioria das pessoas não ser capaz de sentir o campo magnético da Terra não é necessariamente um problema. Da mesma forma que algumas pessoas são boas em artes e outras em matemática, os organismos não têm que se comportar ou reagir da mesma forma.

Ainda não é claro por que alguns humanos parecem ter habilidades de magneto-recepção, mas, teoricamente, esta capacidade poderia ajudar na orientação, ou ser um remanescente de uma capacidade que evoluiu cedo na história humana para ajudar os caçadores-colectores a navegar.

Ficam ainda muitas questões sobre este tema por responder. Aliás, até ao momento, os cientistas só descobriram como este fenómeno funciona exactamente num tipo de criatura, a chamada bactéria magnetotática. Estes micróbios migram ao longo das linhas do campo magnético terrestre usando partículas nos seus cérebros, as magnetita (Fe3O4).

Sabe-se, já décadas, que estas partículas existem no cérebro humano – foram descobertas por Joseph Kirschvink, um dos cientistas envolvidos neste estudo. Para perceber se estes micróbios ajudam ou não os humanos a sentir o campo magnético da Terra, serão necessárias mais investigações.

ZAP // HypeScience

Por HS
23 Março, 2019

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1690: Os humanos são susceptíveis ao efeito do sapo em ebulição (e isso pode trazer-nos sérios problemas)

(CC0/PD) jplenio / pixabay

O mundo está ficar perigosamente quente, mas já notou este aumento extremo da temperatura? Não totalmente, respondem os cientistas, num estudo no qual demonstram a tremenda adaptabilidade dos seres humanos do século XXI.

Há um análogo famoso para este fenómeno que, apesar de adequado, é também assustador: o efeito do sapo em ebulição. Um sapo imerso em água que aquece gradualmente não percebe a mudança repentina da temperatura, mesmo que esteja a ser fervido vivo.

Os cientistas não se agarram a este fenómeno de olhos fechados. Em vez disso, tomam-no como uma metáfora para a forma actual de os humanos se estarem a adaptar a um futuro sombrio provocado pelas alterações climáticas irreversíveis. “É um verdadeiro efeito de ebulição”, sintetiza Frances C. Moore, da Universidade da Califórnia.

O estudo, recentemente publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), sugere que as pessoas aprendem a aceitar a temperatura extrema como algo “normal” em apenas dois anos. “As pessoas parecem estar a habituar-se às mudanças que, ao mesmo tempo, querem evitar.”

Moore e sua equipa analisaram mais de dois milhões de tweets, entre Março de 2014 e novembro de 2016, para analisar de que forma as pessoas reagiam a eventos climáticos, comparando os tweets com dados meteorológicos. No fundo, os cientistas queriam perceber de que forma as pessoas reagiam a mudanças significativas nas condições meteorológicas localizadas.

Os cientistas descobriram que as pessoas tinham tendência a tweetar sobre o clima se este fosse incomum para a estação do ano em que viviam: condições meteorológicas quentes no inverno ou temperaturas frias no verão.

No entanto, esta tendência depende também da experiência passada, sobretudo das memórias que as pessoas têm sobre o clima. Isto é, num mundo cada vez mais quente, as pessoas percebem cada vez menos o clima extremo – ou seja, parecem-se cada vez mais com o sapo em ebulição, que não percebe que está a ser fervido.

“As temperaturas que inicialmente eram consideradas notáveis, tornam-se ​​rapidamente comuns com a exposição repetida ao longo de uma escala de tempo de aproximadamente cinco anos“, escrevem os autores no artigo científico.

“Como o ajuste da expectativa é rápido em relação ao ritmo das mudanças climáticas antropogénicas, essa mudança na linha de base subjectiva tem grandes implicações para a notabilidade das anomalias de temperatura à medida que a mudança climática avança”, adiantaram ainda.

Contudo, apesar de a mudança climática ser algo chocante e extremo, a nossa interpretação é algo subjectiva, uma vez que a nossa capacidade de avaliar o tempo “normal” parece estar baseada num ponto de referência imaginário do tempo entre dois a oito aos, avança o ScienceAlert.

Isto significa que demora cerca de dois a oito anos para que as pessoas ajustem os seus padrões de normalidade – parando assim de reconhecer que aquelas temperaturas que um dia consideraram extremas eram, de facto, extremas (e estão a “vivê-las” agora).

“A definição de ‘temperatura normal’ muda rapidamente com o tempo nesta época de mudança climática”, escreveram os autores.

Os investigadores alertam que esta incapacidade de entender o clima “normal” pode dificultar que tanto cientistas como governos criem políticas para resolver questões inertes às alterações climáticas.

O facto de as pessoas estarem a acostumar-se a um clima desagradável e incomum (mesmo que não tenham consciência disso) pode trazer problemas sérios num futuro cada vez mais próximo.

ZAP //

Por ZAP
9 Março, 2019

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1415: Virgin Galactic chegou ao espaço com humanos a bordo e fez história. Vem aí o turismo espacial

A Virgin Galactic, a empresa de Richard Branson, conseguiu lançar uma nave até ao limiar do espaço, com dois pilotos a bordo. Um voo de teste que fez história e que abre caminho ao turismo espacial e a uma nova era na conquista do espaço.

A nave da Virgin Galactic, designada SpaceShipTwo, conseguiu alcançar o espaço sub-orbital (não chegando a entrar em órbita), atingindo uma altitude de 82,7 quilómetros, com dois pilotos no cockpit – Mark “Forger” Stucky e C.J. Sturckow.

Foi “o primeiro voo espacial humano a ser lançado de solo americano desde a missão final do Space Shuttle em 2011″ e “a primeira vez que um veículo pilotado construído para serviço comercial de passageiros alcançou o espaço”, anunciou a Virgin Galactic num comunicado.

A nave atingiu a altitude que a Administração Federal de Aviação dos EUA define como o limiar do espaço, mas o conceito não é unânime. Há quem demarque essa fronteira, chamada de linha de Karman, numa altitude de 100 quilómetros – nesta semântica, a nave de Branson terá ficado a 17 km da entrada no espaço, como nota o astrofísico Jonathan McDowell, da Universidade de Harvard, no LiveScience.

Contudo, o astrofísico refere que a marca dos 100 só existe por ser um número redondo, porque “não há justificação física” para a sua definição como linha de Karman. McDowell defende que é preciso rever aquela marca, constatando nas suas investigações, que tanto as publicações tradicionais como “as análises empíricas” e “teóricas” convergem todas no sentido de que “80 é um número melhor do que 100”.

Independentemente deste pormenor técnico, o teste de voo bem sucedido da SpaceShipTwo é encarado como um marco decisivo para a Virgin Galactic que assume a dianteira na corrida espacial para fins comerciais. A empresa fundada por Richard Branson está agora mais perto do objectivo de levar turistas a voar pelo espaço.

Não admira assim que o momento tenha sido celebrado com muito entusiasmo pela Virgin Galactic, nomeadamente com uma publicação no Twitter que destaca “SpaceShipTwo, bem-vinda ao espaço”.

“Hoje mostramos que a Virgin Galactic pode mesmo abrir o espaço para mudar o mundo de vez”, aponta Richard Branson no comunicado da empresa.

O multimilionário foi um dos muitos entusiastas que assistiu ao teste de voo no deserto de Mojave, na Califórnia. “Foram 14 longos anos até chegar aqui“, disse aos jornalistas um Branson emocionado.

“Tivemos lágrimas, lágrimas reais, e momentos de alegria”, acrescentou, reconhecendo que “as lágrimas de hoje são lágrimas de alegria” e “talvez também, sejam lágrimas de alívio”. “Quando se está no programa de testes de voo de uma companhia espacial, nunca se pode ter completamente 100 por cento de certeza”, constata Branson.

Na memória do empreendedor está certamente ainda o acidente de 2014, durante um outro teste de voo que terminou com a nave a partir-se ao meio, matando o piloto Michael Alsbury.

“Uma conquista extraordinária”

O sucesso deste novo teste é “uma conquista extraordinária”, como atesta o CEO da Virgin Galactic, George Whitesides, frisando que é a prova de que os voos espaciais comerciais vão ser “uma das indústrias definidoras do Século XXI”, com potencial para “transformar os negócios e as vidas pessoais de formas que são ainda difíceis de imaginar”.

Certo é que a Virgin Galactic se coloca na frente de empresas como a SpaceX de Elon Musk e a Blue Origin de Jeffrey Bezos. A empresa de Bezos espera fazer os primeiros testes de voo com humanos em 2019, enquanto que a companhia de Musk pretende começar a levar astronautas da NASA até à Estação Espacial Internacional também no próximo ano.

A entrada em força de empresas privadas na corrida espacial, que tem sido até agora monopolizada por Governos de países como EUA, Rússia e China, pode assinalar uma viragem decisiva nos avanços nesta área. Até porque são movidas por jovens multimilionários cheios de entusiasmo e de dinheiro.

Branson investiu quase mil milhões de dólares da sua fortuna pessoal no projecto espacial da Virgin Galactic que já está a vender bilhetes para as futuras viagens turísticas no espaço.

Entretanto, vai também construir mais naves e planeia edificar vários aeroportos espaciais pelo mundo, para permitir que milhares de pessoas possam viver a experiência. Branson já disse que quer seguir a bordo do primeiro voo espacial comercial.

SV, ZAP //

Por SV
14 Dezembro, 2018

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1376: Os humanos chegaram ao “tecto do mundo” mais cedo do que se pensava

CIÊNCIA

Phillips / Flickr
Planalto do Tibete

Uma equipa de cientistas descobriu evidências de que os humanos chegaram ao Planalto do Tibete, também conhecido como o “tecto do mundo”, por ser o maior e mais alto planalto do planeta, muito mais cedo do que se acreditava até então.

De acordo com um novo estudo, recentemente publicado na revista científica Science, a equipa descobriu milhares de ferramentas de pedra – incluindo facas – no local conhecido como Nwya Devu, o mais antigo e alto sítio arqueológico da Idade da Pedra (Paleolítico) já encontrado em todo o mundo. 

Tal como nota a Phys.org, estas ferramentas apontam para a presença de humanos no planalto entre 30.000 e 40.000 anos atrás, em altitudes que chegam a atingir os 5.000 metros acima do nível do mar. Dados anteriores davam conta que os humanos não tinham colonizado a área antes do início do Holoceno, ou seja, há 11.650 anos.

Antes do achado arqueológico agora noticiado, os vestígios mais antigos já encontrados de actividades humana em grandes altitudes tinha sido registado no Planalto dos Andes, onde os nosso ancestrais viveram a uma altitude de 4.480 metros acima do nível do mar, há cerca de 12.000 anos.

Institute of Vertebrate Paleontology and Paleoanthropology
Artefactos encontrados no planalto do Tibete

Segundo os cientistas, liderados por Zhang Xiaoling e Gao Xing, esta descoberta fornece importantes evidências arqueológicas das estratégias de sobrevivência utilizadas pelos primeiros humanos que habitaram os ambientes mais secos da Terra.

O planalto do Tibete é amplamente conhecido pela sua forte hipóxia atmosférica – fenómeno de baixa concertação de oxigénio -, temperaturas baixas durante todo o ano e ainda pelo baixo volume de chuvas. Actualmente, é um dos lugares menos povoados de todo o planeta.

ZAP //

Por ZAP
5 Dezembro, 2018

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1345: Petroglifos antigos revelam mapas estelares dos humanos pré-históricos

CIÊNCIA

Alistair Coombs

Algumas dos mais antigos petroglifos do Mundo revelam que os humanos pré-históricos tinham conhecimentos relativamente avançados sobre astronomia.

As obras de arte, em locais de toda a Europa, não são apenas representações de animais selvagens, como se pensava anteriormente. Em vez disso, os símbolos animais representam constelações estelares no céu nocturno e são usados ​​para representar datas e marcar eventos como chuvas de meteoros.

Estas pinturas revelam que, talvez há 40 mil anos, os humanos controlavam o tempo, usando o conhecimento de como a posição das estrelas lentamente muda ao longo de milhares de anos.

As descobertas, publicadas a 2 de Novembro na revista Athens Journal of History, sugerem que os povos antigos entendiam o efeito causado pela mudança gradual do eixo rotacional da Terra. O crédito da descoberta desse fenómeno, chamada de precessão axial, foi anteriormente dado aos antigos gregos.

A arte rupestre indica que as percepções astronómicas dos povos antigos eram muito maiores do que se acreditava. O seu conhecimento pode ter ajudado a navegação em mar aberto, o que poderá ter implicações na compreensão actual da migração humana pré-histórica.

Investigadores das Universidades de Edimburgo e Kent estudaram detalhes da arte paleolítica e neolítica com símbolos de animais em locais na Turquia, Espanha, França e Alemanha. Em todos os locais notaram que o mesmo método de manutenção de dados era sempre o mesmo: baseado em astronomia sofisticada. Isto é relevante uma vez que a arte aparece separada no tempo por dezenas de milhares de anos.

Os arqueólogos clarificaram descobertas anteriores de um estudo de esculturas de pedra num desses locais – Gobekli Tepe na Turquia moderna – que é interpretado como um memorial a um devastador ataque de meteoros por volta de 11 mil a.C. Acreditava-se que este fenómeno tenha iniciado uma pequena era do gelo conhecida como o período Younger Dryas.

Também descodificaram o que provavelmente é a mais antiga obra de arte conhecida – a cena de Lascaux em França. A pintura, que mostra um homem a morrer e vários animais, pode homenagear outro ataque de cometas por volta de 15.200 a.C.

A equipa de investigação confirmou as suas descobertas ao comparar a idade de muitos exemplos de arte rupestre – conhecidos a partir da datação química das tintas usadas – com as posições das estrelas nos tempos antigos, como previsto por softwares sofisticados.

Para os autores, estas descobertas suportam a teoria de múltiplos impactos de meteoros durante o desenvolvimento humano na Terra e irá, provavelmente, revolucionar a forma como as populações pré-históricas são vistas.

ZAP // EurekAlert!

Por ZAP
29 Novembro, 2018

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1344: Neandertais e humanos modernos acasalaram em vários momentos

CIÊNCIA

Erich Ferdinand / Flickr (OD)

Os neandertais e os antepassados dos humanos modernos acasalaram em diversos momentos durante um período de 30 mil anos, revela um novo estudo.

O estudo, publicado a 26 de Novembro na revista Nature, aborda a relação entre os neandertais do oeste da Eurásia e os “humanos anatomicamente modernos” que deixaram África.

Nos últimos anos, os cientistas descobriram que os primeiros seres humanos que saíram da África encontraram neandertais a viver no é que hoje a Europa e a Ásia Oriental.

De facto, ao fazer análises genéticas em grande escala de fragmentos de ADN de neandertais presentes em humanos actuais do leste da Ásia e da Europa, dois especialistas da Universidade de Temple, nos EUA, constataram que os acasalamentos entre as duas espécies durante aquele período de 30 mil anos deixaram marcas nos genomas das populações não africanas contemporâneas.

“Quando os humanos anatomicamente modernos se dispersaram para fora de África, acasalaram com neandertais. O componente neandertal no genoma de humanos modernos é omnipresente em populações não africanas e, no entanto, é quantitativamente pequeno, representando uma média de apenas 2%”, explicam os autores do estudo.

Este padrão de ascendência neandertal em humanos modernos foi interpretado até agora como uma evidência que houve apenas um período de cruzamentos, que ocorreu pouco depois da saída dos nossos antepassados de África.

“Ainda assim, estudos demonstraram que a ascendência neandertal é entre 12% e 20% mais alta em indivíduos modernos do leste da Ásia em comparação com os da Europa”, escrevem os investigadores Fernando Villanea e Joshua Schraiber.

Os dois estudiosos afirmam que os padrões de ADN de origem neandertal presentes em humanos modernos se explicam melhor através da existência de vários episódios de acasalamento ocorridos entre os neandertais e as populações europeias e do leste da Ásia.

Os especialistas concluem que a recorrência dos encontros entre os humanos e os neandertais se encaixa na visão emergente que indica que as internações entre diferentes grupos de hominídeos foram frequentes e mais complexas do que se acreditava até agora.

ZAP // EFE / Phys

Por ZAP
28 Novembro, 2018

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1254: O fundo do mar está a dissolver-se (e a culpa é dos humanos)

CIÊNCIA

Dimitris Siskopoulos / Flickr

As mesmas emissões de gases de efeito estufa que estão a causar mudanças climáticas no planeta estão também a fazer com que fundo do mar se dissolva cada vez mais rápido, de acordo com um novo estudo.

O oceano é o que é conhecido como o esgoto de carbono, uma vez que absorve carbono da atmosfera e este carbono acidifica a água. Nas profundezas do oceano, onde a pressão é alta, a água do mar acidificada reage com o carbonato de cálcio, originário das criaturas mortas. A reacção neutraliza o carbono, criando bicarbonato.

Ao longo dos milénios, esta reacção tem sido uma forma prática de armazenar carbono sem prejudicar a química do oceano. Mas, como os humanos queimam combustíveis fósseis, cada vez mais carbono tem acabado por se acumular no oceano. De acordo com a NASA, cerca de 48% do excesso de carbono que os seres humanos enviaram para a atmosfera foram bloqueados nos oceanos.

Todo esse carbono leva a oceanos mais ácidos, o que significa uma dissolução mais rápida do carbonato de cálcio no fundo do mar. Investigadores liderados pelo cientista oceânico Robert Key estimaram a provável taxa de dissolução em todo o mundo, usando a corrente de água, medições de carbonato de cálcio em sedimentos do fundo do mar e outros métricas-chave como a salinidade do oceano e a temperatura.

Os resultados, publicados a 29 de Outubro na revista Proceedings of The National Academy of Sciences, foram uma mistura de boas e más notícias. A boa notícia era que a maioria das áreas dos oceanos ainda não mostrava uma diferença dramática na taxa de dissolução de carbonato de cálcio antes e depois da revolução industrial.

No entanto, existem vários locais onde as emissões de carbono causadas pelo homem estão a fazer uma grande diferença. O maior ponto crítico é o Atlântico Norte ocidental, onde o carbono é responsável por entre 40 e 100% de carbonato de cálcio dissolvido. Há outros pequenos pontos críticos, no Oceano Índico e no Atlântico Sul, onde os depósitos de carbono e rápidas correntes aceleram a taxa de dissolução.

O Atlântico Norte ocidental é o local onde a camada do oceano sem carbonato de cálcio subiu 300 metros. Essa profundidade ocorre quando o carbonato de cálcio proveniente de animais mortos é anulado pela acidez do oceano. Abaixo dessa linha, não há acumulação de carbonato de cálcio.

O aumento na profundidade indica que agora que há mais carbono no oceano, as reacções de dissolução estão a ocorrer mais rapidamente e em profundidades menores.

“A destruição química de sedimentos ricos em carbonatos já depositados já começou e vai intensificar-se e espalhar-se por vastas áreas do leito marinho durante as próximas décadas e séculos, alterando o registo geológico do fundo do mar“, escreveu Key.

Os cientistas ainda não sabem o que essa alteração no fundo do mar significará para as criaturas que vivem nas profundezas, mas futuros geólogos poderão ver mudanças climáticas provocadas pelo Homem nas rochas eventualmente formadas pelo leito oceânico da actualidade.

ZAP // Live Science

Por ZAP
7 Novembro, 2018

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1190: O cérebro é o equivalente a milhares de milhões de mini-computadores a trabalhar em conjunto

CIÊNCIA

(CC0/PD) David Cassolato / Pexels

Um estudo recente revelou uma diferença estrutural fundamental entre os neurónios humanos e de cobaias que poderia ajudar a explicar os nossos poderes de inteligência.

Concluído o primeiro registo de actividade eléctrica em células humanas a um nível incrivelmente detalhado, os cientistas afirmam agora que cada uma das nossas células cerebrais poderiam funcionar como um mini-computador, escrevem os cientistas no novo estudo científico, publicado no dia 18 de Outubro na Cell.

Humanos e ratos de laboratório são diferentes, começando pelos neurónios. As células cerebrais comunicam-se disparando impulsos eléctricos, que os investigadores conseguem detectar e medir colocando eléctrodos microscópicos dentro dos neurónios.

Apesar de os cientistas já terem tido oportunidade de realizar essa experiência em cobaias, Mark Harnett, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em Cambridge, ambicionava ir mais longe: observar de que forma os neurónios humanos se poderiam destacar dos dos ratinhos.

Assim, o cientista utilizou tecido vivo obtido através de cirurgias nas quais os especialistas removiam pedaços de cérebro de pessoas com epilepsia. A equipa de Harnett usou então eléctrodos muito finos para registar a actividade dentro dos ramos mais finos, conhecidos como dendrites, no final do tronco cerebral.

Cada neurónio pode ter até 50 dendrites e cada dendrite tem centenas de sinapses ou pontos de conexão com outros neurónios. Os sinais cerebrais passam por essas sinapses entrando na dendrite, tornando assim provável que a própria dendrite lance um sinal eléctrico ao longo do seu comprimento.

Em comparação com as cobaias, as dendrites de neurónios humanos apresentam menos canais de iões, moléculas inseridas na membrana externa da célula que deixam a electricidade fluir ao longo da dendrite.

À primeira vista, esta informação pode parecer desvantajosa, mas na verdade esta característica denota aos humanos maiores e melhores “poderes de computação” para cada célula do cérebro.

Na prática, num neurónio de uma cobaia, se um sinal iniciar numa dendrite, existem imensos canais iónicos para conduzir a electricidade, o que irá fazer com que o sinal, provavelmente, continue no tronco principal do neurónio. Por sua vez, num neurónio humano, é menos certo que o sinal rume até tronco principal: tudo dependerá da actividade nas outras dendrites.

Esta dinâmica, explica o New Scientist, permite que as milhares de sinapses das dendrites de cada neurónio determinem colectivamente a “decisão” final. “Em conjunto, procuram padrões específicos de entrada para se unirem e, finalmente, produzirem um sinal”, explica Harnett.

No fundo, podemos imaginar o nosso cérebro como sendo o repositório de milhares de milhões de mini-computadores a trabalhar em conjunto. Uma autêntica máquina que nos permite, entre muitas outras tarefas, ler esta peça até ao fim.

ZAP //

Por ZAP
24 Outubro, 2018

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1185: Os extraterrestres podem ter a mesma aparência que os humanos

(CC0/PD) pxhere

Se existir, a vida extraterrestre poderia ser “estranhamente semelhante à vida que vemos na Terra”, de acordo com Charles Cockell, professor de Astrobiologia na Universidade de Edimburgo, na Escócia.

Há alguns anos que a comunidade científica defende que os extraterrestres podem ser mais parecidos com os humanos do que pensamos. Segundo um estudo recente de investigadores da Universidade de Oxford, podem ter passado por processos de evolução, nomeadamente por selecção natural, semelhantes aos humanos.

Mas, de acordo com Charles Cockell, professor da Universidade de Edimburgo, na Escócia, se existir, toda a vida extraterrestre poderia ser estranhamente semelhante à vida que vemos na Terra.

No seu novo livro “The Equations of Life: How Physics Shapes Evolution”, Cockell sugere a existência de uma “biologia universal”. “A vida na Terra pode ser um modelo para a vida no universo”, explicou Charles Cockell à Forbes.

Segundo a teoria do investigador, as leis da física são iguais em todo o lado. Por exemplo, a gravidade é omnipresente, as moléculas orgânicas desintegram-se em altas temperaturas e o carvão e a água são substâncias indispensáveis para a criação de vida.

Estes limites negam a possibilidade de uma “grande modificação” no aspecto dos seres vivos em todo o universo, segundo Charles Cockell.

No oceano, “criaturas com corpos finos e aerodinâmicos” predominam e, por razões óbvias, “movem-se rapidamente pela água”. Isso tem sido verdade por centenas de milhões de anos: golfinhos, tubarões, o ictiossauro – mamífero, peixe e dinossauro extinto – têm uma aparência razoavelmente comparável.

Em terra, a maioria dos animais tem apêndices, ou seja, membros para se movimentar. No céu “são observadas as leis que governam a aerodinâmica”. “As coisas acabam por ter a mesma aparência, apesar de serem de linhagens completamente diferentes”, disse o especialista.

Mas há excepções. Por exemplo, as cobras, sem membros, deslizam. “Experiências da natureza”, admite Cockell. Contudo, a maior parte da vida “é confinada por regras que podem ser surpreendentemente estreitas“.

ZAP //

Por ZAP
23 Outubro, 2018

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