4384: Dois dinossauros morreram como as vítimas de Pompeia. Foi há 125 milhões de anos, na China

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA/ARQUEOLOGIA

RBINS
Fóssil de um dos dinossauros encontrados pelos arqueólogos

Um grupo de arqueólogos na China acabou de descobrir dois fósseis de uma nova espécie de dinossauro, que estiveram presos no subsolo por 125 milhões de anos devido a uma erupção vulcânica pré-histórica. Os investigadores acreditam que os dinossauros foram sufocados pelas cinzas vulcânicas enquanto dormiam na sua toca subterrânea.

Segundo a CNN, os investigadores acreditam que os dinossauros viviam em tocas subterrâneas profundas, e que o seu ninho foi invadido por lava e cinzas. Os animais foram apelidados de Changmiania liaoningensis, ou de “eterno dorminhoco de Liaoning”.

Num comunicado à imprensa, os arqueólogos explicaram que encontraram os fósseis na actual província de Lianoning nos Leitos Lujiatun, que são as camadas mais antigas da Formação Yixian, uma geológica da China.

O paleontólogo Pascal Godefroit, do Instituto Real Belga de Ciências Naturais, explicou que os dinossauros “foram cobertos por sedimentos finos enquanto ainda estavam vivos ou logo após sua morte”, portanto acredita que “as espécies foram presas pela erupção vulcânica quando estavam no fundo das suas tocas, há 125 milhões de anos”.

Godefroit disse que os dinossauros encontrados pertencem à família do “dinossauro ornitópode, o mais primitivo até hoje”. Os ornitópodes eram dinossauros herbívoros que andavam sobre as suas duas pernas e tinham caudas e focinhos em forma de pá, mediam cerca de um metro de comprimento e possuíam “pernas muito poderosas”, sugerindo que corriam rapidamente.

De acordo com o estudo publicado no jornal Peer J em Setembro, acredita-se que os ornitópodes pré-históricos estavam a descansar quando foram mortos.

Curiosamente, acredita-se que os dinossauros morreram da mesma forma que as vítimas de Pompeia, que foram mortas pela mítica erupção do Monte Vesúvio. A morte deverá ter sido angustiante, já que as nuvens de cinza devem ter coberto toda a floresta pré-histórica de Liaoning.

Segundo um estudo de 2018, os habitantes de Pompeia que moravam perto do Monte Vesúvio morreram quando o seu sangue ferveu, o que fez com que os seus crânios explodissem.

Afinal, o abraço das Duas Donzelas de Pompeia pode ter sido dado entre dois homens

O abraço entre dois corpos petrificados, conhecidos como “As Duas Donzelas”, é uma imagem icónica da destruição trágica de Pompeia,…

Ler mais

Apesar de destruidora, a queda de cinzas em Pompeia preservou tudo o que revestiu – tal como aconteceu com estas espécies de dinossauros. Nos últimos anos, os cientistas chegaram a encontrar um cavalo na cidade que foi invadida depois da erupção do Monte Vesúvio.

ZAP //

Por ZAP
24 Setembro, 2020

 

spacenews

 

4340: Estudo genético revela segredos dos mastodontes americanos

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA/ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Charles R. Knight / Wikimedia

Um novo estudo genético analisou fosseis de mastodontes americanos, revelando alguns segredos destas criaturas e percebendo como reagiram às alterações climáticas.

Os mastodontes americanos encontram no elefante o seu espelho daquilo com que se poderiam ter assemelhado há mais de 11 mil anos, antes da sua extinção. Um novo estudo publicado este mês na revista científica Nature Communications mostra como é que estas criaturas reagiram às alterações ambientais.

Os investigadores envolvidos no estudo analisaram a informação genética preservada em 33 mastodontes. Vários museus e universidade colaboraram doando fosseis para o estudo.

Segundo o Gizmodo, os autores descobriram que, quando o nosso planeta aqueceu, criando um corredor de terra entre mantos de gelo, os mastodontes aproveitaram a expansão de árvores e plantas nesses climas. Com a descida das temperaturas, os mastodontes migaram para o sul, alterando a paisagem e possíveis fontes de alimento. Enquanto alguns prosperaram, outros ficaram isolados.

Quando o autor principal do estudo, Emil Karpinski, começou a investigação há seis anos, a variabilidade regional em mastodontes americanos foi praticamente negligenciada antes da descoberta do mastodonte do Pacífico, no ano passado. Este foi um percalço que atrasou significativamente o trabalho dos cientistas.

“Uma das partes mais difíceis quando trabalhamos com ADN antigo é que há muito pouco material do animal real deixado no osso”, explicou Karpinski ao Gizmodo. “Quando lidamos com amostras destes animais, poderíamos estar a falar em alguns locais com menos de 1% do ADN total. Alguns dos melhores materiais que saem da Sibéria, Alasca, Yukon, ocasionalmente você atinge os 60-70%”.

Karpinski e companhia conseguiram retirar 33 genomas mitocondriais de 122 fosseis.

“É o primeiro estudo genético em grande escala sobre navegadores da mega-fauna na América do Norte. É um grande aumento nos genomas mitocondriais de mastodontes”, acrescentou Karpinski.

Os mastodontes apresentam também uma grande variedade. Essa diversidade reflete-se nos cinco diferentes clados descobertos pela equipa. Por outras palavras, embora actualmente agrupados como mastodontes americanos, esses animais pertencem não a um, mas a cinco grupos genéticos distintos.

Os autores sugerem que descobrir como é que estes animais antigos responderam a alterações climáticas drásticas pode ajudar-nos a entender melhor as possíveis reacções de animais ao aquecimento global dos dias de hoje.

Karpinski salienta que este é apenas o primeiro passo para compreender a história evolutiva do mastodonte na América do Norte. “Este padrão de migração não se aplica apenas aos mastodontes. Estes animais não viviam isolados, mas em ecossistemas complexos repletos de outras plantas e animais”, explicou o especialista.

ZAP //

Por ZAP
16 Setembro, 2020

 

spacenews

 

4334: Os ancestrais do tubarão podem ter tido ossos antes da cartilagem

CIÊNCIA/BIOLOGIA

(CC0/PD) PIRO4D / Pixabay

Os esqueletos não ósseos dos tubarões eram considerados o padrão antes da evolução dos esqueletos ósseos internos. Agora, uma nova descoberta sugere exactamente o contrário.

Uma equipa de cientistas descobriu um fóssil de peixe, de 410 milhões de anos, com um crânio ósseo que sugere que os esqueletos mais leves dos tubarões podem ter evoluído de ancestrais ósseos, e não o contrário.

Os tubarões têm esqueletos de cartilagem. Apesar de se saber que os esqueletos cartilaginosos evoluem antes dos esqueletos, pensava-se que os tubarões se separaram de outros animais na árvore evolutiva antes de tal ter acontecido, mantendo os esqueletos cartilaginosos enquanto outros peixes, e até os humanos, desenvolvem ossos.

Agora, uma equipa composta por cientistas do Imperial College London, do Museu de História Natural e da Mongólia descobriu um peixe fóssil com um crânio ósseo que é um primo antigo dos tubarões. A descoberta pode sugerir, segundo o Europa Press, que os ancestrais dos tubarões desenvolveram osso, perdendo-o mais tarde – em vez de terem mantido o seu estado cartilaginoso inicial durante 400 milhões de anos.

“Foi uma descoberta muito inesperada”, comentou o cientista Martin Brazeau. O artigo científico foi publicado recentemente na Nature Ecology & Evolution.

Imperial College London/Natural History Museum

O peixe, encontrado na Mongólia, é uma espécie nova, que os cientistas chamaram de Minjinia turgenensis. Pertence a um grande grupo de peixes chamados “placodermos”, dos quais evoluíram os tubarões e todos os outros “vertebrados com mandíbulas”, animais com espinha dorsal e mandíbulas móveis.

A equipa está consciente de que uma só amostra não chega para validar a teoria, mas ainda têm muito material para classificar e esperança de que, no futuro, encontrem mais peixes ósseos precoces semelhantes.

ZAP //

Por ZAP
15 Setembro, 2020

 

spacenews

 

4321: Novo fóssil de macaco descoberto. É o ancestral mais antigo do gibão

CIÊNCIA/ARQUEOLOGIA

lucianosilva / Flickr
Os gibões estão actualmente sob ameaça de extinção devido à actividade do Homem

Um fóssil de macaco com 13 milhões de anos descoberto na Índia pertence ao ancestral mais antigo do gibão, revela uma nova investigação.

A descoberta preenche um grande vazio no registo fóssil dos símios e fornece novas evidências importantes sobre quando os ancestrais do gibão migraram de África para a Ásia.

Os resultados do estudo foram publicados esta semana na revista científica Proceedings of the Royal Society B. O fóssil, um molar inferior, pertence a uma espécie até então desconhecida, baptizada de Kapi ramnagarensis. É a primeira nova espécie de macaco descoberta no sítio arqueológico de Ramnagar, na Índia.

“Soubemos imediatamente que era um dente de primata, mas não se parecia com o dente de nenhum dos primatas encontrados anteriormente na área”, disse o líder da investigação, Christopher C. Gilbert, citado pela Phys.

“Pela forma e tamanho do molar, a nossa suposição inicial era que poderia ser de um ancestral do gibão, mas parecia bom demais para ser verdade, dado que o registo fóssil de macacos menores é virtualmente inexistente. Existem outras espécies de primatas conhecidas durante esse tempo, e nenhum fóssil de gibão foi encontrado em qualquer lugar perto de Ramnagar. Portanto, sabíamos que teríamos que fazer o nosso trabalho de casa para descobrir exactamente o que era este pequeno fóssil”, acrescentou o especialista.

O fóssil foi descoberto em 2015, mas só agora é que os cientistas concluíram os anos de estudo, análises e comparações para verificar a validade do seu argumento.

“O que descobrimos foi bastante convincente e apontava inegavelmente para as afinidades entre o dente de 13 milhões de anos e os gibões”, disse a co-autora do estudo Alejandra Ortiz.

“Mesmo que, por enquanto, tenhamos apenas um dente e, portanto, precisemos de ser cautelosos, esta é uma descoberta única. Ela atrasa o mais antigo registo fóssil conhecido de gibões em pelo menos cinco milhões de anos, fornecendo um muito necessária vislumbre dos primeiros estágios da sua história evolutiva”, acrescentou.

O estudo contribui para a ideia de que a migração de grandes macacos e macacos menores de África para a Ásia aconteceu mais ou menos na mesma época e nos mesmo locais.

“Saber que os ancestrais do gibão e do orangotango existiram no mesmo local no norte da Índia há 13 milhões de anos e podem ter uma história de migração semelhante pela Ásia é muito porreiro”, confessou o co-autor Chris Campisano.

ZAP //

Por ZAP
14 Setembro, 2020

 

spacenews

 

4308: Fóssil de árvore com 10 milhões de anos revela uma drástica mudança ambiental

CIÊNCIA/BIOLOGIA/PALEOBOTÂNICA/PALEONTOLOGIA

(dr) Rodolfo Salas Gismondi / STRI
O fóssil de árvore gigante descoberto no Altiplano, no Peru

Investigadores a trabalhar no Altiplano, no Peru, descobriram um fóssil de árvore gigante enterrado nas planícies. Os 10 milhões de anos de história revelados não combinam com o que os cientistas achavam saber sobre o clima antigo.

De acordo com o site Science Alert, o fóssil desta árvore gigante revelou que, na altura em que esta morreu, em meados do período Neogeno, o clima da América do Sul era muito mais húmido do que se pensava.

“Esta árvore e as centenas de amostras fósseis de madeira, folhas e pólen que recolhemos durante a expedição revelam que, quando estas plantas eram vivas, o ecossistema era mais húmido – ainda mais do que os modelos climáticos do passado previam”, declarou Camila Martinez, paleobotânica do Instituto de Pesquisa Tropical Smithsonian (STRI), localizado no Panamá.

“Provavelmente, não existe um ecossistema moderno comparável, porque as temperaturas eram mais altas quando estes fósseis foram depositados há 10 milhões de anos“, acrescentou a investigadora, uma das autoras do estudo publicado, a 28 de Agosto, na revista científica Science Advances.

Segundo o mesmo site, muita coisa mudou ao longo desses 10 milhões de anos para transformar a área de um ecossistema húmido e diverso no estado árido e esparso em que se encontra hoje – pelo menos uma mudança na elevação de cerca de dois mil para quatro mil metros.

E os fósseis de plantas recuperados com apenas cinco milhões de anos sugerem que a maior parte da mudança já havia ocorrido naquela época. Estas mostram evidências de gramíneas, samambaias, ervas e arbustos, sugerindo um ecossistema semelhante ao de Puna dos dias de hoje, ao invés de um que poderia ter sustentado o crescimento de árvores enormes.

Na escala da história da Terra, essa é uma mudança rápida num curto espaço de tempo, causada por movimentos na litosfera da Terra sob a América do Sul ao longo de muitos milhões de anos.

“O registo fóssil da região diz-nos duas coisas: tanto a altitude como a vegetação mudaram dramaticamente num período relativamente curto de tempo, apoiando a hipótese que sugere que a elevação tectónica dessa região ocorreu em pulsos rápidos”, disse o paleobotânico do STRI, Carlos Jaramillo, e outro dos autores da pesquisa.

ZAP //

Por ZAP
11 Setembro, 2020

 

spacenews

 

4276: Réptil gigante mordeu 46 vezes a perna de uma preguiça (e há um fóssil que o prova)

CIÊNCIA/PALEOBIOLOGIA

(dr) Rodolfo Salas-Gismondi

Há 13 milhões de anos, uma preguiça passeou demasiado perto da água. Um réptil gigante, semelhante a um crocodilo, atacou-a severamente, deixando 46 marcas na pata traseira do animal.

Em 2004, o paleontólogo argentino François Pujos encontrou um fóssil danificado de uma tíbia, um dos ossos da perna, na Formação Pebas ao longo do Rio Napo, no Peru. Durante vários anos, o investigador permaneceu sem saber o que seriam as marcas contidas no fóssil, até agora: afinal, eram mordidas.

Para o novo estudo, publicado recentemente na Biology Letters, a equipa de cientistas analisou as 46 marcas e chegou à conclusão de que seriam mordidas deixadas por um Purussaurus, um réptil gigante que se assemelha aos crocodilos de hoje e que pode atingir os 10 metros de comprimento, o que o torna o maior predador não marinho conhecido após a extinção de dinossauros não aviários.

Quanto à vítima, os cientistas suspeitam de que se trata de uma preguiça terrestre (Pseudoprepotherium sp.), que terá vivido há, pelo menos, 13 milhões de anos.

“A mordida foi tão poderosa que muitos dentes perfuraram a tíbia e romperam extensas porções do osso cortical. A preguiça terrestre não sobreviveu“, explicou Rodolfo Salas-Gismondi, paleontólogo do Laboratório de BioGeoCiências da Universidade Cayetano Heredia em Lima, no Peru.

Segundo o Live Science, análises anteriores indicavam que a mordida mais poderosa do reino animal alguma vez analisada era, pelo menos, quatro vezes menos forte do que a deste crocodilo.

“Este é um retrato incomum do comportamento alimentar do maior predador não marinho desde a extinção dos dinossauros não aviários. Recuperamos milhares de ossos fósseis das localidades amazónicas e, até agora, a tíbia da preguiça é o único osso com marcas de dentes que descobrimos”, informou Salas-Gismondi.

A partir desta descoberta, os investigadores foram capazes de reconstruir o exacto momento em que o crocodilo atacou a preguiça, há 13 milhões de anos, na região onde actualmente se situa o Peru.

ZAP //

Por ZAP
4 Setembro, 2020

 

spacenews

 

4261: Fóssil com 250 milhões de anos pode ser o exemplo mais antigo de um estado de hibernação

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA/PALEOBIOLOGIA

paleopeter / Flickr
Lystrosaurus

Cientistas descobriram o fóssil de um animal que viveu no início do Triássico, há cerca de 250 milhões de anos, que parece estar num estado semelhante à hibernação.

Na hibernação, os animais entram num estado de dormência, no qual ficam completamente inactivos durante um certo período de tempo. No caso do torpor, um estado de hibernação, a taxa metabólica desacelera, diminuindo a sua temperatura corporal e necessidades energéticas.

De acordo com o site IFLScience, o fóssil agora descoberto sugere que algum tipo de estado de torpor emergiu em vertebrados muito antes dos mamíferos e dinossauros evoluírem.

Trata-se do fóssil de um Lystrosaurus, um parente ancestral dos mamíferos que viveu pouco antes do maior evento de extinção da Terra no final do Período Permiano, tendo visto o desaparecimento de 70% das espécies de vertebrados do planeta.

Os seus restos mortais foram encontrados em lugares como a Índia, China, Rússia, partes de África e Antárctica. O fóssil revela que estes animais tinham mais ou menos o tamanho de um porco, embora alguns tivessem entre 1,8 a 2,4 metros.

Estas criaturas não tinham dentes, mas sim um par de grandes presas (dentes compridos), que os investigadores suspeitam que fossem usadas para forragear e procurar vegetação, raízes e tubérculos.

Segundo o mesmo site, estas presas foram parte integrante da descoberta do fóssil pois, como cresceram continuamente ao longo da vida do animal, permitem dar detalhes sobre o seu metabolismo, crescimento e doenças.

Os investigadores conseguiram fazer cortes transversais das presas fossilizadas de seis Lystrosaurus da Antárctica e quatro da África do Sul. Todas cresceram de forma semelhante, com camadas de dentina que cresceram em círculos concêntricos muito parecidos com os anéis de uma árvore.

As presas da Antárctica, no entanto, eram únicas, pois tinham anéis grossos e pouco espaçados. Segundo a equipa, isto indica que o animal estava a depositar menos dentina devido ao stress, o que corresponde com as marcas de stress observadas nos dentes de animais modernos que hibernam.

Esta evidência não é suficiente para saber com certeza se o Lystrosaurus hibernou ou entrou em estado de torpor, mas mostra que exibiu algum tipo de “desaceleração de inverno” em regiões frias.

“Animais de sangue frio desligam, muitas vezes, o seu metabolismo de forma integral durante as temporada mais difíceis, mas muitos animais de sangue quente que hibernam frequentemente reactivam o seu metabolismo durante o período de hibernação”, afirma Megan Whitney, investigadora da Universidade de Harvard, nos EUA, e autora principal do estudo publicado, a 27 de Agosto, na revista científica Communications Biology.

“O que observámos nas presas do Lystrosaurus da Antárctica encaixa-se no padrão de pequenos ‘eventos de reactivação’ metabólica durante um período de stress, que é mais semelhante ao que vemos em ‘hibernadores’ de sangue quente nos dias de hoje”, concluiu.

ZAP //

Por ZAP
2 Setembro, 2020

 

spacenews

 

4238: Cientista descobre “por acaso” fóssil de dinossauro com 166 milhões de anos

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Stephen L. Brusatte
A paleontóloga Elsa Panciroli junto ao seu achado

Um osso de dinossauro, da era jurássica, foi encontrado por uma cientista enquanto corria na praia, na Ilha de Eigg – na Escócia. Os cientistas acreditam que o osso pertence à família dos dinossauros, mais conhecida pelo reconhecível estegossauro.

O fóssil de dinossauro tem 166 milhões de anos, e mede cerca de 50 cm de comprimento. Os cientistas acreditam que o osso pertence a um dinossauro estegossauro, que viveu durante o período jurássico médio. A descoberta deixa claro que os estegossauros estiveram na Escócia, nessa época.

A paleontóloga Elsa Panciroli, investigadora dos Museus Nacionais da Escócia, fez uma “descoberta extremamente significativa”, quando estava (literalmente) a correr ao encontro dos seus colegas paleontólogos.

Elsa PanciroliO fóssil encontrado (acidentalmente) por Elsa Panciroli

A cientista deparou-se com o inesperado. “Não estava claro a que tipo de animal o osso pertencia, mas não havia dúvidas que era um osso de dinossauro”, explicou Panciroli que encontrou o osso por um simples acaso.

Encontrado numa rocha na costa escocesa, o osso, encontrava-se muito danificado pelas ondas do mar. Contudo, o fóssil ainda apresentava condições para ser estudado pela equipa de paleontólogos.

Depois de ser removido da rocha, o osso foi levado para o laboratório para ser analisado. Pertencia ao membro posterior de um estegossauro, concluiu a equipa de investigadores.

Elsa Panciroli
O fóssil encontrado pertence ao membro posterior do estegossauro

A descoberta é um marco para a escocesa, depois de 200 anos de investigações naquela zona. À Sky News, Panciroli conta que “os fósseis do jurássico médio são raros, e até agora os únicos fósseis de dinossauros encontrados na Escócia estavam apenas localizados na Ilha de Skye”.

A Ilha de Eigg já era famosa por lá já terem sido encontrados fósseis do jurássico médio. Hugh Miller, geólogo do século 19, descobriu na altura, vestígios de répteis marinhos e peixes na região.

Contudo, Steve Brusatte, da Universidade de Edimburgo, acredita que esta descoberta de Panciroli é ainda mais notável pois “até agora, ninguém tinha conseguido encontrar ossos de dinossauro em Eigg”.

O fóssil está agora nas colecções dos Museus Nacionais da Escócia, em Edimburgo.

ZAP //

Por ZAP
27 Agosto, 2020

 

spacenews

 

4225: Encontradas pegadas animais com 313 milhões de anos no Grand Canyon

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Hostelworld.com
Grand Canyon, EUA

Uma equipa de paleontólogos norte-americanos descobriu rastos de animais que caminharam pelas dunas do Grande Canyon há 313 milhões de anos.

A investigação levada a cabo confirmou que os vestígios encontrados são pegadas fósseis de animais, as mais antigas deste tipo já encontradas no Parque Nacional do Grand Canyon, localizado no estado norte-americano do Arizona.

Estas pegadas “estão entre os rastos mais antigos na Terra de animais que põem ovos com casca, como é o caso dos répteis”, afirmou o o paleontólogo Stephen Rowland, envolvido na descoberta e cujos resultados foram esta semana publicados na revista PLOS.

A descoberta ocorreu depois de um penhasco do Grand Canyon ter desabado, nota o NPR.

Foto do perfil, abre a página do perfil no Twitter em uma nova aba

NPR
@NPR
A geologist has discovered a pair of fossil footprints that researchers say are the oldest of their kind in the Grand Canyon — dating back 313 million years.
Fallen Boulder Reveals 313 Million-Year-Old Fossil Footprints At Grand Canyon
The side-by-side tracks of two ancient animals have been called “by far the oldest vertebrate tracks in Grand Canyon.”
npr.org

Os vestígios foram encontrados em meados de 2016, quando o professor de geologia Allan Krill fazia uma caminhada com os seus alunos pela área e estes encontraram marcas incomuns numa rocha que caiu de um penhasco do formação rochosa.

Krill enviou uma fotografia do que viram a Rowland e foi aí que a investigação começou.

Stephen Rowland/ CC BY 4.0

As análises levadas a cabo concluíram que as pegadas em causa registaram a passagem de dois animais que caminharam separadamente pelas dunas de areia, oito milhões de anos antes do que se pensava até então.

Ao reconstruir a cena, os cientistas concluíram que os vestígios pertenciam a espécies ovíparas quadrúpedes: um par de pegadas consiste em 28 marcas de garras em cada impressão, enquanto o outro conjunto sugere que o animal em causa poderia ter uma perna direita ferida, uma vez que não havia marcas de garras desse lado.

Esta descoberta representa também “a primeira evidência de animais vertebrados a caminhar em dunas de areia” no local, acrescentou ainda Rowland.

ZAP //

Por ZAP
26 Agosto, 2020

 

spacenews

 

4219: Fóssil mostra ancestral réptil marinho a engolir uma presa enorme

CIÊNCIA/BIOLOGIA/PALEONTOLOGIA/ZOOLOGIA

Wikimedia
Representação de um Ictiossauro (E) e de um Plesiossauro (D), por Édouard Riou (1863).

Um fóssil de um antigo ictiossauro mostra que este réptil marinho morreu pouco depois de engolir uma presa enorme. A criatura terá partido o pescoço, acreditam os investigadores.

Os ictiossauros são répteis marinhos que desapareceram um pouco antes da extinção dos dinossauros. Uma equipa de investigadores encontrou um fóssil de uma destas criaturas com cinco metros de comprimento com um corpo de um animal de quatro metros no interior do seu estômago.

“É o maior de todos os tempos”, salientou Ryosuke Motani, da Universidade da Califórnia. Aparentemente, o ictiossauro terá-se magoado no pescoço no processo de consumir a pesa e acabou por morrer pouco mais tarde, escreve a New Scientist.

Os cientistas não conhecem bem a dieta destes répteis marinhos, embora saibam que, pela forma dos seus dentes, alguns dos maiores espécimes eram predadores de topo que caçavam grandes presas.

“Havia algo no seu estômago que estava saliente”, explicou Motani, que juntamente com a sua equipa esteve sete anos a tentar identificar a presa dentro do estômago do ictiossauro. Os resultados do estudo foram publicados este mês na revista científica iScience.

A última refeição deste ancestral réptil marinho foi um talattossauro, que embora tenha um tamanho quase idêntico ao ictiossauro, é bem mais magro. Na altura em que o fóssil foi descoberto, em 2010, esta espécie ainda era desconhecida à ciência.

O ictiossauro mordeu a cabeça e a cauda do talattossauro, provavelmente sacudindo-o. De seguida, engoliu todo o corpo decapitado e sem cauda, explicou a New Scientist. “O pescoço foi partido a um ponto de não conseguir segurar o crânio”, disse Motani. “Não conseguia respirar”.

Motani realça que este talattossauro poderá ter sido um espécime anormalmente grande, já que os restantes teriam apenas entre um e dois metros de comprimento.

ZAP //

Por ZAP
25 Agosto, 2020

 

spacenews

 

4178: Fóssil preserva olhos de animal com mais de 429 milhões de anos

CIÊNCIA

Investigadores descobrem que fóssil encontrado na República Checa preserva olhos de trilobita com mais de 429 milhões de anos

Brigitte Schonemann, da Universidade de Colónia, Alemanha, e Euan Clarkson, da Universidade de Edimburgo, Escócia, estudaram uma rocha descoberta na República Checa e constataram que o trilobite ali fossilizado mantém a estrutura ocular intacta. Este espécime está muito bem preservado e permitiu aos cientistas aprenderem mais sobre como os olhos deste animal evoluíram.

O fóssil do trilobite tem apenas um centímetro e está dividido ao meio, permitindo ver a forma das estruturas num dos olhos. Estes artrópodes (animais invertebrados de exoesqueleto rígido), que viveram há milhões de anos, apresentam olhos compostos, semelhantes aos das moscas actuais. Na parte de cima de cada componente do olho há uma lente com as células em cone a ajudar a processar a luz, até ao receptor que depois envia o sinal ao cérebro. Toda esta forma de funcionar foi apreendida através da observação deste fóssil, explica a publicação ArsTechnica. Neste trilobite, o cone aparenta ser minúsculo e a lente bastante mais grossa do que nos congéneres estudados anteriormente.

Outra vertente estudada pelos investigadores prende-se com o ambiente envolvente desta estrutura. Os investigadores encontraram paredes estruturais, com pigmentos escuros estáveis o suficiente para se manterem preservados nos fósseis. Estas paredes ajudam a manter a luz bloqueada, à semelhança do que acontece em animais do conhecimento geral, como o camarão. Por outro lado, o habitat destes trilobites seria um local bem iluminado e com águas rasas.

Os investigadores apontam que quase tudo sobre este olho composto parece ser moderno e comparável com o que encontramos nos insectos e em muitos crustáceos da actualidade.

Exame Informática
17.08.2020 às 08h33

 

spacenews

 

4168: “Crocodilo do terror” tinha dentes do tamanho de bananas e comia dinossauros

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Daderot / Wikimedia
O “crocodilo do terror” Deinosuchus hatcheri

Um novo estudo descobriu um grupo de crocodilos antigos que tinham cerca de 10 metros de comprimento e dentes “do tamanho de bananas”, que lhes permitiam derrubar até os maiores dinossauros do seu ecossistema.

De acordo com o site IFLScience, o género em questão designa-se por Deinosuchus e o novo estudo, publicado, a 29 de Julho, na revista científica Vertebrate Paleontology, descreve duas espécies: Deinosuchus hatcheri e Deinosuchus riograndensis.

Estes crocodilos pré-históricos, que tinham cerca de 10 metros de comprimento, viveram na América do Norte há 75-82 milhões de anos. Pesquisas anteriores já tinham sugerido que eram capazes de se alimentar de dinossauros.

Agora, ao olhar para os novos espécimes, uma equipa de cientistas confirmou que este animal tinha realmente capacidades para se alimentar do que bem lhe apetecesse. Os fósseis analisados revelaram marcas de mordidas do D. riograndensis em tudo, desde carapaças de tartarugas a ossos de dinossauros.

Embora o nome do género possa ser traduzido como “crocodilo do terror”, os Deinosuchus eram, na verdade, mais parentes dos aligatores. A morfologia do crânio é ainda um pouco confusa, pois não se parece muito com nenhum dos dois animais: tinha um focinho longo e largo com uma ponta bulbosa.

“O Deinosuchus foi um gigante que deve ter aterrorizado vários dinossauros que foram até à beira da água para beber. Estes novos espécimes que examinámos revelam um predador bizarro e monstruoso com dentes do tamanho de bananas“, afirma Adam Cossette, um dos autores do estudo e investigador da Faculdade de Medicina Osteopática do Instituto de Tecnologia de Nova Iorque, mas no campus da Arkansas State University.

ZAP //

Por ZAP
15 Agosto, 2020

 

spacenews

 

4155: Há um novo primo do T-Rex e foi descoberto na praia

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Ossos fossilizados foram encontrados por acaso na ilha de Wight, Reino Unido. O seu estudo mostrou que se trata de uma nova espécie de dinossauro.

Uma visão artística do nova espécie de dinossauro.
© Trudie Wilson

Há um novo dinossauro na família do famoso T-Rex. Chama-se Vectaerovenator inopinatus, em alusão ao formato dos seus ossos, cheios de espaços vazios, e viveu no período Cretáceo, há cerca 115 milhões.

O estudo dos seus ossos fossilizados, por um grupo de investigadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido, mostra que ele era um terópode (um dinossauro bípede carnívoro, que tinha uns respeitáveis quatro metros de comprimento. Mas o que sobretudo marca esta descoberta é que ela foi tudo menos banal.

A história desta nova espécie começa em 2019, numa pequena praia da ilha de Wight, no Reino Unido, quando Robin Ward, um paleontólogo amador de Stratford-upon-Avon (famosa por ter sido a terra natal de Shakespeare) ali passava férias com a família.

Na praia de Shanklin, Ward acabou por encontrar muito mais do que um aprazível areal para ir a banhos e descansar. Num dos seus passeios na zona à beira-mar encontrou dois ossos fossilizados que, percebeu logo, não eram nada comuns.

“Pensei que eram especiais, por isso levei-os comigo quando visitámos o Dinosaur Isle Museum [museu local dedicado aos dinossauros e à paleontologia] “, conta Robin Ward, citado num comunicado da Universidade de Southampton sobre o achado.

“Eles perceberam de imediato que aquilo era algo raro e perguntaram-me se poderia doar o achado para ser investigado”. Foi o que fez.

Mas o tesouro ainda não estava completo. Em poucas semanas, um outro veraneante, James Lockier, de Spaldind, no Lincolnshire, e um habitante local, Paul Farrell, haveriam de descobrir mais dois ossos, completando assim o conjunto de quatro cujo estudo permitiu agora enriquecer o puzzle da evolução com uma nova espécie de dinossauro.

Conta James Lockier, que também é um amador veterano de fósseis: “Quando a encontrei numa zona pouco frequentada de Shanklin, pareceu-me diferente de todas as vértebras de réptil marinho que tinha visto antes.” A sua intuição não podia estar mais certa.

Duas das vértebras encontradas.
© Universidade de Southampton

Paul Farrel, o único habitante da ilha nesta história de felizes achados, pensou logo em dinossauros quando, pela mesma altura, encontrou o fóssil no areal. Afinal, a ilha de Wight é uma região conhecida pela sua riqueza paleontológica – tal como acontece na Lourinhã, em Portugal, aquela é um das regiões da Europa mais ricas em fósseis de dinossauros.

“Caminhava ao longo da praia, a olhar para as pedras, quando dei com o que parecia um osso de dinossauro”, lembra Farrel. O que não podia supor na altura, porém, é que a sua descoberta iria ajudar a descobrir uma nova espécie há muito extinta. “Foi uma emoção sabe-lo”, confessa.

Doação dos fósseis foi decisiva

O Vectaerovenator inopinatus foi estudado e identificado por investigadores da Universidade de Southampton, a partir dos quatro fósseis, que são vértebras do pescoço, das costas e da cauda, possivelmente pertencentes ao mesmo animal.

De acordo com os cientistas, o facto de os quatro fósseis terem sido encontrados na mesma zona, e com poucas semanas de diferença, é uma indicação forte nesse sentido.

Uma das características que impressionaram os paleontólogos nestes fósseis é que eles contêm vários espaços ocos, o que permite colocá-los na linhagem das modernas aves.

“O registo de dinossauros terópodes do Cretáceo Médio na Europa não é muito grande, por isso é fantástico termos conseguido ampliar o nosso conhecimento sobre a diversidade de espécies de dinossauros daquele período”, afirmou Chris Barker, o principal autor do estudo, citado no comunicado da sua universidade.

“Embora o material fosse suficiente para determinar o tipo de dinossauro, o ideal era encontrar mais fósseis para podermos refinar a nossa análise”, afirmou o mesmo investigador, sublinhando a importância da atitude das pessoas que fizeram o achado para o avanço da ciência.

“Estamos muito agradecidos pela doação destes fósseis à ciência e pelo importante papel que a ciência-cidadã pode desempenhar na paleontologia”, afirmou.

Martin Munt, curador do Dinosaur Isle Museum, onde os fósseis estão a partir de agora em exposição, é da mesma opinião.

“Esta notável descoberta por três pessoas diferentes de fósseis que estão relacionados entre si vem aumentar a nossa grande colecção. É fantástico poder agora confirmar a sua importância e mostrá-los ao público.”

Segundo a Universidade de Southampton, o estudo sobre os fósseis da praia de Shanklin vai, entretanto, ser publicado na revista científica Papers in Paleontology.

Diário de Notícias

 

spacenews

 

4142: “Formiga do inferno.” Descoberto fóssil preservado em âmbar com 99 milhões de anos

CIÊNCIA/PALEOBIOLOGIA

NJIT / CAS / University of Rennes

Uma equipa internacional de cientistas encontrou um fóssil preservado em âmbar que ilustra o exacto momento em que uma formiga pré-histórica devora a sua presa.

De acordo com o artigo científico, publicado recentemente na Current Biology, a Ceratomyrmex ellenbergeri, uma formiga conhecida como “infernal”, usava uma espécie de chifre para prender as suas presas.

O fóssil, com mais de 99 milhões de anos, foi encontrado em Myanmar e ilustra o exacto momento em que a “formiga do inferno” prende a sua presa numa espécie de pinça formada pela sua mandíbula e pelo “chifre” – o clípeo presente até hoje noutras espécies de formigas.

No entanto, o “chifre” da Ceratomyrmex ellenbergeri tem um formato ligeiramente diferente. Nesta descoberta estiveram envolvidos cientistas do New Jersey Institute of Technology (NJIT), da Chinese Academy of Sciences (CAS) e da University of Rennes.

Citado pelo Europa Press, Phillip Barden, professor no Departamento de Ciências Biológicas do NJIT e principal autor do estudo, disse que haver um registo deste momento num fóssil é algo “extremamente raro”. Presenciar um “comportamento fossilizado é inestimável.”

Além disso, esta predação fossilizada confirma a hipótese, já avançada por alguns investigadores, sobre o funcionamento das peças bucais das “formigas do inferno”. “A única forma de capturar presas é as peças bucais moverem-se para cima e para baixo numa direcção diferente da de todas as formigas vivas”, explicou Barden.

Aliás, segundo os investigadores, estas adaptações podem explicar a diversidade de mandíbulas e clípeos observados nas 16 espécies de formigas do grupo “infernal”.

ZAP //

Por ZAP
11 Agosto, 2020

 

spacenews

 

4092: Afinal, fóssil de dinossauro descoberto em Myanmar pode ser de um lagarto

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

(dr) Lida Xing
Fóssil do Oculudentavis khaungraae

Novas descobertas mostram que um fóssil que se pensava ser de um pequeno dinossauro com penas pode, afinal, ser de um lagarto.

De acordo com o site Live Science, as novas descobertas fizeram com que o estudo original, publicado em Março na revista científica Nature, apresente agora uma nota de retratação, incluída na passada quarta-feira, dia 22 de Julho.

“Nós, autores, estamos a retratar este artigo para prevenir que informações imprecisas permaneçam na literatura. Embora a descrição do Oculudentavis khaungraae permaneça precisa, um novo espécime não publicado lança dúvidas sobre a nossa hipótese em relação à posição filo-genética do HPG-15-3″, pode ler-se.

O crânio envolto em âmbar, com 99 milhões de anos, foi descoberto numa mina em Myanmar e os cientistas concluíram que se tratava de um dinossauro parecido com um pássaro (e que provavelmente era o menor já encontrado).

No novo estudo, que para já só está no repositório aberto de pré-publicação bioRxiv, os cientistas examinaram novamente as tomografias computorizadas do animal, tendo descoberto que certas características se alinhavam muito melhor às de um lagarto (como é o caso dos dentes e da fenestra).

Embora tenham quase a certeza que se trata de um lagarto, os cientistas referem que, neste momento, ainda não têm “evidências conclusivas para a re-identificação” desta criatura.

Apesar desta reviravolta, os cientistas consideram que isto não nega a importância da sua descoberta. “É apenas um animal realmente estranho e uma descoberta importante, independentemente de ser um pássaro estranho ou um lagarto estranho com cabeça de pássaro”, disse ao mesmo site Jingmai O’Connor, uma das autoras do estudo e professora sénior de Paleontologia de Vertebrados da Academia Chinesa de Ciências.

ZAP //

Por ZAP
1 Agosto, 2020

 

spacenews

 

4030: Encontrado fóssil de coruja gigante canibal que viveu há 40 mil anos

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Rhododendrites / Wikimedia

Cientistas da Argentina e do Equador apresentaram, esta segunda-feira, uma nova espécie de coruja gigante que viveu na América do Sul há 40 mil anos.

De acordo com a agência AFP, citada pelo jornal brasileiro Correio do Povo, a nova espécie, baptizada Asio ecuadoriensis, tinha aproximadamente 70 centímetros de altura e 1,5 metros de largura.

Os fósseis foram encontrados em explorações realizadas, entre 2009 e 2012, pelo departamento de Biologia da Escola Politécnica Nacional de Quito numa caverna da província de Chimborazo, no centro do Equador, a 2800 metros acima do nível do mar, na chamada Quebrada Chalán.

“Uma das suas particularidades é que, aparentemente, tinha preferência por consumir outras corujas menores”, explicou o paleontólogo do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (CONICET), Federico Agnolin, e um dos autores do estudo publicado na revista científica Journal of Ornithology.

A nova espécie “consumia especialmente outros tipos de corujas, o que nos mostra que esta coruja gigante era praticamente o que se pode chamar de uma coruja canibal. É uma raridade biológica”, acrescentou o mesmo investigador.

(dr) Agencia CTyS-UNLaM
Tarsometatarso direito da coruja Asio ecuadoriensis e ilustração desta nova espécie realizada pelo paleontólogo Sebastián Rozadilla

Em declarações à agência de divulgação científica da Universidade Nacional La Matanza (CTyS-UNLaM), o investigador do Laboratório de Anatomia Comparada e Evolução dos Vertebrados do Museu Argentino de Ciências Naturais (LACEV-MACN) e do CONICET, Gastón Lo Coco, acrescentou que “as patas desta coruja gigante eram compridas e finas, sendo eficazes na hora de capturar presas difíceis”.

No total, os cientistas encontraram nesta caverna restos de quatro espécies de corujas: a recentemente descoberta e outras três que ainda existem actualmente (Glaucidium sp., Tyto furcata e Athene cunicularia). Apesar de ser a espécie dominante, a A. ecuadoriensis não conseguiu sobreviver até aos nossos dias.

Os cientistas ainda não sabem porque é que esta espécie desapareceu, mas acreditam que a sua extinção poderá estar relacionada com dificuldades de adaptação devido às alterações climáticas.

“Achamos que a mudança climática que ocorreu há cerca de 10 mil anos, quando acabou a Era do Gelo, responsável por parte da extinção dos grandes mamíferos, também foi responsável pela extinção destas grandes aves predadoras, das quais há na actualidade poucas espécies, como as grandes águias das florestas e o condor-dos-andes”, concluiu Agnolin.

ZAP //

Por ZAP
21 Julho, 2020

 

spacenews

 

3985: Descoberta nova espécie de dinossauro carnívoro em Portugal

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Um novo género e espécie de dinossauro carnívoro terópode, cujos fósseis foram escavados em arribas dos concelhos de Torres Vedras e da Lourinhã, foi agora descrito na revista internacional “Journal of Vertebrate Paleontology” por paleontólogos portugueses e espanhóis.

A descoberta do ‘Lusovenator santosi’, com 145 milhões de anos, pertencente ao Jurássico Superior de Portugal, mostra que estes animais estavam presentes no hemisfério norte, 20 milhões de anos antes do que indicava o registo conhecido, concluíram Elisabete Malafaia, Pedro Mocho (Universidade de Lisboa), Fernando Escasso e Francisco Ortega, todos investigadores ligados à Sociedade de História Natural de Torres Vedras e à Universidade Nacional de Educação à Distância de Madrid (Espanha).

O dinossauro que pertence ao grupo dos carcharodontossauros, vem reforçar a tese de que a Península Ibérica é uma “região fundamental para compreender o processo de dispersão deste grupo de animais no hemisfério norte durante o final do Jurássico, vários milhões de anos antes destes dinossauros se tornarem os maiores predadores terrestres no hemisfério sul, no final do Cretácico”, explicou Elisabete Malafaia à agência Lusa.

A nova espécie foi identificada a partir de restos recolhidos nas duas últimas décadas nas jazidas das praias de Valmitão (Lourinhã) e de Cambelas (Torres Vedras).

De início, os fósseis foram atribuídos ao dinossauro carnívoro terópode ‘Allosaurus’, mas uma análise mais detalhada do material permitiu aos paleontólogos identificar um conjunto de características exclusivas que permitiu estabelecer este novo género e espécie.

Os carcharodontossauros, de que havia registos do Cretáceo Inferior (130 milhões de anos) e no final do Cretáceo (100 milhões de anos), são um grupo de dinossauros carnívoros que inclui alguns dos maiores predadores que habitaram o planeta.

Na Península Ibérica o grupo estava representado apenas pela espécieConcavenator corcovatus’, identificada na jazida de Las Hoyas (Cuenca, Espanha) por alguns dos mesmos investigadores.

O carcharodontossauro mais antigo conhecido foi encontrado na Tanzânia, em África, sendo da mesma altura da nova espécie agora identificada em Portugal, o que, segundo os paleontólogos, “constitui a primeira evidência e a mais antiga deste grupo no hemisfério norte”. A identificação desta espécie amplia a diversidade de dinossauros terópodes conhecidos no Jurássico Superior português, um dos melhores registos deste período.

O ‘Lusovenator santosi’ foi apelidado em homenagem a José Joaquim dos Santos, um curioso da paleontologia, que, durante mais de 30 anos, descobriu fosseis de dinossauro, guardando-os em casa. Mais tarde, vendeu à Câmara de Torres Vedras a colecção, que tem vindo a ser estudada por investigadores da Sociedade de História Natural de Torres Vedras.

ZAP // Lusa

Por Lusa
11 Julho, 2020

 

spacenews

 

3950: Fósseis guardados em gaveta de museu pertencem a criatura gigante com 25 milhões de anos

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Peter Schouten

Os fósseis foram descobertos em 1973, mas só agora foram formalmente identificados e anunciados ao público. Trata-se de um antepassado gigante de fascólomos, também conhecidos como vombates.

Fascólomos estão entre os animais mais peculiares. De facto, os fascólomos são excêntricos e não se parecem muito com os seus parentes vivos mais próximos, os coalas. Mas os coalas e os fascólomos são os últimos sobreviventes de um grupo de marsupiais que já foi mais diversificado e cuja história fóssil remonta há pelo menos 25 milhões de anos.

Descobrir como este grupo diversificado fracassou em apenas fascólomos e coalas levou séculos de descobertas extraordinárias no registo fóssil. Uma dessas foi, na semana passada, anunciada num estudo publicado na revista Scientific Reports.

Mukupirna nambensis é um dos mais antigos marsupiais australianos descobertos. A sua descoberta aprofundou a compreensão dos relacionamentos e da história evolutiva de um dos grupos mais estranhos que já governaram esse continente.

Em 1973, no lago Pinpa , no sul da Austrália, uma expedição liderada pelo paleontólogo Dick Tedford, do Museu Americano de História Natural, descobriu uma série de animais extintos.

Uma combinação de seca e ventos fortes soprou a areia da superfície do leito do lago, revelando os restos de animais que morreram depois de ficarem presos na lama há 25 milhões de anos.

Uma das descobertas foi o crânio e o esqueleto parcial de um animal grande e distinto, semelhante ao fascólomo, que era claramente novo na ciência – Mukupirna.

Uma vez descobertos, os fósseis foram envoltos em gesso para serem transportados de volta para o Museu de História Natural, onde foram submetidos a anos de cuidadosa preparação. Embora Mukupirna tenha sido descoberto dessa maneira em 1973, só agora essa descoberta pode ser formalmente anunciada ao mundo.

O paleontólogo que descobriu o fóssil pela primeira vez morreu antes que pudesse estudá-lo. Agora, um dos seus ex-alunos pegou no trabalho deixado para trás, escreve o ATI.

Uma das coisas mais notáveis sobre este marsupial é o seu grande tamanho, que se estima ser entre 143-171 quilogramas, mais de quatro vezes maior do que qualquer fascólomo vivo.

Os antebraços de Mukupirna eram poderosamente musculados e as suas mãos podem ter funcionado como pás, um atributo compartilhado com os fascólomos modernos. Além disso, Mukupirna era claramente herbívoro, ao contrário dos fascólomos.

Pólen no depósito fóssil indica que, ao contrário de hoje, não havia pastos nesta área do centro da Austrália naquela época. Em vez disso, era dominada pela floresta tropical.

O reconhecimento formal de Mukupirna preenche mais uma lacuna no nosso conhecimento da estranha e maravilhosa história evolutiva dos mamíferos neste continente.

Infelizmente, é provável que todos eles tenham desaparecido quando uma mudança no clima global desencadeou uma alteração ambiental de florestas tropicais fracas, há 25 milhões de anos, para florestas tropicais mais exuberantes e com mais biodiversidade, há 23 milhões de anos.

Isso resultaria em condições de efeito de estufa mais intensas e num ambiente presumivelmente não adequado a estas criaturas.

Por ZAP
4 Julho, 2020

 

spacenews

 

3837: Há 120 milhões de anos, crocodilos gigantes andavam sobre duas patas

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Anthony Romilio / The University of Queensland

Uma equipa de investigadores encontrou pegadas ancestrais de um crocodilo gigante que caminhava sobre duas patas. Foram deixadas há 120 milhões de anos, na Coreia do Sul.

Num estudo publicado esta quinta-feira na revista Scientific Reports, uma equipa de investigadores detalhou a descoberta de pegadas de crocodilo primorosamente preservadas, formadas há cerca de 120 milhões de anos, naquilo que é agora Sacheon, na Coreia do Sul.

Esses vestígios fósseis revelam vários crocodilos a adoptar um comportamento muito curioso: um caminhar bípede, como muitos dinossauros.

As pegadas antigas descobertas assemelham-se àquelas feitas por seres humanos, com uma impressão de calcanhar proeminente. Mas têm recursos adicionais, incluindo impressões escamosas e grossas da sola e dos dedos dos pés, explica o co-autor Anthony Romilio numa texto publicado no portal The Conversation.

O formato das pegadas é também comparável às pegadas de crocodilos conhecidas noutros lugares. No entanto, em vez de serem feitas por crocodilos quadrúpedes do tamanho de gatos, os rastos fósseis de Sacheon são grandes. Com pegadas que medem cerca de 24 centímetros de comprimento, elas provêm de animais com pernas da mesma altura que pernas humanas e corpos com mais de três metros de comprimento.

Um antepassado distante

Hoje, os crocodilos andam sobre quatro pernas, mas as descobertas em Sacheon indicam um diferente padrão de movimento. Os trilhos são excepcionalmente estreitos, quase como se o animal deixasse as pegadas enquanto caminhava na corda bamba.

Isto sugere que estes crocodilos antigos tinham as pernas por baixo do corpo, como um dinossauro, em vez de assumir a típica postura vista nos crocodilos de hoje.

Os rastos não poderiam ter sido feitos por dinossauros. Uma diferença clara entre os rastos de dinossauros e crocodilos é que os crocodilos andam com os pés no chão, deixando uma impressão clara no calcanhar. Os dinossauros e os seus descendentes de pássaros andam quase em pontas de pés, com o calcanhar levantado do chão.

Rastos fósseis podem ser encontrados em muitos estados diferentes de preservação, variando de excelente a relativamente indistinto. Isso pode dificultar a identificação precisa dos animais que os criaram. Contudo, os investigadores sabem que os animais que deixaram esta rasto eram crocodilos antigos porque os rastos foram preservados na perfeição.

ZAP //

Por ZAP
13 Junho, 2020

 

spacenews

 

3737: Fóssil de um dos últimos megaraptores encontrado na Argentina

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

kabacchi / Flickr

Os restos de um megaraptor com o dobro do tamanho de uma girafa foram encontrados na Estancia La Anita, no sul da Argentina.

De acordo com os paleontólogos responsáveis pela descoberta, este megaraptor tinha cerca de dez metros, o que faz dele um dos maiores já encontrados. É também um dos mais jovens, com os cientistas a descrevê-lo como “um dos últimos representantes deste grupo”, antes de os dinossauros serem extintos, cita a revista Newsweek.

“Este foi o momento, há 65 milhões de anos, em que ocorreu a extinção dos dinossauros. Este novo megaraptor que temos agora de estudar terá sido um dos últimos representantes deste grupo”, afirmou à agência Reuters Fernando Novas, paleontólogo do Museu de Ciências Naturais de Buenos Aires que liderou a escavação.

Os megaraptores foram um grupo de dinossauros carnívoros e bípedes que viveram naquilo que é hoje a América do Sul, a Ásia e a Austrália, durante o período Cretáceo (há 145-66 milhões de anos).

Segundo Matt Lamanna, curador assistente e responsável pela Paleontologia de Vertebrados do Museu Carnegie de História Natural em Pittsburgh, Pensilvânia, este grupo de dinossauros é conhecido pelos seus dentes afiados, crânios pequenos e membros alongados.

Porém, as características que melhor o define, de acordo com um comunicado do museu argentino, eram os braços longos e as garras poderosas, que cresciam até cerca de 35 centímetros de comprimento.

Os paleontólogos acreditam que esses braços fortes eram a principal arma deste dinossauro, e não as suas mandíbulas, como é o caso de outros grupos, nos quais se inclui o Tyrannosaurus rex.

ZAP //

Por ZAP
24 Maio, 2020

 

spacenews

 

3373: Escorpião com 437 milhões de anos terá sido o primeiro a respirar em terra

CIÊNCIA

Fósseis do escorpião pré-histórico foram agora analisados e cientistas acreditam que são o exemplo mais antigo de um animal que respirou ar, tendo “saltado” da água do mar para terra.

Um escorpião com 437 milhões de anos terá sido a primeira criatura a aventurar-se do mar para a vida na terra, de acordo com um novo estudo, que lança uma nova luz sobre um dos primeiros capítulos da evolução da história do planeta.

Os cientistas acreditam que os restos fossilizados do escorpião pré-histórico são o exemplo mais antigo conhecido de um animal que respira ar terrestre, embora Andrew Wendruff, da Universidade Otterbein, em Westerville, Ohio, tenha dito que não se sabe como a criatura terá dividido o seu tempo entre terra e mar.

“Temos a preservação da estrutura interna. Eram como escorpiões modernos, pois faziam as mesmas coisas. Era mais do que provável respirarem ar em terra“, disse Wendruff, autor do estudo que publicou quinta-feira na revista Scientific Reports.

Embora não exista “prova inequívoca” de que este escorpião pré-histórico, oficialmente conhecido como Parioscorpio venator, fosse terrestre, Andrew Wendruff acredita que “tinha a capacidade de respirar em terra e certamente chegou a terra”.

Nenhum pulmão ou guelra pode ser visto nos fósseis, mas a semelhança com os caranguejos-ferradura, que podem respirar em terra, sugere que, apesar de os escorpiões mais antigos poderem não ter sido totalmente terrestres, devem ter permanecido em terra por longos períodos de tempo, aponta o estudo.

Imagens, incluídas no estudo, dos fósseis analisados

Todos os outros fósseis descobertos antes deste período são de animais que viveram e respiraram debaixo de água. Um milípede pré-histórico tinha sido dado anteriormente como o primeiro a mudar para terra, mas era 16 a 17 milhões de anos mais jovem, realça Wendruff, citado pela CNN. “Isto é literalmente quando as únicas coisas em terra eram plantas e proto-plantas. É muito antes dos peixes que se lançaram para terra e antes dos dinossauros”, disse.

Com o ferrão no final da cauda, o escorpião pré-histórico é praticamente indistinguível dos actuais, mas o investigador principal deste estudo explica que é impossível saber se usaria veneno. Os fósseis estavam entre os muitos desenterrados de uma pedreira em Wisconsin, na década de 1980 e tinham sido armazenados num museu na Universidade de Wisconsin antes de Wendruff os reexaminar como parte do seu doutoramento. Este cientista ficou surpreendido ao descobrir os dois fósseis de escorpião bem preservados que mostravam elementos do sistema circulatório, respiratório e digestivo do animal.

As criaturas antigas teriam cerca de dois centímetros de comprimento. Fósseis já analisados mostraram que algumas criaturas pré-históricas semelhantes a escorpiões tinham um metro e meio de comprimento, embora nunca saíssem do mar, foram extintas e não têm ligação com os escorpiões modernos.

Diário de Notícias

DN

spacenews

 

3351: Família encontra fósseis de animal gigante numa praia da Argentina

CIÊNCIA/ARQUEOLOGIA

AnitaAD / Wikimedia
Praia de Monte Hermoso, Buenos Aires

Uma família de turistas encontrou restos fósseis pertencentes a um animal da mega-fauna, com idade compreendida entre 10 e 25 mil anos, na região de Monte Hermoso, em Buenos Aires.

Na passada terça-feira, uma família de turistas argentinos encontrou, numa praia em Buenos Aires, restos fósseis pertencentes a um animal da mega-fauna, com idade compreendida entre 10 e 25 mil anos. De acordo com o Russia Today, trata-se de uma espécie não identificada que habitava as costas de Monte Hermoso, uma cidade localizada no sul do distrito de Buenos Aires.

A mãe e o filho encontraram os restos fósseis enterrados na areia e avisaram o Museu de Ciências Naturais Vicente Dimartino. A equipa do museu concedeu uma distinção à família por ter agido correctamente.

Vicente Museo Dimartino

Hoy por la mañana se realizó la extracción de restos fósiles pertenecientes a una especie que aún no se ha determinado a cúal pertenecía de la Megafauna extinta que habitó nuestras costas. Podría tener una antigüedad de 10 mil a 25 mil años aproximadamente. .

Agradecemos a Virginia Schamberger a su marido e hijo Ciro Ruiz Dias los turistas que lo encontraron y actuaron correctamente, no intentaron extraerlo y avisaron al área responsable. También un agradecimiento a Leandro Lecanda y Tomas Perretti de córdoba por ayudar a la extracción del fósil !!! Muchas gracias!!

A família “entrou no museu para avisar sobre a descoberta e, aproveitando a maré baixa, uma equipa foi remover os restos fósseis”. Segundo Natalia Sánchez, directora do Museu, a equipa continuará os trabalho de limpeza e preparação.

Quando “as peças estiverem prontas, serão classificadas, já que, para já, estão muito profundas no sedimento”. A directora disse ainda que os fósseis são, principalmente, “mandíbulas, mas que ainda não é possível ver a parte mastigável, o que nos daria uma pista para identificar a que espécie pertence”.

De acordo com a autoridade do museu Vicente Dimartino, os animais cujos fósseis foram encontrados “são megamamiferadores, porque são muito grandes – como os que aparecem no filme A Era do Gelo“.

ZAP //

Por ZAP
12 Janeiro, 2020

spacenews