3544: Crânio sugere que o Homo Erectus surgiu 200 mil anos antes do que se pensava

CIÊNCIA

Um modelo do rosto do Homo erectus

A descoberta de um crânio na África do Sul sugere que o Homo erectus viveu há dois milhões de anos, juntamente com outras espécies humanas mais primitivas.

Com base nas descobertas dos últimos anos, cientistas consideram que o Homo erectus surgiu há 1,8 milhões de anos. Mas, agora, a descoberta de um crânio de uma criança pequena na África do Sul sugere que este nosso antepassado pode ter surgido, afinal, 200 mil anos antes do que se pensava, adianta o jornal ABC.

Os fragmentos do crânio (DNH 134) foram descobertos no local arqueológico sul-africano Drimolen por investigadores da Universidade La Trobe, na Austrália, e da Universidade Washington, na cidade norte-americana de Saint Louis.

Esta foi uma grande surpresa para a equipa de cientistas porque significa que o Homo erectus, o mais parecido com o ser humano, viveu naquilo que hoje é a África do Sul, onde nunca antes tinha sido descoberto.

“Até esta descoberta, sempre assumimos que o Homo erectus se tinha originado na África Oriental. Mas o DNH 134 mostra que possivelmente vem do sul. Isto significaria que mais tarde se mudou para o norte e leste do continente. A partir daí, passou pelo norte de África para povoar o resto do mundo”, acrescenta Stephanie Baker, do Instituto de Paleoinvestigação da Universidade de Joanesburgo.

Além disso, a datação feita permite concluir que ali viveu há dois milhões de anos. “A antiguidade do fóssil DNH 134 mostra que o Homo erectus existiu a 150 mil ou 200 mil anos mais cedo do que se pensava”, afirma Andy Herries, chefe do departamento de Arqueologia e História da universidade australiana.

Segundo o jornal espanhol, a antiguidade deste crânio também mostra que este nosso antepassado viveu com outras espécies humanas mais primitivas, como é o caso do Australopithecus e do Paranthropus robustus.

De acordo com os cientistas, cujo estudo foi publicado, a 3 de Abril, na revista Science, possivelmente estas três espécies seriam diferentes umas das outras e usavam diferentes partes da paisagem para evitar competir umas com as outras.

ZAP //

Por ZAP
9 Abril, 2020

 

spacenews

 

874: Foi a preguiça que ajudou à extinção do Homo erectus

Uma nova investigação científica conclui que o Homo erectus, um dos antepassados primitivos dos humanos, se extinguiu por ser preguiçoso, pelo menos em parte.

Escavações arqueológicas feitas na zona central da Arábia Saudita, em áreas que foram ocupadas por antigas populações humanas da Idade da Pedra, revelaram que o Homo erectus recorreu a “estratégias de menor esforço” para fazer ferramentas e recolher recursos.

Dados divulgados em comunicado pela Universidade Nacional da Austrália (ANU), cujos investigadores apuraram que a preguiça do Homo erectus também contribuiu para a sua extinção, a par da sua incapacidade para se adaptar às alterações climáticas.

“Não parecem, realmente, ter-se esforçado”, afiança o investigador que liderou as pesquisas arqueológicas, Ceri Shipton da Escola de Cultura, História e Linguagem da ANU. “Não sinto que fossem exploradores a olhar para lá do horizonte”, acrescenta Shipton, notando que “não tinham o mesmo sentido de curiosidade que nós temos”.

“Para fazerem as suas ferramentas de pedra, usavam quaisquer rochas que conseguissem encontrar caídas em torno do seu acampamento que eram, maioritariamente, de baixa qualidade comparativamente com as que os fabricantes de ferramentas de pedra usaram mais tarde”, acrescenta o investigador.

Nas escavações, os arqueólogos detectaram “um grande afloramento rochoso de pedra de qualidade a uma curta distância de uma pequena colina”, relata Shipton. “Mas em vez de subir a colina, eles usavam simplesmente qualquer bocado que rolava e caía no fundo”, destaca o investigador.

Uma postura que contrasta com o Homo sapiens e os Neandertais que subiam às montanhas para encontrar pedra de qualidade, transportando-a através de longas distâncias.

“Não eram apenas preguiçosos, mas também muito conservadores“, repara ainda Shipton, realçando que “as amostras de sedimentos mostram que o ambiente em torno deles estava a mudar”, mas que “eles faziam exactamente as mesmas coisas com as suas ferramentas”, não revelando “qualquer progresso”.

No fim de contas, “o ambiente tornou-se demasiado seco para eles“, conclui o investigador.

ZAP //

Por ZAP
13 Agosto, 2018

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