1731: Cientistas revelam o único método capaz de evitar uma catástrofe climática

(CC0/PD) Myriams-Fotos / Pixabay

Cientistas de três centros universitários adiantam que o único método eficaz para combater os efeitos das alterações climáticas sem prejudicar o meio ambiente é a geoengenharia e as emissões de aerossóis.

Um dos principais equívocos inerentes à geoengenharia solar (colocar aerossóis na atmosfera para reflectir a luz do Sol e reduzir o aquecimento global) é que poderia ser usada como uma solução viável para reverter as tendências do aquecimento global e trazer a temperatura de volta aos níveis pré-industrias.

Mas desengane-se: não é assim tão linear. A aplicação de enormes doses de geoengenharia solar para compensar todo o aquecimento do aumento dos níveis atmosféricos de C02 poderia piorar o problema climático – particularmente os padrões de precipitação – em certas regiões.

No entanto, doses menores de geoengenharia solar aliadas a cortes de emissões poderiam ser a arma fatal para erradicar os riscos das mudanças climáticas.

Uma nova investigação, levada a cabo pela Universidade de Harvard, em colaboração com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e com a Universidade de Princeton, descobriu que se a geoengenharia solar for usada para reduzir para metade os aumentos da temperatura global, pode haver benefícios à escala mundial.

Na prática, o que os cientistas defendem é que é possível determinar um nível seguro de emissões de aerossóis na atmosfera de maneira a que estes reflitam a luz solar e reduzam o aquecimento global. O artigo científico foi publicado recentemente na Nature Climate Change.

“Alguns dos problemas identificados em estudos anteriores são exemplos do velho ditado de que a dose é o veneno“, disse David Keith, professor de física aplicada da Universidade de Harvard e principal autor do estudo, citada pelo Phys.org.

Os cientistas desenvolveram assim um modelo climático de chuvas extremas e ciclones tropicais para determinar o efeito da geoengenharia em diferentes regiões da Terra. Foram determinados os índices extremos de temperatura e precipitação, a disponibilidade de água doce e a intensidade dos furacões.

As emissões de aerossóis na atmosfera reduzem o aumento da temperatura global para metade, têm um efeito favorável no abastecimento de água e na precipitação em várias regiões, compensando o aumento (em mais de 85%) dos desastres naturais.

Ao mesmo tempo, menos de 0,5% dos territórios seriam afectados negativamente pelos métodos da geoengenharia. Estas regiões afectadas são caracterizadas pela resiliência ao aquecimento global, afirmam os cientistas.

Estes resultados refutam a opinião de que os aerossóis podem agravar significativamente a situação climática da Terra. Para evitar um efeito negativo, é necessário calcular correctamente a quantidade admissível de aerossóis emitidos para a atmosfera, advertem os especialistas.

Segundo a investigação, este é o único método para combater eficazmente os efeitos das mudanças climáticas.Uma outra opção seria reduzir ,imediatamente as emissões de gases de efeito de estufa. No entanto, neste último caso, o aquecimento só poderia ser interrompido se todas as instalações eléctricas, fábricas e mesmo automóveis fossem rapidamente desactivados –  e isso parece (muito) improvável.

Muitos cientistas acreditam que a Humanidade já perdeu a oportunidade de evitar uma catástrofe climática causada pelo aumento da temperatura média da Terra em mais de 1,5 graus Celsius. A única esperança reside, assim, nos métodos de geoengenharia.

ZAP //

Por ZAP
17 Março, 2019

– Eles, os cientistas, chamam-lhe de geoengenharia solar. Eu, não cientista, chamo-lhe de CHEMTRAILS e as descargas químicas e emissões de aerossóis estão a ser efectuadas há anos e a instalar doenças nas pessoas…

447: A solução para o aquecimento global pode ser um para-sol gigante

WIS Photography / Flickr

Um para-sol feito de balões ou jactos podia ser uma espécie de escudo contra os efeitos do aquecimento global. Mas que consequências trará esta técnica? “É claro que a geo-engenharia solar pode ser perigosa, mas precisamos de saber se será mais ou menos perigoso do que a subida de 1,5ºC”, refere um cientista.

As acções humanas podem ter consequências no ambiente e criar um efeito de arrefecimento. Esta consciência levou um grupo de cientistas da Universidade de Harvard a propor uma experiência a que chamaram de “efeito de perturbação estratosférica controlada” ou SCoPEx.

A experiência consiste em usar uma balão de teste que libertaria aerossóis a uma altura de cerca de 20 quilómetros na atmosfera terrestre, com o objectivo de alterar as propriedades reflexivas das nuvens, explica o Diário de Notícias.

No entanto, é esta manipulação atmosférica, ou seja, a geo-engenharia solar, que torna este processo controverso. E, embora o interesse neste campo da ciência seja cada vez maior, os efeitos e consequências são muito pouco conhecidos.

Ainda assim, refere o The Guardian, os países em desenvolvimento reclamam para si o direito de terem uma palavra mais forte na hora de decidir o que fazem em relação ao aquecimento global, visto que são os mais lesados pelo aumento das temperaturas.

Desta forma, um grupo de investigadores do Bangladesh, Brasil, China, Etiópia, Índia, Jamaica e Tailândia juntaram-se para defender, num artigo publicado este mês na Nature, que deviam ser os países em desenvolvimento a chefiar as investigações nesta área.

O efeito de arrefecimento da atmosfera é conhecido como “trilhos de condensação de navios”, isto é, os rastos de poluição criados pelos navios em alto mar contêm mais gotas de água do que as nuvens naturais, fazendo das nuvens mais brilhantes e mais reflexivas à luz do sol.

“A geo-engenharia solar – injectar partículas de aerossóis na estratosfera para afastar parte da luz do sol que entra na atmosfera – tem vindo a ser analisada como uma forma rápida de arrefecer o planeta”, escreveram os cientistas na Nature.

Mas à um senão e tem a ver com o impacto que esta técnica pode ter. O director do centro de estudos avançados do Bangladesh, Atiq Rahman, disse à Reuters que esta técnica tem efeitos desconhecidos e que estes podem ser perigosos.

“É claro que a geo-engenharia solar pode ser perigosa, mas precisamos de saber se para países como o Bangladesh, será mais perigoso ou menos do que a subida de 1,5ºC previstos do aquecimento global”, cita o DN.

“Isto é muito importante para as populações dos países em desenvolvimento e as nossas vozes precisam de ser ouvidas“, conclui Rahman.

ZAP //

Por ZAP
8 Abril, 2018

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