3806: Buracos negros podem ser como hologramas

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/FÍSICA

EHT Collaboration
A primeira fotografia de um buraco negro

Um novo estudo sugere que os buracos negros podem ser como hologramas, sendo que produzem uma imagem tridimensional, embora estejam numa superfície bidimensional.

Buraco negro é uma região do espaço-tempo em que o campo gravitacional é tão intenso que nada — nenhuma partícula ou radiação electromagnética como a luz — pode escapar dela. Um novo estudo sugere que os buracos negros podem ser como hologramas, nos quais todas as informações para produzir uma imagem tridimensional são codificadas numa superfície bidimensional.

Os investigadores chegaram a esta conclusão baseando-se no chamado princípio holográfico. Esta conjectura afirma que toda a informação contida num volume de espaço pode ser representada por uma teoria que reside na fronteira daquela região. Os resultados foram publicados, em maio, na revista científica Physical Review X.

“Este princípio revolucionário e um tanto contra-intuitivo propõe que o comportamento da gravidade numa determinada região do espaço possa ser alternativamente descrito em termos de um sistema diferente, que vive apenas ao longo da borda da região e, portanto, numa dimensão a menos”, lê-se no estudo.

“E, mais importante, nesta descrição alternativa (chamada holográfica), a gravidade não aparece explicitamente. Por outras palavras, o princípio holográfico permite-nos descrever a gravidade usando uma linguagem que não contém gravidade, evitando assim o atrito com a mecânica quântica”, explicam os cientistas, citado pelo Tech Explorist.

A equipa de investigadores aplicou o princípio holográfico aos buracos negros. Considerando que os buracos negros têm uma alta entropia, podemos descrevê-los tal como um holograma: têm duas dimensões, nas quais a gravidade desaparece. No entanto, reproduzem um objecto em três dimensões.

“Este estudo é apenas o primeiro passo para uma compreensão mais profunda destes corpos cósmicos e das propriedades que os caracterizam quando a mecânica quântica cruza com a relatividade geral”, concluem os investigadores Francesco Benini e Paolo Milan.

ZAP //

Por ZAP
7 Junho, 2020

 

 

3094: Cientistas criam hologramas que se podem sentir e ouvir

CIÊNCIA

Cientistas criaram hologramas que conseguem ser sentidos e ouvidos por pessoas. Esta nova abordagem constitui uma inovação nesta área que tem crescido de forma galopante nos últimos anos.

Há muito tempo que os hologramas deixaram de ser uma visão futurista dos filmes de ficção científica e é uma realidade dos nossos tempos. A tecnologia não para de evoluir e, sem ser excepção a isso, os hologramas estão a ganhar nova vida com uma inovação desenvolvida por cientistas da Universidade de Sussex.

A equipa de investigadores criou hologramas 3D que podem ser vistos de qualquer ângulo, que podem até mesmo ser tocados e ouvidos.

Como base para este avanço tecnológico, os cientistas britânicos tiveram como base uma abordagem semelhante à de engenheiros da Universidade Brigham Young, que usaram lasers invisíveis para levitar e manipular uma pequena partícula. Esta foi depois iluminada com luzes RGB para dar a ideia de uma imagem a três dimensões.

O estudo foi publicado este mês na revista científica Nature. Em 2016, cientistas japoneses também já tinham conseguido criar hologramas que podem ser tocados.

A diferença é que os investigadores de Sussex usaram um ultra-som para levitar um pedacinho de esferovite através das ondas sonoras. Com esta forma de manipulação do objecto, o esferovite conseguia-se mover a uma velocidade de 30 quilómetros por hora, conseguindo mostrar uma forma de 10 centímetros de diâmetro em menos de um décimo de segundo.

Como é muito rápido, a pessoa que esteja a olhar apenas consegue percepcionar um objecto a três dimensões, explica o Gizmodo. E isto não se trata apenas de show off para os nossos olhos, quase como uma ilusão de óptica. Além de envolver o esferovite numa moldura colorida, o ultra-som consegue também fazê-lo vibrar, criando ondas sonoras audíveis pelo ouvido humano.

Podemos ainda não ter chegado aos hologramas do holodeck de Star Trek, mas caminhamos cada vez mais nesse sentido.

ZAP //

Por ZAP
26 Novembro, 2019