2774: The Ocean Cleanup recolhe plástico do Pacífico pela primeira vez

CIÊNCIA

(hd) The Ocean Cleanup / EPA

O fundador da associação The Ocean Cleanup, Boyan Slat, anunciou que a sua criação está finalmente a conseguir recolher plásticos na Grande Mancha de Lixo do Pacífico, depois de um teste que durou um ano.

Os plásticos invadiram os mares e este é um dos maiores problemas que a humanidade tem para resolver. No entanto, há uma esperança: a associação sem fins lucrativos The Ocean Cleanup está a conseguir recolher plástico da ilha de lixo do Pacífico Norte.

O sistema consiste num conjunto de tubos que formam uma barreira flutuante em forma de U que consegue apanhar o plástico, deixando uma abertura na parte inferior para que os peixes e outros animais possam nadar em liberdade.

Depois do teste lançado em Setembro do ano passado e concluído em Janeiro de 2019 ter falhado, por não ter conseguido recolher praticamente nenhum plástico, Boyan Slat, fundador da The Ocean Cleanup, pensou que talvez usar a corrente a seu favor seria uma boa abordagem. No primeiro teste, a própria estrutura acabou por se partir.

Esta quarta-feira, o holandês anunciou, numa conferência de imprensa em Roterdão, que estão finalmente a conseguir recolher plástico na Grande Mancha de Lixo do Pacífico, um amontoado de lixo que tem 17 vezes o tamanho de Portugal, localizado entre o Havai e a costa da Califórnia.

“Agora temos um sistema autónomo na Grande Mancha de Lixo do Pacífico que usa as forças naturais do oceano para capturar e concentrar passivamente os plásticos, confirmando assim o princípio mais importante por trás do sistema de limpeza do oceano”, disse à CNN.

Segundo um estudo publicado em Setembro na Nature, o consumo anual de plástico ultrapassou os 320 milhões de toneladas. Segundo o Público, o método criado por Slat pode fazer a diferença, já que é capaz de apanhar micro-plásticos com apenas um milímetro, mas também grandes objectos de pescas abandonados.

O plano agora é ampliar o sistema, de modo a torná-lo mais forte e resistente, para que possam ser atingidos objectivos de, nos próximos cinco anos, capturar 50% dos resíduos (cerca de 40 mil toneladas) da Grande Mancha de Lixo do Pacífico.

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Por ZAP
4 Outubro, 2019