702: Há um super-vulcão a formar-se por baixo dos EUA (com consequências imprevisíveis)

BeeFortyTwo / Flickr

Geólogos norte-americanos foram surpreendidos com a descoberta de uma grande bolha de magma nas entranhas dos EUA. É um novo super-vulcão em formação sob o solo dos Estados de Massachusetts, Vermont e New Hampshire, com consequências imprevisíveis.

Investigadores das Universidades de Yale e Rutgers conseguiram detectar uma enorme massa de rocha derretida que está a subir das entranhas do nordeste dos EUA. É um possível super-vulcão em formação, mas não se prevê que ocorra uma erupção vulcânica nos próximos milhões de anos.

É como um balão de ar quente e inferimos que alguma coisa está a subir através da parte mais profunda do nosso planeta sob a Nova Inglaterra”, explica o geofísico Vadim Levin, num comunicado da Universidade Rutgers sobre a pesquisa.

O professor do Departamento da Terra e das Ciências Planetárias da Universidade Rutgers esteve envolvido neste estudo de larga escala de dados sísmicos que foi publicado na revista científica Geology.

Com base em dados do EarthScope, o programa da Fundação Nacional de Ciência dos EUA que inclui milhares de instrumentos geofísicos espalhados pelo país, os investigadores usaram “uma matriz avançada de sensores sísmicos” para ver o que está na rocha escondida por debaixo dos nossos pés.

Foi assim que descobriram “um padrão irregular com mudanças bastante abruptas” numa região considerada geologicamente estável, sem vulcões activos.

“O nosso estudo desafia a noção estabelecida de como os continentes em que vivemos se comportam. Desafia os conceitos dos livros didácticos que são ensinados nas aulas introdutórias de geologia”, destaca Levin no comunicado da Universidade.

“As pessoas pensam nas montanhas e lagos e na geologia como para sempre – há um senso comum de que a Terra é uma coisa permanente. Bem, não é”, acrescenta o professor já em declarações à revista The National Geographic.

Os investigadores acreditam que estamos perante um evento relativamente recente em termos geológicos, que terá começado há dezenas de milhões de anos. E “provavelmente, levará milhões de anos” para que se forme um vulcão na zona, destaca Levin.

“Talvez ainda não tenha tido tempo, ou talvez seja demasiado pequeno e nunca aconteça”, mas “daqui a 50 milhões de anos, veremos”, conclui o geofísico.

SV, ZAP //

Por SV
28 Junho, 2018

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392: Geólogos descobrem a fonte de magma subterrânea do super-vulcão Yellowstone

Jon Sullivan / Wikimedia

Análise sísmica do núcleo de vulcão de Yellowstone mostra que debaixo deste vulcão se localiza uma poderosa pluma mantélica – um fluxo vertical de magma que sobe rapidamente das profundezas da Terra.

“A história da formação do super-vulcão, localizado dentro da placa tectónica, tem provocado já há muito tempo debates calorosos entre os cientistas. Alguns especialistas acreditam que surgiu por causa da pluma, enquanto que os oponentes acreditam que nasceu em resultado de processos ainda desconhecidos que ocorreram nas camadas altas do manto terrestre”, escrevem os autores da pesquisa publicada na segunda-feira na revista Nature Geoscience.

O super-vulcão do parque nacional de Yellowstone é agora uma caldeira gigantesca tão grande que é observável a partir da órbita terrestre baixa. A sua cratera tem 72 quilómetros de comprimento e 55 de largura e os canais subjacentes contêm várias dezenas de milhares de quilómetros cúbicos de material magmático.

Há certos receios ligados ao fato de o vulcão Yellowstone, actualmente adormecido, poder entrar em erupção depois de 630 mil anos de “sono” e que a erupção poderia atingir centenas de quilómetros nos EUA.

No entanto, até ao momento os especialistas não conseguiram encontrar a fonte de lava ou magma desse super-vulcão. O que, por sua vez, fez os geólogos procurar as possíveis razões para o aparecimento de um vulcão gigantesco nessa parte dos EUA.

Mas os geólogos da Universidade do Texas, nos EUA, Peter L. Nelson e Stephen P. Grand, abriram recentemente um novo capítulo na discussão. Descobriram que por baixo do Yellowstone encontra-se uma “fonte” de magma líquido e extremamente quente que sobe rapidamente para a superfície da Terra desde o núcleo.

Esses fluxos de magma são chamados pelos cientistas de “plumas“. Graças à sua velocidade e temperaturas altas, os fluxos às vezes são capazes de “romper” as camadas rochosas grossas e frias da placa tectónica e sair para a superfície do nosso planeta, causando erupções vulcânicas extremamente fortes.

No decurso da pesquisa, os geólogos criaram um mapa tridimensional da área subterrânea debaixo do super-vulcão usando sismógrafos USArray e entenderam como se movem os fluxos de magma e como sobe para a superfície.

Segundo mostram os resultados, debaixo do Yellowstone está localizado um “tubo” de magma estreito e direito que desce por 2,7 – 3 quilómetros até à profundeza terrestre. Além disso, as estimativas científicas mostram que surgiu em resultado de uma pluma.

Vale a pena ressaltar que, por um lado, a nova descoberta não permite predizer quando ocorrerá a próxima erupção do vulcão e não a torna mais provável, segundo indicam os próprios geólogos. Mas, por outro lado, a observação posterior do comportamento da pluma permitirá saber com antecedência que o super-vulcão começou a despertar.

ZAP // Sputnik News

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205: Geólogos descobrem origem do super vulcão de Yellowstone

Jon Sullivan / Wikimedia
A lagoa de Morning Glory, no Parque Nacional de Yellowstone

Até agora a teoria geralmente aceite era a de que o super vulcão de Yellowstone, nos EUA, é produto das chamadas plumas mantélicas: o magma quente que flui do manto da Terra para a crosta terrestre.

Para esclarecer de onde vinha a lava que “alimenta” o super vulcão, vários especialistas realizaram um estudo para explicar por que razão “o Yellowstone e outros vulcões do oeste dos EUA estão longe da costa, onde se situa a fronteira entre as placas tectónicas“, assegurou Lijun Liu, um dos autores.

O cientista e os seus colegas analisaram a estrutura do subsolo do Yellowstone e dos arredores com um tomógrafo sísmico e obtiveram dezenas de padrões informáticos baseados na hipótese das plumas mantélicas no período desde há 20 milhões de anos, quando, segundo as estimativas dos cientistas, aquele lugar se formou.

A comparação destes padrões com os dados sísmicos reais revelou que a teoria das plumas mantélicas deve ser descartada porque, durante o nascimento do super vulcão, o calor fluiu não do interior do planeta para a superfície, mas ao contrário.

Liu e a sua equipa acreditam que a fonte de calor que deu início ao Yellowstone e a outros centros de actividade vulcânica no oeste dos EUA está nas camadas superiores do manto terrestre localizadas a nordeste do país, um dos fragmentos da placa tectónica Farallon.

Essa placa cobria uma parte do fundo do oceano Pacífico, mas desintegrou.se em várias partes na época dos dinossauros. Hoje em dia, os seus fragmentos continuam em movimento nas entranhas da Terra.

ZAP // Sputnik News

Por SN
27 Dezembro, 2017

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184: Geólogos encontram minerais extraterrestres em ilha escocesa

Uma secção do lugar da colisão do meteorito, na ilha Skye.

Ao analisar uma camada grossa de um antigo fluxo de lava, geólogos britânicos descobriram que nenhum dos minerais estudados pertenciam ao planeta Terra.

Segundo uma investigação publicada na revista Geology, uma equipa de geólogos britânicos descobriu formas minerais nunca antes vistas na Terra, no local onde um meteorito atingiu a ilha Skye, na Escócia, há 60 milhões de anos atrás.

Quando analisavam uma camada grossa de um antigo fluxo de lava na ilha, os geólogos Simon Drake e Andy Beard, investigadores da Universidade de Londres, ficaram surpreendidos ao encontrar uma rocha com uma aparência estranha, que nunca tinham observado antes.

De acordo com a Newsweek, após uma análise posterior com micros-sondas electrónicas, a equipa detectou minerais que levaram os cientistas a acreditar que se tratava de uma rocha de origem extraterrestre.

“A evidência mais convincente é a presença de osbornite, rica em nióbio e vanádio. Antes desta descoberta, nenhum destes minerais tinha sido encontrado na Terra”, disse Drake à revista norte-americana.

Em 2004, a nave espacial Stardust, da NASA, encontrou osbornite rica em vanádio na poeira espacial deixada na trilha do cometa  Wild 2 4,5 mil milhões de anos atrás.

Além destas formas minerais, a equipa explica que a osbornite não se fundiu, o que significa que provavelmente é parte original do meteorito.

A ilha Skye é de particular interesse para os geólogos, porque teve origem durante um período de extrema actividade vulcânica. A ilha foi formada quando o magma emergiu das profundezas da Terra e quebrou a crosta, e os cientistas acreditam que o mesmo evento tenha sido responsável, também, pela actual Islândia.

Mas, de acordo com Simon Drake, é de particular interesse descobrir o que, em primeiro lugar, terá causado este evento. “Embora não possamos dizer que a evolução vulcânica de Skye se tenha iniciado devido a um meteorito, acreditamos que foi definitivamente um motor para esse impacto“, concluiu Drake.

Além de ter contribuído para a actual riqueza mineral do planeta, a queda de meteoritos poderá ter sido, defendem os cientistas, o “gatilho” que desencadeou a vida na Terra.

ZAP //

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