5071: Um arco-íris celestial abraçou a Lua (e um fotógrafo captou o fenómeno raro)

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/FOTOGRAFIA/LUA

(dr) Alberto Ghizzi Panizza

O fotógrafo italiano Alberto Ghizzi Panizza conseguiu fotografar, a partir da sua casa, perto de Parma, um fenómeno raro conhecido como coroa lunar.

No dia 24 de Janeiro, Alberto Ghizzi Panizza fotografou uma das imagens mais espectaculares da sua carreira: um arco-íris à volta da Lua.

O satélite natural da Terra aparece rodeado por um extenso anel com as cores do arco-íris. Este fenómeno raro, conhecido como coroa lunar, acontece quando a luz refletida pela superfície do corpo celeste é refractada pelas partículas flutuantes do ar e gelo, criando um efeito de auréola.

“Já observei este fenómeno várias vezes, mas nunca tinha conseguido fotografá-lo”, disse Panizza, citado pelo Daily Mail. “Desta vez, confinado em casa a ver o fenómeno, tinha comigo todo o equipamento necessário para capturar o momento.”

A imagem foi partilhada pelo próprio na sua conta de Instagram. Tirada com uma câmara Nikon Z7II, lentes Nikkor 300mm f/2.8 GII VR e um tripé Star Adventurer Tracker, a partir da sua casa, a fotografia está a ser amplamente partilhada nas redes sociais.

O objectivo do fotógrafo era conseguir registar a beleza do acontecimento e em todos os ângulos. A imagem foi captada entre as 22h e as 00h (horário local) e é, na realidade, a fusão das centenas de fotografias que o fotógrafo tirou nesse espaço de tempo.

Por Liliana Malainho
6 Fevereiro, 2021


1587: Fotógrafo português captou um cometa, uma nebulosa, um meteoro e Plêiades numa só imagem

JPL-Caltech / UCLA / NASA
Esta imagem mostra o enxame estelar das Plêiades através dos olhos do WISE da NASA.

O português Miguel Claro, fotógrafo profissional especializado em retratar fenómenos astronómicos no céu nocturno, conseguiu captar um cometa, um meteoro, uma nebulosa e o enxame de estrelas das Plêiades numa só imagem panorâmica – e é incrível.

De acordo com o portal Space.com, a “épica” cena cósmica é composta por três fotografias captadas no passado 15 de Dezembro pelo fotógrafo português a partir do Observatório da Cumeada, na reserva Dark Sky Alqueva, no Alentejo, classificado pela UNESCO como Starlight Tourism Destination.

Nesse mesmo dia, o pequeno cometa 46P / Wirtanen – que na imagem aparece como um ponto azul esverdeado perto da margem esquerda – fez uma abordagem histórica ao nosso planeta, aproximando-se a apenas 11,5 milhões de quilómetros de distância.

“Isto será o mais próximo que o Cometa Wirtanen já se aproximou da Terra em séculos, e tão perto quanto estará nos próximos séculos”, disse Paul Chodas, gerente do Centro para o Estudo de Objectos da Terra Próximos da Terra da NASA.

Mais perto do centro da imagem, é possível ver um aglomerado estelar de jovens estrelas quentes conhecidas como as Plêiades ou As Sete Irmãs em tons de azul; no lado directo, foi registado em tons avermelhados a nebulosa NGC 1499, que devido à sua forma é também conhecida como a nebulosa da Califórnia.

Em simultâneo, um meteoro dos Geminids – uma chuva de estrelas visíveis a olho nu em todo mês de Dezembro – cruzava o céu deixando um rasto de fumaça que não passou despercebido nas lentes de Miguel Claro.

O português já nos tem habituado a incríveis fotografias dos céus nocturnos. Também no passado Dezembro, o portal norte-americano elegeu as 100 melhores fotografias de 2018. Entre as 100 fotografias, o português assinou dez, oito das quais junto da albufeira de Alqueva. O Dark Sky é o primeiro destino turístico do mundo para ver as estrelas a obter a certificação, integrando os municípios de Alandroal, Barrancos, Moura e Mourão, Portel e Reguengos de Monsaraz.

Em 2016, Miguel Claro capturou um airglow (luminescência hipnotizante causada por reacções químicas que chegam até ao topo da atmosfera terrestre) na montanha do Pico, no arquipélago dos Açores – uma espécie de arco-íris cósmico.

(dr) Miguel Claro
Airglow capturado em 2016

Miguel Claro, que é astro-fotógrafo oficial da reserva Dark Sky Alqueva, tem-se dedicado nos últimos anos à promoção da astronomia, através de palestras públicas, sessões guiadas de observação do céu nocturno e também em artigos e exposições. Nos últimos dez anos especializou-se em astro-fotografia de paisagem.

ZAP //

Por ZAP
13 Fevereiro, 2019

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1331: Combinação rara de arco-íris lunar e aurora polar captada na Suécia

DESTAQUES

Lights Over Lapland / Facebook

Fotógrafos que correm o mundo em busca de auroras polares ficaram estupefactos ao encontrar muito mais do que estava à procura: uma combinação rara de arco-íris lunar e aurora polar na Suécia.

O céu de Abisko, na Suécia, surpreendeu alguns fotógrafos ao conseguir unir dois fenómenos extraordinários numa só imagem. “Eu fotógrafo auroras polares há dez anos e esta foi uma experiência única para mim”, confessou ao portal Lonely Planet o fotógrafo Chad Blakeley.

O arco-íris lunar é um fenómeno raro e quase desconhecido, que surge na fase próxima ao plenilúnio. Para isso acontecer, o único satélite natural da Terra deve estar a uma altura relativamente pequena e é preciso que haja uma grande quantidade de humidade.

Lights Over Lapland é uma empresa sueca especializada em ajudar os turistas a encontrar e a fotografar fenómenos especiais e bizarros como estes no céu do país. Blakeley é o fundador da empresa que, à medida que as noites polares se tornam longas e as luzes do norte mais visíveis, ruma ao horizonte para captar estes momentos incríveis.

A empresa faz também a transmissão ao vivo do fenómeno. Foi quando reviu as imagens que Blakeley se apercebeu de que o arco-íris nocturno foi produzido pelo luar em vez de ter sido produzido pela luz do Sol. Além disso, este arco-íris formava-se em frente a uma aurora boreal.

Os fenómenos, autênticos Picassos do céu, proporcionaram um momento único e alegraram os olhos de todos que assistiram de perto a este fenómeno.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
24 Novembro, 2018

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