1694: Revelada origem de misteriosos sinais extra-galácticos

NASA

Novos achados lançam luz sobre a origem do misterioso fenómeno espacial FIRST J141918.9 e revelam que representa uma explosão longa de raios gama “órfã”.

Usando um conjunto de radiotelescópios, astrónomos europeus estudaram o FIRST J141918.9+394036 e chegaram a várias hipóteses para a origem do fenómeno misterioso.

Um transiente de rádio é uma substância extra-galáctica de evolução lenta cujo brilho tem diminuído gradualmente nos últimos anos. O recente estudo revelou que este fenómeno poderia ser um resplendor no rescaldo de uma poderosa explosão de raios gama.

Entretanto, descobriu-se que os raios gama emitidos são indetectáveis na Terra, o que dá o nome ao fenómeno – a primeira explosão “órfã” de raios gama na história, de acordo com o novo estudo publicado no arXiv.

A emissão de rádio proveniente do FIRST J1419+3940 também poderia ser explicada por uma nebulosa recém-nascida alimentada por uma jovem magnetar, caracterizada por um campo magnético extremamente forte.

Como o transiente tem características e galáxia hospedeira semelhantes à fonte de rádio associada às primeiras rajadas rápidas de rádio repetidas FRB 12102, alguns astrónomos supuseram que FIRST J1419+3940 é uma magnetar relativamente nova que gira rapidamente.

Os astrónomos confiaram numa rede de telescópios para descobrir qual das duas hipóteses é a mais plausível: “Para distinguir estas hipóteses, realizamos observações de rádio usando a Rede Europeia de Interferometria de Longa Linha de Base em 1,6 GHz para resolver a emissão de forma espacial e encontrar rajadas de rádio com duração de milissegundos”, informaram os astrónomos liderados por Benito Marcote.

A equipe de Marcote acredita que o FIRST J1419+3940 é uma pequena fonte de rádio com uma densidade de fluxo ao nível de 620 microjansky. Com uma distância de luminosidade de cerca de 283 milhões de anos-luz, o tamanho da fonte foi estimado em cerca de 5,2 anos-luz.

Paralelamente, as observações não detectaram explosões de duração ao nível de milissegundos de origem astrofísica a partir deste objeto e confirmaram que a emissão de rádio proveniente dele não é térmica.

Os investigadores notaram que o FIRST J1419+3940 ainda poderia produzir rajadas rápidas de rádio, admitindo que é necessário realizar mais estudos do local.

ZAP // Phys

Por ZAP
10 Março, 2019

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