2958: A cidade utópica da Google é um pesadelo para a privacidade dos cidadãos

DIREITOS CIVIS

Os piores receios sobre a “cidade do futuro” planeada pelo Sidewalk Labs da Google parecem confirmar-se, demonstrando que há mesmo motivo de preocupação com o caminho que está a ser seguido em Toronto, no projecto-piloto da empresa.

A Sidewalk Labs, divisão da Google/Alphabet, dedicada às cidades do futuro, promete uma gestão mais eficiente dos municípios, usando todo o tipo de recolha de dados para optimizar esse funcionamento: saber por onde andam as pessoas, optimizar rotas de transportes públicos, detectar potenciais problemas antes de se tornarem problemas, etc.

Mas entretanto foram levantadas uma série de preocupações, aparentemente com razão de ser, depois de em 2018 a CNBC ter revelado um documento secreto da Sidewalk Labs com detalhes sobre os planos da empresa – que incluem o que se poderá considerar uma cidade sob total controlo de empresas privadas.

O documento de 437 páginas, conhecido internamente como o “Livro Amarelo“, detalha os planos da Sidewalks para a Waterfront Toronto, agência governamental de revitalização da cidade canadiana, que vai testar num projecto-piloto a visão utópica da Google para as cidades do futuro.

Esses planos de controlo privado da vida das cidades incluem a educação, o fisco, a rede de transportes, forças de segurança e até autoridades judiciais privatizadas, num eco-sistema onde seria mantida uma monitorização constante de todos os cidadãos.

Nesta cidade utópico, quem não aceitar partilhar a sua informação privada será penalizado, ficando sem acesso aos serviços de transportes, e classificado no fundo da escala de um sistema de “pontuação social” atribuída a cada cidadão, revela o The Globe, que teve acesso ao documento.

Considerando que há algum tempo que a Google removeu das suas regras a célebre frase que durante anos a norteou, don’t be evil, os planos da Sidewalk Labs não inspiram grande confiança no futuro — em particular aos cidadãos que leram Orwell e se lembram de que Big Brother não é um programa de televisão.

ZAP // AadM

Por ZAP
4 Novembro, 2019

 

1267: O Google já o pode levar numa viagem virtual a Marte

DESTAQUES

Google Mars

De uma parceria entre a NASA e a Google nasceu o Google Mars: um site que permite ao cidadão comum explorar detalhadamente a superfície de Marte, com os seus vulcões, montanhas e crateras.

Os dados compilados por investigadores da Universidade Estatal do Arizona, nos Estados Unidos, permitiram criar um dos mapas mais pormenorizados do Planeta Vermelho elaborados até à data.

De carácter interactivo, o Google Mars é usado de forma semelhante ao Google Maps e permite que os utilizadores movam, ampliem e seleccionem diferentes lugares, bem como explorarem as várias regiões de Marte.

Com a novidade, o planeta já pode ser visitado sem ter de ser feita a jornada de 225 milhões de quilómetros, que equivale a cerca de seis meses. Marte pode ser observado em três versões: num mapa topográfico; num mapa de espectro de luz visível – para ver mais detalhes da superfície – e num mapa infravermelho, que retrata a temperatura do planeta Marte.

Os utilizadores podem descobrir como é que os vulcões, montanhas, crateras e dunas marcianas receberam os nomes que hoje têm. Por exemplo, a cratera Lomonosov foi baptizada em homenagem ao cientista russo Mikhail Lomonosov. Além disso, podem ainda ser observadas nuvens marcianas e pó atmosférico.

O planeta também pode ser visitado no Google Earth Pro, ainda mais detalhadamente e em três dimensões.

Há um inferno à espera dos astronautas que no futuro se atreverem a viajar até Marte. Entre outras, questões como a atrofia muscular, perda de estrutura óssea, pressão intra-craniana, alta exposição à radiação e problemas psicológicos colocam barreiras intransponíveis ao Homem (ou coisa parecida) que sonha chegar ao Planeta Vermelho.

Mas enquanto essas barreiras não são removidas, há agora pelo menos uma forma de viajar até Marte sem sair do conforto lá de casa.

ZAP // Science Alert / Sputnik

Por ZAP
10 Novembro, 2018

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