1291: Arqueólogos descobrem a cidade perdida de Tenea

CIÊNCIA

Ministério da Cultura da Grécia

O Ministério da Cultura da Grécia anunciou que uma equipa de arqueólogos acredita ter encontrado a cidade perdida de Tenea. Entre os vestígios do assentamento, foram encontradas jóias, dezenas de moedas e vários túmulos.  

De acordo com as lendas, a cidade de Tenea foi fundada logo após a mítica Guerra de Troia, entre o século XII e XII a.C, por prisioneiros de guerra a quem Agamenon, o rei Micenas, permitiu construir o seu próprio assentamento para viver.

Segundo a nota divulgada esta terça-feira pelo ministério grego, a cidade agora encontrada pelos arqueólogos é Tenea, localizada na antiga região de Coríntia, no nordeste de Peloponeso. Os vestígios arqueológicos foram encontrados durante escavações realizadas entre Setembro e Outubro perto da aldeia de Jiliomodi.

Acredita-se que os nativos desta antiga cidade grega formavam também grande parte do grupo de colonizadores que formaram a cidade de Siracusa, na cidade italiana de Sicília.

Durante a expedição arqueológica, os cientistas encontraram as antigas muralhas da cidade e fragmentos do solo feitos de barro, pedra e mármore, em como peças construídas em cerâmica, um dado de osso e mais de 200 moedas antigas.

Foram também encontrados sete túmulos na área do cemitério da cidade, quatro dos quais da época e três da época helenista – embora um destes tenha sido reutilizado pelos romanos. No interior dos túmulos, os arqueólogos identificaram esqueletos de dois homens, cinco mulheres e duas crianças. Havia ainda vasos, ouro, jóias de bronze e osso e várias moedas junto dos esqueletos.

Em declarações à agência Reuters, a arqueóloga Elena Korka, que liderou a expedição, disse que as estradas pavimentadas e a estrutura arqueológica de Tenena pode agora ser vista. “Encontramos a evidência da vida e da morte, e tudo isso é apenas uma pequena parte da história deste lugar”, considerou.

As escavações na área começaram já em 2003, mas até agora os arqueólogos apenas se tinham debruçado a estudar os cemitérios perto de Tenea, sem descobrir os vestígios da cidade perdida, explicou a arqueóloga à agência AP.

A arqueóloga explicou ainda que os trabalhos na área continuam mas, pelos vestígios até agora encontrados, acredita-se que os moradores de Tenea eram ricos.

Algumas das cerâmicas encontradas tinham formas que denotam alguma influência oriental, explicou Korka, acrescentando que a cidade de Tenea “tinha contacto com o Oriente e o Ocidente”. De acordo com a especialista, os moradores desta cidade tinham um “modo de pensar próprio que definia, em certa medida, as suas políticas”.

Tenea – até agora considerada como uma lenda – floresceu durante a era romana e sobreviveu à destruição da cidade vizinha de Corinto pelas mãos dos romanos em meados de 146 a.C. Acredita-se também que tenha sofrido danos durante a invasão gótica no final do século IV d.C, podendo ter sido abandonada dois séculos depois, durante as incursões dos eslavos.

ZAP // RT

Por ZAP
15 Novembro, 2018

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891: 200 mil bombas de Hiroxima, o poder do super-vulcão de Santorini

(PP0/PD) Gozitano / Pixabay
A erupção vulcânica foi a principal razão para a queda da cultura Minoica

Um novo estudo realizado com base em análises de anéis de árvores, pode definir com mais precisão o momento em que o super-vulcão de Santorini, na Grécia, entrou em erupção. A nova pesquisa ajudou a resolver contradições de investigações prévias.

A erupção do super-vulcão de Santorini, há mais de 3400 anos, dizimou a civilização Minoica que vivia na ilha de Tera, no sudeste da Grécia. Toda a colónia ficou enterrada sob uma camada de cinzas e pedra-pomes com mais de 40 metros de espessura.

A força da erupção é comparada à explosão de 200 000 bombas atómicas iguais às lançadas sobre Hiroxima. O vulcão expeliu cerca de 40 a 80 quilómetros cúbicos de rocha.

A erupção foi tão forte que fracturou a ilha em muitos fragmentos, dando origem ao moderno e turístico arquipélago de Santorini. Com o impacto, formou-se um tsunami que atingiu Creta e cobriu as outras ilhas com cinzas vulcânicas e pedras.

A explosão foi a principal razão para a queda da cultura Minoica – a primeira civilização europeia -, originando a lenda de Atlântida e do dilúvio. Os arqueólogos acreditam que a erupção ocorreu entre 1570 e 1500 a.C. Os cientistas chegaram até esta data sustentados em artefactos encontrados, como cerâmicas, e crónicas egípcias.

No entanto, os vestígios de cinzas vulcânicas encontrados no gelo da Gronelândia, assim como a datação por radio-carbono dos artefactos encontrados na ilha, indicam que o vulcão explodiu muito antes, aproximadamente no ano de 1628 a.C.

Para resolver estas contradições, os autores do estudo, combinaram dois métodos utilizados na arqueologia: a análise por radio-carbono e a contagem do número de anéis o interior do tronco das árvores. Esta investigação sou foi possível graças aos novos espectrómetros de massas e à existência de árvores únicas – os pinheiros da Califórnia e os carvalhos da Irlanda.

Através do carbono 14, os cientistas dataram 285 anéis, formados entre os séculos XVIII e XV a.C. Ao comparar estes dados com a escala clássica geo-cronológica, a equipa de investigação de Charlotte Pearson, da Universidade do Arizona, nos EUA, conclui que a idade dos artefactos encontrados na ilha de Santorini foi sobrestimada.

As conclusões do cientistas, publicadas na semana passada na revista Science Advances, revelam que, de facto, a explosão não ocorreu em 1628 a.C, como normalmente aceite, mas 30 a 40 anos depois, entre 1600 e 1580 a.C.

Este detalhe não só concilia a visão de arqueólogos, geólogos e físicos, mas também abre a porta para repensar muitas outros momentos históricos importantes, como a data do início do Novo Reino do Egipto.

Os autores do estudo esperam que pesquisas futuras ajudem a determinar a data da erupção com uma margem de erro de apenas um ano.

Por ZAP
19 Agosto, 2018

Foram corrigidos 11 erros ortográficos do texto original.

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