2237: Astrónomos encontraram uma nova (e surpreendente) cratera em Marte

NASA / JPL / University of Arizona
Nova cratera em Marte encontrada pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO)

Marte não se “magoa” facilmente mas, quando acontece, o resultado pode ser quase comparado a uma obra de arte. Uma cratera, descoberta em Abril pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), é a prova disso.

Notável não só pelo tamanho como também pelas ondas de impacto, a marca preta e azul recentemente descoberta destaca-se como uma espécie de “polegar dorido” na superfície vermelha e poeirenta de Marte, conta o Science Alert.

Anualmente, o Planeta Vermelho é bombardeado por mais de 200 asteróides e cometas, no entanto, tal como explicou a cientista da Universidade do Arizona, Veronica Bray, esta nova cratera é uma das mais impressionantes que alguma vez viu.

Nos 13 anos em que a sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) tem observado o planeta, são poucos os acontecimentos que se comparam a este porque, embora o fragmento da rocha espacial responsável pareça ter cerca de 1,5 metros de largura, a própria cratera é muito maior, com cerca de 15 a 16 metros.

Um “culpado” tão pequeno como este fragmento provavelmente teria queimado ou erodido na atmosfera muito mais espessa da Terra ou, mesmo em Marte, deveria ter quebrado. Neste caso, porém, a rocha deveria ser mais sólida do que o habitual, porque conseguiu bater num ponto da região Valles Marineris, localizada próxima do equador marciano.

A imagem acima foi capturada pela câmara HiRISE (High Resolution Imaging Science Experiment) da NASA, que orbita o planeta a 255 quilómetros de distância. De acordo com o anúncio publicado no seu site oficial, “o que se destaca é o material mais escuro exposto sob a poeira avermelhada”.

A natureza exacta da geografia nesta região continua a ser incerta, mas Bray afirma que a superfície será provavelmente basalto e a parte azul que vemos na imagem deverá ser um pouco de gelo que também estava escondido sob a poeira.

Os astrónomos pensam que o embate tenha acontecido entre Setembro de 2016 e Fevereiro deste ano.

ZAP //

Por ZAP
26 Junho, 2019

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2205: Espectacular Cratera descoberta em Marte, o que a terá provocado?

À medida que as sondas e os rovers aumentam a área vasculhada de Marte, novas descobertas vão aparecendo. Desta vez apareceu uma cratera espectacular detectada numa impressionante nova imagem tirada pelo Mars Reconnaissance Orbiter da NASA.

Marte ainda é um planeta desconhecido, dado que pouca coisa ainda se sabe dele. Muitas outras surpresas estarão por descobrir.

Sonda Mars Reconnaissance Orbiter vasculha solo marciano

Mars Reconnaissance Orbiter é uma sonda norte-americana que tem a finalidade de procurar evidências de existência de água, no passado remoto de Marte. A sonda foi lançada em 10 de Agosto de 2005, estando já há mais de 13 anos a explorar o terreno marciano.

Assim, recorrendo à sua câmara científica de imagens de alta resolução (HiRISE), a nave fotografou a nova realidade no dia 17 de Abril de 2019. Segundo um comunicado da equipa HiRise, a sonda situava-se a uma altitude de 255 quilómetros. A cratera está localizada na região de Valles Marineris, perto do equador, e formou-se nalgum momento entre Setembro de 2016 e Fevereiro de 2019.

Dado que é impossível monitorizar toda a superfície de Marte, não há dados concretos de quando se formou esta cratera.

Foto a preto e branco da nova cratera.
Imagem: NASA / JPL / Universidade do Arizona

Câmara HiRise que procura água em Marte encontrou arte?

A equipa responsável pela HiRise descreveu a nova foto como uma “obra de arte”. Além disso, dizem também que “o material mais escuro exposto sob a poeira avermelhada” é o que faz com que esta cratera em particular se destaque. Por outro lado, as áreas azuladas na imagem de cores falsas, na primeira imagem) mostram áreas em que o material da superfície vermelha foi mais afectado pelo impacto.

Os responsáveis pela HiRISE e a cientista da Universidade do Arizona, Veronica Bray, disseram à Space.com que a cratera tem cerca de 15 a 16 metros  de largura. A mancha escura criada pelo impacto tem cerca de 500 metros de largura. Assim, Bray estimou o tamanho do meteorito em 1,5 metros de largura.

Vídeo incorporado

Peter Grindrod@Peter_Grindrod

KABOOM! Before and after images of a meteorite forming a brand new impact crater on Mars. Sometime between 18 Feb 2017 and 20 March 2019.

Este pedaço de rocha espacial provavelmente não teria sobrevivido à travessia através da atmosfera mais espessa da Terra, referiu, contudo, a rocha era provavelmente sólida, já que não há evidências de que se tenha fragmentado em pedaços menores durante a entrada atmosférica. O impacto pode ter exposto rochas basálticas sob a superfície de Marte, mas não está claro se o impacto causou o gelo subterrâneo. Referiu a cientista.

Descobrir novas crateras de impacto em Marte não é novidade para a sonda Mars Reconnaissance Orbiter. Outros exemplos notáveis ​​incluem uma cratera descoberta dentro da muito maior Cratera Corinto em 2018, e uma cratera de 30 metros de largura localizada em 2014.

Logótipo da Starfleet de Star Trek?

Na semana passada a nave identificou uma estranha característica da superfície marciana. Na verdade, o desenho no solo faz lembrar o logótipo da Starfleet de Star Trek. Será que a Star Trek, num outro tempo, passou por lá?

2168: NASA encontra em Marte o “logótipo” da Frota Estelar de Star Trek

Leonard Nimoy como Spock, na saga Star Trek

A equipa Mars Reconnaissance Orbiter da NASA destacou na sua conta de Twitter uma formação incomum de dunas em Marte que parecem recriar o clássico logótipo da Frota Estelar de Star Trek.

A fotografia foi capturada pelo HiRise, um missão científico de alta resolução que orbita o Planeta Vermelho desde 2006. No Twitter da NASA, a agência espacial convida os fãs a reconhecer o famoso logótipo.

HiRISE (NASA)

@HiRISE

Caption Spotlight (12 Jun 2019): Dune Footprints in Hellas
Enterprising viewers will make the discovery that these features look conspicuously like a famous logo.
More: https://www.uahirise.org/ESP_059708_1305 
NASA/JPL/University of Arizona #science

A reacção dos internautas foi imediata nas redes sociais: “A explicação é simples: William Shatner já estava lá e os marcianos construíram uma grande duna em sua homenagem”, escreveu um utilizador.

A HiRise, no entanto, esclareceu a situação, observando que a semelhança encontrada é uma mera coincidência. De acordo com uma nota publicada na sua página oficial, houve durante muito tempo dunas em forma de meia lua e Marte. Depois, uma erupção fez com que a lava fluísse pela planície, acabado por cercar estas formações.

Mais tarde, a lava solidificou mas o vento continuou a soprar e os aglomerados de areia, que costumavam ser dunas, afastaram-se e deixaram este tipo de pegadas.

ZAP //

Por ZAP
13 Junho, 2019

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1593: Dunas misteriosas provam que o vento de Marte sopra sempre na mesma direcção

NASA

Novas imagens do instrumento de imagem de alta resolução HiRISE a bordo do MRO da NASA, em Marte, revelam a capacidade erosiva do vento na superfície do Planeta Vermelho.

Nas fotografias publicadas pela agência espacial, muitas dunas de areia são visíveis. Têm uma forma crescente alongada e são chamados de “dunas de Barchan”.

As dunas são formados pela acção contínua do vento que sopra na mesma direcção. A orientação destas dunas indica que o vento predominante sopra da direita para a esquerda (leste a oeste). O vento está a mover continuamente os grãos de areia ao longo da maior inclinação da duna, em direcção ao topo.

As pequenas ondulações na inclinação são causadas por este movimento. Quando os grãos de areia atingem o topo, caem no declive mais íngreme e mais curto, que, consequentemente, não tem ondulações. É este movimento gradual de areia que faz com que as dunas se movam lentamente ao longo do tempo, relata a NASA.

Outra imagem tirada pela câmara HiRISE mostra como a erosão da superfície revela várias camadas de tons claros, provavelmente depósitos sedimentares, na superfície marciana.

As características geológicas mais recentes são, neste caso, estreitas dunas de areia que serpenteiam no topo de todas as rochas. HiRISE opera em comprimentos de onda visíveis, assim como os olhos humanos, mas com uma lente telescópica que produz imagens em resoluções nunca antes vistas em missões de exploração planetária.

Estas imagens de alta resolução permitem aos cientistas distinguir objectos de um metro de tamanho em Marte e estudar a morfologia e estrutura da superfície de forma muito mais completa.

ZAP // Europa Press

Por ZAP
14 Fevereiro, 2019

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1536: Há “dunas extraterrestres” em Marte (e uma misteriosa cratera gigante)

Universidade de Arizona / NASA Cratera enorme no manto de gelo de Marte

Cientistas descobriram uma nova cratera no manto de gelo do planeta Marte. Além disso, há ainda “dunas extraterrestres” dispostas de forma linear.

O grande buraco, de acordo com um comunicado do laboratório lunar e planetário da Universidade do Arizona, foi causado pelo impacto de um meteorito que caiu no pólo sul do Planeta Vermelho.

As imagens da cratera foram capturadas pela HiRISE, a mais poderosa câmara de alta resolução que foi enviada para outro planeta e que fornece material com um nível incrível de detalhes, de acordo com os especialistas.

Com base nos dados das fotografias, foi determinado que o impacto na área ocorreu entre Julho e Setembro do ano passado. O padrão dos tons de cor revelam características da força do choque do meteorito, que perfurou a camada de gelo, escavou a areia escura inferior e ejectou-a em todas as direcções no topo da camada.

Ross Beyer, especialista da NASA, disse que “esta imagem é bastante considerável, porque ocorreu na zona glacial do sul. Parece que a explosão ocorreu após um impacto de pelo menos duas toneladas. A cratera formou uma área de explosão maior e mais leve, causando um design interior sob a camada de gelo”.

Mas estas não são as únicas novidades que a HiRISE traz para a Terra. Foram também publicadas as primeiras imagens de um novo campo de dunas em Marte, com morfologias distintas, em que se pode apreciar a secção transversal das mesmas.

Universidade de Arizona / NASA
Dunas em Marte

Segundo o artigo da Universidade do Arizona, essas formações dependem de vários factores, incluindo a quantidade de areia presente e as direcções locais do vento.

As imagens mostram as “dunas extraterrestres” dispostas de forma linear, primeiro em áreas com muita areia e depois os picos das dunas com secções relativamente livres de poeira. Mais tarde, os cientistas esperam obter uma segunda imagem para determinar se essas dunas estão a evoluir ou permanecem estáticas.

Graças ao material fornecido pela HiRISE, a NASA colaborou com missões espaciais para estabelecer o seu local de pouso, entre outras importantes descobertas, como a confirmação de grandes reservas de água congelada sob a superfície marciana ou a contemplação de avalanches em movimento.

ZAP //

Por ZAP
30 Janeiro, 2019

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699: Descoberta uma duna azul em Marte

A duna azul foi encontrada na cratera Lyot, em Marte | NASA /JPL-Caltech/Univ. of Arizon

Chamam-lhe o planeta vermelho mas imagens da NASA mostram o que parece ser uma mancha de areia azulada.

No site do Mars Renaissance Orbiter, um orbiter da NASA, a câmara HiRISE que este usa é descrita como “a câmara fotográfica mais poderosa alguma vez enviada para outro planeta”. Foi ela que captou a imagem de uma duna azul em Marte, o quarto planeta a contar e conhecido pela cor vermelha das suas rochas e areais

Na verdade, como explicou à CNN Alfred McEwen, director do Planetary Image Research Laboratory na Universidade do Arizona, a duna em questão é na verdade cinzenta, mas aparece na imagem de um azul forte. Foi esta a conclusão a que chegaram os cientistas depois de um apurado trabalho de edição das imagens captadas pelo Mars Renaissance Orbiter.

A olho nu, o que veríamos seria uma mancha cinzenta. A câmara consegue captar mais pormenores, mas o seu trabalho é dificultado pela quantidade de poeira que existe em Marte. Na verdade a HiRISE captou três imagens em que as cores são ajustadas para vermelho, azul e verde, com recurso a tecnologia de infra-vermelhos. Quando aumenta o contraste, a duna surge numa cor turquesa forte porque “é feita de um material mais fino e/ou tem uma composição diferente do que a rodeia”, pode ler-se num comunicado da NASA.

A duna azul foi encontrada na cratera Lyot (que deve o nome ao astrónomo francês Bernard Lyot), onde a maioria das dunas têm a forma de um crescente – as chamadas dunas barchan – devido à sua posição em relação ao vento. Segundo a CNN, não é claro porque é que esta duna é “mais abstracta”.

Os orbiters, ao contrário dos rovers, não tocam no solo, mas monitorizam o planeta de fora da atmosfera.

Diário de Notícias
ciência
27 DE JUNHO DE 2018 08:42
Helena Tecedeiro

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