2996: Praia finlandesa coberta de milhares de “ovos de gelo”

CLIMA

Risto Mattila / Instagram

A praia de Marjaniemi, na ilha de Hailuoto, entre a Finlândia e a Suécia, foi invadida por milhares de “ovos de gelo”, um fenómeno meteorológico captado por um fotógrafo amador.

No domingo, Risto Mattila caminhava com a sua esposa na praia de Marjaniemi, na ilha de Hailuoto, quando foram surpreendidos por milhares de bolas de gelo. Segundo o fotógrafo amador, que não perdeu tempo a registar o fenómeno, as formas maiores tinham um tamanho semelhante a uma bola de futebol.

“Estava a passear com a minha mulher na praia Marjaniemi. Estava um dia de sol, com temperatura de -1ºC, e ventoso. Foi quando encontrei este extraordinário fenómeno. Havia neve e ovos de neve por toda a praia, na linha de água”, disse Mattila à BBC.

Esta grande “colecção” de “ovos de gelo” foi o resultado de uma conjugação rara de condições climáticas. As pequenas bolas de neve são enroladas em simultâneo por acção do vento e da água, neste caso em particular, as ondas do mar.

Foi uma vista incrível. Eu nunca vi este fenómeno antes. O maior dos ovos era do tamanho de uma bola de futebol”, acrescentou o fotógrafo.

Um especialista em meteorologia, consultado pelo The Guardian, explicou que estes “ovos de gelo” não são um fenómeno raro na Finlândia. O fenómeno pode ser observado uma vez por ano sob determinadas condições atmosféricas e meteorológicas como “temperatura do ar abaixo dos zero graus, temperatura da água do mar gelada, uma praia de areia rasa e ligeiramente inclinada e ondas calmas”.

Também James Carter, professor da Universidade do Illinois, nos Estados Unidos, explicou ao jornal que o gelo começa por ser uma espécie de “lama” na superfície da água, que com o movimento das ondas se vai cristalizando até solidificar.

ZAP //

Por ZAP
8 Novembro, 2019

 

139: Queda de meteoro transforma a noite em dia na Finlândia

As câmaras de moradores capturaram um momento incrível na Finlândia na última quinta-feira: um meteoro rasgou os céus da Lapónia, região norte do país escandinavo, e transformou a noite em dia com uma explosão percebida a quilómetros de distância.

Apesar de o meteoro ter um brilho incrivelmente intenso, ainda não é sabido se atingiu o solo ou se explodiu na atmosfera. “Nesta noite, quando eu estava sentada em casa, houve uma grande explosão e a casa toda estremeceu violentamente“, disse Tony Bateman, que gravou um dos vídeos e dirige o site Aurora Service Tours.

“Estávamos a fazer uma transmissão ao vivo, a captar o céu nocturno para registar a aurora boreal. Imediatamente pensei que as câmaras tivessem apanhado o espectáculo causado pela entrada do meteoro na atmosfera. Então, volto o vídeo e lá está. Fiquei arrepiado. Que noite!”, conta Bateman.

O incidente ocorreu por volta das 6h40 (hora local) pelos céus de Inari, na Lapónia finlandesa, e parece ter sido tão poderoso que alguns dizem ter ouvido a explosão também na Noruega e na Rússia.

As luzes vieram de todo lado, como uma explosão que durou cerca de cinco ou seis segundos”, declarou o atleta Atle Staaleen ao Barents Observer.

Apesar de o evento ser impressionante, os meteoros não são tão raros. Milhares de objectos explodem na nossa atmosfera todos os anos, mas muitos são demasiado pequenos para serem notados. E vários desses milhares caem em áreas remotas e desabitadas.

Em algumas ocasiões, porém, um meteorito pode se espalhar por uma área povoada ao entrar em contacto com a atmosfera terrestre. No caso deste incidente na Finlândia, o meteoro parece explodir no ar num bólide – quando uma rocha espacial é desintegrada antes de chegar ao solo – ou atingiu a Terra como um meteorito.

E por não serem raros, os cientistas estão a melhorar constantemente o rastreio de meteoritos, mas ainda estão longe da perfeição: em 2013, um meteorito não detectado caiu em Chelyabinsk, na Rússia, e feriu centenas de pessoas com a explosão, causando danos em edifícios e residências.

Felizmente, desta vez não há relatos de feridos ou estragos, mas é um bom lembrete de que há muitas rochas a “passear” pelo espaço que podem, em visita ao Sistema Solar, atingir a Terra. Por isso, é necessário que continuemos a preparar-nos para quando algo entrar no nosso caminho – pois isso poderia significar o fim da civilização humana.

EM, ZAP // IFLScience

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