2133: Dois planetas observados directamente a crescer em torno de uma jovem estrela

Impressão de artista que mostra os dois exoplanetas gigantes em órbita da jovem estrela PDS 70. Estes planetas ainda estão a crescer através da acreção de material a partir de um disco circundante. No processo, esculpiram gravitacionalmente uma grande divisão no disco. A lacuna estende-se a distâncias equivalentes à distância das órbitas de Úrano e Neptuno no nosso Sistema Solar.
Crédito: J. Olmsted (STScI)

Os astrónomos fotografaram directamente dois exoplanetas que esculpem, gravitacionalmente, uma grande divisão dentro de um disco de formação planetária em redor de uma jovem estrela. Embora já tenham sido observados directamente mais de uma dúzia de exoplanetas, este é apenas o segundo sistema multi-planetário a ser fotografado (o primeiro foi um sistema com quatro planetas em órbita da estrela HR 8799). Ao contrário de HR 8799, os planetas neste sistema ainda estão a crescer a partir da acreção de material do disco.

“Esta é a primeira detecção inequívoca de um sistema com dois planetas que criam uma lacuna no disco,” comenta Julien Girard do STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore, no estado norte-americano de Maryland.

A estrela hospedeira, conhecida como PDS 70, está localizada a cerca de 370 anos-luz da Terra. A jovem estrela com 6 milhões de anos é um pouco mais pequena e menos massiva que o nosso Sol e ainda está a acumular gás. É rodeada por um disco de gás e poeira que tem uma grande abertura que se estende de mais ou menos 3 a 6,1 mil milhões de quilómetros.

PDS 70 b, o planeta mais interior conhecido, está localizado dentro da divisão do disco a uma distância de aproximadamente 3,2 mil milhões de quilómetros da sua estrela, equivalente à órbita de Úrano no nosso Sistema Solar. A equipa estima que tenha uma massa 4 a 17 vezes superior à de Júpiter. Foi detectado pela primeira vez em 2018.

PDS 70 c, o planeta recém-descoberto, está localizado perto da orla externa da lacuna do disco, a cerca de 5,3 mil milhões de quilómetros da estrela, parecida à distância de Neptuno ao Sol. É menos massivo do que o planeta b, entre uma e dez vezes a massa de Júpiter. As duas órbitas planetárias estão perto de uma ressonância de 2 para 1, o que significa que o planeta interior orbita a estrela duas vezes no tempo que leva o planeta mais exterior a completar uma órbita.

A descoberta destes dois mundos é importante porque fornece evidências directas de que a formação de planetas pode varrer material suficiente de um disco proto-planetário para criar uma lacuna observável.

“Com instalações como o ALMA, Hubble ou grandes telescópios ópticos terrestres com ópticas adaptativas, vemos discos com anéis e lacunas por toda a parte. A questão ainda em aberto é: existem aí planetas? Neste caso, a resposta é sim,” explicou Girard.

A equipa detectou PDS 70 c a partir do solo, usando o espectrógrafo MUSE acoplado ao VLT (Very Large Telescope) do ESO. A sua nova técnica depende da combinação da alta resolução espacial fornecida pelo telescópio de metros, equipado com quatro lasers, e da resolução espectral média do instrumento que permite cingir-se à luz emitida pelo hidrogénio, que é um sinal de acreção de gás.

“Este novo modo de observação foi desenvolvido para estudar galáxias e enxames estelares a uma maior resolução espacial. Mas este novo modo também é adequado para fotografar exoplanetas, que não foi de todo o objectivo principal científico do instrumento MUSE,” explicou Sebastiaan Haffert do Observatório de Leiden, autor principal do estudo.

“Ficámos muito surpresos quando encontrámos o segundo planeta,” comentou Haffert.

No futuro, o Telescópio Espacial James Webb da NASA poderá ser capaz de estudar este sistema e outros berçários planetários usando uma técnica espectral similar para se restringir a vários comprimentos de onda do hidrogénio. Isto permitirá que os cientistas possam medir a temperatura e a densidade do gás no disco, o que ajudaria a nossa compreensão do crescimento dos planetas gigantes. O sistema também pode ser alvo da missão WFIRST, que transportará uma demonstração tecnológica de um coronógrafo de alto desempenho que pode bloquear a luz da estrela a fim de revelar a luz mais fraca do disco circundante e dos planetas que o acompanham.

Estes resultados foram publicados na edição de 3 de Junho da revista Nature.

Astronomia On-line
7 de Junho de 2019



[vasaioqrcode]

1438: Sonda da NASA sobrevoa objecto mais distante de sempre

A sonda espacial New Horizons da NASA sobrevoou hoje o objecto mais distante alguma vez visto, informou o director científico da missão.

© EPA/NASA/JHUAPL/SwRI

“Nunca antes uma nave espacial explorou um objecto tão distante”, afirmou Alan Stern, referindo-se ao ‘Ultima Thule’, um vestígio congelado da formação do sistema solar.

“Vai New Horizons!”, exclamou Stern enquanto a sua equipa lançava exclamações de felicidade no laboratório de Física Aplicada da universidade Johns Hopkins, no estado americano do Maryland.

Era 5.33 quando as câmaras da nave apontaram para Ultima Thule.

Ultima Thule fica a cerca de 6,4 bilhões de quilómetros da Terra. Os cientistas esperam que sua observação ajude a entender melhor como o sistema solar foi formado.

A Sonda espacial terá tirado cerca de 900 imagens durante os poucos segundos em que sobrevoava o Ultima Thule a uma distância de cerca de 3.500 quilómetros.

A confirmação das imagens só será dada hoje por volta das 15:00.

Para já, imagens só as do vídeo da NASA acompanhado pela música de Brian May. O guitarrista dos Queen, formado em astrofísica, criou uma música especialmente para a missão e deverá trabalhar em algumas das imagens.

Diário de Notícias
DN/Lusa
01 Janeiro 2019 — 09:14

[vasaioqrcode]

 

1304: 2018. Estas são as melhores fotografias de astronomia do ano

Veja aqui as imagens vencedoras do concurso deste ano Insight Investment Astronomy Photographer of the Year, promovido pelo Observatório de Greenwich, no Reino Unido

Diário de Notícias
DN
17 Novembro 2018 — 23:29

[vasaioqrcode]

 

1296: NASA revela fotografia de disco voador (e conta a sua verdadeira história)

USAF 388th Range Sqd. / Genesis Mission / NASA

Qualquer espécie que alcance as estrelas está condenada a acabar com as pontas dos dedos chamuscadas. Uma das últimas publicações da NASA no site Astronomy Picture of the Day é um lembrete dos percalços da nossa história espacial.

“Um disco voador do espaço caiu no deserto de Utah após ser detectado por radar e perseguido por helicópteros”, afirma a descrição da fotografia publicada no site Astronomy Picture of the Day. Ainda assim, a NASA não está a insinuar que tenha havido uma visita alienígena neste deserto.

O disco enterrado na areia era, na verdade, a cápsula de retorno da sonda espacial Genesis. Lançada a 8 de Agosto de 2001, a missão Genesis foi o ambicioso esforço da agência espacial para enviar uma nave com o objectivo de recolher amostras de vento espacial.

Ao recolher dados sobre a composição das partículas carregadas que fluíam da coroa do Sol, os investigadores esperavam determinar com precisão a composição da estrela e aprender mais sobre os elementos que estavam por perto quando os planetas do Sistema Solar foram formados. Para nos trazer essas amostras, a sonda Genesis foi equipada com uma cápsula de retorno.

A nave capturou o vento solar ao dobrar uma série de painéis, cada um carregado com materiais de alta pureza, como alumínio, safira, silício e até ouro.

“Os materiais que usamos nas matrizes dos colectores da Genesis tinham que ser fortes o suficiente para serem lançados sem quebrar; reter a amostra enquanto eram aquecidos pelo Sol e ser puros o suficiente para podermos analisar os elementos do vento solar”, explicou a cientista do projecto Amy Jurewicz, no dia 3 de Setembro de 2004.

Cinco dias depois, esta cápsula e as suas preciosas matrizes atingiram o solo em Utah, a uma velocidade de 310 quilómetros por hora – algo que não deveria ter acontecido.

Exactamente 127 segundos após reentrar na atmosfera, o morteiro a bordo da cápsula deveria ter explodido, libertando um para-quedas preliminar para desacelerar e estabilizar a descida. Aí, o para-quedas principal deveria abrir, fornecendo à cápsula uma descida suave até ao solo.

Após uma investigação minuciosa, descobriu-se que o erro se devia a um pequeno conjunto de sensores: eles haviam sido instalados de cabeça para baixo. Esses pequenos dispositivos detectaram as forças quando a cápsula caiu em direcção ao solo.

Infelizmente para a missão, o impacto causou sérios danos, destruindo vários arranjos e contaminando a preciosa carga que continha. No entanto, a missão não foi um fracasso. Alguns dos materiais resistentes dos colectores sobreviveram, e os investigadores conseguiram limpar as superfícies sem perturbar o material solar embutido no interior.

Com Genesis, aprendemos detalhes sem precedentes sobre a composição do Sol e as diferenças elementares entre a nossa estrela e os planetas internos do Sistema Solar.

ZAP // ScienceAlert

Por ZAP
16 Novembro, 2018

[vasaioqrcode]

 

1174: Cientistas criam a câmara mais rápida do mundo para captar lasers

CIÊNCIA

INRS

Três cientistas criaram uma tecnologia chamada “Fotografia ultra-rápida compactada de 10 biliões de frames por segundo” (T-CUP). Cem vezes mais rápida que o método de gravação mais rápido anteriormente usado.

Investigadores a trabalhar com lasers avançados realizavam experiências que se desenvolviam demasiado rapidamente para as câmaras actuais conseguirem acompanhar.

Como a necessidade aguça o engenho, os investigadores desenvolveram uma câmara especial 100 vezes mais rápida que o método de gravação mais rápido anterior, combinando dados de filmes com dados de imagens estáticas.

O T-CUP capta a imagem do laser em dois dispositivos: um gravador de movimento e uma câmara que faz uma única exposição da cena. A câmara de filme captura a cena no limite do que lhe é possível detectar e a câmara fotográfica faz uma única foto do movimento inteiro do laser.

Após recolhidos os dados, um computador combina as informações das duas câmaras, usando a imagem estática para preencher as lacunas do filme.

A investigação foi publicada na revista Nature em Agosto e, como resultado, os investigadores conseguiram um vídeo de 450 por 150 pixeis que dura 350 frames.

Jinyang Liang, Liren Zhu, Lihong V. Wang /
Uma imagem do T-CUP revela um pulso de laser de femtossegundo

Anteriormente, os investigadores eram obrigados a repetir a experiência com o laser vezes sem conta à frente da mesma câmara, até esta recolher os diferentes dados necessários para formar um único filme completo.

Essa técnica, agora obsoleta, para além de despender demasiado tempo, não chegava a funcionar para lasers demasiados compridos.

Por ZAP
21 Outubro, 2018

[vasaioqrcode]

 

795: NASA apresenta as “encantadoras” nuvens de Júpiter

NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Jason Major

A agência espacial norte-americana publicou as últimas imagens de inéditas nuvens “de grande altitude”, detectadas na zona temperada do norte de Júpiter.

A fotografia foi tirada pela sonda Juno que se encontrava à distância de 6200 quilómetros das camadas superiores das nuvens. Durante um longo período de tempo os cientistas tentaram descobrir a profundidade deste turbilhões que fazem parte do cinturão e formam um desenho tão complexo.

Os dados, recolhidos por Juno, mostram que as estruturas nubladas penetram profundamente na atmosfera do planeta.

A sonda Juno foi lançada em Agosto de 2011. Cinco anos depois, a sonda posicionou-se numa órbita estável em torno de Júpiter. O aparelho aproxima-se do planeta gasoso a cada 53 dias.

As missões da sonda são muito variadas, mas o seu objectivo principal passa por recolher mais informação sobre a atmosfera, o núcleo e os campos magnéticos e gravitacionais de Júpiter.

Até agora, a sonda Juno tem tirado fotografias dos pólos de Júpiter, registando fenómenos estranhos, tais como a formação de nuvens e auroras polares no planeta.

Recentemente, um grupo de cientistas dos Estados Unidos descobriu mais 12 luas em torno de Júpiter, conjecturando que as suas órbitas opostas resultam de colisões entre outros corpos celestes maiores.

Com a descoberta destas novas luas – observadas pela primeira vez em 2017 – sobe para 79 o número de satélites que orbitam o maior planeta do Sistema Solar.

Por ZAP
25 Julho, 2018

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=1476]

[powr-hit-counter id=700c36cf_1532504817459]

See also Blog

582: Câmara derrete enquanto fotografa lançamento de foguetão da NASA

Bill Ingalls / Facebook

Durante o lançamento do foguetão SpaceX Falcon 9, esta terça-feira, uma câmara fotográfica que filmava o momento derreteu.

A câmara do fotógrafo da NASA Bill Ingalls estava a registar o lançamento do foguetão SpaceX Falcon 9 quando derreteu. A Canon DSLR estava a cerca de 400 metros do lançamento, num complexo da Força Aérea da Califórnia, onde estavam mais cinco câmaras remotas.

No entanto, por incrível que pareças, todas as fotografias foram salvas. Segundo explicou o fotógrafo no Facebook, as fotografias ficaram todas guardadas e foram tiradas até ao momento em que a máquina derreteu.

Segundo o Jornal de Notícias, o fotógrafo regista lançamentos de foguetões desde 1989. Contudo, Bill Ingalls referiu que esta terá sido a primeira vez que uma das suas câmaras derreteu, sendo que outras que estavam mais perto do local não sofreram qualquer dano.

Quando a câmara deixou de ser um aparelho tecnológico e se transformou em labaredas, foram os bombeiros que a encontraram. “Pelo menos, ainda tirou uma foto (do lançamento do foguetão) antes de se desfazer”, disse o fotógrafo da NASA.

Para Bill Ingalls o problema sãos os resíduos que são projectados, como rochas que podem danificar ou, como neste caso, destruir o equipamento.

As câmaras que se encontram mais perto do lançamento de foguetões têm, geralmente, invólucros que as protegem. Por sua vez, as que estão mais longe têm filtros que protegem as suas lentes.

ZAP //

Por ZAP
24 Maio, 2018

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=1476]

[powr-hit-counter id=b08a78dd_1527206204169]

550: Astronauta filma “pôr-da-Lua” a partir da Estação Espacial Internacional

(CC0/PD) Activedia / pixabay

O astronauta russo Oleg Artemyev gravou um vídeo em que a Lua desaparece por trás de nosso planeta. As imagens do fenómeno foram publicadas no seu Instagram.

O astronauta russo Oleg Artemyev está a viajar a 27 mil km/h pelo espaço, na Estação Espacial Internacional, mas isso não o impediu de gravar um vídeo no qual a Lua se põe atrás da Terra. Artemyev partilhou o resultado na sua conta de Instagram no dia 4 deste mês.

O vídeo está em tempo real, e não acelerado como pode parecer inicialmente. “Tentei fazer um vídeo do pôr-da-Lua pela primeira vez”, escreveu no post.

Embora para nós, que estamos com os pés bem firmes no chão da Terra, seja um fenómeno muito diferente do estamos habituados, para os astronautas que estão a bordo da Estação Espacial Internacional, é um fenómeno absolutamente normal. Quer o pôr-do-Sol, quer o pôr-da-Lua, acontecem várias vezes por dia.

A Lua está a pôr-se, é como o bater do coração“, refere o astronauta russo, enquanto filma o movimento. “Agora vai alcançar a atmosfera”, conclui o autor do vídeo. Para se ser testemunha de tal fenómeno basta ser visitante da Estação Espacial Internacional (ou então esperar que as redes sociais tragam até nós as maravilhas do espaço).

Esta é a terceira missão de Oleg Artemyev no espaço. O astronauta está lá desde o dia 21 de Março de 2018, quando chegou a bordo do Soyuz MS-08 e já havia passado seis meses a bordo da Estação Espacial Internacional em 2014.

Actualmente, na Estação Espacial encontram-se os astronautas russos Oleg Artemiev e Anton Shkaplerov, os norte-americanos Andrew Feustel, Richard Arnold e Scott Tingle e o japonês Norishige Kanai.

ZAP // HypeScience

Por ZAP
16 Maio, 2018

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=1476]

[powr-hit-counter id=ca5be6f3_1526514218512]

 

313: Astrónomo amador assistiu por acaso à explosão de uma estrela

Um astrónomo amador argentino assistiu ao que nenhum profissional alguma vez conseguiu: uma supernova, o momento inicial da explosão de uma estrela super-massiva em fim de vida, numa constelação a 70 milhões de anos-luz.

Víctor Buso estava a testar a sua nova câmara montada no telescópio quando lhe saiu a “lotaria cósmica” – há 1 hipótese em 100 milhões de se conseguir ver a luz inicial emitida por uma supernova.

Na noite de 20 de Setembro de 2016, no seu “Observatorio Buso”, como chama ao terraço da sua casa em Rosário, Argentina, Victor Buso apontou o telescópio para a galáxia NGC 613 – galáxia em espiral a 70 milhões anos-luz na constelação Sculptor (Escultor).

E como a câmara era nova, decidiu logo examinar as imagens à medida que eram tiradas para ver se funcionava bem. Por isso reparou logo num ponto de luz nas imediações de NGC 613, que antes não estava lá. Um ponto que estava cada vez mais brilhante. Era uma estrela que vivia os seus últimos momentos numa explosão cataclísmica.

Fenómeno raro e imprevisível

As imagens de Víctor Buso são as primeiras alguma vez captadas daquele breve momento: quando uma onda de energia se liberta do interior de uma estrela na explosão.

Os modelos informáticos já tinham simulado esta fase da supernova, mas nenhum ser humano tinha alguma vez testemunhado.

Geralmente os astrónomos detectam a supernova quando já aconteceu há uns dias, nunca no seu início como aconteceu a Buso.

© UC-Santa Cruz/Las Campanas Observatory Astrónomo amador assistiu por acaso à explosão de uma estrela

A astrónoma Melina Bersten e a sua equipa do Instituto de Astrofísica de La Plata souberam da sorte de Buso, a palavra espalhou-se e um “batalhão” de astrónomos e físicos apontou os seus telescópios para o fenómeno. Alguns conseguiram ver a explosão durante mais de dois meses.

Segundo o estudo agora publicado na Nature, os novos dados recolhidos permitem compreender melhor a estrutura de uma estrela mesmo antes do seu desaparecimento na explosão. Por exemplo, conseguiram avaliar que a massa inicial da estrela era 20 vezes maior que a massa do Sol.

MSN Notícias
22/02/2018

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=42]

[SlideDeck2 id=42]

[powr-hit-counter id=ec6e150a_1519347848257]

266: Fotógrafo regista fenómeno extraterrestre incrível nos céus da Antárctida

Christopher Michel

Se não fosse por aquele ser humano admirado com o que estava a ver, nunca chegaríamos a saber que esta fotografia foi feita na Terra, e não é uma ilustração de algum filme de ficção científica ou algo assim? Provavelmente não.

A imagem foi feita pelo foto-jornalista Christopher Michel numa recente viagem à Antárctida. Michel tirou a fotografia apenas a um quilómetro do Polo Sul, enquanto vagueava pelo gelo com a Antarctic Logistics and Expeditions, uma empresa que prepara visitas científicas e turísticas durante o breve verão do continente.

O fenómeno mostrado na imagem parece extraterrestre, mas não é. É conhecido como parélio, e acontece quando há cristais de gelo no ar. Esses cristais podem ocorrer em nuvens cirrus, ou no caso de um lugar frio e seco como a Antárctida, podem ser suspensos no ar perto do solo.

Os cristais são pequenos hexágonos que tendem a flutuar horizontalmente. Nessa posição, refractam a luz, o que faz parecer que há outros dois pequenos sóis em volta do verdadeiro sol. Quando os cristais são mais verticais, criam uma auréola em torno do sol.

No caso da fotografia, a atmosfera estava cheia de cristais tanto na vertical quanto na horizontal, tornando possível a espectacular imagem que vemos.

A sensação “retro” causada pela imagem é propositada. Segundo o Earther, Michel inspirou-se numa fotografia de 1986 da primeira caminhada terrestre não assistida pelo Polo Sul. Essa própria expedição inspirou-se na viagem de Robert Falcon Scott ao Polo Sul em 1912 – naquela ocasião, o grupo de cinco pessoas chegou ao destino, mas acabou por morrer na caminhada de retorno.

“Michel conheceu Robert Swan, um dos viajantes de 1986, bem como Ghazala Ahmad-Mear, esposa de Roger Mear, outro dos viajantes do grupo de 1986, na Antárctida. Swan e Ahmad-Mear estavam lá para refazer a caminhada de mais de 1.000 km até o Polo Sul”, diz o texto do site.

“Durante o treino de volta ao campo da Union Glacier, Ghazala mostrou-me a minha primeira fotografia de um parélio – era a imagem de Roger na expedição Mear-Swan”, disse Michel. “Eu estava tão inspirado. Então, quando eu vi com os meus próprios olhos, pensei imediatamente em Roger, Robert e Ghazala – e, assim, dedico-lhes esta imagem”.

ZAP // HypeScience

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=42]

[powr-hit-counter id=1a8532c8_1517180724602]