3317: Cientistas observaram pela primeira vez uma ave marinha a usar ferramentas

CIÊNCIA/ZOOLOGIA

Jon Gretarsson / Wikimedia
Fradinho, também chamado papagaio-do-mar

O primeiro exemplo do uso de ferramentas por parte de aves marinhas foi documentado nos fradinhos, também chamados papagaios-do-mar, que utilizam paus para coçar-se.

Nas últimas décadas, os cientistas têm encontrado muitos exemplos de animais que usam ferramentas. Por exemplo, em Outubro do ano passado, investigadores observaram, pela primeira vez, javalis das Visayas a usar paus para cavar e construir ninhos.

Apesar de várias aves também o fazerem, este comportamento ainda não tinha sido observado em aves marinhas. Até agora. De acordo com a agência Europa Press, um fradinho, também chamado papagaio-do-mar, foi visto a usar um pau para coçar-se.

Os três investigadores da Universidade de Oxford e do Centro de Investigação de Natureza do Sul da Islândia relatam esta descoberta no estudo publicado, em Dezembro de 2019, na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Para além de representar o primeiro uso conhecido de uma ferramenta por uma ave marinha, também se trata da primeira observação de uma ave que utiliza uma ferramenta para se coçar.

Os investigadores destacam que o pássaro habitava a ilha de Grimsey, na Islândia, local onde as aves sofrem com parasitas na sua plumagem. Além disso, a equipa aponta que, no ano passado, era também conhecido pelas infestações de carraças.

Apesar dessa situação, os cientistas assinalam que presenciaram a este comportamento em dois lugares separados por uma grande distância, o que pode mostrar que o uso de ferramentas entre os fradinhos é comum.

ZAP //

Por ZAP
6 Janeiro, 2020

spacenews

 

1482: Há uma nova ferramenta (online) para manter a vida alienígena debaixo de olho

SETI

Pela primeira vez, uma nova ferramenta na Internet permite acompanhar e actualizar todas as pesquisas de inteligência artificial não terrestre (SETI) realizadas pela comunidade científica desde 1960. 

Um pouco por todo o mundo, correm investigações que procuram vida alienígena e, por vezes, torna-se difícil acompanhar todos os avanços alcançados.

Foi com isto em mente que Jill Tarter, pioneira neste campo de investigação e co-fundadora do Instituto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), lançou o Technosearch, uma nova ferramenta disponível na Internet que compila todas as pesquisas do SETI publicadas nas últimas seis décadas. A plataforma permite ainda que os utilizadores enviem as suas próprias investigações, mantendo o banco de dados actualizado.

“Comecei a guardar este arquivo de pesquisa quando era ainda estudante”, explica Tarter citada em comunicado. “Alguns dos artigos originais foram apresentados em conferências, ou aparecem em revistas obscuras que são de difícil acesso para os recém-chegados ao campo do SETI. Estou muito contente por termos agora uma ferramenta que pode ser utilizada por toda a comunidade e com uma metodologia para mantê-la actualizada”.

Tarter desenvolveu a Technosearch em colaboração com estagiários da Research Experience for Undergraduates (REU), estudantes de pós-graduação que trabalham com o professor Jason Wright da Universidade Estadual da Pensivânia, nos Estados Unidos, e Andrew Garcia, estudante da REU em 2018 no Instituto SETI.

A Technosearch rastreia informações, incluindo dados básicos de cada observação e os seus autores, data e objectos observados e a instalação a partir da qual foi realizada. As características do telescópio utilizado são definidas, o tempo dedicado a cada objecto e o respectivo link para o artigo de investigação publicado originalmente.

Actualmente, a Technosearch conta com mais de 100 pesquisas de rádio e 38 pesquisas ópticas, totalizado cerca de 140 investigações científicas diferenciadas. No futuro, a comunidade SETI deverá colaborar para manter a Technosearch actualizada e precisa.

Desde a primeira pesquisa SETI levada a cabo por Frank Drake em 1960, astrónomos e amadores em todo o mundo têm procurado e esperam encontrar evidências de vida, especialmente vida inteligente, além do planeta Terra. Um desafio constante para os apaixonados por este tipo de investigação tem sido acompanhar as dezenas de pesquisas que já foram realizadas – a Technosearch visa colmatar esse mesmo problema.

ZAP // EuropaPress / LiveScience

Por ZAP
16 Janeiro, 2019

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