3783: Descoberto novo tipo de matéria exótica no “coração” das estrelas de neutrões

CIÊNCIA/ASTROFÍSICA/FÍSICA

Jyrki Hokkanen, CSC – IT Center for Science

Uma investigação levada a cabo por um grupo de cientistas da Finlândia encontrou fortes evidências da existência de matéria exótica de quarks no interior dos núcleos das maiores estrelas de neutrões.

Em comunicado, os cientistas explicam que chegaram a esta conclusão ao combinar resultados recentes da Física teórica nuclear e de partículas teóricas com medições de ondas gravitacionais de colisões de estrelas de neutrões.

“Confirmar a existência de núcleos de quarks no interior de estrelas de neutrões tem sido um dos objectivos mais importantes na física de estrelas de neutrões, uma vez que esta possibilidade foi acolhida pela primeira vez há cerca de 40 anos”, explicou o Aleksi Vuorinen, professor do Departamento de Física da Universidade de Helsínquia, na Finlândia, e co-autor do estudo citado na mesma nota.

Até então, não era claro se a matéria existente nos núcleos das estrelas de neutrões mais massivas entra em colapso num estado ainda mais exótico – chamado matéria de quarks -, onde os núcleos deixam de existir, explica a Europa Press.

No novo estudo, cujos resultados foram recentemente publicados na revista científica Nature Physics, os cientistas afirmam que a resposta a esta questão é sim: no interior dos núcleos das estrelas de neutrões, existe matéria exótica de quarks.

A mesma publicação sublinha que a matéria que existe no “coração” dos núcleos das estrelas de neutrões estáveis mais massivas é bem mais semelhante com a matéria de quarks do que com a matéria nuclear comum.

Entende-se por estrela de neutrões um núcleo colapsado de uma grande estrela que, antes de colapsar, terá tido entre 10 a 29 massas solares.

As estrelas muito mais massivas do que o nosso Sol geralmente terminam as suas vidas como uma estrela de neutrões ou como um buraco negro. As estrelas de neutrões emitem pulsos regulares de radiação que permitem a sua detecção.

ZAP //

Por ZAP
4 Junho, 2020

 

spacenews

 

2996: Praia finlandesa coberta de milhares de “ovos de gelo”

CLIMA

Risto Mattila / Instagram

A praia de Marjaniemi, na ilha de Hailuoto, entre a Finlândia e a Suécia, foi invadida por milhares de “ovos de gelo”, um fenómeno meteorológico captado por um fotógrafo amador.

No domingo, Risto Mattila caminhava com a sua esposa na praia de Marjaniemi, na ilha de Hailuoto, quando foram surpreendidos por milhares de bolas de gelo. Segundo o fotógrafo amador, que não perdeu tempo a registar o fenómeno, as formas maiores tinham um tamanho semelhante a uma bola de futebol.

“Estava a passear com a minha mulher na praia Marjaniemi. Estava um dia de sol, com temperatura de -1ºC, e ventoso. Foi quando encontrei este extraordinário fenómeno. Havia neve e ovos de neve por toda a praia, na linha de água”, disse Mattila à BBC.

Esta grande “colecção” de “ovos de gelo” foi o resultado de uma conjugação rara de condições climáticas. As pequenas bolas de neve são enroladas em simultâneo por acção do vento e da água, neste caso em particular, as ondas do mar.

Foi uma vista incrível. Eu nunca vi este fenómeno antes. O maior dos ovos era do tamanho de uma bola de futebol”, acrescentou o fotógrafo.

Um especialista em meteorologia, consultado pelo The Guardian, explicou que estes “ovos de gelo” não são um fenómeno raro na Finlândia. O fenómeno pode ser observado uma vez por ano sob determinadas condições atmosféricas e meteorológicas como “temperatura do ar abaixo dos zero graus, temperatura da água do mar gelada, uma praia de areia rasa e ligeiramente inclinada e ondas calmas”.

Também James Carter, professor da Universidade do Illinois, nos Estados Unidos, explicou ao jornal que o gelo começa por ser uma espécie de “lama” na superfície da água, que com o movimento das ondas se vai cristalizando até solidificar.

ZAP //

Por ZAP
8 Novembro, 2019

 

139: Queda de meteoro transforma a noite em dia na Finlândia

As câmaras de moradores capturaram um momento incrível na Finlândia na última quinta-feira: um meteoro rasgou os céus da Lapónia, região norte do país escandinavo, e transformou a noite em dia com uma explosão percebida a quilómetros de distância.

Apesar de o meteoro ter um brilho incrivelmente intenso, ainda não é sabido se atingiu o solo ou se explodiu na atmosfera. “Nesta noite, quando eu estava sentada em casa, houve uma grande explosão e a casa toda estremeceu violentamente“, disse Tony Bateman, que gravou um dos vídeos e dirige o site Aurora Service Tours.

“Estávamos a fazer uma transmissão ao vivo, a captar o céu nocturno para registar a aurora boreal. Imediatamente pensei que as câmaras tivessem apanhado o espectáculo causado pela entrada do meteoro na atmosfera. Então, volto o vídeo e lá está. Fiquei arrepiado. Que noite!”, conta Bateman.

O incidente ocorreu por volta das 6h40 (hora local) pelos céus de Inari, na Lapónia finlandesa, e parece ter sido tão poderoso que alguns dizem ter ouvido a explosão também na Noruega e na Rússia.

As luzes vieram de todo lado, como uma explosão que durou cerca de cinco ou seis segundos”, declarou o atleta Atle Staaleen ao Barents Observer.

Apesar de o evento ser impressionante, os meteoros não são tão raros. Milhares de objectos explodem na nossa atmosfera todos os anos, mas muitos são demasiado pequenos para serem notados. E vários desses milhares caem em áreas remotas e desabitadas.

Em algumas ocasiões, porém, um meteorito pode se espalhar por uma área povoada ao entrar em contacto com a atmosfera terrestre. No caso deste incidente na Finlândia, o meteoro parece explodir no ar num bólide – quando uma rocha espacial é desintegrada antes de chegar ao solo – ou atingiu a Terra como um meteorito.

E por não serem raros, os cientistas estão a melhorar constantemente o rastreio de meteoritos, mas ainda estão longe da perfeição: em 2013, um meteorito não detectado caiu em Chelyabinsk, na Rússia, e feriu centenas de pessoas com a explosão, causando danos em edifícios e residências.

Felizmente, desta vez não há relatos de feridos ou estragos, mas é um bom lembrete de que há muitas rochas a “passear” pelo espaço que podem, em visita ao Sistema Solar, atingir a Terra. Por isso, é necessário que continuemos a preparar-nos para quando algo entrar no nosso caminho – pois isso poderia significar o fim da civilização humana.

EM, ZAP // IFLScience

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=42]

[yasr_visitor_votes size=”medium”]

[powr-hit-counter id=39e24d97_1511435030553]