2014: Conseguirá a Terra sair ilesa se o Sol ficar sem combustível?

CIÊNCIA

(CC0/PD) pxhere

Planetas rochosos formados por elementos densos serão, muito provavelmente, os únicos sobreviventes da morte explosiva de uma estrela. Esta descoberta dá-nos pistas preciosas sobre o futuro da Terra.

Quando uma estrela morre destrói tudo o que a rodeia, excepto os pequenos e densos planetas rochosos. Estes são os objectos com maior probabilidade de sobreviverem, ao contrário dos planetas pesados e gasosos, que se desmoronam e perecem.

Esta é a descoberta mais recente de uma equipa de astrofísicos da Universidade de Warwick, no Reino Unido. Os cientistas chegaram a esta conclusão após várias simulações que analisaram a interacção de uma estrela anã branca e um planeta próximo. O objectivo era determinar se os objectos espaciais conseguiam suportar a aniquilação da estrela.

Esta experiência foi muito interessante na medida em que se espera que o nosso próprio Sol se torne uma estrela anã branca no futuro. Assim sendo, somos os primeiros a interessar-nos pelo possível destino da Terra.

Quando uma estrela com pouca massa, como o Sol, queima todo o seu combustível, expande as suas camadas externas até se transformar numa gigante vermelha. Por sua vez, essas camadas externas espalham-se nas proximidades da estrela, ameaçando causar a completa destruição de qualquer planeta que esteja ao seu redor.

Depois, a gigante vermelha encolhe-se e transforma-se numa estrela altamente densa, chamada anã branca, que irá, a pouco e pouco, perdendo o calor durante bilhões de anos. Qualquer planeta que se arrisque a ficar no seu caminho durante este cataclismo, seria extremamente afortunado se conseguisse sobreviver. Contudo, existem vários planetas que não estão preparados para resistir a esta tempestade.

O que os cientistas descobriram foi que os pequenos planetas rochosos são os que têm maior probabilidade de sobreviver à morte explosiva de uma estrela. O artigo científico com os resultados desta investigações foi recentemente publicado no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Os astrónomos investigaram os efeitos da morte estelar em planetas de vários tamanhos, desde as super-terras até aos pequenos exoplanetas. Dimitri Veras, do Departamento de Física do Instituto de Warwick, adiantou que este estudo é o primeiro dedicado à investigação dos efeitos dos fluxos entre as anãs brancas e os planetas.

Mas o que é que estes resultados podem significar para o futuro do nosso planeta? Os astrónomos prevêem que o nosso Sol, que tem cerca de 4,6 mil milhões de anos, continuará a queimar as suas reservas de combustível durante mais 5 mil milhões de anos, até se transformar numa gigante vermelha.

No entanto, quando esse momento chegar, os cientistas não têm a certeza do que irá acontecer com um planeta de “multi-camadas” como a Terra. Ainda assim, na sua essência, os planetas uniformes constituídos maioritariamente de elementos mais densos e mais pesados, tais como metais pesados, têm boas possibilidades de sobrevivência.

Outro factor que é preciso ter em conta é a distância a que o planeta está localizado da estrela moribunda. A equipa afirma que a distância segura até à estrela é de um terço da distância entre o Sol e Mercúrio. Mercúrio localiza-se a uma distância de 57,9 milhões de quilómetros do Sol.

A Terra está a 149,6 milhões de quilómetros do Sol, uma distância que é conhecida como unidade astronómica. Sim, há esperança de estarmos a salvo.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
20 Maio, 2019


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“Queremos deixar a Terra como um caixote do lixo?”

O ex-vice-Presidente dos Estados Unidos Al Gore defendeu hoje que combater as alterações climáticas é “escolher o que está certo”, desafiando todos a assumirem que o futuro da humanidade depende da “coragem” para preservar o clima “agora”.

© Reuters “Queremos deixar a Terra como um caixote do lixo?”

“O fim do ‘apartheid’, da discriminação, do racismo – todos estes grandes movimentos enfrentaram vários nãos até alguém dizer que se trata de uma escolha entre o certo e o errado. [Em relação ao clima] Temos de escolher o que está certo. Temos de reconhecer que a verdade do futuro que vai ser enfrentado pelos nossos filhos e netos depende do que tivermos agora a coragem de fazer. Queremos deixar a Terra como um caixote do lixo ou ouvir os cientistas e fazer algo?”, questionou, aos gritos, o também Prémio Nobel, no Porto, no encerramento da Climate Change Leadership.

Durante as cerca de duas horas de conferência, Al Gore admitiu estar “furioso” algumas vezes, alertando que as pessoas “precisam de ouvir a verdade” e “podem mudar”, perante “a resposta patética dos governos” ao problema e o facto de alguns subsidiarem a produção de energias fósseis.

Após mostrar vários “cenários apocalípticos” de cheias, chuvas intensas, secas extremas ou dias de calor fora do vulgar, Al Gore pediu para todos impedirem que tais imagens se transformem “no novo normal”.

O Prémio Nobel admitiu que estão a ser dados passos positivos em todo o mundo para combater as mudanças climáticas e proteger o planeta, mas alertou que “as grandes mudanças só vão acontecer” quando os governos deixarem de subsidiar a produção de energias fósseis

“Estas empresas de [energias] fósseis têm muito poder económico e político”, vincou.

Questionado pelo director da conferência, Pancho Campo, sobre como mudar este cenário, o ex-vice-Presidente norte-americano apelou para o activismo.

“Não podemos depender de mudanças individuais. As grandes mudanças só vão acontecer quando mudarmos as políticas. Estamos num momento invulgar de actividade política a uma escala revolucionária”, observou.

Para Al Gore, existe um “escalar do empenho” social e “este é o momento” de as pessoas se envolverem.

“Os activistas de base, por vezes, dão-nos a impressão de que são estranhos, mas são eles que motivam as mudanças. Está na altura de darmos alguns recursos a estes activistas de base. Está na altura de alguns de nós sairmos para a rua. Agora é o momento”, avisou.

De acordo com o Prémio Nobel, “as projecções de população até 2100 indicam que África terá mais pessoas do que a China ou a Índia em conjunto”.

“Se partes significativas do continente africano vão ser inabitáveis devido às mudanças climáticas, para onde vão estas pessoas?”, perguntou.

“Pode haver até mil milhões de migrantes do clima. Não podemos continuar. Não podemos deixar. Vocês precisam de ouvir a verdade. Ando há 40 anos nisto e vejo a resposta patética dos governos. Vocês podem mudar”, afirmou.

Referindo-se à crise de refugiados que a Europa “enfrentou”, com “um milhão provenientes da Síria”, Al Gore assegurou não ser a guerra civil o que está na origem da migração em massa.

“Antes da guerra civil, houve a maior e mais destrutiva seca em 900 anos. Esta seca destruiu 60% das quintas, matou 80% do gado e levou 1,5 milhões de refugiados das quintas para as cidades”, observou.

As “boas notícias”, disse Al Gore, residem na capacidade que vários pontos do planeta têm tido para produzir energia a partir de fontes renováveis, como é o caso das “centrais solares flutuantes em Portugal”.

“Subsidiar energia solar é mais barato do que fazê-lo com combustíveis fósseis. É a diferença entre gelo e água. Nos mercados de capitais, é a diferença entre capital congelado e fluxo de capitais que procuram oportunidade”, ilustrou.

msn notícias
Lusa
07/03/2019

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1264: Os caminhos da humanidade para lá das nuvens

Os humanos sempre sonharam para lá dos seus limites. A geografia foi feita para ser conquistada e por isso rios, montanhas, oceanos e continentes sempre foram entendidos como desafios a ser vencidos. O desafio no século XXI está para lá das nuvens

Foto Direitos reservados

A discussão sobre o futuro da exploração espacial está precisamente centrada em cima das nuvens e passa pela resposta a uma pergunta objectiva: o que fazer depois da Estação Espacial Internacional? A ISS (do acrónimo em inglês) é um extraordinário esforço conjunto da Europa, dos Estados Unidos, do Japão, da Rússia e do Canadá, que desde 1998 colaboraram para construir um lar no espaço para 60 equipas rotativas de astronautas.

Agora, é provável que a época de cooperação na exploração espacial termine. Com a entrada de um novo e poderoso concorrente – a China – e com a própria ideia de globalização em crise, os decisores políticos parecem não querem chegar a acordo sobre os próximos passos sem gravidade. E há vários caminhos possíveis a seguir.

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Os chineses estão a preparar a sua própria estação orbital, de forma a conduzir investigação com impacto na defesa e na geoestratégia. Os russos também gostariam de o fazer, mas as limitações financeiras impedem para já esse passo. Restam os grandes protagonistas – Europa e EUA – que parecem optar por caminhos demasiado diferentes.

Os Estados Unidos preferem ter o objectivo em Marte, admitindo uma escala intermédia na Lua. O papel da NASA foi posto em causa com esta administração, que tem no vice-presidente Mike Pence um grande apologista da opção marciana: o National Space Council determinou um regresso à Lua na próxima década para que na seguinte se atinja Marte.

O caso europeu é mais interessante de analisar. A Agência Espacial Europeia (ESA) é resultado da cooperação transnacional entre diversas nações que não correspondem exactamente à União Europeia e, embora existam relações próximas, os objectivos nem sempre são coincidentes – nomeadamente na prioridade a dar à indústria e à investigação fundamental centrada na Europa, um dos objectivos da actual comissão que não é necessariamente partilhada pela liderança da ESA. A União decidiu agora avançar com a sua própria agência espacial, que poderá ser apenas um organismo de ligação com a ESA ou uma entidade com fundos próprios e que a médio prazo esvazie a ESA de membros, competências e meios. Mas por enquanto o que vai vingando é a tese do todo-poderoso líder da agência, Johann Woerner, que insiste numa base lunar como modelo da vida fora da Terra.

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Em simultâneo, como os avanços da ciência decorrem da investigação fundamental, há experiências com tremendo impacto no futuro da exploração espacial. Algumas das missões planeadas (ver caixas) vão dar contributos importantíssimos para o futuro. A dimensão do desafio espacial é tão grande que ainda nem se sabe tudo o que não se sabe. Luís Braga Campos, professor do Instituto Superior Técnico e coordenador da licenciatura em Engenharia Aeroespacial, é um dos portugueses que melhor compreendem estes desafios futuros e por isso critica este afastamento entre os grandes poderes da exploração espacial: “É evidente que isto só se resolve com a cooperação de todos. A ciência é demasiado complexa e os investimentos demasiado elevados para ser possível evoluir sozinho, mas é no que estamos: a prioridade americana parece ser colocar um homem em Marte. A prioridade da ESA será uma estação lunar.”

A opção deveria ser outra, defende o professor: “Uma nova e moderna estação espacial, capaz de montar em órbita as próximas naves. Isso eliminaria a barreira gravitacional e permitiria a continuação da cooperação na investigação, aumentando a eficiência.” Até porque as opções políticas raramente terminam bem em termos técnicos. Mesmo no caso da ida à Lua, que foi um acontecimento extraordinário, foi uma decisão inconsequente: “Fomos lá e durante 60 anos nunca mais se fez nada. Não se sustentou o esforço, porque se quis ter resultados mais rápidos que limitaram as opções futuras.”

É por isso que Luís Braga Campos também é crítico de enviar uma missão humana a Marte, até pelos problemas que tem. “Desde logo a duração da viagem, sempre superior a dois anos, com implicações tremendas na saúde, como os problemas provocados pela radiação e a ausência de gravidade. Depois há outra questão: se algo correr mal é demasiado difícil chegar lá em tempo útil, se estivermos dependentes de uma nave a partir da Terra.”

Seja como for, a opção por desenvolver vida humana fora da Terra é inevitável. A exploração do espaço é o futuro da humanidade, porque “esgotámos a Terra, provavelmente para lá do que é sustentável. A longo prazo a única solução para a espécie será a expansão, um desafio que é tecnológico mas é também biológico e ético”. Depois é uma questão de discutir o destino, mas a verdade é que, como continua a explicar Braga Campos, estamos limitados às opções do sistema solar. “Marte não é muito agradável, Vénus também não, a partir daí é tudo inabitável. A questão não é tanto escolher o destino, mas sim como é que se vai sobreviver no espaço.”

Os desafios serão então três: construir naves suficientemente poderosas e capazes, adaptar o corpo humano ao espaço e criar um sistema ecológico sustentável de forma a que a vida possa processar-se de forma autónoma, seja na Lua, em Marte ou noutro qualquer destino. “Resolvendo estes problemas dificílimos, podemos estar em qualquer lado.” Mas isto implica rever a forma como olhamos para a humanidade e como preparamos o futuro. “Hoje já podemos pensar nestes desafios com a ajuda da robótica e da inteligência artificial, de forma a criar um sistema de cápsulas em que os humanos possam viver. Mas isso não resolve todas as questões científicas fundamentais.”

O professor Braga Campos é céptico em relação a abordagens simplistas, “recorrendo à analogia das grandes empresas tecnológicas que estão habituadas a resolver os problemas com software e acham que tudo é simples, mas o hardware não funciona assim”. E é essa a abordagem que quer passar aos alunos do curso mais exigente do país, estimulando a capacidade de resolução de problemas e a aproximação da engenharia a esses problemas.

E essa é a abordagem que se nota quando são os alunos a falar dos desafios que os motiva. Mariana Fernandes, no último ano do mestrado de Aeroespacial, está focada no desafio de “optimizar a performance dos astronautas no espaço”, resolvendo as questões de saúde física e comportamental que decorrem do ambiente espacial. Já Rita Costa, que está a especializar-se em aerodinâmica e propulsão, está focada nos “problemas de reentrada de veículos em diferentes ambientes e atmosferas”, que é também uma das questões práticas mais exigentes.

A Estação Espacial Internacional, essa, acabará por ter direito a uma morte assistida que consistirá na sua queda programada no meio do oceano Pacífico. Mas isso não será mais do que o fim de um capítulo na história que ainda agora começou, a dos humanos que vivem para lá das nuvens.

Etapas da exploração espacial

Parker Solo Probe

Lançada em Agosto, esta sonda que tem por destino o Sol começou a sua aproximação no início deste mês de Novembro. Foi também nesse dia que se tornou o veículo mais rápido alguma vez produzido pelo homem, deslocando-se a 250 mil quilómetros por hora numa viagem que aproveita Vénus como rampa de lançamento para órbitas cada vez mais próximas do Sol – mais perto do que qualquer outra nave alguma vez chegou. Vai passar sete anos nisto, recolhendo e enviando mais e melhores dados alguma vez recolhidos sobre a estrela que está no centro do nosso sistema solar.

Lisa

A experiência que se define pelo acrónimo de Laser Interferometer Space Antenna é bem mais apelativa do que parece. A Agência Espacial Europeia vai lançar um conjunto de três satélites que estarão distanciados por 2500 milhões de quilómetros, seguindo a Terra na sua órbita. Será o primeiro observatório gravitacional a funcionar no espaço, tendo por objectivo primordial entender as implicações da teoria da relatividade geral enunciada por Einstein, especificamente no que toca às ondas gravitacionais. As naves deverão ficar operacionais em 2034.

Starshot Breakthrough

A última desta lista está ainda no domínio da ficção científica e é um exemplo da forma como a ciência também funciona de forma aspiracional. Uma descoberta física recente permitiu conceber a hipótese de que uma minúscula nave poderia ser enviada para destinos distantes através de um laser que permitisse navegar a 10% ou 20% da velocidade da luz. Foi o suficiente para se criar uma iniciativa visando premiar desenvolvimentos científicos neste sentido, contando com o apoio de Stephen Hawking e Mark Zuckerberg. Será um trabalho de décadas, que em última instância permitirá enviar centenas de nano-naves até Alfa Centauri, o sistema solar mais próximo do nosso. A viagem poderá durar menos de 20 anos, graças à impulsão de um laser apontado a um alvo altamente reflexivo. É importante notar que neste tipo de esforços o que interessa mais é o desenvolvimento da ciência fundamental, que deverá permitir avanços em diversos campos e terá impacto em toda a astronomia.

Mars 2020

Para o início da próxima década está marcada mais uma viagem da NASA a Marte. Esta missão vai libertar um novo tipo de veículo (rover) no solo, com duas missões primordiais: identificar recursos que permitam a produção de oxigénio a partir da atmosfera de Marte e encontrar sinais de anterior vida de micróbios no planeta. Para isso irá recolher diversas amostras que serão depois dissecadas em Terra, onde a missão está a entrar nos testes finais.

Diário de Notícias
Diogo Queiroz de Andrade
09 Novembro 2018 — 10:20

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1142: Os aceleradores de partículas não vão destruir o planeta (mas os humanos sim)

kotedre / DeviantArt
Detalhe do LHC, Large Hadron Collider, acelerador de partículas do CERN

Antes de nos preocuparmos com o que os aceleradores de partículas podem fazer com o nosso planeta – se transformá-lo num buraco negro ou numa grande esfera densa – devemo-nos preocupar com o que nós próprios estamos a fazer à Terra, avisa Martin Rees.

Nos últimos dias, os media têm relatado que o último livro do cosmólogo britânico Martin Rees, On the Future: Prospects for Humanity, faz uma afirmação que deixou muitos a pensar: se tudo der errado, os aceleradores de partículas podem ser capazes de transformar a Terra numa grande esfera densa ou num buraco negro.

Mas, na verdade, segundo Rees, o seu livro diz transmite exactamente a ideia contrária: a probabilidade de isso acontecer é muito baixa. A ideia de o Large Hadron Collider formar mini-buracos negros não tem de nos preocupar, afirma.

“Acho que as pessoas se preocupavam muito com essa questão antes de fazerem experiências. Agora as experiências são realizadas pela natureza – ao extremo“, disse Rees.

Raios cósmicos, ou partículas com energias muito mais altas do que aquelas criadas em aceleradores de partículas colidem frequentemente na galáxia, e ainda não fizeram nada de desastroso. “Não é estúpido pensar nesta possibilidade, mas não devem ser preocupações sérias.”

No entanto, “se estivermos a fazer algo contra a natureza, sim, é preciso ter cuidado. Aliás, é nestes casos que a tecnologia pode ser uma verdadeira ameaça para o futuro”.

A edição genética é um exemplo, dado que pode gerar novos produtos orgânicos que não existem na natureza. Estas alterações genéticas que, essencialmente, alteram o código genético para alterar a probabilidade de herdar certos traços, podem levar a efeitos ambientais imprevisíveis.

A tecnologia, no entender do cosmologista, está também a fazer com que seja mais fácil as acções terem consequência de longo alcance. Rees dá como exemplo um ataque cibernético.

A tecnologia faz também coisas incríveis, especialmente no campo da medicina e nas viagens espaciais. “Apesar de as coisas poderem correr muito bem, há sempre muitos perigos ao longo do caminho por causa do uso indevido das tecnologias”, avisa.

Outra grande ameaça para o nosso futuro é a nossa influência humana no clima, no meio ambiente e na biodiversidade. “É importante ter conversas internacionais sobre como combater as pressões que a humanidade colocou no mundo. E, além disso, é muito mais fácil combater as mudanças climáticas do que migrar para um planeta novo”, afirmou.

“É uma ilusão perigosa pensar que podemos escapar dos problemas do mundo indo para Marte”, disse Rees.

Por ZAP
14 Outubro, 2018

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Um planeta “em chamas”. NASA mostra como o fumo e as areias no ar afectam a Terra

 

VIDA E FUTURO

Aerossóis, naturais e artificiais, estão presentes nos oceanos, montanhas, desertos e ecossistemas. Satélites da NASA oferecem visão diferente, às cores, sobre como eles estão espalhados pela Terra

© D.R. – NASA

Através do modelo Goddard Earth Observing Forward Processing, a NASA mostra como os aerossóis pairam na atmosfera, usando cores. O resultado é um impressionante mapa do nosso planeta que parece estar em chamas.

Na imagem produzida com a data de 23 de Agosto a cor azul representa os aerossóis da água salgada. A vermelha as partículas de carbono preto produzidas, por exemplo, por incêndios, emissões de fábricas e de veículos. O roxo representa partículas de poeiras. Assim, estão representados os efeitos dos incêndios que devastaram da Califórnia na América do Norte, dos três ciclones que passaram no Pacífico ou das poeiras que pairaram sobre África ou sobre a Ásia.

Existem dois tipos de aerossóis, os naturais e os artificiais, podendo essas partículas ser encontradas dos pesticidas aos fenómenos naturais. A produção dos artificiais tem aumentado com o passar dos anos com impacto no ambiente e na saúde humana.

Diário de Notícias
DN
27 Agosto 2018 — 18:06

(Foram corrigidos 2 erros ortográficos ao texto original)

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