3253: Descobertos na Grécia dois grandes túmulos milenares revestidos a ouro

CIÊNCIA

Dois grandes túmulos com 3.500 anos e cujas paredes e tectos estão revestidas a ouro foram descobertos na cidade de Pilos, no sul da Grécia, anunciou o Ministério da Cultura do país helénico.

Os túmulos, que foram encontrados nas proximidades do Palácio de Nestor, um importante centro político na era micénica, são tholis, isto é, câmaras subterrâneas em forma de colmeia que se escondem no subsolo, explicaram os arqueólogos Jack Davis e Sharon Stocker, da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, citado pelo Science Alert.

Um dos túmulos, o Tolos VI, tem um diâmetro de 12 metros e as suas paredes têm actualmente 4,5 metros, menos de metade da sua altura original. O outro, o Tolos VII, atinge apenas dois metros de altura e o seu diâmetro é de 8,5 metros.

Os arqueólogos da universidade norte-americana encontraram folhas de ouro em ambas as câmaras a cobrir as paredes e os tectos. Além disso, a equipa encontrou ainda muitos objectos preciosos, como âmbar do Báltico, ametistas egípcias e jóias de ouro.

Os telhados dos túmulos cederam ao longo dos anos, enchendo as câmara com detritos. A degradação, por outro lado, protegeu as estruturas contra roubos.

“Assim como aconteceu com o túmulo do Guerreiro de Griffin, soubemos, no final da primeira semana de escavações, que tínhamos encontrado algo importante“, disse a arqueóloga Sharon Stocker, que liderou a escavação, citada em comunicado.

Selo de ouro e objectos de valor

Os objectos funerários recuperados incluem um selo de ouro com dois touros e talos de cevada. Trata-se, muito provavelmente, da primeira imagem de cereais na arte grega, explicou o professor Jack Davis, que é também da Universidade de Cincinnati.

Outro selo composto de coralina foi também encontrado nas estruturas, retratando duas figuras mitológicas a fazer um ritual num altar. Um detalhe importante neste objecto, frisaram os cientistas, é uma estrela de 16 pontas, um símbolo incomum na iconografia micénica, que aparece também noutros achados já escavados.

Os cientistas encontraram também um pingente de ouro que representa a antiga deusa egípcia Hathor, uma descoberta “particularmente interessante à luz do papel que esta deusa desempenhou no Egipto como protectora dos mortos”, explicou Davis.

Os arqueólogos que levaram a cabo as escavações compararam este dois túmulos ao túmulo do Guerreiro de Griffin – que se acredita pertencer a um dos primeiros reis de Pilos -, datado do mesmo período e encontrado pela mesma equipa há três anos a poucos metros das duas estruturas agora descobertas.

“Estas pessoas eram, provavelmente, muito sofisticadas para a época. Deixaram um lugar na história onde havia poucos objectos de luxo e mercadorias importadas. E, de reprende, na época das primeiras lápides, surgem itens de luxo na Grécia”, rematou Stocker.

ZAP //

Por ZAP
23 Dezembro, 2019

 

spacenews

 

3197: Naufrágio romano com 2.000 anos encontrado na Grécia. É um dos maiores do Mar Mediterrâneo

CIÊNCIA

(dr) IBEAM

Uma equipa de cientistas da Universidade de Patras, na Grécia, descobriu os vestígios de um navio romano que naufragou há cerca de 2.000 anos perto da ilha grega de Kefalonia, avança o Greek City Times. 

A embarcação, detalham os cientistas na nova investigação publicada recentemente na revista científica especializada Journal of Archaeological Science, foi construída entre os séculos I a.C e I d.C e é um dos maiores já encontrados no Mar Mediterrâneo – tinha cerca de 30 metros de comprimento e 12 de largura.

Contudo, o navio – baptizado de Fiscardo – destaca-se dos demais já encontrados na área por manter cerca de 6.000 ânforas utilizadas para transportar vinho ou comida em perfeitas condições desde o naufrágio, conta o jornal local.

“O navio está enterrado nos sedimentos por isso temos grandes expectativas de que, se levarmos a cabo uma escavação no futuro, encontraremos parte ou mesmo todo o casco de madeira (…) Isso poderia dizer aos arqueólogos quando e onde o navio foi fabricado, de onde é que o material veio e como é que foi reparado”, disse George Ferentinos, o investigador da Universidade de Patras que conduziu a investigação.

Daily Mirror @DailyMirror

Roman shipwreck from time of Jesus Christ found with ‘exciting’ cargo on board https://www.mirror.co.uk/news/uk-news/roman-shipwreck-time-jesus-christ-21061980 

A embarcação foi encontrada junto do porto de Fiskardo, área onde tinham sido já encontrados vestígios da mesma época – complexos de banho, casas, um teatro e até um cemitério -, indicando que este seria um porto importante à época.

Os cientistas frisam que se trata de uma descoberta arqueológica “significativa” que pode trazer novos dados sobre o transporte marítimo durante a Roma Antiga.

ZAP //

Por ZAP
15 Dezembro, 2019

 

spacenews

 

1291: Arqueólogos descobrem a cidade perdida de Tenea

CIÊNCIA

Ministério da Cultura da Grécia

O Ministério da Cultura da Grécia anunciou que uma equipa de arqueólogos acredita ter encontrado a cidade perdida de Tenea. Entre os vestígios do assentamento, foram encontradas jóias, dezenas de moedas e vários túmulos.  

De acordo com as lendas, a cidade de Tenea foi fundada logo após a mítica Guerra de Troia, entre o século XII e XII a.C, por prisioneiros de guerra a quem Agamenon, o rei Micenas, permitiu construir o seu próprio assentamento para viver.

Segundo a nota divulgada esta terça-feira pelo ministério grego, a cidade agora encontrada pelos arqueólogos é Tenea, localizada na antiga região de Coríntia, no nordeste de Peloponeso. Os vestígios arqueológicos foram encontrados durante escavações realizadas entre Setembro e Outubro perto da aldeia de Jiliomodi.

Acredita-se que os nativos desta antiga cidade grega formavam também grande parte do grupo de colonizadores que formaram a cidade de Siracusa, na cidade italiana de Sicília.

Durante a expedição arqueológica, os cientistas encontraram as antigas muralhas da cidade e fragmentos do solo feitos de barro, pedra e mármore, em como peças construídas em cerâmica, um dado de osso e mais de 200 moedas antigas.

Foram também encontrados sete túmulos na área do cemitério da cidade, quatro dos quais da época e três da época helenista – embora um destes tenha sido reutilizado pelos romanos. No interior dos túmulos, os arqueólogos identificaram esqueletos de dois homens, cinco mulheres e duas crianças. Havia ainda vasos, ouro, jóias de bronze e osso e várias moedas junto dos esqueletos.

Em declarações à agência Reuters, a arqueóloga Elena Korka, que liderou a expedição, disse que as estradas pavimentadas e a estrutura arqueológica de Tenena pode agora ser vista. “Encontramos a evidência da vida e da morte, e tudo isso é apenas uma pequena parte da história deste lugar”, considerou.

As escavações na área começaram já em 2003, mas até agora os arqueólogos apenas se tinham debruçado a estudar os cemitérios perto de Tenea, sem descobrir os vestígios da cidade perdida, explicou a arqueóloga à agência AP.

A arqueóloga explicou ainda que os trabalhos na área continuam mas, pelos vestígios até agora encontrados, acredita-se que os moradores de Tenea eram ricos.

Algumas das cerâmicas encontradas tinham formas que denotam alguma influência oriental, explicou Korka, acrescentando que a cidade de Tenea “tinha contacto com o Oriente e o Ocidente”. De acordo com a especialista, os moradores desta cidade tinham um “modo de pensar próprio que definia, em certa medida, as suas políticas”.

Tenea – até agora considerada como uma lenda – floresceu durante a era romana e sobreviveu à destruição da cidade vizinha de Corinto pelas mãos dos romanos em meados de 146 a.C. Acredita-se também que tenha sofrido danos durante a invasão gótica no final do século IV d.C, podendo ter sido abandonada dois séculos depois, durante as incursões dos eslavos.

ZAP // RT

Por ZAP
15 Novembro, 2018

[vasaioqrcode]

 

891: 200 mil bombas de Hiroxima, o poder do super-vulcão de Santorini

(PP0/PD) Gozitano / Pixabay
A erupção vulcânica foi a principal razão para a queda da cultura Minoica

Um novo estudo realizado com base em análises de anéis de árvores, pode definir com mais precisão o momento em que o super-vulcão de Santorini, na Grécia, entrou em erupção. A nova pesquisa ajudou a resolver contradições de investigações prévias.

A erupção do super-vulcão de Santorini, há mais de 3400 anos, dizimou a civilização Minoica que vivia na ilha de Tera, no sudeste da Grécia. Toda a colónia ficou enterrada sob uma camada de cinzas e pedra-pomes com mais de 40 metros de espessura.

A força da erupção é comparada à explosão de 200 000 bombas atómicas iguais às lançadas sobre Hiroxima. O vulcão expeliu cerca de 40 a 80 quilómetros cúbicos de rocha.

A erupção foi tão forte que fracturou a ilha em muitos fragmentos, dando origem ao moderno e turístico arquipélago de Santorini. Com o impacto, formou-se um tsunami que atingiu Creta e cobriu as outras ilhas com cinzas vulcânicas e pedras.

A explosão foi a principal razão para a queda da cultura Minoica – a primeira civilização europeia -, originando a lenda de Atlântida e do dilúvio. Os arqueólogos acreditam que a erupção ocorreu entre 1570 e 1500 a.C. Os cientistas chegaram até esta data sustentados em artefactos encontrados, como cerâmicas, e crónicas egípcias.

No entanto, os vestígios de cinzas vulcânicas encontrados no gelo da Gronelândia, assim como a datação por radio-carbono dos artefactos encontrados na ilha, indicam que o vulcão explodiu muito antes, aproximadamente no ano de 1628 a.C.

Para resolver estas contradições, os autores do estudo, combinaram dois métodos utilizados na arqueologia: a análise por radio-carbono e a contagem do número de anéis o interior do tronco das árvores. Esta investigação sou foi possível graças aos novos espectrómetros de massas e à existência de árvores únicas – os pinheiros da Califórnia e os carvalhos da Irlanda.

Através do carbono 14, os cientistas dataram 285 anéis, formados entre os séculos XVIII e XV a.C. Ao comparar estes dados com a escala clássica geo-cronológica, a equipa de investigação de Charlotte Pearson, da Universidade do Arizona, nos EUA, conclui que a idade dos artefactos encontrados na ilha de Santorini foi sobrestimada.

As conclusões do cientistas, publicadas na semana passada na revista Science Advances, revelam que, de facto, a explosão não ocorreu em 1628 a.C, como normalmente aceite, mas 30 a 40 anos depois, entre 1600 e 1580 a.C.

Este detalhe não só concilia a visão de arqueólogos, geólogos e físicos, mas também abre a porta para repensar muitas outros momentos históricos importantes, como a data do início do Novo Reino do Egipto.

Os autores do estudo esperam que pesquisas futuras ajudem a determinar a data da erupção com uma margem de erro de apenas um ano.

Por ZAP
19 Agosto, 2018

Foram corrigidos 11 erros ortográficos do texto original.

[vasaioqrcode]

See also Blogs Eclypse and Lab Fotográfico