“Temos sorte de estar vivos”. Glaciar colapsa em frente a canonistas no Alasca

© SIC Notícias

Vídeo capta o exacto momento em que o glaciar colapsa.

Andrew Hooper e Josh Bastyr testemunharam na primeira fila o momento em que o glaciar caiu na água. Ambos tinham as câmaras apontadas para um colapso que estava anunciado.

No vídeo publicado pelo canonista ouve-se o gelo a quebrar e, uns minutos mais tarde, vê-se o glaciar a cair com violência na água. Nesse momento é projectada uma massa de água na direcção dos dois homens.

Um dos protagonistas da história com um final feliz grita “temos sorte de estar vivos”.

msn notícias
SIC Notícias
19/08/2019

 

2471: A Islândia fez o funeral ao primeiro glaciar assassinado pelas alterações climáticas

Onde antes havia um glaciar, há a partir de agora um memorial. Numa chamada de atenção ao aquecimento global e ao degelo, a Islândia quis assinalar a perda de Okjokull, também conhecido como _Ok_, um glaciar de 700 anos, extinto em 2014.

Okjökull, que significa “Glaciar Ok” em islandês, tornou-se a primeira grande massa de gelo da Islândia a perder oficialmente seu estatuto de glaciar, em 2014.

Em 1980, o Okjokull cobria 16 km2 de superfície. Em 2012, a extensão coberta tinha passado para apenas 0,7 km2, de acordo com um relatório da Universidade da Islândia, publicado em 2017. Em 2014, as autoridades tomaram finalmente a decisão de desclassificar o Okjokull.

Na placa comemorativa agora descerrada, a menção “415 ppm CO2” é uma referência ao nível recorde de concentração de dióxido de carbono registado na atmosfera, em maio do ano passado, em que valor de CO2 na atmosfera atingiu as 415 partes por milhão.

_Ok_ foi o primeiro a perder o estatuto de glaciar, devido à extensa área de gelo que perdeu. Agora, como monumento, lembra que nos próximos 200 anos, o mesmo acontecerá a outros — um fenómeno que pode ser dramático para o mundo e em particular para a Islândia, cujo território é composto por cerca de 12 mil km2 de glaciares.

O desaparecimento de Okjökull está a ser tratado pelas autoridades islandesas e por activistas do clima como um alerta para os efeitos do aquecimento global.

“O Ok é o primeiro glaciar da Islândia a perder seu estatuto. Nos próximos 200 anos todos os nossos principais glaciares deverão seguir o mesmo caminho“, lê-se na placa.

“Este monumento é para confirmar que sabemos o que está a acontecer e o que é preciso fazer. Só vocês sabem nós o fizemos“, diz a mensagem gravada na placa de bronze, destinada às próximas gerações.

@RiceUNews

Memorial honoring lost glacier to be installed in Iceland Aug. 18. Media invited to attend, more details here: http://news.rice.edu/2019/08/05/memorial-honoring-lost-glacier-to-be-installed-in-iceland-aug-18/#.XUhfDtSzcSc.twitter 

A dedicatória, intitulada “Uma carta para o futuro“, é da autoria do escritor islandês Andri Snaer Magnason. O projecto foi lançado por investigadores locais e da Universidade Rice, nos Estados Unidos.

Os convidados da cerimónia deste domingo incluíram a primeira-ministra da Islândia, Katrín Jakobsdóttir e a irlandesa Mary Robinson, ex-alta comissária da ONU para os Direitos Humanos.

“Este será o primeiro monumento em homenagem a um glaciar perdido para as alterações climáticas em todo o mundo”, afirmou em Julho Cymene Howe, professora da Universidade Rice, na altura da apresentação da iniciativa.

“Assinalando a morte do Ok, esperamos chamar a atenção para o que está a ser perdido com a extinção dos glaciares da Terra”, salientou a investigadora. “Estes corpos de gelo são as maiores reservas de água doce do planeta e congelados dentro deles estão histórias da atmosfera.”

@NASAEarth

On August 18, 2019, scientists will be among those who gather for a memorial atop Ok volcano in west-central #Iceland. The deceased being remembered is Okjökull—a once-iconic #glacier that was declared dead in 2014. https://earthobservatory.nasa.gov/images/145439/okjokull-remembered  #NASA #Landsat

Segundo os investigadores envolvidos no projecto, o debate sobre o aquecimento global “pode ser bastante abstracto, com muitas estatísticas terríveis e modelos científicos sofisticados que podem parecer incompreensíveis” — e um monumento a um glaciar desaparecido pode ser a melhor forma de percebermos o que está a acontecer ao planeta.

ZAP // Deutsche Welle / Euronews

Por ZAP
19 Agosto, 2019

 

2368: Primeiro glaciar “assassinado” pelas alterações climáticas ganhou um memorial na Islândia

Rice University

Okjökull é um dos 400 antigos glaciares que coroam as montanhas da Islândia – pelo menos até o aquecimento global o ter encolhido tanto que perdeu oficialmente o status de glaciar em 2014.

Ok – como é chamado – foi a primeira vítima da mudança climática na Islândia, mas provavelmente não será a última. As geleiras da Islândia estão a perder cerca de dez mil milhões de toneladas de gelo por ano e todas as 400 seguirão os passos de Ok até 2200.

Agora, para lembrar a perda de Ok e as centenas de outras geleiras islandesas que podem partilhar o mesmo destino, investigadores locais e dos EUA criaram uma placa comemorativa para marcar para sempre o local onde Ok se ergueu sobre a paisagem.

A placa, que será oficialmente dedicada numa cerimónia em 18 de Agosto no local do antigo glaciar, é endereçada simplesmente ao “futuro” e envia uma mensagem assustadoramente simples, escreve o Live Science.

Rice University

“Ok é o primeiro glaciar islandês a perder o seu status de glaciar”, diz a placa. “Nos próximos 200 anos, todos os nossos glaciares deverão seguir o mesmo caminho. Este monumento reconhece que sabemos o que está a acontecer e o que precisa de ser feito”.

O texto conclui com “415ppm C02“, a proporção actual de gases de efeito estufa na atmosfera da Terra – e provavelmente a maior quantidade que o nosso planeta já viu desde antes dos humanos evoluírem.

“Este será o primeiro monumento a um glaciar perdido devido à mudança climática em qualquer parte do mundo”, disse Cymene Howe, antropólogo da Universidade Rice, em Houston, e co-criador de um documentário de 2018 sobre Ok, em comunicado. “Marcando a morte de Ok, esperamos chamar a atenção para o que está a ser perdido com a expiração dos glaciares da Terra. Estes corpos de gelo são as maiores reservas de água doce do planeta e congelados dentro deles estão histórias da atmosfera.”

“Um dos nossos colegas islandeses disse muito sabiamente: ‘Memoriais não são para os mortos, são para os vivos ”, disse Howe. “Com este memorial, queremos ressaltar que nos cabe a nós, os vivos, responder colectivamente à rápida perda de glaciares e aos impactos contínuos das mudanças climáticas. Para Ok, já é tarde demais, é agora o que os cientistas chamam de “gelo morto”.

Howe e os seus colegas investigadores instalarão a placa como parte de uma “tour não glacial”, que partirá de Reykjavik e levará os participantes a uma caminhada gratuita para o antigo local de Ok.

ZAP //

Por ZAP
24 Julho, 2019

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2110: Turistas já fazem reservas para assistir ao degelo dos glaciares do Alasca

DESTAQUE

Smial / Wikimedia

O rápido degelo dos glaciares devido às alterações climáticas criou um novo mercado para os operadores turísticos do Alasca, nos Estados Unidos.

O jornal Anchorage Daily News noticiou que as operadoras de várias empresas de turismo estão a registar um aumento em reservas de viagens de grupos que querem assistir ao recuo do único estado árctico do país.

“As pessoas querem ver os glaciares enquanto há acesso“, disse Paul Roderick, director de operações da “Talkeetna Air Taxi”, que faz viagens aéreas no Alasca. “As pessoas sabem mais sobre glaciares do que antes. Perguntam quão depressa estão a recuar, quando antes mal sabiam o que era um glaciar”, acrescentou, em declarações à mesma publicação.

As operadoras turísticas dizem que os turistas são, maioritariamente, oriundos da Austrália e de mercados emergentes como China e Índia. “Há mais interesse”, disse Peter Schadee, da “Anchorage Helicopter Tours”, que faz voos de helicóptero naquela região. “Temos assistido ao interesse em glaciares de pessoas de todo o Mundo”, acrescentou.

“As pessoas querem muito ver os glaciares, mas estão a derreter muito depressa“, contou Matt Szunday, dono da Ascending Path, uma empresa que faz passeios turísticos a glaciares do Alasca.

O recuo destas gigantes e antigas massas de gelo criou um nicho de mercado, com turistas a fazer marcações para ver os glaciares “antes que seja tarde de mais”.

Uma nova revisão dos dados de pesquisas publicada no Jornal da Glaciologia prevê que os 25 mil glaciares do Alasca perderão entre 30% e 50% de sua massa até ao final deste século. A nível global, os glaciares devem perder entre 18 e 365 da massa, o que poderá resultar numa subida de 25 centímetros no nível da água do mar.

ZAP // Lusa

Por ZAP
4 Junho, 2019



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1999: O glaciar Vavilov movia-se 20 metros por ano. Agora, move-se 20 por dia

CIÊNCIA

A dramática morte de um glaciar no norte da Rússia pode estar prestes a acontecer. Entre 1958 e 2013, as imagens de satélite do Landsat mostraram que a calota de gelo Vavilov estava a flutuar muito lentamente num ritmo aparentemente estável.

Depois, em 2013, os cientistas começaram a notar que o glaciar estava a escorrer dezenas de vezes mais rápido do que o normal. De acordo com o blog do Observatório da Terra da NASA, a calota de gelo está a deslizar tanto como o tamanho de um vagão de um comboio.

Esta perda de gelo é especialmente incomum porque a calota de gelo Vavilov é um glaciar de base fria num “deserto” polar com muito pouca precipitação. Isso significa que deve ser relativamente imune às pressões que sobrecarregam outras calotas, como o derretimento da parte inferior pelo aquecimento da água do mar, pois a base por baixo do glaciar está congelada.

Mudar de tamanho e forma é normal. No entanto, o que os investigadores estão a ver é sem precedentes. Se a camada de gelo estiver a mudar nesse ritmo, os cientistas suspeitam que a água tenha subido sob a parte terrestre da calota, fazendo com que se torne mais susceptível ao aquecimento global das temperaturas.

“O facto de que uma calota de gelo aparentemente estável no frio ter passado de 20 metros por ano para 20 metros por dia é extremamente incomum, talvez sem precedentes”, disse Michael Willis, um glaciologista da Universidade do Colorado em Boulder ao Observatório da Terra da NASA. “Os números aqui são simplesmente malucos. Antes disso, até onde sabia, glaciares gelados não faziam isso, não podiam fazer isso.”

A calota de gelo Vavilov foi o tema de um estudo realizado por Willis e uma equipa de investigadores do Colorado Boulder no ano passado, que destacou ainda mais a escala do fim da calota.

Nas três décadas anteriores a 2013, a calota de gelo Vavilov derreteu um total de poucos metros. Entre 2015 e 2016, a calota polar afinou cerca de 100 metros, cerca de 0,3 metros por dia, criando um volume suficiente para cobrir Manhattan com cerca de 75 metros de água.

A situação do Vavilov realça que as calotes frias noutras regiões polares, especialmente aquelas ao longo da Antárctida e da Gronelândia, poderiam ser mais vulneráveis ​​às mudanças climáticas do que os modelos climáticos previam anteriormente.

“Este evento obriga a repensar o funcionamento das geleiras a frio”, acrescentou Willis. “Pode ser que possam responder mais rapidamente ao aquecimento do clima ou às mudanças nas suas bases do que pensávamos.”

ZAP // IFL Science

Por ZAP
17 Maio, 2019



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1854: Cientistas encontram resíduos radioactivos presos nos glaciares

CIÊNCIA

Christine Zenino / wikimedia

O gelo está a desaparecer e, à medida que derrete, tem deixado para trás alguns presentes de despedida: cadáveres congelados, artefactos antigos, vírus mortos e o mais recente – precipitação nuclear.

Recentemente, uma equipa internacional de cientistas descobriu níveis elevados de radionuclídeos radioactivos – átomos radioactivos que resultam de acidentes nucleares e testes de armas – em todos os glaciares estudados pelos especialistas.

“Queremos provar que esta é uma questão global e não apenas localizada perto de fontes de contaminação nuclear”, adiantou Caroline Clason, professora e investigadora da Universidade de Plymouth, no Reino Unido.

Mas, no meio desta descoberta, há uma boa notícia: os cientistas acreditam que estes resíduos nucleares não representam uma ameaça imediata para o ambiente. Ainda assim, os resíduos foram encontrados, na maioria dos locais, em níveis significativamente mais altos do que o considerado seguro para a ingestão humana.

Segundo Clason, que apresentou as descobertas no dia 10 de Abril na conferência da European Geosciences Union (EGU), estes resíduos podem entrar na cadeia alimentar, à medida que os glaciares continuam a derreter devido às alterações climáticas.

A equipa de cientistas procuraram por resíduos nucleares em crioconite, uma camada de sedimentos escuros encontrados na superfície de muitos glaciares ao redor do mundo. Ao contrário de outros sedimentos comuns, a crioconite é composta por material inorgânico e material orgânico.

As partes orgânicas podem incluir carbono negro ou as sobras da combustão incompleta de combustíveis fósseis, fungos, micróbios e matéria vegetal – fazendo da crioconite uma espécie de “esponja” muito eficiente para o resíduos transportados pelo ar que caem nos glaciares com a chuva ou a neve.

À medida que o clima aquece a água suja do derretimento atravessa os glaciares moribundos, aumenta a quantidade de resíduos acumulados em crioconite.

Os cientistas recolheram amostras de crioconite de 17 glaciares desde a Antárctida até aos Alpes e da Colúmbia Britânica até à região árctica da Suécia. Estas amostras tinham quantidades elevadíssimas de contaminação, adiantou Clason.

Enquanto alguns dos radionuclídeos detectados – como o chumbo-210 – ocorrem naturalmente no ambiente, dois isótopos, em particular, podem ser associados a actividades nucleares humanas.

O amerício-241, um isótopo radioactivo produzido em decomposição de plutónio, foi encontrado em muitos locais estudados e em quantidades que poderiam ser perigosas para a saúde humana. Também o césio-137, um isótopo produzido durante explosões nucleares, foi encontrado em todos os locais estudados em quantidades de dezenas a centenas de vezes superiores aos níveis esperados.

Estes subprodutos nucleares foram, provavelmente, depositados pela explosão da central nuclear de Chernobyl em 1986, adiantou o Live Science. “As pessoas sabiam que o césio-137 permanecia no ambiente, mas não sabem que os glaciares ainda estão a libertar esse resíduo nuclear, 30 anos depois”, disse a cientista durante a apresentação dos resultados da investigação.

Ainda assim, estes resíduos não representam qualquer ameaça conhecida para os seres humanos ou para o ambiente. No entanto, os cientistas temem que possam representar uma ameaça caso se espalhem através da água derretida para rios e lagos, onde os animais comem e bebem com bastante frequência.

“Quando os elementos radioactivos caem sob a forma de chuva, como aconteceu após o acidente de Chernobyl, são evacuados, é um fenómeno pontual. Mas, sob a forma de neve, eles ficam aprisionados no gelo durante décadas, e com o derretimento dos glaciares, terminam nos rios”, explicou Clason.

Com o aquecimento e o consequente derretimento dos glaciares, a cientista teme que estes resíduos entrem cadeia alimentar de alguns animais, acabando nos nossos pratos.

ZAP //

Por ZAP
17 Abril, 2019

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1829: Alpes europeus podem ficar sem gelo até ao fim do século

© TVI24 (DR)

Os glaciares dos Alpes europeus vão perder metade do gelo até 2050, mesmo com redução de emissões de gases com efeito de estufa, e no final do século podem mesmo acabar, segundo um estudo divulgado esta terça-feira.

O estudo foi publicado na revista A Criosfera, da União Europeia das Geociências (EGU na sigla original), e apresentado hoje na Assembleia Geral da EGU, que decorre em Viena, Áustria, até sexta-feira.

Segundo a investigação, num cenário de aquecimento limitado os glaciares podem perder dois terços do gelo que têm hoje mas com um maior aquecimento o gelo pode desaparecer dos Alpes até 2100.

O estudo foi feito por uma equipa de investigadores da Suíça e dá as estimativas mais actualizadas e detalhadas sobre o futuro de todos os cerca de 4.000 glaciares dos Alpes.

Após 2050 “a evolução futura dos glaciares dependerá fortemente da evolução do clima”, disse o principal autor do estudo, Harry Zekollari, investigador do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça. “No caso de um aquecimento mais limitado uma parte muito mais substancial dos glaciares poderá ser salva”, referiu.

Os responsáveis pelo estudo notam que o recuo dos glaciares terá um grande impacto nos Alpes, já que eles são importantes para o ecossistema, para a paisagem e para a economia da região, pelo turismo, mas também pelo fornecimento de água doce.

Usando modelos matemáticos e dados observacionais os investigadores traçaram várias estimativas. Matthias Huss, outro dos autores do trabalho, precisou que num cenário de emissões elevadas de gases com efeito de estufa no final do século restarão manchas de gelo isoladas, não mais de 5% do volume de gelo que há hoje. Em todos os cenários, com ou sem emissões, os Alpes perdem metade do gelo até 2050.

Daniel Farinotti, outro dos autores do estudo disse que “os glaciares dos Alpes europeus e a sua evolução recente são alguns dos indicadores mais claros das mudanças em curso no clima”.

A perda de gelo está a acontecer em todo o mundo. Um estudo divulgado na segunda-feira indica que os glaciares em todo o planeta perderam mais de nove triliões de toneladas de gelo (um trilião é a unidade seguida de 18 zeros) desde 1961, fazendo aumentar o nível do mar em 27 milímetros.

A equipa que fez o estudo, liderado pela Universidade de Zurique, combinou observações nos locais com informações de satélites sobre as 19 regiões glaciares do mundo.

Segundo o estudo, publicado na revista Nature, as maiores perdas de gelo aconteceram no Alasca, seguindo-se a região da Gronelândia e os glaciares dos Alpes.

A única área a ganhar gelo nos últimos 55 anos foi uma região no sudoeste da Ásia, tanto gelo quanto outra região da Ásia perdeu no mesmo período.

Investigadores identificam glaciar nos Alpes contaminado com micro-plásticos

Uma equipa de investigadores identificou pela primeira vez contaminação de micro-plásticos num glaciar dos Alpes, a 3.000 metros de altitude num parque nacional do norte de Itália.

A investigação foi dirigida por especialistas de universidades de Milão e demonstrou “pela primeira vez a contaminação de micro-plásticos num glaciar alpino”, disseram hoje os investigadores num comunicado com o título “Um glaciar de plástico”.

A contaminação foi quantificada em 75 partículas de plásticos – entre poliéster, poliamida, polietileno e polipropileno – por cada quilo de sedimento, um valor comparável aos níveis observados nos sedimentos marinhos e costeiros da Europa.

Com base nestes dados os investigadores estimam que a língua (projecção de gelo na parte frontal) do glaciar Forni, um dos mais importantes de Itália, “poderá conter entre 131 e 162 milhões de partículas de plástico”.

Sobre a origem desse plástico dizem que pode dever-se aos restos de material usado pelos alpinistas e pessoas que visitam o local, e também a partículas arrastadas pelo vento.

Os especialistas dizem que ainda não se tinha estudado a contaminação por plásticos de áreas de alta montanha, ainda que se saiba que o problema da contaminação existe em muitas regiões do planeta e que chegou mesmo às profundezas da Fossa das Marianas (no Oceano Pacífico, o local mais profundo dos mares).

msn meteorologia
Redacção TVI24
10/04/2019

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1770: O glaciar “pai” do icebergue que afundou o Titanic está a crescer outra vez

twiga269 ॐ FEMEN / Flickr

Embora esteja a derreter há 20 anos, o glaciar Jakobshavn, no oeste da Gronelândia – famoso por produzir o icebergue que afundou o Titanic – começou a crescer novamente.

Desde os anos 1980, as águas estão cada vez mais quentes em redor da baía de Baffin, local onde o glaciar se encontra. Mas, dados recentes da NASA revelam que, em 2016, a corrente oceânica ficou mais fria. Como resultado, o gelo do glaciar Jakobshavn tem-se tornado mais espesso, fluindo mais lentamente e crescendo em direcção ao oceano.

As águas ao redor da foz do glaciar – também conhecidas como Sermeq Kujalleq em gronelandês – são agora as mais frias desde a década de 1980. “No começo, não acreditávamos”, disse o glaciologista Ala Khazendar, da NASA. “Presumimos que Jakobshavn continuaria como nos últimos 20 anos.”

Mas nos últimos três anos, a água fria continuou a chegar, de acordo com dados da missão Oceans Melting Greenland (OMG) da NASA e outras fontes. Num novo artigo publicado na revista Nature Geoscience, Khazendar e a sua equipa identificaram a causa – e é apenas temporária.

A equipa traçou a corrente usando observações e um sistema de modelagem oceânica desenvolvido pela NASA para preencher as lacunas nos dados.

O arrefecimento começou no Oceano Atlântico Norte, a 966 quilómetros ao sul do glaciar, desencadeado por um padrão climático chamado Oscilação do Atlântico Norte (NAO): a cada cinco a 20 anos, a pressão atmosférica no nível do mar oscila, resultando em aquecimento ou arrefecimento, que é levado para o norte pelas correntes oceânicas na costa sudoeste da Gronelândia.

Em 2016, a água nesta corrente estava 1,5ºC mais fria, arrefecendo o Atlântico em torno da Gronelândia em cerca de 1ºC. Isto chegou ao Jakobshavn, permitindo que o gelo engrossasse. “Não achávamos que o oceano pudesse ser tão importante”, disse o investigador principal do OMG, Josh Willis, ao National Geographic.

Mas, inevitavelmente, o pêndulo vai balançar de volta e o glaciar vai encolher novamente. Enquanto isso, o resto da camada de gelo da Gronelândia ainda está a recuar. Mesmo que esse leve crescimento continuasse, não poderia compensar as intensas perdas experimentadas até agora.

Alguns dos mais antigos e grossos blocos de gelo do Árctico quebraram no ano passado – a primeira vez que este fenómeno foi registado. Isto aconteceu duas vezes. Mais da metade do gelo permanente do Árctico derreteu e o derretimento do gelo e da neve revelou paisagens árcticas escondidas por 40.000 anos.

De facto, de acordo com um relatório da ONU do ano passado, passámos do ponto sem retorno. O dano já foi feito, o Árctico está a aquecer e não há nada que se possa fazer para parar o processo.

Jakobshavn tem estado a derreter desde o início dos anos 2000, quando perdeu a sua plataforma de gelo. Esta plataforma flutuante de gelo diminui o fluxo de um glaciar. Quando o Jakobshavn partiu, o fluxo aumentou. Desde então, o derretimento está a acelerar e a frente do glaciar a recuar do oceano. Entre 2013 e 2016, perdeu 152 metros de espessura.

“Jakobshavn está a ter uma ruptura temporária com este padrão climático. Mas, no longo prazo, os oceanos estão a aquecer. Ver os oceanos ter um impacto tão grande nos glaciares é uma má notícia para a camada de gelo da Gronelândia”, disse Willis.

Esta investigação demonstra que a recessão glacial não é uma tendência unidireccional, mas não mostra uma reversão da mudança climática.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
27 Março, 2019

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1672: O mistério dos icebergues verdes da Antárctida pode ter sido finalmente resolvido

Uma nova hipótese pode explicar porque é que os icebergues da Antárctida têm cor verde esmeralda em vez do azul normal, o que resolve um mistério científico com décadas.

O gelo dos glaciares, que se origina na neve, flui do manto de gelo da Antárctida para flutuar no oceano como gelo. Em frente à plataforma de gelo, os icebergues partem-se. Os icebergues costumam ser de uma cor branca azulada, intermediárias entre o azul do gelo puro e o branco da neve.

O gelo puro é azul porque o gelo absorve mais luz vermelha do que a luz azul. No entanto, desde o início do século XX, exploradores, navegadores e cientistas relataram ter visto icebergues verdes peculiares em torno de certas partes da Antárctida.

Os icebergues verdes têm sido uma curiosidade para a Ciência durante décadas, mas agora os glaciologistas relatam, num novo estudo publicado na revista Journal of Geophysical Research: Oceans, que suspeitam que os óxidos de ferro em pó de rocha da parte continental da Antárctica estão a tornar verdes alguns icebergues.

Os investigadores formularam a nova teoria depois de cientistas australianos terem descoberto grandes quantidades de ferro na plataforma de gelo Amery na Antárctica Oriental. O ferro é um nutriente essencial para o fitoplâncton, as plantas microscópicas que formam a base da cadeia alimentar marinha. No entanto, o ferro é escasso em muitas áreas do oceano.

Se as experiências confirmarem a teoria, isto significaria que os icebergues verdes estão a transportar ferro precioso do continente da Antárctida para o mar aberto quando quebram, fornecendo este nutriente essencial aos organismos que suportam quase toda a vida marinha.

ZAP // Europa Press

Por ZAP
6 Março, 2019

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1559: Dois terços dos glaciares dos Himalaias podem derreter até 2100

Wolfgang Beyer / Wikimedia

Dois terços dos glaciares das montanhas do Hindu-Kush-Himalaias poderão derreter até ao fim do século se o planeta continuar a aquecer por causa dos gases de efeito de estufa, segundo um estudo científico.

O chamado “terceiro pólo”, por causa da quantidade de gelo ali concentrada, estende-se por 3.500 quilómetros, entre o Afeganistão e a Birmânia, e a continuação do aquecimento global ameaça desestabilizar os grandes rios da Ásia, concluíram os investigadores do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado da Montanha, uma organização sediada em Katmandu, no Nepal.

O estudo envolveu 350 cientistas e durou cinco anos, que olharam para os rios alimentados pelo gelo das cordilheiras, que incluem o Ganges, o Mekong e o Rio Amarelo, ao longo dos quais vivem 1,65 mil milhões de pessoas.

“É a crise climática de que ainda não se falou”, afirmou o investigador Philippus Wester.

Mesmo que se limitasse o aumento da temperatura global a 1,5 graus até 2100, cumprindo a meta do acordo de Paris de 2015, a região do Hindu-Kush-Himalaias perderia um terço do gelo, afectando também os 250 milhões de pessoas que vivem nas zonas montanhosas.

“O aquecimento global pode transformar os picos montanhosos gelados que atravessam oito países em montanhas de rocha nua em menos de um século. As consequências para as populações da região, que já é uma das zonas montanhosas mais frágeis e em risco, irão da poluição atmosférica ao aumento dos fenómenos climáticos extremos”, alertou.

Ao influenciar o volume e as alturas dos degelos, o aquecimento global põe em risco a produção agrícola que depende da água que corre da montanha, prejudicando a segurança alimentar e assoberbando os sistemas de distribuição de água urbanos.

O estudo, esta semana publicado na Springer Link, dá ainda conta que as consequências do derretimento dos glaciares dos Himalaias podem afectar quase 2 mil milhões de pessoas com secas mais frequentes, chuvas mais violentas e inundações súbitas.

ZAP // Lusa

Por ZAP
5 Fevereiro, 2019

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1484: Há uma parte da Antárctida que está a encolher (mas não era suposto)

(CC0/PD) pxhere

Quando os cientistas falam sobre o derretimento da Antárctida, geralmente estão a referir-se à Antárctida Ocidental, onde gigantescos glaciares costeiros estão a derramar grandes quantidades de água.

Mas, do outro lado das montanhas transantárticas a leste, há um manto de gelo muito maior que, normalmente, aparenta estar a manter o frio. Um novo estudo, no entanto, afirma que a Antárctida Oriental também está a perder peso a uma velocidade preocupante.

Um estudo publicado a 14 de Janeiro na revista Proceedings of the National Academies of Sciences aponta para um declínio constante na quantidade de gelo que cobre a Antárctida Oriental desde que os registos de satélite começaram em 1979.

A investigação constata que a perda de massa da Antárctida Oriental ainda está atrasada em relação ao Ocidente – o primeiro perdeu recentemente cerca de 50 mil milhões de toneladas de gelo por ano para os 160 mil milhões deste último.

No total, o estudo estima que o leste da Antárctida adicionou 4,4 milímetros ao nível global do mar da Terra desde 1979, comparado com 6,9 milímetros do Ocidente. De forma preocupante, a Antárctica Oriental detém 52 dos 57 metros potenciais de elevação do nível do mar trancados no gelo da Antárctida.

Observadores o que está a acontecer com o continente congelado saberão que estas são conclusões glaciológicas radicais. De facto, uma análise publicada em Junho passado concluiu que, no geral, a Antárctida Oriental não perdeu gelo.

O novo estudo concentrou-se num único método: o método componente. Essencialmente, os investigadores subtraíram os dados sobre a quantidade de gelo que flui no oceano a cada ano a partir de dados sobre a quantidade de neve que cai no continente.

Assim, os autores conseguiram desvendar uma tendência de queda para a Antárctida Oriental, particularmente dentro do sector da Wilkes Land, que está a perder massa há 40 anos.

Isto sugere que está longe do fim da história para esta parte do mundo. Novos conjuntos de dados devem vir de missões via satélite como o GRACE-Follow On, que usa dados gravitacionais para rastrear a perda de peso da Antárctida, e o ICESat-2, que mede a altura de superfícies geladas, deve ajudar os investigadores a refinar ainda mais os resultados.

Mas uma coisa é certa: se a Antárctida Oriental está a perder peso, e se essa tendência acelerar, o futuro dos litorais da Terra pode começar a parecer muito mais obscuro.

ZAP // Gizmodo

Por ZAP
17 Janeiro, 2019

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984: Descoberta a causa misteriosa de um dos maiores tsunamis já registados

CIÊNCIA

takatoshiokura / Flickr

O tsunami em Taan Fiord, que aconteceu em Outubro de 2015, mostra como a mudança climática está a alterar as nossas paisagens. Mas o problema é ainda mais preocupante: estamos a aumentar o potencial de gerar cada vez mais eventos como este, avisam os cientistas.

Um raro e extremo tsunami atingiu um fiorde no Alasca há três anos, depois de 163 milhões de toneladas de rochas montanhosas caírem na água e provocarem uma onda devastadora que limpou a costa, alcançando altitudes superiores a 182 metros.

O evento catastrófico que aconteceu em Outubro de 2015, em Taan Fiord, no sudeste do Alasca, foi um dos maiores tsunamis já registados e as origens (relacionadas com o recuo de um glaciar) sugerem que é um tipo de evento que acontece devido ao aquecimento global. Aliás, o novo estudo, publicado na Nature Scientific Reports, alerta para o “perigo causado pelas mudanças climáticas“.

Como os blocos de gelo das montanhas vão continuar a encolher, irá haver cada mais deslizamentos de terra, adiantam os autores do estudo, liderado pelo geólogo Bretwood Higman da Ground Truth Trekking.

“Há 40 anos, Taan Fiord não existia. Estava cheio de gelo”, acrescentou Dan Shugar, geocientista da Universidade de Washington e outro dos 32 autores do estudo, oriundos de instituições dos Estados Unidos, Canadá e Alemanha.

Contudo, o glaciar Tyndall recuou cerca de 16 quilómetros entre 1961 e 1991, enquanto desbastava mais de 300 metros, antes de estabilizar na sua localização actual. Isto não causou apenas a abertura do fiorde como removeu uma grande massa de gelo que apoiava e suportava as paredes montanhosas.

Quando o deslizamento de pedras ocorreu em frente ao glaciar, a forma confinada do fiorde originou a onda gigantesca que viajou muito rápido: a cerca de 96 quilómetros por hora. “Se eu atirar uma bola gigante para a banheira, a água vai para todos os lados. Mas, assim que bate na lateral da banheira, não tem para onde fugir. Aí, a única forma de fugir é ir para cima”, explica Shugar.

Os cientistas detectaram a assinatura sísmica inicial do deslizamento de terra cerca de oito meses depois do tsunami. Para documentar este evento, a equipa estudou os destroços, de modo a detectar as linhas de costa.

Certo é que este não é o único evento do género e, segundo os cientistas, podemos esperar mais deste tipo de fenómenos extremos quando os grandes blocos de gelo recuarem e as montanhas ao seu redor cederem.

“À medida que as encostas das montanhas se ajustam às novas condições, elas podem libertar rochas isoladas, avalanches de rochas ou falhar completamente“, disse Martin Lüthi, geógrafo da Universidade de Zurique que recentemente documentou um pequeno tsunami num fiorde da Gronelândia.

Ainda assim, tsunamis e avalanches não são os únicos perigos causados pelo recuo dos glaciares. O derretimento destes blocos de gelo podem também originar grandes lagos a grandes altitudes, que podem drenar de repente e descer em declives.

Por ZAP
9 Setembro, 2018

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Cientistas pensavam que seria a “última área de gelo” do Árctico. Quebrou este ano

Cientistas mostram-se assustados e surpreendidos com a situação, num local que não se esperava. Situação pode transformar bastante o clima, não só do Árctico, como em todo o planeta

© Reuters

Pela primeira vez desde que há registo através de satélite, o que começou a acontecer nos anos 70 do século passado, o gelo mais velho e mais espesso do Árctico está a quebrar-se e estão a surgir novas passagens em sítios que estariam normalmente congelados, até no verão. O fenómeno está a acontecer a norte da costa da Gronelândia e é já a segunda vez que acontece este ano.

Mesmo com a temperatura a subir em todo o planeta, esperava-se que a referida zona não quebrasse tão depressa, algo desmentido por imagens de satélite. “Esta área era vista como um último bastião e onde as alterações aconteceriam em último lugar, mas elas chegaram”, disse à CNN Walt Meier, investigador do National Snow and Ice Data Center.

O gelo encontrado a norte da Gronelândia é particularmente compacto devido a um fenómeno meteorológico que o traz da Sibéria e que faz com que se acumule na costa da referida região.

“O gelo não tem para onde ir e acumula-se. Em média, tem quatro metros de espessura e pode chegar a montanhas de 20 metros. Este gelo, compactado e grosso, não é fácil de ser movido”, diz também Meier, que acrescenta que o fenómeno indica uma transformação “dramática” do gelo do mar do Árctico e do seu clima. Admite, também, que a zona é “mais frágil do que previamente se pensava”.

Ao The Guardian, Ruth Mottram, do Instituto Dinamarquês de Meteorologia, refere que não é normal existirem “águas abertas na costa norte da Gronelândia” e que a área é apelidada várias vezes de “a última área de gelo”. Assim, refere também Mottram, o fenómeno que acontece agora pode sugerir que essa área estará mais a oeste.

“Assustador” foi o adjectivo utilizado por Thomas Lavergne, cientista no Instituto Norueguês de Meteorologia, que frisa: “Não consigo dizer quanto tempo este caminho de água ficará aberto, mas mesmo que feche em dias, o mal estará feito. O grosso e velho gelo já foi empurrado para longe da costa, para uma área onde derreterá mais facilmente”.

Outro especialista, Keld Qvistgaard, de uma autoridade da Gronelândia, diz que está na área “há 26 anos” e não se lembra de uma “quebra tão grande”.

A perda de gelo no mar tem consequências graves no clima do planeta, até porque, quando derrete, ao invés de reflectir a luz solar, esta é absorvida pelo mar, aquecendo a água e o ar envolvente, gerando um ciclo.​​​

Diário de Notícias
Rui Salvador
27 Agosto 2018 — 11:15

(Foram corrigidos 6 erros ortográficos ao texto original)

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762: Enorme iceberg na Gronelândia obrigou a evacuar uma povoação

 

Risco de tsunami levou a que todos os habitantes de uma aldeia fossem retirados de suas casas

O gigantesco icebergue com a aldeia Innaarsuit em primeiro plano
© EPA/KARL PETERSEN

O icebergue de seis quilómetros de largura que se soltou esta sexta-feira de um glaciar na Gronelândia obrigou as autoridades a activar o sistema de alerta de tsunami e, por precaução, a evacuar uma aldeia no leste da ilha.

Os 180 habitantes da povoação de Innaarsuit foram obrigados a sair de suas casas devido ao elevado risco de inundações, provocadas pela enorme massa de gelo.-

A primeira fractura no glaciar que deu origem a este icebergue foi registada pelos cientistas no dia 22 de Junho e o momento foi capturado em vídeo pelos cientistas no local:

O alerta de segurança foi ainda justificado porque existe uma elevada possibilidade de o icebergue se partir em qualquer momento em partes mais pequenas, provocando ondas gigantes.

Diário de Notícias
Ricardo Simões Ferreira
13 Julho 2018 — 17:25

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761: Icebergue de seis quilómetros soltou-se de glaciar na Gronelândia

“Parecia que havia foguetes a rebentar”, descreveu David Holland, da Universidade de Nova Iorque

Imagem retirada do vídeo da Universidade de Nova Iorque

Um icebergue com seis quilómetros de largura soltou-se de um glaciar no leste da Gronelândia, o maior em mais de uma década naquele lugar.

Os cientistas que controlam o estado do glaciar capturaram a quebra da gigantesca massa de gelo em vídeo no dia 22 de Junho, depois de semanas acampados no glaciar Helheim.

 

O professor David Holland, da Universidade de Nova Iorque, afirmou que o vídeo mostra “três por cento da perda anual de gelo da Gronelândia a acontecer em 30 minutos”, condensados num vídeo mais curto com as imagens aceleradas.

“Parecia que havia foguetes a rebentar”, afirmou, descrevendo o que viu como “um acontecimento muito complexo, caótico e barulhento”

Holland destacou que “a preocupação real é com a Antárctida, onde é tudo tão grande que os riscos são muito mais altos”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
13 Julho 2018 — 14:24

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