2623: “Lodo assassino”. Algas potencialmente mortais invadem praias da Bretanha

CIÊNCIA

regardelabretagne / Flickr

Activistas ambientais consideram que este “lodo assassino” está relacionado com os nitratos dos fertilizantes usados na agricultura intensiva e com os resíduos da produção de gado e de lacticínios.

Durante as últimas décadas, começaram a aparecer algas potencialmente letais nas baías da costa noroeste da Bretanha, em França. Segundo o The Guardian, ambientalistas dizem que esta situação está relacionada com os nitratos dos fertilizantes e com os resíduos da produção intensiva de suínos, de aves e de lacticínios que fluem para o sistema fluvial e acabam no mar.

Quando as algas se decompõem, gases tóxicos ficam presos sob a sua crosta, tornando-as potencialmente fatais para as pessoas que as pisam. “Pode matar uma pessoa em poucos segundos”, afirma André Ollivro, ex-técnico de gás, que lidera a luta contra o que ficou conhecido como “lodo assassino”.

“Quando tinha 16 anos, costumava trazer um barco para aqui com o meu tio. Naquela época, era só beleza natural e não se via algas empilhadas. É uma pena que este lugar esteja agora associado à morte”, lamenta Ollivro, agora com 74 anos.

Este verão, seis praias foram encerradas em Saint-Brieuc por causa destas algas. Várias escavadoras e camiões levaram-nas para um centro de tratamento, onde depois foram secas e eliminadas. O cheiro resultante deste processo era tão intenso — os locais queixaram-se que tinham acordado à noite por causa desse odor — que o centro teve de encerrar de forma temporária.

A revolta, segundo o jornal britânico, intensificou-se em Julho, quando os familiares de um homem, que morreu no estuário de Gouessant em 2016, processaram as autoridades estaduais e locais. A família alegou que não tinha sido feito o suficiente para impedir a propagação das algas e que o público não tinha sido devidamente avisado dos perigos.

Jean-René Auffray, de 50 anos, morreu enquanto corria perto da praia em Hillion. A área onde depois foi encontrado foi a mesma onde, há cinco anos, também morreram mais de 30 javalis. Já em 2009, outro homem, Thierry Morfoisse, morreu repentinamente enquanto conduzia um camião que transportava algas para longe de uma praia.

O líder do partido francês Europa Ecologia – Os Verdes, Yannick Jadot, acusou recentemente o Estado de encobrir os riscos destas algas e de estar mais interessado em proteger a indústria de alimentos.

Do outro lado, Thierry Burlot, vice-presidente responsável pelo ambiente na região da Bretanha e responsável pelo único centro de refugo destas algas, afirma que as iniciativas estaduais reduziram consideravelmente os nitratos no sistema de água nos últimos anos. Um desses exemplos é a baía de Saint-Brieuc, cujos níveis caíram para metade.

“A Bretanha tem cerca de 2700 quilómetros de costa e menos de 5% é afectada por este fenómeno. Há 15 anos, no pior momento, recolhíamos 30 mil toneladas de algas por ano em certas praias da Côtes d’Armor. Agora, são dez mil toneladas por ano“.

Sylvain Ballu, um cientista do Céva (Centre d’études et de valorisation des algues), confirma que há sinais positivos que confirmam que os níveis de nitratos estão a diminuir, mas que isso não é ainda suficiente.

“A poluição geralmente é invisível a olho nu, sobretudo quando se trata de nitratos ou pesticidas. Estas algas tornaram a poluição invisível extremamente visível, mal cheirosa e perigosa”, conclui.

ZAP //

Por ZAP
11 Setembro, 2019

 

2314: Há um acelerador de partículas na cave do Museu do Louvre

CIÊNCIA

(CC0/PD) Free-Photos / Pixabay

O museu francês do Louvre, que é o mais visitado do mundo, tem um acelerador de partículas na sua cave, quer serve para ajudar a documentar, conservar e restaurar milhares de peças de arte de todo o país.

De acordo com a Boing Boing, existem três pisos do Louvre sob a alçada do Centro de Pesquisa e Restauração dos Museus de França (C2RMF). Este organismo independente do museu fornece serviços de investigação de restauro a mais de 1.200 obras de artes distribuídas por todas as galerias do país.

Para levar a cabo o seu trabalho, a C2RMF opera um acelerador de partículas de 27 metros, o AGLAE, capaz de acelerar partículas até 20% da velocidade da luz. O instrumento é utilizado para trabalhos de restauro e para resolver alguns mistérios.

Por exemplo, exemplifica a mesma fonte, o AGLAE pode determinar se uma peça esculpida com vidro veneziano antigo é realmente oriundo da cidade italiana. O acelerador permite ainda analisar as peças sem lhes causar danos, tal como explica a BBC.

De acordo com a emissora britânica, este é o único acelerador de partículas do mundo ao serviço da arte. Em Novembro de 2017 foi alvo de trabalhos de melhoramento que custaram cerca de 2,1 milhões de euros.

Recentemente, uma jornalista norte-americana, Annie Minoff, relatou uma visita ao local, recordando que este tipo de equipamentos pode ser realmente útil para a arte. Através da sua conta de Twitter, Minoff publicou várias fotografias sobre o local, questionando os internautas se sabiam da existência do local.

Little pen-looking things = x-ray detectors
Big silver thing = gamma ray detector

Art gets ZAPPED with the beam and emits x and gamma rays. Those rays tell us what elements are in the art. 8/

Com 10,2 milhões de visitantes em 2018, o museu francês é o mais visitado do mundo. A maioria dos visitantes são estrangeiros, destacando-se os turistas norte-americanos, chineses, italianos, britânicos e brasileiros.

ZAP //

Por ZAP
15 Julho, 2019

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2044: Há uma nova teoria para explicar a onda de sismos silenciosos que fez a Terra tremer em 2018

CIÊNCIA

Jean-Pierre Dalbéra / Flickr

Em Maio de 2018, milhares de terramotos sacudiram a pequena ilha francesa de Mayotte, no arquipélago das Comoras, situado entre o continente africano e Madagáscar. A maioria foram tremores leve mas, um deles, a 15 de maio, foi o mais forte já registado naquela região.

Meses mais tarde, em Novembro, um entusiasta dos terramotos registou ondas sísmicas raras que começaram a propagar-se pelo mundo e que ressoaram durante mais de 20 minutos. Contudo, a sua frequência foi demasiado baixa para que os humanos se apercebessem do ocorrido.

Cientistas franceses decidiram lançar uma missão múltipla para controlar melhor a origem desta misteriosa actividade sísmica. Coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS), o trabalho incluiu expedições do navio Marion Dufresne, co-dirigido por Nathalie Feuillet, do Instituto de Física do Globo de Paris, e Stephan Jorry, do Instituto Francês de Pesquisa para Exploração do Mar (IFREMER).

Após um ano de intensa pesquisa, os cientistas terão conseguido descobrir a origem da inesperada actividade sísmica: o nascimento de um vulcão submarino a cerca de 50 quilómetros da costa leste de Mayotte, informou a National Geographic.

Segundo os cientistas, o jovem vulcão está localizado a 3,2 quilómetros de profundidade, tem uma altura de 0,8 quilómetros e mede 4,8 quilómetros no seu ponto mais largo.

A 16 de maio, os investigadores divulgaram um comunicado de imprensa, e Robin Lacassin, do Instituto de Física da Globo, em Paris, publicou algumas imagens no Twitter. Uma imagem que mostra o vulcão recém-nascido em imagens acústicas, que agem como um golfinho que usa o seu sonar para perceber o ambiente. “É quase um ecografia de gravidez, apenas com barras de erro maiores”, comentou a geofísica Lucile Bruhat

Robin Lacassin @RLacassin

Another amazing view, in section, of the newly discovered active #volcano 50km offshore #Mayotte
Topography of the volcanic edifice and the rising fluid column above it are clearly imaged. Fluid column is ~2km high but do not reach the surface.

Na fotografia, vê-se uma coluna torcida que se eleva a quase dois quilómetros através da coluna de água a partir do topo de um objecto cónico. Não se sabe exactamente do que se trata esta pluma, mas é possível que o que faz com que as ondas sonoras saltem sejam fragmentos de cristal semelhantes às cinzas que emanam dos vulcões terrestres em erupção, disse Helen Robinson, candidata em vulcanologia aplicada na Universidade de Glasgow, no Reino Unido.

A segunda imagem revela uma série de estruturas acidentadas no fundo do mar que formam uma espécie de caminho para o novo centro vulcânico do qual os terremotos ocorrem, localizado entre 4,8 e 14,4 quilómetros da costa da Ilha Petite – Terre de Mayotte.

Robin Lacassin @RLacassin

Fantastic results from #MAYOBS scientific study lead by @IPGP_officiel !

Source of prolonged #Mayotte #earthquake swarm identified: new active #volcano discovered 3.5km below sea surface, 0.8km high and 4-5km diameter. Fluid release reaches 2km above volcano.

“Talvez o centro vulcânico tenha migrado para fora da ilha”, especula Stephen Hicks, da Escola Imperial de Londres que, no entanto, ressalta que, para confirmar esse mecanismo, é necessário ter mais dados sobre esses possíveis pontos de actividade vulcânica.

Além disso, os cientistas admitem que ainda não é claro se o vulcão é completamente novo ou simplesmente está a experimentar uma nova actividade numa estrutura antiga, enfatiza Ken Rubin, um vulcanologista da Universidade do Hawai, nos EUA, especializado em erupções submarinas.

Os investigadores não podem dizer exactamente que situação causou o ruído de baixa frequência e o enxame sísmico – ou mesmo se a erupção do novo vulcão está em andamento. Assim, Hicks acredita que as pistas para a origem da actividade vulcânica mais recente poderiam estar bloqueadas nos minerais de lava potencial solidificada no fundo do mar. Mas, sem mais dados de alta resolução, é impossível dizer com certeza se este é um nascer ou um despertar de um vulcão.

ZAP //

Por ZAP
25 Maio, 2019

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1803: As alterações climáticas transformaram os Neandertais em canibais

CIÊNCIA

Stanley Zimny / Flickr

Ossos foram descobertos numa caverna no sudeste da França nos anos 90. No total, seis neandertais: dois adultos, dois adolescentes e dois filhos.

Em toda a Europa, existem mais de 200 locais que apresentam restos antigos de Neandertais como estes, mas poucos deles contam a mesma história terrível que esta caverna contém, de acordo com uma nova análise arqueológica.

Quem quer que fossem, o modo como estes humanos antigos deixaram o mundo de 120 mil a 130 mil anos atrás poderia ter sido marcado por desespero, fome e brutalidade selvagem. Estes neandertais viveram durante o último período interglaciar – época em que o mundo estava rapidamente a transitar de uma era glacial para um clima mais quente.

“A mudança do clima do período glacial para o último interglaciar foi muito abrupta“, disse o paleontólogo Emmanuel Desclaux, do Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica (CNRS), ao Cosmos. “Não estamos a falar de escala geológica, mas em escala humana. Dentro de algumas gerações, a paisagem pode ter mudado totalmente.”

Quando o mundo ficou mais quente, os mares ergueram-se contra as costas. Plantas transformaram-se e animais mudaram. As comunidades, adaptadas com sucesso por dezenas de milhares de anos ao frio extremo, estavam a enfrentar o desconhecido.

Sabe-se pouco sobre como se saíram neste período difícil, mas as camadas arqueológicas preservadas em cerca de 220 sites europeus oferecem algumas pistas, baseadas em raros vestígios de restos humanos isolados, incluindo dentes, fragmentos de crânios e outros ossos. Mas na caverna Baume Moula-Guercy, em França, são diferentes.

O sítio apresenta um nível inigualável de preservação de ossos e carvão. Isso permitiu aos arqueólogos reconstruir o ambiente natural e as paisagens que os neandertais experimentaram durante o período Eemiano, observam os investigadores no artigo publicado na revista Journal of Archaeological Science.

Mas também revela outra coisa: a evidência do canibalismo neandertal que os autores propõem ter surgido em resposta à “profunda reviravolta” provocada pela mudança climática. Na caverna, foram encontrados 120 ossos dos seis indivíduos. Eles estavam misturados com ossos de animais e a análise revela que algo grave aconteceu com os antigos restos humanos.

“As marcas de corte estão espalhadas por 50% dos restos humanos e distribuídas por todo o esqueleto, desde o crânio e a mandíbula até as metáforas e falanges”, escreve a equipa. “As marcas de percussão são visíveis em todos os crânios, todos os ossos longos e outros ossos de adultos e crianças.”

Com base nas evidências, que também revelam possíveis sinais de esmagamento e mastigação, os cientistas sugerem que a condição dos ossos são consistentes com um único episódio de canibalismo.

“Elementos esqueléticos de todas as regiões do corpo sugerem que estavam intactos antes do evento”, afirma o artigo. “Além disso, nenhum dos restos está em relação anatómica um ao outro, indicando que os corpos foram completamente desmembrados.”

É claro que a proposta do canibalismo permanece hipotética, mas baseada nas evidências, alinha-se com outras coisas que se sabe sobre os neandertais. Eles geralmente enterravam os mortos, e provavelmente foram forçados a abandonar partes da Europa durante o período, devido a casos de fome trazidos pelo mundo em mudança, e a falta de presas ricas em proteínas.

Para aqueles que ficaram para trás, as condições eram difíceis. Alguns podem ter matado para sobreviver. Outros tornaram-se comida.

“O canibalismo destacado em Baume Moula-Guercy não é uma marca de bestialidade ou sub-humanidade”, explicam os investigadores. “A síntese dos dados torna possível interpretar a ocorrência como um episódio curto e único de endo-canibalismo em resposta ao stress nutricional induzido por mudanças ambientais rápidas e radicais”.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
4 Abril, 2019

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1274: Celtas decapitavam e embalsamavam as cabeça do inimigo como troféus

CIÊNCIA

(dr) Fouille Programmée Le Cailar-UMR5140-ASM
Um dos crânios encontrado no assentamento Celta no sul da França

Os antigos Celtas levavam as suas conquistas ao extremo, celebrando-as de forma macabra: os guerreiros colocavam as cabeças decepadas do inimigo ao pescoço dos seus cavalos, exibindo-as como troféus sangrentos.

Agora, e pela primeira vez, os arqueólogos encontraram na França evidências disso mesmo – cabeças decapitadas e embalsamadas datadas de há mais de dois mil anos.

Textos gregos e romanos antigos davam já conta que os celtas da região da Gália – território onde actualmente fica a França e as regiões vizinhas -, conhecidos por serem fortes e temíveis guerreiros, decapitavam os seus inimigos após as batalhas, colocando as cabeças dos guerreiros do inimigo ao pescoço dos seus cavalos.

E assim voltavam para casa das batalhas que venciam, com as cabeças decapitadas do inimigo a adornar – como se de um colar se tratasse – os seus animais. Relatos de embalsamento estavam também presentes na literatura antiga.

“As cabeças dos mais distintos inimigos eram embalsamadas em óleo cedro e cuidadosamente preservadas num baú”, escreveu o historiador grego Diodorus Siculus (90 a 30 a.C) no quinto volume da sua obra “Biblioteca Histórica”.

Em igual sentido, o historiador greco-romano Strabo (63 a.C a 23 d.C) escreveu no livro “Geographica“: “As cabeças dos inimigos de alta reputação eram, no entanto, embalsamadas em óleo cedro e exibidas para os estranhos”.

De acordo com Réjane Roure, arqueóloga da Paul Valéry University of Montpellier, na França, os celtas exibiam as cabeças “como troféu, de forma a aumentar a sua influência e poder, tentando assustar os seus inimigos”.

No entanto, e vale a pena salientar, os Gregos e os Romanos eram inimigos dos Celtas e, como tal, os seus relatos podem não ser totalmente fiéis à História antiga. Agora, e de acordo com a recente publicação na revista Journal of Archaeological Science, os especialistas conseguiram finalmente provar esta prática macabra.

Crânios confirmam a prática

Para a descoberta, a equipa de arqueólogos analisou fragmentos de crânios do assentamento Celta de Le Cailar, no sul da França, descobertos já em 2000. O território foi fortificado na Idade de Ferro e servia como porto para os comerciantes do Mediterrâneo.

Entre 2003 e 2013, os arqueólogos encontrara no local cerca de 50 crânios, fragmentados em 2.500 peças. Os crânios foram encontrados ao lado de armas e junto do que era, segundo os cientistas, um dos portões do assentamento. A disposição das armas bem como dos crânios sugere que os restos mortais estavam lá já há muito tempo, num grande espaço de exibição aberto no interior do assentamento.

O local em causa foi ocupado desde de o século VI a.C até ao século I d.C após os Romanos conquistarem Gália. De acordo com os cientistas, os crânios datam do século III a.C, época marcada por muitas batalhas e guerras por quase toda a Europa Ocidental.

Quanto aos rumores do embalsamento, os cientistas analisaram 11 crânios, tentando encontrar traços ou substâncias desta técnica. Seis destes crânios tinham vestígios de resina de coníferas, juntamente com moléculas que apenas são formadas quando a resina de plantas como o pinheiro são aquecidas até temperaturas elevadas.

Uma vez mais, esta é a primeira vez que uma análise química encontrou evidências de que os Celta embalsamavam cabeças durante a Idade do Ferro, explicaram os cientistas.

Investigações futuras podem explorar se estas cabeças foram embalsamadas durante todo o século III a.C ou se a prática aconteceu apenas durante um curto período deste século. “Além disso, há muitas outras cabeças decepadas da Idade do Ferro na Europa, e seria muito interessante saber se todas elas foram embalsamadas”, rematou Roure.

Conhecidos pelas suas capacidades em batalha, os Celtas habitaram a região onde hoje se localizada a França e as regiões vizinhas da Itália e Bélica, possuindo dezenas de pequenas vilas. Este povo guerreiro foi o principal derrotado pelo imperador romano Júlio César, no século I a.C, que impulsionou assim o seu poder.

O próprio imperador de Roma registou por escrito os impressionantes feitos militares de seus inimigos, famoso pelo poder e força da sua cavalaria.

ZAP // LiveScience / ScienceAlert

Por ZAP
12 Novembro, 2018

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1181: Encontrado o maior meteorito da história de França

Société Astronomique de France / Facebook
O maior meteorito de sempre encontrado em França com 477 quilos

De acordo com a Sociedade Astronómica de França, o meteorito de 477 quilos encontrado em Aube, a 200km de Paris, passou a ser o maior da história do país.

O meteorito foi encontrado por astrónomos franceses a 3 de Outubro em Aube, no nordeste do país, a cerca de 200 quilómetros de Paris.

O meteorito terá caído no planeta Terra há mais de 55 mil anos, segundo contam os especialistas franceses.

La plus grosse météorite française vient d’être découverteCet évènement s’est déroulé dans l’Αube sur le site de…

Publicado por Société Astronomique de France em Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018

O comunicado da Sociedade Astronómica de França informa ainda que este meteorito passou a ser o maior alguma vez encontrado em território francês, ultrapassando o meteorito encontrado em Mont Dieu que pesava 435 quilos.

A perícia metalográfica realizada ao meteorito mostra que este fragmento faz parte do meteorito de Saint Aubin, descoberto em 1968.

Segundo as análises de fluorescência de raios-X, este meteorito apresenta 11% de níquel com vestígios de cobalto (0,7%) e de fósforo (0,1%).

Para o inicio de 2019, os cientistas prometeram a publicação de um extenso relatório sobre o corpo celeste.

Por ZAP
22 Outubro, 2018

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1030: Restos de continente desaparecido provam ligação de França a Inglaterra

CIÊNCIA

Cientistas da Universidade de Plymouth (Reino Unido) determinaram que o actual território continental britânico se formou como resultado da fusão de três massas terrestres há milhões de anos, diz um estudo publicado na revista Nature Communications.

Até agora, cientistas acreditavam que a actual Inglaterra, País de Gales e Escócia surgiram como resultado da fusão do antigo micro-continente Avalónia com uma massa de terra que se desprendeu da Laurência, também conhecido como cratão norte-americano, há mais de 400 milhões de anos atrás.

Porém, os autores do novo estudo, publicado na sexta-feira na revista Nature, afirmam que a Armórica, um antigo continente situado na parte noroeste da actual França, também fez parte da formação do actual território continental britânico.

A conclusão dos cientistas baseou-se nos resultados de análises feitas às rochas vulcânicas com 300 milhões de anos, encontradas no extremo sudoeste de Inglaterra.

University of Plymouth / THe Guardian; Giuseppe Milo / Flickr
O sul do País de Gales partilha características geológicas com o noroeste da França

Após comparar os resultados obtidos com outros estudos, os especialistas descobriram que estas rochas têm as mesmas características que as localizadas no noroeste de França, características que não são tão evidentes no resto do Reino Unido.

“Há cerca de 10 mil anos, podíamos caminhar de Inglaterra até França, sempre soubemos isso”, disse o autor da pesquisa, Arjan Dijkstra, citado pelo The Guardian. “Mas esta descoberta mostra que, milhões de anos antes disso, os laços entre os dois territórios seriam ainda mais fortes“, sublinhou o pesquisador.

Por ZAP
17 Setembro, 2018

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430: Homem de Cro-Magnon tinha o rosto coberto de nódulos

Jose Luis Martinez Alvarez / Wikimedia

O primeiro exemplar descoberto do homem de Cro-Magnon tinha o rosto repleto de nódulos benignos em consequência de uma doença genética, anunciou uma equipa de cientistas franceses.

Encontrado em 1868 numa caverna de Les Eyzies de Tayac, sudoeste de França, o primeiro esqueleto de Cro-Magnon é o de um Homo Sapiens com 28.000 anos.

Por ocasião do 150º aniversário da sua descoberta, o fóssil, cujo crânio é conservado no Museu do Homem de Paris, foi reexaminado pelo legista e antropólogo Philippe Charlier e outros cientistas, como o paleantropólogo Antoine Balzeau.

“Após os estudos, estabelecemos uma proposta de diagnóstico: sofria de uma neurofibromatose de tipo 1“, explicou Charlier à AFP.

A doença genética provoca o desenvolvimento de tumores benignos dos nervos periféricos, tanto superficiais como profundos – neuro-fibromas -, assim como o surgimento de manchas na pele.

A investigação foi publicada esta sexta-feira pela revista médica The Lancet.

A equipa de cientistas fez uma análise antropológica e médica sobre o homem de Cro-Magnon e utilizou um scanner no Museu Nacional de História Natural.

Depois compararam os dados obtidos com as informações de diferentes registos anatómicos e patológicos em França, o que permitiu estabelecer o diagnóstico.

O crânio do homem de Cro-Magnon” apresenta uma lesão ao nível da frente que corresponde à presença de um neuro-fibroma, que teria desgastado o osso”, afirmou Charlier.

“Com esta proposta de diagnóstico, fizemos uma reconstituição realista do rosto deste homem de idade mediana, levando em consideração a sua patologia”, explicou.

O rosto ficou cheio de neuro-fibromas: um grande nódulo na frente, outros menores nas sobrancelhas e alguns perto do nariz e dos lábios. “Tinha nódulos em todas as partes“, disse Charlier.

ZAP //
Por ZAP
2 Abril, 2018

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