1393: Na próxima semana há uma das chuvas de meteoros mais intensas do ano

Sexta-feira, dia 14 de Dezembro, vai acontecer uma das chuvas de meteoros mais intensas do ano e será visível em Portugal. Fique a saber quais são as melhores horas para observar este fenómeno astronómico.

No próximo dia 14 de Dezembro, sexta-feira, vai acontecer uma das chuvas de meteoros mais intensas do ano, com uma média de 120 meteoros por hora. Para assistir a este fenómeno astronómico só tem de olhar para o céu entre as 20h00 do dia 13, quinta-feira, e as 17h00 do dia 14.

«O pico de actividade está previsto para cerca do meio-dia, mas não desesperem, porque a Geminíadas são conhecidas por manter o número de meteoros por hora próximo do máximo durante quase um dia», explica Ricardo Cardoso Reis, do Planetário do Porto e Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, ao site Sul Informação.

Dois dias depois poderá também ter a sorte de ver o cometa 46P/Wirtanen, que passa no ponto de maior aproximação da Terra, na sua órbita de 5,4 anos à volta do Sol.

»Será a altura em que o cometa estará mais brilhante no nosso céu nos próximos 20 anos. Na realidade, as projecções para o brilho deste cometa apontam para uma magnitude no máximo de 3, o que o coloca ao alcance da visualização a olho nu», acrescenta o especialista que, ainda assim, recomenda a utilização de binóculos para melhor observar o cometa.

Diário de Notícias
Cátia Carmo
08/12/2018

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175: Gemínidas de asteróide Phaethon prometem espectáculo brilhante nos céus

As gemínidas, a única chuva de meteoros que surge de um asteróide e não de um cometa, atingirá o pico a meio desta semana e, como em ocasiões anteriores, promete ser um espectáculo brilhante e colorido, que será melhor visto no hemisfério norte.

As chuvas de meteoros acontecem quando a Terra passa pela órbita de um cometa. Na viagem estelar, esses objectos deixam um rasto de gás e pó atraído pela gravidade terrestre e que, ao entrar em contacto com a nossa atmosfera, se desintegram e brilham.

O caso das gemínidas é diferente: a origem está no asteróide baptizado ‘3200 Phaethon’ (Fáeton, filho de Hélios, o deus Sol na mitologia grega), ou seja, um cometa que perdeu os elementos voláteis.

Phaethon, cujo diâmetro tem 5,10 quilómetros, foi descoberto a 11 de Outubro de 1983 e, desde então, este minúsculo corpo celeste “faz a cabeça dos astrónomos girar”, segundo o Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias (IAC) na Espanha.

Em 2010, uma equipa dirigida por Dave Jewitt (UCLA), descobriu que este asteróide estava a ter um aumento de intensidade no brilho.

Era algo novo: um híbrido entre asteróide e cometa, ou um “cometa rochoso” que se aproxima do Sol a cada 1,4 anos, de maneira que o astro queima os resíduos que cobrem a superfície formando uma “cauda de cascalho”, a que dá origem à chuva de meteoros.

Além disso, Phaethon é o asteróide que mais se aproxima do Sol de todos os conhecidos, lembrou a fundação espanhola AstroHita numa nota.

Este estranho objecto celeste leva 3,3 anos para completar a órbita e o seu periélio (o momento em que passa mais próximo do Sol) acontece a cerca de 15 diâmetros solares (muito menos do que o planeta Mercúrio, o mais próximo do Sol), por isso as temperaturas chegam a superar os 700 graus centígrados.

As gemínidas podem ser observadas a olho nu, sem a necessidade de qualquer instrumento, mas é recomendável apagar as luzes e dar aos olhos o tempo necessário para que se adaptem à escuridão, conforme orientação da NASA.

Esta chuva de meteoros parece surgir da constelação de Gémeos, da qual vem o nome, e é um dos espectáculos mais interessantes e intrigantes de todo o ano, tanto para os astrónomos como para os observadores amadores.

A chuva de meteoros começou a 4 de Dezembro e dura até 17 de Dezembro, mas o pico acontece no dia 14, quinta-feira, por volta das 6 horas, de acordo com o Observatório Astronómico Nacional (OAN) de Espanha.

Nesta noite, poderão ser vistos cerca de 120 meteoros por hora e, no horário indicado, a observação será bastante favorável, já que a luz da Lua quase não afectará o fenómeno, pois estará na estação Minguante, quase Nova.

Para desfrutar plenamente deste evento astronómico, o IAC recomenda procurar um céu limpo e isento de poluição luminosa, manter o olhar fixo num ponto do céu e ter um pouco de paciência para “detectar” alguma gemínida.

Como em ocasiões anteriores, graças ao projecto STAR4ALL da União Europeia, os mais apaixonados pelo assunto poderão acompanhar a chuva de meteoritos pelo site sky-live.tv.

A transmissão será em directo, a partir do Observatório de Teide, em Tenerife, Espanha, que mostra a entrada dos pequenos fragmentos rochosos na atmosfera terrestre a partir das 23h de quarta-feira.

O projecto STAR4ALL envolve oito instituições de seis países europeus e tem o objectivo de consciencializar a população sobre a existência de poluição luminosa em muitos dos lugares em que vivemos e a importância de tomar medidas para reduzi-la.

ZAP // EFE

Por ZAP –
14 Dezembro, 2017

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