5275: O primeiro hotel espacial mudou de nome (e deverá abrir em 2027)

CIÊNCIA/TURISMO ESPACIAL

The Gateway Spaceport

Fechado em casa a sonhar com a próxima viagem? Esqueça as praias paradisíacas ou as grandes metrópoles. As férias do futuro podem vir a ser no Espaço.

Tudo começou em 2019, quando a empresa californiana Gateway Foundation começou a desvendar os seus planos para a construção de um hotel no Espaço ao estilo dos navios de cruzeiro, então chamado Estação Von Braun.

Agora, conta a cadeia televisiva CNN, este conceito futurista ganhou um novo nome – “Voyager Station” – e será construído pela Orbital Assembly Corporation, uma nova empresa de construção do ex-piloto John Blincow, que também lidera a Gateway Foundation.

Em entrevista ao canal norte-americano, Blincow explicou que a pandemia da covid-19 gerou alguns atrasos, mas que a construção está prevista para arrancar em 2026. Se tudo correr como planeado, o hotel estará totalmente operacional em 2027.

“Estamos a tentar fazer com que o público se aperceba que esta era de ouro das viagens espaciais está mesmo ao virar da esquina. Está a chegar. E rápido”, disse o responsável.

A equipa pretende que este hotel leve um bocadinho da Terra para o Espaço, através de quartos cómodos e aconchegantes e bares e restaurantes com classe. Mas isso não significa que se vá ignorar a novidade que é estar por lá. Há planos, por exemplo, para servir “comida espacial” tradicional (como gelados liofilizados).

Além disso, haverá actividades para tirar partido da possibilidade de poder “fazer coisas que não se podem fazer na Terra”, explica também Tim Alatorre, arquitecto sénior da Orbital Assembly Corporation.

“Por causa da leveza e da gravidade reduzida, os hóspedes serão capazes de saltar muito mais alto, erguer coisas que habitualmente não conseguem, correr de outra forma”, lembrou.

Segundo o designer, a “Voyager Station” terá a forma de uma enorme roda, que vai girar constantemente, criando uma gravitação simulada que vai tornar a estadia muito mais confortável do que na Estação Espacial Internacional (EEI).

A presença de gravidade significa que muitos dos problemas que afectam os astronautas da EEI não vão aparecer neste hotel. Os hóspedes poderão ir à casa-de-banho normalmente, os chuveiros usarão água reciclada e os alimentos serão servidos em restaurantes comuns.

Para já, os responsáveis do projecto não querem adiantar qual será o preço médio da estadia. No entanto, esperam que este se possa equiparar ao custo de uma “viagem num cruzeiro ou à Disneyland“.


Por não se encontrar disponibilizado o endereço URL do vídeo publicado no ZAP, o vídeo acima dá uma ideia do mesmo.

A Estação Espacial Von Braun, que pode acomodar 400 pessoas ao mesmo tempo, poderá receber os primeiros turistas dentro de alguns anos.

“O objetivo da Gateway Foundation é que em 2025 Von Braun já esteja em funcionamento e que 100 turistas a visitem por semana”, disse , disse Tim Alatorre, arquitecto sénior da Gateway Foundation, empresa responsável pelo design da estação, ao portal Deezen.

Segundo o designer, a estação, que terá a forma de uma enorme roda de 190 metros de diâmetro, girará constantemente, criando uma gravitação artificial comparável à da Lua e tornando a estadia nela muito mais confortável do que na Estação Espacial Internacional, onde não é possível ter sentido de direcção.

A presença de gravidade significa que muitos problemas que astronautas na EEI sofrem não afectarão a Estação Espacial Von Braun. Os visitantes poderão ir à casa de banho de maneira normal, os chuveiros usarão água reciclada e os alimentos serão servidos em restaurantes comuns.

“Estamos a planear cozinhas com serviço completo com todos os pratos que se esperaria num navio de cruzeiro de luxo ou num grande hotel”, disse Alatorre. “Muitas questões logísticas para serviços de alimentação foram resolvidas há anos pela indústria de navios de cruzeiro”.

Alatorre disse que, além dos quartos, o hotel apresentará “muitas das coisas vistas em navios de cruzeiro”, como restaurantes, bares, concertos de música, exibições de filmes e seminários educacionais, e que o interior não terá nada a ver com a esterilidade das estações espaciais nos filmes de ficção científica.

“Como seres humanos, estamos intimamente conectados com materiais e cores naturais. O uso de tecidos, iluminação e tintas de cores quentes e materiais texturizados ajuda-nos a conectar e a sentirmo-nos em casa”, explicou o arquitecto, embora tenha admitido que materiais pesados, como madeira e pedra, serão substituídos por “substitutos para materiais naturais leves e fáceis de limpar”.

O projecto, que pressupõe a criação de hotéis espaciais ainda maiores, tem como objectivo acabar com os altos preços actuais do turismo orbital, tornando-o acessível a amplos sectores sociais e facilitando a exploração extraterrestre.

“Como os preços são tão altos, a maior parte das pessoas assume que o turismo espacial só está disponível para os super-ricos. A Gateway Foundation visa tornar as viagens espaciais abertas a todos“, explicou Alatorre.

Depois de 2030, a estação Von Braun será uma prova de conceito para o próximo projecto da Gateway Foundation, que abrigará mais de 1.400 pessoas. O próximo projecto da empresa será uma “verdadeira cidade no Espaço que será um porto de escala para quem vem e vai da Lua e Marte”.

ZAP ZAP //

Por ZAP
2 Setembro, 2019


2564: O primeiro hotel espacial low cost poderá abrir em 2025

A Estação Espacial Von Braun, que pode acomodar 400 pessoas ao mesmo tempo, poderá receber os primeiros turistas dentro de alguns anos.

“O objectivo da Gateway Foundation é que em 2025 Von Braun já esteja em funcionamento e que 100 turistas a visitem por semana”, disse , disse Tim Alatorre, arquitecto sénior da Gateway Foundation, empresa responsável pelo design da estação, ao portal Deezen.

Segundo o designer, a estação, que terá a forma de uma enorme roda de 190 metros de diâmetro, girará constantemente, criando uma gravitação artificial comparável à da Lua e tornando a estadia nela muito mais confortável do que na Estação Espacial Internacional, onde não é possível ter sentido de direcção.

A presença de gravidade significa que muitos problemas que astronautas na EEI sofrem não afectarão a Estação Espacial Von Braun. Os visitantes poderão ir à casa de banho de maneira normal, os chuveiros usarão água reciclada e os alimentos serão servidos em restaurantes comuns.

“Estamos a planear cozinhas com serviço completo com todos os pratos que se esperaria num navio de cruzeiro de luxo ou num grande hotel”, disse Alatorre. “Muitas questões logísticas para serviços de alimentação foram resolvidas há anos pela indústria de navios de cruzeiro”.

Alatorre disse que, além dos quartos, o hotel apresentará “muitas das coisas vistas em navios de cruzeiro”, como restaurantes, bares, concertos de música, exibições de filmes e seminários educacionais, e que o interior não terá nada a ver com a esterilidade das estações espaciais nos filmes de ficção científica.

“Como seres humanos, estamos intimamente conectados com materiais e cores naturais. O uso de tecidos, iluminação e tintas de cores quentes e materiais texturizados ajuda-nos a conectar e a sentir-nos em casa”, explicou o arquitecto, embora tenha admitido que materiais pesados, como madeira e pedra, serão substituídos por “substitutos para materiais naturais leves e fáceis de limpar”.

O projecto, que pressupõe a criação de hotéis espaciais ainda maiores, tem como objectivo acabar com os altos preços actuais do turismo orbital, tornando-o acessível a amplos sectores sociais e facilitando a exploração extraterrestre.

“Como os preços são tão altos, a maior parte das pessoas assume que o turismo espacial só está disponível para os super-ricos. A Gateway Foundation visa tornar as viagens espaciais abertas a todos“, explicou Alatorre.

Depois de 2030, a estação Von Braun será uma prova de conceito para o próximo projecto da Gateway Foundation, que abrigará mais de 1.400 pessoas. O próximo projecto da empresa será uma “verdadeira cidade no Espaço que será um porto de escala para quem vem e vai da Lua e Marte”.

ZAP //

Por ZAP
2 Setembro, 2019